O rico e Lázaro

Lições da Bíblia1

1. Leia Lucas 16:19-31. Por que essa história não é uma descrição literal da vida após a morte?

Lucas 16:19-31 (ARA): “19 Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. 20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; 21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. 22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. 26 E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. 27 Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, 28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. 29 Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. 30 Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. 31 Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.

Alguns estudiosos sugerem que Lucas 16:19-31 deva ser interpretado de forma literal, isto é, como uma descrição do estado dos mortos. Porém, essa visão levaria a várias conclusões antibíblicas e iria contradizer muitas das passagens que já examinamos.

Primeiro, teríamos que admitir que o Céu e o inferno estão próximos o suficiente para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares (Lc 16:23-31). Teríamos também de supor que, na vida após a morte, enquanto o corpo jaz na sepultura, permanece uma forma consciente da alma espiritual com “olhos”, “dedo”, “língua” e que até sente sede (Lc 16:23, 24).

Se essa passagem fosse uma descrição do estado humano na morte, o Céu não seria um lugar de felicidade, visto que os salvos poderiam acompanhar os sofrimentos intermináveis de seus queridos, e até mesmo dialogar com eles (Lc 16:23-31). Uma mãe poderia ser feliz no Céu ao contemplar as agonias intermináveis de seu filho amado no inferno? Em um contexto assim, seria impossível o cumprimento da promessa de que no Céu não haverá mais tristeza, nem choro, nem dor (Ap 21:4).

Devido a tais incoerências, muitos estudiosos bíblicos modernos consideram a história do rico e Lázaro uma parábola da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. George E. Ladd, teólogo evangélico, escreveu que essa história provavelmente tenha sido “uma parábola que fez uso do pensamento judaico corrente e não teve intenção de ensinar nada sobre o estado dos mortos” (G. E. Ladd, “Eschatology”, The New Bible Dictionary, editado por J. D. Douglas [Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1962], p. 388).

O relato da parábola ensina que (1) status e reconhecimento social no presente não são os critérios para a recompensa futura e (2) o destino eterno de cada um é decidido nesta vida e não pode ser revertido na vida após a morte (Lc 16:25, 26).

“Mas ele lhe disse: ‘Se não ouvem Moisés e os Profetas, também não se deixarão convencer, mesmo que ressuscite alguém dentre os mortos’” (Lc 16:31). O que aprendemos com Jesus sobre a autoridade da Bíblia e nossa maneira de reagir a ela?

Domingo, 20 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Passagens bíblicas controversas

Lições da Bíblia1

“Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (Jo 5:39).

Pedro nos exorta: “Santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm” (1Pe 3:15). E Paulo nos encoraja: “Pregue a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, corrija, repreenda, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4:2, 3). Sendo assim, devemos atentar não apenas às passagens cuja explicação facilmente se ajusta às nossas crenças, mas também devemos lidar com passagens que são comumente usadas para ensinar algo diferente do que acreditamos.

Ao fazermos isso, devemos seguir o exemplo inspirador de Jesus. “O próprio Cristo nunca omitiu uma palavra da verdade, mas sempre a disse com amor. […] Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa e jamais provocou sem motivo uma dor a uma pessoa frágil. Não censurava a fraqueza humana” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 276).

Nesta semana estudaremos algumas passagens intrigantes usadas para justificar a imortalidade natural da alma. Essas reflexões devem fortalecer nossas próprias convicções e nos ajudar a responder com bondade àqueles que questionam esse ensinamento crucial.

Sábado, 18 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A esperança do Novo Testamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 162-170 (“As cartas aos tessalonicenses”), p. 201-205 (“Chamado a um padrão mais elevado”).

“Os romanos”, escreveu Stephen Cave, “conheciam bem a crença dos cristãos de que um dia ressuscitariam fisicamente da sepultura e faziam tudo o que podiam para zombar dessa esperança, bem como impedi-la. Um relatório de uma perseguição na Gália em 177 d.C. registra que os mártires foram primeiro executados, depois seus cadáveres foram deixados para apodrecer, sem serem enterrados, por seis dias antes de ser queima- dos e as cinzas jogadas no rio Ródano – ‘Agora vamos ver se eles se levantarão novamente’, teriam dito os romanos” (Stephen Cave, Immortality: The Quest to Live Forever and How It Drives Civilization [New York: Crown Publishers, 2012], p. 104, 105).

Esse exemplo de ceticismo é irrelevante, pois não provou nada sobre a promessa bíblica da ressurreição. O poder que ressuscitou Jesus também pode fazer o mesmo por nós, independentemente do estado do nosso corpo. Afinal, se esse poder criou e sustenta o cosmos, pode transformar os vivos e ressuscitar os mortos.

“Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem’ (1Ts 4:14). Muitos dão a essa passagem a interpretação de que os que dormem serão trazidos com Cristo do Céu; mas Paulo queria dizer que, como Cristo ressuscitou dos mortos, assim Deus chamará de suas sepulturas os santos que dormem e os levará Consigo para o Céu” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 164, 165).

Perguntas para consideração

  1. Alguém disse: “A morte aniquila você. […] Ser aniquilado completamente destrói o sentido da vida.” Que esperança temos contra essa falta de sentido?
  2. Como harmonizar a busca da perfeição (Fp 3:12-16) com o fato de que somente na segunda vinda de Cristo receberemos uma natureza incorruptível (1Co 15:50-55)?
  3. Como ajudar alguém a ver o erro do ensino do “arrebatamento secreto”?
  4. Que evidência temos de que os mortos estão dormindo, e não estão no Céu com Jesus? (1Co 15:12-19). Que sentido esses versos têm se os justos mortos estão no Céu?

Sexta-feira, 18 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O encontro eterno

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 15:51-55. Sobre qual “mistério” Paulo explicou?

1 Coríntios 15:51-55 (ARA)2: “51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Alguns pregadores populares sugerem que esse “mistério” (1Co 15:51) é o “arrebatamento secreto” da igreja, que deve ocorrer sete anos antes da gloriosa segunda vinda de Cristo. Nesse “arrebatamento secreto”, os cristãos fiéis são repentina, silenciosa e secretamente levados para o Céu enquanto todos os outros permanecem aqui indagando o que ocorreu com eles. Pessoas poderão, de repente, estar em um carro sem motorista, porque o motorista foi arrebatado para o Céu, e tudo o que “restou são suas roupas”. O best-seller de 16 volumes Deixados para Trás, transformado em quatro filmes, promoveu esse falso ensinamento, expondo milhões de pessoas a ele.

Nenhuma passagem bíblica endossa uma distinção tão artificial entre o arrebatamento e a segunda vinda. O “mistério” ao qual Paulo estava se referindo é a transformação dos justos vivos para se juntarem aos justos ressuscitados no retorno de Cristo. Esse é o “arrebatamento”. Não há “arrebatamento secreto” porque a volta de Jesus será visível a todos os vivos (Ap 1:7), e tanto a ressurreição dos mortos quanto a transformação dos vivos ocorrerão ao som da trombeta (1Co 15:51, 52).

Na segunda vinda ocorrerá o encontro mais incrível de todos os tempos. Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos” (1Co 15:52). À voz de Deus, eles são glorificados, são feitos imortais e, com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Os anjos “reunirão os Seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:31). “Crianças serão levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos separados pela morte, por longo tempo, se encontrarão para nunca mais se separarem e, com cânticos de alegria, subirão juntos para a cidade de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 534).

Essa é uma promessa tão incrível, tão diferente de tudo que experimentamos que é difícil de entender. Mas pense na vastidão do cosmos, bem como na complexidade da vida. A criação testifica do incrível poder de Deus. O que isso nos ensina sobre o poder de Deus para transformar os vivos e ressuscitar os mortos?

Quinta-feira, 17 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ao som da trombeta

Lições da Bíblia1

“Os tessalonicenses tinham se apegado fortemente à ideia de que Cristo viria para transformar os fiéis que estivessem vivos até a Sua segunda vinda. Haviam protegido cuidadosamente a vida de seus amigos, para que não morressem e perdessem assim a bênção que eles aguardavam: o encontro com o Salvador prestes a voltar. Porém, um após outro, seus amados foram separados deles. Com angústia, os tessalonicenses tinham contemplado pela última vez o rosto de seus entes falecidos, quase não ousando esperar encontrá-los na vida futura” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 164).

4. Leia 1 Tessalonicenses 4:13-18. Como Paulo corrigiu o equívoco relacionado com a falta de esperança?

1 Tessalonicenses 4:13-18 (ARA)2: “13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. 15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Há uma tendência histórica de ler na expressão “trará, na companhia Dele, os que dormem” (1Ts 4:14) mais do que o texto está dizendo. Muitos que aceitam a teoria da imortalidade natural da alma sugerem que Cristo, em Sua segunda vinda, trará consigo do Céu as almas dos justos mortos que já estão no Céu com Deus. Desse modo, essas almas poderão ser reunidas com seus respectivos corpos ressuscitados. Mas tal interpretação não está em harmonia com os ensinos de Paulo sobre o assunto.

Leia as palavras deste teólogo não adventista sobre o real significado desse verso: “A razão pela qual os cristãos tessalonicenses podem ter esperança ao prantear os membros mortos de sua igreja é que Deus os ‘trará’, isto é, Ele ressuscitará esses crentes falecidos e fará com que estejam presentes na volta de Cristo, de modo que estarão ‘com Ele’. O que se sugere é que esses crentes mortos não estarão em algum tipo de desvantagem na parousia de Cristo, mas estarão ‘com Ele’ de tal forma que compartilhem igualmente com os crentes vivos da glória associada ao Seu retorno” (Jeffrey A. D. Weima, 1 – 2 Thessalonians, Baker Exegetical Commentary on the New Testament [Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2014], p. 319).

Se a alma dos justos mortos já estivesse com o Senhor no Céu, Paulo não precisaria mencionar a ressurreição final como a esperança cristã; ele poderia ter apenas mencionado que os justos já estavam com o Senhor. Mas, em vez disso, afirmou que, “mediante Jesus”, “os que dormem” (1Ts 4:14) serão ressuscitados dos mortos no fim dos tempos.

A esperança da ressurreição final trouxe conforto aos tessalonicenses enlutados. A mesma esperança nos ajuda a enfrentar os momentos dolorosos em que as garras frias da morte tiram de nós pessoas amadas.

Quarta-feira, 16 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Eu o ressuscitarei

Lições da Bíblia1

Em um de Seus milagres, Jesus alimentou cinco mil pessoas com apenas uma pequena quantidade de pães e peixes (Jo 6:1-14). Percebendo que a multidão pretendia proclamá-Lo Rei (Jo 6:15), navegou com Seus discípulos para o outro lado do mar da Galileia. Mas, no dia seguinte, a multidão O seguiu até lá, onde proferiu Seu poderoso sermão sobre o Pão da Vida, com ênfase especial no dom da vida eterna (Jo 6:22-59).

3. Leia João 6:26-51. Como Jesus associou a dádiva da vida eterna com a ressurreição final dos justos?

João 6:26-51 (ARA)2: “26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. 27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo. 28 Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? 29 Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado. 30 Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: 32 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. 33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. 35 Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. 36 Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes. 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. 38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 41 Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. 42 E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu? 43 Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos profetas: Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. 46 Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto. 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. 50 Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.

Em Seu sermão, Jesus destacou três conceitos básicos em relação à vida eterna. Primeiro, Ele Se identificou como “o pão que desce do Céu e dá vida ao mundo” (Jo 6:33, 58). Ao declarar “Eu sou [gr. eg? eimi] o pão da vida” (Jo 6:35, 48), Jesus Se apresentou como o grande “EU SOU” do AT (Êx 3:14). Em segundo lugar, Jesus explicou que a vida eterna pode ser assegurada Nele: “quem vem a Mim” e “quem crê em Mim” terá essa bênção (Jo 6:35). E, finalmente, vinculou o dom da imortalidade com a ressurreição final, assegurando três vezes: “E Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40, 44, 54).

Jesus também fez esta promessa incrível: “Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47). Assim, o dom da vida eterna já é uma realidade presente. Contudo, isso não significa que o crente nunca morrerá, pois a própria expressão “ressuscitarei” (Jo 6:40) pressupõe voltar à vida.

O quadro é claro. Sem Cristo, não há vida eterna. Mas, mesmo depois de aceitar a Cristo e ter a certeza da vida eterna, continuamos, por ora, sendo mortais e, portanto, sujeitos à morte natural. Na Sua segunda vinda, Jesus ressuscitará os mortos que creram Nele e, naquele momento, dará a eles o dom da imortalidade. O dom é garantido, não por causa de uma suposta imortalidade natural da alma, mas por causa da justiça de Jesus, que vem a nós pela fé Nele.

Jesus disse que, se você crer Nele, tem a vida eterna! Como essa promessa maravilhosa pode ajudá-lo a lidar com a dolorosa realidade de nossa mortalidade presente, embora temporária?

Terça-feira, 15 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Virei outra vez

Lições da Bíblia1

2. Leia João 14:1-3. Já se passaram quase 2.000 anos desde que Jesus prometeu voltar. Como podemos ajudar as pessoas a ver que essa promessa é relevante até mesmo para nossa própria geração?

João 14:1-3 (ARA)2: “1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. 3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

Quatro vezes no livro do Apocalipse, Jesus declarou: “Venho sem demora!” (Ap 3:11; 22:7, 12, 20). A expectativa de Sua breve vinda impulsionou a missão da igreja apostólica e encheu de esperança incontáveis cristãos ao longo dos séculos. Mas geração após geração passou, e esse evento prometido ainda não ocorreu. E, assim, muitos se perguntam: por quanto tempo mais teremos que pregar que “Jesus voltará em breve”? Essas palavras geraram uma expectativa irreal? (Veja 2Pe 3:4 [“e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”]).

Muitos cristãos se queixam do longo “atraso” (compare com Mt 25:5). Mas como nós, de fato, sabemos que é um longo “atraso”? Qual teria sido o tempo “certo” para Cristo retornar? Teria sido há 50 anos, 150, 500? O que de fato importa é a promessa bíblica: “O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a julguem demorada. Pelo contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

Apesar dos longos séculos passados desde que Jesus ascendeu ao Céu, a promessa de Sua vinda permanece sendo relevante até hoje. Por quê? Porque tudo o que temos é uma vida curta (Sl 90:10), seguida por um descanso inconsciente na sepultura (Ec 9:5, 10), e então a ressurreição final, sem nenhuma oportunidade posterior de mudar nosso destino (Hb 9:27). No que diz respeito aos mortos (conforme a lição 3), visto que todos eles estão dormindo e inconscientes, a segunda vinda de Cristo não tarda mais que alguns instantes depois que morrem. Para você (assim como para todo o povo de Deus de todas as épocas), o retorno de Cristo não tardará mais do que alguns instantes após sua morte. Isso significa muito em breve, não é?

Cada dia que passa é um dia a menos para a gloriosa aparição do Senhor Jesus Cristo nas nuvens do céu. Embora não saibamos quando Ele virá, podemos ter certeza de que Ele virá, e isso é o que realmente importa.

Um pastor pregou um sermão argumentando que não se importava com o tempo que faltava para que Cristo voltasse, contanto que Ele voltasse. Essa lógica funciona para você? Ela pode ajudá-lo se estiver desanimado porque Jesus ainda não retornou?

Segunda-feira, 14 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Esperança além desta vida

Lições da Bíblia1

Heródoto, historiador grego (485-425 a.C.), escreveu sobre uma tribo em que, quando alguém nascia, começava um período de luto, pois eles previam o sofrimento que a criança enfrentaria na fase adulta. Parece um ritual estranho, mas há lógica nele.

Milênios depois, no início do século 20, um anúncio nos Estados Unidos dizia: “Para que viver, se você pode ser enterrado por dez dólares?”

A vida pode ser difícil, mesmo que acreditemos em Deus e na eternidade. Imagine, porém, quão difícil é para os que não têm esperança de nada além desta curta e conturbada existência. Muito se fala sobre a falta de sentido da existência, uma vez que não apenas morremos, mas temos a percepção de que vamos morrer. Essa percepção torna a vida aparentemente insignificante e vazia. Um pensador se referiu aos seres humanos como nada além de “pedaços de carne estragada em ossos em desintegração”. Bastante macabro, porém, é difícil argumentar contra a lógica.

Em contraste com isso, temos a promessa da vida eterna. Essa esperança está em Jesus e no que Sua morte e ressurreição oferecem. Caso contrário, o que nos resta?

1. Leia 1 Coríntios 15:12-19. Segundo Paulo, qual é a relação entre a ressurreição de Cristo e a esperança de nossa própria ressurreição?

1 Coríntios 15:12-19 (ARA)2: “12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; 15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

Paulo foi claro: nossa ressurreição está ligada à ressurreição de Cristo. E, se os mortos não ressuscitam, significa que Cristo não ressuscitou, e se Cristo não ressuscitou, o que ocorre? “É vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados”. Em outras palavras, quando morremos, permanecemos mortos para sempre, e, portanto, tudo isso é sem sentido. Paulo afirmou em 1 Coríntios 15:32 “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.

““Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta” (Sl 90:10). Se tudo der certo, se não fumarmos nem comermos muitos hambúrgueres, podemos viver alguns anos a mais. No entanto, se nossa existência como protoplasma à base de carbono é tudo o que existe, estamos em uma situação bem difícil. Não é de admirar que Ellen G. White tenha escrito: “O Céu vale tudo para nós, e se o perdermos, tudo perderemos” (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 349).”

Nossa esperança é preciosa. Por que devemos preservá-la, pela graça de Deus?

Domingo, 13 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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