A fé do patriarca Abraão: parte 2

Lições da Bíblia1

Em Gênesis 15:6, vemos que várias traduções usaram as expressões “ter em conta” (do hebraico, hasab), “creditar” (NVI) ou “considerar” (Nova Versão Transformadora).

O mesmo termo é empregado em outros textos nos livros de Moisés. Uma pessoa ou coisa é “considerada” o que não é. Por exemplo, em Gênesis 31:15, Raquel e Lia afirmaram que seu pai as “considerava” estrangeiras, embora elas fossem filhas dele. O dízimo do levita foi “atribuído” (“considerado” ou “contado”) como se fosse produto da eira, embora evidentemente não fosse trigo (Nm 18:27, 30).

5. Como a ideia de “imputar”, “creditar” ou “considerar” é expressa no contexto dos sacrifícios? Lv 7:18; 17:1-4

Lv 7:18 (ARA)2: “Se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniquidade.”

Lv 17:1-4 (ARA)2: “1 Disse o Senhor a Moisés: 2 Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel e dize-lhes: Isto é o que o Senhor ordenou, dizendo: 3 Qualquer homem da casa de Israel que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial ou fora dele, 4 e os não trouxer à porta da tenda da congregação, como oferta ao Senhor diante do seu tabernáculo, a tal homem será imputada a culpa do sangue; derramou sangue, pelo que esse homem será eliminado do seu povo;”

A versão Almeida Revista e Atualizada usa a palavra “imputar” para traduzir hasab. Se determinado sacrifício (“oferta pacífica”) não fosse comido até o terceiro dia, seu valor se perdia, e a oferta não devia ser “atribuída” (Lv 7:18; do hebraico hasab) em benefício do ofertante. Levítico 7:18 fala de uma situação em que um sacrifício era “atribuído” em benefício do pecador (compare com Lv 17:1-4), que então era contado diante de Deus como justo. Deus considerava justo o pecador, embora o indivíduo fosse, na verdade, injusto.

6. Reflita sobre essa maravilhosa verdade de que, apesar de nossas falhas, podemos ser considerados justos aos olhos de Deus. Escreva a sua compreensão desse assunto:

A maravilhosa verdade – de que somos declarados justos, não por causa de nossos atos, mas unicamente pela fé no que Cristo fez por nós – é a essência da expressão “justificação pela fé”. No entanto, nossa fé não nos torna justos; em vez disso, a fé é o meio pelo qual obtemos o dom da justiça. Essa é a beleza, o mistério e a glória do cristianismo. Tudo em que cremos como cristãos, como seguidores de Cristo, tem origem nesse conceito maravilhoso. Por meio da fé, somos considerados justos aos olhos de Deus. Tudo o que vem depois: obediência, santificação, desenvolvimento do caráter e amor, deve se originar dessa verdade essencial.

O que você responderia a alguém que busca ser cristão, mas diz: “Eu não me sinto justo”?

Quarta-feira, 16 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A fé do patriarca Abraão: parte 1

Lições da Bíblia1

“Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi atribuído para justiça” (Gn 15:6). Esse verso continua sendo uma das declarações mais profundas de todas as Escrituras. Ele estabelece a verdade crucial da religião bíblica, de que a justificação ocorre somente pela fé, e isso muitos séculos antes de Paulo escrever sobre esse assunto em Romanos. Esses versos provam que, desde o Éden, a salvação sempre ocorreu da mesma forma.

O contexto imediato do verso nos ajuda a entender como era grande a fé que Abraão tinha, que creu na promessa divina de que teria um filho, apesar de todas as evidências físicas que pareciam tornar impossível essa promessa. É a fé que percebe o próprio desamparo, a fé que requer uma entrega completa do ser, a fé que exige uma submissão total ao Senhor, a fé que resulta em obediência. Essa era a fé de Abraão, e lhe foi atribuída “para justiça”.

3. Por que a Bíblia declara que “isso lhe foi atribuído para justiça”? Abraão era “justo” no sentido da justiça de Deus? O que ele fez, não muito depois de Deus tê-lo declarado justo? Como isso nos ajuda a entender por que essa justiça foi atribuída a ele, em oposição ao que ele realmente era?

Porque Abraão não era justo. Ele foi considerado justo mesmo não sendo assim. Ele não era perfeito. Ele cometeu pecados.

Por mais que Abraão tenha vivido em fé e obediência, sua vida não era de perfeita fé e obediência. Às vezes, ele mostrava fraqueza em ambas as áreas. Tudo isso leva ao ponto fundamental: a justiça que nos salva é uma justiça creditada a nós, uma justiça imputada a nós. Isso significa que somos declarados justos aos olhos de Deus, apesar de nossas falhas; significa que o Deus do Céu nos vê como justos, mesmo que não sejamos. Ele fez isso a Abraão, e fará a todos os que vierem a Ele na “fé que Abraão teve” (Rm 4:16).

4. Leia Romanos 4:1-7. Examine o contexto em que Paulo usou Gênesis 15:6. Ore sobre esses versos e escreva, em suas próprias palavras, o que você crê que os versos estejam lhe dizendo:

Romanos 4:1-7 (ARA)2: 1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. 6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: 7 Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;”

Gênesis 15:6 (ARA)2: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.”

Terça-feira, 15 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A descendência de Abraão

Lições da Bíblia1

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes Daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

“Certo dia, numa cidade pequena, o relógio na vitrine do joalheiro parou às 8h45. Muitos cidadãos tinham ficado dependentes daquele relógio para saber a hora. Naquela manhã, homens e mulheres de negócios olharam para a vitrine e notaram que ainda eram 8h45; crianças a caminho da escola ficaram surpresas ao descobrir que ainda tinham tempo. Muitas pessoas se atrasaram naquela manhã porque o pequeno relógio na vitrine do joalheiro havia parado” (C. L. Paddock, God’s Minutes [Minutos de Deus]. Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1965, p. 244, adaptado).

Que representação do fracasso de Israel! Deus colocara Israel “no meio das nações” (Ez 5:5) – na ligação geográfica estratégica entre três continentes (África, Europa e Ásia). Ele deveria ter sido o “relógio” espiritual do mundo.

Porém, assim como o relógio na vitrine do joalheiro, Israel, em certo sentido, parou. No entanto, não foi um fracasso total, pois naquela época, assim como hoje, Deus tinha Seu remanescente fiel. Nesta semana, estudaremos a identidade e a função do Israel de Deus em todas as épocas.

Resumo da semana: Quais promessas da aliança o Senhor fez a Israel? Quais condições vieram com essas promessas? A nação cumpriu essas condições? O que aconteceu quando eles desobedeceram?

Sábado, 01 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

Engrandecerei o seu nome

Lições da Bíblia1

“Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção!”(Gn 12:2).

7. Deus prometeu engrandecer o nome de Abrão (Gn 12:2), ou seja, torná-lo famoso. Por que o Senhor desejaria fazer isso por um pecador, não importando quanto ele fosse obediente e fiel? Quem merece um “grande” nome? (Rm 4:1-5; Tg 2:21-24). Deus concedeu grandeza a Abrão para seu benefício ou isso representava algo mais?

Romanos 4:1-5 (ARA): “1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. 5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.

Tiago 2:21-24 (ARA): 21 Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? 22 Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, 23 e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. 24 Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. 25 De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? 26 Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.”

8. Qual é a grande diferença entre Gênesis 11:4 e Gênesis 12:2? De que maneira um dos textos representa a “salvação pelas obras” e o outro a “salvação pela fé”?

Gênesis 11:4 (ARA)2: “Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.”

Gênesis 12:2 (ARA)2: “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!

Por mais que o plano de salvação tenha por base apenas a obra de Cristo em nosso favor, nós, como recebedores da graça de Deus, estamos envolvidos. Temos uma função a desempenhar; nossa livre escolha ganha destaque. O drama dos séculos, a batalha entre Cristo e Satanás, ainda está ocorrendo em nós e por meio de nós. Tanto a humanidade quanto os anjos estão observando o que tem acontecido conosco no conflito (1Co 4:9). Portanto, quem somos, o que dizemos e o que fazemos, além de ter importância em nossa esfera imediata, tem também implicações que podem, de certo modo, reverberar por todo o Universo. Pelas nossas palavras, ações e até mesmo atitudes trazemos glória ao Senhor, que fez tanto por nós, ou envergonhamos o Seu nome. Portanto, quando o Senhor disse a Abraão que Ele engrandeceria o nome do patriarca, Ele certamente não estava falando sobre isso da mesma forma que o mundo fala sobre alguém que tem um grande nome. O que torna um nome “grande” aos olhos de Deus é o caráter, a fé, a obediência, a humildade e o amor pelos outros, características que, embora sejam respeitadas no mundo, geralmente não são os fatores que o mundo consideraria para engrandecer o nome de alguém.

Observe homens e mulheres que têm “grandes” nomes no mundo, sejam atores, políticos, artistas, ricos, etc. Por que essas pessoas se tornaram famosas? Compare isso com a grandeza de Abraão. O que isso nos revela sobre o quanto o conceito de grandeza do mundo é pervertido? Como essa atitude mundana também afeta nossa visão de grandeza?

Quinta-feira, 29 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O seu escudo

Lições da Bíblia1

“Depois destes acontecimentos, a palavra do Senhor veio a Abrão, numa visão, dizendo: – Não tenha medo, Abrão, Eu sou o seu escudo, e lhe darei uma grande recompensa” (Gn 15:1).

1. Em qual contexto a promessa de Gênesis 15:1-3 foi dada? Por que a primeira coisa que o Senhor disse a Abrão foi: “Não tenha medo”? O que Abrão teria que temer?

Gênesis 15:1-3 (ARA)2: “Depois destes acontecimentos, veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.”

A. ( ) Deus quis encorajar Abrão e assegurar que ele teria descendentes.
B. ( ) Deus desejou acalmar Abrão em relação à conquista de outras terras.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

É interessante nesse texto o fato de que o Senhor declarou a Abrão: “Eu sou o seu escudo”. O uso do pronome pessoal mostra a natureza pessoal do relacionamento. Deus Se relacionaria com Abrão individualmente, como Ele faz com todos nós.

A denominação de Deus como “escudo” aparece aqui pela primeira vez na Bíblia. Além disso, essa foi a única vez em que Ele a usou para Se revelar, mesmo que outros escritores da Bíblia tenham usado o termo para falar sobre Deus (Dt 33:29; Sl 18:30; Sl 84:11; Sl 144:2).

2. Quando Deus Se refere a Si mesmo como escudo de alguém, o que isso significa? O significado para Abrão é diferente do que isso representa para nós? Podemos reivindicar essa promessa? Isso significa que nenhum dano físico ocorrerá conosco? De que maneira Deus é um escudo? Como você entende essa comparação?

Essa promessa ultrapassa a questão física. Até Abrão sofreu provações físicas. Ele envelheceu e morreu. A promessa, que também é nossa, é de que Deus nos sustentará até o fim e nos dará a recompensa eterna.

“Cristo não tem em nós um interesse casual, mas um interesse mais vigoroso do que o de mãe por seus filhos […]. Nosso Salvador comprou-nos por sofrimento e dor humanos, pelo insulto, difamação, maus-tratos, zombaria, rejeição e morte. Cuida de ti, tremente filho de Deus. Ele te porá a salvo sob Sua proteção […]. A fraqueza inerente à nossa natureza humana não nos impedirá o acesso ao Pai celestial, pois Ele [Cristo] morreu para interceder por nós” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, p. 77 [11 de março]).

Ronaldo havia sido um fiel seguidor do Senhor. Então, de repente, ele morreu. O que aconteceu com a promessa de que Deus é seu escudo? Ou devemos entender a ideia de Deus como nosso escudo de modo diferente? Do que Deus sempre nos protege? (Veja 1Co 10:13 [Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.]2).

Domingo, 25 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Yahweh e a aliança abraâmica

Lições da Bíblia1

“O Senhor disse também: – Eu sou o Senhor que o tirei de Ur dos caldeus, para lhe dar esta terra como herança”(Gn 15:7).

Os nomes podem ser como marcas comerciais. Eles se tornam tão intimamente associados em nossa mente a certas características que, quando os ouvimos, lembramos imediatamente delas. Quais atributos vêm à mente, por exemplo, quando pensamos nestes nomes: Albert Einstein, Martin Luther King Jr., Gandhi ou Dorcas? Cada um deles está associado a certas características e ideais.

Nos tempos bíblicos, as pessoas do Oriente Próximo atribuíam grande importância ao significado dos nomes. “Para os hebreus, o nome sem-pre foi um indicativo das características pessoais ou do pensamento e das emoções de quem dava o nome e, às vezes, das circunstâncias em que era dado” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 555).

Ao entrar em aliança com Abrão, Deus Se deu a conhecer ao patriarca sob o nome de YHWH (impresso como SENHOR, em maiúsculas, na ver-são NAA [Gn 15:7] e pronunciado como Yahweh). Portanto, Gênesis 15:7 registra literalmente: “Eu sou YHWH que o tirei […]”.

O nome YHWH, embora apareça 6.828 vezes no Antigo Testamento, está de certa forma envolto em mistério. Parece ser uma forma do verbo hayah, “ser”, e, nesse caso, significaria “o Eterno”, “o Que Existe”, “o Que Existe por Si Mesmo”, “o Autossuficiente” ou “Aquele Que Vive Eternamente”. Os atributos divinos enfatizados por essa denominação são os de au-toexistência e fidelidade. Mostram o Senhor como Deus vivo, a Fonte da vida, em contraste com os deuses dos pagãos, que não tinham existência à parte da imaginação dos adoradores.

O próprio Deus explicou o significado de Yahweh em Êxodo 3:14: “Eu Sou o Que Sou”. Esse significado expressa a realidade da existência incondicional de Deus, enquanto também sugere Seu domínio sobre o passado, o presente e o futuro.

Yahweh também é o nome pessoal de Deus. A identificação de Yahweh como Aquele que tirou Abrão de Ur refere-se ao anúncio da aliança de Deus com o patriarca em Gênesis 12:1-3. Deus desejava que Abrão conhecesse Seu nome, pois esse nome revelava aspectos de Sua identidade, natureza pessoal e caráter – e com esse conhecimento podemos aprender a confiar em Suas promessas (Sl 9:10 [“Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam.”]; Sl 91:14 [“Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome.”]).

Quando você pensa no nome Yahweh ou o ouve, quais atributos ou características vêm à sua mente? Amor, bondade e cuidado? Ou medo, rigor e disciplina? Quais pensamen-tos ocorrem quando você pensa no nome de Jesus?

Domingo, 18 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma aliança eterna

Lições da Bíblia1

“Estabelecerei uma aliança entre Mim e você e a sua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o seu Deus e o Deus da sua descendência” (Gn 17:7).

Muitos se lembram das enfermidades da infância e das longas noites febris em que acordavam de um sono leve e viam a mãe ou o pai sentados em uma cadeira ao lado da sua cama no brilho suave da luz noturna.

Semelhantemente, no sentido figurado e humano, Deus Se sentou ao lado de um mundo doente de pecado, quando as trevas morais começaram a se agravar ao longo dos séculos após o dilúvio. Por essa razão, Ele chamou Abrão e planejou estabelecer por meio de Seu servo fiel um povo a quem pudesse confiar um conhecimento de Si mesmo e oferecer a salvação.

Portanto, Deus estabeleceu uma aliança com Abrão e sua posteridade. Essa aliança enfatizava, com mais detalhes, o plano divino de salvar a humanidade dos resultados do pecado. O Senhor não deixaria Seu mundo abandonado, em tão extrema necessidade. Nesta semana examinaremos os desdobramentos de outras promessas da aliança.

Resumo da semana: Qual é o nome de Deus? O que ele significa? Qual era a importância dos nomes que Deus usou para Se identificar a Abrão? Quais nomes Ele usou para Se identificar? Por que Deus mudou o nome de Abrão para Abraão? Por que os nomes são importantes? Quais condições ou obrigações estavam vinculadas à aliança?

Sábado, 17 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Aliança com Abraão

Lições da Bíblia1

“Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12:3).

3. Leia Gênesis 12:1-3. Liste as promessas específicas que Deus fez a Abraão:

Gênesis 12:1-3 (ARA)2: “1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

4. Dentre as promessas, Deus disse que em Abraão seriam “benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12:3). O que isso significa? Como as famílias foram abençoadas em Abraão? Vemos, nessa promessa anterior, a promessa do Messias? Gl 3:6-9, 29

Gálatas 3:6-9, 29 (ARA)2: “6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão:De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. […] 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.

Nessa primeira revelação divina a Abraão, Deus prometeu entrar em um relacionamento íntimo e duradouro com ele, antes mesmo de usar qualquer linguagem que falasse sobre fazer uma aliança. Referências diretas à aliança que Deus fez aparecem apenas posteriormente (Gn 15:4-21; 17:1-14). Naquele momento, Deus propôs um relacionamento divino-humano de grande importância. Os verbos conjugados no futuro, mostrarei, farei, abençoarei e amaldiçoarei (Gn 12:1-3), sugerem a profundidade e a grandeza da oferta e da promessa.

Além disso, Abraão recebeu uma única, porém difícil, ordem: “Saia da sua terra”. Ele obedeceu pela fé (Hb 11:8), não para tornar realidade as bênçãos prometidas. Sua obediência foi a resposta de fé ao relacionamento amoroso que Deus desejava que fosse estabelecido. Em outras palavras, Abraão já acreditava em Deus, já confiava Nele, já tinha fé em Suas promessas, pois, caso contrário, jamais teria deixado sua família e a terra de seus ancestrais para seguir rumo a lugares desconhecidos. Sua obediência revelou aos homens e aos anjos a sua fé.

Abraão, mesmo naquela época, revelou o relacionamento fundamental entre fé e obras. Somos salvos pela fé, a qual resulta em obras de obediência.

A promessa da salvação vem primeiro; em seguida, as obras. Embora não possa haver comunhão de aliança nem bênção sem obediência, essa obediência é a resposta de fé ao que Deus já fez. Essa fé ilustra o princípio de 1 João 4:19: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro”.

De que maneira Gênesis 15:6 [Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.] mostra o fundamento de todas as promessas da aliança? Por que essa bênção é a mais preciosa de todas?

Terça-feira, 06 de abril de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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