Evangelho eterno

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, Eventos Finais, p. 198-202: ‘O Alto Clamor’.”1

“‘Devemos […] clamar cada promessa da Palavra de Deus, pois elas são para os obedientes, não para os transgressores da lei de Deus. […] Na realidade, somos salvos pela fé, não por uma fé passiva, mas pela fé que atua por amor e purifica a alma. A mão de Cristo pode alcançar o maior pecador e trazê-­lo de volta da transgressão à obediência, mas nenhum cristianismo é tão exaltado que possa subir acima das exigências da santa lei de Deus. […] Ele diz: ‘Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço’ (Jo 15:10), e todos os que seguem a Cristo prestarão obediência à santa lei de Deus’ (Ellen G. White, Signs of the Times [Sinais dos Tempos], 31 de março de 1890).”

Perguntas para reflexão

“1. Como podemos nos proteger do legalismo ou da graça barata?”1

“2. Por que a promessa da justiça de Cristo oferecida a pecadores indignos é a chave para que você não se desanime na fé?”1

“3. As mensagens dos três anjos ligam a criação com a salvação. Isso ocorre também em João 1:1-14. Por que esses dois temas estão intimamente relacionados? Essa ligação explica por que o sábado é um componente de grande importantância da lei de Deus? Como essa ligação nos ajuda a entender a centralidade do sábado no conflito final?”1

Sexta-feira, 26 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

O ponto culminante do evangelho

Lições da Bíblia

Nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai cumprir-se o mistério de Deus, da forma como Ele o anunciou aos Seus servos, os profetas” (Ap 10:7, NVI).1

“Significativamente, Apocalipse 10:7 é o único verso do Apocalipse, além do capítulo 14:6, que se refere especificamente à pregação do evangelho (a palavra grega traduzida como ‘anunciou’ é euangelizō, ‘proclamar boas novas’). Esses dois capítulos são especiais para os adventistas do sétimo dia, porque neles encontramos a descrição do nosso chamado e comissão. Em outras palavras, Deus nos comissionou especificamente, de uma forma que não ocorreu com nenhum outro grupo, a proclamar o ‘evangelho eterno’.”1

“Como vimos, o evangelho é o mesmo de Gênesis a Apocalipse. A lei é a mesma. A aliança é a mesma. Jesus, Paulo e Tiago afirmam que o evangelho é o mesmo que Abraão aceitou pela fé (Jo 8:56; Rm 4:13; Tg 2:21-23). Alguns têm dificuldade com essa afirmação apenas porque definem o evangelho de maneira mais estreita do que as Escrituras. A fé obediente de Abraão, no entanto, surgiu de sua visão antecipada do sacrifício de Jesus. Não precisamos equilibrar fé com obras a fim de ser salvos. Unicamente a fé é suficiente, mas não deve ser uma fé apenas intelectual como os demônios a têm, nem uma fé presunçosa que reivindica as promessas de Deus sem cumprir as condições da salvação. Ao contrário, deve ser uma fé atuante.”1

“6. No contexto do evangelho eterno, qual é a importância da guarda dos mandamentos, do testemunho de Jesus e da fé de Jesus?”1Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.” (Apocalípse 12:17 ARA)2. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalípse 14:12 ARA)2. “Os cristãos dos últimos dias são salvos pela mensagem do evangelho eterno, que inclui os mandamentos de Deus (que também são eternos) e o testemunho de Jesus (que é dado nos últimos dias para confirmar a perpetuidade da lei e do evangelho); a paciência dos santos é caracterizada também pela fé de Jesus (os ensinamentos apresentados por Jesus e a fé em Jesus).1

“A questão decisiva no tempo do fim é: A quem adoraremos e obedeceremos? O Deus ‘que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’? (Ap 14:7). Ou a besta e a sua imagem? A obediência aos mandamentos (incluindo o sábado) mediante a fé em Jesus caracteriza os que permanecem fiéis até o fim. A verdadeira religião exige tanto a fé quanto a obediência.”1

“Embora frequentemente em meio de ignomínia e perseguição, constante testemunho tem sido dado da perpetuidade da lei de Deus e da obrigação sagrada relativa ao sábado da Criação.”1

“Estas verdades, conforme são apresentadas no capítulo 14 de Apocalipse, em relação ao ‘evangelho eterno’, distinguirão a igreja de Cristo no tempo de Seu aparecimento. Pois, como resultado da tríplice mensagem, é anunciado: ‘Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus’ (Ap 14:12. ARC; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 453, 454).”1

Quinta-feira, 25 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A “nova” aliança

Lições da Bíblia

“A epístola aos Hebreus descreve a nova aliança como ‘superior’ à antiga (Hb 8:1, 2, 6). A pergunta óbvia é: Por que Deus estabeleceu a antiga aliança se ela era imperfeita? O problema, porém, não estava com a aliança, mas com a resposta do povo a ela.”1

“5. Leia Hebreus 7:19; 8:9; 10:1-4. Que problemas com a antiga aliança são mencionados?” “(pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus.” (Hebreus 7:19 ARA)2; “não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor.” (Hebreus 8:9 ARA)2; “1 Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. 2 Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? 3 Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.” (Hebreus 10:1-4 ARA)2. “A lei não podia aperfeiçoar coisa alguma; a antiga aliança não deu certo porque o povo foi infiel; por isso, não percebeu o sentido mais amplo dela, cumprido em Cristo, nem sua mensagem principal: o sacrifício de Jesus. Acabaram se apegando à lei e às tradições como meio de salvação. Deveriam ter olhado para a lei como uma evidência de sua necessidade do perdão e salvação em Jesus.1

“As pessoas ‘não permaneceram fiéis’ à aliança (Hb 8:9, NVI), mas foram desobedientes e rebeldes. Isso, juntamente com o fato de que os sacrifícios de animais da antiga aliança nunca poderiam remover pecados (Hb 10:4), significava que o problema do pecado permanecia. Apenas ‘a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas’, poderia expiar o pecado, incluindo aqueles cometidos sob a antiga aliança (Hb 10:10; 9:15). A razão para isso é que ‘a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma, e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus’ (Hb 7:19), através da promessa da nova aliança.”1

“Em certo sentido, a nova aliança não é nova porque, desde a promessa feita no Éden, de que o Descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, o plano da salvação sempre foi fundamentado na morte de Cristo, ‘o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo’ (Ap 13:8; ver também Jr 32:40; Hb 13:20, 21; Jo 13:34).”1

“‘A aliança da graça não é uma verdade nova, porque desde a eternidade existiu na mente de Deus. Por essa razão é chamada aliança eterna’ (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 77).1

“Conforme a experiência de Paulo, algo especial acontece quando nos voltamos para o Senhor. Deus prometeu, em conexão com a aliança eterna: ‘Porei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de Mim’ (Jr 32:40). Sem fé, oferecer sacrifícios de animais era quase como pagar pelos pecados. Porém, olhar para Jesus, que ‘suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia e que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo’ (Hb 12:2, 3), revela o preço imensurável do pecado e a boa notícia de que o preço foi pago por Alguém ‘pelo sangue da eterna aliança’ (13:20). Essa ‘nova’ aliança transforma nossa maneira de ver todas as coisas, incluindo o mandamento de amar uns aos outros. Não é realmente novo (Lv 19:18), exceto no sentido de que não devemos apenas amar nosso próximo como a nós mesmos, mas como Jesus nos amou (Jo 13:34).”1

“Como podemos aprender a amar os outros como Jesus nos amou?”1

Quarta-feira, 24 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O evangelho em Paulo

Lições da Bínlia

“À semelhança de muitos de seus compatriotas, Paulo pensava que estava em boa posição espiritual. Mas ele viu Jesus como ‘o Filho de Deus, que [o] amou e a Si mesmo Se entregou por [ele]’ (Gl 2:20). De repente, ele percebeu que não estava salvo, mas perdido, que não era um servo, mas inimigo de Deus, não era justo, mas o principal dos pecadores! Em outras palavras, em sua compreensão do Antigo Testamento, as escamas caíram de seus olhos. A revelação de Deus, dada a ele, pessoalmente e através das Escrituras, transformou seu coração e mudou sua vida para sempre. Não entenderemos as epístolas de Paulo até que reconheçamos esses fatos básicos que as produziram.”1

“3. Leia 2 Coríntios 3:14-16 nessa perspectiva e, em seguida, os versos 2-6. O que Paulo identifica como o passo crucial?”1

“14 Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. 15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.” (2 Coríntios 3:14-16 ARA)2; “2 Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, 3 estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. 4 E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; 5 não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, 6 o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:2-6 ARA)2. “Muitos judeus tinham um véu em seu coração, porque só conseguiam ver no Antigo Testamento a salvação pelas obras da lei, o que os impedia de ver Cristo em toda a glória da nova aliança. A pregação do evangelho retirou o véu que manteve as pessoas na cegueira e ignorância em relação ao significado da antiga aliança, cuja glória foi ofuscada pela glória muito maior da aliança em Cristo. Na antiga aliança, a letra da lei, escrita em tábuas de pedra, condenava os pecadores, que ofereciam sangue de animais, que eram apenas símbolos e não podiam purificar os pecadores. Na nova aliança, o sangue de Cristo nos livra da condenação da lei e o Espírito Santo escreve a lei no nosso coração. O ponto principal da antiga aliança é a esperança em Cristo. O ponto principal da nova aliança é a realidade em Cristo.1

“O significado da antiga aliança torna-se claro apenas ‘quando alguém se converte ao Senhor’ (v. 16, NVI). Jesus é o caminho para a salvação. Tudo começa e termina nEle. Israel, confiando em sua própria obediência, como Paulo fez antes de sua conversão, experimentou a antiga aliança como um agente da morte. Por quê? Porque ‘todos pecaram’ (Rm 3:23), incluindo o povo de Israel, e por isso os mandamentos só podiam condená-los (2Co 3:7). Em contrapartida, os fiéis de Corinto eram ‘uma carta de Cristo […] escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações’ (v. 3).”1

“4. Leia Romanos 1:16, 17; 3:24-26. Como Paulo define o evangelho? O que recebemos por meio de Cristo, pela fé?”1 “16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Romanos 1:16-17 ARA)2; “24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:24-26 ARA)2. “É o poder de Deus para a salvação de todos os que creem. O evangelho revela a justiça de Deus, recebida pela fé que se renova continuamente. Em Cristo, recebemos justificação, redenção, propiciação e perdão.1

“O evangelho é o poder de Deus para salvar todos os que creem. A justiça é baseada não no que fazemos, mas no que Cristo fez por nós. Então a suplicamos pela fé. É uma crença que cresce ‘de fé em fé’ (Rm 1:17). O que Paulo quis dizer com isso é explicado no restante da carta aos Romanos, e a essência de sua mensagem se encontra no fim do capítulo 3. Por meio de Cristo, temos a redenção (Deus nos resgatou, pagando pelos nossos pecados), justificação (somos inocentados da culpa e purificados pela graça) e perdão (Deus nos aceita de volta e ‘esquece’ nossos pecados passados). Deus, através do sacrifício de Cristo, prova-Se justo ao justificar os ímpios que colocaram sua fé em Jesus.”1

Terça-feira, 23 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O evangelho encarnado

Lições da Bíblia

“Alguns têm muita dificuldade em encontrar o evangelho nos evangelhos!”1

“Os ensinamentos de Jesus podem parecer legalistas, mas apenas quando deixamos de ouvir o restante da história. A maioria das pessoas em Israel, na época de Jesus, pensava estar em uma boa posição diante de Deus. Sustentavam o templo, pagando o imposto exigido e oferecendo os sacrifícios apropriados. Elas se abstinham de alimentos impuros, circuncidavam seus filhos, guardavam os dias de festa e os sábados e, geralmente, tentavam observar a lei conforme era ensinado por seus líderes religiosos. Então, João veio e clamou: ‘Arrependei-vos’, e sejam batizados. Além disso, Jesus disse que era necessário o novo nascimento (Jo 3:3, 5) e que ‘se a […] justiça [deles] não [excedesse] em muito a dos escribas e fariseus, jamais [entrariam] no reino dos Céus’ (Mt 5:20). Em outras palavras, Jesus estava dizendo: ‘Você precisa do que não tem. Suas obras não são boas o suficiente.’”1

“2. Leia Lucas 15:11-32 e 18:9-17. De que maneira essas parábolas ilustram o evangelho?”“11 Continuou: Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. 20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. 21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23 trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. 25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. 27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. 28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. 31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” (Lucas 15:11-32 ARA)2. 9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado. 15 Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. 16 Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. 17 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.” (Lucas 18:9-17 ARA)2. “O filho pródigo representa o pecador longe de Deus. O pai representa Deus, que nos ama, atrai, recebe de volta, cobre com as vestes puras de Sua justiça, devolve a dignidade e liberdade em relação ao pecado. Para receber a salvação é preciso ser humilde, como o publicano, pois os que se exaltam, como o fariseu, não reconhecem seu pecado, e por isso são humilhados. Quando percebemos nossa sujeira espiritual, nossa única esperança é voltar para os braços do Pai.”1

“Na parábola do filho pródigo, ele estava perdido e não sabia. Finalmente, ele começou a ver o amor de seu pai de uma forma diferente e desejou voltar. Seu orgulho se foi. Esperando ser aceito como servo, foi surpreendido ao receber grande honra de seu pai. Não apenas o relacionamento foi restaurado, mas também transformado. Semelhante reversão de expectativas aparece na segunda parábola. O ‘justo’ fariseu foi ignorado por Deus, enquanto o ‘pecador’ publicano não somente foi aceito, mas saiu justificado, perdoado e livre da culpa.”1

“Ambas as histórias nos ajudam a ver Deus mais claramente como Pai e como Justificador do ímpio. Quando descreveu o cálice do suco de uvas esmagadas como ‘[Seu] sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados’, Jesus mostrou que sofreria como o verdadeiro Cordeiro pascal a morte que deveria ter sido nossa (Mt 26:28; Mc 10:45). Assim, a salvação é gratuita para nós porque Ele, Jesus, pagou inteiramente o preço dela.”1

“Que esperança você encontra nessas parábolas? De que forma você se identifica com algum desses personagens? Com base nisso, o que você precisa mudar em sua vida espiritual?”1

Segunda-feira, 22 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O evangelho no Antigo Testamento

Lições da Bíblia

Também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hb 4:2).1

“Esse verso é surpreendente em suas implicações. A primeira é que o evangelho, não simplesmente ‘uma boa notícia’, mas a boa notícia, foi anunciado no Antigo Testamento. A segunda é que ele foi pregado naquele tempo da mesma forma que nos tempos do Novo Testamento. Não há nenhum indício de que houve alguma diferença na mensagem. O problema, portanto, não estava com a mensagem, mas com a maneira pela qual ela foi ouvida. Hoje, também, diferentes pessoas podem ouvir a mesma mensagem do evangelho de modo muito diferente. É muito importante, então, que nos entreguemos com fé absoluta ao ensino da Palavra, a fim de que, quando o evangelho for pregado, ouçamos de maneira correta.”1

“1. Considere as seguintes passagens e resuma a mensagem do evangelho em cada uma delas: Gn 3:15: Êx 19:4-6; Sl 130:3, 4; Sl 32:1-5; Is 53:4-11; Jr 31:31-34.”1 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:15 ARA)2. “4 Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Êxodo 19:4-6 ARA)2; “3 Se observares, SENHOR, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? 4 Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.” (Salmo 130:3-4 ARA); “1 Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. 2 Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. 3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. 5 Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.” (Salmo 32:1-5 ARA)2; “4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.” (Isaías 53:4-11 ARA)2; “31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jeremias 31:31-34 ARA)2. “Gn 3:15: Deus coloca inimizade entre Seus seguidores e os seguidores de Satanás; Êx 19:4-6: Israel foi libertado do Egito para obedecer a Deus e anunciar ao mundo a aliança da salvação; Sl 130:3, 4 e Sl 32:1-5: A culpa consome as forças, tira a vitalidade e destrói a vida do pecador. Nossa esperança está no perdão divino, que nos restaura; Is 53:4-11: Cristo pagou o preço dos pecados e sofreu em nosso lugar, para nos livrar do castigo do pecado e nos dar vida eterna; Jr 31:31-34: Na nova aliança em Cristo, Deus perdoa os pecados do povo e escreve a lei em seu coração.1

“Você notou uma ideia apresentada repetidamente? Deus intervém para nos salvar. Ele perdoa nossos pecados e nos coloca em ‘inimizade’ em relação ao pecado, para que estejamos ‘dispostos a obedecer’ (Is 1:19). Alguém (Jesus) morreu por muitos, levou as iniquidades deles (nossas), e justifica os que não merecem a justificação. A nova aliança é diferente da antiga porque a lei é escrita no coração, e os pecados jamais são lembrados (Hb 8:12). Em suma, perdão e novo nascimento são um pacote: justificação e santificação representam a solução de Deus para o problema do pecado. Essas passagens poderiam ser multiplicadas, pois a mensagem é a mesma em toda a Bíblia: apesar do nosso pecado, Deus nos ama e faz tudo que é possível para nos salvar dele.”1

“Uma vez que acreditamos na importância de guardar a lei, como podemos nos proteger do erro de acreditar que a observância da lei é o que nos justifica? Por que nem sempre é muito fácil distinguir isso?”1

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

Domingo, 21 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Oração, cura e restauração

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 225-233: ‘Oração Pelos Doentes’; O Grande Conflito, p. 518-523: ‘Os Ardis de Satanás’.”1

“Cristo […] pede-nos que nos identifiquemos com Ele em prol da salvação [da humanidade]. Ele diz: ‘De graça recebestes, de graça dai’ (Mt 10:8). O pecado é o maior de todos os males, e cumpre-nos apiedar-nos do pecador e ajudá-lo. Muitos há que erram, e sentem sua vergonha e loucura. Estão sedentos de palavras de ânimo. Pensam em suas faltas e erros a ponto de ser quase arrastados ao desespero. Não devemos negligenciar essas pessoas. […] Digam palavras de fé e de ânimo, que serão como bálsamo eficaz para os quebrantados e feridos (O Desejado de Todas as Nações, p. 504).”1

Perguntas para reflexão

“1. Você já feriu a si mesmo, aos outros e ao Senhor por causa do seu pecado? O que significou para você o fato de que pessoas que poderiam ter ficado chocadas diante de seus erros, acabaram incentivando e erguendo você, ainda que não tenham aprovado seus erros? A lembrança desses fatos o ajuda a fazer o mesmo por alguém que cometeu grandes erros?”1

“2. Leia Tiago 5:16 com atitude de oração. Que importantes lições espirituais encontramos nesse verso? Qual é a importância da oração para nossa vida espiritual? Embora possa e deva ser uma questão muito pessoal, comente com a classe sobre o que ela pode fazer por você, que respostas você obteve, e como aprendeu a confiar no Senhor quando as orações não são respondidas da forma que deseja.”1

“Qual é o principal benefício prático da súplica eficaz?”1

Sexta-feira, 19 de dezembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.