Julgamento precipitado

Lições da Bíblia

“Muito do que Elifaz disse a Jó estava correto. Isto é, ele fez muitas colocações válidas, que foram expressas na Bíblia posteriormente. Contudo, havia algo muito errado em sua resposta a Jó. O problema foi o contexto, pois as verdades que ele estava expressando não se aplicavam àquela situação.”1

“Veja esta afirmação de Ellen G. White: ‘Nenhuma verdade a Bíblia ensina mais claramente do que aquela segundo a qual o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são fruto de nossos próprios pensamentos e ações’ (Educação, p. 146).”1

“Contudo, você poderia imaginar um ‘santo’ bem-intencionado indo até alguém numa situação como a de Jó e lendo para essa pessoa a afirmação de Ellen G. White mencionada acima? Teria sido muito melhor se esse ‘santo’ bem-intencionado tivesse, em vez disso, seguido este conselho: ‘Muitos pensam que estão representando a justiça de Deus, enquanto deixam inteiramente de Lhe representar a ternura e o grande amor. Muitas vezes aqueles a quem eles tratam com severidade e rispidez se acham pressionados pela tentação. Satanás está lutando com essas pessoas, e as palavras ásperas, destituídas de compaixão, desanimam-nas, fazendo-as cair presa do poder do tentador’ (A Ciência do Bom Viver, p. 163).”1

“Havia muito mais coisas acontecendo ali do que Elifaz e todos os outros, inclusive Jó, sabiam. Portanto, o julgamento precipitado de Elifaz, mesmo com toda a sua teologia correta, era dificilmente a coisa certa a se fazer, dadas as circunstâncias.”1

“6. Por que os seguintes textos devem ser os primeiros em nossa lista quando lidamos com alguém que, segundo pensamos, tenha cometido erros? Mt 7:1, 2; Rm 2:1-3; 1Co 4:5. Avalie as afirmações abaixo e marque as alternativas corretas. Os textos revelam que:”1

“1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.” (Mateus 7:1-2 ARA)2.

“1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. 2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. 3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?” (Romanos 2:1-3 ARA)2.

Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.” (1 Coríntios 4:5 ARA)2.

A. (   ) Estamos na mesma condição das outras pessoas e, portanto, não podemos julgar.

B. (   ) Com a medida com que julgarmos, também seremos julgados.

C. (   ) Não sabemos das intenções do coração; elas serão reveladas somente quando Deus trouxer à luz aquilo que está oculto.

D. (   ) Ao julgar, estamos cometendo os mesmos atos daquele que é julgado.

Resposta: “Todas as afirmações estão corretas.”1

“Mesmo que Elifaz estivesse certo e Jó, de fato, fosse o responsável por aquele sofrimento, as palavras de Elifaz foram imprudentes e inoportunas. Todos nós, em algum momento, precisamos de compaixão e solidariedade, não de um sermão. É evidente que há um momento e lugar para receber uma advertência. Mas quando um homem está sentado num monte de cinzas, com sua vida arruinada, seus filhos mortos e seu corpo coberto de feridas, esse com certeza não é o momento certo.”1

Quinta-feira, 03 de novembro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
__________________
1 LIÇÕES da escola sabatina. O livro de Jó. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 486, Out. Nov. Dez. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Nota: As ofertas apresentadas em forma de anúncios junto de nossas publicações são de responsabilidade da plataforma de hospedagem deste blog. Isso ocorre por termos optado pela modalidade de hospedagem gratuita.

Perguntas inquietantes

Lições da Bíblia

“Os versos iniciais de Gênesis descrevem a Terra como sendo ‘sem forma e vazia’ (Gn 1:2). Essa mesma expressão é repetida por Jeremias para descrever a Terra após sua destruição pelas sete últimas pragas e a segunda vinda, quando todas as suas cidades estarão ‘derribadas diante do Senhor’ (Jr 4:26). De acordo com a descrição de Jeremias, não haverá nenhum homem (Jr 4:25). De acordo com o relato de João, Satanás não mais poderá enganar ninguém (Ap 20:3).”1

“Os efeitos dramáticos e universais da segunda vinda podem explicar o que acontece no Apocalipse. Primeiro, Jesus prometeu levar Seus seguidores para um lugar que Ele foi preparar quando partiu da Terra (Jo 14:1-3). Paulo acrescentou o detalhe de que esses seguidores incluem tanto os vivos quanto os que ressuscitarem da sepultura (1Ts 4:16, 17). João acrescentou outro detalhe: após a primeira ressurreição, que ocorrerá na segunda vinda, os restantes dos mortos continuarão mortos até terminarem os mil anos (Ap 20:5).”1

“2. O que é descrito em Apocalipse 20:4?”1 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Apocalipse 20:4 ARA)2. “O julgamento dos ímpios, com participação dos justos, que não adoraram a besta.”1

“‘Aos quais foi dada autoridade de julgar’. Como poderiam eles julgar sem obter mais informações do que possuem agora? Antes da destruição final dos ímpios, será dada aos salvos a oportunidade de obter respostas para muitos porquês e inquietações da vida. O mais surpreendente é que os redimidos até desempenham um papel no julgamento dos perdidos.”1

“‘Em união com Cristo julgam os ímpios, comparando seus atos com o código – a Escritura Sagrada – e decidindo cada caso segundo as ações praticadas no corpo. Então é determinada a parte que os ímpios devem sofrer, segundo suas obras. Isso é registrado junto ao seu nome, no livro da morte’ (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 661).”1

“Nesse tempo de abertura dos registros, veremos as incontáveis vezes em que a voz mansa e delicada de Deus atraiu os perdidos com palavras de bondade e amor. Pacientemente Ele persistiu, só para ter Sua voz repetidamente sufocada pelo barulho das coisas que este mundo ostenta como sendo desejáveis. Silenciosamente Ele esperou, ansioso por uma oportunidade de ser reconhecido como Aquele que pagou um preço infinito para que os perdidos pudessem ter a vida, mas, em vez disso, eles escolheram a morte.”1

“Leia 1 Coríntios 4:5 [‘Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.’]. Que promessa é feita a respeito da segunda vinda? Você confia nessas palavras, apesar das muitas perguntas sem resposta?”1

Ore pelas decisões que serão tomadas durante a Semana Santa e participe hoje da reunião em seu pequeno grupo.

Segunda-feira, 21 de março de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se pref//8ça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Não julgueis

Lições da Bíblia

“Jesus pronunciou o Sermão do Monte no princípio de Seu ministério. Ele foi revolucionário. Para começar, Ele disse às pessoas comuns que elas eram valorizadas e bem-aventuradas aos olhos de Deus (Mt 5:3-12), e que elas eram sal (Mt 5:13) e luz (Mt 5:14-16), duas coisas altamente valorizadas. Ele falou sobre a importância da lei de Deus (Mt 5:17-19), mas advertiu contra a tentativa de impressionar outros com o bom comportamento (Mt 5:20). Jesus ainda enfatizou que a moralidade é determinada pelo que a pessoa pensa, não apenas por seus atos (Mt 5:21-28), embora devamos ter cuidado em relação aos atos (Mt 5:29, 30). Quando lemos todo o sermão, podemos ver que Ele abrangeu toda a gama da existência e dos relacionamentos humanos (Mt 5–7:27).”1

“4. Leia Mateus 7:1-5. De que forma a realidade do grande conflito é revelada nesse texto? Como a luta entre o bem e o mal é manifesta ali?”1 “1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. 3 Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5 Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.” (Mateus 7:1-5 ARA)2. “Quando julgamos alguém, evidenciamos que temos parte com Satanás, o grande acusador. Em vez de julgar deveríamos nos autoavaliar para ver se não estamos cometendo o mesmo ato.1

“‘Não julgueis, para que não sejais julgados’ (Mt 7:1). Não vos julgueis melhores que outros homens, nem vos exalteis como seus juízes. Uma vez que não podeis discernir os motivos, sois incapazes de julgar um ao outro. Ao criticar uma pessoa, estais sentenciando a vós mesmos, pois mostrais ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos. O Senhor diz: ‘Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos’ (2Co 13:5, ARC). Eis nossa tarefa’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 314).”1

“Quando Jesus disse aos Seus ouvintes que não julgassem, apresentou duas ideias importantes. A primeira é que julgamos os outros porque fazemos as mesmas coisas que estamos condenando (Mt 7:1, 2). Tiramos a atenção de nós mesmos e garantimos que todos ao nosso redor olhem para a pessoa que estamos condenando, e não para nós.”1

“A outra ideia que Jesus apresenta é que, com frequência, o problema que vemos em nosso irmão ou irmã é pequeno em comparação com o nosso próprio, um problema do qual podemos nem mesmo estar conscientes. É tão fácil ver um cisco no olho dos irmãos, mas somos incapazes de ver a grande trave de madeira que está no nosso olho.”1

“Qual é a diferença entre julgar alguém e julgar seus acertos ou erros? Por que é muito importante fazer essa distinção?”1

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se pref//8ça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Rebelião e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 484, Jan. Fev. Mar. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Julgamento ou discernimento?

Lições da Bíblia

“1. ‘Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz’ (Tg 4:11). De que forma julgar os outros significa julgar a lei?”1Quando julgamos os outros, estamos assumindo a função divina, algo que a lei não nos permite. Assim, estamos discordando do princípio da lei, julgando a lei, falando mal da lei. Além disso, pelo fato de sermos pecadores, não temos autoridade para condenar outros pecadores. Nosso dever é ser solidários com nossos semelhantes, que precisam da graça tanto quanto nós.1

“A expressão inicial no verso 11, traduzida literalmente como ‘falar contra’, poderia incluir vários pecados da fala, inclusive calúnia, falso testemunho e palavras de ira (ver Lv 19:15-18). Por um lado, parece que Tiago usa uma linguagem mais suave aqui do que no capítulo 3; porém, as implicações de falar mal dos irmãos parecem mais sérias porque, ao fazer isso, questionamos a própria lei. Ao nos colocarmos na posição de juízes, ignoramos nossas próprias fraquezas (ver Mt 7:1-3) e, em vez disso, nos concentramos nos erros dos outros, como se estivéssemos de alguma forma, fora da lei ou acima dela. Tal enfoque também nos impede de amar o próximo como a nós mesmos (Lv 19:18). Assim, não estamos guardando a lei.”1

“Ao mesmo tempo, no entanto, embora não devamos julgar os outros, precisamos aprender a ter discernimento espiritual.”

“2. Identifique as áreas em que o discernimento espiritual é requerido nas seguintes passagens: Atos 17:11, 1 Coríntios 6:1-5, 2 Coríntios 13:5, Filipenses 1:9, 1 João 4:1, Gálatas 6:1”1Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11 RA)2; “1 Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos? 2 Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? 3 Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! 4 Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. 5 Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade?” (Coríntios 6:1-5 RA)2; “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” (2 Coríntios 13:5 RA)2; “prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus;” (Filipenses 1:9 RA)2; “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.” (João 4:1 RA)2; “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” (Gálatas 6:1 RA)2. “No estudo das Escrituras para avaliar o que as pessoas ensinam sobre a Bíblia; no julgamento e solução de conflitos entre cristãos; na autoavaliação da nossa condição espiritual; no desenvolvimento do amor, nas escolhas e na sinceridade; na restauração de alguém surpreendido em alguma falta.1

“Devemos comparar com a Palavra de Deus o que as pessoas ensinam e pregam. Devemos também, na medida do possível, incentivar os membros da igreja a resolver suas diferenças entre si, e não em tribunais, onde os juízes podem ou não ser guiados pela Palavra de Deus. Mais importante, devemos examinar a nós mesmos quanto à saúde de nosso relacionamento de fé e para avaliar se aquilo a que nos dedica Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.mos é edificante e excelente, ou prejudicial à nossa experiência cristã.”1

“É muito fácil criticar e julgar os outros, especialmente quando eles fazem coisas de que não gostamos. Como podemos saber se cruzamos a linha do discernimento espiritual e passamos a julgar a lei de Deus?”1

Adquira a literatura da Casa Publicadora Brasileira a preços especiais na CPB Online de Natal,
nos dias 29 e 30 de novembro!

Domingo, 23 de novembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Julgado pela lei

Lições da Bíblia

6. Leia Tiago 2:12, 13 (leia também Jo 12:48; Rm 2:12, 13; 2Co 5:10; Ap 20:12, 13). O que esses versos ensinam sobre o julgamento? “12 Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade. 13 Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.” (Tiago 2:12-13 RA)2. “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.” (João 12:48 RA)2; “12 Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados. 13 Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.” (Romanos 2:12-13 RA)2; “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5:10 RA)2; “12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. 13 Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.” (Apocalipse 20:12-13 RA)2. “Seremos julgados com base na lei da liberdade e na Palavra de Deus. Alguns serão julgados com base na lei escrita na consciência. A graça nos liberta do pecado e nos deixa livres para amar e para demonstrar misericórdia e tratar a todos de igual maneira. O juízo determinará se praticamos a lei do amor.”1

“Nada é mais claro do que o ensinamento de que seremos julgados pela lei com base no que temos feito, seja para o bem ou para o mal. Ao mesmo tempo, a Bíblia é clara em dizer também que, mediante a fé em Jesus, somos cobertos por Sua justiça.”1

“Essa cobertura envolve dois aspectos: perdão (justificação) e obediência (santificação). ‘Como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle’ (Cl 2:6); e ‘todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes’ (Gl 3:27).”1

“Costuma-se dizer que seremos julgados com base não apenas no que fizemos, mas também no que não fizemos. Embora isso seja verdade, muitos têm uma ideia errada do que isso significa. Não se trata de fazer mais coisas. Essa é uma receita para o desânimo e o fracasso. Observe como Tiago descreve isso na primeira parte do verso 13: ‘O juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia.’ Novamente, essa é uma definição relacional do ‘fazer’.”1

“Se pensássemos sobre isso por muito tempo, poderíamos nos tornar tão paranoicos sobre o juízo que nos entregaríamos ao desespero. Mas isso não é o que significa temer ‘a Deus […] pois é chegada a hora do Seu juízo’ (Ap 14:7)! Em vez disso, devemos sempre confiar na justiça de Jesus, cujos méritos são a nossa única esperança no juízo. É o nosso amor a Deus, que nos salvou por Sua justiça, que deve nos estimular a fazer todas as coisas que Ele nos chamou a fazer.”1

“Ao mesmo tempo, as advertências bíblicas sobre o juízo estão ali para nosso bem, para que não nos embalemos em um falso senso de segurança. Tiago disse: ‘A misericórdia triunfa sobre o juízo’ (Tg 2:13). Devemos nos lembrar de suas palavras, especialmente quando lidamos com aqueles que caíram nos piores pecados.”1

“Você já cometeu um grande erro e, quando esperava apenas condenação e julgamento, recebeu misericórdia, graça e perdão? Como se sentiu? Como você pode ter certeza de que não se esquecerá disso na próxima vez em que alguém errar?”1Quinta-feira, 30 de outubro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

Lei e julgamento (Jo 5:30)

Lições da Bíblia.

“Embora a lei de Deus seja uma lei de misericórdia, Deus finalmente a usará como padrão de julgamento. Deus continuamente oferece oportunidades para que os pecadores se arrependam e decidam ser fiéis a Ele, mas chegará a hora em que o clamor será ouvido: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’ (Ap 22:11). Esse anúncio serve como prelúdio para o juízo final.”1

“5. Em Apocalipse 14:7, o primeiro anjo proclama o juízo de Deus, ainda que outros textos falem do julgamento de Cristo (At 17:31; 2Tm 4:1; 2Co 5:10). Como João 5:30 nos ajuda a compreender o papel de Jesus no julgamento?” “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7 RA)2; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Atos 17:31 RA)2; Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:” (2 Timóteo 4:1 RA)2; Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5:10 RA)2. Jesus será o juiz dos seres humanos dos quais tornou-se semelhante, embora sem pecado. Essa proximidade da humanidade permitirá a Cristo ser justo em cada julgamento, por experiência Ele conhece o valor de cada alma pelas quais morreu.

“Embora Cristo tenha deixado de lado Sua natureza divina quando Se tornou humano (Fp 2:5-11), Ele ainda tinha um relacionamento especial com o Pai. Quando os líderes religiosos O acusaram de blasfêmia, Ele informou Seus acusadores de que Deus Lhe tinha dado autoridade para cumprir tarefas divinas específicas (Jo 5:19-30), uma das quais era o julgamento. O fato de ter Cristo recebido a responsabilidade do julgamento demonstra a misericórdia de Deus. Visto que Cristo Se uniu à humanidade, está em posição de julgar com imparcialidade. Por causa da Sua familiaridade com a experiência humana, Ele não condenaria uma pessoa injustamente. Na verdade, Cristo sugere que a condenação não provém dEle, mas o pecador impenitente condena a si mesmo quando se recusa a atender à ordem de Deus (Jo 12:48).”1

“Muitos estão familiarizados com o conteúdo da lei de Deus, mas não sabem como guardá-la. A lei não é uma lista de verificação que usamos para ver se estamos perto do reino. Em vez disso, é um instrumento que expressa vários princípios do amor. Cumprir a lei não se limita a obedecer à lei a fim de obter o favor de Deus, mas chama o cristão a compartilhar o amor de Deus com aqueles que dele necessitam. Como padrão de julgamento, a lei serve para medir o nível de amor que o indivíduo tem para com Deus e com a humanidade. Quando Cristo presidir o julgamento final, usará a imutável lei do amor como padrão para julgar (Tg 2:12).”1

Quinta-feira, 22 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Dia do Julgamento

Lições da Bíblia.

“4. Leia Mateus 26:57-68; 27:11-14; Lucas 23:1-12; João 18:19-23, 31-40; 19:8-12.”1 “E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim. Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu!” (Mateus 26:57-68 RA)2; “Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes. E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem? Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador.” (Mateus 27:11-14 RA)2; “Levantando-se toda a assembléia, levaram Jesus a Pilatos. E ali passaram a acusá-lo, dizendo: Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei. Então, lhe perguntou Pilatos: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes. Disse Pilatos aos principais sacerdotes e às multidões: Não vejo neste homem crime algum. Insistiam, porém, cada vez mais, dizendo: Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judéia, desde a Galiléia, onde começou, até aqui. Tendo Pilatos ouvido isto, perguntou se aquele homem era galileu. Ao saber que era da jurisdição de Herodes, estando este, naqueles dias, em Jerusalém, lho remeteu. Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia. Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência. Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.” (Lucas 23:1-12 RA)2; “Então, o sumo sacerdote interrogou a Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que lhes falei; bem sabem eles o que eu disse. Dizendo ele isto, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que falas ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se falei bem, por que me feres? (João 18:19-23 RA)2; “Eu mesmo não o conhecia, mas, a fim de que ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água. E João testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus. No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus.” (João 1:31-40 RA)2; Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou, e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem. A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!” (João 19:8-12 RA)2.

“O que podemos aprender com o testemunho de Jesus a esses homens poderosos?”1 Jesus respeitou todos aqueles que o interpelavam, não revidou nenhuma das agressões que sofreu. Embora tenha sido firme quando indagado sobre a verdade, revelando-se como o messias o Filho de Deus.

“Nas cenas finais da vida terrestre de Cristo, Seus seguidores tiveram um vislumbre do preço doloroso da fidelidade inabalável. Da prisão à crucificação, Cristo deu testemunho perante os mais poderosos da nação: monarcas, governadores e sacerdotes. Um a um, Ele estudava aqueles inebriados pela autoridade mundana. Aparentemente eles O controlavam. Os soldados arrastavam Jesus entre seus tribunais, concílios, palácios e salas de julgamento, sem perceber que estavam diante do Juiz do mundo. No fim das contas, qualquer julgamento que pronunciassem contra Cristo seria proferido contra si mesmos.”1

“Embora Cristo testemunhasse para fazer discípulos, por vezes o resultado era muito diferente do que Ele teria desejado. Como Jesus teria Se alegrado se Pilatos, Caifás, Herodes e outros entregassem o coração e se arrependessem. Teimosamente eles rejeitaram Seus apelos, insensivelmente ignorando o convite final para salvação.”1

“Da mesma forma, os seguidores de Cristo do século 21 devem reconhecer que, embora testemunhem para fazer discípulos, frequentemente o resultado parece ser diferente do que eles gostariam que fosse e do que pediriam em oração. A medida do sucesso nem sempre corresponde aos esforços feitos. Isso não deve desencorajá-los nem inibir o testemunho. O verdadeiro discípulo é, como o próprio Cristo, fiel até a morte, não fiel até o desapontamento. Chamar os ouvintes para uma decisão ajuda a revelar o trigo e o joio. O trigo é comemorado, o joio lamentado, e a colheita continua. Não obstante o aparente insucesso do testemunho de Cristo diante de homens poderosos, algo maravilhoso aconteceu, pois, de acordo com Atos 6:7, não apenas o número de discípulos se multiplicou, mas ‘um grande número de sacerdotes obedecia à fé’ (NVI). Somente Deus sabe quantos desses sacerdotes estavam ouvindo e assistindo Jesus naquelas horas finais.”1

“Sempre que Jesus dava testemunho a pessoas influentes, outras pessoas observavam. Algumas delas estavam em posições de poder. Assim como Nicodemos e José de Arimateia, muitos da instruída classe sacerdotal desenvolveram gradualmente a fé. Alguns expectadores que testemunharam as discussões de Cristo com os líderes religiosos também creram.”1

Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 111

2 BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2003.