Como Jesus tratava as pessoas

Lições da Bíblia

“O objetivo de Jesus era extrair o melhor das pessoas. Mesmo quando as circunstâncias eram excepcionalmente desafiadoras, Ele respondia com a graça salvadora. O evangelho de Lucas registra que as multidões ‘se maravilhavam das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios’ (Lc 4:22), e o evangelho de João acrescenta que ‘a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo’ (Jo 1:17). A abordagem de Cristo para com as pessoas era irresistível. Suas palavras graciosas tocavam o coração delas de maneira que elas respondiam positivamente.”1

“2. Leia Mateus 8:5-10 e Marcos 12:34. Quais palavras de esperança Jesus falou a duas pessoas improváveis – um centurião romano e um escriba judeu?”1

Mateus 8:5-10 (ARA)2: “5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: 6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. 7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. 8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. 10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.”

Marcos 12:34 (ARA)2: “Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.”

“A declaração de Jesus a um oficial militar romano foi revolucionária. Pense como aquele oficial de carreira do exército deve ter se sentido quando Jesus afirmou que não havia encontrado tamanha fé nem mesmo em Israel! Considere os pensamentos do escriba judeu quando Jesus lhe disse: ‘Não estás longe do reino de Deus’. Jesus tinha a capacidade de realçar o melhor das pessoas. Poucas coisas são tão eficazes quanto um elogio para abrir o coração ao evangelho. Busque o que há de bom nas pessoas ao seu redor e permita que elas saibam que você as aprecia.”1

“3. Compare Isaías 42:3, Colossenses 4:5, 6 e Efésios 4:15. Quais princípios vitais esses textos revelam sobre compartilhar a fé e sobre relacionamentos?”1

Isaías 42:3 (ARA)2: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito.”

Colossenses 4:5, 6 (ARA)2: “5 Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. 6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.”

Efésios 4:15 (ARA)2: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

“Quando nossas palavras são encorajadoras e repletas de graça, elas influenciam positivamente a vida dos outros. As palavras proféticas de Isaías revelam que Jesus não esmagaria o ‘caniço rachado’ nem apagaria ‘o pavio fumegante’ (NVI). Ou seja, Jesus era tão compassivo que ­cuidava para não ferir desnecessariamente alguém que estava apenas chegando à fé nem apagar a menor brasa de fé no coração das pessoas.”1

“Por que a maneira de dizer é tão importante quanto o que dizemos, ou ainda mais importante? Há algo errado com a seguinte afirmação: ‘A verdade é a verdade, e as pessoas precisam aceitá-la ou abandoná-la’?”1

“Por que a maneira de dizer é tão importante quanto o que dizemos, ou ainda mais importante? Há algo errado com a seguinte afirmação: ‘A verdade é a verdade, e as pessoas precisam aceitá-la ou abandoná-la’?”1

Segunda-feira, 17 de agosto de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Fazendo amigos para Deus: A alegria de participar de Sua missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 501, jul. ago. set. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A atitude de Jesus em relação às pessoas

Lições da Bíblia

“Jesus sempre procurava o bem nos outros. Ele extraía o melhor das pessoas. Uma das críticas feitas pelos líderes religiosos de Seus dias era que Ele recebia pecadores e comia com eles (Lc 15:2). Eles estavam preocupados porque Ele tinha comunhão com ‘os ímpios’. A visão deles sobre religião era mais de alienação do que de envolvimento. Aqueles homens ficaram surpresos quando Jesus disse acerca de Si mesmo: ‘Não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]’ (Mt 9:13).”1

“A religião dos escribas, fariseus e saduceus era ‘evitar’. Eles pensavam: ‘Faça tudo o que puder para evitar ser contaminado pelo pecado’. Os ensinamentos de Jesus eram dramaticamente diferentes. Ele veio a este mundo tenebroso para redimi-lo, não para evitá-lo. Ele é a ‘luz do mundo’ (Jo 8:12).”1

“1. Leia Mateus 5:13, 14. Quais duas ilustrações Jesus usou para descrever Seus seguidores? Em sua opinião, por que Ele usou essas ilustrações específicas? Veja também João 1:9; 12:46, Fp 2:15.”

Mateus 5:13, 14 (ARA)2: “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;”

João 1:9 (ARA)2: “a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.”

João 12:46 (ARA)2: “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.”

Filipenses 2:15 (ARA)2: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas,”

“O sal era um dos recursos mais importantes do mundo antigo. Era extremamente valioso e, às vezes, as legiões romanas o usavam como moeda. Era um símbolo de grande riqueza. Também era usado para preservar os alimentos e dar sabor a eles. Quando Jesus usou a ilustração do sal para simbolizar Seus seguidores, Ele estava dizendo que a verdadeira riqueza do mundo não são as pessoas mais poderosas e ricas. A verdadeira riqueza do mundo são cristãos comprometidos, que fazem a diferença em prol do reino de Deus. Seus atos amorosos de serviço altruísta preservam a bondade do mundo e dão sabor à sua atmosfera.”1

“A segunda ilustração que Jesus usou em Mateus 5:14 foi a da ‘luz do mundo’. A luz não evita as trevas nem se separa delas. Ela brilha na ­escuridão e a penetra, tornando-a luz. Os seguidores de Jesus devem entrar nas trevas deste mundo em seus bairros, aldeias, vilas e cidades para iluminá-los com a glória de Deus.”1

“Depois de considerar as palavras de Jesus em João 17:15-18, como devemos entender a ideia de separação do mundo e a ideia de evitá-lo? Elas são a mesma coisa? O que ­Jesus quis dizer quando orou para que Seus seguidores estivessem no mundo, mas não fossem do mundo? Como fazer isso?”1

Domingo, 16 de agosto de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Fazendo amigos para Deus: A alegria de participar de Sua missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 501, jul. ago. set. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus versus as Escrituras?

Lições da Bíblia

“3. Que mensagem poderosa Jesus nos apresentou em João 5:45-47 sobre Sua relação com a Bíblia? Assinale a alternativa correta:”1

João 5:45-47 (ARA)2: “45 Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança. 46 Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. 47 Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?

A.( ) É impossível harmonizar o Messias com as Escrituras.
B.( ) Jesus e os escritos de Moisés estão intimamente relacionados.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Algumas pessoas afirmam que, ao falar, Jesus colocava Suas palavras em claro contraste com as palavras das Escrituras, como as encontramos no Antigo Testamento. Essas pessoas declaram que as palavras de Cristo estão até mesmo acima das palavras da Bíblia.”1

“No Novo Testamento, Jesus disse: ‘Ouvistes que foi dito […] Eu, porém, vos digo…’ (Mt 5:43, 44; compare com Mt 5:21, 22, 27, 28, 33, 34, 38, 39 [‘21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. […] 27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. […] 33 Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. 34 Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; […] 38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. 39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;’]). Quando disse essas famosas palavras no Sermão da Montanha, Ele não tentou abandonar nem abolir o Antigo Testamento, como alguns afirmam. Em vez disso, Ele respondeu a várias interpretações das Escrituras e às tradições orais usadas por alguns estudiosos de Sua época para justificar comportamentos em relação a outras pessoas, como odiar os inimigos (Mt 5:43), entre outras coisas que Deus não tolerava nem nunca ordenou.”1

“Jesus não aboliu o Antigo Testamento nem diminuiu sua autoridade em nenhum grau. O oposto é verdadeiro. O Antigo Testamento, de fato, prova quem Ele é. Cristo intensificou o significado das declarações das Escrituras, mostrando-nos as intenções originais de Deus.”1

“Usar a autoridade de Jesus para desqualificar a Bíblia ou denegrir partes da Palavra como se não fossem inspiradas talvez seja uma das mais sutis, e ainda mais perigosas, críticas às Escrituras, visto que ela é feita exatamente no nome de Jesus. Cristo reconheceu a grande autoridade das Escrituras, que, em Seus dias, consistiam apenas no Antigo Testamento. Que outras evidências necessitamos de como também devemos considerar o Antigo Testamento?”1

“Longe de enfraquecer a autoridade das Escrituras, Jesus constantemente as defendeu como um guia confiável e fidedigno. Ele afirmou claramente no mesmo Sermão da Montanha: ‘Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir’ (Mt 5:17). Em seguida, Ele disse que todo ‘aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus’ (Mt 5:19).”1

“Quais doutrinas importantes estão fundamentadas no Antigo Testamento? Por exemplo, a criação (Gn 1 e 2) e a queda (Gn 3). Quais outras verdades cristãs cruciais encontradas no Antigo Testamento são posteriormente ampliadas no Novo Testamento?”1

Terça-feira, 23 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aprendendo de Jesus

Lições da Bíblia

“Não há exemplo melhor e mais inspirador a seguir do que Jesus. Ele estava familiarizado com as Escrituras e disposto a obedecer à Palavra escrita de Deus e a cumpri-la.”1

“2. Leia Lucas 4:4, 8, 10-12. Como Jesus usou as Escrituras para combater as tentações de Satanás? Por que as Escrituras devem ser centrais à nossa fé, especialmente em tempos de tentação?”1

Lucas 4:4, 8, 10-12 (ARA)2: “4 Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem. […] 8 Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: […] 10 porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; 11 e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 12 Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus.”

“Jesus conhecia bem as Escrituras. Ele estava tão intimamente familiarizado com a Palavra de Deus que poderia citá-la de memória. Essa intimidade com a Palavra escrita era resultado de precioso tempo de qualidade com o Senhor no estudo das Escrituras.”1

“Se Ele não conhecesse as palavras exatas das Escrituras e o contexto em que elas aparecem, poderia facilmente ter sido enganado pelo diabo, que citou as Escrituras e as usou para seus propósitos enganadores. Portanto, apenas ser capaz de citar a Bíblia, como o diabo fez, não é suficiente. Além de um texto específico, é preciso saber o que outras passagens das Escrituras têm a dizer sobre um assunto e conhecer seu significado correto. Somente essa familiaridade com a Palavra do Senhor nos ajudará, como ocorreu com Jesus, a não ser enganados pelo adversário de Deus, mas resistir aos ataques de Satanás. Por diversas vezes, vemos Jesus abrindo a mente de Seus seguidores para que compreendessem as Escrituras, dirigindo a atenção deles ao que ‘está escrito’ (Lc 24:45, 46; Mt 11:10; Jo 6:45; etc.). Ele compreendia que os que liam as Escrituras podiam chegar a um entendimento correto de seu significado: ‘Que está escrito na Lei? Como interpretas?’ (Lc 10:26). Para Jesus, o que está escrito na Palavra de Deus é a norma pela qual devemos viver.”1

“Em João 7:38, Jesus, o Verbo de Deus encarnado, encaminhou Seus seguidores às palavras das Escrituras. Unicamente por meio da Bíblia sabemos que Jesus é o Messias prometido. As Escrituras testificam Dele (Jo 5:39). O próprio Jesus estava disposto a cumprir a Bíblia, a Palavra escrita de Deus. Se Ele estava disposto a fazer isso, nós deveríamos fazer algo diferente?”1

“Qual tem sido sua experiência com o uso do Escrituras em sua batalha contra a tentação? Isto é, quando tentado, você começa a ler a Bíblia ou a citar as Escrituras? Qual tem sido o resultado dessa experiência e o que você tem aprendido com ela?”1

Vá para as suas atividades de hoje com a clara convicção de que você é um representante de Cristo na Terra.

Segunda-feira, 22 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Jesus histórico

Lições da Bíblia

“4. Leia Mateus 26:57-67; João 11:45-53; 18:29-31. Quem foi Caifás e qual foi seu papel na morte de Cristo? Quem foi Pôncio Pilatos? Qual foi a importância da sua decisão para que o Sinédrio realizasse seus objetivos?”1

Mateus 26:57-67 (ARA)2: “57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58 Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim. 59 Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: 61 Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. 62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? 63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! 66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. 67 Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo:”

João 11:45-53 (ARA)2: “45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele. 46 Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara. 47 Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? 48 Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação. 49 Caifás, porém, um dentre eles, sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vós nada sabeis, 50 nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação. 51 Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação 52 e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos. 53 Desde aquele dia, resolveram matá-lo.”

João 18:29-31 (ARA)2: “29 Então, Pilatos saiu para lhes falar e lhes disse: Que acusação trazeis contra este homem? 30 Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31 Replicou-lhes, pois, Pilatos: Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: A nós não nos é lícito matar ninguém;”

“Caifás foi um sumo sacerdote e instigou uma conspiração para buscar a morte de Jesus. Sua existência foi registrada também por Josefo, o historiador judeu que escreveu em nome dos romanos. ‘Além disso, ele também privou José, que também era chamado Caifás, do sumo sacerdócio e nomeou Jônatas, filho de Ananus, sumo sacerdote, para sucedê-lo’ (Josephus Complete Works; Grand Rapids, MI: Kregel Publications, 1969, livro 18, capítulo 4, p. 381).”1

“Em 1990, uma tumba familiar foi descoberta ao sul de Jerusalém, contendo doze ossuários, ou caixas de ossos. As moedas e a cerâmica da tumba datam de meados do primeiro século d.C. O ossuário mais ornamentado, com vários conjuntos de ossos, contém o nome ‘José, filho de Caifás’. Muitos estudiosos acreditam que essa tenha sido a tumba e caixa de ossos de Caifás, o sumo sacerdote tão diretamente envolvido na morte de Jesus.”1

“Em 1961, uma inscrição com o nome de Pôncio Pilatos, governador da Judeia sob o imperador Tibério César, foi encontrada em uma pedra no teatro de Cesareia Marítima.”1

“Assim, em ambos os casos, algumas das principais figuras que envolvem a morte de Cristo foram confirmadas pela História.”1

“Historiadores seculares dos dois primeiros séculos também falam sobre Jesus de Nazaré. Tácito, historiador romano, escreveu sobre Cristo, Sua execução por Pôncio Pilatos no reinado de Tibério César e acerca dos primeiros cristãos em Roma. Plínio, o Jovem, governador romano, escreveu em 112–113 d.C. ao imperador Trajano, perguntando como deveria tratar os cristãos. Ele os descreveu dizendo que se reuniam em determinado dia antes do alvorecer, cantando hinos como se fosse para um deus.”1

“Essas descobertas arqueológicas e fontes históricas apresentam uma base adicional, extra-bíblica para a existência de Jesus, que foi adorado nos primeiros 50 anos após Sua morte. Os próprios evangelhos são as fontes primárias sobre Jesus, e devemos estudá-los cuidadosamente para aprender mais sobre Cristo e Sua vida.”1

Embora seja sempre bom ter evidências arqueológicas que apoiem nossa fé, por que nossa fé não deve depender dessas provas, por mais úteis que elas possam ser?1

Quarta-feira, 03 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A visão de Jesus e dos apóstolos acerca da Bíblia – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 68-74 (“Em Criança”) e p. 114-123 (“A Tentação”).

“Os homens se consideram mais sábios do que a Palavra de Deus, mais sábios até mesmo que o próprio Deus; e em vez de firmar seus pés no fundamento inabalável, e pôr tudo à prova da Palavra do Senhor, eles provam essa Palavra por suas próprias ideias de ciência e natureza, e se essa Palavra não concorda com suas ideias científicas, ela então é descartada como indigna de crédito” (Ellen G. White, Signs of the Times [Sinais dos Tempos], 27 de março de 1884, p. 1).1

“Os que mais bem se acham familiarizados com a sabedoria e o propósito de Deus da maneira como foram revelados em Sua Palavra tornam-se homens e mulheres de vigor mental; e podem tornar-se obreiros eficientes com o grande Educador, Jesus Cristo […]. Ele deu a Seu povo as palavras da verdade, e todos são convidados a desempenhar uma parte em torná-las conhecidas ao mundo […]. Não há santificação à parte da verdade – a Palavra. Quão essencial, portanto, que ela seja compreendida por todos!” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 432).1

Perguntas para consideração

“1. Se Jesus, os escritores dos evangelhos e Paulo trataram o Antigo Testamento como a Palavra de Deus, por que muitas visões sobre as Escrituras estão erradas? Por que não devemos cair nesses argumentos?”1

“2. Muitos estudiosos bíblicos modernos vão tão longe em seu ceticismo que chegam a negar verdades bíblicas: rejeitam a criação literal de seis dias e aceitam bilhões de anos de evolução; recusam um Adão sem pecado em um mundo perfeito; repudiam o Dilúvio universal; rejeitam a existência literal de Abraão; negam a história do Êxodo; contestam os milagres de Jesus, incluindo até mesmo Sua ressurreição; e rejeitam a profecia preditiva, em que os profetas revelam o futuro, às vezes com séculos ou milênios de antecedência. O que essas conclusões revelam sobre o que ocorre quando pessoas duvidam da autoridade e autenticidade da Bíblia? Como ajudar as pessoas a compreender claramente a verdade?”1

“3. Todas as Escrituras são inspiradas, mesmo as partes que não são necessariamente aplicáveis a nós hoje e que se cumpriram em Cristo? Em que sentido essas porções da Bíblia nos beneficiam hoje?”1

Sexta-feira, 17 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

Jesus e todas as Escrituras

Lições da Bíblia

“4. Leia Lucas 24:13-35, 44, 45. Como Jesus usou as Escrituras para ensinar aos discípulos a mensagem do evangelho?”1

Lucas 24:13-35, 44, 45 (ARA): 13 Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. 14 E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. 15 Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. 16 Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. 17 Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos. 18 Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias? 19 Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, 20 e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. 22 É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; 23 e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. 24 De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. 25 Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. 28 Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. 29 Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. 30 E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; 31 então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. 32 E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? 33 E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, 34 os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão! 35 Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão. […] 44 A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45 Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;

“Após a morte de Cristo, Seus seguidores ficaram confusos e em dúvida. Como isso pôde acontecer? O que significava a Sua morte? De acordo com Lucas, Jesus apareceu a eles duas vezes, primeiramente a dois que estavam a caminho de Emaús e depois a outros. Em duas ocasiões diferentes, Jesus explicou como tudo havia se cumprido das profecias do Antigo Testamento: ‘E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras’ (Lc 24:27).”1

“Novamente em Lucas 24:44, 45, Ele disse: ‘São estas as palavras que Eu vos falei, […]: importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’. Jesus ‘então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras’.”1

“Observe a referência específica em Lucas 24:27 a ‘todas as Escrituras’. Isso foi enfatizado novamente na segunda passagem como a ‘Lei de Moisés’, os ‘Profetas’ e os ‘Salmos’ (Lc 24:44). Isso estabelece claramente que Jesus, o Verbo encarnado (Jo 1:1-3, 14), confiava na autoridade das Escrituras para explicar como essas coisas foram preditas centenas de anos antes. Ao Se referir à totalidade das Escrituras, Jesus estava ensinando os discípulos pelo exemplo. À medida que fossem espalhar a mensagem do evangelho, eles também deveriam expor todas as Escrituras para trazer compreensão e poder aos novos conversos em todo o mundo.”1

“Em Mateus 28:18-20, Jesus disse aos Seus discípulos naquela ocasião (e para nós hoje) que ‘toda a autoridade’ Lhe ‘foi dada no Céu e na Terra’. Mas essa autoridade permanecia fundamentada em Seu Pai e em toda a Divindade, pois Ele lhes disse: ‘Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo’. Então vem a passagem-chave: ‘ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado’. O que Jesus ensinou e ordenou? Seus ensinamentos estão fundamentados em todas as Escrituras. Ele veio com base na autoridade profética da Palavra, e em cumprimento das profecias das Escrituras Ele Se submeteu a Seu Pai.”1

Se Jesus aceitava todas as Escrituras, não devemos fazer o mesmo? Como podemos aceitar a autoridade da Bíblia inteira, mesmo quando percebemos que nem tudo é necessariamente aplicável atualmente? Comente com a classe.

Terça-feira, 14 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O paralelo entre Cristo e as Escrituras

Lições da Bíblia

“5. Leia João 1:14; 2:22; 8:31, 32; 17:17. Quais paralelos existem entre Jesus, o Verbo de Deus encarnado, e as Escrituras, a Palavra escrita do Senhor?”1

João 1:14 (ARA)2: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

João 2:22 (ARA)2: “Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus.”

João 8:31, 32 (ARA)2: “31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; 32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

João 17:17 (ARA)2: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”

“Existe um paralelo entre o Verbo de Deus, que Se tornou carne (isto é, Jesus Cristo) e a Palavra escrita de Deus (isto é, as Escrituras). Assim como Jesus foi concebido de maneira sobrenatural pelo Espírito Santo, embora nascido de uma mulher, as Sagradas Escrituras também são de origem sobrenatural, porém transmitidas mediante seres humanos.”1

“Cristo Se tornou homem no tempo e no espaço. Ele viveu em um tempo e lugar específicos. No entanto, esse fato não anulou Sua divindade nem O tornou historicamente relativo. Ele é o único Redentor para todos, em todo o mundo, durante todo o tempo (At 4:12). Da mesma forma, a Palavra escrita de Deus, a Bíblia, foi dada em um momento específico e em uma cultura particular. Assim como Jesus, a Bíblia não é condicionada pelo tempo, isto é, limitada a um tempo e local específicos; em vez disso, ela permanece válida para todas as pessoas, em todo o mundo.”1

“Quando Deus Se revelou, Ele desceu ao nível humano. A natureza humana de Jesus mostrava todos os sinais das enfermidades e os efeitos de cerca de 4 mil anos de degeneração. No entanto, Ele foi sem pecado. Semelhantemente, a linguagem das Escrituras é a linguagem humana, não uma linguagem “sobre-humana perfeita” que ninguém fala nem entende. Embora todo idioma tenha suas limitações, o Criador da humanidade, que é o Criador da linguagem humana, é perfeitamente capaz de comunicar Sua vontade ao ser humano de maneira confiável, sem enganar.”1

“Evidentemente, toda comparação tem seus limites. Jesus Cristo e as Sagradas Escrituras não são idênticos. A Bíblia não é uma encarnação de Deus. Deus não é um livro. Deus Se tornou humano em Jesus Cristo. Amamos a Bíblia porque adoramos o Salvador proclamado em suas páginas.”1

“A Bíblia é uma união divino-humana singular e inseparável. Sobre isso, Ellen G. White declarou: ‘As Escrituras Sagradas, com verdades dadas por Deus e expressas na linguagem da humanidade, apresentam uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do Homem. Pode-se dizer da Bíblia o que foi dito sobre Cristo: ‘o Verbo Se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1:14; O Grande Conflito, p. 8).”1

Quarta-feira, 08 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.