A promessa – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Abraão foi um profeta extraordinário com quem Deus compartilhou, até certo ponto, Seu plano da salvação por meio do sacrifício de Seu Filho (Gn 18:17).

“Isaque era um símbolo do Filho de Deus, oferecido em sacrifício pelos pecados do mundo. Deus queria imprimir na mente de Abraão o evangelho da salvação para o ser humano. A fim de fazê-lo, e tornar essa verdade real para ele, bem como provar-lhe a fé, pediu que matasse seu querido Isaque. […] Foi-lhe feito compreender, pela própria experiência, quão inexprimível era a abnegação de Deus em dar o próprio Filho para morrer a fim de redimir o ser humano da total perdição. Nenhuma tortura mental poderia ser para Abraão igual àquela que sofrera ao obedecer à ordem divina de sacrificar seu filho” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 305 [369]).

“Abraão já estava idoso e não esperava viver muito; no entanto, ainda precisava fazer uma coisa que garantiria o cumprimento da promessa à sua posteridade. Isaque era aquele que havia sido divinamente designado para suceder-lhe como guardião da lei de Deus e ser pai do povo escolhido. Contudo, Isaque ainda era solteiro. Os habitantes de Canaã estavam entregues à idolatria, e Deus havia proibido casamentos entre Seu povo e eles, sabendo que esses casamentos conduziriam à apostasia. O patriarca receou o efeito das influências corruptoras que rodeavam seu filho. […] Para Abraão, escolher uma esposa para seu filho era assunto de suma importância, pois queria que ele se casasse com uma mulher que não o afastasse de Deus. […]

“Confiando na sabedoria e no amor de seu pai, Isaque estava satisfeito com a entrega dessa questão a ele, crendo também que o próprio Deus dirigiria a escolha a ser feita” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 137 [171]).

Perguntas para consideração

1. Abraão se dispôs a sacrificar Isaque. Imagine o tipo de fé que esse relato revela! O que é tão surpreendente, mas ao mesmo tempo preocupante, nessa história?

2. Por que nossa fé não tem sentido sem o livre-arbítrio? Cite exemplos bíblicos em que, apesar das escolhas erradas do ser humano, a vontade de Deus se cumpriu.

Sexta-feira, 20 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

A promessa

Liçoes da Bíblia1

“Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo” (Gn 24:1).

Finalmente, como Deus havia prometido, Sara deu à luz um filho a Abraão, “na sua velhice” (Gn 21:2), e ele chamou o bebê de Isaque (ver Gn 21:1-5). Mas a história de Abraão estava apenas começando, e atingiu seu ápice quando ele levou seu filho ao monte Moriá para ser sacrificado. Contudo, Isaque foi substituído por um carneiro (Gn 22:13), o que indicava o compromisso de Deus em abençoar as nações por meio de sua “descendência” (Gn 22:17, 18), Jesus (At 13:23). Nessa história surpreendente (e de certa forma perturbadora), revelou-se mais do plano da salvação.

Sejam quais forem as profundas lições espirituais desse relato, a família de Abraão, no entanto, deve ter ficado abalada por isso, e o futuro do patriarca era incerto. Sara morreu imediatamente após o sacrifício em Moriá (Gn 23), e Isaque permaneceu solteiro.

Então, Abraão tomou a iniciativa de se certificar de que o futuro “certo” o seguiria. Ele arranjou o casamento de seu filho com Rebeca (Gn 24), que daria à luz dois filhos (Gn 25:21-23), e o próprio Abraão se casou com Quetura, que lhe daria muitos filhos (Gn 25:1-6). Nesta semana, seguiremos Abraão até o fim de sua vida (Gn 25:7-11).

Sábado, 14 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

Deuteronômio em Jeremias

Lições da Bíblia1

Tempos atrás, um jovem agnóstico buscava de modo apaixonado a verdade – qualquer que fosse essa verdade e aonde quer que ela o levasse. Por fim, ele creu em Deus Pai e em Jesus e aceitou a mensagem adventista do sétimo dia. Seu verso favorito da Bíblia era Jeremias 29:13: “Vocês Me buscarão e Me acharão quando Me buscarem de todo o coração”. Anos mais tarde, encontrou aquele verso novamente, mas em Deuteronômio. Ou seja, Jeremias citou Moisés.

4. Leia Deuteronômio 4:23-29. Qual é o contexto dessa promessa a Israel, e como essa promessa poderia se relacionar conosco hoje?

Deuteronômio 4:23-29 (ARA)2: “23 Guardai-vos não vos esqueçais da aliança do Senhor, vosso Deus, feita convosco, e vos façais alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor, vosso Deus, vos proibiu. 24 Porque o Senhor, teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso. 25 Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, teu Deus, para o provocar à ira, 26 hoje, tomo por testemunhas contra vós outros o céu e a terra, que, com efeito, perecereis, imediatamente, da terra a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos. 27 O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá. 28 Lá, servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. 29 De lá, buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”

Como já vimos, o livro de Deuteronômio foi redescoberto durante o reinado do rei Josias, e foi sob seu governo que Jeremias começou seu ministério. Não é de admirar, então, que a influência de Deuteronômio seja vista nos escritos de Jeremias.

Leia Jeremias 7:1-7. O que Jeremias disse ao povo que fizesse e como isso se relaciona com o que está no livro de Deuteronômio?

Jeremias 7:1-7 (ARA)2: “1 Palavra que da parte do Senhor foi dita a Jeremias: 2 Põe-te à porta da Casa do Senhor, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá, vós, os que entrais por estas portas, para adorardes ao Senhor. 3 Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas obras, e eu vos farei habitar neste lugar. 4 Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este. 5 Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras praticardes a justiça, cada um com o seu próximo;se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre.

Repetidamente em Deuteronômio, Moisés enfatizou como a existência na terra de Canaã era condicional e que, se desobedecessem, não permaneceriam nesse lugar. Observe o aviso específico em Jeremias 7:4, indicando que, sim, aquele era o templo de Deus e, sim, eles eram o povo escolhido, mas nada disso importava se não fossem obedientes.

Essa obediência incluía como tratavam estrangeiros, órfãos, viúvas – o que remonta diretamente a Deuteronômio e a algumas das estipulações da aliança que lhes cabiam seguir: “Não pervertam o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomem em penhor a roupa da viúva” (Dt 24:17; veja também Dt 24:21; 10:18, 19; 27:19).

Leia Jeremias 4:4 [Circuncidai-vos para o Senhor, circuncidai o vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém, para que o meu furor não saia como fogo e arda, e não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras.] e compare com Deuteronômio 30:6 [“O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas.”]. Qual é a mensagem ali para o povo, e como o princípio se aplica igualmente ao povo de Deus hoje?

Terça-feira, 07 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Filhos da promessa – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia Patriarcas e Profetas, p. 132-144 (“Abraão em Canaã”) e p. 145-155 “O teste de fé”.

“A prova à qual Abraão foi submetido não foi pequena […]. Contudo, ele não hesitou em obedecer ao chamado. Não teve perguntas a fazer com respeito à terra da promessa […]. O lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele estivesse” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 126).

Em Canaã, o Senhor declarou a Abraão que ele deveria peregrinar na terra que seria dada a seus descendentes (Gn 12:7). Deus repetiu a promessa (Gn 13:14, 15, 17; 15:13, 16, 18; 17:8; 28:13, 15; 35:12). Cerca de quatrocentos anos depois, cumprindo a promessa (Gn 15:13, 16), Ele anunciou a Moisés que tiraria Israel do Egito e o levaria para a terra que manava leite e mel (Êx 3:8, 17; 6:8) e repetiu a promessa a Josué (Js 1:3). Nos dias de Davi, ela se cumpriu em grande parte, mas não completamente (Gn 15:18-21; 2Sm 8:1-14; 1Rs 4:21; 1Cr 19:1-19).

Abraão e outros patriarcas viam Canaã como símbolo ou prenúncio do lar dos redimidos (Hb 11:9, 10, 13-16). Na situação de pecado, nenhum lar permanente é possível. A vida é passageira, como uma “neblina” (Tg 4:14). Como descendentes espirituais de Abraão, percebemos que “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13:14). A certeza da vida futura nos mantém firmes neste mundo de mudança e decadência.

Perguntas para consideração

1. Qual é o efeito da promessa da nova Terra? (Mt 5:5 [“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.”]; 2Co 4:17, 18 [“17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.”]; Ap 21:9, 10 [“9 Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; 10 e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus,”]; Ap 22:17 [“O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.”]).

2. “A verdadeira grandeza resultaria da obediência às ordens de Deus e da cooperação com o propósito divino” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 288). O que essa afirmação significa?

Resumo: As promessas são preciosas! Será que elas se cumprirão? A fé diz que sim!

Sexta-feira, 30 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A promessa do Messias: parte 2

Lições da Bíblia1

“Para desfrutar da verdadeira felicidade precisamos viajar para um país muito distante e até para fora de nós mesmos”(Thomas Browne).

5. Você concorda com a citação acima, escrita no século 17? 1Ts 4:16-18; Ap 3:12

1Ts 4:16-18 (ARA)2: “16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Ap 3:12 (ARA)2: “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.”

Agostinho escreveu sobre a condição humana: “Essa nossa vida – se é que uma vida repleta de males tão grandes pode ser apropriadamente chamada de vida – é um testemunho do fato de que, desde o início, a humanidade mortal tem sido uma raça condenada. Pense, primeiramente, no terrível abismo da ignorância da qual procede todo erro e que assim envolve os filhos de Adão em uma poça sombria da qual ninguém pode escapar sem labutas, lágrimas e medos. Então, tome o nosso amor por todas as coisas que se mostram tão vãs e venenosas e que geram tantas mágoas, tantos problemas, dores e medos; tantas alegrias insanas na discórdia, tantos conflitos e guerras; tanta fraude, tanto furto e roubo; tanta perfídia e tanto orgulho, tanta inveja e ambição, tanto homicídio e assassinato, tanta crueldade e selvageria, ilegalidade e luxúria; todas as paixões desavergonhadas dos impuros – fornicação e adultério, incesto e pecados não naturais, estupro e inúmeras outras impurezas desagradáveis demais para serem mencionadas; os pecados contra a religião – sacrilégio e heresia, blasfêmia e perjúrio; as iniquidades contra nossos vizinhos – calúnias e trapaças, mentiras e testemunho falso, violência contra pessoas e propriedades; as injustiças dos tribunais e as inúmeras outras misérias e doenças que enchem o mundo, mas escapam à atenção” (Agostinho de Hipona, City of God [Cidade de Deus], Tradução de Gerald G. Walsh, S. J. Nova York: Doubleday e Co., 1958, v. 22, cap. 22, p. 519).

A citação de Agostinho poderia se aplicar à maioria das cidades modernas; no entanto, ele escreveu essas palavras há mais de mil e quinhentos anos. Pouco sobre a humanidade mudou. Por isso, as pessoas querem fugir.

Felizmente, por mais difícil que seja nossa situação, o futuro será brilhante, mas apenas em razão do que Deus fez por nós mediante a vida, a morte, a ressurreição e o ministério sacerdotal de Jesus Cristo – o cumprimento supremo da promessa da aliança feita a Abraão de que, por meio de sua descendência, todas as famílias da Terra seriam abençoadas.

Pense na citação de Agostinho. Descreva, em suas palavras, a triste situação do mundo. Procure textos bíblicos que falem sobre o que Deus prometeu em Cristo (Is 25:8 [“Tragará a morte para semprea, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimasb de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.”]; 1Co 2:9 [“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”]; Ap 22:2-5 [“2 No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. 3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, 4 contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. 5 Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.”]). Apegue-se a essas promessas. Então você entenderá a essência da aliança.

Terça-feira, 27 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A promessa do Messias: parte 1

Lições da Bíblia1

“Em você e na sua descendência serão benditas todas as famílias da Terra”(Gn 28:14).

“E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).

Mais de uma vez o Senhor disse a Abraão que, em sua descendência, todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gn 12:3; 18:18; 22:18). Essa maravilhosa promessa da aliança é repetida, pois, de todas as promessas, essa é a mais importante, a mais duradoura, a que faz todas as outras valerem a pena. Em certo sentido, essa era uma promessa da ascensão da nação judaica, por meio da qual o Senhor desejava ensinar “todas as famílias da Terra” sobre o verdadeiro Deus e Seu plano de salvação. Contudo, a promessa alcançou cumprimento completo somente no Descendente de Abraão, Cristo, que, na cruz, pagou pelos pecados de “todas as famílias da Terra”.

3. Pense na promessa da aliança feita após o dilúvio (na qual o Senhor prometeu não destruir o mundo com água novamente). De que adiantaria isso sem a promessa de redenção em Jesus? Qual é o proveito de qualquer promessa sem a vida eterna?

Sem a perspectiva do sacrifício de Cristo e da redenção eterna promovida por Ele, tudo seria em vão.

4. Como você entende a noção de que, em Abraão, por meio de Jesus, “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas? O que isso significa?

Por meio de Jesus, que era Descendente de Abraão, todas as famílias da Terra receberam a salvação eterna.

Evidentemente, a promessa da aliança do Salvador do mundo é a maior de todas as promessas de Deus. O próprio Redentor Se tornou o meio pelo qual as obrigações da aliança foram cumpridas e todas as suas outras promessas, concretizadas. Todos, judeus ou gentios, que entram em união com Ele são considerados a verdadeira família de Abraão e herdeiros da promessa (Gl 3:8, 9, 27-29 [“8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. […] 27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. 28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”], isto é – a promessa da vida eterna em um ambiente sem pecado, onde o mal, a dor e o sofrimento nunca mais surgirão. Você consegue pensar em uma promessa melhor do que essa?

Por que a promessa de vida eterna em um mundo sem pecado e sofrimento nos atrai tanto? Será que ansiamos o cumprimento dessa promessa porque foi para isso que fomos criados originalmente e porque, ao desejá-la, almejamos algo fundamental para nossa natureza?

Segunda-feira, 26 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Filhos da promessa

Lições da Bíblia1

“E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28:20).

“Certa vez, um pai e sua filha de dez anos passavam as férias no litoral. Um dia, eles saíram para nadar no mar e, embora ambos fossem bons nadadores, a alguma distância da costa, eles se separaram. O pai, percebendo que estavam sendo levados para águas profundas pela maré, gritou para a filha: ‘Maria, vou buscar ajuda em terra. Se você se cansar, vire-se de costas. Dá para flutuar o dia todo dessa maneira. Eu voltarei para buscá-la’.

“Barcos e equipes de buscas se apressaram para o mar, procurando a garotinha. Muitos aguardavam com ansiedade. Quatro horas se passaram até que a menina foi encontrada, longe da praia. Ela estava flutuando calmamente de costas. Ao retornarem à praia com a preciosa carga, os socorristas foram recebidos com aplausos e lágrimas de alegria, mas a menina estava tranquila. Ela achou estranha a reação das pessoas e disse: ‘O papai disse que eu poderia flutuar o dia inteiro e que ele viria me buscar, então eu apenas nadei e flutuei, porque sabia que ele viria’” (H. M. S. Richards, When Jesus Comes Back [Quando Jesus Voltar], Voice of Prophecy News, março de 1949, p. 5).

Resumo da semana: Por que o Senhor Se referiu a Si mesmo como escudo de Abraão? Como “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas por meio de Abraão? Qual é a maior de todas as promessas da aliança?

Sábado, 24 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

A promessa

Lições da Bíblia

“Uma das promessas mais maravilhosas da Bíblia se encontra em Romanos 8:1: ‘Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito’ (ARC). Essas palavras são como uma espécie de arremate, uma conclusão da linha de raciocínio antecedente. Somente se estudarmos o que Paulo falou antes desse verso, podemos entender melhor a esperança e a promessa encontradas nele.”

“1. Leia Romanos 7:15 a 25. Qual é a essência das palavras de Paulo nesses versos, tornando tão encorajadora sua declaração em Romanos 8:1?”1

Romanos (7:15 a 25 ARA)2: “15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. 16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. 18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. 20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. 21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. 22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. 24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.”.

“Nessa passagem, Paulo estava falando especificamente de si mesmo como cristão? Embora exista um grande debate entre os cristãos sobre essa questão, uma coisa é clara: ele certamente estava falando da realidade do pecado. Todos, até mesmo os cristãos, podem se identificar de alguma forma com a luta a que Paulo se referiu nesses versos. Quem já não sentiu a atração da carne e do ‘pecado que habita’ em nós, levando-nos a fazer o que não devemos fazer, ou a deixar de fazer o que devemos fazer? Para Paulo, o problema não é a lei, mas a nossa carne.”1

“Quem já não se viu desejando fazer o que é certo, mas acabou fazendo o que é errado? Mesmo que Paulo não estivesse falando da inevitabilidade do pecado na vida de um cristão nascido de novo, ele certamente estava argumentando, de maneira muito convincente, que enfrentamos uma luta constante quando buscamos obedecer a Deus.”1

“Então, ele declarou as famosas palavras: ‘Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?’ (Rm 7:24). Sua resposta se encontra em Jesus e na grande promessa de que ‘nenhuma condenação’ há para aquele que está em Cristo Jesus e que, pela graça, anda segundo o Espírito. Certamente, temos lutas e enfrentamos tentações. O pecado é real. Mas, pela fé em Jesus, aqueles que creem não são mais condenados pela lei; na verdade, eles a obedecem. Portanto, andam no Espírito e não ‘segundo a carne’ (Rm 7:25).”1

“Você se identifica com as palavras de Paulo? Por que, então, Romanos 8:1 [‘Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.’]2 é uma promessa tão maravilhosa?”1

Domingo, 06 de maio de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Preparação para o tempo do fim. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 492, abr. maio jun. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.