Graça, amor e comunhão

Lições da Bíblia1

“A graça do Senhor jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês” (2Co 13:13).

Leituras da semana: 2Co 8:9; 13:11; Rm 16:20; 1jo 4:8-11; Fp 2:1, 2; Gl 4:4-6

Paulo encerrou 2 Coríntios reafirmando conceitos essenciais abordados ao longo de suas cartas. Ele o fez por meio de cinco imperativos (2Co 13:11). O primeiro imperativo, “alegrem-se” (NVT), retoma ênfases presentes anteriormente nas cartas. O segundo, “cresçam até alcançar a maturidade” (NVT), traduz uma única palavra em grego (katartizo), que ocorre nesse texto e em 1 Coríntios 1:10. O terceiro, “encorajem-se mutuamente” (NVT), retoma 2 Coríntios 1:3 a 7. Paulo abriu e fechou a segunda carta com encorajamento: recebemos o encorajamento de Deus para encorajar outros (2Co 1:4, 6, NVT).

O quarto e o quinto imperativos, “tenham o mesmo modo de pensar” e “vivam em paz” (2Co 13:11), são um chamado à unidade. Esse ambiente de alegria, restauração, encorajamento, unidade e paz é a condição para ter a presença do “Deus de amor e de paz” (2Co 13:11). Ele é fruto da obra do Deus triúno no coração humano (2Co 13:13).

Graça, amor e comunhão decorrem da atuação do Deus triúno em nosso favor. Essas três qualidades cristãs promovem uma atmosfera caracterizada pela presença de Deus.

Sábado, 19 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

Motivação

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Coríntios 8:1, 5; 9:7, 9, 13, 15. Qual é a mensagem central desses versos?

2 Coríntios 8:1, 5 (NAA)2: 1 Também, irmãos, queremos que estejam informados a respeito da graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia. […] 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas, pela vontade de Deus, deram a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós.

2 Coríntios 9:7, 9, 13, 15 (NAA)2: 7 Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama quem dá com alegria. […] 9 como está escrito: “Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.” […] 13 Na prova deste serviço, eles glorificam a Deus pela obediência da confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade com que vocês contribuem para eles e para todos, […] 15 Graças a Deus pelo seu dom indescritível!

A linguagem da doação permeia os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios: “a graça de Deus […] foi concedida” (2Co 8:1); “deram a si mesmos” (2Co 8:5); “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, […] porque Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9:7); “deu aos pobres” (2Co 9:9); “eles glorificam a Deus […] pela generosidade com que vocês contribuem” (2Co 9:13); “Graças a Deus pelo Seu dom indescritível!” (2Co 9:15). Essa seção começa e termina falando de doar (2Co 8:1; 9:15). Portanto, devemos ler esses capítulos com a ideia de doação em mente. Neles, vemos pelo menos quatro motivos principais para ofertarmos:

1) Gratidão pela graça de Deus (2Co 8:1; 9:14, 15) – Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo abre a seção mencionando a “graça de Deus” (2Co 8:1). Um pouco adiante, afirma: “Vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo” (2Co 8:9). A graça de Deus e de Cristo é apresentada como o motivo principal para a prática do ofertório. Deus fez muito por nós ao nos dar Cristo; ao ofertarmos, reconhecemos a graça divina em nossa vida.

Assim como o tema da doação, o termo “graça” (em grego, charis) aparece várias vezes em 2 Coríntios 8 e 9 – e abre e fecha a seção (2Co 8:1; 9:14, 15). Paulo usa charis com diferentes significados para enfatizar que a graça de Cristo em nós transborda em graça para outros e em ações de graças a Deus.

2) Desejo de seguir o exemplo de Cristo (2Co 8:9) – Jesus era rico e Se fez pobre (referindo-se, respectivamente, à Sua preexistência eterna e à Sua encarnação). Isso só foi possível porque Ele Se entregou por completo. Quanto a nós, ao ofertarmos, criamos condições para que outros conheçam a Cristo.

3) Desejo de compartilhar as bênçãos de Deus (2Co 9:10, 11) – Só podemos dar porque primeiro recebemos de Deus. Ele nos supre para que sejamos generosos.

4) Amor sincero (2Co 8:8, 24) – Ofertar coloca o amor à prova. É a evidência mais concreta de que o amor habita o coração – é fazer com que as ações acompanhem as palavras.

Segunda-feira, 07 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vivendo o hoje

Lições da Bíblia1

Quando olhamos ao nosso redor, vemos um mundo em convulsão, sofrendo diante dos sinais que Jesus predisse e que se cumprem diante dos nossos olhos. Guerras e rumores de guerras, nações contra nações, fomes, pestes, terremotos e perseguições se multiplicam e parecem apenas se intensificar com o passar do tempo (Mt 24:6-11). Sim, vivemos dias solenes – dias em que precisamos cultivar um relacionamento permanente com Deus.

As Escrituras nos advertem: “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam prudentes e estejam alertas por meio das suas orações” (1Pe 4:7, NVI). Se essa exortação já era válida no passado, quanto mais hoje precisamos fortalecer e aprofundar nosso relacionamento pessoal com o Senhor. Afinal, por mais longeva que possa ser, a vida humana sempre é breve. “Escutem, agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e faremos negócios, e teremos lucros.’ Vocês não sabem o que acontecerá amanhã. O que é a vida de vocês? Vocês não passam de neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” (Tg 4:13, 14). Que advertência verdadeira! Você, que agora lê estas palavras, pode não estar vivo ao fim deste dia. Essa é a dura realidade de viver em um mundo de pecado. Por isso, é essencial assegurar diariamente nosso relacionamento com Deus e viver consciente da nossa necessidade Dele e de Sua graça salvadora!

1. Leia o Salmo 80 e, em especial, reflita sobre os versículos 1-3 e 14-19, substituindo o pronome “eu” por “nós”. Como esse salmo expressa sua própria experiência espiritual?

Salmo 80 (NAA)2: 1 Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.Diante de Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. 4 Ó Senhor, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo? 5 Para comer, tu lhe deste pão de lágrimas e, para beber, pranto em abundância. 6 Fizeste de nós um motivo de conflito entre os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer. 7 Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. 8 Trouxeste uma videira do Egito; expulsaste as nações e a plantaste. 9 Preparaste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra. 10 Com a sombra dela os montes se cobriram, e os seus ramos se estenderam por cima dos cedros de Deus. 11 Ela estendeu a sua ramagem até o mar e os seus rebentos, até o rio. 12 Por que derrubaste as cercas que havia em volta dela, deixando que todos os que passam pelo caminho arranquem as suas uvas? 13 O javali da selva a devasta, e os animais do campo se alimentam dela. 14 Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos! Olha do céu, vê e visita esta vinha! 15 Protege o que a tua mão direita plantou, o ramo que para ti fortaleceste. 16 Foi cortada, foi queimada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto. 17 Seja a tua mão sobre aquele que escolheste, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti. 18 E assim não nos afastaremos de ti. Vivifica-nos, e invocaremos o teu nome. 19 Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

Todos nós precisamos de reavivamento em nossa vida. É fácil cair na rotina ou até esquecer o que Deus já fez e continua fazendo por nós. Mas cada cristão fiel, ainda que em meio a lutas, pode orar como o salmista: “Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos; faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos” (Sl 80:19).

Quando aceitamos o que Jesus fez por nós, quando sabemos que nossos pecados foram perdoados e que estamos cobertos por Sua perfeita justiça, recebida pela fé, então podemos ter a certeza da salvação Nele.

O que significa para você experimentar o rosto de Deus resplandecer sobre sua vida, sabendo que só a justiça de Cristo tem poder para nos salvar?

Domingo, 21 de junho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Crescendo em um relacionamento com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 524, abr. mai. jun. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Graça suficiente

Lições da Bìblia1

Quando sentimos o peso do pecado e permitimos que o Espírito Santo nos leve ao pé da cruz, devemos pedir o perdão de Deus, certos de que “o Senhor é compassivo e bondoso; tardio em irar-Se e rico em bondade” (Sl 103:8). Essas verdades foram ditas pelo próprio Deus depois que Sua nação escolhida O entristeceu (Êx 34:6).

3. Leia Êxodo 34:1-10. Que verdade essencial é apresentada nesse texto?

Êxodo 34:1-10 (NAA)2: 1 Então o Senhor disse a Moisés: — Corte duas tábuas de pedra, como as primeiras, e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que você quebrou. 2 E prepare-se para amanhã, para que você suba, pela manhã, o monte Sinai e se apresente ali diante de mim no alto do monte. 3 Ninguém deverá subir com você, ninguém deverá aparecer em todo o monte; nem ainda ovelhas nem gado devem ser apascentados diante dele. 4 Então Moisés cortou duas tábuas de pedra, como as primeiras. E, levantando-se de madrugada, subiu o monte Sinai, como o Senhor lhe havia ordenado, levando nas mãos as duas tábuas de pedra. 5 O Senhor desceu na nuvem, esteve ali junto de Moisés e proclamou o nome do Senhor. 6 O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: — O Senhor! O Senhor Deus compassivo e bondoso, tardio em irar-se e grande em misericórdia e fidelidade; 7 que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a maldade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração! 8 E imediatamente Moisés curvou-se para a terra, adorou o Senhor 9 e disse: — Senhor, se agora alcancei favor diante de ti, continua no meio de nós; porque este povo é teimoso. Perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado e toma-nos por tua herança. 10 Então o Senhor disse: — Eis que eu faço uma aliança. Diante de todo o seu povo farei maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem entre nação alguma, de maneira que todo este povo, em cujo meio você está, veja a obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço com você.

O fato de o Senhor ser “compassivo e bondoso, tardio em irar-Se e grande em misericórdia” comprova a razão pela qual Jesus morreu na cruz: para restaurar nosso relacionamento com Deus.

Quando estamos dispostos a reconhecer e confessar o pecado, dizemos: “Ó Senhor, aqui estou outra vez… ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!’” (Lc 18:13, NVI). Nesse momento, Jesus, que já vinha atuando em nós e por nós com o Espírito Santo antes mesmo de clamarmos, vê o fardo e remove. Nossas cargas são postas no Calvário. Jesus certamente está muito perto quando vamos a Ele e, mesmo antes, nos busca como o Bom Pastor, que está sempre à porta e bate (Ap 3:20). Não devemos permanecer longe da cruz, olhando para Deus à distância. Em vez disso, precisamos correr até Jesus, trocando nossos pecados e fardos por Sua justiça (Zc 3:4).

Leia com atenção os textos a seguir e escreva, com suas palavras, o que eles dizem sobre a graça de Deus em seu favor:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23).

“Entretanto, onde foi ressaltado o pecado, transbordou a graça, para que, como o pecado reinou na morte, assim a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, por meio de Jesus Cristo, o nosso Senhor” (Rm 5:20, 21, NVI).

“Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8).

Quarta-feira, 03 de junho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Crescendo em um relacionamento com Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 524, abr. mai. jun. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Memoriais da graça – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 421-425 (“A travessia do Jordão”).

“Estudem cuidadosamente as experiências de Israel em sua viagem para Canaã. Estudem o terceiro e quarto capítulos de Josué, que registram o preparo deles para cruzar o Jordão e sua passagem pelo rio para entrar na terra prometida. Precisamos manter a mente e o coração preparados mediante a renovação da memória com as lições que o Senhor ensinou ao Seu antigo povo. Assim fazendo, os ensinos de Sua Palavra serão para nós sempre interessantes e impressivos, como Ele desejava que fossem para eles” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista, v. 2, p. 1096).

“O Israel moderno está em maior perigo de esquecer-se de Deus e ser levado à idolatria do que o antigo povo de Deus. Muitos ídolos são adorados, mesmo entre os professos observadores do sábado. Deus advertiu Seu antigo povo a guardar-se da idolatria, pois, caso se desviasse do Deus vivo, Sua maldição recairia sobre ele, ao passo que, se O amasse ‘de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força’ (Mc 12:33), Ele abençoaria abundantemente seu cesto e sua amassadeira e removeria do meio dele toda enfermidade” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 1, p. 530).

Perguntas para consideração

1. Analise a travessia miraculosa do Jordão, o significado do milagre e por que milagres assim parecem não ocorrer hoje.

2. Como evitar o esquecimento espiritual? Por mais importante que seja desenvolver um relacionamento contínuo com Deus, e não basear toda a nossa jornada cristã em poderosas experiências passadas, como usar nossas experiências como lembretes de como Deus trabalhou em nossa vida?

3. O sábado pode nos ajudar a lembrar das intervenções de Deus em nossa vida e nos dar uma amostra do descanso prometido em Seu reino eterno? De que maneiras o sábado aponta não apenas para o que devemos lembrar, mas também para o que podemos esperar do futuro?

Sexta-feira, 17 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

Memoriais da graça

Lições da Bíblia1:

“O Senhor, o seu Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vocês, até que vocês tivessem passado, como o Senhor, o seu Deus, fez com o Mar Vermelho, que Ele secou diante de nós, até que tivéssemos passado. Para que todos os povos da terra saibam que a mão do Senhor é forte, a fim de que vocês temam o Senhor, seu Deus, todos os dias” (Js 4:23, 24).

Leituras da semana: Js 3; Nm 14:44; Lc 18:18-27; Js 4; Jo 14:26; Hb 4:8-11

O policial sinalizou, e João teve que encostar. O policial pediu sua carteira de motorista. Naquele momento, ele percebeu que a havia deixado no escritório. João explicou a situação, e o policial perguntou em que ele trabalhava. Ele disse que era professor. Quando o policial aplicou uma multa a João, disse que ele não deveria encarar isso como uma multa.

“É uma mensalidade”, ele disse. “Quando as pessoas querem aprender alguma coisa, elas pagam uma mensalidade. E esta é sua mensalidade para aprender a não esquecer sua carteira ao dirigir. Tenha um bom dia, professor!”

Como seres humanos, temos a tendência de esquecer aquilo que não está à nossa vista. Esquecemos de retornar ligações, responder e-mails, regar plantas, enviar mensagens de aniversário e assim por diante. A lista poderia continuar. No entanto, esquecer de nossas necessidades espirituais pode ter consequências bem mais graves do que simplesmente receber uma multa, especialmente porque estamos lidando com o nosso destino eterno.

Nesta semana, vamos estudar sobre a travessia do Jordão e descobrir o que podemos aprender com as experiências do povo de Israel.

Sábado, 11 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

Surpreendidos pela graça – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 420-422 (“A travessia do Jordão”).

Após o relato de Raabe e os espias, a Bíblia não a menciona até que seu nome surge novamente na genealogia de Jesus. Ela se casou com Salmom, da tribo de Judá, tornando-se mãe de Boaz e sogra de Rute, outra mulher notável (Mt 1:5; Rt 4:13, 21). Por meio de sua fé em Deus, a prostituta de Jericó, condenada à destruição, tornou-se um elo significativo na linhagem real de Davi e antepassada do Messias. Isso é o que Deus é capaz de realizar por meio da fé, mesmo que seja apenas do tamanho de um grão de mostarda (Mt 17:20; Lc 17:6).

“Sua conversão [de Raabe] não foi um caso isolado da misericórdia de Deus para com os idólatras que reconheceram Sua divina autoridade. No meio daquele território, um povo numeroso – os gibeonitas – renunciou ao paganismo, unindo-se a Israel e partilhando das bênçãos da aliança.

“Deus não reconhece nenhuma distinção em matéria de nacionalidade ou classe social. Ele é o Criador de toda a humanidade. Pela criação, os seres humanos são membros de uma mesma família, e todos são um pela redenção. Cristo veio para demolir todo muro de separação, para abrir cada compartimento das cortes do templo, a fim de que cada pessoa pudesse ter livre acesso a Deus. Seu amor […] chega a todos os lugares. Esse amor tira da influência de Satanás os que foram iludidos por seus enganos” (Gl 3:28, NTLH; Ellen G. White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 217).

Perguntas para consideração

1. Como podemos estender “segundas chances” aos outros sem distorcer e utilizar mal esse conceito? Pense em uma mulher que vive um relacionamento abusivo. Ela deve expressar uma suposta “graça” e permitir que o abuso continue? Nesse caso, como podemos encontrar o equilíbrio?

2. Pense em Raabe como exemplo de fé. Quando reconhecer que alguém está se abrindo para Deus, mesmo que sua vida ainda esteja longe do ideal bíblico? Podemos reconhecer a fé dessas pessoas sem aprovar todas as suas práticas?

3. Josué combinou justiça e graça para resolver a situação causada pelo engano dos gibeonitas e por sua própria negligência em consultar o Senhor. Alguma situação em sua vida requer justiça e graça? Como você deve agir?

Sexta-feira, 10 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

Graça surpreendente

Lições da Bíblia1:

6. Leia Josué 9:21-27. Como a solução de Josué combinou justiça com graça?

Josué 9:21-27 (NAA)2: 21 E os chefes acrescentaram: — Deixem que vivam. E assim eles se tornaram rachadores de lenha e tiradores de água para toda a congregação, como os chefes lhes tinham dito. 22 Josué chamou os gibeonitas e lhes disse: — Por que vocês nos enganaram, dizendo que moravam bem longe de nós, quando na verdade moram aqui perto? 23 Agora vocês estão sob maldição e entre vocês nunca deixará de haver escravos, rachadores de lenha e tiradores de água para a casa do meu Deus. 24 Então eles responderam a Josué: — É que foi anunciado a estes seus servos, como certo, que o Senhor, seu Deus, havia ordenado ao seu servo Moisés que lhes desse toda esta terra e destruísse todos os seus moradores diante de vocês. Tememos muito pela nossa vida por causa de vocês e foi por isso que fizemos aquilo. 25 Eis que estamos nas suas mãos; trate-nos segundo lhe parecer bom e reto. 26 Josué fez como tinha dito e livrou-os das mãos dos filhos de Israel; e não os mataram. 27 Naquele dia, Josué os fez rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar do Senhor, até o dia de hoje, no lugar que Deus escolhesse.

Mesmo que o povo de Israel quisesse atacar os gibeonitas, eles não podiam fazê-lo por causa do juramento feito pelos chefes da congregação. Os líderes israelitas agiram de acordo com o princípio de que um juramento, desde que não envolvesse transgressão ou intenção criminosa (Jz 11:29-40), devia ser cumprido, mesmo que levasse a prejuízo pessoal.

Segundo o AT, ser prudente antes de fazer um juramento e manter o juramento são virtudes do povo de Deus (Sl 15:4; 24:4; Ec 5:2, 6). Como o juramento foi feito em nome do Senhor, o Deus de Israel, os líderes não podiam voltar atrás.

Com o juramento feito pelos líderes, o destino de Israel estava inseparavelmente ligado ao dos gibeonitas. Ao serem designados como “rachadores de lenha e tiradores de água para a casa” de Deus (Js 9:23), os gibeonitas se tornaram parte da comunidade de Israel. Os chefes de Israel decretaram que os gibeonitas serviriam a “toda a congregação” (Js 9:21). A resposta de Josué, destacando o serviço para a casa de Deus, em contraste com esse veredito, transformou a maldição em uma bênção potencial para eles (2Sm 6:11).

A história posterior de Gibeão revela os altos privilégios religiosos de que a cidade desfrutava, bem como sua lealdade ao povo de Deus. O voto feito por Israel permaneceu em vigor por muitas gerações, de modo que quando os israelitas retornaram do cativeiro babilônico, os gibeonitas estavam entre aqueles que ajudaram a reconstruir Jerusalém (Ne 7:25). Suas ações teriam consequências eternamente positivas, mas somente por causa da graça de Deus.

O que poderia ter acontecido se os gibeonitas tivessem revelado sua identidade e pedido misericórdia como Raabe fez? Não sabemos, mas não podemos descartar a possibilidade de que até mesmo consultar a vontade de Deus poderia ter livrado os gibeonitas da destruição. O propósito final de Deus não é punir os pecadores, mas vê-los se arrependerem e conceder-lhes Sua misericórdia (ver Ez 18:23; Ez 33:11). Devemos entender o subterfúgio dos gibeonitas como um apelo à misericórdia de Deus, ao Seu caráter de bondade e justiça. Foi a recusa dos cananeus em se arrepender e seu desafio aos propósitos de Deus que levaram à decisão divina de eliminá-los (Gn 15:16). O Senhor honrou o fato de que os gibeonitas reconheceram Sua supremacia, desejaram paz em vez de rebelião e estavam dispostos a abandonar a idolatria e adorar o único Deus verdadeiro.

Quinta-feira, 09 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.