Intercedendo pela graça

Lições da Bíblia1

3. Leia Êxodo 32:1-14. Que papel Moisés desempenhou nessa passagem?

Êxodo 32:1-14 (ARA)2: “1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. 2 Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3 Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao Senhor. 6 No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e bebera e levantou-se para divertir-se. 7 Então, disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. 10 Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação. 11 Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que se acende, Senhor, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? 12 Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo. 13 Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. 14 Então, se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo.

Depois que os israelitas começaram a adorar o bezerro de ouro, Deus julgou que eles haviam ido longe demais e anunciou que destruiria o povo e faria de Moisés uma grande nação. Mas, em vez de aceitar a oferta divina, Moisés implorou ao Senhor para que mostrasse graça ao povo, e Deus cedeu.

Êxodo 32:1-14 levanta duas questões importantes. Em primeiro lugar, a oferta divina de destruir o povo rebelde e abençoar Moisés foi um teste para o profeta. Deus queria que ele demonstrasse quanta compaixão tinha por esse povo tão desobediente. Moisés passou no teste. Como Jesus, ele implorou misericórdia para os pecadores. Isso revela algo muito interessante: às vezes, Deus também pode permitir que enfrentemos oposição; Ele pode permitir que passemos por um crisol para que Ele, as pessoas e o universo observador vejam quanta compaixão temos pelos rebeldes.

4. Que razões Moisés deu para pedir ao Senhor que não destruísse Israel?

Os egípcios diriam que Deus queria matar o povo, por isso o tirou do Egito. Moisés relembrou a Deus a promessa feita a Abraão, de que faria dele uma grande nação.

Em segundo lugar, essa passagem mostra que oposição e desobediência são oportunidades para revelar a graça. A graça é necessária quando as pessoas menos a merecem. Mas, quando elas menos merecem, temos menos vontade de oferecê-la. Quando a irmã de Moisés, Miriã, o criticou, ele clamou ao Senhor para curá-la da lepra (Nm 12). Quando Deus ficou irado com Coré e seus seguidores e ameaçou destruí-los, Moisés prostrou-se com o rosto em terra para implorar pela vida deles. No dia seguinte, quando Israel resmungou contra Moisés pela morte dos rebeldes e Deus ameaçou destruí-los, Moisés caiu sobre seu rosto e pediu a Arão rapidamente que fizesse expiação por todos eles (Nm 16). Com mansidão e abnegação em meio ao crisol, Moisés buscou a graça em nome daqueles que certamente não a mereciam.

Pense nas pessoas ao seu redor que aparentemente menos merecem a graça. Como você pode, com mansidão e humildade altruísta, ser uma revelação da graça divina para elas?

Segunda-feira, 29 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lei e graça – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O inimigo de Cristo, que se rebelou contra a lei de Deus no Céu, tem, como um general habilidoso e treinado, trabalhado com todas as suas forças, trazendo um artifício após o outro, cheio de engano, para anular a lei de Deus, o único verdadeiro detector do pecado, o padrão da justiça” (Ellen G. White, Review and Herald, 18 de novembro de 1890).

Dois trilhões de galáxias brilham no cosmos. Cem bilhões de estrelas compõem cada galáxia. Dois trilhões de galáxias, com cem bilhões de estrelas em cada uma, chegam a 200.000.000.000.000.000.000.000 (sextilhões) de estrelas.

Um princípio da existência diz que quem concebe e cria algo deve ser maior e transcender o que concebeu e criou. Picasso é maior e transcende uma obra de arte dele. O Deus que concebeu e criou nosso cosmos é maior do que o cosmos e também o transcende.

Considerando que Deus é o Criador de todas as estrelas e de tudo o mais, que ato impressionante Ele fez? O Senhor Se “diminuiu”, tornou- Se um Bebê, viveu uma vida sem pecado e morreu na cruz, suportando a punição pelos nossos pecados e nossa maldade para que pudéssemos ter a promessa da vida eterna.

Diante de nós temos esta verdade: a graça nos foi dada em Jesus Cristo na cruz. E o que Deus nos pede? “De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os Seus mandamentos, porque isto é o dever de cada pessoa” (Ec 12:13).

Perguntas para consideração

1. Como guardar os Dez Mandamentos (incluindo o quarto) e evitar o legalismo? Qual é a diferença entre obediência estrita e inabalável e legalismo?

2. Conhece histórias de pessoas que violaram os Dez Mandamentos e sofreram terríveis consequências? Como a lei reflete a realidade do amor de Deus por nós?

3. Por que a cruz deve nos mostrar a futilidade de tentar ganhar a entrada para o Céu?

Sexta-feira, 12 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Escravos no Egito

Lições da Bíblia1

Em Deuteronômio, um dos temas recorrentes é que o Senhor redimiu Seu povo Israel do Egito. Várias vezes, eles são lembrados do que Deus fez por eles: “E o Senhor nos tirou do Egito com mão poderosa, com braço estendido, com grande espanto, com sinais e com milagres” (Dt 26:8; Dt 16:1-6).

Em todo o AT, o relato do Êxodo é mencionado como um exemplo da poderosa libertação da parte de Deus, por Sua graça, da escravidão e opressão do Egito: “Pois Eu o tirei da terra do Egito e o resgatei da casa da servidão” (Mq 6:4). Mesmo no NT, esse acontecimento é mencionado como um símbolo de salvação pela fé em Cristo: “Pela fé, os israelitas atravessaram o Mar Vermelho como por terra seca. Quando os egípcios tentaram fazer o mesmo, foram engolidos pelo mar” (Hb 11:29; 1Co 10:1-4).

5. Leia Deuteronômio 5:6-22, onde Moisés repetiu os Dez Mandamentos, fundamento da aliança do povo com Yahweh. Observe o quarto mandamento e a razão dada para ele. O que é dito que revela a realidade da lei e da graça?

Deuteronômio 5:6-22 (ARA)2: “6 Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão. 7 Não terás outros deuses diante de mim. 8 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; 9 não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, 10 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 11 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 12 Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; 15 porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. 16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. 17 Não matarás. 18 Não adulterarás. 19 Não furtarás. 20 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 21 Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. 22 Estas palavras falou o Senhor a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.”

Moisés repetiu o mandamento básico de descansar no sábado do sétimo dia, mas lhe conferiu uma ênfase adicional. Isto é, embora tenha sido escrito em tábuas de pedra no Êxodo, Moisés expandiu o que já havia sido dado aos israelitas. Guardem o sábado, não apenas como memorial da criação, mas como memorial da redenção do Egito. A graça os salvou do Egito e ofereceu-lhes descanso de suas obras (Hb 4:1-5). Portanto, em resposta à graça divina, deveriam estender essa graça a outros.

Assim, o sábado se tornou não apenas um símbolo da criação, mas um símbolo de redenção e graça. Todos na casa, não apenas as crianças, mas os servos, os animais e até mesmo os estrangeiros, poderiam descansar. O sábado estende a outros a graça dada aos judeus, mesmo àqueles que não fazem parte do povo da aliança, e encontra-se no cerne da lei. O que Deus graciosamente fez por eles, deveriam fazer pelos outros.

Leia Mateus 18:21-35 (ARA)2: “21 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? 22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24 E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25 Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. 26 Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. 27 E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. 28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. 29 Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. 30 Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. 31 Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. 32 Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; 33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? 34 E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. 35 Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”

De que forma o princípio dessa parábola é revelado no mandamento do sábado, especialmente conforme enfatizado em Deuteronômio?

Quarta-feira, 10 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lei e graça

Lições da Bíblia1

“Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que Cristo morreu em vão?” (Gl 2:21).

Cristãos da maioria das denominações falam sobre lei e graça e entendem a relação entre elas. A lei é o padrão de santidade e justiça divinas, e violá-la é pecado. “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3:4). E porque todos nós transgredimos essa lei, pois “a Escritura encerrou tudo sob o pecado” (Gl 3:22), somente a graça de Deus pode nos salvar. “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus” (Ef 2:8).

Nesse contexto, temos o “pequeno detalhe” do sábado do sétimo dia como parte da lei. Por várias razões, muitos cristãos estão determinados a rejeitá-lo, dando todos os tipos de desculpas para justificar essa atitude. Em algum momento, precisamos pensar também sobre esse assunto.

Embora expresso de maneiras diferentes e em cenários variados, o tema da lei e da graça está em toda a Bíblia, incluindo Deuteronômio. Sim, esse livro também apresenta a relação entre lei e graça, mas em um contexto singular.

Sábado, 06 de novembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Laços que unem

Lições da Bíblia1

“Então Ele anunciou a Sua aliança, que ordenou a vocês, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4:13).

Por mais que tenhamos enfatizado que a aliança é sempre uma aliança de graça, que é unicamente o resultado do oferecimento de um favor imerecido da parte de Deus aos que entram em uma relação de salvação com Ele, a graça não é uma licença para desobedecer. Pelo contrário, a aliança e a lei estão intimamente ligadas; elas são, na verdade, inseparáveis.

2. Examine o texto citado acima. Como ele relaciona a aliança e a lei? De que maneira esse texto mostra como a lei é fundamental para a aliança?

As duas estão ligadas; são quase tomadas uma pela outra. Ao fazer a aliança, Deus ordenou que os israelitas cumprissem os Dez Mandamentos.

Ao refletirmos sobre o que é uma aliança, faz sentido pensar que o conceito de lei é parte integrante dela. Se entendermos a aliança como, entre outras coisas, um relacionamento, é necessário traçar certas regras e limites. Quanto tempo duraria um casamento, uma amizade ou uma sociedade de negócios se não houvesse limites nem regras, especificamente expressos ou subentendidos? Imagine um marido que decide ter uma namorada, ou um amigo que decide tirar proveito da carteira do outro, ou um sócio que, sem combinar com a outra parte, convida outra pessoa para se juntar à sociedade. Essas ações seriam uma violação de regras, leis e princípios. Quanto tempo durariam essas relações desregradas? Por isso, são necessários limites, linhas especificadas e regras estabelecidas. Só assim a relação pode ser preservada.

Diversas expressões como “lei” (Sl 78:10), “preceitos” (Sl 50:16), “testemunhos” (Sl 25:10), “mandamentos” (Sl 103:18, ARC) e “Tua Palavra” (Dt 33:9) são encontradas paralelamente ou em associação íntima com a palavra “aliança”. “As palavras desta aliança” (Jr 11:3, 6, 8) são as palavras da lei, preceitos, testemunhos e mandamentos de Deus.

A aliança de Deus com Israel continha vários requisitos que seriam cruciais para manter o relacionamento especial que Ele buscava com Seu povo. Não ocorre a mesma coisa hoje?

Pense em alguém com quem você tenha um relacionamento íntimo. O que aconteceria com o relacionamento se você não se sentisse limitado por regras, normas ou leis, mas acreditasse que tem liberdade para fazer o que quiser. Mesmo dizendo que ama a pessoa e que somente o amor decidirá como você se relaciona com ela, por que ainda há necessidade de regras?

Segunda-feira, 17 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança com Noé

Lições da Bíblia1

“Mas com você estabelecerei a Minha aliança, e você entrará na arca, você e os seus filhos, a sua mulher, e as mulheres dos seus filhos” (Gn 6:18).

Nesse verso, temos o fundamento da aliança bíblica que Deus fez com a humanidade: Deus e o homem entraram em acordo. Muito simples!

No entanto, existem mais elementos do que o que inicialmente salta aos olhos. Em primeiro lugar, existe o elemento da obediência humana. Deus disse a Noé que ele e sua família entrariam na arca. Eles tinham que desempenhar sua parte e, se não a fizessem, a aliança seria quebrada. Nesse caso, eles seriam os maiores perdedores, pois, no fim, eram os beneficiários da aliança. Afinal, se Noé dissesse “não” a Deus e não fosse fiel ao pacto ou se dissesse “sim”, mas mudasse de ideia, quais teriam sido os resultados para ele e sua família?

4. Deus disse “Minha aliança”. O que isso revela sobre a natureza fundamental da aliança? Que diferença haveria em nosso conceito de aliança se o Senhor a chamasse de “nossa aliança”?

Deus oferece a Sua aliança para nos salvar

Por mais singular que seja essa situação específica, vemos aqui a dinâmica fundamental entre Deus e o ser humano na aliança. Ao estabelecer Sua aliança com Noé, Deus novamente mostrou Sua graça. Ele demonstrou que estava disposto a salvar o ser humano dos resultados dos seus pecados. Em suma, essa aliança não deve ser entendida como uma espécie de união de iguais na qual cada “participante” depende do outro. Deus “Se beneficia” da aliança, mas em um sentido radicalmente diferente da maneira em que o ser humano é favorecido. O benefício do Senhor seria o fato de que os amados de Deus receberiam a vida eterna – o que seria uma grande satisfação para Ele (Is 53:11). Mas isso não significa que Ele Se beneficia da mesma forma que nos favorecemos como parte recebedora da mesma aliança.

Considere a seguinte analogia: um homem cai de um barco no mar em meio a uma tempestade. Alguém no convés diz que jogará uma boia salvavidas amarrada em uma corda para trazê-lo para dentro do barco outra vez. O homem que está na água, no entanto, tem que concordar com a sua parte do “acordo”, ou seja, agarrar-se ao que lhe é providenciado. Disso se trata, em muitos aspectos, a aliança entre Deus e a humanidade.

Essa analogia esclarece o conceito de graça na aliança? Qual deve ser a base do seu relacionamento com Deus?

Terça-feira, 13 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Comprar de graça? (Is 55:1-7)

Lições da Bíblia1

Isaías 55:1-7 (ARA)2: “1 Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. 2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. 3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi. 4 Eis que eu o dei por testemunho aos povos, como príncipe e governador dos povos. 5 Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou. 6 Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. 7 Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.”

1. “Ah! Todos vocês que têm sede, venham às águas; e vocês que não têm dinheiro, venham, comprem e comam” (Is 55:1). Qual é a contradição aqui?

Neste mundo regido pelas demandas do capital, não se compra sem dinheiro.

Imagine que você tenha pegado alguns alimentos e anunciado na rua de uma cidade grande aos famintos ali: “Ei, vocês que não têm dinheiro, venham, comprem e comam!” Mas como eles poderão comprar se não têm dinheiro?

No entanto, como fez Isaías, se adicionarmos as palavras “sem dinheiro e sem preço” (Is 55:1), o argumento fica mais claro. Isaías apelou ao povo que aceitasse o perdão (Is 55:7) gratuitamente. Porém, a palavra “comprar” enfatiza que é valioso o que Deus oferece às pessoas para atender às necessidades e desejos delas; portanto, receber esse perdão requer uma transação (uma transferência de algo de valor). Deus oferece gratuitamente o perdão no âmbito de uma restaurada relação de aliança com Seu povo, mas não porque esse perdão foi gratuito para Ele: o Senhor o comprou pelo preço terrível do sangue de Seu Servo. Embora seja gratuito para nós, esse perdão teve um custo enorme para Deus.

2. Leia 1 Pedro 1:18, 19. Qual foi o preço da nossa salvação? Assinale a alternativa correta:

1 Pedro 1:18, 19 (ARA)2: “18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,

A.(  ) Prata e ouro.
B.(  ) O precioso sangue do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

3. Como a abordagem de Isaías em relação à salvação se compara à do Novo Testamento? Ef 2:8, 9

Efésios 2:8, 9 (ARA)2: “8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.

Isaías resumiu o evangelho no Antigo Testamento, que é o mesmo do Novo Testamento. Não havia uma salvação pelas obras na “antiga aliança”, a ser substituída pela salvação pela graça na “nova aliança”. Desde a promessa do Libertador para Adão e Eva (Gn 3:15), sempre houve apenas um caminho de salvação: a graça mediante a fé (Ef 2:8); “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em ­Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). Desde o antigo Gilgamesh, que realizou façanhas numa busca inútil pela vida eterna, até as atrizes modernas que creem na reencarnação, as pessoas têm procurado caminhos de salvação, mas todos são infrutíferos. Elas precisam conhecer o que Jesus realizou por elas na cruz.

Domingo, 07 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um apelo à graça

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 9:3-19. Com base em que Daniel fez seu apelo por misericórdia? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Daniel 9:3-19 (ARA)2: 3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. 4 Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. 8 Ó Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. 9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele 10 e não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti. 12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém. 13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade. 14 Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz. 15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente. 16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

A. (   ) Com base no bom procedimento de Israel.
B. (   ) Com base na justiça do Senhor e em Sua misericórdia.

Resposta sugestiva: F; V.

“Devemos observar especialmente alguns pontos na oração de Daniel: Primeiramente, em nenhuma parte da oração o profeta pediu qualquer tipo de explicação para as calamidades que haviam acontecido com o povo judeu. Ele sabia o motivo. De fato, na maior parte da oração o próprio Daniel explicou a razão para essas calamidades: ‘Não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas Suas leis, que nos deu por intermédio de Seus servos, os profetas’ (Dn 9:10). A última vez em que vimos Daniel necessitando compreender alguma coisa foi no fim do capítulo 8, quando ele declarou que não compreendia a visão das 2.300 tardes e manhãs (Dn 8:27).”1

“O segundo ponto é que essa oração é um apelo à graça de Deus, à Sua disposição de perdoar Seu povo, mesmo que tivesse pecado e feito o mal. Em certo sentido, vemos aqui uma poderosa ilustração do evangelho, de pessoas pecadoras que não tinham mérito próprio, mas que buscaram a graça que não merecem e o perdão ao qual não têm direito. Não é esse um exemplo da nossa situação individual diante de Deus?”1

“3. Leia Daniel 9:18,19. Que outra razão Daniel deu para que o Senhor respondesse à sua oração? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 9:18,19 (ARA)2: “18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.”

A. (   ) A honra do nome de Deus.
B. (   ) A promessa de que não pecariam mais.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Outro aspecto da oração de Daniel merece ser mencionado: o apelo à honra do nome de Deus. Ou seja, a oração não foi motivada pela conveniência pessoal de Daniel nem de seu povo, mas por causa do próprio Deus (Dn 9:17-19). Em outras palavras, uma resposta positiva à oração do profeta traria honra ao nome de Deus.”1

Leia 2Reis 19:15-19. Em quais aspectos a oração de Ezequias se parece com a de Daniel? De acordo com Mateus 5:16, como podemos também glorificar a Deus?

2Reis 19:15-19 (ARA)2: “15 e orou perante o Senhor, dizendo: Ó Senhor, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. 16 Inclina, ó Senhor, o ouvido e ouve; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo. 17 Verdade é, Senhor, que os reis da Assíria assolaram todas as nações e suas terras 18 e lançaram no fogo os deuses deles, porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram. 19 Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor Deus.”

Segunda-feira, 02 de março de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.