Criação, uma expressão de amor

Lições da Bíblia1

Em sua condição atual, a natureza carrega uma mensagem ambígua que combina o bem e o mal. As roseiras podem produzir rosas lindas e perfumadas, mas também espinhos nocivos e dolorosos. Os seres humanos, que em um momento demonstram bondade, podem ser cruéis, odiosos e violentos no momento seguinte. Não é à toa que, na parábola do trigo e do joio, os servos perguntaram ao dono do campo: “Patrão, o senhor não semeou boa semente no seu campo? De onde, então, vem o joio?”. E o proprietário respondeu: “Um inimigo fez isso” (Mt 13:27, 28). Deus criou o Universo perfeito, mas um inimigo o profanou com as misteriosas sementes do pecado.

1. Leia 1 João 4:8, 16. O que a certeza de que “Deus é amor” nos diz sobre a natureza de Suas atividades criadoras?

1 João 4:8, 16 (ARA)2: “8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. […] 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.”

Tudo o que Deus fez foi por amor. Ele é amor. Por isso, não pode ter originado o mal.

O fato de que “Deus é amor” (1Jo 4:8, 16) transmite três implicações básicas. Primeiro, o amor, por sua própria natureza, não pode existir fechado em si mesmo; ele deve ser expresso. O amor de Deus é compartilhado internamente entre as três Pessoas da Divindade e externamente em Seu relacionamento com todas as Suas criaturas. Segundo, tudo o que Deus faz é uma expressão de Seu amor incondicional e imutável. Isso inclui Suas obras de criação, Suas ações redentivas e até as manifestações de Seus juízos punitivos. “O amor de Deus se expressa em Sua justiça não menos do que em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono e o fruto de Seu amor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 614). E, terceiro, visto que Deus é amor e tudo o que Ele faz expressa esse sentimento, Ele não pode ser o originador do pecado, o qual se opõe diretamente ao próprio caráter divino.

Deus precisava ter criado o Universo? Da perspectiva de Sua soberania, pode-se dizer que “não”, mas da perspectiva de Sua natureza amorosa, Ele queria um Universo como meio de expressar Seu amor. É incrível que o Senhor tenha criado algumas formas de vida, como os humanos, que não só são capazes de responder ao amor de Deus, como também de compartilhar e expressar amor a Deus e aos outros (Mc 12:30, 31 [“30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. 31 O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.”]).

Domingo, 25 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Rebelião em um Universo perfeito

Lições da Bíblia1

“Veja como você caiu do Céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Veja como você foi lançado por terra, você que debilitava as nações!” (Is 14:12).

Muitos pensadores têm tentado explicar a origem do mal. Alguns sugerem que ele sempre tenha existido porque, em sua opinião, o bem só pode ser apreciado em contraste com o mal. Outros acreditam que o mundo tenha sido criado perfeito, mas, de alguma forma, o mal surgiu. Por exemplo, na mitologia grega, o mal teve início quando Pandora, curiosa, abriu uma caixa lacrada da qual saíram todos os males do mundo (esse mito, porém, não explica a origem dos males supostamente escondidos nessa caixa).

Por outro lado, a Bíblia ensina que nosso Deus amoroso é todo-poderoso (1Cr 29:10, 11) e perfeito (Mt 5:48). Tudo o que Ele faz é, igualmente, perfeito (Dt 32:4), o que inclui a forma como o Senhor criou nosso mundo. Como, então, o mal e o pecado surgiram em um mundo perfeito? De acordo com Gênesis 3, a queda de Adão e Eva trouxe pecado, mal e morte a este mundo.

Mas essa resposta levanta outra questão. Mesmo antes da queda, o mal já existia, manifestado pela “serpente”, que enganou Eva (Gn 3:1-5). Por isso, precisamos voltar, até mesmo para um tempo anterior à queda, a fim de encontrar a fonte e as origens do mal que domina nossa existência e que, às vezes, pode torná-la bastante miserável.

Sábado, 24 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

Cristo no crisol – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 550-559 [685-697] (“Angústia no Getsêmani”) e p. 596-609 [741-757] (“A glória do Calvário”).

“Três vezes fez essa oração. Três vezes Sua humanidade recuou diante do último e supremo sacrifício. Entretanto, surgiu a história da raça humana na mente do Redentor do mundo. Viu que, se os transgressores da lei fossem abandonados à mercê de si mesmos, teriam que perecer. Viu o desamparo humano e também o poder do pecado. As aflições e o sofrimento do mundo condenado surgiram diante Dele. Viu o futuro e tomou a decisão. Salvaria o ser humano custasse o que custasse de Sua parte. Aceitou Seu batismo de sangue, para que, por meio Dele, milhões de pessoas que estavam a perecer recebessem a vida eterna. Ele deixou as cortes celestiais, onde tudo é pureza, felicidade e glória, para salvar a única ovelha perdida, o único mundo decaído pela transgressão. E não Se desviaria de Sua missão. Ele Se tornaria a expiação de uma raça que quis pecar. Sua oração agora manifestava apenas submissão: ‘Se não é possível passar de Mim este cálice sem que Eu o beba, faça-se a Tua vontade’” (Mt 26:42; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 555 [693]).

Perguntas para consideração

Saber que Cristo sofreu mais do que todos nos ajuda a enfrentar os nossos sofrimentos? O que os sofrimentos de Cristo em nosso favor de- vem significar para nós? Ellen G. White declarou: “Todo o sofrimento que constitui o resultado do pecado foi lançado no coração do inocente Filho de Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 129).

Os sofrimentos de Cristo se assemelham aos nossos? Há diferenças? O que podemos aprender com o modo pelo qual Ele lidou com esses desafios?

Quais são as suas promessas bíblicas favoritas, às quais você se apega em meio à tristeza e à dor? Escreva-as, reivindique-as para si e compartilhe as com a classe.

Resuma os destaques da Lição do trimestre. Quais perguntas foram respondidas? Quais questões permanecem sem resposta? Como ajudar as pessoas a resolvê-las?

Sexta-feira, 23 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

O Deus sofredor e Seus seguidores

Lições da Bíblia1

É melhor nos acostumarmos: enquanto estivermos neste mundo, vamos sofrer. Como criaturas decaídas, esse é nosso destino. Nada na Bíblia nos promete algo diferente. Pelo contrário…

7. O que os versos a seguir nos dizem sobre o sofrimento dos seguidores de Cristo? At 14:22; Fp 1:29; 2Tm 3:12

At 14:22 (ARA)2: “fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.

Fp 1:29 (ARA)2: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele”

2Tm 3:12 (ARA)2: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.

Em meio ao nosso sofrimento, devemos ter duas coisas em mente. Primeira, Cristo, nosso Senhor, sofreu mais do que qualquer um de nós. Na cruz, “Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is 53:4); o que conhecemos como indivíduos, Ele sofreu corporativamente, por todos nós. Aquele que não tinha pecado tornou-Se “pecado por nós” (2Co 5:21), sofrendo de uma forma que nós, como criaturas pecadoras, não poderíamos sequer imaginar.

Em segundo lugar, à medida que sofremos, devemos nos lembrar dos resultados do sofrimento de Cristo, ou seja, ter em mente o que nos foi prometido por meio do que Ele fez por nós.

8. Leia João 10:28; Romanos 6:23; Tito 1:2; 1 João 2:25. Que promessa temos?

João 10:28 (ARA)2: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.

Romanos 6:23 (ARA)2: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Tito 1:2 (ARA)2: “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos

1 João 2:25 (ARA)2: “E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.

Sejam quais forem os nossos sofrimentos, temos a promessa da vida eterna, graças a Jesus, graças à Sua disposição de suportar o castigo pelos nossos pecados, graças à grande provisão do evangelho, no sentido de que pela fé podemos ser perfeitos em Jesus. Temos a promessa de que, por causa do que Cristo fez, por causa da plenitude e perfeição de Sua vida e sacrifício perfeitos, nossa existência, cheia de dor, decepção e perda, não é mais do que um instante, um lampejo, em contraste com a eternidade que nos espera, uma eternidade em um novo céu e uma nova Terra, sem pecado, sofrimento e morte. E tudo isso nos é prometido e garantido somente por causa de Cristo e do crisol pelo qual Ele passou para que um dia, em breve, pudesse ver o fruto do trabalho de Sua alma e ficar satisfeito (Is 53:11).

Quinta-feira, 22 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Deus crucificado

Lições da Bíblia1

A morte por crucificação era uma das punições mais severas que os romanos infligiam a qualquer pessoa. Era considerada a pior maneira de morrer. Portanto, era horrível para alguém ser morto dessa forma, em particular o Filho de Deus! Jesus, devemos sempre lembrar, veio em carne humana. Entre as surras, os açoites, os pregos cravados em Suas mãos e pés, e o peso angustiante de Seu próprio corpo rasgando as feridas, a dor física deve ter sido insuportável. Passar por isso era duro, mesmo para o pior dos criminosos; era muito injusto, então, que Jesus, inocente de tudo, enfrentasse tal destino.

No entanto, como sabemos, os sofrimentos físicos de Cristo foram brandos em comparação com o que de fato estava acontecendo. Aquilo foi muito mais do que a morte de um inocente.

6. Quais eventos da morte de Jesus mostram que o que aconteceu era muito mais do que a maioria das pessoas podia entender na época? O que houve de importante que revela o que de fato aconteceu?

Mt 27:45 (ARA)2: “Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra.”

Mt 27:51, 52 (ARA)2: “51 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; 52 abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram;”

Mc 15:38 (ARA)2: “E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.”

Algo muito maior aconteceu do que apenas a morte, embora injusta, de um Homem inocente. De acordo com as Escrituras, a ira de Deus contra o pecado, nosso pecado, foi derramada sobre Jesus. Na cruz, Cristo sofreu a justa indignação de um Deus justo contra o pecado, os pecados de todo o mundo. Como tal, Jesus sofreu algo mais profundo, sombrio e mais doloroso do que qualquer ser humano poderia conhecer ou experimentar.

Ao passar por lutas, que esperança e conforto você pode tirar da realidade do sofrimento de Cristo por você na cruz?

Quarta-feira, 21 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus no Getsêmani

Lições da Bínlia1

Jesus disse a Pedro, Tiago e João: “A Minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem” (Mc 14:34). De tudo que Jesus tenha sofrido ao longo de Seus 33 anos, nada Se compara ao que Ele enfrentou nas últimas horas antes da cruz. Desde os tempos eternos (Ef 1:1-4; 2Tm 1:8, 9; Tt 1:1, 2) foi planejado o sacrifício de Jesus como oferta pelos pecados do mundo, e então tudo estava para acontecer.

5. O que os seguintes versos dizem sobre o sofrimento de Cristo no Getsêmani? Mt 26:39; Mc 14:33-36; Lc 22:41-44

Mt 26:39 (ARA)2: “Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.

Mc 14:33-36 (ARA)2: “33 E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. 34 E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai. 35 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. 36 E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.”

Lc 22:41-44 (ARA)2: “41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, 42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. 43 [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.]”

“Foi a uma pequena distância dos discípulos – não tão afastado que não pudessem vê-Lo e ouvi-Lo – e caiu prostrado por terra. Sentia que, pelo pecado, estava sendo separado do Pai. O abismo era tão grande, tão escuro, tão profundo, que tremeu diante dele. Para escapar dessa agonia, não podia usar Seu poder divino. Como Homem, devia sofrer as consequências do pecado humano. Como Homem, devia suportar a ira divina contra a transgressão.

“Nesse momento, Cristo estava em uma situação diferente daquela em que sempre estivera. Seus sofrimentos podem ser mais bem descritos pelas palavras do profeta: ‘Desperta, ó espada, contra o Meu Pastor e contra o Homem que é o Meu Companheiro, diz o Senhor dos Exércitos’ (Zc 13:7). Como Substituto e Fiador do pecador, Cristo estava sofrendo debaixo da justiça divina. Viu o que significa justiça. Até então, tinha sido como um Intercessor por outros; agora, desejava muito alguém que intercedesse por Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 551 [686]).

Pense no que aconteceu a Jesus no Getsêmani. Os pecados do mundo já começavam a cair sobre Ele. Tente imaginar como deve ter sido. Nenhum ser humano jamais foi chamado a passar por algo assim. O que isso nos diz sobre o amor de Deus por nós? Que esperança isso traz para você?

Terça-feira, 20 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Desprezado e rejeitado

Lições da Bíblia1

3. Leia os versos a seguir, tendo em mente o fato de que Jesus é o Criador do céu e da Terra, e que veio para Se oferecer como sacrifício pelos pecados do mundo todo (Mt 12:22-24; Lc 4:21-30; Jo 8:58, 59). Como esses versos nos ajudam a entender os sofrimentos que Jesus enfrentou?

Mt 12:22-24 (ARA)2: “23 E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? 24 Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.

Lc 4:21-30 (ARA)2: “21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. 22 Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José? 23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. 24 E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. 25 Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; 26 e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. 27 Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. 30 Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.”

Jo 8:58, 59 (ARA)2: “58 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou. 59 Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo.”

Os líderes, e até mesmo as pessoas comuns, constantemente interpretavam mal a vida, os atos e os ensinamentos de Jesus, e isso causava rejeição e ódio no coração das pessoas que Ele veio salvar. Em certo sentido, o sentimento de Jesus era como o de um pai que vê um filho rebelde precisando de ajuda e, embora esteja disposto a dar tudo por aquele filho, ele o rejeita, demonstrando desprezo talvez pela única pessoa que poderia poupá-la da ruína. Foi isso o que Jesus enfrentou.

4. Leia Mateus 23:37. O que esse texto nos diz sobre como Cristo Se sentia a respeito da rejeição? Pergunte a si mesmo: “Ele Se sentia mal por Si mesmo (como costumamos nos sentir quando enfrentamos a rejeição) ou por outro motivo?” Nesse caso, qual?

Mateus 23:37 (ARA)2: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!

Todos nós sentimos o aguilhão da rejeição e talvez a nossa dor seja semelhante à de Cristo no sentido de que era altruísta: sofremos, não somente porque somos rejeitados, mas por causa do que a rejeição pode significar para aquele que nos rejeita (que pode ser alguém com quem nos importamos e que se recusou a aceitar a salvação em Cristo). Mas imagine como deve ter sido o sentimento de Jesus, que estava totalmente ciente do que enfrentaria para salvar os pecadores e, ao mesmo tempo, completamente consciente de quais seriam as consequências de Sua rejeição. “Foi, porém, devido à Sua inocência que Ele sentiu tão intensamente os ataques de Satanás” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 129).

Como os exemplos de Cristo podem nos ajudar a lidar melhor com a dor da rejeição? De que modo podemos aplicá-los à nossa vida?

Segunda-feira, 19 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os primeiros anos

Lições da Bíblia1

A Bíblia nos dá poucas informações sobre os primeiros anos da vida de Jesus. Alguns versos, porém, nos dizem sobre as condições e o tipo de mundo ao qual veio o Salvador.

1. Leia Lucas 2:7, 22-24 (veja também Lv 12:6-8) e Mateus 2:1-18. O que há nesses versos que nos mostram como Jesus vivia?

Lucas 2:7, 22-24 (ARA)2: “7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. […] 22 Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, 23 conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado; 24 e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.”

Levítico 12:6-8 (ARA)2: “6 E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da congregação; 7 o sacerdote o oferecerá perante o Senhor e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina. 8 Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará, então, duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa.”

Mateus 2:1-18 (ARA)2: “1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. 2 E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. 3 Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; 4 então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. 5 Em Belém da Judeia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel. 7 Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. 8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo. 9 Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. 10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. 11 Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. 12 Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra. 13 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. 14 Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; 15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho. 16 Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos. 17 Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: 18 Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, [choro] e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem.”

Claro, Jesus não foi a primeira pessoa a viver na pobreza ou a enfrentar aqueles que queriam matá-Lo, mesmo desde a tenra idade. Há, entretanto, outro elemento que nos ajuda a entender a singularidade do que Cristo sofreu desde cedo.

2. Leia João 1:46. Que elemento há nessa passagem que nos ajuda a entender o que o jovem Jesus enfrentou?

João 1:46 (ARA)2: “Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê.”

Com exceção de Adão e Eva antes da queda, Jesus foi a única Pessoa sem pecado que já viveu. Em Sua pureza e impecabilidade, estava imerso em um mundo pecaminoso. Que tortura deve ter sido para Sua alma pura estar constantemente em contato com o pecado, desde quando Ele era criança! Mesmo em nossa dureza por causa do pecado, com frequência evitamos a exposição aos erros e ao mal que consideramos repulsivos. Imagine como isso deve ter sido para Cristo, cuja alma era pura. Pense no nítido contraste entre Ele e os outros ao Seu redor. Deve ter sido extremamente doloroso.

Pergunte a si mesmo: “Até que ponto sou sensível aos pecados que existem ao meu redor? Eles me incomodam ou, por causa do meu coração endurecido, estou apegado a eles?” Se você está insensível aos pecados, pode ser por causa das coisas que lê, assiste ou até faz? Pense nisso.

Domingo, 18 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.