“Faça alguma coisa, Deus!”

Lições da Bíblia

“2. Leia o Salmo 82. Qual é a mensagem desse cântico para nós? Assinale a alternativa correta:”1

Salmo (82 ARA)2: “1 Deus assiste na congregação divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento. 2 Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios? 3 Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. 5 Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra. 6 Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo. 7 Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir. 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as nações.

A. (   ) Podemos ser parciais no julgamento, pois todos são diferentes.
B. (   ) Devemos julgar com justiça, defendendo os pobres e aflitos.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Apesar da organização e dos estatutos de sociedade dados por Deus à nação israelita, em vários momentos de sua história o povo não conseguiu cumprir esse plano. Muito facilmente Israel se tornou como as nações ao seu redor, vivenciando em um modelo de injustiça e opressão. Líderes e juízes cuidavam apenas de si mesmos, e o favor deles podia ser comprado com suborno. Sem os tribunais para proteger o povo, as pessoas comuns e os pobres, em especial, estavam sujeitos à exploração.”1

“O Salmo 82 é uma resposta a essa situação. Ele descreve a função de Deus como Juiz supremo e retrata uma cena em que o Senhor julga os líderes e até mesmo os juízes do povo. Esse salmo enfatiza que aqueles que preenchem tais funções na sociedade ‘são apontados para agir como juízes sob Sua administração’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 198). Eles mantêm sua posição e conduzem seu trabalho como representantes e subordinados de Deus. Na visão do salmista, a justiça de Deus é um modelo de como deveria funcionar a justiça terrestre, e a sua percepção apresenta a medida com a qual serão julgados essa justiça ou injustiça e aqueles que a dispensam.”1

“O salmo termina com um pedido específico para que Deus aja (Sl 82:8), intervenha e interrompa a injustiça tão predominante na nação. Como muitos salmos, essa poesia dá voz aos que não têm voz, aos oprimidos cujas vozes foram silenciadas pelos sistemas injustos em que eles viviam e trabalhavam.”1

“O Salmo 82 faz uma apelação a Deus em Sua posição de Juiz supremo e soberano Governante do Universo. Não existe tribunal nem autoridade superior para os quais tal apelação possa ser feita. Existe a segurança de que mesmo que os tribunais terrestres não ouçam os clamores dos pobres e oprimidos, ainda há uma inegável oportunidade de pedir ajuda.”1

“Em certos momentos da vida podemos nos ver como vítimas da injustiça, mas em outros podemos cometê-la. No Salmo 82, encontramos discernimento e sabedoria, quer sejamos os oprimidos ou os opressores. Deus também Se preocupa com os juízes injustos, descrevendo-os como Seus filhos, e deseja que eles escolham viver melhor (veja Sl 82:6). Portanto, há esperança até para os que estão do lado dos opressores, se eles permitirem que Deus os transforme.”1

Segunda-feira, 22 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Salmos: cânticos de esperança para os oprimidos

Lições da Bíblia

“Como já observamos, Deus vê e ouve pessoas em aflição e dificuldade. Na maioria das vezes, nos Salmos, vemos o clamor de pessoas que confiavam em Deus, mas não viam a justiça sendo feita. As afirmações sobre a bondade, a justiça e o poder de Deus pareciam sufocadas diante da injustiça e opressão vivenciadas e observadas pelas vozes desses cânticos.”1

“No entanto, esses são os hinos dos que ainda estavam cantando. Nem sua vida nem sua fé haviam se extinguido. Ainda havia esperança; e a urgência era que Deus agisse antes que fosse tarde demais, antes que o mal triunfasse, antes que os oprimidos fossem destruídos pelo peso do mal trazido contra eles. Dessa maneira, os escritores dos Salmos tentaram preencher a lacuna entre as declarações de sua fé e as provações e tragédias da vida.”1

“1. Leia o Salmo 9:7-9, 13-20. Com base no texto, você imagina as circunstâncias em que Davi estava? Pode sentir a tensão entre sua fé na bondade de Deus e sua experiência? Como fica sua fé em meio às provações?”1

Salmo (9:7-9, 13-20 ARA)2: “7 Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar. 8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão. 9 O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação. […] 13 Compadece-te de mim, SENHOR; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte; 14 para que, às portas da filha de Sião, eu proclame todos os teus louvores e me regozije da tua salvação. 15 Afundam-se as nações na cova que fizeram, no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé. 16 Faz-se conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos. 17 Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus. 18 Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente. 19 Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença. 20 Infunde-lhes, SENHOR, o medo; saibam as nações que não passam de mortais.”

“Ao longo dos Salmos, a repetida resposta a essa tensão é a esperança e a promessa do bom e justo juízo de Deus. O mal e a injustiça parecem triunfar por enquanto, mas Deus julgará os malfeitores e os injustos. Eles serão punidos, enquanto os que eles feriram e oprimiram serão restaurados e renovados.”1

“Na obra Lendo os Salmos, C. S. Lewis descreveu sua surpresa inicial com o entusiasmo e o anseio pelo juízo de Deus expressados repetidamente nos Salmos. Observando que muitos leitores da Bíblia hoje consideram o juízo como algo a ser temido, ele considerou a perspectiva judaica original e escreveu: ‘Centenas e milhares de pessoas que foram despojadas de tudo o que possuíam e que tinham o direito inteiramente ao seu lado seriam, por fim, ouvidas. É claro que elas não temiam o juízo. Sabiam que seu caso era inquestionável – desde que conseguissem ser ouvidas. Quando Deus viesse, sua causa, por fim, seria julgada’ (C. S. Lewis, Lendo os Salmos [Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2015], p. 19).”1

“Nos Salmos, vemos esperança para os oprimidos, mesmo agora, em meio a seus sofrimentos e decepções.”1

“Quais razões temos para considerar a ideia de juízo uma coisa positiva e não algo a ser temido?”1

Domingo, 21 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Misericórdia e justiça em Salmos e Provérbios

Lições da Bíblia

“Defendei o pobre e o órfão; fazei justiça ao aflito e necessitado. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios” (Sl 82:3, 4; ARC).1

“Os livros de Salmos e Provérbios descrevem a experiência com Deus nas coisas comuns da vida, não apenas em momentos de adoração ou em outras atividades religiosas. Enquanto o livro de Provérbios oferece uma gama de conselhos da sabedoria prática, desde relacionamentos e família a negócios e governo, os Salmos são uma coletânea de cânticos que compreende uma variedade de emoções e experiências espirituais, desde lamentos e louvores exultantes e tudo o mais. Sabemos que nossa fé deve fazer a diferença em todos os aspectos e experiências da nossa vida, pois Deus tem especial interesse em cada um deles.”1

“Entretanto, toda reflexão sobre a vida neste mundo decaído dificilmente ignora a injustiça que tanto permeia a condição humana. Na verdade, ela é repetidamente descrita como algo com que nosso Senhor Se importa e procura aliviar. Ele é a esperança dos desesperados.”1

“Embora possamos tocar apenas brevemente no que esses livros declaram sobre o assunto, talvez esta lição possa inspirá-lo a ser mais proativo em atender às necessidades dos pobres, oprimidos e negligenciados. Que o estudo resulte na sua decisão de responder a esse chamado de Deus!”1

Sábado, 20 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Sábado: um dia de liberdade – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 295-297 (“Do Mar Vermelho ao Sinai”); O Desejado de Todas as Nações, p. 281-289 (“O Sábado”); texto de Sigve K. Tonstad: The Lost Meaning of the Seventh Day [O Significado Perdido do Sábado], p. 125-143 (“The Social Conscience of the Seventh Day”” [A Consciência Social do Sétimo Dia]).1

“Jesus lhe asseverou que a obra de aliviar os aflitos estava em harmonia com a lei do sábado. Estava em harmonia com os anjos de Deus que estão sempre descendo e subindo entre o Céu e a Terra para servir à humanidade sofredora.
[…]
“E o homem também tem nesse dia uma obra a realizar. Devem-se atender às necessidades da vida, cuidar dos doentes, suprir as faltas dos necessitados. Não será tido por inocente o que negligenciar aliviar o sofrimento no sábado. O santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado ou noutro dia qualquer” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 206, 207).1

Perguntas para discussão

“1. De que maneira você tem vivenciado o sábado como demonstração de confiança em Deus? Você já teve uma experiência como a do maná, em que Deus providenciou o sustento em resposta à sua fé?”1

“2. No quarto mandamento (Êx 20:8-11; Dt 5:12-15), Deus enfatizou diferentes aspectos do sábado. Qual deles você mais aprecia?”1

“3. Como podemos compartilhar as bênçãos do sábado com nossa comunidade?”1

“4. Em que área de sua vida os padrões e princípios do sábado deveriam ter um impacto maior?”1

Resumo:

“Deus concedeu o sábado como uma lembrança da criação e da redenção, mas ele também nos ensina a confiar na provisão de Deus e a promover a igualdade; e pode se tornar uma disciplina espiritual capaz de transformar todos os nossos relacionamentos. Jesus demonstrou Seu ideal para o sábado tornando-o um dia para beneficiar os necessitados.”1

Sexta-feira, 19 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Descanso sabático para a terra

Lições da Bíblia

“Como vimos, o sábado era uma parte enraizada no ciclo da vida da nação israelita. Mas o princípio do sábado não se referia apenas a um dia a cada semana. Ele também incluía um descanso especial em todo sétimo ano, culminando no ano do jubileu após sete séries de sete anos, ou seja, a cada 50 anos.”1

“5. Leia Levítico 25:1-7. O que é marcante nessa instrução? De que maneiras você pode incorporar esse princípio em sua vida e trabalho?”1

Levítico (25:1-7 ARA)2: “1 Disse o SENHOR a Moisés, no monte Sinai: 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao SENHOR.Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos.Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. 5 O que nascer de si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não colherás; ano de descanso solene será para a terra. 6 Mas os frutos da terra em descanso vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo;e ao teu gado, e aos animais que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento.”

“O ano sabático permitia que a terra agrícola permanecesse em repouso durante o ano. É um extraordinário ato de administração do solo, e a sabedoria dessa prática agrícola tem sido amplamente reconhecida.”1

“O sétimo ano também era importante para os escravos (veja Êx 21:1-11).

Êxodo (21:1-11 ARA): “1 São estes os estatutos que lhes proporás: 2 Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça. 3 Se entrou solteiro, sozinho sairá; se era homem casado, com ele sairá sua mulher. 4 Se o seu senhor lhe der mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá sozinho. 5 Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos, não quero sair forro. 6 Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre. 7 Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos. 8 Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a desposá-la, ele terá de permitir-lhe o resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, pois será isso deslealdade para com ela. 9 Mas, se a casar com seu filho, tratá-la-á como se tratam as filhas. 10 Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais. 11 Se não lhe fizer estas três coisas, ela sairá sem retribuição, nem pagamento em dinheiro.”

“No caso de um israelita ficar tão endividado a ponto de se vender como escravo, ele seria libertado no sétimo ano. Da mesma forma, as dívidas pendentes deveriam ser canceladas no final do sétimo ano (veja Dt 15:1-11).”1

Deuteronômio (15:1-11 ARA): “Como ocorria no tempo do maná concedido por Deus aos israelitas no deserto, o fato de não plantar durante um período era um ato de confiança de que Deus proveria o suficiente no ano anterior e a partir daquilo que a terra produzisse por si mesma no ano sabático. Semelhantemente, libertar escravos e cancelar dívidas era um ato de misericórdia, mas também um ato de confiança no poder de Deus para suprir as necessidades deles. De certa maneira, as pessoas necessitavam descobrir que não precisavam oprimir os outros para se sustentarem.”1

“Os princípios e o modelo do sábado deveriam estar intimamente ligados à estrutura da sociedade israelita como um todo. Semelhantemente, a guarda do sábado contemporânea deve ser uma disciplina espiritual que transforme todos os nossos outros dias. Em sentido prático, o sábado é uma forma de viver as instruções de Jesus de buscar primeiramente ‘o Seu reino e a Sua justiça’. Ele disse: ‘Vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas” essas coisas, e elas “vos serão acrescentadas’ (Mt 6:32, 33).”1

“Que diferença a guarda do sábado deve fazer para os outros seis dias da semana? Afinal, se alguém é ganancioso, egoísta e insensível de domingo a sexta-feira, é possível ser diferente no sábado? O que precisamos mudar para que a nossa semana seja mais parecida com o espírito do sábado?”1

Quinta-feira, 18 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um dia de cura

Lições da Bíblia

“Embora a visão original do sábado e de sua observância seja ampla e inclusiva, o sábado se tornou algo bem diferente para muitos líderes religiosos na época em que Jesus veio à Terra. Em vez de um dia de liberdade e igualdade, o sábado se tornou um dia de restrições e regras humanas e tradicionais. Em Seus dias, Jesus Se opôs a essas atitudes, especialmente quando elas eram impostas aos outros.”1

“É interessante que Ele tenha feito isso de maneira mais significativa ao realizar diversas curas no sábado. Parece que Jesus realizou milagres intencionalmente nesse dia, e não em qualquer outro, para demonstrar algo importante sobre o que o sábado deveria ser. Muitas vezes Jesus comentou que a cura nesse dia era apropriada, e os fariseus usavam Suas declarações como desculpa para promover conspirações para matá-Lo.”1

“4. Leia as histórias sobre as curas de Jesus no sábado. Quais são as coisas mais significativas nesses relatos? Mt 12:9-13; Mc 1:21-26; 3:1-6; Jo 9:1-16”1

Mateus (12:9-13 ARA)2: 9 E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. 10 E estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para acusarem Jesus, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? 11 E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela e a levantará? 12 Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. 13 Então disse àquele homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.

Marcos (1:21-26 ARA)2: 21 Entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava. 22 E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade e não como os escribas. 23 E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: 24 Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. 25 E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te e sai dele. 26 Então, o espírito imundo, agitando-o e clamando com grande voz, saiu dele.

Marcos (3:1-6 ARA)2: 1 E outra vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada. 2 E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem. 3 E disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o meio. 4 E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? E eles calaram-se. 5 E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a mão, sã como a outra. 6 E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam.”

João (9:1-16 ARA)2: 1 E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. 2 E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 3 Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. 4 Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6 Tendo dito isso, cuspiu na terra, e, com a saliva, fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. 7 E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo. 8 Então, os vizinhos e aqueles que dantes tinham visto que era cego diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava? 9 Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu. 10 Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? 11 Ele respondeu e disse-lhes: O homem chamado Jesus fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, e lavei-me, e vi. 12 Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei. 13 Levaram, pois, aos fariseus o que dantes era cego. 14 E era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15 Tornaram, pois, também os fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo. 16 Então, alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles.”

“Jesus confirmou que o sábado é importante. Precisamos mantê-lo especial e permitir que esse tempo semanal seja uma oportunidade para crescermos em nosso relacionamento com Deus, com nossa família, igreja e comunidade. Mas a guarda do sábado não deve estar relacionada apenas com nossos interesses egoístas. Como Jesus disse: ‘É lícito, nos sábados, fazer o bem’ (Mt 12:12).”1

“Muitos membros da igreja fazem um bom trabalho em cuidar das outras pessoas. Mas também sentimos que devemos fazer mais para ajudar. Sabemos que Deus Se importa com os sofredores, oprimidos e abandonados e que devemos nos importar também. Visto que somos ordenados a não exercer nosso trabalho regular e ficamos livres das pressões da semana, no sábado temos tempo para nos concentrar nas outras pessoas como uma das formas de guardar esse dia de modo verdadeiro e ativo: ‘De acordo com o quarto mandamento, o sábado foi dedicado ao repouso e ao culto religioso. Toda atividade secular devia ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estavam em harmonia com o propósito do Senhor. […] Aliviar os aflitos e confortar os tristes é um trabalho de amor que presta honra ao dia de Deus’ (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 77).”1

“O que você faz para beneficiar os outros no sábado?”1

Quarta-feira, 17 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um dia de igualdade

Lições da Bíblia

“Uma leitura rápida dos Dez Mandamentos em Êxodo 20 e Deuteronômio 5 torna evidente que o quarto mandamento é o mais detalhado. Enquanto alguns mandamentos são registrados em apenas duas palavras em algumas versões bíblicas, o quarto mandamento define o porquê, o como e quem está envolvido na lembrança do sábado.”

“3. Leia Êxodo 20:8-11. O que o texto diz sobre os servos, estrangeiros e animais? O que isso significa? Assinale a alternativa correta:”1

Êxodo (20:8-11 ARA)2: “8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.9Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; 11 porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.”

A (   ) Apenas nós devemos guardar o sábado.
B (   ) Devem descansar, pois todos somos iguais.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Entre esses detalhes sobre o sábado, é notável o foco nas outras pessoas e criaturas. Sigve K. Tonstad argumentou que esse tipo de ordem é singular entre todas as culturas do mundo. O mandamento do sábado, explicou ele, ‘prioriza de baixo para cima e não de cima para baixo, considerando primeiramente os mais fracos e mais vulneráveis da sociedade. Os que mais necessitavam de descanso – o escravo, o estrangeiro e o animal de carga – foram mencionados de maneira especial. No descanso do sétimo dia, os desfavorecidos, e até os animais mudos, encontram um aliado’ (The Lost Meaning of the Seventh Day [Michigan: Andrews University Press, 2009, p. 126, 127).”

“O mandamento tem um foco especial na recomendação de que o sábado seja desfrutado por todos. À luz do sábado, somos iguais. Se você é um empregador, não tem autoridade para fazer seus empregados trabalharem nesse dia, pois Deus também deu a eles o descanso. Se você é empregado – ou mesmo escravo – o sábado será um lembrete de que foi igualmente criado e redimido por Deus e Ele o convida a celebrar esse fato de maneira diferente das suas obrigações habituais. Mesmo os estrangeiros que residem entre o povo guardador do sábado, ‘os estrangeiros que morarem em tuas cidades’ (Êx 20:10; NVI), devem se beneficiar do sábado.”1

“Essa ideia representa uma notável mudança de perspectiva para os israelitas, que haviam acabado de sair da escravidão e marginalização. Ao se estabelecerem na nova terra, Deus não desejava que eles adotassem os hábitos de seus antigos opressores. Além de lhes conceder leis detalhadas para sua sociedade, o Senhor concedeu a eles (e a nós), de uma forma poderosa, um lembrete semanal de que todos somos iguais diante de Deus.”1 “Como você pode compartilhar o sábado em sua comunidade de modo que os outros também se beneficiem desse dia?”1

Terça-feira, 16 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.