Alianças na história

Lições da Bíblia

“Após o Dilúvio, Deus recomeçou a história com Seu povo, por meio de Noé e das pessoas que vieram depois dele. O Senhor também buscou um relacionamento com elas, e a ideia da aliança era central para isso. A Bíblia identifica as sete principais alianças que Deus fez com o povo:”1

1ª Aliança – com Adão (Gn 1, Gn 2, Gn 3)

2ª Aliança – com Noé (Gn 6, Gn 7, Gn 8, Gn 9)

3ª Aliança – com Abraão (Gn 12:1-3)

4ª Aliança – com Moisés e a nação israelita (conhecida como Aliança Sinaítica ou Mosaica – Êx 19, Êx 20, Êx 21, Êx 22, Êx 23, Êx 24)

5ª Aliança – com Fineias (Nm 25:10-13)

6ª Aliança – com Davi (2Sm 7:5-16)

7ª Aliança – Nova Aliança (Jr 31:31-34)

“2. Leia os textos a seguir. O que significa a ‘aliança eterna’? (Gn 9:16; Gn 17:7; Is 55:3; Hb 13:20). Assinale a alternativa correta:”1

Gêneses (9:16 ARA)2: “O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.”

Gêneses (17:7 ARA)2: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.”

Isaías (55:3 ARA)2: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.”

Hebreus (13:20 ARA)2: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança,”

A. (   ) Uma aliança que duraria para sempre.
B. (   ) Uma aliança condicional à fidelidade do povo.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“A Bíblia apresenta o termo ‘aliança eterna’ dezesseis vezes. Dessas, treze são especificamente aplicadas à aliança com Abraão; com Israel, no Sinai; e com Davi. Cada uma delas, embora singular, levava a marca da ‘aliança eterna’. Assim como o evangelho eterno foi anunciado primeiramente em Gênesis 3:15 e depois progressivamente revelado em toda a Bíblia, a mesma lógica se aplica à aliança eterna. Cada sucessiva aliança serve para esclarecer e aprofundar nossa compreensão da aliança eterna de amor, revelada mais plenamente no plano da salvação. A Nova Aliança e a Antiga Aliança, conforme são muitas vezes distinguidas, contêm os mesmos elementos.”1

1. Santificação: ‘Na mente, lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei’ (Jr 31:33; compare com Hb 8:10).

2. Reconciliação: ‘Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo’ (Jr 31:33; Hb 8:10).

3. Missão: ‘Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles’ (Jr 31:34; Hb 8:11).

4. Justificação: ‘Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei’ (Jr 31:34; Hb 8:12).

Segunda-feira, 18 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ideia da aliança

Lições da Bíblia

“1. Leia Neemias 10:1-29 (e relembre Neemias 9:36-38). Quem estava fazendo essa aliança? Por que ela foi feita?”1

Neemias (10:1-29 ARA)2: 1 Os que selaram foram: Neemias, o governador, filho de Hacalias, e Zedequias,Seraías, Azarias, Jeremias,Pasur, Amarias, Malquias,Hatus, Sebanias, Maluque,Harim, Meremote, Obadias,Daniel, Ginetom, Baruque, Mesulão, Abias, Miamim,Maazias, Bilgai, Semaías; estes eram os sacerdotes.E os levitas: Jesua, filho de Azanias, Binui, dos filhos de Henadade, Cadmiel 10 e os irmãos deles: Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, 11 Mica, Reobe, Hasabias, 12 Zacur, Serebias, Sebanias, 13 Hodias, Bani e Beninu. 14 Os chefes do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, 15 Buni, Azgade, Bebai, 16 Adonias, Bigvai, Adim, 17 Ater, Ezequias, Azur, 18 Hodias, Hasum, Besai, 19 Harife, Anatote, Nebai, 20 Magpias, Mesulão, Hezir, 21 Mesezabel, Zadoque, Jadua, 22 Pelatias, Hanã, Anaías, 23 Oseias, Hananias, Hassube, 24 Haloés, Pilha, Sobeque, 25 Reum, Hasabna, Maaseias, 26 Aías, Hanã, Anã, 27 Maluque, Harim e Baaná. 28 O resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servidores do templo e todos os que se tinham separado dos povos de outras terras para a Lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que tinham saber e entendimento, 29 firmemente aderiram a seus irmãos; seus nobres convieram, numa imprecação e num juramento, de que andariam na Lei de Deus, que foi dada por intermédio de Moisés, servo de Deus, de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Deus, e os seus juízos e os seus estatutos;”.

Neemias (9:36-38 ARA)2: “Eis que hoje somos servos; e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela. 37 Seus abundantes produtos são para os reis que puseste sobre nós por causa dos nossos pecados; e, segundo a sua vontade, dominam sobre o nosso corpo e sobre o nosso gado; estamos em grande angústia. 38 Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.

“Embora somente os líderes tivessem assinado o documento, o texto menciona explicitamente que todo ‘o restante do povo’ se obrigou ‘sob maldição e sob juramento a seguir a Lei de Deus’ (Ne 10:28, 29, NVI). O que havia de tão significativo na aliança a ponto de todos desejarem entrar num pacto com Deus? A fim de responder a essa pergunta, temos que voltar ao início e compreender a ideia bíblica de aliança.”1

“A aliança era importante porque fazia parte da história de Deus lidando com a humanidade pecadora e demonstrava Seu anseio por um relacionamento com o povo. Ela também permitia que o povo revelasse seu desejo de se dedicar ao Senhor.”1

“A história bíblica da criação, em Gênesis 1 e Gênesis 2, revela não apenas a origem dos primeiros seres humanos, mas também o relacionamento entre eles e Deus, bem como entre eles mesmos. No entanto, o pecado rompeu todos esses relacionamentos. O pecado é a antítese da criação, trazendo a ‘descriação’, ou seja, a morte.”1

“A linhagem de Adão finalmente se dividiu, visto que Caim escolheu o mal (Gn 4:8-19), e Sete seguiu a Deus (Gn 5:3-24). A genealogia de Caim culmina em Lameque (Gn 4:17-19), o sétimo a partir de Adão, que introduziu a poligamia. A violência e a vingança do lado de Caim se justapõem à linhagem fiel de Sete. A genealogia de Sete também foi especificada; o sétimo dessa linhagem é Enoque, que ‘andou com Deus’ (Gn 5:24, NVI) e foi levado para o Céu.”1

“Infelizmente, o mundo seguiu mais o mal do que a Deus, e a descendência dos fiéis se tornou muito pequena. Logo não restaria nenhuma família por meio da qual Deus pudesse cumprir Sua palavra ao enviar a Semente prometida para salvar a humanidade. Nesse momento, Deus interveio com o Dilúvio. No entanto, esse acontecimento foi uma ‘descriação’ posterior, a reversão e a destruição da vida. Ainda assim, Deus destruiu apenas o que o ser humano já havia arruinado (Gn 6:11-13).”1

“Você já experimentou a realidade da força destrutiva do pecado? Como? Qual é o único poder contra o pecado e como nos beneficiamos dele?”1

Movimento de oração e resgate: Neste trimestre, vamos iniciar um movimento de oração pelos amigos que estão afastados de Jesus Cristo.

Domingo, 17 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Deus e a aliança

Lições da Bíblia

“Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes. […] não desampararíamos a casa do nosso Deus” (Ne 9:38; 10:39).1

“Oque significa aliança na Bíblia? A explicação mais fácil para uma aliança bíblica é que ela é o estabelecimento legal de um relacionamento entre Deus e Seu povo. É Deus dizendo: ‘Você é Meu povo, e Eu Sou o seu Deus’. Além disso, encontramos a utilização de alianças escritas entre outros povos no mundo antigo, muitas vezes entre os líderes e seus súditos.”1

“Essas alianças foram estabelecidas porque beneficiavam ambas as partes. O líder cuidava do povo, e o povo pagava impostos. Mas com Deus a aliança era diferente. Deus não recebia nada, e ainda prometia ser fiel à aliança até mesmo quando o povo não o fosse. Quando as coisas ruins começavam a acontecer, o conhecimento das bênçãos e maldições ­vinculadas à aliança permitiam que os israelitas percebessem que estavam quebrando a aliança.”1

“Nesta semana, estudaremos em Neemias 10 a aliança que os israelitas renovaram com Deus e examinaremos algumas informações gerais, na Bíblia, sobre a história e a importância de se fazer uma aliança.”1

Sábado, 16 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 

Nosso Deus perdoador – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Texto de Ellen G. White: Caminho a Cristo, p. 37-41 (“Abra o Coração a Deus”).1

“Em Neemias 9:25, os hebreus falaram sobre como seus antepassados ‘viveram em delícias’ pela ‘grande bondade’ de Deus. A raiz verbal da frase ‘viveram em delícias’ aqui é a mesma do nome Éden, como aparece em ‘jardim do Éden’ (Gn 2:15). Talvez, a melhor tradução seria “eles se edenizaram”, caso edenizar fosse um verbo.”1

“Afinal de contas, o evangelho é restauração. Pode haver um símbolo melhor do que o Éden para representar aquilo em que seremos restaurados? Deus levantou o povo hebreu e o trouxe a um lugar estratégico do mundo antigo a fim de criar a imagem mais próxima do Éden que poderia existir em uma Terra caída. Mesmo depois do cativeiro e do retorno, esse potencial ainda estava ali. ‘Porque o Senhor tem piedade de Sião; terá piedade de todos os lugares assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden’ (Is 51:3).”1

“O povo desfrutou das bênçãos que o Senhor lhes havia prometido, as quais, num mundo caído, relembravam a abundância do Éden. E, tudo bem, eles deviam desfrutá-las. Deus criou o mundo físico de maneira que o ser humano pudesse usufruir dele, e o antigo Israel, abençoado por Deus, também se deleitou com ele. Seu pecado não estava em ‘edenizar-se’ pela grande bondade de Deus, mas em se esquecer do Senhor (Ez 23:35), cuja bondade os israelitas estavam desfrutando. As bênçãos se tornaram um fim em si mesmas, e não um meio para revelar Deus aos que estavam ao redor.”1

Perguntas para discussão

“1. Em Mateus 13:22, o que Jesus quis dizer com “a fascinação das riquezas”, e como isso se relaciona com a oração de confissão que estudamos nesta semana?”1

“2. Medite na doutrina da criação. Na oração de Neemias 9, o povo falou, numa sequência imediata, sobre o Senhor como Criador e Mantenedor. O que isso revela sobre a importância fundamental dessa doutrina para nossa fé?”1

“3. Como ter equilíbrio entre reconhecer nossa pecaminosidade e, ao mesmo tempo, evitar que Satanás use isso para nos desanimar, de modo que abandonemos a fé?”1

Sexta-feira, 15 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 

Louvor e petição

Lições da Bíblia

5. Leia Neemias 9:32-38. Qual é o foco da conclusão dessa oração de confissão?

Neemias (9:32-38 ARA)2: “32 Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, não menosprezes toda a aflição que nos sobreveio, a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. 33 Porque tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, e nós, perversamente. 34 Os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes e os nossos pais não guardaram a tua lei, nem deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificaste contra eles. 35 Pois eles no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste, na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles não te serviram, nem se converteram de suas más obras. 36 Eis que hoje somos servos; e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela. 37 Seus abundantes produtos são para os reis que puseste sobre nós por causa dos nossos pecados; e, segundo a sua vontade, dominam sobre o nosso corpo e sobre o nosso gado; estamos em grande angústia. 38 Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.”

“Novamente, a oração se volta para o louvor a Deus, exaltando Suas qualidades: Ele é grande, poderoso e temível, Aquele que guarda a aliança e a misericórdia. O povo parecia sincero em seu reconhecimento da bondade de Deus para com ele. Também apresentou uma petição que consistia em uma aliança estabelecida com Deus, que foi descrita em detalhes no capítulo 10. Qual era a petição do povo?”1

“Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, não menosprezes toda a aflição que nos sobreveio” (Ne 9:32).1

“A comunidade tinha que pagar tributos aos reis que a dominavam. A opressão de todos os lados estava atormentando o pequeno grupo de israelitas, e eles estavam cansados disso. Tinham suportado uma tirania após a outra e esperavam alívio.”1

“Curiosamente, eles se chamaram de ‘servos’. Após destacarem a infidelidade de sua nação, concluíram a oração referindo-se a si mesmos por meio dessa palavra. Servos evidentemente obedecem aos seus superiores. O uso desse termo, então, sugere que eles percebiam que precisavam obedecer ao Senhor de uma forma que seus antepassados não haviam feito. Essa era a expressão do desejo de serem fiéis ao Senhor e aos Seus mandamentos. Como servos de Deus, eles estavam Lhe pedindo que agisse em seu favor.”1

“A comunidade de Esdras e Neemias descreveu sua experiência naquele momento como uma “grande angústia” (Ne 9:37), que pode ser comparada à aflição que os israelitas viveram no Egito (Ne 9:9). A oração deles louvava a Deus porque Ele tinha visto sua aflição no Egito e não a havia ignorado. A comunidade pedia a Deus que interviesse, como Ele havia feito no passado, mesmo que eles não merecessem. Reconheciam que, entre reis, príncipes, sacerdotes, profetas e ancestrais, ninguém era fiel; portanto, confiavam somente na graça e na misericórdia de Deus para com eles, não em si mesmos nem nas obras de seus antepassados.”1

“Leia Romanos 5:6-8 [‘6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.’].

Como esse texto reflete o que os israelitas estavam pedindo a Deus? Que consolo encontramos na petição dos israelitas e nas declarações de Paulo em Romanos?”1

Quinta-feira, 14 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A Lei e os profetas

Lições da Bíblia

“4. Leia Neemias 9:23-31. Como os israelitas foram descritos em comparação com a grande bondade de Deus (Ne 9:25)? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Neemias (9:23-31 ARA)2: “23 Multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu e trouxeste-os à terra de que tinhas dito a seus pais que nela entrariam para a possuírem. 24 Entraram os filhos e tomaram posse da terra; abateste perante eles os moradores da terra, os cananeus, e lhos entregaste nas mãos, como também os reis e os povos da terra, para fazerem deles segundo a sua vontade. 25 Tomaram cidades fortificadas e terra fértil e possuíram casas cheias de toda sorte de coisas boas, cisternas cavadas, vinhas e olivais e árvores frutíferas em abundância; comeram, e se fartaram, e engordaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade. 26 Ainda assim foram desobedientes e se revoltaram contra ti; viraram as costas à tua lei e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para os fazerem voltar a ti; e cometeram grandes blasfêmias. 27 Pelo que os entregaste nas mãos dos seus opressores, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando eles a ti, dos céus tu os ouviste; e, segundo a tua grande misericórdia, lhes deste libertadores que os salvaram das mãos dos que os oprimiam. 28 Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os desamparavas nas mãos dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; mas, convertendo-se eles e clamando a ti, tu os ouviste dos céus e, segundo a tua misericórdia, os livraste muitas vezes. 29 Testemunhaste contra eles, para que voltassem à tua lei; porém eles se houveram soberbamente e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelo cumprimento dos quais o homem viverá; obstinadamente deram de ombros, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir. 30 No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. 31 Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso.”

A. (   ) Como rebeldes, desobedientes e assassinos de profetas.
B. (   ) Como bondosos e misericordiosos.

Resposta sugestiva: V; F.

“A próxima parte da oração/sermão se concentra na vida em Canaã, quando os israelitas possuíram a terra que Deus havia lhes dado. Eles tinham recebido terras, cidades, vinhas e campos prontos para serem usados, mas não haviam dado o devido valor, tomando essas coisas como garantidas. No fim do verso 25 somos informados de que eles ‘comeram, e se fartaram, e engordaram’. Engordar é uma expressão encontrada apenas algumas vezes na Bíblia (Dt 32:15; Jr 5:28) e em todas essas ocasiões tem uma conotação negativa.”1

“O povo pode ter vivido ‘em delícias, pela [Sua] grande bondade’, mas não se deleitou em Deus; seu deleite estava nas coisas que tinha. Parece que possuir as coisas não produz uma caminhada íntima com Deus. Às vezes pensamos: ‘Se eu tivesse isso ou aquilo, seria feliz’. No entanto, os israelitas tinham tudo da parte de Deus, e, ainda assim, sua ‘felicidade’ naquelas coisas apenas os tornou menos devotos a Ele. É muito fácil nos concentrarmos nas dádivas e nos esquecermos do Doador. Esse é um engano fatal.”1

“Isso não significa que não podemos ficar felizes pelas coisas que Deus nos concede. Ele deseja que nos alegremos em Suas dádivas, mas essa alegria não garante um relacionamento com Ele. Se não formos cuidadosos, essas coisas podem se tornar uma pedra de tropeço.”1

“Nesse momento, os líderes confessaram que haviam sido infiéis a Deus. Ao examinarem sua história, eles mencionaram especificamente as transgressões que haviam cometido como nação. Alguns aspectos são especialmente importantes, pois são repetidos: (1) Israel rejeitou a Lei de Deus e (2) perseguiu os profetas.”1

“Em outras palavras, os israelitas perceberam que a Lei de Deus e Seus profetas eram essenciais para o desenvolvimento deles como nação piedosa e como indivíduos. A oração enfatiza essa conclusão, afirmando que, se um homem cumprisse os mandamentos de Deus, por eles viveria (Ne 9:29; veja Lv 18:5 [‘Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor.’]). A prece destaca que foi o Espírito que falou por intermédio dos profetas. Deus nos deu Seus mandamentos para que tenhamos vida em abundância e enviou Seus profetas para nos guiar em nossa compreensão da verdade. O que fazemos com essas dádivas é uma questão essencial para nós.”1

Quarta-feira, 13 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lições do passado

Lições da Bíblia

“3. Leia Neemias 9:9-22. Qual é a diferença entre essa parte da oração e a anterior?”1

Neemias (9:9-22 ARA)2: “9 Viste a aflição de nossos pais no Egito, e lhes ouviste o clamor junto ao mar Vermelho. 10 Fizeste sinais e milagres contra Faraó e seus servos e contra todo o povo da sua terra, porque soubeste que os trataram com soberba; e, assim, adquiriste renome, como hoje se vê. 11 Dividiste o mar perante eles, de maneira que o atravessaram em seco; lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas impetuosas. 12 Guiaste-os, de dia, por uma coluna de nuvem e, de noite, por uma coluna de fogo, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir. 13 Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles e lhes deste juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. 14 O teu santo sábado lhes fizeste conhecer; preceitos, estatutos e lei, por intermédio de Moisés, teu servo, lhes mandaste. 15 Pão dos céus lhes deste na sua fome e água da rocha lhes fizeste brotar na sua sede; e lhes disseste que entrassem para possuírem a terra que, com mão levantada, lhes juraste dar. 16 Porém eles, nossos pais, se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos. 17 Recusaram ouvir-te e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste; endureceram a sua cerviz e na sua rebelião levantaram um chefe, com o propósito de voltarem para a sua servidão no Egito. Porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te e grande em bondade, tu não os desamparaste, 18 ainda mesmo quando fizeram para si um bezerro de fundição e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito; e cometeram grandes blasfêmias. 19 Todavia, tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir. 20 E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar; não lhes negaste para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede. 21 Desse modo os sustentaste quarenta anos no deserto, e nada lhes faltou; as suas vestes não envelheceram, e os seus pés não se incharam. 22 Também lhes deste reinos e povos, que lhes repartiste em porções; assim, possuíram a terra de Seom, a saber, a terra do rei de Hesbom e a terra de Ogue, rei de Basã.”

“A oração passa dos louvores a Deus, por Sua fidelidade, ao relato da contrastante infidelidade dos israelitas em sua experiência no Egito e no deserto. Nela, Neemias menciona todas as diferentes coisas que Deus deu aos israelitas; mas, infelizmente, a resposta dos ‘pais’ a essas dádivas foi orgulho e teimosia, além do desprezo pelas ações graciosas de Deus entre eles.”1

“O reconhecimento do fracasso humano e da falta de verdadeira devoção a Deus é um passo importante no arrependimento e na confissão. E mesmo que o texto esteja falando de pessoas que há muito nos deixaram, ninguém pode negar que todos temos problemas com as mesmas questões que elas enfrentaram.”1

“Aqui entra o evangelho tanto para nós quanto para elas. Confessar nossos pecados não nos salva, somente o sacrifício de Cristo pode fazer isso em nosso favor. O arrependimento, juntamente com a confissão, é central para o nosso reconhecimento de que devemos ser justificados somente por Jesus. ‘Quando por meio do arrependimento e fé aceitamos a Cristo como nosso Salvador, o Senhor perdoa nossos pecados e suspende a punição prescrita para a transgressão da Lei. Então, o pecador se encontra diante de Deus como uma pessoa justa; desfruta o favor do Céu e, por meio do Espírito, tem comunhão com o Pai e o Filho’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 191).”1

“Ao mesmo tempo, visto que Sua bondade faz com que nos arrependamos dos pecados e os confessemos, devemos estar decididos, pelo poder de Deus, a abandoná-los.”1

“A conclusão é que Israel tinha sido obstinado, e Deus, amoroso. Ao refletir sobre as ações do Senhor em favor dos israelitas, eles se lembraram de que, visto que Deus havia feito muito por eles no passado, Ele continuaria cuidando deles no presente e no futuro. Por isso era tão importante que o povo sempre se lembrasse das ações de Deus em sua história. Quando eles se esqueciam delas, envolviam-se em problemas.”1

“Pense num momento em que você teve certeza de que Deus estava atuando em sua vida. Como essa lembrança pode confortá-lo da próxima vez que enfrentar lutas? Como pode confiar mais na bondade divina ao enfrentar sentimentos de desânimo, abatimento e temor quanto ao futuro?”1

Terça-feira, 12 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.