Aliança no Sinai – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 281-290 (“O êxodo”), p. 291-302 (“Do Mar Vermelho ao Sinai”) e p. 304-314 (“A lei de Deus”).

“O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós apenas ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, era o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é também o Autor e Consumador de nossa fé” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.198, 1.199).

“Durante o cativeiro no Egito, muitos israelitas haviam perdido em grande parte o conhecimento da lei de Deus e misturaram seus preceitos com costumes e tradições pagãos. Deus os levou ao Sinai, e ali, com a própria voz, declarou Sua lei” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 334).

Perguntas para consideração

1. De que maneira a aliança foi concebida para manter as liberdades físicas e espirituais de Israel? (veja Lv 26:3-13; compare com Dt 28:1-15).

Lv 26:3-13 (ARA)2: “3 Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, 4 então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto. 5 A debulha se estenderá até à vindima, e a vindima, até à sementeira; comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros na vossa terra. 6 Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. 7 Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. 8 Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. 9 Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco. 10 Comereis o velho da colheita anterior e, para dar lugar ao novo, tirareis fora o velho. 11 Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá. 12 Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo. 13 Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para que não fôsseis seus escravos; quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar eretos.”

Dt 28:1-15 (ARA)2: “1 Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. 2 Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos: 3 Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo. 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 5 Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. 6 Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres. 7 O Senhor fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. 8 O Senhor determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o Senhor, teu Deus. 9 O Senhor te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e andares nos seus caminhos. 10 E todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor e terão medo de ti. 11 O Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Senhor, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. 12 O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado. 13 O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir. 14 Não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, seguindo outros deuses, para os servires. 15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão:”

2. Em Êxodo 19:5, 6 o Senhor declarou: “toda a terra é Minha”. Por que Ele disse isso, especialmente nesse contexto de buscar estabelecer uma aliança com aquele povo? Como nossa compreensão do sábado e o que ele significa se encaixam aqui?

3. Se somos perdoados pela graça, qual é a função da graça na vida de fé e obediência?

Resumo: A aliança de Deus com Israel no Sinai foi uma aliança de graça. Tendo mostrado Seu amor por meio da libertação do Egito, Deus convidou a nação a fazer uma aliança com Ele, que manteria e promoveria suas liberdades. Embora Israel tivesse respondido afirmativamente, ele não tinha fé verdadeira motivada por amor. Na maior parte das vezes, o povo não entendeu a verdadeira natureza da aliança e a corrompeu em um sistema de salvação pelas obras. Não precisamos repetir esse fracasso e ignorar a graça estendida aos pecadores.

Sexta-feira, 14 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Promessas, promessas… (Êx 19:8)

Lições da Bíblia1

À primeira vista, tudo parecia bem. O Senhor tinha livrado Seu povo, oferecido a ele as promessas da aliança e ele havia concordado em fazer tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. Era um negócio de sucesso, certo?

7. Qual foi a resposta de Israel à aliança? Rm 9:31, 32; 10:3; Hb 4:1, 2

Rm 9:31, 32 (ARA)2: “31 e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. 32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,”

Rm 10:3 (ARA)2: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.

Hb 4:1, 2 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. 2 Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.”

Em tudo o que Deus nos pede para fazer, nosso relacionamento com Ele deve ser fundamentado na fé, que apresenta o fundamento sobre o qual as obras se desenvolvem. As obras em si mesmas – por mais puros que sejam seus motivos, por mais sinceras e numerosas que sejam – não podem nos tornar aceitáveis aos olhos de um Deus santo. Não podiam no tempo de Israel e também não podem em nossos dias.

8. Se a Bíblia repetidamente enfatiza as obras, por que elas não podem nos tornar aceitáveis aos olhos de Deus? Is 53:6; 64:6; Rm 3:23

Is 53:6 (ARA)2: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

Is 64:6 (ARA)2: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.”

Rm 3:23 (ARA)2: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

Infelizmente, o povo hebreu acreditava que a obediência havia se tornado o meio de sua salvação, não o resultado da salvação. Ele buscou a justiça em sua obediência à lei, não a justiça de Deus, que vem pela fé. A aliança do Sinai – apesar de ter vindo com um conjunto muito mais detalhado de instruções e leis – foi concebida como uma aliança de graça tanto quanto todas as outras alianças anteriores. Essa graça, concedida livremente, provoca uma transformação no coração que leva à obediência. Evidentemente, o problema não era a tentativa do povo de obedecer (a aliança exigia que eles obedecessem); o problema era o tipo de “obediência” que ele prestava, que realmente não era mesmo obediência, como mostrou a história subsequente da nação.

Leia com atenção Romanos 10:3, especialmente a última parte. Que argumento Paulo apresentou ali? O que acontece com as pessoas que buscam estabelecer sua própria justiça? Por que essa tentativa leva inevitavelmente ao pecado, injustiça e rebelião? Examinemos a nossa vida. Não estamos em perigo de fazer a mesma coisa?

Quinta-feira, 13 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Deus e Israel

Lições da Bíblia1

“‘Agora, pois, se ouvirem atentamente a Minha voz e guardarem a Minha aliança, vocês serão a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é Minha, e vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa’. São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel” (Êx 19:5, 6).

Nesses versos, o Senhor estava propondo Sua aliança com os filhos de Israel. Embora em certo sentido o Senhor os tivesse chamado, esse chamado não foi automaticamente concedido sem a escolha deles. Eles tiveram que cooperar. Até a libertação do Egito tinha envolvido sua cooperação: se não tivessem feito o que o Senhor havia mandado (como colocar o sangue nos umbrais das portas), eles não teriam sido libertos. Era simples assim.

Nesse verso, também, o Senhor não lhes disse: “Quer vocês gostem ou não, serão um tesouro peculiar para Mim e uma nação de sacerdotes”. Não é assim que funciona, e não é isso que o texto diz.

6. Leia Êxodo 19:5, 6. Como você entende o que o Senhor disse no contexto da salvação pela fé? A ordem de obedecer ao Senhor de alguma forma anula o conceito de salvação pela graça? Como resolver essa questão? Rm 3:19-24; 6:1, 2; 7:7; Ap 14:12

Êxodo 19:5, 6 (ARA)2: “5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Rm 3:19-24 (ARA)2: “19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

Rm 6:1, 2 (ARA)2: “1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

Rm 7:7 (ARA)2: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.

Ap 14:12 (ARA)2: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

“Não ganhamos a salvação pela nossa obediência, pois a salvação é um dom gratuito de Deus que recebemos pela fé. Mas a obediência é o fruto da fé” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 61).

Pense no que o Senhor estava disposto a fazer pela nação de Israel: Ele não apenas a libertou milagrosamente da escravidão egípcia, mas desejava torná-la Sua propriedade preciosa, uma nação de sacerdotes. Ao fundamentar seu relacionamento com Ele em Sua salvação (tanto a temporal, da escravidão egípcia, como a eterna), o Senhor buscava elevá-la a um nível espiritual, intelectual e moral que a tornaria a maravilha do mundo antigo. Tudo isso com o propósito de usar os filhos de Israel para pregar o evangelho às nações. Tudo o que eles tinham que fazer, em resposta, era obedecer.

Nossa experiência com o Senhor deve refletir o mesmo princípio visto no estudo de hoje?

Quarta-feira, 12 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança no Sinai

Lições da Bíblia1

O livro de Êxodo chama a atenção do leitor para três grandes eventos. Como três montanhas, o próprio Êxodo, o estabelecimento da aliança e a construção do santuário-tabernáculo se sobrepõem aos acontecimentos menores. O estabelecimento da aliança, registrado em Êxodo 19 a 24, foi como o Monte Everest dos três eventos. Um breve resumo de Êxodo 19 a 24 mostra a sequência e a relação dos eventos.

Concentre-se na sequência de eventos abaixo:

1. A chegada e o acampamento de Israel no Sinai

Êx 19:1, 2 (ARA)2: “1 No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai. 2 Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte.

2. Proposta de Deus de uma aliança com Israel

Êx 19:3-6 (ARA)2: “3 Subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: 4 Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.

3. A resposta de Israel ao aceitar a aliança

Êx 19:7, 8 (ARA)2: “7 Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8 Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.”

4. Preparativos para o recebimento formal da aliança

Êx 19:9-25 (ARA)2: 9 Disse o Senhor a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor. 10 Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo e purifica-o hoje e amanhã. Lavem eles as suas vestes 11 e estejam prontos para o terceiro dia; porque no terceiro dia o Senhor, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai. 12 Marcarás em redor limites ao povo, dizendo: Guardai-vos de subir ao monte, nem toqueis o seu limite; todo aquele que tocar o monte será morto. 13 Mão nenhuma tocará neste, mas será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a buzina, então, subirão ao monte. 14 Moisés, tendo descido do monte ao povo, consagrou o povo; e lavaram as suas vestes. 15 E disse ao povo: Estai prontos ao terceiro dia; e não vos chegueis a mulher. 16 Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu. 17 E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. 19 E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão. 20 Descendo o Senhor para o cimo do monte Sinai, chamou o Senhor a Moisés para o cimo do monte. Moisés subiu, 21 e o Senhor disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o limite até ao Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem. 22 Também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de consagrar, para que o Senhor não os fira. 23 Então, disse Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o. 24 Replicou-lhe o Senhor: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao Senhor, para que não os fira. 25 Desceu, pois, Moisés ao povo e lhe disse tudo isso.

5. A proclamação dos Dez Mandamentos

Êx 20:1-17 (ARA)2: 1 Então, falou Deus todas estas palavras: 2 Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; 11 porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou. 12 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. 13 Não matarás. 14 Não adulterarás. 15 Não furtarás. 16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

6. Moisés como mediador da aliança

Êx 20:18-21 (ARA)2: “18 Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe. 19 Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos. 20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis. 21 O povo estava de longe, em pé; Moisés, porém, se chegou à nuvem escura onde Deus estava.”

7. Princípios da aliança explicitados

Êx 20:22-23:22 (ARA)2: 22 Então, disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vistes que dos céus eu vos falei. 23 Não fareis deuses de prata ao lado de mim, nem deuses de ouro fareis para vós outros. 24 Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei. 25 Se me levantares um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; pois, se sobre ele manejares a tua ferramenta, profaná-lo-ás. 26 Nem subirás por degrau ao meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta. 21 1 São estes os estatutos que lhes proporás: 2 Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça. 3 Se entrou solteiro, sozinho sairá; se era homem casado, com ele sairá sua mulher. 4 Se o seu senhor lhe der mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá sozinho. 5 Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos, não quero sair forro. 6 Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre. 7 Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos. 8 Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a desposá-la, ele terá de permitir-lhe o resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, pois será isso deslealdade para com ela. 9 Mas, se a casar com seu filho, tratá-la-á como se tratam as filhas. 10 Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais. 11 Se não lhe fizer estas três coisas, ela sairá sem retribuição, nem pagamento em dinheiro. 12 Quem ferir a outro, de modo que este morra, também será morto. 13 Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus lhe permitiu caísse em suas mãos, então, te designarei um lugar para onde ele fugirá. 14 Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás até mesmo do meu altar, para que morra. 15 Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto. 16 O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto. 17 Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto. 18 Se dois brigarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e o ferido não morrer, mas cair de cama; 19 se ele tornar a levantar-se e andar fora, apoiado ao seu bordão, então, será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e o fará curar-se totalmente. 20 Se alguém ferir com bordão o seu escravo ou a sua escrava, e o ferido morrer debaixo da sua mão, será punido; 21 porém, se ele sobreviver por um ou dois dias, não será punido, porque é dinheiro seu. 22 Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. 23 Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25 queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe. 26 Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua escrava e o inutilizar, deixá-lo-á ir forro pelo seu olho. 27 E, se com violência fizer cair um dente do seu escravo ou da sua escrava, deixá-lo-á ir forro pelo seu dente. 28 Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido. 29 Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono. 30 Se lhe for exigido resgate, dará, então, como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido. 31 Quer tenha chifrado um filho, quer tenha chifrado uma filha, este julgamento lhe será aplicado. 32 Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava, dar-se-ão trinta siclos de prata ao senhor destes, e o boi será apedrejado. 33 Se alguém deixar aberta uma cova ou se alguém cavar uma cova e não a tapar, e nela cair boi ou jumento, 34 o dono da cova o pagará, pagará dinheiro ao seu dono, mas o animal morto será seu. 35 Se um boi de um homem ferir o boi de outro, e o boi ferido morrer, venderão o boi vivo e repartirão o valor; e dividirão entre si o boi morto. 36 Mas, se for notório que o boi era já, dantes, chifrador, e o seu dono não o prendeu, certamente, pagará boi por boi; porém o morto será seu. 22 1 Se alguém furtar boi ou ovelha e o abater ou vender, por um boi pagará cinco bois, e quatro ovelhas por uma ovelha. 2 Se um ladrão for achado arrombando uma casa e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue. 3 Se, porém, já havia sol quando tal se deu, quem o feriu será culpado do sangue; neste caso, o ladrão fará restituição total. Se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto. 4 Se aquilo que roubou for achado vivo em seu poder, seja boi, jumento ou ovelha, pagará o dobro. 5 Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha e o largar para comer em campo de outrem, pagará com o melhor do seu próprio campo e o melhor da sua própria vinha. 6 Se irromper fogo, e pegar nos espinheiros, e destruir as medas de cereais, ou a messe, ou o campo, aquele que acendeu o fogo pagará totalmente o queimado. 7 Se alguém der ao seu próximo dinheiro ou objetos a guardar, e isso for furtado àquele que o recebeu, se for achado o ladrão, este pagará o dobro. 8 Se o ladrão não for achado, então, o dono da casa será levado perante os juízes, a ver se não meteu a mão nos bens do próximo. 9 Em todo negócio frauduloso, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de roupas, ou de qualquer coisa perdida, de que uma das partes diz: Esta é a coisa, a causa de ambas as partes se levará perante os juízes; aquele a quem os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo. 10 Se alguém der ao seu próximo a guardar jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro animal qualquer, e este morrer, ou ficar aleijado, ou for afugentado, sem que ninguém o veja, 11 então, haverá juramento do Senhor entre ambos, de que não meteu a mão nos bens do seu próximo; o dono aceitará o juramento, e o outro não fará restituição. 12 Porém, se, de fato, lhe for furtado, pagá-lo-á ao seu dono. 13 Se for dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso e não pagará o dilacerado. 14 Se alguém pedir emprestado a seu próximo um animal, e este ficar aleijado ou morrer, não estando presente o dono, pagá-lo-á. 15 Se o dono esteve presente, não o pagará; se foi alugado, o preço do aluguel será o pagamento. 16 Se alguém seduzir qualquer virgem que não estava desposada e se deitar com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher. 17 Se o pai dela definitivamente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme o dote das virgens. 18 A feiticeira não deixarás viver. 19 Quem tiver coito com animal será morto. 20 Quem sacrificar aos deuses e não somente ao Senhor será destruído. 21 Não afligirás o forasteiro, nem o oprimirás; pois forasteiros fostes na terra do Egito. 22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis. 23 Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor; 24 a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos. 25 Se emprestares dinheiroe ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros. 26 Se do teu próximo tomares em penhor a sua veste, lha restituirás antes do pôr do sol; 27 porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em que se deitaria? Será, pois, que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. 28 Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo. 29 Não tardarás em trazer ofertas do melhor das tuas ceifas e das tuas vinhas; o primogênito de teus filhos me darás. 30 Da mesma sorte, farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe, e, ao oitavo dia, ma darás. 31 Ser-me-eis homens consagrados; portanto, não comereis carne dilacerada no campo; deitá-la-eis aos cães. 23 1 Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. 2 Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. 3 Nem com o pobre serás parcial na sua demanda. 4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. 5 Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. 6 Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. 7 Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. 8 Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. 9 Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito. 10 Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; 11 porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival. 12 Seis dias farás a tua obrag, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro. 13 Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos; do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca. 14 Três vezes no ano me celebrareis festa. 15 Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; ninguém apareça de mãos vazias perante mim. 16 Guardarás a Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho. 17 Três vezes no ano, todo homem aparecerá diante do Senhor Deus. 18 Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará gordura da minha festa durante a noite até pela manhã. 19 As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do Senhor, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe. 20 Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado. 21 Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não te rebeles contra ele, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome. 22 Mas, se diligentemente lhe ouvires a voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.”

8. A confirmação da aliança

Êx 24:1-18 (ARA)2: “1 Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2 Só Moisés se chegará ao Senhor; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. 3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. 8 Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras. 9 E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 10 E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. 11 Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. 12 Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares. 13 Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus, 14 disse aos anciãos: Esperai-nos aqui até que voltemos a vós outros. Eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão se chegará a eles. 15 Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. 16 E a glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o Senhor a Moisés. 17 O aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. 18 E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.”

Essa aliança desempenha função vital no plano da salvação. É a quarta aliança da Bíblia (após as de Adão, Noé e Abraão), e nela Deus Se revelou mais plenamente do que antes, especialmente quando o ritual do santuário foi estabelecido. Portanto, o santuário se tornou o meio pelo qual Ele mostrou ao povo o plano da salvação que eles deveriam revelar ao mundo.

Embora o Senhor tivesse resgatado Israel da escravidão do Egito, Ele desejava que a nação israelita entendesse que a redenção tinha um significado maior e mais significativo do que apenas a libertação da escravidão física. Ele desejava resgatá-la do pecado, a escravidão suprema, e isso só poderia ocorrer mediante o sacrifício do Messias, conforme ensinado nos tipos e símbolos do serviço do santuário. Não é de admirar então que, não muito tempo depois de terem sido resgatados da escravidão e recebido a lei, os israelitas foram instruídos a instituir o serviço do santuário, pois nele Deus lhes revelou o plano da redenção – que é o verdadeiro significado e propósito da aliança. Pois a aliança não é nada senão uma aliança de salvação, que o Senhor oferece à humanidade decaída. Foi assim no Éden e também no Sinai.

5. Por que uma aliança entre Deus e o povo de Israel era necessária? (Veja Dt 29:10-13; observe novamente o aspecto relacional da aliança).

Dt 29:10-13 (ARA)2: “10 Vós estais, hoje, todos perante o Senhor, vosso Deus: os cabeças de vossas tribos, vossos anciãos e os vossos oficiais, todos os homens de Israel, 11 os vossos meninos, as vossas mulheres e o estrangeiro que está no meio do vosso arraial, desde o vosso rachador de lenha até ao vosso tirador de água, 12 para que entres na aliança do Senhor, teu Deus, e no juramento que, hoje, o Senhor, teu Deus, faz contigo; 13 para que, hoje, te estabeleça por seu povo, e ele te seja por Deus, como te tem prometido, como jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.”

Terça-feira, 11 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Padrão de salvação

Lições da Bíblia1

“Portanto, diga aos filhos de Israel: ‘Eu sou o Senhor. Vou tirá-los dos trabalhos pesados no Egito, vou livrá-los da escravidão, vou resgatar vocês com braço estendido e com grandes manifestações de juízo. Eu os tomarei por Meu povo e serei o seu Deus; e vocês saberão que Eu sou o Senhor, seu Deus, que os tiro dos trabalhos pesados no Egito’” (Êx 6:6, 7).

3. Com base nos versos acima, quais são as funções de Deus para com a humanidade na aliança? Concentre-se na frequência com que a palavra “Eu” aparece nesses versos.

O princípio de que Deus era o responsável pela libertação e cuidado do povo. Ele tomou a iniciativa de desenvolver a aliança.

A libertação de Israel da escravidão egípcia e o livramento de Noé e sua família do dilúvio são os dois eventos salvíficos de destaque nos escritos de Moisés. Ambos apresentam percepções sobre a ciência da salvação. Mas o êxodo especialmente apresenta o padrão básico.

Quando Deus disse a Israel, por meio de Moisés, “vou resgatar vocês” (Êx 6:6), Ele literalmente disse: “Eu agirei como o parente que resgata”, ou go’el.

“A palavra ‘resgatar’ no verso 6 [de Êxodo 6] se refere ao costume no qual um membro da família comprava de volta ou resgatava outro, especialmente quando esse membro estava em condição de escravidão por motivo de dívida, ou quando ainda estava em vias de entrar em escravidão. Aparentemente, Israel não tinha parente terrestre para resgatá-lo, mas agora Deus era parente de Israel, seu parente Redentor” (Bernard L. Ramm, His Way Out [Sua Saída]. Glendale, CA: Regal Books Division, G/L Publications, 1974, p. 50).

4. Como entender a ideia de “resgatar” ou comprar o povo da escravidão? Qual era o preço a pagar? O que isso revela sobre nosso valor? Mc 10:45; 1Tm 2:6; Ap 5:9

Mc 10:45 (ARA)2: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

1Tm 2:6 (ARA)2: “o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.”

Ap 5:9 (ARA)2: “e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação

Em Êxodo 3:8, Deus disse que “desceu” para resgatar Israel. Esse é um verbo hebraico comum para designar a interação de Deus com a humanidade. O Senhor estava no Céu, e nós, na Terra. Somente quando Deus “desceu” à Terra Ele pôde nos resgatar. No sentido mais verdadeiro da ideia, somente quando Jesus desceu, viveu, sofreu, morreu e ressuscitou por nós, pudemos ser resgatados. “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14) é outra maneira de dizer que Deus desceu para nos salvar.

Segunda-feira, 10 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Sobre asas de águia

Lições da Bíblia1

Israel esteve imerso no paganismo egípcio por longos e difíceis séculos, uma experiência que evidentemente obscureceu seu conhecimento de Deus, de Sua vontade e bondade.

Como o Senhor poderia recuperá-los para Si?

Primeiramente, Ele demonstrou a sinceridade de Seu amor por Israel mediante poderosos atos de libertação. Ele começou a atrair a nação a uma resposta de amor à Sua proposta de aliança. Deus primeiramente lembrou a nação dos atos de graça em seu favor no Sinai.

1. Quais dessas ilustrações descrevem a maneira pela qual o Senhor levou Israel do Egito para o Sinai? Êx 19:4; Dt 32:10-12; Dt 1:29-31; Os 11:1

Êx 19:4 (ARA)2: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.

Dt 32:10-12 (ARA)2: 10 Achou-o numa terra deserta e num ermo solitário povoado de uivos; rodeou-o e cuidou dele, guardou-o como a menina dos olhos. 11 Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas, 12 assim, só o Senhor o guiou, e não havia com ele deus estranho.”

Dt 1:29-31 (ARA)2: “29 Então, eu vos disse: não vos espanteis, nem os temais. 30 O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito, 31 como também no deserto, onde vistes que o Senhor, vosso Deus, nele vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes, até chegardes a este lugar.”

Os 11:1 (ARA)2: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.”

2. O que essas ilustrações ensinaram a Israel e a nós sobre a natureza da atitude de Deus em relação ao Seu povo?

A (  ) Que Ele cuidava de Seu povo com um pai cuida de seu filho.
B (   ) Que Ele tinha pocas expectativas para Israel.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Essas ilustrações indicam que Deus conhece bem nosso desamparo. Leia o Salmo 103:13, 14 [“13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. 14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.”]. Nas figuras da águia e do pai que carrega seu filho, percebemos a preocupação de Deus com nosso bem-estar. Terno, apoiador, protetor, encorajador, Seu desejo é nos conduzir à plena maturidade.

“A águia era conhecida por sua devoção incomum aos seus filhotes. Também vivia no topo das montanhas. Ao ensinar suas crias a voar, ela as levava nas costas a grandes alturas sobre as planícies do Sinai, e então as soltava nas profundezas. Se a avezinha era ainda muito jovem e desnorteada para voar, a águia-mãe mergulhava por debaixo dela, tomava-a nas costas e voava de volta para o ninho nos penhascos acima. E foi assim, disse Deus, que ‘os tirei do Egito para Mim mesmo’” (George A. F. Knight, Theology of Narration [Teologia da Narração]; Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1976, p. 128).

Compare o interesse de Deus em nós com o nosso interesse pelos outros. Como Seu interesse por nós influencia nosso interesse pelas pessoas? Com base em sua experiência, quais ilustrações podem descrever o interesse altruísta de Deus por nós? Crie ilustrações a partir de suas experiências, de acordo com a cultura em que você vive. Compartilhe-as com a classe.

Domingo, 09 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança no Sinai

Lições da Bíblia1

“Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4).

“Certa vez um garotinho, um dos sete da família, sofreu um acidente e foi levado para o hospital. Em sua casa, raramente havia o suficiente para comer. Ele nunca tinha bebido mais do que uma parte de um copo de leite, que era repartido entre duas crianças, e quem bebia primeiro tinha que tomar cuidado para não beber mais do que devia. Depois que o menino foi acomodado em seu leito no hospital, a enfermeira lhe trouxe um grande copo de leite. Ele examinou com ansiedade aquele copo e então, lembrando-se das privações em casa, perguntou: ‘Até onde eu posso beber?’ A enfermeira, com os olhos brilhando e um nó na garganta, disse: ‘Beba tudo, meu filho!’” (H. M. S. Richards, “Free Grace” [“Livre Graça”]; Voice of Prophecy News [Notícias da Voz da Profecia], junho de 1950, p. 4).

Assim como esse garotinho, Israel tinha o privilégio de beber profundamente dos mananciais da salvação, como também nós o temos. A libertação de Israel de séculos de escravidão e opressão foi uma maravilhosa revelação da graça. A graça está envolvida em nossa libertação do pecado.

Resumo da semana: Quais imagens Deus usou para descrever Seu relacionamento com Israel? Como as histórias do Êxodo e do Sinai se assemelham à salvação pessoal? Qual era a função da lei na aliança do Sinai?

Sábado, 08 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A descendência de Abraão – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 15-22 (“A vinha do Senhor”), p. 367-378 (“Esperança para os gentios”) e p. 703-721 (“A casa de Israel”).

“Deus não reconhece nenhuma distinção em matéria de nacionalidade ou classe social. Ele é o Criador de toda a humanidade. Pela criação, os seres humanos são membros de uma mesma família, e todos são um pela redenção. Cristo veio para demolir todo muro de separação, para abrir cada compartimento das cortes do templo, a fim de que cada pessoa pudesse ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que chega a todos os lugares. Esse amor tira da influência de Satanás os que foram iludidos por seus enganos, colocando-os dentro dos limites do trono de Deus, o trono circundado pelo arco-íris da promessa. Em Cristo ‘não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres’” (Gl 3:28, NTLH; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 369, 370).

Leia 1 Pedro 2:9, 10 para descobrir os quatro títulos que Pedro aplicou à igreja. A maior parte desses títulos foi retirada de textos que se referem a Israel (Êx 19:6; Is 43:20). O que esses títulos enfatizam sobre o relacionamento da igreja com Deus? Exemplo: O título “geração eleita” enfatiza que Deus escolheu a igreja e tem um propósito específico para ela.

Perguntas para consideração

1. Os sacerdotes faziam sacrifícios de animais que apontavam para o Messias. Sendo um sacerdócio real, quais tipos de “sacrifícios” os membros da igreja devem fazer? (1Pe 2:5 [“também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”]2).

2. Deus separou Israel para ser uma nação santa, que deveria compartilhar a salvação com o mundo. É possível se separar do mundo e, ao mesmo tempo, compartilhar o evangelho com ele? A experiência de Israel e o exemplo de Jesus respondem a essa pergunta?

3. Deus sempre teve um remanescente (leia 1Rs 19, especialmente o verso 18 [“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou.”]2). Por que, às vezes, é mais fácil ser fiel em meio aos ímpios do que entre pessoas afastadas da igreja?

Resumo: O verdadeiro Israel (antes e depois da cruz) é o Israel da fé, que vive em um relacionamento espiritual e de aliança com Deus e atua como Seu representante.

Sexta-feira, 07 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.