Morte em um mundo de pecado

Lições da Bíblia1

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram” (Rm 5:12).

Cristo foi o Agente Divino por meio de quem Deus trouxe o Universo e o mundo à existência (Jo 1:1-3, 10; Cl 1:16; Hb 1:2). Mas, quando Deus Pai conferiu honra especial a Cristo e anunciou que juntos criariam este mundo, “Lúcifer ficou com inveja e ciúme de Jesus Cristo” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 10) e conspirou contra Ele.

Ao ser expulso do Céu, Satanás decidiu “destruir a felicidade de Adão e Eva” na Terra e assim causar “tristeza no Céu”. Ele imaginou que, “Se pudesse, de alguma forma, induzi-los à desobediência, Deus faria provisão pela qual pudessem ser perdoados, e então, ele e todos os anjos caídos teriam uma oportunidade de participar da misericórdia de Deus” (História da Redenção, p. 20). Plenamente ciente da estratégia de Satanás, Deus advertiu Adão e Eva para que não se expusessem à tentação (Gn 2:16, 17). Isso significa que, mesmo quando o mundo ainda era perfeito e irrepreensível, já havia restrições claras às quais os seres humanos deviam obedecer.

Nesta semana refletiremos sobre a queda de Adão e Eva, a respeito de como o pecado e a morte tomaram conta do nosso mundo e acerca de como Deus plantou uma semente de esperança para a humanidade ainda no Éden.

Sábado, 01 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

Rebelião em um Universo perfeito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 9-19 (“A origem do mal”); O Grande Conflito, p. 412-421 (“A origem do mal”). “Não havia […] esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda essa glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas revelações do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aquelas que já haviam testemunhado. Se foram capazes de se rebelar justamente na presença de inexprimível glória, não poderiam ser colocados em nenhuma condição mais favorável para ser provados. Não havia reserva de poder, nem grandes alturas ou profundezas da glória infinita, para sobrepujar suas apreensivas dúvidas e murmurantes rebeliões. Sua culpa e castigo deveriam ser proporcionais aos seus exaltados privilégios” (Ellen G. White, No Deserto da Tentação, p. 25, 26).

“Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás e da queda do ser humano mediante o poder enganador […]. Deus não determinou a existência do pecado, mas previu-a e tomou providências para enfrentar a terrível situação. Seu amor pelo mundo era tão grande que decidiu entregar ‘Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna’” (Jo 3:16; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 11).

Perguntas para consideração

Como responder à acusação de que Deus é responsável pela origem do mal?

Por que a cruz é central na compreensão da origem do mal e de sua erradicação?

Considerando que Satanás está consciente das consequências de sua rebelião, por que ele persiste em sua luta contra Deus?

Leia Mateus 5:43-48. Como refletir esse padrão de amor na família e na igreja?

“O diabo anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8; leia também Ef 6:10-20). Como prevalecer contra as “ciladas do diabo”?

Sexta-feira, 30 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

A disseminação da descrença

Lições da Bíblia1

5. Leia Apocalipse 12. O que o capítulo ensina sobre a disseminação da rebelião do Céu para a Terra?

Apocalipse 12 (ARA)2: 1 Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, 2 que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. 3 Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. 4 A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. 5 Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6 A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias. 7 Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8 todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. 10 Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. 11 Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. 12 Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta. 13 Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente. 15 Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16 A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17 Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

A queda de Lúcifer não foi um simples choque de ideias conflitantes. Apocalipse 12 nos diz que uma grande guerra eclodiu no Céu entre Lúcifer e seus anjos de um lado e Cristo e Seus anjos do outro. Lúcifer é chamado de “o grande dragão”, a “antiga serpente”, “diabo e Satanás” e “acusador de nossos irmãos” (Ap 12:9, 10). Cristo é referido como “Miguel” (Ap 12:7), que significa “quem é como Deus”.

Com base na alusão ao “Arcanjo Miguel” (Jd 9), alguns intérpretes acreditam que se trate apenas de um ser angelical. Mas, no livro de Daniel, cada visão principal culmina com Cristo e Seu reino eterno, como a pedra cortada sem o auxílio de mãos (Dn 2:34, 45), o Filho do Homem (Dn 7:13), o Príncipe do exército e Príncipe dos príncipes (Dn 8:11, 25), e Miguel, o grande Príncipe (Dn 12:1). Assim, como o Anjo do Senhor é o próprio Senhor (Êx 3:1-6; At 7:30-33, etc.), Miguel deve ser a mesma Pessoa Divina, ou seja, o próprio Cristo.

Apocalipse 12 apresenta uma visão geral dessa controvérsia em andamento, que (1) começou no Céu com a rebelião de Lúcifer e um terço dos anjos celestiais, (2) culminou com a vitória decisiva de Cristo na cruz e (3) ainda continua contra o povo remanescente de Deus no fim dos tempos.

Ellen G. White explicou que, “em Sua grande misericórdia, Deus suportou Satanás por muito tempo. Ele não foi imediatamente expulso de sua posição elevada ao alimentar o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas alegações diante dos anjos fiéis. Permaneceu ainda por muito tempo no Céu. Várias vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e se submetesse” (O Grande Conflito, p. 414, 415).

Não sabemos quanto tempo durou essa guerra nos domínios celestiais. Independentemente de sua intensidade e duração, o aspecto mais importante dessa luta foi que Satanás e seus anjos “não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no Céu” (Ap 12:8; Lc 10:18). O problema foi que eles vieram para a Terra.

É real essa batalha na Terra? Qual é a nossa única esperança de vencer o inimigo?

Quinta-feira, 29 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O preço do orgulho

Lições da Bíblia1

Nas Escrituras há dois grandes temas ou assuntos predominantes que competem entre si. Um é o tema de Salém, Monte Sião, Jerusalém e a Nova Jerusalém, que representa o reino de Deus. O outro é o tema de Babel e Babilônia, que representa o domínio falsificado de Satanás.

Por exemplo, Abrão (que passou a ser chamado Abraão) foi convidado a sair de Ur dos Caldeus para ir à terra de Canaã (Gn 11:31–12:9). Os judeus, no fim de seu exílio, deixaram a Babilônia e retornaram a Jerusalém (Ed 2). E, no Apocalipse, o povo de Deus é chamado para sair da Babilônia do tempo do fim (Ap 18:4) para habitar com Ele, finalmente, no Monte Sião e na Nova Jerusalém (Ap 14:1; 21:1-3, 10).

4. Leia Isaías 14:12-15. Quais consequências de longo alcance o orgulho de Lúcifer, enquanto estava no Céu, trouxe ao Universo e à Terra?

Isaías 14:12-15 (ARA)2: “12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. 15 Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.”

Na Bíblia, a cidade de Babilônia representa um poder em oposição direta a Deus e ao Seu reino; e o rei de Babilônia (com alusão especial a Nabucodonosor) é símbolo de orgulho e arrogância. Deus havia revelado a Nabucodonosor que Babilônia era apenas a cabeça de ouro da estátua de impérios sucessivos (Dn 2:37, 38). Desafiando a revelação divina, ele fez uma estátua toda de ouro, simbolizando que seu reino duraria para sempre, e exigiu que todos a adorassem (Dn 3). Como no caso do rei de Tiro (Ez 28:12-19), o rei de Babilônia também se tornou um símbolo de Lúcifer.

Isaías 14:3-11 descreveu a queda do arrogante e opressor rei de Babilônia e, em seguida, se deslocou do reino histórico para as cortes celestiais e apontou que um espírito semelhante, orgulhoso e altivo, havia gerado a queda de Lúcifer (Is 14:12-15). Ele planejava exaltar seu trono acima de todas as hostes celestiais e tornar- se “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14). Esse foi o início de uma situação nova e hostil em que o amor e a cooperação altruístas de Deus seriam desafiados pelo egoísmo e competição de Lúcifer. O inimigo não teve medo de acusar Deus daquilo que ele mesmo era e de espalhar mentiras para os anjos. Aí estão as origens misteriosas do mal no Universo.

Por que é tão fácil orgulhar-se e vangloriar-se em razão de posições ou conquistas, ou de ambos? Manter a cruz diante de nós nos previne de cair em tal armadilha?

Quarta-feira, 28 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ingratidão misteriosa

Lições da Bíblia1

3. Leia Ezequiel 28:12-19. O que podemos aprender desta passagem sobre a misteriosa origem do mal?

Ezequiel 28:12-19 (ARA)2: “12 Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. 13 Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. 14 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. 18 Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. 19 Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.”

Grande parte do livro de Ezequiel foi escrita em linguagem simbólico-apocalíptica. Em muitos casos, entidades específicas (pessoas, animais, objetos) e eventos locais são usados para representar e descrever realidades cósmicas e/ou históricas mais abrangentes. Em Ezequiel 28:1-10, o Senhor falou do rei de Tiro (antiga e próspera cidade portuária fenícia) como um governante rico e orgulhoso que era apenas um “homem”, mas que afirmava ser um deus que se assentava sobre a cadeira de um deus.

Em Ezequiel 28:12-19, essa realidade histórica se tornou uma analogia para descrever a queda de Lúcifer nas cortes celestiais. Assim, o rei de Tiro, um ser humano que vivia “no coração dos mares”, passou a representar “um querubim […] que foi ungido” e vivia “no Éden, jardim de Deus”, e “no monte santo” (Ez 28:2, 8, 13, 14).

Uma declaração crucial no relato se encontra em Ezequiel 28:15: “Você era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado até que se achou iniquidade em você”. A perfeição de Lúcifer incluía o potencial para o mal, e isso porque, como ser moral, ele possuía livre-arbítrio, o que faz parte da essência da perfeição.

Lúcifer foi criado perfeito, e isso incluía sua capacidade de escolher livremente. No entanto, ao abusar dessa perfeição pelo mau uso de seu livre-arbítrio, corrompeu-se por se considerar mais importante do que de fato era.

Não mais satisfeito com a forma como Deus o criou e o honrou, Lúcifer perdeu sua gratidão para com o Criador e desejou receber mais reconhecimento do que merecia. Como isso pôde acontecer com um ser angelical perfeito, que vivia em um universo perfeito, como já mencionado, é um mistério.

“O pecado é algo misterioso e inexplicável. Não havia razão para sua existência; tentar explicá-lo é procurar uma razão para ele, e isso seria justificá-lo. O pecado apareceu num Universo perfeito, algo que se revelou inescusável” (Ellen G. White, A Verdade Sobre os Anjos, p. 30).

Paulo disse que devemos dar graças “em tudo” (1Ts 5:18). Como essas palavras podem nos ajudar a superar a ingratidão e autopiedade, especialmente em tempos difíceis?

Terça-feira, 27 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O livre-arbítrio, a base para o amor

Lições da Bíblia1

2. Leia 1 João 4:7-16. O que essa passagem nos diz sobre o livre-arbítrio como uma condição para se cultivar o amor?

1 João 4:7-16 (ARA)2: “7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deusa; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 13 Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. 14 E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

Flores artificiais são lindas, mas não florescem como as reais. Os robôs são pré-programados para falar e realizar muitas tarefas, mas não têm vida, nem emoções. A vida e o livre-arbítrio são condições indispensáveis para receber, cultivar e compartilhar amor. Assim, nosso amoroso Deus criou anjos (incluindo Lúcifer) e seres humanos com liberdade para fazer suas próprias escolhas, incluindo a possibilidade de seguir um caminho errado. Em outras palavras, Deus criou todo o Universo como um ambiente perfeito e harmonioso para Suas criaturas crescerem em amor e sabedoria.

Em 1 João 4:7-16, o apóstolo ressalta que “Deus é amor” e que manifestou Seu amor enviando Seu Filho para morrer pelos nossos pecados. Como resultado, devemos expressar gratidão amando uns aos outros. Esse amor divino é a evidência mais convincente de que Deus permanece em nós e nós permanecemos Nele. Esse apelo para refletir o amor de Deus só tem sentido se for dirigido a criaturas que podem escolher cultivar esse amor ou, ao contrário, escolher uma vida egocêntrica. No entanto, a liberdade pode ser mal utilizada, um fato demonstrado na rebelião de Lúcifer no Céu.

Mesmo reconhecendo a importância do livre-arbítrio, alguns ainda se perguntam: Se Deus sabia que Lúcifer se rebelaria, por que o criou? A criação de Lúcifer não torna Deus responsável pela origem do pecado?

Especular a esse respeito pode ser complicado, pois depende de muitos fatores, incluindo o significado da palavra “responsável”. A origem e a natureza do pecado são mistérios que ninguém pode explicar completamente.

Deus não ordenou a existência do pecado; apenas permitiu sua existência e, na cruz, tomou sobre Si a punição máxima pelo pecado, o que O habilitou a erradicá-lo em definitivo. Nas dolorosas reflexões sobre o mal, nunca devemos esquecer que o próprio Deus pagou o preço mais alto pela existência do pecado (Mt 5:43-48; Rm 5:6-11) e sofreu em decorrência deste mais do que jamais sofreremos.

O livre-arbítrio é sagrado, mas nossa maneira de usá-lo traz consequências poderosas. Que decisões importantes você precisa tomar usando esse dom? Quais serão os resultados?

Segunda-feira, 26 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Criação, uma expressão de amor

Lições da Bíblia1

Em sua condição atual, a natureza carrega uma mensagem ambígua que combina o bem e o mal. As roseiras podem produzir rosas lindas e perfumadas, mas também espinhos nocivos e dolorosos. Os seres humanos, que em um momento demonstram bondade, podem ser cruéis, odiosos e violentos no momento seguinte. Não é à toa que, na parábola do trigo e do joio, os servos perguntaram ao dono do campo: “Patrão, o senhor não semeou boa semente no seu campo? De onde, então, vem o joio?”. E o proprietário respondeu: “Um inimigo fez isso” (Mt 13:27, 28). Deus criou o Universo perfeito, mas um inimigo o profanou com as misteriosas sementes do pecado.

1. Leia 1 João 4:8, 16. O que a certeza de que “Deus é amor” nos diz sobre a natureza de Suas atividades criadoras?

1 João 4:8, 16 (ARA)2: “8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. […] 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.”

Tudo o que Deus fez foi por amor. Ele é amor. Por isso, não pode ter originado o mal.

O fato de que “Deus é amor” (1Jo 4:8, 16) transmite três implicações básicas. Primeiro, o amor, por sua própria natureza, não pode existir fechado em si mesmo; ele deve ser expresso. O amor de Deus é compartilhado internamente entre as três Pessoas da Divindade e externamente em Seu relacionamento com todas as Suas criaturas. Segundo, tudo o que Deus faz é uma expressão de Seu amor incondicional e imutável. Isso inclui Suas obras de criação, Suas ações redentivas e até as manifestações de Seus juízos punitivos. “O amor de Deus se expressa em Sua justiça não menos do que em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono e o fruto de Seu amor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 614). E, terceiro, visto que Deus é amor e tudo o que Ele faz expressa esse sentimento, Ele não pode ser o originador do pecado, o qual se opõe diretamente ao próprio caráter divino.

Deus precisava ter criado o Universo? Da perspectiva de Sua soberania, pode-se dizer que “não”, mas da perspectiva de Sua natureza amorosa, Ele queria um Universo como meio de expressar Seu amor. É incrível que o Senhor tenha criado algumas formas de vida, como os humanos, que não só são capazes de responder ao amor de Deus, como também de compartilhar e expressar amor a Deus e aos outros (Mc 12:30, 31 [“30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. 31 O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.”]).

Domingo, 25 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Rebelião em um Universo perfeito

Lições da Bíblia1

“Veja como você caiu do Céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Veja como você foi lançado por terra, você que debilitava as nações!” (Is 14:12).

Muitos pensadores têm tentado explicar a origem do mal. Alguns sugerem que ele sempre tenha existido porque, em sua opinião, o bem só pode ser apreciado em contraste com o mal. Outros acreditam que o mundo tenha sido criado perfeito, mas, de alguma forma, o mal surgiu. Por exemplo, na mitologia grega, o mal teve início quando Pandora, curiosa, abriu uma caixa lacrada da qual saíram todos os males do mundo (esse mito, porém, não explica a origem dos males supostamente escondidos nessa caixa).

Por outro lado, a Bíblia ensina que nosso Deus amoroso é todo-poderoso (1Cr 29:10, 11) e perfeito (Mt 5:48). Tudo o que Ele faz é, igualmente, perfeito (Dt 32:4), o que inclui a forma como o Senhor criou nosso mundo. Como, então, o mal e o pecado surgiram em um mundo perfeito? De acordo com Gênesis 3, a queda de Adão e Eva trouxe pecado, mal e morte a este mundo.

Mas essa resposta levanta outra questão. Mesmo antes da queda, o mal já existia, manifestado pela “serpente”, que enganou Eva (Gn 3:1-5). Por isso, precisamos voltar, até mesmo para um tempo anterior à queda, a fim de encontrar a fonte e as origens do mal que domina nossa existência e que, às vezes, pode torná-la bastante miserável.

Sábado, 24 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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