A substituição

Lições da Bíblia1

“O qual entregou a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos livrar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1:4).

Um dos temas centrais do Novo Testamento é que Jesus morreu como sacrifício pelos pecados do mundo. Essa verdade é o fundamento do plano da salvação. Qualquer teologia que negue a expiação pelo sangue de Cristo nega o coração e a essência do cristianismo. Uma cruz sem sangue não pode salvar ninguém.

4. Medite sobre o texto de hoje e responda a estas perguntas: Jesus Se ofereceu para morrer? Por quem Ele morreu? O que Sua morte efetuou?

Sim, Ele Se entregou voluntariamente, morrendo por todos os pecadores. Sua morte cumpriu os requisitos para a expiação dos pecados. Por Sua morte fomos salvos.

A substituição é o fundamento de todo o plano da salvação. Por causa de nossos pecados, merecemos morrer. Cristo, por amor a nós, “entregou a Si mesmo pelos nossos pecados” (Gl 1:4). Ele sofreu a morte que merecemos. A morte de Cristo como Substituto dos pecadores é a grande verdade da qual nascem todas as outras verdades. Nossa esperança de restauração, liberdade, perdão e vida eterna no paraíso está fundamentada na obra que Jesus realizou, de Se entregar pelos nossos pecados. Sem isso, nossa fé não teria sentido. Poderíamos até mesmo depositar nossa esperança e confiança na estátua de um peixe. Mas a salvação vem somente por meio do sangue de Cristo.

5. Leia Mateus 26:28; Efésios 2:13; Hebreus 9:14 e 1 Pedro 1:19. O que esses textos revelam sobre o sangue? Portanto, que função o sangue desempenha no plano da salvação?

Mateus 26:28 (ARA)2: “porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.”

Efésios 2:13 (ARA)2: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.”

Hebreus 9:14 (ARA)2: “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!

1 Pedro 1:19 (ARA)2: “mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,”

“Não é a vontade de Deus que vocês estejam sem confiança, com o coração torturado pelo receio de que Ele não os aceitará por serem pecaminosos e sem préstimo […]. Digam: ‘Sei que sou pecador e essa é a razão por que necessito de um Salvador. Nenhum mérito ou bondade tenho pelos quais possa pretender a salvação, mas apresento diante de Deus o sangue expiatório do imaculado Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Essa é a minha única defesa’” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 100 [6 de abril]).

Reescreva essa citação de Ellen G. White, colocando ali seus medos e dor, e reflita sobre o que essas promessas dão a você. Que esperança você tem por causa do sangue da nova aliança?

Terça-feira, 08 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pecado, sacrifício e aceitação (Hb 9:22)

Lições da Bíblia1

Hb 9:22 (ARA)2: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.”

O método apontado por Deus para que o pecador do Antigo Testamento se livrasse do pecado e da culpa era o sacrifício de animais. As ofertas sacrificais dos israelitas foram detalhadas nos capítulos 1 a 7 do livro de Levítico. Dava-se atenção cuidadosa ao uso e à disposição do sangue nos diversos tipos de sacrifícios. De fato, a função do sangue nos rituais de sacrifício é uma das características unificadoras nos sacrifícios israelitas.

A pessoa que pecava – e que, portanto, havia quebrado o relacionamento de aliança e a lei que o regulamentava – poderia ser restaurada à plena comunhão com Deus e com a humanidade ao trazer um sacrifício animal como substituto. Os sacrifícios, com seus ritos, eram os meios indicados por Deus para realizar a purificação do pecado e da culpa. Eles foram instituídos para purificar o pecador, transferindo o pecado e a culpa individual para o santuário por meio da aspersão do sangue e reinstituindo a plena comunhão do penitente com o Deus pessoal, que é o Senhor Salvador. Como esses conceitos ajudam a entender as questões no fim do estudo de ontem?

3. Qual era o significado profético do sacrifício de animais? Is 53:4-12; Hb 10:4

Is 53:4-12 (ARA)2: “4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Hb 10:4 (ARA)2: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.”

Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento eram o meio divinamente ordenado para livrar o pecador do pecado e da culpa. Eles mudavam o status do pecador de culpado e digno de morte para o de perdoado e restabelecido no relacionamento de aliança entre Deus e o homem. Mas, em certo sentido, os sacrifícios de animais também eram proféticos por natureza. Afinal, nenhum animal era um substituto adequado para expiar o pecado e a culpa da humanidade. O autor de Hebreus afirmou isso em sua própria linguagem: “É impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4). Portanto, o sacrifício de um animal devia ser uma ardente perspectiva da vinda do divino-humano Servo de Deus, que morreria como Substituto pelos pecados do mundo. Por meio desse processo, o pecador era perdoado e aceito pelo Senhor, e o fundamento da relação de aliança era estabelecido.

Coloque-se no lugar de quem viveu na época do Antigo Testamento, em que o povo sacrificava animais no santuário. Ao lembrarmos também da importância dos animais para a economia, cultura e todo o modo de vida daquele povo, que lição esses sacrifícios lhes ensinavam sobre o custo do pecado?

Segunda-feira, 07 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Relacionamentos

Lições da Bíblia1

“Porei o Meu tabernáculo no meio de vocês e não Me aborrecerei com vocês. Andarei entre vocês e serei o seu Deus, e vocês serão o Meu povo” (Lv 26:11, 12).

Uma coisa deve estar clara agora: na antiga aliança e na nova, o Senhor busca um relacionamento íntimo e de amor com Seu povo. Na verdade, as alianças fundamentalmente formam as “regras” para esse relacionamento.

O vínculo é essencial para a aliança, em qualquer época ou contexto. No entanto, a fim de que exista um relacionamento é preciso haver interação, comunicação e contato, principalmente para seres humanos pecadores, falíveis e céticos. Evidentemente, o Senhor, sabendo disso, tomou a iniciativa de Se manifestar a nós de um modo que, dentro dos limites da humanidade caída, pudéssemos nos relacionar com Ele de modo significativo.

1. Leia Êxodo 25:8, a ordem do Senhor a Israel para que construísse um santuário. Quais razões o Senhor deu para desejar um santuário?

Êxodo 25:8 (ARA)2: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.”

Certamente a resposta para essa pergunta leva a outra pergunta: “Por quê?” Por que o Senhor desejava habitar no meio de Seu povo?

Talvez encontremos a verdade nos dois versos de hoje, listados acima. Observe: o Senhor poria um “tabernáculo” (ou “habitaria”) entre eles. Em seguida, Ele declarou que não Se “aborreceria” com o povo. Disse que “andaria” entre eles e que seria o seu Deus e eles, o Seu povo (Lv 26:11, 12). Examine os elementos encontrados nesses textos. Novamente, o aspecto relacional é destacado de maneira muito clara.

2. Analise Levítico 26:11, 12 e Êxodo 25:8. Como todos os vários elementos se encaixam na noção de que o Senhor busca um relacionamento com Seu povo?

Levítico 26:11, 12 (ARA)2: “11 Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá. 12 Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo.”

Êxodo 25:8 (ARA)2: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.”

Concentre-se na expressão “não Me aborrecerei com vocês”. O santuário provia meios para que a humanidade caída fosse aceita pelo Senhor? Isso era importante para a aliança?

Domingo, 06 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

O santuário da nova aliança

Lições da Bíblia1

“Por isso mesmo, Ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb 9:15).

Em uma noite sem luar, o céu estava preto como tinta. As sombras se estendiam sobre Frank enquanto ele caminhava pelas ruas vazias da cidade. Depois de um tempo, ele ouviu passos atrás dele; alguém o seguia na escuridão. Então a pessoa o alcançou e disse: “Você é Frank, o impressor?”.

“Sim, sou eu. Você me conhece?”

“Bem”, respondeu o estranho, “Eu não o conheço. Mas conheço seu irmão muito bem e, mesmo na escuridão, o seu jeito, seu modo de caminhar, sua aparência – tudo me fez lembrar tanto dele que eu simplesmente presumi que você fosse irmão dele, porque ele me disse que tinha um irmão”.

Essa história revela uma verdade poderosa a respeito do serviço do santuário israelita. De acordo com a Bíblia, ele era apenas uma sombra, uma figura, uma imagem do verdadeiro santuário. Contudo, essas sombras e imagens eram suficientes para prenunciar e revelar claramente as verdades sobre a morte e o ministério sumo sacerdotal de Cristo no santuário celestial.

Resumo da semana: Por que Deus desejava que os israelitas construíssem um santuário? O que o santuário nos ensina sobre Cristo como nosso Substituto? O que Jesus faz no Céu como nosso Representante?

Sábado, 05 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

A nova aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Participando com os discípulos do pão e do vinho, Cristo Se comprometeu com eles, como seu Redentor. Entregou-lhes a nova aliança, pela qual todos os que O recebem se tornam filhos de Deus e coerdeiros com Cristo. Por essa aliança, pertencia-lhes toda bênção que o Céu podia conceder para esta vida e a futura. Esse ato de aliança seria confirmado com o sangue de Cristo. E a ministração da Ceia conservaria diante de cada discípulo o infinito sacrifício feito por eles individualmente, como parte do grande todo da humanidade caída” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 659).

“O aspecto mais significativo desta aliança de paz é a abundante riqueza da misericórdia perdoadora expressa ao pecador se ele se arrepender e se desviar de seus pecados. O Espírito Santo descreve o evangelho como salvação por meio da terna misericórdia de nosso Deus. ‘Para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia’, o Senhor declara a respeito dos que se arrependem, ‘e dos seus pecados jamais Me lembrarei’ (Hb 8:12). Não Se afasta Deus da justiça ao mostrar misericórdia para com o pecador? Não; Deus não pode desonrar Sua lei tolerando que ela seja transgredida impunemente. Sob a nova aliança, perfeita obediência é a condição de vida. Se o pecador se arrepende e confessa seus pecados, achará perdão. Pelo sacrifício de Cristo em seu favor, é-lhe assegurado perdão. Cristo satisfaz as reivindicações da lei para cada pecador arrependido e crente” (Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus, p. 138 [10 de maio]).

Perguntas para consideração

1. Qual é a vantagem de ter a lei escrita no coração, e não apenas em tábuas de pedra? É mais fácil esquecer a lei escrita na pedra ou no coração?

2. Temos salvação somente por meio de Jesus, embora a revelação dessa verdade tenha variado na história. As alianças funcionam de igual modo?

3. O que Ellen G. White quis dizer com “perfeita obediência” como requisito da aliança? Quem é o Único que prestou “perfeita obediência”? Essa obediência é atribuída a nós?

Resumo: A nova aliança é uma revelação maior, mais completa e superior do plano da redenção. Participamos dela pela fé que se expressa em obediência à lei escrita no coração.

Sexta-feira, 04 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O Sacerdote da nova aliança

Lições da Bíblia1

O livro de Hebreus enfatiza Jesus como Sumo Sacerdote no santuário celestial e apresenta a exposição mais clara do Novo Testamento sobre a nova aliança. Isso não é coincidência. O ministério celestial de Cristo está intrinsecamente ligado às promessas da nova aliança.

O serviço do santuário do Antigo Testamento era o meio pelo qual eram ensinadas as verdades da antiga aliança. A ênfase desse serviço eram os sacrifícios e a mediação. Os animais eram mortos, e seu sangue era usado pelos sacerdotes para fazer expiação. Todos esses eram símbolos da salvação encontrada em Jesus. Não havia salvação neles nem por meio deles.

8. Leia Hebreus 10:4. Por que não havia salvação na morte desses animais? Por que a morte de um animal não é suficiente para trazer salvação?

Hebreus 10:4 (ARA)2: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.

Todos esses sacrifícios, e a mediação sacerdotal que os acompanhava, se cumpriram em Cristo. Jesus Se tornou o Sacrifício do qual provém o sangue da nova aliança. O sangue do Salvador confirmou a nova aliança, tornando “antiga” ou nula a aliança sinaítica e seus sacrifícios. O verdadeiro sacrifício havia sido feito, de uma vez por todas (Hb 9:26). Depois que Cristo morreu, não havia mais a necessidade de que animais fossem mortos. Os serviços do santuário terrestre haviam cumprido sua função.

9. Mateus 27:51 conta que o véu do santuário terrestre se rasgou quando Jesus morreu. Esse evento nos ajuda a compreender por que o santuário terrestre foi revogado?

Mateus 27:51 (ARA)2: “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas;”

O ministério sacerdotal – realizado pelos levitas que ofereciam e mediavam os sacrifícios no santuário terrestre em favor do povo – estava ligado aos sacrifícios de animais. Uma vez que os sacrifícios terminaram, seu ministério não mais era necessário. Tudo se cumpriu em Jesus, que ministra Seu próprio sangue no santuário celestial (Hb 8:1-5). O livro de Hebreus mostra que Cristo entrou no santuário celestial após derramar Seu sangue (Hb 9:12) e intercede por nós. Esse é o fundamento da esperança e da promessa da nova aliança.

Como você se sente ao entender que Jesus está ministrando Seu sangue no Céu em seu favor? Quanta confiança e segurança isso lhe dá a respeito da salvação?

Quinta-feira, 03 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança superior (Hb 8:6)

Lições da Bíblia1

Vimos que, em relação aos elementos fundamentais, a antiga e a nova aliança são iguais. O ponto principal é a salvação pela fé em um Deus que perdoa nossos pecados, não pelos nossos méritos, mas somente por causa de Sua graça. Como resultado desse perdão, entramos em um relacionamento com Ele no qual nos rendemos em fé e obediência.

No entanto, o livro de Hebreus chama a nova aliança de “superior aliança”. Mas o que isso significa? Em que sentido uma aliança é superior à outra?

6. Qual era o problema com a antiga aliança? Hb 8:7, 8

Hb 8:7, 8 (ARA)2: “7 Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. 8 E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá,”

O problema da antiga aliança não era a aliança em si, mas o fracasso do povo em aceitá-la pela fé (Hb 4:2). A superioridade da nova aliança sobre a antiga é que Jesus, que havia sido revelado por meio dos sacrifícios de animais na antiga aliança, foi apresentado na nova aliança por meio da realidade de Sua morte e ministério sacerdotal. Em outras palavras, a salvação oferecida na antiga aliança é a mesma oferecida na nova. Contudo, na nova, há uma revelação maior e mais completa do Deus da aliança e do amor que Ele tem pela humanidade caída. É superior no sentido de que tudo o que havia sido ensinado por meio de símbolos e tipos no Antigo Testamento teve cumprimento em Jesus, cuja vida sem pecado, morte e ministério sumo sacerdotal foram simbolizados no serviço do santuário terrestre (Hb 9:8-14).

Agora, em vez de símbolos, tipos e exemplos, temos o próprio Jesus, não apenas como o Cordeiro imolado que derramou Seu sangue pelos nossos pecados (Hb 9:12), mas que permanece como Sumo Sacerdote no Céu, ministrando em nosso favor (Hb 7:25). Embora a salvação oferecida seja a mesma, essa revelação mais completa de Si mesmo e da salvação encontrada Nele, conforme revelada na nova aliança, torna a nova aliança superior à antiga.

7. Leia Hebreus 8:5; 10:1. Que palavra o autor usou para descrever os rituais do santuário na antiga aliança? Como o uso dessa palavra mostra a superioridade da nova aliança?

Hebreus 8:5 (ARA)2: “5 os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.”

Hebreus 10:1 (ARA)2: “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.”

O conhecimento da vida, da morte e do ministério sumo sacerdotal de Cristo em nosso favor nos dá uma melhor compreensão de Deus do que obteríamos com o ritual de sacrifícios de animais?

Quarta-feira, 02 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A antiga e a nova aliança

Lições da Bíblia1

“Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:6,7).

Jeremias afirmou que a nova aliança devia ser feita com “a casa de Israel” (Jr 31:33). Isso significa, então, que somente a descendência literal de Abraão, os judeus de sangue e nascimento, deviam receber as promessas da aliança?

Não! Não acontecia assim nem mesmo nos tempos do Antigo Testamento. A nação hebraica, como um todo, tinha recebido as promessas da aliança. No entanto, os outros povos não estavam excluídos. Ao contrário, judeus e gentios foram convidados a participar das promessas, mas eles tinham que concordar em entrar naquela aliança. Hoje não é diferente.

5. Leia Isaías 56:6, 7. Quais condições eram colocadas aos que desejavam servir ao Senhor? Existe diferença entre o que Deus pediu a eles e o que Ele pede de nós hoje?

Isaías 56:6, 7 (ARA)2: “6 Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança,também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.”

Embora a nova aliança seja chamada de “superior”, não há diferença nos fundamentos da antiga e da nova aliança. É o mesmo Deus que oferece salvação do mesmo modo, pela graça (Êx 34:6; Rm 3:24); é o mesmo que busca um povo que, pela fé, reivindique Suas promessas de perdão (Jr 31:34, Hb 8:12); o mesmo que busca escrever a lei no coração dos que Lhe obedecem em uma relação de fé (Jr 31:33, Hb 8:10), sejam judeus ou gentios.

No Novo Testamento, quando os judeus aceitavam a eleição da graça, recebiam Jesus Cristo e Seu evangelho. Por algum tempo eles foram o coração da igreja, “um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm 11:5) em contraste com os que “foram endurecidos” (Rm 11:7). Ao mesmo tempo, os gentios, que anteriormente não criam, aceitaram o evangelho e foram enxertados no verdadeiro povo de Deus, não importando o povo nem a etnia a que pertenciam (Rm 11:13-24). Portanto, os gentios, que “naquele tempo […] estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa” (Ef 2:12), foram aproximados no sangue de Cristo. Jesus está mediando a “nova aliança” (Hb 9:15) para todos os que creem, independentemente da nacionalidade ou etnia.

Terça-feira, 01 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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