Conquistando uma cidade celestial

Lições da Bíblia1

O desenvolvimento lógico das principais ideias de Hebreus 4 torna-se evidente em Hebreus 4:8-11. Josué não deu descanso a Israel. Portanto, visto que Deus não é mentiroso, havia outro “descanso” que restava ao povo de Deus. Aquele grupo não era composto exclusivamente de cristãos judeus, mas incluía todos que tinham aceitado Jesus como Salvador pessoal.

7. Leia Gálatas 3:26-29 e observe as características do povo da aliança após a cruz. Não há judeu nem grego, nem escravo nem homem livre, nem homem nem mulher. O que significa isso no contexto em que Paulo escreveu?

Gálatas 3:26-29 (ARA)2: “26 Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; 27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. 28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.

Hebreus 4 tem sido usado para enfatizar a observância do sétimo dia, o sábado, enquanto outros o têm usado para contestar a validade desse descanso sabático, à luz do fato de que há outro descanso (do tempo do fim). Nenhuma das posições reflete bem o texto bíblico. Em vez disso, o texto sugere que o enfoque do tempo do fim no descanso especial de Deus está presente desde a criação e que a celebração do descanso sabático oferece uma pequena amostra semanal desse descanso do tempo do fim. Na verdade, para os judeus, o sábado é entendido como um pequeno precursor do ‘olam haba’ (“o mundo vindouro”).

O descanso sabático que permanece para o povo de Deus, ecoando Seu descanso no primeiro sábado da história da Terra, significa que podemos cessar nossas próprias obras e confiar Nele para cumprir Sua promessa de salvação por nós.

Ao contrário dos argumentos de alguns intérpretes, o contexto não apoia a insinuação de que o mandamento do sábado foi cumprido no descanso da salvação trazida por Cristo, tornando desnecessário aos cristãos obedecer-lhe. O descanso supremo prometido mediante o que Cristo fez por nós não substitui o sábado bíblico. Ao contrário, ele o intensifica.

Neste mundo, que valoriza muito as pessoas empreendedoras que vencem por si mesmas e o trabalho árduo, descansar em Jesus e crer que Sua graça é suficiente para nos salvar e nos transformar é algo verdadeiramente contracultural.

Como você pode ajudar outras pessoas a encontrar descanso em Jesus, se elas pensam que seus pecados foram graves demais, que seu coração não pode ser mudado e que o caso delas é realmente sem esperança? Quais referências bíblicas você compartilharia com elas?

Quinta-feira, 09 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O “exemplo” de descanso

Lições da Bíblia1

Além dos exemplos que vimos, a ideia de tipos e símbolos também pode ser aplicada ao conceito bíblico de descanso. Vamos observá-la no livro de Hebreus, no Novo Testamento.

3. Leia Hebreus 4:1-11. A que se refere a promessa remanescente de entrar em Seu descanso? A experiência de Israel no Êxodo e as peregrinações no deserto apresentam uma percepção adicional sobre a ideia de entrar no descanso de Deus?

Hebreus 4:1-11 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. 2 Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram. 3 Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo. 4 Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. 5 E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso. 6 Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, 7 de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. 8 Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

O tema da perseverança e da fidelidade é importante nesse texto. Embora fale sobre o sétimo dia, o sábado, o foco principal desses versos (e do que vem antes; veja Hb 3:7-19) é o chamado para o povo de Deus perseverar na fé, permanecer fiel ao Senhor e ao evangelho.

Essas passagens lembram o leitor de levar a sério as lições aprendidas com a direção de Deus no passado, “a fim de que ninguém caia, segundo aquele exemplo de desobediência” (Hb 4:11). Devemos dar atenção a essa oportunidade! Israel ouviu o evangelho, mas a palavra não lhes trouxe proveito. Em vez de ter sua fé fortalecida pela confiança e obediência, o povo escolheu a rebelião (Hb 3:7-15) e, portanto, nunca experimentou o descanso que Deus desejava para eles.

Hebreus 4:3 indica a estreita relação entre fé e descanso. Entramos em Seu descanso somente quando confiamos Naquele que prometeu o descanso e que pode cumprir a promessa.

4. Leia Hebreus 4:3. Qual era o principal problema das pessoas as quais o texto se refere? Que lição podemos extrair desse verso para nós, a quem “foram anunciadas as boas-novas, exatamente como aconteceu com eles” (Hb 4:2)?

Hebreus 4:3 (ARA)2: “Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.”

Embora tivessem ouvido as boas-novas, não se uniram à fé. Esse era o principal problema deles. Devemos perseverar em nossa crença.

Os cristãos primitivos tinham aceitado a revelação anterior de Deus (chamada de “Antigo Testamento”) e acreditavam que Jesus era o Cordeiro de Deus, o sacrifício pelos seus pecados. Pela fé no sacrifício, experimentaram a salvação e o descanso que recebemos Nele.

A compreensão do que significa ser salvo pelo sangue de Jesus nos ajuda a entrar no tipo de descanso que temos em Cristo, sabendo que somos salvos pela graça, não pelas obras?

Terça-feira, 07 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ritual e sacrifícios

Lições da Bíblia1

O sistema de rituais e sacrifícios encontrado em Levítico apresenta exemplos adicionais do que vimos na lição de ontem – os símbolos do Antigo Testamento apontam para verdades do Novo Testamento. Embora os leitores modernos da Bíblia ignorem esses rituais, eles contêm verdades espirituais importantes e de grande valor para os que estudam os rituais.

2. Leia as instruções sobre a oferta pelo pecado de um israelita comum em Levítico 4:32-35. O que aprendemos com esse ritual, embora não tenhamos um santuário com um altar onde possamos oferecer sacrifícios pelos nossos pecados? Relacione esse ritual com João 1:29 e 1 Pedro 1:18-21.

Levítico 4:32-35 (ARA)2: “32 Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, fêmea sem defeito a trará. 33 E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se imola o holocausto. 34 Então, o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e o porá sobre os chifres do altar do holocausto; e todo o restante do sangue derramará à base do altar. 35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do Senhor; assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.

João 1:29 (ARA)2: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

1 Pedro 1:18-21 (ARA)2: “18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 20 conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós 21 que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus.”

Um ritual é um excelente comunicador de valores e informações importantes e precisa ser entendido em seu contexto. Geralmente, para ser eficaz, ele requer tempo e local específicos e uma sequência predeterminada de ações. Quando lemos as ordens no Antigo Testamento acerca do sacrifício, fica claro que Deus deu detalhes muito específicos sobre o que poderia ser sacrificado, e quando, onde e que ritual e procedimento deviam ser adotados.

O ponto central de muitos rituais era o sangue – o derramamento e a aspersão do sangue. Essa descrição não é bela, nem deveria ser, pois trata da coisa mais horrenda do universo, que é o pecado.

Qual é a função exata do sangue e por que ele tinha que ser colocado sobre os chifres do altar? Embora a maioria dos rituais associados ao santuário apareçam em formas prescritivas (ou seja, há instruções de como fazê-los), eles nem sempre incluem todas as explicações. Talvez seja porque o povo já entendia o que tudo aquilo significava. Afinal, o povo de Israel compreendia o significado do sangue (Lv 17:11).

Contudo, Levítico 4:32-35 contém uma explicação importante: “Assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do pecado que ela cometeu, e o pecado lhe será perdoado” (Lv 4:35). O sangue era essencial para a expiação, o meio para justificar pecadores diante do Deus Santo. Os sacrifícios são tipos, modelos da morte e do ministério de Cristo por nós.

A maldade do pecado exigiu o sacrifício divino a fim de expiá-lo. Por que devemos confiar na graça, não nas obras? Afinal, o que poderíamos acrescentar ao que Cristo já fez por nós?

Segunda-feira, 06 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
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Batizado em Moisés

Lições da Bíblia1

1. Leia 1 Coríntios 10:1-11. O que Paulo quis comunicar aos seus leitores em Corinto quando se referiu a “exemplos”?

1 Coríntios 10:1-11 (ARA)2: 1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. 3 Todos eles comeram de um só manjar espiritual 4 e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. 5 Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. 6 Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 7 Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. 8 E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. 9 Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. 10 Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. 11 Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.

O termo grego usado em 1 Coríntios 10:6 (e adaptado de forma semelhante em 1 Coríntios 10:11), traduzido como “exemplo” na maioria das traduções para o português, é typos. Em português, a palavra “tipo” tem por base esse substantivo grego. Um tipo (ou exemplo) nunca é a coisa original, mas um símbolo ou representação dela. É um modelo de outra coisa. Hebreus 8:5 apresenta um bom exemplo desse tipo de relação: “Estes [os sacerdotes do serviço do santuário do Antigo Testamento] ministram em figura e sombra das coisas celestiais, assim como Moisés foi divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo. Pois Deus disse: ‘Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que foi mostrado a você no monte’”.

Essa passagem destaca a relação direta entre as realidades celestiais e terrestres, e em seguida apresenta uma citação de Êxodo 25:9, em que Deus tinha mandado Moisés construir o santuário no deserto “de acordo com o modelo” que ele tinha visto no monte. A questão é que o santuário terrestre, com seus rituais e procedimentos, era um “exemplo”, símbolo e modelo do que acontece no Céu, com Jesus como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial.

Com isso em mente, entendemos melhor o que Paulo estava falando em 1 Coríntios 10. Nesses versos, ele recapitulou algumas experiências centrais do povo de Deus no deserto no caminho para a terra prometida. A expressão “nossos pais” refere-se a seus antepassados judeus que tinham deixado o Egito, que estiveram sob a nuvem, que passaram pelo mar e, assim, foram batizados em uma nova vida de libertação da escravidão.

Paulo considerou esses importantes locais da jornada no deserto como tipo, ou exemplo, de um batismo individual. Seguindo a lógica de Paulo, a referência ao “alimento espiritual” deve se referir ao maná (Êx 16:31-35). Israel tinha bebido da rocha, identificada como Cristo (1Co 10:4). Pense em Jesus como o “pão da vida” (Jo 6:48) e como a “água viva” (Jo 4:10), e tudo fará pleno sentido. Portanto, vemos Paulo usando a história do Antigo Testamento como exemplo para revelar verdades espirituais que podem ser aplicadas aos cristãos hoje.

Quais lições espirituais aprendemos dos “exemplos” bons e ruins que os israelitas deixaram?

Domingo, 05 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ansiando por mais

Lições da Bíblia1

“Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co 10:6).

O Museu de Arte do Queens, em Nova York, abriga a maior maquete arquitetônica de uma cidade em todo o mundo, representando todos os edifícios de Nova York. Em uma escala de 1:1.200 (em que 2,5 centímetros ou 1 polegada corresponde a 33 metros ou 100 pés), a maquete abrange quase 870 metros quadrados (9.335 pés quadrados). Ela foi originalmente concluída em 1964 por 100 artesãos que trabalharam por mais de três anos para finalizar o projeto. A maquete foi atualizada na década de 1990. Por isso, não reflete a paisagem urbana de 2021. Ainda assim, é uma cópia incrivelmente complexa e detalhada da cidade original. Porém, é apenas uma cópia, um modelo, uma representação de algo mais grandioso, mais profundo e mais complexo do que a própria maquete.

Todas as maquetes e modelos são assim. Eles não são os originais, mas funcionam como símbolos dos originais. Uma maquete nos ajuda a compreender a essência do original, mas jamais pode substituí-lo. Em vez disso, ela existe para ajudar as pessoas a entender do que se trata o original.

As Escrituras estão repletas de modelos em miniatura de atividades e instituições que apontam para realidades celestiais. Hebreus 4 mostra uma dessas realidades no que se refere à questão bíblica do descanso.

Sábado, 04 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Descanso sabático – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Durante toda a semana cumpre-nos ter em mente o sábado e fazer a preparação indispensável, a fim de observá-lo conforme o mandamento. Não devemos observá-lo simplesmente como uma questão de lei” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 353). “Todo o Céu celebra o sábado, mas não de maneira ociosa e negligente. Nesse dia todas as energias do coração devem estar despertas, pois vamos nos encontrar com Deus e com Cristo, nosso Salvador. Podemos contemplá-Lo pela fé. Ele está desejoso de refrigerar e abençoar cada pessoa” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, p. 362).

“As demandas para com Deus são ainda maiores no sábado do que nos outros dias. Seu povo deixa então as tarefas comuns e passa mais tempo em meditação e adoração. Pedem-Lhe mais favores no sábado do que nos outros dias. Exigem-Lhe a atenção de modo especial. Anseiam Suas mais preciosas bênçãos. Deus não espera que o sábado passe para atender esses pedidos. A obra no Céu não cessa nunca, e o ser humano não deve descansar de fazer o bem. O sábado não se destina a ser um período inútil de inatividade. A lei de Deus proíbe trabalho secular no dia de repouso do Senhor; a atividade que constitui o ganha-pão deve ser interrompida; nenhum trabalho que vise prazer ou proveito mundanos é lícito nesse dia; mas, como Deus cessou Seu trabalho de criar e repousou no sábado, e o abençoou, assim o ser humano deve deixar as ocupações da vida diária e dedicar essas sagradas horas a um saudável repouso, ao culto e a boas obras. O ato de Cristo em curar o enfermo estava em perfeito acordo com a lei. Era uma obra que honrava o sábado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 207).

Perguntas para consideração

1. Como ser mordomos do meio ambiente sem aderir a agendas políticas?

2. Como promover com mais fervor a mentalidade de servir? Como o sábado nos oferece mais oportunidades de fazer exatamente isso?

3. O sábado nos ajuda a ver as pessoas com os olhos de Deus. As diferenças raciais, étnicas, socioeconômicas e sexuais são irrelevantes, pois fomos feitos à imagem de um Deus que nos ama. O sábado nos ajuda a lembrar dessa verdade?

Sexta-feira, 03 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O sinal de que pertencemos a Deus

Lições da Bíblia1

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra esperava uma invasão iminente do exército alemão. Na medida do possível, foram feitos preparativos para defender a ilha natal. Fortificações adicionais foram instaladas nas praias. As estradas ofereceriam ao inimigo as rotas mais rápidas para seus objetivos e, consequentemente, foram instalados bloqueios em pontos estratégicos. As autoridades inglesas então fizeram algo estranho. Para atrasar e confundir o inimigo, as placas das ferrovias e as placas de trânsito foram removidas. Sinais gravados em pedra ou edifícios não podiam ser retirados, mas foram cobertos com cimento. Os sinais são importantes. Eles servem como indicadores e guias. Antes do GPS, todos tínhamos mapas e contávamos com os sinais da estrada.

9. Do que o sábado é um sinal? (Leia Êx 31:13, 16, 17). Como podemos aplicar essas palavras a nós, que cremos na perpetuidade da lei de Deus?

Êx 31:13, 16, 17 (ARA)2: “13 Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. […] 16 Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. 17 Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.

Embora essas palavras tenham sido ditas ao antigo Israel, nós que somos de Cristo somos “descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29), e o sábado hoje continua sendo sinal entre Deus e Seu povo. Êxodo 31 destaca que o sábado é sinal da aliança perpétua de Deus (Êx 31:16, 17). Esse sinal nos ajuda a “conhecer” o Criador, Redentor e Santificador. É como uma bandeira levantada a cada sete dias e que funciona para nos ajudar a lembrar, já que tendemos a esquecer.

O sábado é um lembrete constante de nossas origens, libertação, destino e responsabilidade para com os rejeitados e marginalizados. O sábado é tão importante que, em vez de irmos a ele, ele vem a nós a cada semana – uma lembrança perpétua de quem somos, de quem nos fez, do que Deus faz por nós, e do que Ele fará por nós no novo Céu e na nova Terra.

O Deus santo convida a humanidade, Sua parceira na aliança, a considerar o ritmo que governa o que realmente tem valor – o relacionamento salvífico entre o Criador e Suas obstinadas criaturas. A cada semana, com a força e a autoridade de Deus, somos ordenados a entrar no descanso que recebemos gratuitamente em Cristo, “o Autor e Consumador da fé, […] o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz” (Hb 12:2).

Como você pode ter uma experiência mais profunda com Deus durante o sábado?

Quinta-feira, 02 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O serviço ao próximo honra o sábado de Deus

Lições da Bíblia1

No Novo Testamento, os líderes religiosos tinham a guarda do sábado como uma “arte”. Havia dezenas de proibições e regras estabelecidas para ajudar na santificação do sábado. Essas regras incluíam a proibição de amarrar ou desamarrar qualquer coisa, de separar dois fios, de apagar uma fogueira, de transportar um objeto entre um domínio privado e o domínio público, ou de transportar algo além de uma distância específica na esfera pública.

7. Que acusação foi feita contra Jesus em João 5:7-16?

João 5:7-16 (ARA)2: “7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. 8 Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. 10 Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. 11 Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? 13 Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior. 15 O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. 16 E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado.”

Ignorando o milagre e a libertação do homem, os líderes ficaram obcecados com o fato de o homem curado carregar a cama em público no sábado. Em vez de ver como o “Senhor do sábado” (Mc 2:28) utilizava esse dia especial, os líderes se empenhavam em manter suas regras. À nossa maneira e em nosso contexto, não devemos cometer erros semelhantes.

8. Como Isaías 58:2, 3 descreve a intenção de Deus para a guarda do sábado?

Isaías 58:2, 3 (ARA)2: “2 Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho.

Deus não deseja adoração vazia nem silêncio piedoso. Ele deseja ver Seu povo engajado com outras pessoas, especialmente os oprimidos e marginalizados. “Se vigiarem os seus pés, para não profanarem o sábado; se deixarem de cuidar dos seus próprios interesses no Meu santo dia; se chamarem ao sábado de ‘meu prazer’ e ‘santo dia do Senhor, digno de honra’; se guardarem o sábado, não seguindo os seus próprios caminhos, não pretendendo fazer a sua própria vontade, nem falando palavras vãs, então vocês terão no Senhor a sua fonte de alegria. Eu os farei cavalgar sobre os altos da terra e os sustentarei com a herança de Jacó, seu pai. Porque a boca do Senhor o disse” (Is 58:13, 14).

Buscar o nosso “prazer” (Is 58:13, ou nossos “interesses”) equivale a “profanar o sábado”. A vontade humana não faz parte do ideal de Deus para o sábado. Somos convidados a cuidar dos que lutam, que são cativos, famintos e nus, que caminham nas trevas, cujos nomes ninguém se lembra. Mais do que outros dias da semana, o sábado deve nos tirar do egoísmo e nos fazer pensar mais nos outros e nas necessidades deles do que em nós mesmos.

Quarta-feira, 01 de setembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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