A oração de Daniel

Lições da Bíblia1

Uma das orações mais famosas do AT está em Daniel 9. Ao observar pela leitura dos escritos do profeta Jeremias que o tempo da “desolação” de Israel (Dn 9:2), setenta anos, estava prestes a terminar, Daniel começou a orar.

E que oração! Uma súplica comovente na qual confessa seus pecados e os pecados de seu povo, enquanto ao mesmo tempo reconhece a justiça divina em meio à calamidade que se abateu sobre eles.

7. Leia Daniel 9:1-19. Que temas estão diretamente relacionados a Deuteronômio?

Daniel 9:1-19 (ARA)2: 1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, 2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. 3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. 4 Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. 8 Ó Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. 9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele 10 e não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti. 12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém. 13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade. 14 Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz. 15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente. 16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

A oração de Daniel é um resumo sobre o que a nação havia sido advertida em Deuteronômio a respeito das consequências de não cumprir sua parte na aliança. Daniel se referiu duas vezes à “Lei de Moisés” (Dn 9:11, 13), que certamente incluía Deuteronômio e, nesse caso, poderia estar se referindo especificamente a ele.

Conforme Deuteronômio, eles foram expulsos da terra (Dt 4:27-31; 28) porque não obedeceram, exatamente o que Moisés havia dito que aconteceria (Dt 31:29).

É muito trágico que, em vez de as nações ao redor dizerem: “Certamente esta grande nação é um povo sábio e compreensivo” (Dt 4:6), Israel se tornou um “opróbrio” (Dn 9:16) para aquelas mesmas nações.

Nas lágrimas e súplicas de Daniel, ele jamais fez o que tantos fazem quando ocorre uma tragédia: “Por quê?” Ele nunca questionou o motivo. Graças ao livro de Deuteronômio, Daniel sabia a razão de tudo. O livro de Deuteronômio deu a Daniel (e a outros exilados) a compreensão de que o mal que veio sobre eles não era apenas o destino cego, o acaso, mas os frutos da desobediência, sobre os quais haviam sido avisados.

Contudo, a oração de Daniel indicava que, apesar desses eventos, havia esperança. Deus não os abandonaria, por mais que parecesse assim. O livro de Deuteronômio ofereceu não apenas o contexto para se compreender a situação, mas também apontou para a promessa de restauração.

Leia a profecia sobre Jesus e Sua morte na cruz (Dn 9:24-27 [“24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”]). Por que ela foi dada ao profeta Daniel (e a nós) no contexto do exílio de Israel e da promessa do retorno?

Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Daniel, Nabucodonosor e Babilônia

Lições da Bíblia

“Em julho de 2007, um estudioso da Universidade de Viena estava trabalhando em um projeto no Museu Britânico quando encontrou um tablete da época de Nabucodonosor, rei de Babilônia. No tablete, ele encontrou o nome ‘Sarsequim’ [Nebo-Sarsequim, NVI], o nome de um oficial babilônico mencionado em Jeremias 39:3. Sarsequim foi um dos muitos indivíduos, tanto reis como oficiais, que (graças à arqueologia) foram redescobertos da época de Daniel e Nabucodonosor.”1

“3. Leia Daniel 1 e 5. Como as primeiras decisões de Daniel correspondem às ações de Deus em usá-lo como Seu servo e profeta para influenciar milhões de pessoas ao longo da História?”1

Daniel 1 (ARA)2: “1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou.O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus. Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, 4 jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. 5 Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei.Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. 21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.

Daniel 5 (ARA)2: “1 O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil. 2 Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo, que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 3 Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas. 4 Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. 5 No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo. 6 Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. 7 O rei ordenou, em voz alta, que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; falou o rei e disse aos sábios da Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me declarar a sua interpretação será vestido de púrpura, trará uma cadeia de ouro ao pescoço e será o terceiro no meu reino. 8 Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Com isto, se perturbou muito o rei Belsazar, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10 A rainha-mãe, por causa do que havia acontecido ao rei e aos seus grandes, entrou na casa do banquete e disse: Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, 12 porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação. 13 Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham luz, inteligência e excelente sabedoria. 15 Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os encantadores, para lerem esta escritura e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16 Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solucionar casos difíceis; agora, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, terás cadeia de ouro ao pescoço e serás o terceiro no meu reino. 17 Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei: Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outrem; todavia, lerei ao rei a escritura e lhe farei saber a interpretação. 18 Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade. 19 Por causa da grandeza que lhe deu, povos, nações e homens de todas as línguas tremiam e temiam diante dele; matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia. 20 Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21 Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele. 22 Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. 23 E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, e os teus grandes, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24 Então, da parte dele foi enviada aquela mão que traçou esta escritura. 25 Esta, pois, é a escritura que se traçou: Mene, Mene, Tequel e Parsim. 26 Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. 27 Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta. 28 Peres: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas. 29 Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.

“Daniel resolveu firmemente (Dn 1:8) permanecer fiel a Deus em relação à sua alimentação e às suas orações. Esses bons hábitos, formados no início de sua experiência, tornaram-se o padrão que lhe daria força para sua longa vida. O resultado foi um pensamento claro, sabedoria e entendimento que vinham do Céu. Isso foi reconhecido por Nabucodonosor e Belsazar, de modo que Daniel foi elevado às posições mais altas do reino. Contudo, talvez mais importante, seu testemunho resultou na conversão do próprio rei Nabucodonosor (Dn 4:34-37).”

“O rei era filho de Nabopolassar. Juntos, eles construíram uma cidade gloriosa, insuperável no mundo antigo (Dn 4:30). A cidade de Babilônia era enorme, com mais de 300 templos, um palácio espetacular e cercada por enormes muros duplos com cerca de 4 e 7 metros de espessura. Os muros eram intercalados por oito portões principais, todos nomeados em homenagem às principais divindades babilônicas. O mais famoso é o portão de Ishtar, escavado pelos alemães e reconstruído no Museu de Pérgamo, em Berlim.”1

“Em Daniel 7:4, Babilônia é descrita como um leão com asas de águia. O caminho de procissão que conduz ao portão de Ishtar é revestido com imagens de 120 leões. Uma imagem de um enorme leão lançando-se sobre um homem também foi encontrada durante escavações e permanece até hoje fora da cidade. Todas essas imagens testemunham do leão como símbolo apropriado para Babilônia, a Grande. A história bíblica e sua mensagem profética são confirmadas.”1

“Daniel 1:8 declara que o profeta resolveu firmemente. O que isso significa? Quais coisas você precisa decidir energicamente fazer ou deixar de fazer?”1

Terça-feira, 02 de junho de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Do mar tempestuoso às nuvens do Céu

Lições da Bíblia

“O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o Céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será reino eterno, e todos os domínios O servirão e Lhe obedecerão” (Dn 7:27).1

“A visão de Daniel 7, nosso assunto desta semana, é semelhante ao sonho de Daniel 2. Porém, Daniel 7 amplia o que foi revelado em Daniel 2. Primeiramente, a visão ocorreu à noite e retrata o mar agitado pelos quatro ventos. Escuridão e água lembram a criação, mas, nesse episódio, a criação parece estar de alguma forma distorcida ou sob ataque. Em segundo lugar, os animais da visão são impuros e híbridos, o que representa uma violação da ordem criada. Em terceiro lugar, eles são descritos como se estivessem exercendo domínio; portanto, parece que o domínio que Deus havia conferido a Adão no jardim foi usurpado por esses poderes. Em quarto lugar, com a vinda do Filho do Homem, o domínio de Deus é devolvido àqueles a quem ele pertence legitimamente. O que Adão havia perdido no jardim, o Filho do Homem recupera no julgamento celestial.”1

“A descrição acima apresenta um panorama das imagens bíblicas que aparecem no pano de fundo dessa visão altamente simbólica. Felizmente, alguns detalhes essenciais da visão foram explicados pelo anjo, para que pudéssemos compreender os principais desdobramentos dessa incrível profecia.”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 10º dia: hoje vamos orar por líderes da igreja que se afastaram de Cristo.

Sábado, 15 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

A trama contra Daniel

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 6:6-9. Qual era o pensamento por trás do decreto? Como ele explorava a vaidade do rei?”1

Daniel 6:6-9 (ARA)2: “6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente! 7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. 8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.

“Dario foi tolo ao promulgar um decreto que ele logo desejou revogar. Ele caiu na armadilha dos oficiais, que foram espertos o suficiente para jogar com as circunstâncias políticas do reino recém-estabelecido. Dario havia descentralizado o governo e estabelecido cento e vinte sátrapas para tornar a administração mais eficiente. Porém, essa ação acarretava riscos em longo prazo. Um governador influente poderia facilmente promover uma rebelião e dividir o reino. Portanto, uma lei forçando todos a fazer petições apenas ao rei durante trinta dias parecia uma boa estratégia para promover a lealdade ao monarca e, assim, impedir qualquer tipo de revolta. Mas os oficiais enganaram Dario, alegando que essa proposta tinha o apoio de ‘todos’ os governadores, administradores, sátrapas e conselheiros – uma evidente imprecisão, uma vez que Daniel não estava incluído. Além disso, a perspectiva de ser tratado como deus pode ter sido atraente para o rei.”1

“Não há evidência de que os reis persas tivessem reivindicado status divino. No entanto, o decreto pode ter sido planejado para tornar o rei o único representante dos deuses durante trinta dias; isto é, as orações aos deuses tinham que ser oferecidas por meio dele. Infelizmente, o rei não investigou as motivações por trás da proposta. Assim, ele não conseguiu perceber que a lei que supostamente impediria uma conspiração foi, em si, uma conspiração para prejudicar Daniel.”1

“Dois aspectos dessa lei merecem atenção. Primeiramente, a punição ao transgressor era ser lançado na cova dos leões. Como esse tipo de castigo não foi atestado em nenhum outro lugar, ele pode ter sido uma sugestão dos inimigos de Daniel para essa situação específica. Antigos monarcas do Oriente Próximo colocavam leões em jaulas a fim de libertá-los em certas ocasiões para caçar. Portanto, não faltariam leões para despedaçar quem ousasse transgredir o decreto do rei. Em segundo lugar, o decreto não podia ser alterado. A natureza imutável da ‘lei dos persas e medos’ também é mencionada em Ester 1:19 e Ester 8:8. Diodorus Siculus, um antigo historiador grego, mencionou uma ocasião em que Dario III (que não deve ser confundido com o Dario mencionado em Daniel) mudou de ideia, mas não conseguiu mais revogar uma sentença de morte que havia decretado contra um inocente.”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 5º dia: hoje vamos pedir que Deus nos dê mais disposição para estudar Sua Palavra.

Segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

De Jerusalém a Babilônia – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“Daniel e seus companheiros, em Babilônia, foram aparentemente mais favorecidos pelas circunstâncias em sua juventude do que José, nos primeiros anos de sua vida no Egito; no entanto, estiveram sujeitos a provas de caráter quase tão severas como as dele. Vindo de seu lar hebreu, de relativa simplicidade, esses jovens da linhagem real foram transportados à mais magnificente das cidades, para a corte de seu maior rei, e separados, a fim de ser instruídos para o serviço especial do palácio. As tentações que os cercavam naquela corte corrupta e luxuosa eram fortes. O fato de que eles, os adoradores de Jeová, eram cativos em Babilônia, de que os utensílios da casa de Deus tinham sido postos no templo dos deuses daquela cidade e de que o próprio rei de Israel era prisioneiro nas mãos dos babilônios era orgulhosamente mencionado pelos vitoriosos como evidência de que sua religião e seus costumes eram superiores aos dos hebreus. Sob tais circunstâncias, e por meio das próprias humilhações ocasionadas pelo afastamento de Israel dos mandamentos de Deus, Ele apresentou a Babilônia evidências de Sua supremacia, da santidade de Suas ordens e do resultado certo da obediência. E esse testemunho Ele deu, como unicamente poderia ter dado, por meio daqueles que ainda mantinham firme sua fidelidade” (Ellen G. White, Educação, p. 54).1

Perguntas para discussão

“1. Fale sobre os desafios culturais e sociais que você enfrenta como cristão em sua sociedade. Quais são eles e como a Igreja pode oferecer uma resposta a esses desafios?”1

“2. Para Daniel e seus amigos, teria sido fácil transigir quanto à sua fé; afinal, os babilônios tinham derrotado a nação judaica. O que mais era necessário para ‘provar’ que os ‘deuses’ babilônicos eram superiores ao Deus de Israel, e que, portanto, Daniel e seus companheiros precisavam aceitar esse fato? Nesse caso, a quais verdades bíblicas importantes eles podem ter se apegado a fim de encontrar apoio nesse período? (Jr 5:19; Jr 7:22-34.) Por que é importante conhecer a Bíblia e entender a verdade presente?”1

“3. Por que a fidelidade é tão importante, não apenas para nós, mas para aqueles a quem ela serve de testemunho do caráter do Senhor, a quem procuramos servir?”1

Sexta-feira, 10 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

De Jerusalém a Babilônia

Lições da Bíblia

“Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos” (Dn 1:17).1

“A Bíblia não se esquiva de mostrar as fraquezas da humanidade caída. De Gênesis 3 em diante, a pecaminosidade humana e seus tristes resultados são revelados com destaque. Ao mesmo tempo, também vemos casos de pessoas que demonstraram grande fidelidade a Deus, mesmo quando confrontadas com incentivos poderosos para serem qualquer coisa, menos fiéis. E alguns dos exemplos mais intensos dessa fidelidade se encontram no livro de Daniel.”1

“Entretanto, ao estudarmos esse livro, tenhamos em mente que o verdadeiro herói da narrativa é Deus. Estamos tão acostumados com histórias que enfatizam a fidelidade de Daniel e de seus amigos que podemos nos esquecer de exaltar a fidelidade Daquele que guiou e sustentou aqueles quatro jovens ao enfrentarem o poder e a sedução do Império Babilônico. Ser fiel já é um grande desafio em nosso país e em nossa localidade, quanto mais quando enfrentamos a pressão de um país, cultura e religião estrangeiros. Mas os protagonistas humanos enfrentam os desafios porque, como o apóstolo Paulo, eles sabem em quem têm crido (2Tm 1:12) e confiam Nele.”1

Dez Dias de Oração e Resgate: Deus chama cada igreja para um desafio em 2020 – batizar no mínimo um ex-adventista no sábado, dia 15/2, no programa especial do Reencontro, no fim dos Dez Dias de Oração. Você aceita essa missão?

Sábado, 04 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

Da leitura à compreensão – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“A Bíblia foi destinada a ser guia a todos os que desejassem se familiarizar com a vontade de seu Criador. Deus deu aos homens a segura Palavra da profecia; os anjos e mesmo o próprio Cristo vieram para tornar conhecidas a Daniel e João as coisas que em breve deveriam acontecer. Os importantes assuntos que dizem respeito à nossa salvação não foram deixados envoltos em mistério. Não foram revelados de tal maneira a tornar perplexo e transviar o honesto pesquisador da verdade. Disse o Senhor pelo profeta Habacuque: ‘Escreve a visão, e torna-a bem legível […] para que a possa ler o que correndo passa’ (Hc 2:2, ARC). A Palavra de Deus é clara a todos os que a estudam com coração devoto. Todo coração verdadeiramente sincero virá à luz da verdade. ‘A luz semeia-se para o justo’ (Sl 97:11, ARC). E nenhuma igreja poderá progredir na santificação a menos que seus membros estejam fervorosamente em busca da verdade, como um tesouro escondido” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 521, 522).1

“Estude a história de Daniel e seus companheiros. Embora eles estivessem vivendo onde estavam, deparando-se por todos os lados com a tentação de satisfazer o próprio eu, eles honraram e glorificaram a Deus na vida diária. Decidiram evitar todo o mal. Recusaram-se a se colocar no caminho do inimigo. E Deus recompensou sua lealdade inabalável com ricas bênçãos” (Manuscript Releases, n. 224, v. 4; Ellen G. White Estate, 1990, p. 169, 170).1

Perguntas para discussão

“1. Deus não é apenas soberano sobre as nações, mas também está familiarizado com cada um de nós no nível mais profundo. Como vemos em Daniel 2, Ele deu um sonho a um rei pagão. O fato de poder entrar na mente de alguém enquanto essa pessoa dorme e colocar ali um sonho revela uma proximidade que não podemos sequer começar a compreender. Ao mesmo tempo, a natureza do sonho revela que Deus controla os grandes impérios do mundo e sabe como tudo vai acabar. Essas descrições da realidade nos confortam e nos trazem esperança? Como você se sente ao saber que o Senhor conhece seus pensamentos? Por que a mensagem da cruz de Cristo é tão importante?”1

“2. Qual é a diferença entre profecias clássicas e apocalípticas? Cite exemplos bíblicos.”1

Sexta-feira, 03 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2019. Adulto, Professor. 

A relevância contemporânea de Daniel

Lições da Bíblia

“Embora tenha sido escrito há mais de 2.500 anos, o livro de Daniel continua sendo relevante para o povo de Deus no século 21. Observaremos três áreas em que Daniel pode ser importante para nós. O livro mostra que:”1

“1. Deus continua sendo soberano em nossa vida. Mesmo quando as coisas dão errado, o Senhor atua por entre os caprichos humanos para beneficiar Seus filhos. A experiência de Daniel em Babilônia se parece com a de José no Egito e a de Ester na Pérsia. Esses três jovens estavam cativos em países estrangeiros e sob o poder esmagador de nações pagãs. Ainda que eles parecessem fracos e abandonados por Deus, o Senhor os fortaleceu e os usou de forma poderosa. Ao enfrentar provações, sofrimentos e oposição podemos lembrar do que o Criador fez por Daniel, José e Ester. O Senhor continua sendo nosso Deus, e Ele não nos abandona mesmo em meio às nossas provações e tentações.”1

“2. Deus dirige o curso da História. Às vezes nos sentimos aflitos por este mundo confuso e sem propósito, repleto de pecado e violência. Mas a mensagem de Daniel é que Deus está no controle. Em cada capítulo do livro, a mensagem é enfatizada: o Senhor dirige o curso da História. Ellen G. White declarou: ‘Nos registros da história humana, o crescimento das nações e a ascensão e queda de impérios aparecem como dependendo da vontade e das façanhas do ser humano. O desenvolver dos acontecimentos parece, em grande parte, determinado por seu poder, capricho ou sua ambição. Na Palavra de Deus, porém, a cortina é afastada, e podemos ver por detrás e acima, e em toda a marcha e contramarcha das paixões, do poder e dos interesses humanos a força de um Ser misericordioso, que executa, de forma silenciosa e paciente, as determinações de Sua própria vontade’ (Educação, p. 173).”1

“3. Deus apresenta um exemplo para Seu povo do tempo do fim. Daniel e seus amigos servem como exemplos para nossa vida em uma sociedade que defende uma visão de mundo muitas vezes em desacordo com a da Bíblia. Quando pressionados a transigir com sua fé e fazer concessões para com o sistema babilônico em áreas que negariam seu compromisso com o Senhor, eles permaneceram fiéis à Palavra de Deus. Sua experiência de fidelidade e compromisso absoluto com o Senhor nos encoraja ao enfrentarmos oposição e até mesmo perseguição por causa do evangelho. Ao mesmo tempo, Daniel mostra que é possível oferecer uma contribuição ao estado e à sociedade e permanecer comprometido com o Senhor.”1

“6. Qual é o interesse de Deus em nossas lutas? Dn 9:23; 10:11, 12; Mt 10:29-31”1

Daniel (9:23 ARA)2: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão.

Daniel (10:11, 12 ARA)2: “11 Ele me disse: Daniel, homem muito amado, está atento às palavras que te vou dizer; levanta-te sobre os pés, porque eis que te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, eu me pus em pé, tremendo. 12 Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim.

Mateus (10:29-31 ARA)2: “29 Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. 30 E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. 31 Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais.

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Quinta-feira, 02 de janeiro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.