Tratando a raiz do problema

Lições da Bíblia1

Alguns homens tinham descido o leito do paralítico à presença de Jesus, e todos olhavam para o Mestre. Curaria Ele um evidente pecador e repreenderia a enfermidade?

2. Qual foi a primeira coisa que Cristo fez pelo paralítico? Como Jesus o curou? Mc 2:5-12

Mc 2:5-12 (ARA)2: “5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados —disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!”

Muitas vezes não estamos cientes da doença até percebermos os sintomas, pois costumamos pensar na doença apenas como sintomas. Pensamos que nos livrar dos sintomas significa a cura. Jesus trata a enfermidade de maneira diferente. Ele conhece a origem de todo sofrimento e toda doença e quer tratar primeiramente essa origem.

No caso do paralítico, em vez de tratar imediatamente os efeitos da doença, Jesus foi diretamente à origem do que mais incomodava o homem. O paralítico sentia o peso da culpa e separação de Deus mais severamente do que sua doença. Uma pessoa que obtém descanso em Deus é capaz de suportar qualquer sofrimento físico. Por isso, Jesus foi diretamente à origem e ofereceu primeiramente o perdão.

Os líderes religiosos ficaram chocados ao ouvir Jesus pronunciar o perdão. Em resposta às suas acusações silenciosas, Jesus lhes fez uma pergunta.

3. Como Jesus provocou os escribas? Com que problema Ele estava lidando? Mc 2:8, 9

Mc 2:8, 9 (ARA): “8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?

Muitas vezes, as pessoas falam e não fazem, mas quando Deus fala, as coisas acontecem. Pela poderosa palavra de Deus, tudo passou a existir (Gn 1). Embora não possamos ver o perdão, ele é caro, pois custou a vida do Filho de Deus na cruz. Tudo o mais é secundário. A fim de demonstrar o poder e a realidade do perdão, Jesus decidiu curar o paralítico.

Deus deseja nos curar primeiramente por dentro. Às vezes Ele nos traz cura física imediata, como aconteceu com o paralítico, ou teremos que esperar pela manhã da ressurreição para experimentar a cura. Seja como for, o Salvador deseja que descansemos na certeza de Seu amor, graça e perdão hoje, mesmo em meio ao sofrimento.

Podemos obter descanso e paz, mesmo quando as orações pela cura não são atendidas logo?

Segunda-feira, 16 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pecado, sacrifício e aceitação (Hb 9:22)

Lições da Bíblia1

Hb 9:22 (ARA)2: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.”

O método apontado por Deus para que o pecador do Antigo Testamento se livrasse do pecado e da culpa era o sacrifício de animais. As ofertas sacrificais dos israelitas foram detalhadas nos capítulos 1 a 7 do livro de Levítico. Dava-se atenção cuidadosa ao uso e à disposição do sangue nos diversos tipos de sacrifícios. De fato, a função do sangue nos rituais de sacrifício é uma das características unificadoras nos sacrifícios israelitas.

A pessoa que pecava – e que, portanto, havia quebrado o relacionamento de aliança e a lei que o regulamentava – poderia ser restaurada à plena comunhão com Deus e com a humanidade ao trazer um sacrifício animal como substituto. Os sacrifícios, com seus ritos, eram os meios indicados por Deus para realizar a purificação do pecado e da culpa. Eles foram instituídos para purificar o pecador, transferindo o pecado e a culpa individual para o santuário por meio da aspersão do sangue e reinstituindo a plena comunhão do penitente com o Deus pessoal, que é o Senhor Salvador. Como esses conceitos ajudam a entender as questões no fim do estudo de ontem?

3. Qual era o significado profético do sacrifício de animais? Is 53:4-12; Hb 10:4

Is 53:4-12 (ARA)2: “4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Hb 10:4 (ARA)2: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.”

Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento eram o meio divinamente ordenado para livrar o pecador do pecado e da culpa. Eles mudavam o status do pecador de culpado e digno de morte para o de perdoado e restabelecido no relacionamento de aliança entre Deus e o homem. Mas, em certo sentido, os sacrifícios de animais também eram proféticos por natureza. Afinal, nenhum animal era um substituto adequado para expiar o pecado e a culpa da humanidade. O autor de Hebreus afirmou isso em sua própria linguagem: “É impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4). Portanto, o sacrifício de um animal devia ser uma ardente perspectiva da vinda do divino-humano Servo de Deus, que morreria como Substituto pelos pecados do mundo. Por meio desse processo, o pecador era perdoado e aceito pelo Senhor, e o fundamento da relação de aliança era estabelecido.

Coloque-se no lugar de quem viveu na época do Antigo Testamento, em que o povo sacrificava animais no santuário. Ao lembrarmos também da importância dos animais para a economia, cultura e todo o modo de vida daquele povo, que lição esses sacrifícios lhes ensinavam sobre o custo do pecado?

Segunda-feira, 07 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O princípio do pecado (Gn 6:5)

Lições da Bíblia1

A opinião de Deus no final da criação foi que tudo “era muito bom” (Gn 1:31). Então o pecado entrou e o paradigma mudou. As coisas não eram mais “muito boas”. A ordenada criação de Deus foi arruinada pelo pecado e por todos os seus resultados abomináveis. A rebelião atingiu proporções terríveis nos dias de Noé; o mal consumia a humanidade. Embora a Bíblia não nos apresente muitos detalhes (leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 90-92), as transgressões e rebelião eram claramente algo que nem mesmo um Deus amoroso, paciente e perdoador podia tolerar.

Como as coisas ficaram tão ruins tão rapidamente? Talvez não seja muito difícil encontrar a resposta. Quantas pessoas hoje, ao examinarem seus próprios pecados, não se perguntam o mesmo: como as coisas ficaram extremamente ruins de modo tão rápido?

1. Procure os textos listados abaixo. Anote o argumento que eles apresentam. Observe a progressão constante do pecado:

Gn 3:6 (ARA)2: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.”

Gn 3:11-13 (ARA)2: “11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Gn 4:5 (ARA)2: “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.”

Gn 4:8 (ARA)2: “Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.”

Gn 4:19 (ARA)2: “Lameque tomou para si duas esposas: o nome de uma era Ada, a outra se chamava Zilá.”

Gn 4:23 (ARA)2: E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou.

Gn 6:2 (ARA)2: “vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram.”

Gn 6:5, 11 (ARA)2: “5 Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; […] 11 A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.

O que está relatado em Gênesis 6:5 e 11 não aconteceu por acaso. Houve uma história antes desse texto. Esse resultado terrível teve uma causa. O pecado piorou progressivamente, e essa é a sua tendência. O pecado não é como um corte ou uma ferida, que possui um processo inerente e automático de cura. Ao contrário, o pecado, se não for contido, multiplica-se, jamais se contentando, até levar à ruína e à morte. Não é preciso imaginar a vida antes do dilúvio para ver esse princípio em funcionamento. Ele existe ao nosso redor, mesmo agora.

Não é de admirar que Deus odeie o pecado e que, mais cedo ou mais tarde, o exterminará. Afinal, essa é a única ação possível para um Deus justo e amoroso.

Evidentemente, a boa notícia é que, embora o Senhor deseje acabar com o pecado, Ele quer salvar os pecadores. É disso que trata a aliança.

Domingo, 11 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Rompendo o relacionamento

Lições da Bíblia1

6. Temos a tendência de crer nas pessoas que conhecemos e desconfiar das que não conhecemos. Eva teria desconfiado de ­Satanás. Além disso, qualquer ataque direto a Deus a teria deixado na defensiva. Quais medidas, então, Satanás tomou para contornar as defesas naturais de Eva? Gn 3:1-6

Gênesis 3:1-6 (ARA)2: “1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.”

“Por mais deplorável que fosse a transgressão, cheia de possíveis infortúnios para a família humana, a escolha de Eva não envolvia necessariamente a raça na penalidade dessa transgressão. Não foi a escolha de Eva, mas a deliberada escolha de Adão, na plena compreensão de uma ordem expressa de Deus, que tornou o pecado e a morte a sorte inevitável da humanidade. Eva foi enganada, mas o mesmo não ocorreu com Adão” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 215).

Como resultado da flagrante transgressão e desrespeito ao mandamento de Deus, o relacionamento entre Ele e a humanidade foi rompido. De uma comunhão aberta que desfrutavam com Deus, passaram a fugir, temendo Sua presença (Gn 3:8-10). Alienação e separação substituíram o companheirismo e a comunhão. O pecado apareceu e, com ele, resultados terríveis. A menos que algo fosse feito, a humanidade seguiria para a ruína eterna.

7. No meio da tragédia, quais foram as palavras de esperança e promessa de Deus? Gn 3:15

Gênesis 3:15 (ARA)2: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

A. ( ) Deus destruirá o mundo e o reconstruirá sem a presença humana.
B. ( ) Ele disse que o Seu Descendente feriria a cabeça da serpente.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

A palavra profética fala da hostilidade divinamente ordenada entre a serpente e a mulher, entre o Descendente da mulher e a descendência da serpente. Isso culmina com o surgimento do Descendente, representando a semente da mulher, que golpearia mortalmente a cabeça de ­Satanás, enquanto este só seria capaz de machucar o calcanhar do Messias.

Em seu desamparo, Adão e Eva obteriam esperança por meio dessa promessa, que transformaria sua existência, pois era dada e mantida por Deus. A promessa do Messias e da vitória, embora vagamente apresentada, afastou a escuridão que o pecado havia trazido.

Deus perguntou: “Onde você está?” (Gn 3:9). Deus sabia onde eles estavam. Em vez de condenar, Ele atraiu os culpados de volta a Ele. As primeiras palavras de Deus ao ser humano caído vieram com a esperança de Sua graça e misericórdia. Deus nos chama à Sua graça hoje?

Quinta-feira, 01 de abril de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os efeitos do pecado (Is 59)

Lições da Bíblia1

Em Isaías 58:3, o povo havia perguntado a Deus: “Por que jejuamos, se Tu nem notas? Por que nos humilhamos, se Tu não levas isso em conta?”. Por outro lado, Isaías 59:1 sugere outra pergunta, algo como: “Por que imploramos que a mão do Senhor nos salve, mas Ele não o faz? Por que clamamos a Ele, mas Ele não ouve?” Isaías respondeu que Deus podia salvar e ouvir (Is 59:1). Contudo, o fato de Ele não o fazer é uma questão totalmente diferente.

1. Qual é a mensagem de Isaías 59:2 que responde à questão de Isaías 59:1?

Isaías 59:2 (ARA)2: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.”

Isaías 59:1 (ARA)2: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”

Deus escolheu “ignorar” Seu povo, não porque esse fosse o desejo do Seu coração, mas porque as iniquidades faziam separação entre as pessoas e seu Deus (Is 59:2). Essa é uma das declarações mais fortes da Bíblia a respeito do efeito do pecado no relacionamento divino-humano. Isaías passou o restante do capítulo 59 detalhando esse argumento, que é visto em toda a história da humanidade: o pecado destrói nosso relacionamento com o Senhor e, portanto, leva à nossa eterna ruína – não porque o pecado afaste Deus de nós, mas porque ele nos afasta do Senhor.

2. Leia Gênesis 3:8. Como esse exemplo revela o princípio expresso no parágrafo acima? Assinale a alternativa correta:

Gênesis 3:8 (ARA)2: “Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.”

A. ( ) Depois do pecado, Adão e Eva buscaram se esconder da presença de Deus.
B. ( ) Após o pecado, Adão e Eva buscaram a ajuda de Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

O pecado é primariamente uma rejeição a Deus, um afastamento Dele. O ato pecaminoso de fato se alimenta de si mesmo no sentido de que ele não é somente um afastamento de Deus, mas seu resultado faz com que o pecador se afaste ainda mais do Senhor. O pecado nos separa de Deus, não porque o Senhor não alcance o pecador (certamente, toda a Bíblia é praticamente o relato de Deus tentando salvar os pecadores), mas porque o pecado nos leva a rejeitar Sua oferta divina. Por essa razão, é muito importante que não toleremos nenhum pecado em nossa vida.

Como você tem experimentado a realidade de que o pecado causa uma separação de Deus? Qual é a única solução para o problema?

Domingo, 14 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Em vez de se esconder

Lições da Bíblia

“1. Leia Gênesis 3:1-11. Por que Deus perguntou a Adão: ‘Onde estás?’”

Gênesis 3:1-11 (ARA): “1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. 11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

A.( ) Porque, após a desobediência do casal, Ele não sabia onde eles estavam.
B.( ) Ele queria que o casal percebesse o seu erro e sua real situação.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Histórias típicas da queda retratam o fruto como uma maçã. Mas o texto não afirma isso. Era simplesmente o ‘fruto da árvore’ (Gn 3:3). Não importa o tipo do fruto. Comer daquela árvore era proibido porque a árvore representava algo: a tentação de ‘colocar Deus de lado’ e declarar: ‘Eu posso servir de norma para avaliar minha vida. Posso ser deus para mim mesmo. Eu tenho autoridade acima da Palavra de Deus’.”

“Certamente, quando a cobra, ou a ‘serpente’, fez com que Adão e Eva comessem do fruto da árvore, a vida deles saiu dos trilhos. E então, quando sentiram a presença de Deus perto deles, tentaram se esconder ‘da presença do Senhor Deus […] por entre as árvores do jardim’ (Gn 3:8).”1

“É muito estranho que Deus tenha perguntado a Adão: ‘Onde estás?’. O Senhor certamente sabia onde ele estava. Talvez Deus tenha feito a pergunta para ajudar Adão e Eva a perceberem exatamente o que estavam fazendo, escondendo-se, como resultado do pecado cometido. Ou seja, Deus os ajudou a perceber os tristes resultados de suas ações.”1

“2. Leia Romanos 5:11-19, em que Paulo, muitas vezes, relacionou diretamente o que Adão fez no Éden com o que Jesus fez na cruz. Como Jesus desfez o que Adão havia feito?”1

Romanos 5:11-19 (ARA): “11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação. 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. 13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. 14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. 15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. 16 O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. 17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. 18 Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. 19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.

“Pode-se argumentar que o plano da salvação é a reação de Deus à resposta de Adão e Eva. Eles estavam se escondendo de Deus devido à vergonha e culpa de seu pecado, e Deus veio resgatá-los. Da nossa maneira, também fizemos a mesma coisa, e Jesus veio nos resgatar. Portanto, a pergunta ‘Onde estás?’ também poderia ser feita a nós. Ou seja, onde você está, em seu pecado e culpa, em relação a Jesus, e o que Ele fez para resgatá-lo dessa condição?”1

“Por que a educação cristã deve envolver, e até mesmo enfatizar, o fato de que nossa condição natural nos leva a nos esconder de Deus, e então nos indicar para Jesus como a solução?”1

Domingo, 01 de novembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Educação e redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 502, out. nov. dez. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um mundo arruinado

Lições da Bíblia

“Deus deu a Adão e Eva algo que Ele não deu a nenhuma outra criatura da Terra: a liberdade moral. Eles eram seres morais de uma forma que as plantas e animais jamais poderiam ser. Deus valoriza tanto essa liberdade moral que permitiu que Seu povo escolhesse desobedecer. Ao fazer isso, Ele arriscou tudo o que havia criado com o objetivo maior de ter com Suas criaturas humanas um relacionamento fundamentado no amor e no livre-arbítrio.”1

“Visto que essa liberdade moral também existia para os anjos, havia também um destruidor, alguém que desejava perturbar o mundo bom e pleno que Deus havia criado. O anjo rebelde buscou usar a criatura especial de Deus na Terra – o ser humano – para realizar seu objetivo. Falando por meio da serpente, o diabo questionou a plenitude e suficiência daquilo que Deus havia concedido (veja Gn 3:1-5). A principal tentação foi cobiçar mais do que o Senhor lhes tinha dado, duvidar de Sua bondade e confiar em si mesmos.”1

“Nessa escolha foram arruinados os relacionamentos como Deus havia projetado. Adão e Eva não mais desfrutaram do relacionamento com o Criador para o qual haviam sido planejados (Gn 3:8-10). Esses dois seres humanos de repente perceberam que estavam nus e envergonhados, e o relacionamento entre eles foi alterado de forma quase irreparável. Sua interação com o restante da Terra também foi arruinada e se tornou hostil.”1

“4. Leia Gênesis 3:16-19. O que esses versículos revelam sobre a modificação nas relações entre o ser humano e o mundo natural? Assinale a alternativa correta:”1

Gênesis (3:16-19 ARA)2:

“16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

A. (   ) A relação entre o homem e a natureza tornou-se melhor.
B. (   ) Não mais havia harmonia entre o homem e o mundo natural.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Por causa do pecado, a vida ficou muito mais difícil. As consequências foram reais, especialmente porque afetaram a humanidade e seus relacionamentos. Em certo sentido, estamos distantes de Deus, o Criador. Nossa família também é afetada em muitos aspectos e, frequentemente, nosso relacionamento com os outros é um desafio. Lutamos até em relação ao ambiente natural e ao mundo em que vivemos. Todas as facetas da vida mostram a ruína causada pelo pecado.”1

“Mas Deus não criou o mundo para que ele fosse assim. As ‘maldições’ de Gênesis 3 vêm acompanhadas da promessa de que Deus recriaria nosso mundo e repararia os relacionamentos arruinados pelo pecado. Enquanto lutamos contra o pecado e seus efeitos, somos chamados a preservar a bondade original do mundo e a viver o plano que Deus tem para ele.”1

Quarta-feira, 03 de julho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Mesus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei e o pecado

Lições da Bíblia

“No estudo de ontem, examinamos a passagem que fala sobre a realidade universal do pecado (Rm 7:15-25). Contudo, nos versos anteriores, Paulo destacou a lei, que mostra como o pecado é predominante e mortal.”1

“2. De acordo com Romanos 7:1 a 14, qual é a relação entre a lei e o pecado? O que esses versos também declaram sobre a impossibilidade de salvação pela lei?”1

Romanos (7:1-14 ARA)2: “1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida? 2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. 3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias. 4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus. 5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte. 6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. 7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. 8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. 9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. 10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. 11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. 12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. 13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. 14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.”.

“Dois pontos cruciais surgem nesse ensinamento de Paulo. Em primeiro lugar, a lei não é o problema. Ela é santa, justa e boa (Rm 7:12). O problema é o pecado, que leva à morte. Outro ponto é que a lei não tem poder para nos salvar do pecado nem da morte. A lei aponta esse problema. No máximo, ela o torna ainda mais aparente, mas nada oferece para resolvê-lo.”1

“Somente um leitor superficial poderia usar esses versos para argumentar que a lei, os Dez Mandamentos, foi anulada, ignorando tantos outros textos que mostram que a lei ainda é válida hoje. Esse é o oposto do argumento de Paulo. Nada do que o apóstolo escreveu nessa passagem faria sentido se a lei fosse anulada. Seu argumento funciona sob o pressuposto de que a lei ainda é válida, pois ela aponta a realidade do pecado e a resultante necessidade do evangelho. ‘Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás’ (Rm 7:7).”1

“3. Leia com atenção Romanos 7:13. O que Paulo disse não apenas sobre a lei? Por que ela ainda é necessária? Assinale a alternativa correta:”1

Romanos (7:13 ARA)2: “Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.

A.(  ) A lei é boa. Sem ela não saberíamos o que é o pecado.
B.(  ) A lei é má, pois revela o pecado, que é mau.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“A lei não produz morte, mas o pecado gera a morte. A lei mostra quanto o pecado é mortal. A lei é boa, na medida em que aponta o pecado. Porém, ela simplesmente não tem resposta para ele. Somente o evangelho tem. O argumento de Paulo é que, como cristãos salvos em Cristo, precisamos servir em ‘novidade de espírito’ (Rm 7:6); isto é, em um relacionamento de fé com Jesus, confiando em Seus méritos e em Sua justiça para a salvação.”1

“Sua experiência com a obediência à lei revela sua necessidade da graça de Deus?”1

Segunda-feira, 07 de maio de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Preparação para o tempo do fim. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 492, abr. maio jun. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.