Consequências do pecado

Lições da Bíblia1

6. Com base em Gênesis 3:7-19 e Romanos 5:12, quais foram as principais consequências do pecado?

Gênesis 3:7-19 (ARA)2: “7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9 E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. 11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. 14 Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

Romanos 5:12 (ARA)2: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”

Cativada pelo discurso persuasivo da serpente, Eva não previu as consequências de longo alcance do caminho que havia escolhido seguir. Comer do fruto proibido não era tão significativo quanto o que representava. Com esse ato de desobediência, Eva quebrou sua lealdade a Deus e assumiu uma nova lealdade, a Satanás.

Gênesis 3 descreve a queda de Adão e Eva e algumas de suas consequências mais trágicas. De uma perspectiva teológica, ambos foram acometidos de teofobia (medo de Deus) e se esconderam do Senhor (Gn 3:8). A partir de uma avaliação psicossocial, sentiram vergonha de si mesmos e começaram a se acusar mutuamente (Gn 3:7, 9-13). Do ponto de vista físico, suavam, sentiam dor e, por fim, morreriam (Gn 3:16-19). E de uma perspectiva ecológica, o mundo natural havia se deteriorado (Gn 3:17, 18).

O Jardim do Éden não mais era o lugar bonito e agradável que costumava ser. “Ao testemunharem, no murchar da flor e no cair da folha, os primeiros sinais da decadência, Adão e sua companheira choraram mais profundamente do que as pessoas costumam chorar pelos seus mortos. A morte das débeis e delicadas flores era realmente um motivo para tristeza, mas quando as belas árvores perderam suas folhas, essa cena lembrou- lhes o fato cruel de que a morte é o destino de todo ser vivente” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 37, 38).

Adão e Eva não morreram de imediato, no sentido de terem deixado de viver, mas naquele mesmo dia receberam sua sentença de morte. O Senhor disse a Adão: “No suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, pois dela você foi formado; porque você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3:19). A queda trouxe consequências trágicas para a humanidade, como a morte (Rm 5:12).

O fato doloroso é que temos sofrido as consequências do que aconteceu no Éden. No entanto, podemos ser gratos porque, por meio de Jesus e de Sua cruz, temos esperança de vida eterna sabendo que o pecado jamais se levantará novamente.

Que lições aprendemos com a experiência de Eva sobre as consequências do pecado?

Quarta-feira, 05 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ingratidão misteriosa

Lições da Bíblia1

3. Leia Ezequiel 28:12-19. O que podemos aprender desta passagem sobre a misteriosa origem do mal?

Ezequiel 28:12-19 (ARA)2: “12 Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. 13 Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. 14 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. 18 Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. 19 Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.”

Grande parte do livro de Ezequiel foi escrita em linguagem simbólico-apocalíptica. Em muitos casos, entidades específicas (pessoas, animais, objetos) e eventos locais são usados para representar e descrever realidades cósmicas e/ou históricas mais abrangentes. Em Ezequiel 28:1-10, o Senhor falou do rei de Tiro (antiga e próspera cidade portuária fenícia) como um governante rico e orgulhoso que era apenas um “homem”, mas que afirmava ser um deus que se assentava sobre a cadeira de um deus.

Em Ezequiel 28:12-19, essa realidade histórica se tornou uma analogia para descrever a queda de Lúcifer nas cortes celestiais. Assim, o rei de Tiro, um ser humano que vivia “no coração dos mares”, passou a representar “um querubim […] que foi ungido” e vivia “no Éden, jardim de Deus”, e “no monte santo” (Ez 28:2, 8, 13, 14).

Uma declaração crucial no relato se encontra em Ezequiel 28:15: “Você era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado até que se achou iniquidade em você”. A perfeição de Lúcifer incluía o potencial para o mal, e isso porque, como ser moral, ele possuía livre-arbítrio, o que faz parte da essência da perfeição.

Lúcifer foi criado perfeito, e isso incluía sua capacidade de escolher livremente. No entanto, ao abusar dessa perfeição pelo mau uso de seu livre-arbítrio, corrompeu-se por se considerar mais importante do que de fato era.

Não mais satisfeito com a forma como Deus o criou e o honrou, Lúcifer perdeu sua gratidão para com o Criador e desejou receber mais reconhecimento do que merecia. Como isso pôde acontecer com um ser angelical perfeito, que vivia em um universo perfeito, como já mencionado, é um mistério.

“O pecado é algo misterioso e inexplicável. Não havia razão para sua existência; tentar explicá-lo é procurar uma razão para ele, e isso seria justificá-lo. O pecado apareceu num Universo perfeito, algo que se revelou inescusável” (Ellen G. White, A Verdade Sobre os Anjos, p. 30).

Paulo disse que devemos dar graças “em tudo” (1Ts 5:18). Como essas palavras podem nos ajudar a superar a ingratidão e autopiedade, especialmente em tempos difíceis?

Terça-feira, 27 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Rebelião em um Universo perfeito

Lições da Bíblia1

“Veja como você caiu do Céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Veja como você foi lançado por terra, você que debilitava as nações!” (Is 14:12).

Muitos pensadores têm tentado explicar a origem do mal. Alguns sugerem que ele sempre tenha existido porque, em sua opinião, o bem só pode ser apreciado em contraste com o mal. Outros acreditam que o mundo tenha sido criado perfeito, mas, de alguma forma, o mal surgiu. Por exemplo, na mitologia grega, o mal teve início quando Pandora, curiosa, abriu uma caixa lacrada da qual saíram todos os males do mundo (esse mito, porém, não explica a origem dos males supostamente escondidos nessa caixa).

Por outro lado, a Bíblia ensina que nosso Deus amoroso é todo-poderoso (1Cr 29:10, 11) e perfeito (Mt 5:48). Tudo o que Ele faz é, igualmente, perfeito (Dt 32:4), o que inclui a forma como o Senhor criou nosso mundo. Como, então, o mal e o pecado surgiram em um mundo perfeito? De acordo com Gênesis 3, a queda de Adão e Eva trouxe pecado, mal e morte a este mundo.

Mas essa resposta levanta outra questão. Mesmo antes da queda, o mal já existia, manifestado pela “serpente”, que enganou Eva (Gn 3:1-5). Por isso, precisamos voltar, até mesmo para um tempo anterior à queda, a fim de encontrar a fonte e as origens do mal que domina nossa existência e que, às vezes, pode torná-la bastante miserável.

Sábado, 24 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

Crisóis do pecado

Lições da Bíblia1

“A ira de Deus se revela do Céu contra toda impiedade e injustiça dos seres humanos que, por meio da sua injustiça, suprimem a verdade” (Rm 1:18).

Tudo o que fazemos tem consequências. Se você permanecer ao sol forte com um sorvete, ele vai derreter. Causa e efeito andam juntos. Não importa quanto queiramos que as coisas sejam diferentes, com o pecado ocorre a mesma coisa. Ele tem consequências. Deus não Se assenta no Céu imaginando que coisas terríveis pode fazer às pessoas que pecam; não! O próprio pecado traz suas consequências.

O problema é que muitas vezes pensamos que, de alguma forma, podemos enganar a Deus e pecar sem experimentar as consequências. Isso nunca acontece. Paulo deixou bem claro que o pecado tem consequências não só para a eternidade, mas resultados dolorosos e angustiantes também no presente.

5. Em Romanos 1:21-32, Paulo falou de pessoas que caíram no pecado e das consequências dessa escolha. Leia esses versos com oração e resuma a essência do que o apóstolo disse, focalizando especificamente as fases do pecado e as consequências dele.

Romanos 1:21-32 (ARA)2: “21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. 24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! 26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

Alguns versos antes Paulo descreveu essas consequências como a “ira de Deus” (Rm 1:18). A ira divina nessa passagem é simplesmente o ato divino de permitir que os seres humanos colham o que semearam. Mesmo para os cristãos, Deus nem sempre intervém de imediato para remover a dor que resulta de nossas próprias ações. Muitas vezes, Ele permite que experimentemos as consequências de nossas atitudes para que entendamos quão profundamente danoso e ofensivo é o pecado.

Temos considerado as consequências de transgredir a lei moral. Mas e quanto à quebra das leis de saúde? Nosso corpo é a morada do Senhor. Se o maltratamos, deixando de comer de forma saudável ou de fazer exercícios, ou mesmo trabalhando em excesso, isso também é pecado, e suas consequências podem trazer um crisol.

Você tem colhido as consequências imediatas de seus pecados? Que lições tem aprendido? Que mudanças deve fazer para não passar por algo semelhante novamente?

Terça-feira, 05 de julho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Destino humano

Lições da Bíblia1

Leia Gênesis 3:15-24. Como resultado da queda, o que aconteceu com Adão e Eva?

Gênesis 3:15-24 (ARA)2: “15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. 20 E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. 21 Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. 22 Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. 23 O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. 24 E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.”

Embora o juízo divino sobre a serpente seja explicitamente identificado como maldição (Gn 3:14), não acontece o mesmo quanto ao juízo divino sobre a mulher e o homem. A única vez que a palavra “maldita” é usada novamente se aplica apenas à “terra”, o solo (Gn 3:17). Ou seja, Deus tinha outros planos para o homem e a mulher. Eles receberam uma esperança que não foi oferecida à serpente.

Ainda que vivessem verdadeiramente no paraíso e não tivessem absolutamente nenhuma razão para duvidar do Criador, de Suas palavras ou de Seu amor por eles, nossos primeiros pais desobedeceram a Deus de modo aberto e flagrante. Entretanto, como qualquer pai amoroso, o Senhor queria apenas o bem para eles, não o mal. Porém, visto que conheciam o mal, Deus faria tudo o que pudesse para salvá-los dele. Assim, mesmo em meio a esses juízos, a esperança não se perdeu para eles.

Visto que o pecado da mulher ocorreu devido à sua associação com a serpente, o verso que descreve o juízo divino sobre a mulher está relacionado ao juízo da serpente. Não apenas Gênesis 3:16 segue imediatamente Gênesis 3:15, mas os paralelos entre as duas profecias indicam de forma clara que a profecia sobre a mulher em Gênesis 3:16 deve ser lida em conexão com a profecia messiânica em Gênesis 3:15. O juízo divino sobre a mulher, incluindo a gravidez, deve, portanto, ser entendido sob a perspectiva positiva da salvação (compare com 1Tm 2:14, 15).

O pecado do homem aconteceu porque ele ouviu a mulher em lugar de Deus. Por isso, foi amaldiçoado o solo de onde o homem havia sido tirado (Gn 3:17). Como resultado, ele teria que trabalhar arduamente (Gn 3:17-19), e então voltaria à terra (Gn 3:19), algo que nunca deveria acontecer e que nunca fez parte do plano original divino.

É significativo que, contra essa perspectiva desesperadora da morte, Adão tenha se voltado para a mulher, em quem viu esperança de vida por meio do parto (Gn 3:20), mesmo em meio à sentença de morte.

Temos a tendência de pensar que “conhecimento” em si é bom, mas por que nem sempre é esse o caso? Sobre quais coisas é melhor nada sabermos?

Quinta-feira, 07 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Escondendo-se de Deus

Lições da Bíblia1

Leia Gênesis 3:7-13. Por que Adão e Eva sentiram a necessidade de se esconder de Deus? Por que Deus perguntou “Onde você está?” Como Adão e Eva procuraram justificar seu comportamento?

Gênesis 3:7-13 (ARA)2: “7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9 E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. 11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Depois de pecar, Adão e Eva se sentiram nus, pois tinham perdido suas vestes de glória, que refletiam a presença de Deus (ver Sl 8:5, compare com Sl 104:1, 2). A imagem divina foi afetada pelo pecado. O verbo “fazer”, na frase “fizeram cintas para si” (Gn 3:7), era até então aplicado apenas a Deus, o Criador (Gn 1:7, 16, 25, etc.). É como se eles substituíssem o Senhor ao tentar encobrir seus pecados, um ato que Paulo denuncia como justiça pelas obras (Gl 2:16).

Ao Se aproximar, Deus perguntou: “Onde você está?” (Gn 3:9), o mesmo tipo de pergunta que fez a Caim (Gn 4:9). Claro, Deus sabia as respostas. Suas perguntas foram feitas em benefício dos culpados, para ajudá-los a perceber o que haviam feito e, ao mesmo tempo, levá-los ao arrependimento e à salvação. A partir do momento em que os humanos pecaram, o Senhor esteve trabalhando para sua salvação e redenção.

Todo o cenário reflete a ideia do juízo investigativo, que começa com o Juiz, que interroga o culpado (Gn 3:9) a fim de prepará-lo para a sentença (Gn 3:14-19). Mas Ele também faz isso para levar ao arrependimento, que conduzirá à salvação (Gn 3:15).

No início, Adão e Eva tentaram fugir da acusação, procurando culpar um ao outro, atitude comum entre pecadores. À pergunta de Deus, Adão respondeu que foi a mulher que o Senhor lhe tinha dado (Gn 3:12) que o havia levado a fazer isso. Foi culpa dela (e, implicitamente, de Deus também), não dele.

Eva respondeu que foi a serpente que a enganou. O verbo hebraico nasha’, “enganar” (Gn 3:13), significa dar às pessoas falsas esperanças, levando-as a acreditar que estão fazendo a coisa certa (2Rs 19:10; Is 37:10; Jr 49:16).

Adão culpou a mulher, dizendo que ela lhe deu o fruto, e Eva culpou a serpente, dizendo que ela a enganou. Porém, os dois eram culpados.

Por que é tão fácil cair na mesma armadilha, de tentar culpar outra pessoa pelo próprio erro? Será que temos coragem de permitir que a graça nos leve à confissão do erro?

Terça-feira, 05 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O pecado de Moisés: parte 1

Lições da Bíblia1

Vez após vez, mesmo em meio à apostasia e peregrinação no deserto, Deus proveu milagrosamente para os filhos de Israel. Isto é, por mais indignos que fossem, a graça fluía para eles. No presente, somos igualmente recipientes de Sua graça, por mais que sejamos indignos dela. Afinal, não seria graça se a merecêssemos, não é mesmo?

Além da abundância de alimento que o Senhor milagrosamente ofereceu ao povo no deserto, outra manifestação de Sua graça foi a água, sem a qual teriam morrido, em um deserto seco, quente e desolado. Falando sobre essa experiência, Paulo escreveu: “e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:4). Ellen G. White declarou que “onde quer que em suas jornadas necessitavam de água, esta jorrava ali das fendas da rocha, ao lado de seu acampamento” (Patriarcas e Profetas, p. 411).

1. Leia Números 20:1-13. O que aconteceu e como entendemos a punição do Senhor a Moisés?

Números 20:1-13 (ARA)2: “1 Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades. Ali, morreu Miriã e, ali, foi sepultada. 2 Não havia água para o povo; então, se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. 3 E o povo contendeu com Moisés, e disseram: Antes tivéssemos perecido quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor! 4 Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para morrermos aí, nós e os nossos animais? 5 E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber? 6 Então, Moisés e Arão se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu. 7 Disse o Senhor a Moisés:Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. 9 Então, Moisés tomou o bordão de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. 10 Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? 11 Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. 12 Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. 13 São estas as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e o Senhor se santificou neles.”

Por um lado, não é difícil entender a frustração de Moisés. Depois de tudo que o Senhor havia feito pelos israelitas, os sinais, as maravilhas e a libertação milagrosa, finalmente estavam nas fronteiras da terra prometida. E então, o que aconteceu? Faltou água e começaram a conspirar contra Moisés e Arão. Será que o Senhor não podia prover água para eles, como havia feito tantas vezes antes? Claro que sim, e o faria de novo!

Observe, porém, as palavras de Moisés ao bater na rocha duas vezes: “Agora escutem, rebeldes! Será que teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?” (Nm 20:10). Notamos ira em sua voz, pois ele os chamou de “rebeldes”.

O problema não foi a ira em si, que foi ruim o suficiente, porém compreensível, mas as seguintes palavras: “Teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?”, como se ele ou outro ser humano pudesse tirar água de uma pedra. No momento da ira, ele pareceu se esquecer de que somente o poder de Deus, atuando entre eles, poderia fazer tal milagre. Ele, mais que todos, deveria saber disso.

Já dissemos ou fizemos coisas em momentos de ira, crendo que isso fosse justificado? Como aprender a parar, orar e buscar o poder divino para não fazer o que é errado?

Domingo, 19 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lembre-se de que você foi escravo

Lições da Bíblia1

7. Leia Deuteronômio 5:15; 6:12; 15:15; 16:3, 12 e 24:18, 22. Do que o Senhor queria que os israelitas jamais se esquecessem, e por quê?

Deuteronômio 5:15 (ARA)2: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.”

Deuteronômio 6:12 (ARA)2: “guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.

Deuteronômio 15:15 (ARA)2: “Lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito e de que o Senhor, teu Deus, te remiu; pelo que, hoje, isso te ordeno.”

Deuteronômio 16:3, 12 (ARA)2: “3 Nela, não comerás levedado; sete dias, nela, comerás pães asmos, pão de aflição (porquanto, apressadamente, saíste da terra do Egito), para que te lembres, todos os dias da tua vida, do dia em que saíste da terra do Egito. […] 12 Lembrar-te-ás de que foste servo no Egito, e guardarás estes estatutos, e os cumprirás.”

Deuteronômio 24:18, 22 (ARA)2: “18 Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito e de que o Senhor te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso. […] 22 Lembrar-te-ás de que foste escravo na terra do Egito; pelo que te ordeno que faças isso.”

No AT, o Senhor constantemente relembrava o povo sobre o êxodo, sua libertação milagrosa do Egito. Até hoje, milhares de anos depois, os judeus celebram a Páscoa, um memorial do que o Senhor fez por eles. “E, quando estiverem na terra que o Senhor lhes dará, como prometeu, observem este rito. Quando os seus filhos perguntarem: ‘Que rito é este?’, respondam: ‘É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando matou os egípcios e livrou as nossas casas’. Então o povo se inclinou e adorou” (Êx 12:25-27).

Para a igreja no presente, a Páscoa é símbolo da libertação que nos foi oferecida em Cristo: “Pois, também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado” (1Co 5:7).

Leia Efésios 2:8-13. Do que os crentes gentios deviam se lembrar? Há uma relação com o que os hebreus em Deuteronômio foram instruídos a lembrar?

Efésios 2:8-13 (ARA)2: “8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie. 10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. 11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. 13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

Paulo queria que aquelas pessoas se lembrassem do que Deus havia feito por elas em Cristo, de que Ele as salvou e o que elas tinham adquirido então devido à graça divina. Assim como aconteceu com os filhos de Israel, não era nada de si próprias que as justificava perante Deus. Em vez disso, apenas a graça divina dada a eles, embora fossem “estranhos às alianças da promessa”, as tornava quem eram em Cristo Jesus.

Para os judeus no deserto e os cristãos em Éfeso, o importante era que sempre se lembrassem do que Deus havia feito por eles em Cristo. O mesmo princípio se aplica aos adventistas do sétimo dia em qualquer parte do mundo. “Faria muito bem para nós se diariamente passássemos uma hora refletindo sobre a vida de Cristo. Devemos considerá-la ponto por ponto e deixar que a imaginação tome conta de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança Nele será mais constante, nosso amor será fortalecido, e seremos mais semelhantes a Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 83).

Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.