Permaneçam firmes na unidade

Lições da Bíblia1:

A última oração de Jesus pelos discípulos girou em torno de um tema central: a unidade. Jesus olhou além da cruz, contemplando a união com Seu Pai e conosco: “Pai, a Minha vontade é que, onde Eu estou, também estejam Comigo os que Me deste, para que vejam a Minha glória que Me conferiste” (Jo 17:24). Jesus orou para que o Pai guardasse Seus filhos, a fim de que eles fossem “um”, assim como Deus e Cristo são “um” (Jo 17:11). Jesus também destacou as terríveis consequências da desunião – ela pode levar muitos à incredulidade. Duas vezes, nessa breve oração, Jesus enfatizou que nossa união com Ele e com o Pai tem o objetivo de que o “mundo creia” e “conheça” que o Pai enviou a Cristo (Jo 17:21, 23).

6. Leia Filipenses 1:27 e compare com João 17:17-19. O que Jesus e Paulo afirmaram ser indispensável para a unidade da igreja?

Filipenses 1:27 (NAA)2: Acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo até aí para vê-los ou estando ausente, eu ouça a respeito de vocês que estão firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé do evangelho;

João 17:17-19 (NAA)2: 17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19 E a favor deles eu me santifico, para que eles também sejam santificados na verdade.

A palavra grega traduzida como “vivam de modo digno” (Fp 1:27) é politeuomai. Nesse verso, ela significa “viver como cidadão”, não de um reino terrestre, mas do reino celestial. O Sermão do Monte apresenta lindas imagens do que significa ser filho do Pai celestial e cidadão do Seu reino: ser pobre em espírito, ser manso, ter fome e sede de justiça, ser misericordioso, puro de coração e pacificador, e ter a atitude de virar a outra face, amar os inimigos, bendizer os que nos amaldiçoam e fazer o bem aos que nos odeiam. Em resumo, praticar a justiça, amar a misericórdia e andar “humildemente com o seu Deus” (Mq 6:8).

É difícil ficar irritado com alguém assim, não é verdade? Às vezes, ficamos ofendidos com pessoas que parecem boas demais. Podemos até ser tentados a diminuí-las ou procurar pontos fracos para mostrar que não são tão boas quanto parecem para nos sentirmos melhores conosco mesmos. Por que não tentar ser também amorosos e humildes?

Ellen G. White mencionou aqueles que “amam o mundo e seus lucros mais do que a Deus ou a verdade” (Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 234).

A desunião na igreja tem origem no orgulho. “À medida que orgulho e ambição mundana foram cultivados, afastou-se o espírito de Cristo e insinuaram-se rivalidade, dissensão e luta, para desviar e enfraquecer a igreja” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 204).

A igreja seria diferente se imitássemos a humildade e mansidão de Jesus?

Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Viver e morrer por Cristo

Lições da Bíblia1:

5. O que Paulo quis dizer ao afirmar que “partir e estar com Cristo” era melhor? Fp 1:23, 24

Fp 1:23, 24 (NAA)2: 23 Estou cercado pelos dois lados, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. 24 Mas, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver.

Essa passagem tem sido mal interpretada ao longo dos séculos. No verso para memorizar desta semana, Paulo falou sobre as diferenças entre viver e morrer. O cristão vive para Cristo e pode até morrer por Ele. Nesse sentido, a morte é “lucro”, pois nosso testemunho se torna ainda mais poderoso e convincente (Fp 1:21). Quando estamos dispostos a dar a vida por uma crença, provamos que nossa fé é verdadeira.

No entanto, também devemos reconhecer a realidade da morte. “Os mortos não sabem nada” (Ec 9:5) e estão descansando na sepultura até a ressurreição (Jo 5:28, 29). Por isso, Jesus disse a respeito de alguém que havia morrido: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo 11:11).

Se quando as pessoas morrem elas vão imediatamente para o Céu, imagine como teria sido para Lázaro. Após quatro dias desfrutando do Céu, um anjo aparece com a má notícia: “Desculpe, Lázaro, mas Jesus está chamando-o de volta para a Terra. Você não pode continuar aqui.” Quando analisamos as consequências lógicas de uma ideia, podemos perceber mais facilmente quando estão erradas e o quanto são perigosas.

A morte é como um sono sem sonhos, do qual Jesus despertará Seus fiéis em Sua segunda vinda. Então, junto com os santos vivos, aqueles que forem ressuscitados serão arrebatados e levados ao Céu para estar com Jesus para sempre (1Ts 4:16, 17).

As palavras de Paulo sobre “partir” desta vida para estar com Cristo significam estar com Ele no sofrimento e na morte (2Tm 4:6), para “alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fp 3:11). Paulo também sabia que, depois de fechar os olhos na morte, a próxima cena que veria, em um piscar de olhos, seria Jesus. Cristo o levaria, com todo o povo de Deus, para o lugar que preparou para todos que O amam (Jo 14:3; 1Co 2:9).

Embora estivesse disposto a morrer por Cristo, Paulo sabia que seria melhor para os filipenses que ele continuasse “a viver” (Fp 1:24). Curiosamente, para o cristão, nem sempre é fácil saber se é melhor viver para Cristo ou morrer por Ele. Paulo estava “pressionado dos dois lados” (Fp 1:23, NVI), entre continuar vivo ou descansar na sepultura.

Você já pensou que, após a morte, a próxima cena que verá será a volta de Cristo? Esse pensamento o ajuda a entender o raciocínio de Paulo?

Terça-feira, 13 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Morrer é lucro

Lições da Bíblia1:

Podemos perceber com facilidade que estamos envolvidos no grande conflito, que acontece ao redor e dentro de nós. Experimentamos essa batalha cósmica e continuaremos a vivenciá-la até o dia da nossa morte, independentemente de quando ou como ela ocorrer.

3. Qual é a base da guerra que enfrentamos e quais são as nossas armas? 2Co 10:3-6

2Co 10:3-6 (NAA)2: 3 Porque, embora andemos na carne, não lutamos segundo a carne. 4 Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos 5 e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo. 6 E estaremos prontos para punir qualquer desobediência, quando a obediência de vocês estiver completa.

As armas espirituais mais poderosas são as ideias, sejam corretas ou erradas. Satanás utiliza ferramentas como a crítica, a traição, o constrangimento, o medo, a pressão social e muitas outras que os cristãos jamais deveriam usar. Por outro lado, somos chamados a empregar o amor, a misericórdia, a paz, a mansidão, a paciência, a bondade e o domínio próprio. Nossa arma mais poderosa, quando utilizada com sabedoria, é a “espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6:17). Afinal, somente Deus pode levar a verdade ao coração das pessoas. Nós somos apenas instrumentos nas mãos do Senhor para realizar Seus propósitos.

4. Como entender os seguintes versos de Paulo no contexto do grande conflito? Fp 1:21, 22

Fp 1:21, 22 (NAA)2: 21 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. 22 Entretanto, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho frutífero. Assim, não sei o que devo escolher.

Uma vez que a batalha é espiritual, estamos em uma guerra de ideias e valores. No entanto, Cristo já conquistou a vitória por nós na cruz. Enquanto estivermos conectados a Ele, jamais seremos derrotados, mesmo se morrermos. Paulo entregou sua vida e seu futuro a um tribunal superior, o que o levou a não se importar com o que acontecesse com ele aqui na Terra, por mais injusto que fosse.

Como cristãos, não devemos lutar tanto pelos nossos direitos, mas pelo que é certo. Não é “a força que faz o direito”, mas “o direito que faz a força”. O segredo é a submissão à vontade de Deus. Na verdade, essa é a única maneira de sermos vitoriosos na guerra em que nos encontramos. Jesus é o exemplo perfeito de submissão à vontade de Deus, como Paulo destacou em Filipenses 2.

De que maneira você está vivenciando a realidade do grande conflito? Como encontrar o conforto e a força ao saber que Cristo já conquistou a vitória por nós?

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Cristo será engrandecido

Lições da Bíblia1:

1. Leia Filipenses 1:19, 20. Qual era a expectativa de Paulo em relação ao desfecho de seu julgamento? Para ele, o que era mais importante do que ser absolvido?

Filipenses 1:19, 20 (NAA)2: 19 Porque estou certo de que, pela súplica de vocês e com a ajuda do Espírito de Jesus Cristo, isso resultará em minha libertação. 20 Minha ardente expectativa e esperança é que em nada serei envergonhado, mas que, com toda a ousadia, como sempre, também agora, Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.

Embora Paulo não fosse um criminoso, essa não tinha sido a primeira vez dele na prisão; ele já estava bem familiarizado com perseguições. Escrevendo aos coríntios, relatou em detalhes os sofrimentos que havia enfrentado: “Em prisões, muito mais; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas. Uma vez fui apedrejado. Três vezes naufraguei. Fiquei uma noite e um dia boiando em alto mar. Em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez” (2Co 11:23-27).

Contudo, para que ninguém achasse que esses sofrimentos eram sua maior preocupação, Paulo acrescentou imediatamente: “Além das coisas exteriores, ainda pesa sobre mim diariamente a preocupação com todas as igrejas” (2Co 11:28).

2. Como Paulo se relacionava com as igrejas que havia fundado e com as pessoas que ele tinha levado a Cristo? 1Co 4:14-16; 1Ts 2:10, 11; Gl 4:19; Fm 10 

1Co 4:14-16 (NAA)2:  14 Não escrevo estas coisas para que vocês fiquem envergonhados; pelo contrário, para admoestá-los como a meus filhos amados. 15 Porque, ainda que vocês tivessem milhares de instrutores em Cristo, não teriam muitos pais, pois eu gerei vocês em Cristo Jesus, pelo evangelho. 16 Portanto, eu peço a vocês que sejam meus imitadores.

1Ts 2:10, 11 (NAA)2: 10 Vocês e Deus são testemunhas de como nos portamos de maneira piedosa, justa e irrepreensível em relação a vocês, os que creem. 11 E vocês sabem muito bem que tratamos cada um de vocês como um pai trata os seus filhos,

Gl 4:19 (NAA)2: meus filhos, por quem, de novo, estou sofrendo as dores de parto, até que Cristo seja formado em vocês.

Fm 10 (NAA)2: Faço um pedido em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas.

Assim como Jesus, que não poupou nada para nos salvar, Paulo estava disposto a gastar e se deixar gastar em favor dos irmãos na fé (2Co 12:15). Paradoxalmente, quanto mais as ações de alguém se assemelham às de Jesus, menos essa pessoa é amada ou valorizada por alguns (2Tm 3:12). Ainda assim, a fidelidade dos cristãos talvez seja a maneira mais poderosa de glorificar a Deus e revelar a verdade do evangelho (Fp 1:7). “A paciência e o bom ânimo de Paulo durante sua longa e injusta prisão, bem como sua coragem e fé, eram um constante sermão” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 295).

Reflita sobre como você vive e se relaciona com as pessoas, especialmente aquelas que não o tratam bem. Que tipo de testemunho de Jesus você tem dado?

Domingo, 11 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Vida e morte

Lições da Bíblia1:

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1:21).

Leituras da semana: Fp 1:19-30; 1Co 4:14-16; 2Co 10:3-6; Jo 17:17-19; Mq 6:8; At 14:22

Muitos afirmam que a morte é uma parte natural da vida, mas isso é mentira. A morte é o oposto da vida, uma inimiga. Ela não foi criada como parte da vida, assim como a destruição não é o propósito original de um carro. Paulo declarou, de maneira enfática, que Cristo morreu para que “derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hb 2:14, 15, NVI).

Embora disposto a morrer por Cristo, Paulo tinha confiança em seu propósito. O mais importante para ele era honrar a Cristo, pela vida ou pela morte, e pregar o evangelho ao maior número de pessoas possível. Talvez isso explique por que ele escreveu tantas cartas. Por meio de seus escritos, Paulo conseguiu alcançar muitas pessoas e lugares, incluindo aqueles que ele nunca pôde visitar pessoalmente.

A vida é curta, e precisamos causar o maior impacto possível para o reino de Deus no tempo que Ele nos concede. Parte significativa desse impacto envolve promover a “unidade da fé”. Nesta semana, veremos que essa foi uma das razões mais importantes que levaram Paulo a escrever aos filipenses.

Sábado, 10 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Razões para ação de graças e oração – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

“Muitos são incapazes de fazer planos definidos para o futuro. Sua vida é incerta. Não conseguem discernir o desfecho dos acontecimentos, e isso enche-os por vezes de ansiedade e inquietação. Lembremo-nos de que a vida dos filhos de Deus no mundo é uma vida de peregrinos. Não temos sabedoria suficiente para planejar nossa vida. Não nos compete determinar o futuro. ‘Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu […]’ (Hb 11:8).

“Cristo, em Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai O fazia conhecer esses mesmos planos. Nós devíamos depender de Deus de tal maneira que nossa vida pudesse ser a simples realização de Sua vontade. […]

“Muitos planejando um futuro brilhante, sofrem um desastre completo. Deixemos que Deus faça para nós os planos Dele. […] (1Sm 2:9). Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles mesmos escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 306).

Perguntas para consideração

1. Você tem mais motivos para agradecer do que poderia parecer à primeira vista?

2. Reflita sobre a última frase da citação de Ellen G. White mencionada acima. Como podemos aprender a confiar em Deus de maneira tão profunda?

3. Compare Colossenses 1:6, 23 com este texto de Ellen White: “Por quarenta anos, a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm postergado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre aqueles que se dizem povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor […]. Se a igreja de Cristo tivesse feito a obra que lhe foi designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro já teria sido advertido – o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (Eventos Finais [CPB, 2021], p. 26). Temos repetido esses erros?

Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O poder da oração

Lições da Bíblia1:

5. Leia Colossenses 1:9-12. Quais pedidos específicos são mencionados na oração de Paulo?

Colossenses 1:9-12 (NAA)2: 9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que soubemos disso, não deixamos de orar por vocês e de pedir que transbordem do pleno conhecimento da vontade de Deus, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. 10 Dessa maneira, poderão viver de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. 11 Assim, vocês serão fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência, com alegria, 12 dando graças ao Pai, que os capacitou a participar da herança dos santos na luz.

Paulo orou para que seus leitores ficassem cheios “do pleno conhecimento da vontade de Deus”. Ele descreveu conhecer a vontade de Deus como ter “sabedoria e entendimento espiritual” (Cl 1:9). Só podemos obter sabedoria quando confiamos totalmente em Deus, estamos dispostos a “fazer a [Sua] vontade” (Jo 7:17) e não nos apoiamos em nosso “próprio entendimento” (Pv 3:5). Mas muitas vezes nos perguntamos: “Qual é a vontade de Deus para mim nesta situação?” Existem quatro fontes principais pelas quais podemos conhecer a vontade de Deus enquanto a buscamos em oração:

1. A direção do Espírito Santo – O Espírito Santo nos guia quando aprendemos a reconhecer a Sua voz: “Quando vocês se desviarem para a direita ou para a esquerda, ouvirão atrás de vocês uma palavra, dizendo: ‘Este é o caminho; andem nele’” (Is 30:21).

2. A Bíblia – Uma fonte muito importante de sabedoria é a própria Bíblia. “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra; ela é luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).

3. Deus nos concedeu sabedoria para os últimos dias por meio do Espírito de Profecia (Ap 12:17; 19:10), manifestado nos escritos de Ellen White. A Bíblia nos encoraja a crer (2Cr 20:20).

4. Circunstâncias providenciais – A vontade e a direção de Deus podem ser conhecidas por meio de circunstâncias providenciais, em que pedimos ao Senhor que abra ou feche portas (veja Cl 4:3).

Paulo orou para que os colossenses pudessem andar “de modo digno do Senhor” (Cl 1:10). É claro que ninguém é, por natureza, “digno”, mas Deus nos considera dignos por Sua graça e nos chama a viver de acordo com esse elevado chamado (Ef 4:1; 1Ts 2:12). Paulo utilizou o verbo “andar” mais três vezes nessa mesma carta (Cl 2:6; 3:7; 4:5). Isso significa viver e agir de acordo com a lei de Deus (Êx 18:20), algo que só é possível pela obra do Espírito Santo (Ez 36:27).

Paulo também orou para que a vida dos colossenses (e a nossa) fosse “para o […] inteiro agrado” do Senhor, “frutificando em toda boa obra” (Cl 1:9, 10), “crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10) e, por último, “dando graças ao Pai” (Cl 1:12).

Suponha que alguém lhe perguntasse: “Como você sabe que Deus está guiando você em uma direção ou outra?” O que você responderia e por quê?

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Frutos do evangelho

Lições da Bíblia1:

O relacionamento de Paulo com os colossenses era diferente do que ele tinha com os filipenses. Ele os incluiu entre os que não o tinham visto “face a face” (Cl 2:1). Ainda assim, o apóstolo disse que “sempre” agradecia a Deus e orava por eles, como fazia com os filipenses.

4. Leia Colossenses 1:3-8. Quais são as três coisas pelas quais Paulo agradeceu a Deus?

Colossenses 1:3-8 (NAA)2: 3 Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, 4 desde que ouvimos da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que vocês têm por todos os santos, 5 por causa da esperança que está guardada para vocês nos céus. Desta esperança vocês ouviram falar anteriormente por meio da palavra da verdade do evangelho, 6 que chegou até vocês. Esse evangelho está produzindo fruto e crescendo em todo o mundo, assim como acontece entre vocês, desde o dia em que ouviram e entenderam a graça de Deus na verdade. 7 Isso vocês aprenderam de Epafras, nosso amado conservo e, em relação a vocês, fiel ministro de Cristo, 8 o qual também nos contou do amor que vocês têm no Espírito.

Paulo reuniu as três virtudes que mencionou em outros textos: a fé, a esperança e o amor (1Co 13:13; 1Ts 1:3; 5:8). Observe que Paulo não atribuiu aos colossenses o mérito por essas virtudes. Em vez disso, agradeceu ao Pai por elas, porque elas fazem parte das boas dádivas e dos dons perfeitos que vêm Dele (Tg 1:17). Quando reconhecemos o amor de Deus por nós, isso nos conduz à fé em Cristo (Ef 2:4-8), e assim recebemos a esperança do Céu. Pedro descreveu essa esperança como uma “herança que não pode ser destruída, que não fica manchada, que não murcha e que está reservada nos céus para [nós]” (1Pe 1:4).

Paulo também destacou que o evangelho é verdadeiro porque se baseia na “palavra da verdade” (Cl 1:5). O apóstolo utilizou essa expressão em outras ocasiões para se referir à Palavra inspirada de Deus (veja 2Co 6:7; 2Tm 2:15). Diferentemente da “palavra humana”, a Palavra de Deus atua eficazmente naqueles que nela creem (1Ts 2:13) e sempre realizam a vontade divina (Is 55:11). Assim, quando o evangelho é proclamado, o poder de Deus se manifesta por meio da atuação do Espírito Santo no coração dos ouvintes, que então são capacitados a responder. O evangelho produz frutos porque é a “palavra da vida” (Fp 2:16).

O mais impressionante talvez seja a rápida expansão do evangelho. Cerca de 30 anos após a morte e ressurreição de Cristo, Paulo disse que o evangelho havia se espalhado “em todo o mundo”. No mesmo capítulo, ele afirmou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Cl 1:6, 23). O amplo sistema de estradas romanas facilitou a comunicação e o transporte, permitindo que as cartas de Paulo fossem enviadas de forma eficaz. No entanto, é o poder de Deus, atuando por meio da “palavra”, que dá vida espiritual às pessoas (Tg 1:18; 1Pe 1:23), tornando-as novas criaturas em Cristo (2Co 5:17).

Paulo falou sobre a esperança “guardada para [nós] nos Céus” (Cl 1:5). O que essa esperança significa e por que ela transforma a vida, mesmo que nos sintamos indignos?

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.