Sofrimentos por causa do evangelho

Lições da Bíblia1

Depois de expor os falsos mestres como agentes de Satanás (2Co 11:1-15), Paulo entra no jogo deles vangloriando-se como um insensato (2Co 11:16-21, NVI), para que os coríntios percebessem como era sem sentido dar ouvidos ao discurso daqueles intrusos. Se eles eram tão estimados em Corinto, Paulo merecia consideração ainda maior. Seus sofrimentos por causa do evangelho mostravam que ele era um servo fiel de Cristo (2Co 11:22, 23).

4. Leia 2 Coríntios 11:22-28. Qual ponto Paulo destaca nesses versos?

2 Coríntios 11:22-28 (NAA)2: 22 São hebreus? Eu também! São israelitas? Eu também! São da descendência de Abraão? Eu também! 23 São ministros de Cristo? Falando como se estivesse fora de mim, afirmo que sou ainda mais: em trabalhos, muito mais; em prisões, muito mais; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. 24 Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um. 25 Três vezes fui açoitado com varas. Uma vez fui apedrejado. Três vezes naufraguei. Fiquei uma noite e um dia boiando em alto mar. 26 Em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. 28 Além das coisas exteriores, ainda pesa sobre mim diariamente a preocupação com todas as igrejas.

Embora as credenciais judaicas de Paulo fossem idênticas às dos falsos mestres (2Co 11:22), seu serviço a Cristo superava o deles (2Co 11:23). Ele pergunta: “São ministros de Cristo?” E responde: “Afirmo que sou ainda mais” (2Co 11:23). Seus trabalhos foram mais abundantes; suas prisões, mais frequentes; seus açoites, mais severos.

E não apenas isso. Sua lista de sofrimentos incluía: cinco vezes 39 açoites (2Co 11:24); espancamentos com varas, apedrejamento, naufrágios e perigo em alto-mar (2Co 11:25); perigos nas viagens, nos rios, perigos por causa de assaltantes, por parte de compatriotas e de gentios, na cidade, no deserto, no mar e até entre falsos irmãos (2Co 11:26); trabalhos árduos e fadigas extenuantes, noites sem dormir, fome e sede, falta de alimento, frio e nudez (2Co 11:27). E, como se não bastasse, pesava sobre ele a angústia constante de sua profunda preocupação por todas as igrejas (2Co 11:28).

Somente um verdadeiro servo de Cristo se disporia a sofrer assim pelo evangelho. Se Paulo quisesse gloriar-se de seus sofrimentos, teria muito o que dizer. Contudo, a seção seguinte da carta mostra que sua “glória” não se baseava no que ele fazia por Cristo, e sim no que Cristo fizera por ele. Paulo reconhecia que o poder de Deus se manifesta com maior clareza na fraqueza humana (2Co 12:9, 10). Ao permitir-lhe um “espinho na carne” (2Co 12:7), Deus o preservou de vangloriar-se em seus feitos. Isso o manteve humilde, consciente de sua fragilidade, dependente do poder divino e em condição de receber mais graça e misericórdia.

Você tem sofrido por causa do evangelho? O que aprendeu nessa experiência? De que modo a forma como Paulo lidou com seus sofrimentos pode ajudar você a lidar com os seus?

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Sofrimento e glória

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Coríntios 4:7-18. Faça uma lista dos sofrimentos de Paulo. Como ele os suportou?

2 Coríntios 4:7-18 (NAA)2: 7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que a excelência do poder provém de Deus, não de nós. 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; 9 somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. 10 Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo. 11 Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 12 De modo que em nós opera a morte; em vocês, a vida. 13 Tendo, porém, o mesmo espírito de fé, como está escrito: “Eu cri, por isso falei”, também nós cremos e, por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará juntamente com vocês. 15 Porque tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para a glória de Deus. 16 Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.

João Hus, o grande reformador da antiga Boêmia, disse certa vez sobre Jesus: “Ele é o Dono do mundo, e nós somos desprezíveis mortais; no entanto, Ele sofreu! Por que não deveríamos nós também sofrer, particularmente quando o sofrimento é para nossa purificação?” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 88).

Séculos antes, o apóstolo Paulo manifestou essa mesma disposição de sofrer por Cristo. Ele sabia que não passava de um frágil vaso feito de barro (2Co 4:7). Sentia-se continuamente atribulado, perplexo, perseguido e derrubado – mas não angustiado, nem desanimado, nem abandonado, nem destruído (2Co 4:8, 9). Estava disposto a levar “no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida Dele” se manifestasse nele (2Co 4:10, 11).

Ao falar em “morrer de Jesus”, Paulo provavelmente se referia aos sofrimentos mencionados nos versos anteriores. Já a expressão “vida Dele”, em sentido imediato, provavelmente aponta para os livramentos da morte ou para o poder espiritual que nos sustenta no presente; em última análise, porém, remete à ressurreição (2Co 4:12).

É significativo que o par “morte e vida” apareça três vezes em 2 Coríntios 4:10 a 12. Isso nos lembra de que, na era presente, a vida está misturada com a morte; na glória futura, porém, viveremos sem a presença da morte (Ap 20:14; 21:4).

Sobretudo, 2 Coríntios 4:7 a 18 mostra que o evangelho é anunciado por meio de seres humanos frágeis, para que a glória pertença somente a Deus (2Co 4:15). Não raro, missionários sofrem no exercício da missão. Ainda assim, nossas aflições aqui são leves e momentâneas, quando comparadas ao eterno peso de glória que nos aguarda (2Co 4:17). O crente vive pela fé, e não pelo que vê (2Co 4:18; 5:7).

Essa esperança na vida futura enchia tanto o pensamento de Paulo que ele prossegue tratando do tema ao longo da passagem (2Co 5:1-10). Ele chama seu corpo mortal de “casa terrestre”, enquanto o “edifício” que temos “da parte de Deus” é metáfora do corpo ressuscitado (2Co 5:1) – a grande esperança dos crentes de todas as épocas.

Por que é tão importante manter, no meio do que estamos vivendo agora, a esperança da ressurreição – a nossa ressurreição (1Co 15:52) – sempre diante de nós?

Segunda-feira, 31 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

À beira da morte

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 41:1-4; 88:3-12; 102:3-5, 11, 23, 24. Que experiências esses textos descrevem? Você já passou por situações semelhantes?

Salmo 41:1-4 (NAA)2: “1 Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. 2 O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos. 3 O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde. 4 Eu disse: ‘Compadece-te de mim, Senhor; sara a minha alma, porque pequei contra ti.’”

Salmo 88:3-12 (NAA)2: “3 Pois a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida já se aproxima da morte.  4 Sou contado com os que descem ao abismo. Sou como um homem sem força, 5 atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; pois foram abandonados pelas tuas mãos. 6 Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. 7 Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. 8 Afastaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair. 9 Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, Senhor, e a ti levanto as minhas mãos. 10 Será que farás maravilhas para os mortos? Ou será que os finados se levantarão para te louvar? 11 A tua bondade será anunciada na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? 12 Acaso nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?”

Salmo 102:3-5, 11, 23, 24 (NAA)2: “3 Porque os meus dias desaparecem como fumaça, e os meus ossos queimam como se estivessem no fogo. 4 Cortado como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. 5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. […] 11 Como a sombra que declina, assim são os meus dias, e eu vou secando como a relva. […] 23 Ele me abateu a força no caminho e abreviou os meus dias. 24 Eu disse: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.”

Essas orações por salvação da enfermidade e da morte demonstram que os filhos de Deus não estão isentos de sofrimentos. Os salmos revelam as terríveis aflições do salmista. Ele está sem forças, murchando como grama, incapaz de comer, separado com os mortos, deitado como morto no túmulo, repulsivo para seus amigos, sofrendo e em desespero. Seus ossos se agarram à sua pele. Muitos salmos presumem que o Senhor permitiu as adversidades por causa da desobediência de Israel. O salmista reconhece que o pecado pode trazer doenças; portanto, fala do perdão que precede a cura (Sl 41:3, 4). No entanto, alguns salmos, como o Salmo 88 e o 102, reconhecem que o sofrimento inocente do povo de Deus é um fato, não importando quanto seja difícil entender isso.

No Salmo 88, Deus leva o salmista à beira da morte (Sl 88:6-8). Contudo, observe que, mesmo quando as queixas mais sérias são proferidas, o lamento é claramente um ato de fé, pois se o Senhor, em Sua soberania, permitiu as adversidades, Ele pode restaurar o bem-estar de Seu filho.

No limiar da sepultura, o salmista se lembra das maravilhas, da bondade, fidelidade e justiça divinas (Sl 88:10-12). Apesar da sensação de ter sido atingido por Deus, o salmista se apega a Ele. Embora sofra, não nega o amor de Deus e sabe que o Senhor é sua única salvação. Esses apelos mostram que o salmista conhece não apenas o sofrimento, mas também a graça de Deus, e que a graça não exclui as provas da vida.

Em suma, tanto a permissão divina para o sofrimento quanto Sua libertação são demonstrações de Sua soberania. Saber que Deus está no controle inspira esperança. Quando lemos o Salmo 88 à luz do sofrimento de Cristo, ficamos impressionados com as profundezas de Seu amor. Ele estava disposto a passar pela porta da morte para o bem da humanidade.

Pense em Jesus na cruz e no que Ele sofreu por causa do pecado. Deus em Cristo sofreu ainda mais do que nós. Isso nos ajuda a manter a fé em meio aos sofrimentos?

Segunda-feira, 29 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Deus sofredor e Seus seguidores

Lições da Bíblia1

É melhor nos acostumarmos: enquanto estivermos neste mundo, vamos sofrer. Como criaturas decaídas, esse é nosso destino. Nada na Bíblia nos promete algo diferente. Pelo contrário…

7. O que os versos a seguir nos dizem sobre o sofrimento dos seguidores de Cristo? At 14:22; Fp 1:29; 2Tm 3:12

At 14:22 (ARA)2: “fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.

Fp 1:29 (ARA)2: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele”

2Tm 3:12 (ARA)2: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.

Em meio ao nosso sofrimento, devemos ter duas coisas em mente. Primeira, Cristo, nosso Senhor, sofreu mais do que qualquer um de nós. Na cruz, “Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is 53:4); o que conhecemos como indivíduos, Ele sofreu corporativamente, por todos nós. Aquele que não tinha pecado tornou-Se “pecado por nós” (2Co 5:21), sofrendo de uma forma que nós, como criaturas pecadoras, não poderíamos sequer imaginar.

Em segundo lugar, à medida que sofremos, devemos nos lembrar dos resultados do sofrimento de Cristo, ou seja, ter em mente o que nos foi prometido por meio do que Ele fez por nós.

8. Leia João 10:28; Romanos 6:23; Tito 1:2; 1 João 2:25. Que promessa temos?

João 10:28 (ARA)2: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.

Romanos 6:23 (ARA)2: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Tito 1:2 (ARA)2: “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos

1 João 2:25 (ARA)2: “E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.

Sejam quais forem os nossos sofrimentos, temos a promessa da vida eterna, graças a Jesus, graças à Sua disposição de suportar o castigo pelos nossos pecados, graças à grande provisão do evangelho, no sentido de que pela fé podemos ser perfeitos em Jesus. Temos a promessa de que, por causa do que Cristo fez, por causa da plenitude e perfeição de Sua vida e sacrifício perfeitos, nossa existência, cheia de dor, decepção e perda, não é mais do que um instante, um lampejo, em contraste com a eternidade que nos espera, uma eternidade em um novo céu e uma nova Terra, sem pecado, sofrimento e morte. E tudo isso nos é prometido e garantido somente por causa de Cristo e do crisol pelo qual Ele passou para que um dia, em breve, pudesse ver o fruto do trabalho de Sua alma e ficar satisfeito (Is 53:11).

Quinta-feira, 22 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Calor extremo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 115-123 [145-155] (“O teste de fé”); Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 267-270 [315-319] (“Louvai ao Senhor”).

“Deus sempre tem provado Seu povo na fornalha da aflição. É no calor da fornalha que a escória se separa do verdadeiro ouro do caráter cristão. Jesus vigia a prova; Ele sabe o que é necessário para purificar o precioso metal, para que este possa refletir o brilho de Seu amor. É por meio de sofrimentos severos e decisivos que Deus disciplina Seus servos. Ele vê que alguns têm capacidades que poderão ser empregadas no avanço de Sua obra e põe essas pessoas à prova. Em Sua providência, Ele as leva a posições que provem seu caráter […]. Mostra-lhes suas debilidades e os ensina a buscar Nele o apoio, pois Ele é seu único auxílio […]” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 99 [129, 130]).

Perguntas para consideração

Você já passou por um difícil teste de fé semelhante ao de Abraão? O que aprendeu com essa experiência sobre seus êxitos ou fracassos?

Que extremos Cristo enfrentou nas Suas últimas 24 horas antes da crucifixão? Como Ele superou isso? Que princípios aprendemos com Cristo que nos ajudam a lidar com as nossas provas?

Podemos ministrar aos que sofrem por meio de nosso sofrimento? Que problemas pode haver com essa ideia, por mais verdadeira que seja?

É fácil confiar Nele “tanto nas trevas quanto na luz”? Como ajudar as pessoas a ter a fé que as habilitará a confiar em Deus nas dificuldades?

Sexta-feira, 29 de julho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

Sobrevivendo pela esperança

Lições da Bíblia1

“Não queremos, irmãos, que vocês fiquem sem saber que tipo de tribulação nos sobreveio na província da Ásia. Foi algo acima das nossas forças, a ponto de perdermos a esperança até da própria vida. De fato, tivemos em nós mesmos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, e sim no Deus que ressuscita os mortos” (2Co 1:8, 9). Sendo apóstolo de Cristo, Paulo tinha suportado mais aflições do que a maioria das pessoas. Contudo, ele não foi esmagado. Ao contrário, cresceu em louvor a Deus. Considere as dificuldades pelas quais ele passou (2Co 11:23-29; 2Co 1:3-11).

5. Leia 2 Coríntios 1:4. Em que medida o sofrimento pode ser um chamado ao ministério? Como estar mais atentos a essa possibilidade?

2 Coríntios 1:4 (ARA)2: “É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.

“Deus quer ministrar por nosso intermédio a pessoas que sofrem. Isso significa que Ele pode primeiramente permitir que experimentemos dores para então oferecermos encorajamento, não na teoria, mas a partir da nossa experiência da compaixão e conforto divinos. Esse foi um princípio da vida de Jesus (ver Hb 4:15).

As vívidas descrições de Paulo sobre suas dificuldades não foram escritas para que sintamos pena dele, mas para sabermos que, mesmo quando estivermos no fundo do poço, o Pai pode intervir para levar compaixão e consolo. Podemos até perder a esperança quanto à nossa vida, mas não tenhamos medo, Deus está nos ensinando a depender Dele. Podemos confiar Nele, pois o Senhor “ressuscita os mortos” (2Co 1:9).

Visto que o foco do apóstolo dos gentios continuou sendo proclamar o evangelho, ele sabia que Deus o salvaria também no futuro. A habilidade do apóstolo em permanecer firme tinha como base três coisas mencionadas em 2 Coríntios 1:10, 11. Primeiro, os antecedentes divinos: “o qual nos livrou e ainda livrará de tão grande morte”. Segundo, a determinação de Paulo em se concentrar somente em Deus: “Nele temos esperado que ainda continuará a nos livrar”. Terceiro, a intercessão contínua dos santos: “enquanto vocês nos ajudam com orações”.”

O que você pode aprender com Paulo que pode ajudá-lo a evitar a autopiedade em meio a suas próprias lutas?

Quarta-feira, 27 de julho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Sobrevivendo por meio da adoração

Lições da Bíblia1

3. Leia Jó 1:6–2:10. O que causou o sofrimento de Jó?

Jó 1:6–2:10 (ARA)2: “6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela.Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Então, respondeu Satanás ao Senhor: Porventura, Jó debalde teme a Deus? 10 Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. 11 Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. 12 Disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do Senhor. 13 Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito, 14 que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; 15 de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova. 16 Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova. 17 Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova. 18 Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito, 19 eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova. 20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; 21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! 22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. 2:1 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor.Então, o Senhor disse a Satanás: Donde vens? Respondeu Satanás ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela.Perguntou o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.Então, Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra ti na tua face.Disse o Senhor a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida.Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça.Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se. Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre. 10 Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

Em Jó 1, aconteceu algo assombroso. Os anjos se apresentaram diante de Deus, e Satanás estava com eles. Deus lhe perguntou de onde ele vinha, e Satanás respondeu: “De rodear a Terra e passear por ela”. Então Deus perguntou: “Você reparou no Meu servo Jó?” (v. 7, 8). A pergunta em si não é fora do comum. O que chama a atenção é quem a fez. Não foi Satanás quem apontou Jó como alguém a se examinar, mas Deus. Como sabia o que aconteceria, Deus chamou a atenção de Satanás para Jó. O patriarca não tinha ideia de que passaria por um crisol de temperaturas excessivas. Embora esteja muito claro que foi Satanás, não Deus, quem causou o sofrimento de Jó, também está claro que foi Deus quem lhe deu permissão para destruir as propriedades, os filhos e a própria saúde física do Seu servo. Se Deus permitiu que Jó sofresse, que diferença faz se foi Deus ou Satanás quem infligiu o sofrimento? Como pode Deus ser justo e santo se ativamente permitiu que Satanás causasse tal dor a Jó? Essa situação é um caso especial ou caracteriza a forma pela qual o Senhor ainda lida conosco hoje?

4. Em Jó 1:20, 21, como o patriarca reagiu às provações?

Jó 1:20, 21 (ARA)2: “20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; 21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!

É possível reagir de duas formas a sofrimentos assim. Podemos nos tornar mais amargos e zangados, e virar as costas para Deus acreditando que Ele seja cruel ou que não exista, ou podemos nos apegar ao Senhor com mais força. Jó lidou com sua catástrofe permanecendo na presença de Deus e adorando-O.

Em Jó 1:20, 21, vemos três aspectos de adoração que nos ajudam quando estamos angustiados. Primeiro, Jó aceitou seu desamparo e reconheceu que não tinha direito a reivindicar nada: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei”. Segundo, Jó reconheceu que Deus tinha o controle total da situação: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou”. Terceiro, ele concluiu reafirmando sua crença na justiça divina. “Bendito seja o nome do Senhor”.

Você está passando por uma prova? Siga os passos de Jó. Isso pode ajudar você?

Terça-feira, 26 de julho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Calor extremo

Lições da Bíblia1

“Ao Senhor agradou esmagá-Lo, fazendo-O sofrer. Quando Ele der a Sua alma como oferta pelo pecado, verá a Sua posteridade e prolongará os Seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas Suas mãos” (Is 53:10).

Quando a esposa do famoso escritor cristão C. S. Lewis estava morrendo, ele escreveu: “Não que eu esteja (suponho) correndo o risco de deixar de acreditar em Deus. O perigo real é o de vir a acreditar em coisas tão horríveis sobre Ele. A conclusão a que tenho horror de chegar não é: ‘Então, apesar de tudo, não existe Deus nenhum’, mas ‘Então, é assim que Deus é realmente’” (A Anatomia de Uma Dor [São Paulo: Editora Vida, 2006], p. 32).

Quando a vida se torna muito dolorosa, alguns de nós rejeitam a Deus completamente. Para outros como Lewis, há a tentação de mudar a visão sobre Deus e imaginar todas as coisas ruins sobre Ele. A pergunta é: Qual é a temperatura máxima que o crisol pode atingir? Quanto calor o Senhor está disposto a fazer Seu povo experimentar a fim de realizar Seu propósito supremo de nos moldar à “imagem de Seu Filho” (Rm 8:29)?

Resumo da semana: Deus deseja que O conheçamos e O amemos. No entanto, por que Ele está disposto a arriscar ser mal interpretado por nós? Até que ponto Ele faria isso para nos moldar à “imagem de Seu Filho”?

Sábado, 23 de julho de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor.