Tratando a raiz do problema

Lições da Bíblia1

Alguns homens tinham descido o leito do paralítico à presença de Jesus, e todos olhavam para o Mestre. Curaria Ele um evidente pecador e repreenderia a enfermidade?

2. Qual foi a primeira coisa que Cristo fez pelo paralítico? Como Jesus o curou? Mc 2:5-12

Mc 2:5-12 (ARA)2: “5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados —disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!”

Muitas vezes não estamos cientes da doença até percebermos os sintomas, pois costumamos pensar na doença apenas como sintomas. Pensamos que nos livrar dos sintomas significa a cura. Jesus trata a enfermidade de maneira diferente. Ele conhece a origem de todo sofrimento e toda doença e quer tratar primeiramente essa origem.

No caso do paralítico, em vez de tratar imediatamente os efeitos da doença, Jesus foi diretamente à origem do que mais incomodava o homem. O paralítico sentia o peso da culpa e separação de Deus mais severamente do que sua doença. Uma pessoa que obtém descanso em Deus é capaz de suportar qualquer sofrimento físico. Por isso, Jesus foi diretamente à origem e ofereceu primeiramente o perdão.

Os líderes religiosos ficaram chocados ao ouvir Jesus pronunciar o perdão. Em resposta às suas acusações silenciosas, Jesus lhes fez uma pergunta.

3. Como Jesus provocou os escribas? Com que problema Ele estava lidando? Mc 2:8, 9

Mc 2:8, 9 (ARA): “8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?

Muitas vezes, as pessoas falam e não fazem, mas quando Deus fala, as coisas acontecem. Pela poderosa palavra de Deus, tudo passou a existir (Gn 1). Embora não possamos ver o perdão, ele é caro, pois custou a vida do Filho de Deus na cruz. Tudo o mais é secundário. A fim de demonstrar o poder e a realidade do perdão, Jesus decidiu curar o paralítico.

Deus deseja nos curar primeiramente por dentro. Às vezes Ele nos traz cura física imediata, como aconteceu com o paralítico, ou teremos que esperar pela manhã da ressurreição para experimentar a cura. Seja como for, o Salvador deseja que descansemos na certeza de Seu amor, graça e perdão hoje, mesmo em meio ao sofrimento.

Podemos obter descanso e paz, mesmo quando as orações pela cura não são atendidas logo?

Segunda-feira, 16 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Descanso após o perdão

Lições da Bíblia1

A família de José finalmente havia chegado ao Egito. Não havia mais segredos sombrios na família. Os irmãos dele devem ter admitido que tinham vendido José quando explicaram ao pai que o filho que ele pensava ter sido morto era então o primeiro-ministro do Egito. Embora nem sempre seja possível ou sábio restaurar relacionamentos, isso não significa que não possamos perdoar. É difícil abraçar o ofensor e chorar com ele, mas talvez desejemos expressar perdão verbalmente ou por uma carta. Chega a hora de abandonar a dor o máximo que pudermos. Talvez permaneça certa dor, mas pelo menos estaremos no caminho da cura.

7. Leia Gênesis 50:15-21. Qual era a preocupação dos irmãos de José, e por quê? O que esse medo revelava sobre eles mesmos?

Gênesis 50:15-21 (ARA)2: “15 Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos. 16 Portanto, mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: 17 Assim direis a José: Perdoa, pois, a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, te rogamos que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. José chorou enquanto lhe falavam. 18 Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração.”

Os irmãos de José estavam morando no Egito havia dezessete anos (Gn 47:28), mas, quando Jacó morreu, eles ficaram com medo de que José se vingasse. Perceberam novamente quanto haviam ferido José. No entanto, José reafirmou seu perdão a eles após a morte do pai. Esse lembrete provavelmente foi bom para José, assim como para seus irmãos.

Se a ferida for profunda, provavelmente tenhamos que perdoar muitas vezes. Quando as lembranças do erro vierem à mente, precisamos orar a Deus e escolher perdoar outra vez.

8. Como Gênesis 50:20 explica, pelo menos parcialmente, a disposição de José de perdoar o pecado de seus irmãos contra ele?

Gênesis 50:20 (ARA)2: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.

José acreditava firmemente que sua vida era parte do plano de Deus para ajudar a salvar da fome o mundo daquela época e, posteriormente, ajudar sua família a cumprir a promessa de Deus de se tornar uma grande nação. Saber que Deus havia prevalecido sobre os planos malignos de seus irmãos a fim de realizar o bem ajudou José a perdoar.

A história de José teve um final feliz. Porém, quando o final de uma história não é tão feliz, o que podemos dizer? Com o fim do pecado e do grande conflito, quando os problemas forem resolvidos, essa história terá um final feliz? Essa esperança nos ajuda a lidar com tragédias?

Quinta-feira, 12 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tornando prático

Lições da Bíblia1

A fim de perdoar, devemos admitir que estamos feridos. Isso é difícil de fazer, pois temos a tendência de tentar esconder nossos sentimentos em vez de trabalhá-los. Faz bem reconhecer diante de Deus emoções não cristãs como ressentimento e ira. Vemos isso frequentemente nos Salmos. Podemos nos sentir livres para dizer a Deus que não gostamos do que aconteceu nem de como fomos tratados e que isso nos entristece ou irrita, ou ambas as coisas. José chorou ao ver seus irmãos novamente e reviver alguns sentimentos de seu passado.

5. O que a declaração de Jesus na cruz revela sobre o momento certo para perdoar? Lc 23:34

Lc 23:34 (ARA)2: “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.”

Jesus não esperou que pedíssemos perdão primeiro. Não temos que esperar nosso ofensor pedir perdão. Podemos perdoá-lo sem que ele aceite nosso perdão.

6. Como agir com aqueles que nos magoam? Lc 6:28; Mt 5:44

Lc 6:28 (ARA)2: “bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.

Mt 5:44 (ARA)2: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;”

O perdão, como o amor, começa com uma escolha e não com um sentimento. Escolhemos perdoar, mesmo que nossas emoções não concordem com essa decisão. Deus sabe que em nossa própria força essa escolha é impossível, mas “para Deus tudo é possível” (Mc 10:27). Por isso, devemos orar por aqueles que nos feriram. Em alguns casos, eles podem já ter morrido, mas ainda podemos orar a Deus para que Ele nos dê capacidade de perdoá-los.

Evidentemente, nem sempre é fácil perdoar. A dor e os danos sofridos podem ser devastadores, deixando-nos feridos, paralisados, destruídos. A cura virá, se permitirmos, mas apegar-se à amargura, à ira e ao ressentimento tornará a cura muito mais difícil, se é que é possível.

A cruz é o melhor exemplo de quanto custou ao próprio Deus nos perdoar. Se o Senhor pôde passar por isso por nós, mesmo sabendo que muitos O rejeitariam, então certamente também podemos aprender a perdoar.

Quem você precisa perdoar, por causa dessa pessoa e por você mesmo?

Quarta-feira, 11 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Perdoar e esquecer?

Lições da Bíblia1

Perdão é a disposição de abandonar o direito ao ressentimento, condenação e vingança em relação a um ofensor ou a um grupo que age injustamente. A Dra. Marilyn Armour, terapeuta familiar que trabalhou com sobreviventes do Holocausto a fim de descobrir o que esses sobreviventes fizeram para dar sentido ao que lhes tinha acontecido, escreveu: “Toda a ideia de perdão é um ato intencional da vítima. Não é algo que simplesmente acontece”. Perdão não significa ausência de consequências nem deixar o agressor continuar com os comportamentos abusivos, mas significa entregar a Deus o ressentimento e o desejo de vingança. Do contrário, ira, amargura, ressentimento e ódio tornarão pior o que a pessoa nos fez.

4. O que nosso ato de perdoar os outros realiza por nós? Considere Mateus 18:21-35. Assinale a alternativa correta:

A. ( ) Ao perdoarmos os outros, recebemos o perdão de Deus.
B. ( ) O perdão de Deus é suficiente. Não precisamos perdoar os outros.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Mateus 18:21-35 (ARA)2: “21 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? 22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24 E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25 Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. 26 Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. 27 E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. 28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. 29 Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. 30 Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. 31 Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. 32 Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; 33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? 34 E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. 35 Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.

Um dos segredos para aprender a perdoar é entender do que fomos perdoados em Cristo. Todos pecamos, não apenas contra outras pessoas, mas também contra Deus.

Todo pecado é, de fato, cometido contra o Criador. No entanto, em Jesus, podemos reivindicar o perdão completo por todos os pecados, mesmo sem merecermos, por causa da graça de Deus para conosco. Uma vez que compreendemos essa verdade, uma vez que fazemos desse perdão o nosso, uma vez que experimentamos a realidade do perdão de Deus, abandonamos a mágoa e perdoamos os outros. Não perdoamos porque os outros mereçam, mas porque é o que recebemos de Deus e o que precisamos fazer. Além disso, quantas vezes merecemos o perdão?

Como vimos, José também ofereceu uma segunda chance às relações familiares. Não havia ressentimentos ali; ele não se voltou às coisas que tinham acontecido no passado.

É difícil recomeçar em uma família em que as pessoas se especializam em descobrir a melhor maneira de ferir os outros. José não reagiu assim. Ele queria deixar o passado para trás e seguir com amor. Se ele tivesse agido de modo diferente, essa história teria tido outro final, não tão feliz assim.

“Bem-aventurados aqueles cujas transgressões são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado aquele a quem o Senhor jamais atribuir pecado” (Rm 4:7, 8). O que recebemos de Jesus? Isso impacta nosso relacionamento com os que nos feriram?

Terça-feira, 10 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Preparando o terreno

Lições da Bíblia1

José tinha perdoado seus irmãos. Não sabemos quando isso aconteceu, mas foi antes que eles aparecessem no Egito. José provavelmente nunca teria prosperado no Egito se não os tivesse perdoado, pois, possivelmente, a ira e a amargura teriam consumido seu coração e prejudicado sua relação com o Senhor. Estudos a respeito de sobreviventes de tragédias infligidas a eles por outras pessoas destacam que, para as vítimas dos sofrimentos, o perdão foi essencial na cura e reconstrução da vida. Sem o perdão, continuamos vítimas. O perdão tem mais a ver conosco do que com a pessoa que nos prejudicou.

Embora José tivesse perdoado seus irmãos, ele não estava disposto a permitir que os relacionamentos familiares fossem retomados a partir de onde ele os tinha deixado; isto é, no poço seco em Dotã. Ele tinha que ver se algo havia mudado.

3. O que José ouviu de seus irmãos? O que ele descobriu sobre eles? Leia Gênesis 42:21-24.

Gênesis 42:21-24 (ARA)2: “21 Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade. 22 Respondeu-lhes Rúben: Não vos disse eu: Não pequeis contra o jovem? E não me quisestes ouvir. Pois vedes aí que se requer de nós o seu sangue. 23 Eles, porém, não sabiam que José os entendia, porque lhes falava por intérprete. 24 E, retirando-se deles, chorou; depois, tornando, lhes falou; tomou a Simeão dentre eles e o algemou na presença deles.”

A comunicação ocorria por meio de um intérprete e, portanto, os irmãos de José não sabiam que ele podia entendê-los. José ouviu a confissão de seus irmãos. Eles tinham pensado que, ao se livrarem de José, estariam livres dos relatórios que este dava ao pai. Pensaram que não teriam que aturar os sonhos dele nem vê-lo se regozijar na função de favorito do pai. Mas, em vez de encontrarem descanso, haviam sido atormentados pela consciência culpada durante todos aqueles anos. Suas próprias más ações os tinham levado à inquietação e a um medo paralisante da vingança de Deus. José sentiu pena pelo sofrimento deles. Ele chorou por seus irmãos.

José sabia que a fome ainda duraria vários anos, então insistiu que eles trouxessem Benjamim de volta com eles na próxima vez que viessem comprar mantimentos (Gn 42:20). Além disso, ele também manteve Simeão como refém (Gn 42:24).

Ao perceber que Benjamim ainda vivia, ele organizou um banquete, em que mostrou favoritismo para com Benjamim (Gn 43:34) para ver se o antigo ciúme ainda existia. Os irmãos não demonstraram ciúme, mas José conhecia a astúcia deles, pois tinham enganado uma cidade inteira (Gn 34:13), e imaginava que tinham mentido para o pai a respeito de seu destino (Gn 37:31-34). Por isso, José planejou mais uma importante prova (Gn 44).

O que José sentiu a respeito do perdão dado aos irmãos, e o que isso nos ensina? (Gn 45:1-15).

Gn 45:1-15 (ARA)2: “1 Então, José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: Fazei sair a todos da minha presença! E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos. 2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó. 3 E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. 4 Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. 6 Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. 7 Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. 8 Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito. 9 Apressai-vos, subi a meu pai e dizei-lhe: Assim manda dizer teu filho José: Deus me pôs por senhor em toda terra do Egito; desce a mim, não te demores. 10 Habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu, teus filhos, os filhos de teus filhos, os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens. 11 Aí te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome; para que não te empobreças, tu e tua casa e tudo o que tens. 12 Eis que vedes por vós mesmos, e meu irmão Benjamim vê também, que sou eu mesmo quem vos fala. 13 Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai-vos e fazei descer meu pai para aqui. 14 E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. 15 José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.

Segunda-feira, 09 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Perdoado e esquecido?

Lições da Bíblia1

Depois que Davi involuntariamente pronunciou juízo sobre si mesmo (2Sm 12:5, 6), Natã o confrontou com a enormidade de seu pecado. O coração de Davi foi quebrantado, e ele confessou sua transgressão. Imediatamente Natã lhe assegurou: “Também o Senhor perdoou o seu pecado” (2Sm 12:13). Ele estava perdoado. Não há prazo de espera para o perdão de Deus. Davi não precisou provar que estava sendo sincero antes que o perdão fosse concedido. No entanto, Natã, que já tinha predito as consequências do pecado de Davi em 2 Samuel 12:10-12, afirmou que aquele filho morreria.

5. Deus tirou o pecado de Davi. Isso significa que Ele simplesmente esqueceu o passado? As pessoas costumam esquecer o que passou? 2Sm 12:10-23

2Sm 12:10-23 (ARA)2: “10 Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. 11 Assim diz o Senhor: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol. 12 Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol. 13 Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Disse Natã a Davi: Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás. 14 Mas, posto que com isto deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá. 15 Então, Natã foi para sua casa. E o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera à luz a Davi; e a criança adoeceu gravemente. 16 Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vindo, passou a noite prostrado em terra. 17 Então, os anciãos da sua casa se achegaram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis e não comeu com eles. 18 Ao sétimo dia, morreu a criança; e temiam os servos de Davi informá-lo de que a criança era morta, porque diziam: Eis que, estando a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança é morta? Porque mais se afligirá. 19 Viu, porém, Davi que seus servos cochichavam uns com os outros e entendeu que a criança era morta, pelo que disse aos seus servos: É morta a criança? Eles responderam: Morreu. 20 Então, Davi se levantou da terra; lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do Senhor e adorou; depois, veio para sua casa e pediu pão; puseram-no diante dele, e ele comeu. 21 Disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém, depois que ela morreu, te levantaste e comeste pão. 22 Respondeu ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? 23 Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.”

Davi também deve ter pensado nessas questões ao ver seu mundo desmoronar – o bebê morto, sua família em desordem (as histórias de Amnom e Absalão são dois exemplos de problemas familiares), seu futuro incerto. Contudo, apesar das consequências desse pecado, que afetou inocentes como Urias e a criança recém-nascida, Davi entendeu que a graça de Deus cobriria seu pecado, e que um dia todas as consequências seriam eliminadas. Enquanto isso, ele encontraria na graça de Deus o descanso para sua consciência atribulada.

6. Na opinião de Davi, do que ele precisava? Pelo que ele ansiava? Sl 51:1-6

Sl 51:1-6 (ARA)2: “1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. 2 Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. 5 Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. 6 Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.”

No Salmo 51, Davi abriu seu coração e confessou seus pecados. O clamor por misericórdia foi um apelo ao amor de Deus e à Sua compaixão. Ele ansiava por renovação.

Quando consideramos o custo do descanso em Jesus, devemos primeiramente reconhecer que precisamos de ajuda; somos pecadores e necessitamos do Salvador; confessamos nossos pecados e clamamos ao Único que pode nos lavar e renovar. Quando fazemos isso, somos encorajados. Mesmo sendo um adúltero, manipulador, assassino, que tinha transgredido pelo menos cinco dos Dez Mandamentos, Davi suplicou o perdão de Deus.

Se Deus perdoou Davi pelo que ele fez, certamente há esperança para todos nós!

Quarta-feira, 21 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quem é perdoado? (Is 59:15-21)

Lições da Bíblia1

Isaías 59 apresenta uma imagem alarmante do problema do pecado. Felizmente, a Bíblia também apresenta a esperança da redenção.

A primeira pergunta é: quantos pecaram? A Bíblia é inequívoca: todos! Portanto, a redenção não pode ser fundamentada na falta de pecado, mas no perdão (Jr 31:34). Paulo concordou: todos pecaram (Rm 3:9-20, 23); portanto, não pode haver distinção com base nisso (Rm 3:22). Os que são justificados podem ser considerados justos apenas porque recebem, pela fé, o dom da justiça de Deus mediante o sacrifício de Cristo.

3. De acordo com Romanos 3:21-24, como somos salvos? Qual esperança esses versos nos apresentam no juízo? Assinale a alternativa correta:

Romanos 3:21-24 (ARA)2: “21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

A. ( ) Por meio da graça, mediante a fé em Cristo Jesus.
B. ( ) Por meio da graça, mas com o auxílio das nossas obras.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Muitas pessoas pensam que, no juízo, a pergunta será: quem pecou? Mas essa pergunta não precisa ser feita, pois todos pecaram. Em vez disso, a pergunta será: quem foi perdoado? Deus é justo quando justifica aquele “que tem fé em Jesus” (Rm 3:26). O fator decisivo no juízo será: quem recebeu e continua recebendo o perdão por ter fé em Jesus?

Ora, é bem verdade que somos julgados pelas obras, mas não no sentido de que elas nos salvam. Nesse caso, a fé seria anulada (Rm 4:14). Em vez disso, nossas obras revelam se realmente fomos salvos (Tg 2:18).

4. Por que as obras não nos salvam, nem agora nem no juízo? Rm 3:20, 23

Romanos 3:20, 23 (ARA)2: “20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. […] 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,”

É muito tarde para que as obras, ou a obediência à lei, salvem alguém. O propósito da lei no mundo pecaminoso não é salvar, mas apontar o pecado. Em vez disso, “a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6), amor derramado no coração pelo Espírito (Rm 5:5), comprova que temos uma fé viva em Jesus (Tg 2:26).

As obras são uma expressão exterior, uma manifestação humana de uma fé salvífica. Portanto, na verdadeira experiência cristã a fé é expressa em um compromisso com o Senhor, revelado pela obediência à lei. No juízo, Deus usará as obras como evidência para Suas criaturas, que não podem ler pensamentos de fé como Ele pode. Contudo, para a pessoa convertida, somente as obras após a conversão, em que a vida é capacitada por Cristo e pelo Espírito Santo, são relevantes no juízo. A vida de pecado antes da conversão já foi lavada pelo sangue do Cordeiro (veja Rm 6).

Segunda-feira, 15 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Consolo para o futuro (Is 40:1, 2)

Lições da Bíblia1

1. Em Isaías 40:1, 2, Deus consolou Seu povo. O tempo do castigo dele finalmente havia terminado. Qual castigo foi esse?

Isaías 40:1, 2 (ARA)2: “1 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 2 Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados.”

A.(  ) Muito possivelmente, o exílio babilônico.
B.(  ) O exílio no Egito.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Existem muitas respostas para essa pergunta. Houve o castigo infligido pela Assíria, o cetro da ira de Deus (Is 10), do qual o Senhor livrou Judá ao destruir o exército de Senaqueribe em 701 a.C. (Is 37). Houve também o castigo infligido por Babilônia, que posteriormente levaria bens e pessoas de Judá em virtude de Ezequias ter mostrado sua riqueza aos mensageiros de Merodaque-Baladã (Is 39). E houve o castigo infligido por uma das outras nações contra as quais Isaías escreveu mensagens de advertência (Is 14–23).

Entretanto, embora a “Assíria” e os “assírios” sejam mencionados 43 vezes de Isaías 7:17 a 38:6, essa nação aparece uma única vez no restante do livro, em Isaías 52:4, onde há uma referência à opressão do Egito e depois dos assírios. Na última parte do livro, é mencionada a libertação do povo do exílio de Babilônia (Is 43:14; 47:1; 48:14, 20), e seria Ciro, o persa que conquistou Babilônia em 539 a.C., que deveria libertar os exilados de Judá (Is 44:28; 45:1; 45:13).

Isaías 1–39 enfatiza os eventos que levaram à libertação do povo da mão dos assírios em 701 a.C., mas no início do capítulo 40, o livro avança um século e meio para o fim de Babilônia, em 539 a.C., e para o retorno dos judeus pouco tempo depois disso.

2. O tema do retorno do exílio babilônico está relacionado a alguma coisa anterior em Isaías?

Sim, está relacionado à profecia sobre a queda de Babilônia, em Isaías 13, 14 e 21.

Isaías 39 serve como transição para os capítulos seguintes, prevendo um cativeiro babilônico, pelo menos para alguns descendentes de Ezequias (Is 39:6, 7). Além disso, os oráculos de Isaías 13, 14 e 21 profetizavam a queda de Babilônia e a liberdade que isso traria ao povo de Deus: “Porque o Senhor Se compadecerá de Jacó e voltará a escolher Israel, estabelecendo-os na sua própria terra. […] no dia em que Deus vier a dar-lhe descanso do sofrimento, das angústias e da dura servidão que lhe foi imposta, você proferirá esta sátira contra o rei da Babilônia” (Is 14:1-4). Observe a relação com Isaías 40:1, 2, em que Deus prometeu ao Seu povo um fim para seu sofrimento.

O que significam para você as promessas bíblicas sobre o fim do sofrimento? De que adiantaria nossa fé sem essas promessas? É tão importante nos apegarmos a elas?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.