Funções dos profetas

Lições da Bíblia1

5. Como os profetas atuavam junto aos reis e aos sacerdotes? 1Sm 8:4-22 ; Lv 8:10-13

1Sm 8:4-22 (NAA)2: 4 Então todos os anciãos de Israel se congregaram e foram falar com Samuel, em Ramá. 5 Eles disseram: — Veja! Você está ficando velho e os seus filhos não andam pelos seus caminhos. Por isso, queremos agora que você nos constitua um rei, para que nos governe, como acontece em todas as nações. 6 Mas Samuel não gostou desta palavra, quando disseram: “Dê-nos um rei, para que nos governe.” Então Samuel orou ao Senhor. 7 E o Senhor disse a Samuel: — Atenda à voz do povo em tudo o que lhe pedem. Porque não foi a você que rejeitaram, mas a mim, para que eu não reine sobre eles. 8 Segundo todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até hoje, pois me deixaram e serviram outros deuses, assim também estão fazendo com você. 9 Agora, pois, atenda à voz deles, porém advirta-os solenemente e explique-lhes qual será o direito do rei que vier a reinar sobre eles. 10 Samuel relatou todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedia um rei, 11 dizendo: — Este será o direito do rei que vier a reinar sobre vocês: ele tomará os filhos de vocês e os empregará no serviço dos seus carros de guerra e como seus cavaleiros, para que corressem na frente deles. 12 Ele porá alguns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrar os campos dele e fazer as suas colheitas; e outros para fabricar armas de guerra e equipamentos para os seus carros. 13 Tomará as filhas de vocês para serem perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14 Tomará de vocês o melhor das lavouras, das vinhas e dos olivais e o dará aos seus servidores. 15 Ficará com uma décima parte dos cereais e das uvas que vocês colherem, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. 16 Também tomará os servos e as servas de vocês, os melhores jovens e os jumentos de vocês, e os empregará no seu trabalho. 17 Ficará com uma décima parte dos rebanhos de vocês, e vocês serão seus servos. 18 Então, naquele dia, vocês clamarão por causa do rei que escolheram, mas o Senhor não os ouvirá naquele dia. 19 Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: — Não! Queremos um rei sobre nós. 20 Seremos como todas as outras nações. O nosso rei poderá nos governar, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras. 21 Samuel ouviu todas as palavras do povo e as repetiu diante do Senhor. 22 Então o Senhor disse a Samuel: — Atenda à voz do povo e escolha um rei para eles. Então Samuel disse aos filhos de Israel: — Cada um de vocês volte para a sua cidade.

Lv 8:10-13 (NAA)2: 10 Então Moisés pegou o óleo da unção, ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele e o consagrou. 11 Sete vezes ele aspergiu do óleo sobre o altar e ungiu o altar e todos os seus utensílios, bem como a bacia e o seu suporte, para os consagrar. 12 Depois, derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo. 13 Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, vestiu-lhes as túnicas, cingiu-os com o cinto e atou-lhes os turbantes, como o Senhor lhe havia ordenado.

Os profetas se relacionavam com os reis tanto em situações agradáveis quanto em momentos difíceis. Quando Israel pediu um rei (1Sm 8:4-22), o povo declarou: “Queremos […] um rei, para que nos governe, como  acontece em todas as nações” (1Sm 8:5). Esse é um exemplo triste – e, ao mesmo tempo, impactante – do perigo que o povo de Deus enfrenta em todas as épocas: o desejo de ser igual aos que estão ao seu redor. Naquela ocasião, Israel não fazia ideia do que esse pedido traria, embora já tivesse sido advertido por Deus, por meio de Seu profeta (1Sm 8:11-18). Ainda assim, com base no desejo insistente do povo, e apesar da advertência que lhe dera, Samuel logo ungiu o primeiro rei de Israel, Saul.

Os livros de Reis e Crônicas mostram o tipo e a qualidade de governo exercido pelos reis de Israel e de Judá. O registro sagrado revela que os reis que fizeram o que era mau foram muito mais numerosos do que aqueles que fizeram o que era bom aos olhos de Deus. Uma das funções centrais dos profetas era chamar os reis infiéis de volta à obediência à lei de Deus. Como resultado, muitos profetas enfrentaram ameaças, e alguns  chegaram a ser maltratados e mortos por reis que conduziam o povo de Deus para longe Dele (1Rs 18:4-19; 2Cr 24:20-22).

Os profetas também se relacionavam com os sacerdotes. Moisés, profeta de Deus, ungiu Arão e seus filhos como os primeiros sacerdotes israelitas (Lv 8:10-13). Houve ocasiões em que sacerdotes receberam palavras de repreensão da parte de Deus por meio dos profetas (Os 6:9; Ml 2:1-3). Um exemplo marcante é o da família de Eli, confrontada por causa de suas práticas pecaminosas (1Sm 2:27-36). Essas foram repreensões duras contra a corrupção desenfreada entre pessoas que haviam recebido privilégios especiais.

Os profetas também atuavam como instrutores do povo (2C r 34:1-33). Eles apresentavam mensagens de Deus aos sacerdotes, aos reis e à nação como um todo (Jr 5:31; Ez 22:26). Além disso, falavam às nações vizinhas, expondo o plano de Deus para elas – um tema que se repete várias vezes nas mensagens dos profetas do Antigo Testamento (Is 60:1-3; 62:1, 2). Os profetas deveriam não apenas transmitir fielmente as mensagens que Deus lhes confiava, mas também, em alguns casos, escrevê-las e preservá-las (2Cr 13:22).

Mesmo sendo humanos – com todas as fragilidades que isso envolve –, esses homens e essas mulheres eram pessoas de oração, da Palavra e de serviço a Deus e ao Seu povo (Jr 42:4; 2Rs 22:15-17).

Terça-feira, 13 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Identificando os profetas verdadeiros

Lições da Bíblia1

Já no início da história de Israel, encontramos evidências de falsos profetas (Dt 18:20). Deus, entretanto, não deixou Seu povo sem orientação sobre quem eram Seus verdadeiros profetas.

Como destinatários da revelação e da inspiração divinas, os profetas autênticos transmitiam com fidelidade, exatidão e honestidade as mensagens do Senhor – mesmo quando isso os tornava impopulares diante dos que estavam no poder.

3. Leia 1 Reis 22:1-14. O que esse relato nos ensina sobre a fidelidade dos profetas?

1 Reis 22:1-14 (NAA)2: 1 Três anos se passaram sem haver guerra entre Síria e Israel. 2 Porém, no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi visitar o rei de Israel. 3 Este perguntou aos seus servos: — Vocês não sabem que Ramote-Gileade é nossa, e nós ficamos quietos e não a tiramos das mãos do rei da Síria? 4 Então perguntou a Josafá: — Você vai comigo à batalha contra Ramote-Gileade? Josafá respondeu ao rei de Israel: — Sou como você é, o meu povo é como o seu povo, e os meus cavalos são como os seus cavalos. 5 Josafá disse mais ao rei de Israel: — Consulte primeiro a palavra do Senhor. 6 Então o rei de Israel reuniu os profetas, cerca de quatrocentos homens, e lhes perguntou: — Devo ir e lutar contra Ramote-Gileade ou devo me conter? Eles responderam: — Vá, porque o Senhor a entregará nas mãos do rei. 7 Mas Josafá perguntou: — Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, para o consultarmos? 8 O rei de Israel respondeu a Josafá: — Há um ainda, por meio de quem podemos consultar o Senhor. Mas eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau. É Micaías, filho de Inlá. Josafá disse: — O rei não deveria falar assim. 9 Então o rei de Israel chamou um oficial e disse: — Traga-me depressa Micaías, filho de Inlá. 10 O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam assentados, cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, numa eira à entrada do portão da cidade de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles. 11 Zedequias, filho de Quenaana, fez para si uns chifres de ferro e disse: — Assim diz o Senhor: “Com estes você dará chifradas nos sírios até que estejam destruídos.” 12 Todos os profetas profetizaram assim, dizendo: — Suba a Ramote-Gileade! Você triunfará! O Senhor a entregará nas mãos do rei. 13 O mensageiro que tinha ido chamar Micaías falou-lhe, dizendo: — Eis que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei. Portanto, que a sua palavra seja como a palavra de um deles; fale o que é bom. 14 Micaías respondeu: — Tão certo como vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei.

“Eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau” (1Rs 22:8). Essa fala do rei diz muito a respeito do monarca, mas diz ainda mais sobre o profeta. Micaías era, evidentemente, um homem que não tinha medo de falar a verdade, nem mesmo ao rei – o que, sem dúvida, não era a melhor forma de conquistar o favor da realeza.

Micaías permaneceu firme, mesmo sozinho, contra 400 falsos profetas, ao apresentar a verdade que lhe havia sido revelada. Mesmo sob pressão para suavizar a mensagem desfavorável vinda da parte do Senhor, a fim de agradar ao perverso rei Acabe, Micaías transmitiu a verdade de Deus, sem levar em conta a maneira como seria recebida (1Rs 22:13, 14).

4. Leia 1 Samuel 9:3-14. Como as pessoas viam os fiéis profetas de Deus?

1 Samuel 9:3-14 (NAA)2: 3 E aconteceu que as jumentas de Quis, pai de Saul, se extraviaram. Então Quis disse a Saul, seu filho: — Leve agora com você um dos servos e vá procurar as jumentas. 4 Eles atravessaram a região montanhosa de Efraim e a terra de Salisa, mas não as encontraram. Depois, passaram à terra de Saalim, mas as jumentas não estavam ali. Então atravessaram o território de Benjamim, mas também não as encontraram. 5 Quando chegaram à terra de Zufe, Saul disse ao servo que estava com ele: — Vamos voltar, porque, se não, o meu pai vai deixar de se preocupar com as jumentas para começar a se afligir por causa de nós. 6 Porém o servo respondeu: — Nesta cidade mora um homem de Deus que é muito estimado. Tudo o que ele diz acontece. Vamos agora até lá. Talvez ele possa nos mostrar o caminho que devemos seguir. 7 Então Saul disse ao servo: — Mas, se formos para lá, o que levaremos para aquele homem? Porque o pão que tínhamos em nossas sacolas acabou, e não temos nenhum presente para levar ao homem de Deus. Ou será que temos? 8 O servo respondeu a Saul: — Tenho ainda em mãos três gramas de prata, que darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho. 9 (Antigamente, em Israel, quando alguém ia consultar a Deus, dizia: “Vamos falar com o vidente.” Porque antigamente o profeta de hoje se chamava vidente.) 10 Então Saul disse ao servo: — Você tem razão. Vamos lá! E foram à cidade onde morava o homem de Deus. 11 Quando subiam pela encosta da cidade, encontraram umas moças que saíam a tirar água e lhes perguntaram: — O vidente está aqui? 12 Elas responderam: — Está. Eis que ali vai ele, à sua frente. Vão depressa! Hoje ele veio à cidade, porque o povo vai oferecer um sacrifício no lugar alto. 13 Ao entrarem na cidade, vocês o encontrarão, antes que ele suba ao lugar alto para comer. Porque o povo não comerá enquanto ele não chegar, porque ele tem de abençoar o sacrifício, e só depois os convidados irão comer. Vão agora, porque hoje vocês o acharão. 14 Então eles foram até a cidade. Quando estavam entrando, eis que Samuel saiu ao encontro deles, para subir ao lugar alto.

A Bíblia apresenta inúmeros exemplos de como os profetas de Deus viviam. Nesse caso, Saul foi enviado por seu pai, Quis, para procurar as jumentas que haviam se perdido. O servo que o acompanhava sugeriu que não desistissem da busca, pois “nesta cidade mora um homem de Deus que é muito estimado” (1Sm 9:6). A descrição atribuída aqui ao profeta Samuel ilustra bem as qualidades esperadas de um profeta de Deus. Na Bíblia, os verdadeiros profetas são identificados como “homens de Deus” e foram escolhidos, em parte, para exemplificar o caráter do Senhor. Ao mesmo tempo, o fato de alguns desses “homens de Deus” serem profetas não significa, de forma alguma, que fossem seres humanos sem falhas.

Quem você conheceu, mesmo entre os mais estimados “homens de Deus”, que fosse sem falhas?

Segunda-feira, 12 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A humanidade dos profetas

Lições da Bíblia1

Como vimos na semana passada, o Senhor usou o profeta Elias para realizar uma obra extraordinária em Israel, apesar de forte oposição. O que Deus fizera por meio dele foi realmente incrível. Mesmo assim, o que aconteceu depois?

1. Reflita sobre a maneira como Tiago apresenta o profeta Elias (Tg 5:17, 18). O que ele quis dizer ao afirmar que “Elias era humano como nós” (NVI)?

Tg 5:17, 18 (NAA)2: 17 Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. 18 Depois, orou de novo, e então o céu deu chuva, e a terra produziu os seus frutos.

Elias teve uma vitória impressionante no monte Carmelo (1Rs 18). Deus agiu de modo poderoso por meio dele, e ocorreu um dos milagres mais impressionantes registrados no Antigo Testamento: ao som das palavras do profeta, fogo literalmente desceu do céu (1Rs 18:38)! O natural é achar que esse homem de Deus ficasse profundamente feliz depois de algo assim.

2. Leia 1 Reis 19:1-16. O que esse relato revela sobre o estado emocional do profeta de Deus?

1 Reis 19:1-16 (NAA): 1 Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias havia feito e como havia matado todos os profetas à espada. 2 Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: — Que os deuses me castiguem se amanhã a estas horas eu não tiver feito com a sua vida o mesmo que você fez com a vida de cada um deles! 3 Elias ficou com medo, levantou-se e, para salvar a vida, se foi e chegou a Berseba, que pertence a Judá. E ali ele deixou o seu servo. 4 Ele mesmo, porém, foi para o deserto, caminhando um dia inteiro. Por fim, sentou-se debaixo de um zimbro. Sentiu vontade de morrer e orou: — Basta, Senhor! Tira a minha vida, porque eu não sou melhor do que os meus pais. 5 Deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro. E eis que um anjo tocou nele e lhe disse: — Levante-se e coma. 6Elias olhou e viu, perto da sua cabeça, um pão assado sobre pedras em brasa e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7 O anjo do Senhor voltou, tocou nele e lhe disse: — Levante-se e coma, porque a viagem será longa. 8 Então Elias se levantou, comeu e bebeu. E, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. 9 Ali entrou numa caverna, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor veio a ele e lhe disse: — O que você está fazendo aqui, Elias? 10 Ele respondeu: — Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada. Só fiquei eu, e eles estão querendo tirar-me a vida. 11 Então foi-lhe dito: — Saia daí e fique diante do Senhor no monte. Eis que o Senhor estava passando. E um grande e forte vento fendia os montes e quebrava as rochas diante do Senhor. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. 12 Depois do terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E, depois do fogo, veio o som de um suave sussurro. 13 Quando Elias ouviu isso, cobriu o rosto com o manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que veio uma voz e lhe disse: — O que você está fazendo aqui, Elias? 14 Ele respondeu: — Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada. Só fiquei eu, e eles estão querendo tirar-me a vida. 15 Então o Senhor disse a Elias: — Vá, volte ao seu caminho para o deserto de Damasco. Chegando lá, unja Hazael como rei da Síria. 16 Unja também Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel e Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, como profeta em seu lugar.

“Basta, Senhor! Tira a minha vida, porque eu não sou melhor do que os meus pais” (1Rs 19:4). Isso parece o desabafo de alguém que está enfrentando algum tipo de depressão. Por que ele reagiu assim? O que aconteceu no monte Carmelo foi tão extraordinário que dificilmente alguém conseguiria continuar a vida normalmente após uma experiência como aquela. Ainda assim, havia algo mais acontecendo ali.

Talvez a resposta esteja nas palavras de Elias: “Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a Tua aliança, derrubaram os Teus altares e mataram os Teus profetas à espada. Só fiquei eu, e eles estão querendo tirar-me a vida” (1Rs 19:10). Ele parecia lamentar aquilo que via como fracasso em seu ministério. A apostasia permanecia, apesar de seus melhores esforços – como se tudo dependesse apenas dele para conter aquela maré de infidelidade. Seja qual for a raiz de tudo isso, vemos aqui a humanidade e a fragilidade desse homem de Deus. Em outras palavras, Elias realmente “era humano como nós”.

Por que, em certos momentos, é tão fácil alimentar um sentimento de “fracasso” em relação à sua vida ou aos seus esforços? Que promessas bíblicas você pode reivindicar para ajudá-lo a enfrentar o desânimo?

Domingo, 11 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Profetas do Antigo Testamento

Lições da Bíblia1

Verso para memorizar: “Josafá se pôs em pé e disse: ‘Escutem, povo de Judá e moradores de Jerusalém! Creiam no Senhor, seu Deus, e vocês estarão seguros; creiam nos profetas do Senhor e vocês serão bem-sucedidos’” (2Cr 20:20).

Leituras da semana: Tg 5:17, 18; 1Rs 19:1-16; 22:1-14; Êx 15:20; 2Rs 22:11-14; Jr 14:1-15

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) ajuda os viajantes a saber onde estão, para onde vão e até oferece alertas contra perigos. Peregrinos espirituais rumo ao Céu também precisam de orientação vinda de um “GPS celestial”. No Antigo Testamento, por meio de seus relatos, orientações, profecias, poesias e cânticos, vários profetas transmitiram ao povo as mensagens do Senhor.

A lição desta semana analisa as descrições do Antigo Testamento sobre os profetas, que nos ajudam a compreender o dom de profecia conforme ele se manifestou na vida de alguns desses servos de Deus.

Como veremos, eles eram pessoas como nós: seres humanos imperfeitos, sujeitos ao medo, à ira e ao desânimo. A vida não era fácil para esses profetas; era marcada por muitos desafios e dificuldades, assim como acontece conosco hoje.

O que, então, podemos aprender com alguns desses servos de Deus especialmente chamados?

Sábado, 10 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O chamado de um profeta (Estudo adicional) – Chamada para o ministério profético

Lições da Bíblia1

Deus chama profetas em momentos específicos, para propósitos especiais e com as mensagens de que o povo precisa naquele tempo. Nesse contexto, os adventistas do sétimo dia creem que em Ellen White se manifestou, mais recentemente, o dom de profecia, desempenhando papel semelhante ao de um profeta não canônico.

Ellen Harmon (depois White) recebeu seu primeiro chamado em dezembro de 1844. Poucas semanas antes, os crentes mileritas passaram por um dos episódios mais devastadores de sua história – o grande desapontamento.

Foi nesse cenário que Deus deu a Ellen Harmon sua primeira visão. A mensagem principal era animar tanto ela quanto os crentes desapontados, mostrando que Deus ainda estava com eles, apesar de sua interpretação equivocada. A visão mostrava um caminho que ia da Terra à Jerusalém celestial. Nesse caminho, crentes adventistas caminhavam rumo à cidade santa: “Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, permaneciam seguros” (Primeiros Escritos [CPB, 2022], p. 32).

Essa visão era uma boa notícia. Deus começava a suscitar um novo movimento a partir da confusão do desapontamento. Jesus ainda estava com eles. Ele ainda voltaria. Continuava conduzindo-os no caminho da salvação. Tudo o que precisavam fazer era manter o olhar “fixo” Nele. Havia fortes razões para não perder a esperança, mesmo em meio a tanta turbulência e frustação.

Assim, Ellen Harmon, então uma adolescente de 17 anos, foi chamada para o ministério profético. Seu caminho não seria fácil, especialmente no início.

Embora esse dom tenha sido gradualmente reconhecido com Ellen White tinha receio de ser mensageira de Deus. Ser profeta nunca foi tarefa simples ou prestigiosa. Como, então, ela se submeteria ao chamado divino?

Na próxima semana, examinaremos mais de perto a obra especial e os desafios enfrentados pelos profetas do Antigo Testamento – desafios que também se refletem na vida e no ministério de Ellen White.

Sexta-feira 09 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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João Batista, preparando um povo

Lições da Bíblia1

6. Leia Marcos 1:2-5. Qual era o propósito do ministério de João Batista?

Marcos 1:2-5 (NAA)2: 2 Como está escrito na profecia de Isaías: “Eis que envio o meu mensageiro adiante de você, o qual preparará o seu caminho. 3 Voz do que clama no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem as suas veredas.” 4 E foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados. 5 E toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam até ele. E, confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.

O evangelho de Marcos informa que o ministério de João Batista foi o cumprimento da profecia de Isaías (Is 40:3). Desde a infância até a idade adulta, ele teve uma vida marcada pela fidelidade a Deus. Satanás temeu perder seu domínio sobre a humanidade ao ouvir a voz de João ecoando no deserto (veja Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 172). A impiedade dos ouvintes de João foi desmascarada, abalando o inimigo. O domínio de Satanás sobre Israel estava sendo ameaçado. Ele tentou, repetidas vezes e sem sucesso, dissuadir João Batista de seu estilo de vida fiel e de sua confiança no Messias.

7. Leia Mateus 11:1-6. Como Jesus fortaleceu a fé de João enquanto o pregador estava na prisão?

Mateus 11:1-6 (NAA)2: 1 Quando Jesus acabou de dar estas instruções a seus doze discípulos, saiu dali para ir ensinar e pregar nas cidades deles. 2 Quando João, no cárcere, ouviu falar das obras de Cristo, mandou que seus discípulos fossem perguntar: 3 — Você é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro? 4 Então Jesus lhes respondeu: — Voltem e anunciem a João o que estão ouvindo e vendo: 5 os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho. 6 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

Satanás não conseguiu levar Jesus ao pecado, e sua derrota no deserto o encheu de fúria. Então mudou de tática e fez com que João Batista, primo de Jesus, fosse preso. Isso entristeceu a Jesus, ainda que Satanás não pudesse levá-Lo a pecar. Era a maneira de o inimigo atingir João e, ao mesmo tempo, ferir o coração do Salvador. Mas João recebeu uma palavra de ânimo da parte de Cristo. Apesar de suas duras condições e de não entender por que continuava preso, mesmo Jesus tendo poder, João permaneceu fiel, até a morte.

Como fez com João Batista, Satanás pode usar a incerteza para nos levar a duvidar do chamado de Deus. Não precisamos, porém, cair no desânimo. Devemos nos lembrar da maneira como o Senhor já nos conduziu, especialmente quando as coisas não vão bem – como aconteceu com João, que foi preso e morto. Seja o que for que façam contra nós, podemos estender a mão da fé a Deus, certos de que Ele nos ouvirá. Ele prometeu nos conceder poder para cumprir Sua vontade (At 1:8). Em um mundo pós-cristão, é fundamental sermos testemunhas fiéis de Cristo – independentemente das circunstâncias. Como os profetas do passado, somos chamados a proclamar arrependimento, fé e a justiça de Cristo (Ap 14:6-12).

Ap 14:6-12 (NAA)2: 6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo, 7 dizendo com voz forte: — Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: — Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição. 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte: — Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, 10 também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite. 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Assim como João, você já ficou sem entender por que coisas tão ruins estavam acontecendo com você? Como, mesmo assim, você manteve sua fé e confiança em Deus?

Quinta-feira 08 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Daniel, o profeta fiel

Lições da Bíblia1

A maioria dos cristãos conhece a história de Daniel 1, em que o jovem profeta permaneceu firme nos princípios de saúde que aprendera desde a infância. Daniel foi um modelo de fidelidade (Dn 1:8) e insistiu em ter uma alimentação à base de vegetais e em beber apenas água, em vez de aceitar a refeição da mesa do rei (Dn 1:12-16). Apenas um pequeno teste em comparação com o que virá depois – em Daniel 6, sua fidelidade poderia ter lhe custado a vida.

5. Leia Daniel 2:46-48; 4:18; 5:13, 14; 6:25-27. Que testemunho Daniel deu aos pagãos?

Daniel 2:46-48 (NAA)2: 46 Então o rei Nabucodonosor se inclinou e se prostrou com rosto em terra diante de Daniel. Ordenou que oferecessem a Daniel uma oferta de cereais e incenso. 47 O rei disse a Daniel: — Certamente o Deus que vocês adoram é o Deus dos deuses e o Senhor dos reis. Ele é quem revela os mistérios, pois você foi capaz de revelar este mistério. 48 Então o rei engrandeceu Daniel e lhe deu muitos e grandes presentes. Ele o pôs como governador de toda a província da Babilônia. Também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia.

Daniel 4:18 (NAA)2: Este foi o sonho que eu, rei Nabucodonosor, tive. Você, Beltessazar, diga a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam me revelar a interpretação. Mas eu sei que você pode, porque você tem o espírito dos santos deuses.

Daniel 5:13, 14 (NAA)2:  13 Então Daniel foi levado à presença do rei. O rei falou com Daniel e lhe perguntou: — Você é aquele Daniel, dos exilados de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a seu respeito que o espírito dos deuses está em você, e que em você se acham luz, inteligência e excelente sabedoria.

Daniel 6:25-27 (NAA)2:  25 Então o rei Dario escreveu às pessoas de todos os povos, nações e línguas que habitam em toda a terra: “Que a paz lhes seja multiplicada! 26 Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, todos tremam e temam diante do Deus de Daniel.” “Porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre. O seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim. 27 Ele livra, salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra. Foi ele quem livrou Daniel do poder dos leões.”

Observe o testemunho desses pagãos a respeito do poder do Deus de Daniel. Por mais singulares que sejam essas histórias, todas destacam um princípio crucial: por meio da nossa fidelidade e do poder de Deus, atuando em nós e por nosso intermédio, outros podem – e devem – aprender sobre o Deus do Céu, que é “o Deus dos deuses e o Senhor dos reis” (Dn 2:47).

O tema recorrente das profecias de Daniel é o juízo, que culmina na segunda vinda de Cristo, a vitória final de Deus. Por isso, é muito apropriado que o nome do profeta signifique “Deus é meu Juiz”. Seus escritos merecem estudo atento, pois são relevantes para nós hoje. As profecias de Daniel nos lembram constantemente da necessidade de vigilância e de obediência aos mandamentos de Deus, inclusive nas “pequenas” coisas da vida.

Como profeta, Daniel também predisse a ascensão e a queda de impérios e as consequências da desobediência a Deus. Por meio de suas visões, revelou o plano divino e a vitória final do reino de Deus (Dn 7:13, 14).

Por exemplo, em Daniel 2, há a descrição precisa da sucessão de quatro grandes impérios mundiais, chegando até o nosso tempo – representado pelos pés e dedos da estátua, que apontam para a atual Europa. A profecia ensina que as nações europeias “procurarão se misturar por meio de casamentos, mas não se ligarão [uma à outra], assim como o ferro não se mistura com o barro” (Dn 2:43) – uma previsão impressionante. Mesmo hoje, apesar de tantas tentativas de unificação, o continente continua formado por nações distintas, com leis, costumes e tradições diferentes. A predição de Daniel nos oferece razões para confiar na profecia – afinal, nem mesmo os serviços de inteligência previram o colapso da União Soviética.

Como a precisão das profecias de Daniel nos leva a confiar na vinda do reino eterno de Deus (Dn 2:44)?

Dn 2:44 (NAA)2: Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído e que não passará a outro povo. Esse reino despedaçará e consumirá todos esses outros reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,

Quarta-feira 07 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Isaías, o profeta do evangelho

Lições da Bíblia1

Isaías recebeu seu chamado para o ministério profético diretamente de Deus (Is 6:1-9). Diante da santidade e da majestade divinas, ele tomou consciência de sua própria indignidade. Nesse momento, um serafim voou até o profeta com uma brasa viva do altar celestial e “purificou” seus pecados. Em seguida, Deus perguntou: “A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?” A resposta de Isaías deveria ser também a nossa: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).

O chamado de Isaías aconteceu em um momento crucial da história de Israel. Apesar de suas limitações, a missão de advertir o povo e seus líderes a respeito de seus pecados era extremamente importante. As profecias de Isaías oferecem profundo vislumbre quanto ao caráter de Deus, à natureza humana e ao desdobramento do plano da salvação. Em Isaías 53, encontramos, sem dúvida, uma das mais poderosas profecias que descrevem não apenas a morte de Jesus, mas também o que essa morte realizou em favor do mundo.

4. Leia Isaías 53. Como essa impressionante profecia revela de modo tão poderoso a morte de Cristo em nosso favor? O que essa profecia nos ensina sobre o dom profético?

Isaías 53 (NAA)2: 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Porque foi subindo como um renovo diante dele e como raiz de uma terra seca. Não tinha boa aparência nem formosura; olhamos para ele, mas não havia nenhuma beleza que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e que sabe o que é padecer. E, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Pela opressão e pelo juízo, ele foi levado, e de sua linhagem, quem se preocupou com ela? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; foi ferido por causa da transgressão do meu povo. 9 Designaram-lhe a sepultura com os ímpios, mas com o rico esteve na sua morte, embora não tivesse feito injustiça, e nenhum engano fosse encontrado em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou esmagá-lo, fazendo-o sofrer. Quando ele der a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do trabalho de sua alma e ficará satisfeito. O meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei a sua parte com os grandes, e com os poderosos ele repartirá o despojo, pois derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores. Contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

As profecias de Isaías predisseram o propósito e a missão do Messias (Is 53:3-5). Elas explicam por que Cristo foi levado “como cordeiro” ao matadouro (v. 7) e mostram como Seu sacrifício expiatório salvou Seu povo dos pecados. A morte substitutiva de Cristo é claramente retratada, revelando o fundamento da expiação em favor de toda a humanidade.

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (v. 6). Nesse texto, descreve-se a natureza universal do pecado e o poder universal da cruz. Talvez mais do que qualquer outro capítulo, Isaías 53 expõe o plano da salvação de maneira clara e inequívoca.

Contudo, o chamado profético de Isaías não foi fácil. Muitos consideraram absurdas suas graves previsões de destruição – assim como muitos reagem hoje quando são advertidos quanto às consequências do pecado (Rm 6:23). A voz profética de Isaías – para o seu tempo e para o nosso – é cristalina (veja Is 2:4; 5:20). A recusa persistente da nação em praticar a justiça e em promover reforma espiritual levou à destruição de Jerusalém. Os mesmos pecados marcarão a destruição dos ímpios quando Cristo voltar.

Que esperança você encontra no que o profeta Isaías revelou sobre a morte de Cristo?

Terça-feira 06 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.