Um Messias crucificado

Lições da Bíblia1

Paulo escreveu que “os judeus pedem sinais e os gregos buscam sabedoria” (1Co 1:22). A cruz – a ideia de que Deus, o Messias, foi crucificado – não era o sinal que os judeus esperavam. Tampouco correspondia ao tipo de sabedoria que os gregos desejavam. A cruz ia contra a expectativa de todos. De fato, basta observar como os discípulos reagiram quando Jesus anunciou Sua crucifixão (Mc 8:31, 32; 9:30-32; 10:32-34) para perceber o quanto essa noção lhes soava estranha e repulsiva, especialmente aos judeus. Como já dissemos, os judeus aguardavam um Messias que derrotasse os romanos – o que não aconteceu, ao menos não no sentido militar e terreno de “conquistar”.

Por muitos séculos, a cruz tem sido vista pelos cristãos como um símbolo de fé. Para os cristãos que vivem no século 21, é difícil imaginar quão “absurda” parecia, na mente das pessoas do primeiro século, a ideia de um Deus crucificado.

No entanto, é justamente por ser uma mensagem tão chocante que ela merece nossa mais profunda reflexão. O retrato de um Messias crucificado deixa claro, para todo o Universo, até onde Deus esteve disposto a ir para cumprir o plano da redenção. A própria ideia da cruz – e do Senhor morrendo nela – já nos causa espanto aqui na Terra. Imagine o que significou para os seres sem pecado que conheciam e adoravam o Senhor Jesus no Céu!

4. Leia Atos 13:16-47 (especialmente os versos 26, 38 e 47). O que essa passagem nos ensina sobre o significado da cruz?

Atos 13:16-47 (NAA)2: 16 Paulo, levantando-se e fazendo com a mão sinal de silêncio, disse: — Israelitas e todos vocês que temem a Deus, escutem! 17 O Deus do povo de Israel escolheu os nossos pais e exaltou o povo durante a sua peregrinação na terra do Egito, de onde os tirou com braço poderoso. 18 Suportou os maus costumes do povo durante uns quarenta anos no deserto. 19 E, havendo destruído sete nações em Canaã, deu essas terras como herança ao seu povo. 20 Tudo isso levou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Depois disso, lhes deu juízes, até o profeta Samuel. 21 Então eles pediram um rei, e Deus lhes deu Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, e isto durante quarenta anos. 22 E, tendo tirado Saul, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.” 23 Da descendência deste, conforme a promessa, Deus trouxe a Israel o Salvador, que é Jesus. 24 Antes da manifestação dele, João pregou um batismo de arrependimento a todo o povo de Israel. 25 Quando João estava completando a sua carreira, disse: “Quem vocês pensam que sou? Não sou aquele que vocês esperam. Mas depois de mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desamarrar as sandálias.” 26 — Irmãos, descendência de Abraão e todos vocês que temem a Deus, a nós foi enviada a palavra desta salvação. 27 Pois os moradores e as autoridades de Jerusalém, não conhecendo Jesus nem as palavras dos profetas que são lidas todos os sábados, cumpriram as profecias, quando condenaram Jesus. 28 E, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. 29 Depois de cumprirem tudo o que estava escrito a respeito dele, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. 30 Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos, 31 e durante muitos dias ele foi visto pelos que o tinham acompanhado da Galileia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas diante do povo. 32 E nós anunciamos a vocês o evangelho da promessa feita aos nossos pais, 33 como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como também está escrito no Salmo número dois: “Você é meu Filho; hoje eu gerei você.” 34 — E quanto ao fato de que o ressuscitaria dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, Deus o expressou desta maneira: “E cumprirei a favor de vocês as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” 35 — Por isso, também diz em outro Salmo: “Não permitirás que o teu Santo veja corrupção.” 36 — Porque tendo Davi, no seu tempo, servido conforme o plano de Deus, morreu, foi sepultado ao lado de seus pais e viu corrupção. 37 Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção. 38 Portanto, meus irmãos, saibam que é por meio de Jesus que a remissão dos pecados é anunciada a vocês; 39 e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vocês não puderam ser justificados pela lei de Moisés. 40 Portanto, tenham cuidado para que não lhes aconteça o que os profetas disseram: 41 “Vejam, ó desprezadores! Fiquem maravilhados e desapareçam, porque, no tempo de vocês, eu realizo obra tal que vocês não acreditarão se alguém lhes contar.” 42 Quando Paulo e Barnabé estavam saindo, as pessoas pediram que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras. 43 Terminada a reunião na sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, e estes, falando com eles, os persuadiam a continuar firmes na graça de Deus. 44 No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor. 45 Mas os judeus, vendo as multidões, ficaram com muita inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava. 46 Então Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: — Era necessário pregar a palavra de Deus primeiro a vocês. Mas, como vocês a rejeitam e se julgam indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. 47 Porque o Senhor assim nos determinou: “Eu coloquei você como luz dos gentios, a fim de que você seja para salvação até os confins da terra.

Paulo afirmou que Cristo o enviara para pregar o evangelho. E, por isso, anunciava a mensagem de um Messias crucificado (1Co 1:23). Ele retoma essa ênfase em 1 Coríntios 2:1 a 5. O apóstolo foi fiel à comissão de Cristo. Ao proclamar o evangelho, não recorreu à “ostentação de linguagem ou de sabedoria” (1Co 2:1). Em vez disso, concentrou-se em “Jesus Cristo, e este, crucificado” (1Co 2:2). Sua palavra e sua pregação “não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1Co 2:4). Afinal, a “sabedoria humana” é bem diferente do “poder de Deus” (1Co 2:5).

Um Messias crucificado era impensável. O que isso nos diz sobre Deus agir além de nossas expectativas? Por que lembrar disso quando as coisas não saem como queremos?

Quarta-feira, 08 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Poder para os que são salvos

Lições da Bíblia1

A mensagem de 1 Coríntios 1:18 é clara: o significado da cruz depende de como ela é vista. Para quem vive em rebelião contra Deus, é loucura; para quem anseia por Sua salvação, é poder.

3. Leia Colossenses 1:20 e 1 Pedro 2:24. O que Jesus realizou por nós na cruz?

Colossenses 1:20 (NAA)2: e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

1 Pedro 2:24 (NAA)2: carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; Pelas feridas dele vocês foram sarados.

Como já vimos, ao pregar o evangelho, é preciso evitar “palavras de sabedoria humana, para que o poder da cruz não seja diminuído” (1Co 1:17, NVI). À luz de 1 Coríntios 1:17, torna-se mais fácil entender por que o oposto de “loucura” não é a sabedoria humana, mas o poder de Deus (1Co 1:18). A cruz – tão contrária à sabedoria humana – expõe o quanto a “sabedoria” humana é, na verdade, insensatez.

O texto grego de 1 Coríntios 1:18 indica que “os que se perdem” colhem o resultado de seus próprios atos. O verso pode ser traduzido assim: “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que destroem a si mesmos.” O verbo grego apollymi (“perder-se”, “perecer”) também pode significar “destruir” (Jo 10:10) e, em 1 Coríntios 1:19, é traduzido dessa maneira.

O que está em jogo aqui? Paulo fundamentou sua afirmação do verso 18 citando, no verso seguinte, as palavras de Deus em Isaías 29:14. Em 1 Coríntios 1:19, Deus aparece como o agente da destruição, o que, à primeira vista, pareceria contradizer o orgulho autodestrutivo mencionado antes. Não há contradição: Deus põe fim àquilo que já está em processo de autodestruição.

Em contraste com “os que se perdem”, a expressão “nós, que somos salvos” (1Co 1:18) indica que a salvação vem unicamente de Deus. Paulo diz que estamos sendo salvos – ou seja, não nos salvamos a nós mesmos; nem poderíamos. Nossa salvação tem fonte externa. Enquanto a destruição é provocada por si mesma, a salvação só pode ser concedida – é dom da graça para pecadores. Como 1 Coríntios 1:21 deixa claro, é Deus quem salva os que creem. Loucura, nesse sentido, é rejeitar o que Deus ofereceu à humanidade por meio da cruz de Cristo (1Co 1:30) e, assim, atrair sobre si a destruição.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). De que maneiras esse verso reafirma o ensino de 1 Coríntios 1:18 e 19?

1 Coríntios 1:18 e 19 (NAA)2: 18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus. 19 Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.”

Terça-feira, 07 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Loucura para os que se perdem

Lições da Bíblia1

Ao contrastar a loucura humana com a sabedoria divina, Paulo declarou que a “mensagem da cruz é loucura para os que perecem” (1Co 1:18, NVI). Essa é a primeira de seis menções a “loucura” ou “louca(s)” em 1 Coríntios 1:18-31.

2. Leia 1 Coríntios 1:20, 21, 23, 25, 27. Como essas referências à “loucura” ajudam a entender o que Paulo quis dizer ao afirmar que a mensagem da cruz é “loucura para os que se perdem”?

1 Coríntios 1:20, 21, 23, 25, 27 (NAA)2: 20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o questionador deste mundo? Não é fato que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo? 21 Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, Deus achou por bem salvar os que creem por meio da loucura da pregação. […] 23 mas nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios. […] 25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana. A vocação dos santos […] 27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.

O termo grego aqui traduzido como “loucura” é moria. Ele aparece apenas cinco vezes no Novo Testamento, todas em 1 Coríntios (1Co 1:18, 21, 23; 2:14; 3:19). Palavras da mesma família ocorrem várias vezes no Novo Testamento, e metade delas está nas cartas de Paulo – especialmente em 1 Coríntios.

A “loucura” de que Paulo falou (1Co 1:18, 23) não se refere apenas à falta de intelecto. Diz respeito sobretudo a comportamento e pensamento moralmente distorcidos, à ausência de discernimento e até à rebelião contra Deus. Isso explica por que ele falou tanto a respeito do tema ao longo da carta.

Pense na situação de Paulo em Corinto. Ele chegou a uma cidade orgulhosa de sua “sabedoria” e sofisticação cultural. Nesse contexto, anunciou um Judeu galileu – Jesus de Nazaré – crucificado pelos romanos e ressuscitado dentre os mortos, para pagar não apenas os pecados deles, mas os do mundo inteiro. Isso não era um conceito filosófico novo e profundo que pudesse ser analisado por ferramentas filosóficas; parecia insensatez, algo sem sentido – nada que um coríntio inteligente e educado pudesse levar a sério.

E, se a mensagem da cruz soava como loucura para os pagãos, para muitos judeus a mensagem da cruz parecia ainda pior. Que judeu imaginaria um Messias sendo executado por Roma? O Messias deveria derrotar os romanos, não ser crucificado por eles.

Desde o início, portanto, Paulo enfrentou forte resistência em Corinto. Ainda assim, apesar de tudo, muitos – judeus e gentios – creram no evangelho.

Qual é a mensagem para nós nesse contexto?

Independentemente da oposição, Deus tem pessoas dispostas a ouvir a verdade. Precisamos estar prontos para ser instrumentos em Suas mãos e alcançar essas pessoas onde estiverem – mesmo em lugares hoje até mais desafiadores do que a antiga Corinto.

Segunda-feira, 06 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O evangelho da cruz

Lições da Bíblia1

Paulo afirma que a mensagem da cruz é o poder de Deus para nós. Não surpreende que “Jesus Cristo, e este, crucificado” estivesse no centro de sua pregação (1Co 2:2).

1. Leia 1 Coríntios 1:17-31. Qual verdade essencial Paulo apresentou aqui?

1 Coríntios 1:17-31 (NAA): 17 Afinal, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, não com sabedoria de palavra, para que não se anule a cruz de Cristo. 18 Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus. 19 Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.” 20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o questionador deste mundo? Não é fato que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo? 21 Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, Deus achou por bem salvar os que creem por meio da loucura da pregação. 22 Porque os judeus pedem sinais e os gregos buscam sabedoria, 23 mas nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios. 24 Mas, para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. 25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana. 26 Irmãos, considerem a vocação de vocês. Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. 27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 28 E Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são, 29 a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus. 30 Mas vocês são dele, em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção, 31 para que, como está escrito, “aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.

Em 1 Coríntios 1:18 a 31, Paulo contrasta a loucura humana com a sabedoria de Deus. A cruz tem o poder de revelar o pior do ser humano e o melhor de Deus. Essa seção é introduzida pela afirmação do verso 17: para que o poder da cruz de Cristo não seja anulado (1Co 1:17), a mensagem da cruz deve ocupar o centro da nossa pregação (veja 1Co 2:2).

Paulo declarou que não foi enviado para batizar, e sim para anunciar o evangelho da cruz. Para esclarecer essa afirmação, considere dois pontos: (1) O verbo grego traduzido por “enviar” é apostello, que deriva da mesma raiz da palavra “apóstolo”; assim, a principal tarefa apostólica de Paulo era a proclamação do evangelho. (2) Suas palavras sobre o batismo não significavam que o batismo não fosse importante, ou que fosse menos importante do que a pregação. Ele, ao contrário, estava repreendendo aqueles que davam demasiada importância a quem realizava o batismo, em vez de exaltar Aquele em cujo nome foram batizados: Jesus Cristo.

Ao falar em “palavras de sabedoria humana” (1Co 1:17, NVI), Paulo não está desaprovando discursos eloquentes. A ideia é que a sabedoria humana não deve obscurecer a mensagem da cruz. A expressão remete à retórica greco-romana. Em Atenas, Paulo recorreu à lógica, à ciência e à filosofia, mas colheu pouco fruto. Por isso, “decidiu seguir outro plano de trabalho em Corinto, em seus esforços para atrair a atenção dos despreocupados e indiferentes. Decidiu evitar discussões e argumentos elaborados e se propôs a nada saber entre os coríntios ‘senão a Jesus Cristo e este crucificado’” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 155).

De que maneiras discursos elaborados podem obscurecer a mensagem da cruz? Por que a proclamação de “Jesus Cristo, e este, crucificado” produziu mais frutos em Corinto do que lógica, ciência e filosofia em Atenas? Ainda assim, há momentos em que lógica, filosofia e ciência podem ser úteis à proclamação do evangelho?

Domingo, 05 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A mensagem da cruz

Lições da Bíblia1

“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus” (1Co 1:18, NVI).

Leituras da semana: 1Co 1:17-31; 2:1-5; Cl 1:20; 1Pe 2:24; At 13:16-47

Cícero, escritor e orador romano, havia dito aos romanos que mantivessem longe do pensamento a ideia da cruz como meio de punição. Embora tenha morrido quase meio século antes do nascimento de Jesus, sua afirmação ilustra o desprezo com que os romanos viam a cruz: algo tão repugnante que não deveriam sequer pensar nela.

Em contraste, Paulo escreveu: “A mensagem da cruz […] é o poder de Deus” (1Co 1:18, NVI). Para ele, a cruz é o instrumento de reconciliação entre Deus e a humanidade (Ef 2:16; Cl 1:20), o símbolo supremo da humildade de Jesus (Fp 2:8) e o lugar em que nossa imensa dívida foi paga (Cl 2:14).

A cruz é a resposta de Paulo para os problemas de Corinto. Logo no início de 1 Coríntios, percebe-se sua preocupação com uma questão importante: as divisões na igreja. Ele estava tão apreensivo com isso que, após a saudação (1Co 1:1-3) e a ação de graças (1Co 1:4-9), esse foi o primeiro tema que abordou (1Co 1:10-17). Nesta semana, voltaremos à poderosa mensagem da cruz como resposta a esse problema e a outras questões em Corinto.

Sábado, 04 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

O ministério de Paulo em Corinto – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], “Corinto” (p. 155-161). “Em sua pregação do evangelho em Corinto, o apóstolo seguiu um método diferente do que caracterizara seu trabalho em Atenas […]. Decidiu evitar discussões e argumentos elaborados e se propôs a nada saber entre os coríntios ‘senão a Jesus Cristo e este crucificado’” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 155).

Paulo obteve “certo sucesso”, mas “duvidou da sabedoria de edificar uma igreja com base no material humano ali encontrado. Ele considerava Corinto um campo de trabalho muito problemático e decidiu deixá-lo. […]

“Enquanto cogitava deixar a cidade para ir em busca de um campo mais promissor, […] o Senhor então lhe apareceu em uma visão noturna e disse: ‘Não tenha medo! Pelo contrário, fale […], pois tenho muito povo nesta cidade’ (v. 9, 10). Paulo entendeu que foi uma ordem para permanecer em Corinto e uma garantia de que o Senhor faria crescer a semente plantada. […] Uma grande igreja se levantou sob o estandarte de Jesus Cristo” (Ellen G. White, A Vida de Paulo [CPB, 2025], p. 74, 75).

“Está registrado que Paulo trabalhou por um ano e seis meses em Corinto. Seus esforços, porém, não se limitaram exclusivamente àquela cidade […]. Ele transformou Corinto em sua base. […] Várias igrejas foram assim plantadas […]. A ausência de Paulo das igrejas sob seus cuidados era parcialmente suprida por correspondências cheias de palavra poderosas e impactantes, que costumavam ser recebidas como a palavra de Deus […]. Essas epístolas eram lidas nas igrejas” (A Vida de Paulo, p. 76).

Perguntas para consideração

1. Por um momento, Paulo pensou em desistir de sua obra missionária em Corinto e deixar a cidade. O que o fez mudar de ideia? Como isso pode nos ajudar quando queremos desistir da missão?

2. Os coríntios eram fortemente influenciados pela cultura ao redor. Essa também é uma dura realidade entre nós hoje. Como estar no mundo (Jo 17:11, 15) sem nos deixarmos influenciar por ele? Como nossa igreja tem sido negativamente influenciada pela cultura que a cerca?

Jo 17:11, 15 (NAA)2: 11 Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, enquanto eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um. […] 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal.

Sexta-feira, 03 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

As cartas de Paulo aos coríntios

Lições da Bíblia1

7. Leia 1 Coríntios 1:11-13; 4:14; 5:11; 7:1; 14:37, 40. Leia também 2 Coríntios 1:12; 2:9; 11:3; 13:10. Com base nesses textos, por que Paulo escreveu cartas aos cristãos de Corinto?

1 Coríntios 1:11-13 (NAA)2: 11 Pois, meus irmãos, fui informado a respeito de vocês por alguns membros da casa de Cloe de que há brigas entre vocês. 12 Refiro-me ao fato de cada um de vocês dizer: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “Eu sou de Cefas”, “Eu sou de Cristo”. 13 Será que Cristo está dividido? Será que Paulo foi crucificado por vocês ou será que vocês foram batizados em nome de Paulo?

1 Coríntios 4:14 (NAA)2: Não escrevo estas coisas para que vocês fiquem envergonhados; pelo contrário, para admoestá-los como a meus filhos amados.

1 Coríntios 5:11 (NAA)2: Mas, agora, escrevo a vocês que não se associem com alguém que, dizendo-se irmão, for devasso, avarento, idólatra, maldizente, bêbado ou ladrão; nem mesmo comam com alguém assim.

1 Coríntios 7:1 (NAA)2: Quanto ao que vocês me escreveram — “é bom que o homem não toque em mulher”

1 Coríntios 14:37, 40 (NAA)2: 37 Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça que é mandamento do Senhor o que estou escrevendo para vocês. […] 40 Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.

2 Coríntios 1:12 (NAA)2: Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas na graça divina, temos vivido no mundo, especialmente em relação a vocês.

2 Coríntios 2:9 (NAA)2: E foi por isso também que eu lhes escrevi, para ter prova de que, em tudo, vocês são obedientes.

2 Coríntios 11:3 (NAA)2: Temo que, assim como a serpente, com a sua astúcia, enganou Eva, assim também a mente de vocês seja corrompida e se afaste da simplicidade e pureza devidas a Cristo.

2 Coríntios 13:10 (NAA)2: Portanto, escrevo estas coisas, estando ausente, para que, estando presente, não venha a usar de rigor segundo a autoridade que o Senhor me deu para edificação e não para destruição.

Paulo estava em Éfeso quando escreveu 1 Coríntios (1Co 16:5-9). Membros da família de Cloe levaram-lhe a notícia de que as coisas não iam bem em Corinto (1Co 1:11). Em 1 Coríntios capítulos 1 a 6, o apóstolo aborda os problemas: divisões, imoralidade sexual, ações judiciais entre irmãos e prostituição. Além disso, Paulo recebeu uma carta com perguntas específicas (1Co 7:1). Sua resposta ocupa o espaço do capítulo 7 em diante. As perguntas estavam relacionadas a: casamento, divórcio, celibato, alimentos sacrificados a ídolos, conduta no culto, uso dos dons espirituais e má compreensão sobre a ressurreição. A igreja de Corinto era problemática e imatura. Talvez sua igreja local tenha muitos problemas; ainda assim, a situação em Corinto era provavelmente pior.

A Primeira Carta e Paulo aos Coríntios é muito pertinente à nossa época. Afinal, não enfrentamos, até certo ponto, alguns dos mesmos problemas em muitas de nossas igrejas hoje? Essa carta tem muito a nos dizer. É “uma das mais ricas, instrutivas e poderosas de todas as suas cartas” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 192).

Paulo pode ter escrito três ou quatro cartas aos coríntios (veja 2Co 10:9). Ele escreveu uma primeira carta antes de 1 Coríntios, mas que se perdeu (1Co 5:9). E, antes de 2 Coríntios, escreveu uma carta referida pelos estudiosos como “carta severa”, também perdida (2Co 2:3, 4, 9; 7:8). Alguns entendem que essa “carta severa” seja 1 Coríntios; outros sugerem que seu conteúdo esteja preservado em 2 Coríntios, ao menos em parte.

Em 2 Coríntios, percebemos que os cristãos de Corinto eram influenciados pela cultura ao redor. Eles valorizavam a competição, o poder e a riqueza – elementos que também podem desafiar a igreja hoje. Em contrapartida, Paulo procurou formar uma cultura centrada em Cristo, um modo de enxergar o mundo pelas lentes do evangelho. É essencial que nós também enxerguemos o mundo atual através das lentes do evangelho.

Leia novamente 2 Coríntios 2:4. O que esse texto revela sobre o quanto Paulo se importava com aquelas pessoas? Por outro lado, quão frio o nosso coração pode ser para com os outros

2 Coríntios 2:4 (NAA)2: Porque lhes escrevi no meio de muitos sofrimentos e angústia de coração, com muitas lágrimas, não para que vocês ficassem tristes, mas para que soubessem do amor que tenho por vocês.

Quinta-feira, 02 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Muita gente nesta cidade

Lições da Bíblia1

5. Leia Atos 18:4-8. Quais foram os resultados da pregação de Paulo?

Atos 18:4-8 (NAA)2: 4 E todos os sábados Paulo falava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos. 5 Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que Jesus é o Cristo. 6 Como eles se opuseram e blasfemaram, Paulo sacudiu as roupas e disse-lhes: — Que o sangue de vocês caia sobre a cabeça de vocês! Eu estou limpo dele e, a partir de agora, vou para os gentios. 7 Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa dele ficava ao lado da sinagoga. 8 Crispo, o chefe da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, creram e foram batizados.

O trabalho de Paulo entre os judeus em Corinto não foi tão frutífero quanto ele desejava. O apóstolo enfrentou hostilidade e ódio: “Eles se opuseram e blasfemaram” (At 18:6). Quando o verbo grego blasfemeo (“blasfemar”) tem como alvo um ser humano, o sentido é “insultar” ou “difamar”. Em outras palavras, tentaram manchar a reputação de Paulo e impedir seus esforços missionários.

Felizmente, o trabalho de Paulo naquela sinagoga não foi em vão. Deus conduzia Sua missão e havia prometido: “[Minha palavra] não voltará para Mim vazia” (Is 55:11). Para surpresa de muitos, Crispo, o chefe da sinagoga, e toda a sua família creram em Jesus e foram batizados (At 18:8). E não foram apenas eles: “Muitos dos coríntios, ouvindo, creram e foram batizados” (At 18:8), provavelmente influenciados também pelo testemunho de Crispo.

6. Leia Atos 18:9, 10. O que podemos deduzir sobre a reação de Paulo diante dos desafios em Corinto? Como Deus encorajou Seu servo?

Atos 18:9, 10 (NAA)2: 9 Certa noite Paulo teve uma visão em que o Senhor lhe disse: — Não tenha medo! Pelo contrário, fale e não fique calado, 10 porque eu estou com você, e ninguém ousará lhe fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

Logo após sair da sinagoga, Paulo recebeu um grande encorajamento: em uma visão noturna, o próprio Cristo lhe apareceu com palavras que lembram Isaías 41:10, que diz: “Não tema, porque Eu estou com você.” O apóstolo admitiu que esteve em Corinto “em fraqueza, temor e grande tremor” (1Co 2:3). Ele teve de deixar Bereia e seguir para Atenas por causa de ferrenha oposição e talvez imaginasse que teria de deixar Corinto pelo mesmo motivo. Mas, desta vez, seria diferente. Jesus lhe disse: “Tenho muita gente nesta cidade” (At 18:10, NVI). E Paulo foi Seu instrumento para levar a essas pessoas as boas-novas da salvação.

Leia Isaías 41:10. Quais promessas preciosas esse breve verso nos oferece? Como essas palavras devem impactar sua vida diária?

Isaías 41:10 (NAA)2: não tema, porque eu estou com você; não fique com medo, porque eu sou o seu Deus. Eu lhe dou forças; sim, eu o ajudo; sim, eu o seguro com a mão direita da minha justiça.”

Quarta-feira, 01 de julho de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.