Cristo ressuscitado, nossa única esperança

Lições da Bíblia1

Em 1 Coríntios 15:9 a 19, Paulo mostra quão graves e terríveis são as consequências de negar a ressurreição. Sem ela, os crentes não têm esperança – nem para o presente, muito menos para o futuro.

3. Leia 1 Coríntios 15:9-19. Quais seriam as consequências se Cristo não tivesse ressuscitado?

1 Coríntios 15:9-19 (NAA)2: 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, e nem mesmo sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. 10 Mas, pela graça de Deus, sou o que sou. E a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã. Pelo contrário, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. 11 Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim vocês creram. 12 Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. 15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

De modo geral, os pagãos antigos não criam na ressurreição, especialmente no mundo grego, marcado pelo dualismo entre corpo e alma (segundo o qual, na morte, a “alma” se desprende do corpo e vai para onde se supõe que as “almas” dos mortos vão). Paulo começa 1 Coríntios 15:12 com uma pergunta retórica que revela sua perplexidade: “O quê? Como é que alguns de vocês dizem que não existe ressurreição dos mortos?” (1Co 15:12, tradução do autor). Para ele, era inconcebível não crer na ressurreição – até porque havia muitas testemunhas oculares (1Co 15:5-8). Pior ainda: sem a ressurreição, a esperança deles estaria construída sobre uma mentira, e eles a 19 com permaneciam em seus pecados.

Paulo afirma que, se não há ressurreição dos mortos, então: (1) Cristo não ressuscitou (1Co 15:13, 16); (2) nossa pregação é vã (1Co 15:14); (3) nossa fé também é vã (1Co 15:14); (4) somos falsas testemunhas (1Co 15:15); (5) nossa fé é inútil (1Co 15:17); (6) ainda permanecemos em nossos pecados (1Co 15:17); e, naturalmente, (7) os que morreram estão perdidos (1Co 15:18).

Sem a ressurreição, tanto a pregação quanto a fé são “vãs” (1Co 15:14). O termo grego traduzido por “vã”, “vazio” é kenos. Essa tradução é adequada, mas pouco específica. Os estudiosos discutem se kenos significa “vazio” por carecer de verdade (“não é verdadeiro”), de resultado (“sem efeito”) ou de propósito (“sem propósito”, “em vão”).

Seja como for, em um cenário sem ressurreição, a fé é descrita como mataios, “fútil” ou “vã” (1Co 15:17). Embora mataios seja próxima de kenos, a ideia é que, se Jesus não está vivo, a fé é infrutífera – um engano –, porque nossos pecados não foram perdoados (1Co 15:17). Seríamos falsas testemunhas, enganando e sendo enganados (1Co 15:15).

Se, ao morrer, a pessoa vai imediatamente para o Céu ou para o inferno, que sentido em 1 Coríntios 15? Por que a verdade bíblica do “sono” dos mortos é um ensino tão importante?

Segunda-feira, 17 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Proclamando a ressurreição de Cristo

Lições da Bíblia1

Paulo iniciou 1 Coríntios 15 destacando o evangelho. Ele fala do evangelho: (1) que pregou aos coríntios; (2) que eles receberam; (3) no qual permaneciam firmes; e (4) pelo qual eram salvos (1Co 15:1, 2). Essa abertura prepara o leitor para o que vem a seguir no capítulo e mostra como a ressurreição de Cristo é fundamental para a nossa salvação (veja Rm 10:9, 10). Sua ressurreição é parte tão essencial da mensagem do evangelho que negá-la contradiz a fé Nele.

1. Leia 1 Coríntios 15:1-4; Lucas 24:44-47; Romanos 1:1-4. O que esses textos têm em comum?

1 Coríntios 15:1-4 (NAA)2: 1 Irmãos, venho lembrar-lhes o evangelho que anunciei a vocês, o qual vocês receberam e no qual continuam firmes. 2 Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. 3 Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

Lucas 24:44-47 (NAA)2: 44 A seguir, Jesus lhes disse: — São estas as palavras que eu lhes falei, estando ainda com vocês: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito a respeito de mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. 45 Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. 46 E disse-lhes: — Assim está escrito que o Cristo tinha de sofrer, ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia, 47 e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém.

Romanos 1:1-4 (NAA)2: 1 Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 2 que ele, no passado, prometeu por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas. 3 Este evangelho diz respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi 4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Em 1 Coríntios 15:1 a 4, temos um resumo da mensagem de Paulo. Quer a expressão “segundo as Escrituras” se refira a passagens específicas do Antigo Testamento ou ao conjunto da Bíblia Hebraica, isso não altera o fato: a morte e a ressurreição de Jesus cumprem as promessas de Deus encontradas no Antigo Testamento.

2. Leia 1 Coríntios 15:2, 11. Por que esses versos colocam lado a lado crer e pregar? Que relação existe entre os dois conceitos?

1 Coríntios 15:2, 11 (NAA)2: 2 Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. […] 11 Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim vocês creram.

Quem proclama que Cristo ressuscitou precisa, primeiro, crer que Sua ressurreição é um fato histórico. Nesse sentido, 1 Coríntios 15:5 a 8 tem papel decisivo no Novo Testamento: essa passagem apresenta forte evidência bíblica de que Cristo foi visto por inúmeras pessoas após a ressurreição – muitas delas ainda vivas quando Paulo escreveu a carta (1Co 15:6).

Em outras palavras, Paulo diz: “Perguntem a essas pessoas o que elas viram.” Tamanha era sua confiança na realidade da ressurreição de Cristo.

Essas pessoas foram testemunhas oculares. Eram aquilo que Jesus tinha dito que seriam: “testemunhas destas coisas” (Lc 24:48).

Que razões temos para crer na ressurreição de Cristo? Além disso, em que outras coisas – seculares ou sagradas – cremos, mesmo sem tê-las visto pessoalmente?

Domingo, 16 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O poder da ressurreição de Cristo

Lições da Bíblia1

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. […] E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados” (1Co 15:14, 17).

Leituras da semana: 1Co 15:1-58; Lc 24:44-47; Ap 20:5, 6; Cl 2:12; 2Tm 1:12; 1Ts 4:13-17

É curioso que, já em seu tempo, Paulo precisou lidar com aqueles que negavam a ressurreição dos mortos. Afinal, as pessoas viam o que a morte faz ao corpo: ele se decompõe, apodrece, resseca e se torna pó – quase nada. Também sabiam que muitos estavam mortos havia muito tempo. Na verdade, a maioria das pessoas permanece morta por muito mais tempo do que viveu.

Do ponto de vista humano, a ressurreição dos mortos não parecia mais plausível para eles do que parece para muitos hoje. E foi exatamente esse o problema que Paulo enfrentou.

No entanto, esse é um tema crucial: se Jesus não ressuscitou, Ele não é quem disse ser, a cruz não teve efeito e nossos pecados não foram pagos. Restaria apenas o desespero. Mas o nosso Senhor ressuscitou, subiu ao Céu e voltará para nos levar para casa!

Nesta semana, vamos nos concentrar em 1 Coríntios 15 e no seu ensino sobre a ressurreição de Cristo. Influenciados pela mentalidade pagã ao redor, alguns em Corinto afirmavam que não há ressurreição. Em resposta, Paulo apresenta a ressurreição de Cristo como nossa única esperança de salvação.

Sexta-feira, 14 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O retrato do amor – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, “The Need of Love”, The Advent Review and Sabbath Herald, 28 de agosto de 1888, p. 545, 546.

“Não importa o que professe, aquele cujo coração não está cheio de amor a Deus e aos semelhantes não é verdadeiro discípulo de Cristo. Embora possua grande fé e tenha poder até para realizar milagres, sem amor sua fé não terá nenhum valor. Poderá ostentar grande generosidade, mas, se o motivo não for o amor genuíno, mesmo que entregue todos os seus bens para sustento dos pobres, esse ato não o recomendará ao favor de Deus. Em seu zelo poderá até morrer como mártir, mas, se não for impulsionado pelo amor, será considerado por Deus como um entusiasta iludido ou um hipócrita ambicioso” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 203).

“Temos muito a ensinar. O que é mais necessário […] é amor pelas pessoas que perecem, o amor que vem em ricas torrentes do trono de Deus. O verdadeiro cristianismo difunde o amor por todo o ser. Ele atinge todas as partes vitais: o cérebro, o coração, as mãos auxiliadoras, os pés, habilitando as pessoas a permanecer firmes onde Deus requer que permaneçam, para que não façam caminhos tortuosos para os pés, a fim de que não se extravie o que é manco. O ardente e consumidor amor de Cristo pelas pessoas que perecem é a vida de todo o sistema do cristianismo” (Ellen G. White, Exaltai-O [CPB, 1988], 30 de abril).

“Somente o amor que se origina no coração de Cristo pode curar. Unicamente Aquele em quem esse amor flui, assim como a seiva na árvore e o sangue no corpo, poderá restaurar o coração ferido” (Ellen G. White, Educação [CPB, 2021], p. 79).

Perguntas para consideração

1. O que Paulo quis dizer com a ordem: “Sigam o amor” (1Co 14:1)? Que relação isso tem com o que ele diz em 1 Coríntios 13:4 a 7?

2. Qual característica do amor você mais precisa colocar em prática no dia a dia? Quais são mais necessárias em sua igreja local? E por que Paulo compara o amor a dons como profecia, línguas e conhecimento (1Co 13:8)?

3. Paulo revela que o amor é a solução definitiva para a falta de unidade na igreja de Corinto. Por quê? Como isso se aplica às nossas igrejas hoje?

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Fé, esperança e amor

Lições da Bíblia1

Até aqui, aprendemos que o amor é paciente, bondoso, alegre, resiliente, confiante, esperançoso e perseverante – porque Jesus é tudo isso. Ao enxergarmos essas qualidades em Cristo, o passo seguinte é imitá-Lo. Era esse o desejo de Paulo para os coríntios. Contudo, se retirarmos o “não” das oito características negativas do amor, “teremos uma boa descrição da conduta dos coríntios no convívio da igreja: invejosos, vangloriosos, orgulhosos, grosseiros, egoístas, irritadiços e atentos aos erros alheios. Paulo ajusta aqui os verbos à situação de Corinto” (Verlyn D. Verbrugge, “1 Corinthians”, em The Expositor’s Bible Commentary: Romans–Galatians [Grand Rapids, MI: Zondervan, 2008], p. 372).

Os coríntios tinham muito a aprender – e nós também. Depois de descrever o que amor é e o que ele não é, Paulo conclui essa seção destacando o caráter permanente do amor, a fim de estimular a prática do amor genuíno. Um dia, as profecias não mais serão necessárias. Além disso, falaremos uma só língua. E o conhecimento humano, limitado e falho, dará lugar a um conhecimento novo de Deus (1Co 13:12). Os dons do Espírito cessarão apenas quando o propósito para o qual existem for plenamente cumprido (1Co 13:10). “O amor”, porém, “jamais acaba” (1Co 13:8).

Do mesmo modo, quando Cristo voltar, a fé dará lugar à vista (2Co 5:7), e aquilo que esperamos há tanto tempo se tornará realidade (Rm 8:24). Acima de tudo, o amor permanecerá como emblema do caráter do nosso Deus triúno. Ainda assim, em certo sentido, a fé e a esperança também permanecerão para sempre: a fé como experiência da salvação (Rm 4:3) e a esperança como anseio e expectativa por novas alegrias e por novo conhecimento na nova Terra. Ambas marcarão, para sempre, a experiência dos remidos. Porém o amor – o amor de Deus – durará para sempre.

Muito em breve, veremos nosso Senhor face a face (1Co 13:12). Até esse dia, nossa vida deve ser definida por estas três virtudes: fé, esperança e amor. Esse trio representa a plenitude da vida cristã no Espírito e, por isso, foi mencionado com frequência entre os cristãos (Rm 5:1-5; Gl 5:5, 6; Ef 1:15, 18; 4:1-5). O amor, porém, é o maior deles; afinal, é a única virtude usada para descrever a própria natureza de Deus (1Jo 4:8).

Reflita sobre a afirmação “Deus é amor”. Como compreender o que ela significa? E, ainda que só possamos entender isso em parte, por que essa verdade é uma notícia tão boa para nós?

Quinta-feira, 13 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Retrato de Jesus

Lições da Bíblia1

Ao ler 1 Coríntios 13:4 a 7, é natural sentir certa frustração ao perceber que, em maior ou menor grau, deixamos de manifestar todas aquelas qualidades do amor. É provável que Paulo tivesse a Pessoa de Jesus em mente ao escrever esse capítulo. De fato, somente Ele revelou perfeitamente cada uma dessas características. Em última análise, portanto, o retrato do amor traçado por Paulo é um retrato de Cristo.

4. Leia João 13:1, 34; 15:9, 12; 1 Timóteo 1:14; 2 Timóteo 1:7, 13; 1 João 3:16; 4:7-12, 19-21. O que esses textos nos ensinam sobre o amor?

João 13:1, 34 (NAA)2: 1 Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. […] 34 Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros.

João 15:9, 12 (NAA)2: 9 Como o Pai me amou, também eu amei vocês; permaneçam no meu amor. […] 12 — O meu mandamento é este: que vocês amem uns aos outros, assim como eu os amei.

1 Timóteo 1:14 (NAA)2: Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.

2 Timóteo 1:7, 13 (NAA)2:  7 Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. […] 13 Mantenha o padrão das sãs palavras que de mim você ouviu com fé e com o amor que há em Cristo Jesus.

1 João 3:16 (NAA)2:  Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos.

1 João 4:7-12, 19-21 (NAA)2: 7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros. 12 Nunca ninguém viu Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. […] 19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 20 Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 21 E o mandamento que dele temos é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.

“Deus é amor” (1Jo 4:8). Ele nos amou a ponto de dar Seu Filho unigênito (Jo 3:16). Jesus é a expressão plena desse amor (Hb 1:3). Se quisermos saber como o amor se manifesta, precisamos contemplar Jesus atentamente. Ao observarmos com cuidado a maneira como o Novo Testamento apresenta Cristo, perceberemos que todas as qualidades positivas do amor em 1 Coríntios 13 se veem Nele.

Jesus é paciente – “Mas, por isso mesmo, Deus foi misericordioso comigo, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a Sua paciência [makrothymia]” (1Tm 1:16, NVI).

Jesus é bondoso – A Bíblia declara que “o Senhor é bondoso” (1Pe 2:3). Nesse texto, “Senhor” refere-se a Jesus. O termo “bondoso” traduz o grego chrestos, que vem da mesma raiz do verbo chresteuomai (“mostrar bondade”) em 1 Coríntios 13:4.

Jesus Se alegra com a verdade – Ele experimentou alegria ao cumprir a vontade do Pai e ao sentir o amor do Pai por Ele (Jo 15:9-11; 17:12-14).

Jesus tudo sofre e tudo suporta – Ele “suportou a cruz” e “suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo” (Hb 12:2, 3). Ninguém suportou tanto quanto Jesus (Fp 2:8). Ele o fez “em troca da alegria que Lhe estava proposta”!

Jesus tudo crê – Quando Ananias questionou a sinceridade da conversão de Paulo (At 9:13, 14), Jesus respondeu: “Este é para Mim um instrumento escolhido” (At 9:15). Cristo vê as pessoas não apenas como são, mas como se tornarão pelo Seu poder.

De que outras maneiras Jesus nos mostra o que é o amor verdadeiro?

Quarta-feira, 12 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O que o amor não faz

Lições da Bíblia1

3. Leia novamente 1 Coríntios 13:4-7. Por que Paulo menciona características negativas do amor, e não apenas positivas?

1 Coríntios 13:4-7 (NAA)2: 4 O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, 5 não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Ontem, destacamos sete atitudes que o amor pratica; hoje, veremos oito coisas que ele não faz. O amor…

1) Não arde em ciúmes (zeloo– O termo zeloo pode ser utilizado positivamente, como em: “desejem intensamente os dons mais úteis” (1Co 12:31, NVT); “desejem […] os dons espirituais” (1Co 14:1, NVT); e “anseiem profetizar” (1Co 14:39, NVT). No entanto, em 1 Coríntios 13:4, como em Atos 7:9, o sentido é negativo. É correto desejar os dons espirituais, mas não invejar quem os recebeu, pois isso causa divisão (1Co 3:3).

2) Não se envaidece (perpereuomai– O verbo transmite a ideia de arrogância e busca por elogios. O amor não é centrado em si mesmo – algo que fica ainda mais claro a seguir.

3) Não é orgulhoso (physioo– Em 1 Coríntios 8:1, Paulo afirma: “O conhecimento leva ao orgulho, mas o amor edifica.” O termo descreve alguém “inflado” de autoimportância.

4) Não se conduz de forma inconveniente (aschemoneo– O verbo abrange muitos sentidos. Em geral, significa agir contra padrões morais e sociais – de modo desonroso, indecoroso ou impróprio. É provável que Paulo se refira ao comportamento arrogante e grosseiro do grupo considerado “forte” em relação aos “fracos” em Corinto (1Co 4:10; 8:1-13).

5) Não busca os seus interesses (zeteo– Isso remete a 1 Coríntios 10:24: “Ninguém deve buscar o seu próprio direito, mas sim o dos outros” (tradução do autor). O amor abre mão de direitos em favor do próximo (veja a lição 5). Em um ambiente em que cada um busca o bem do outro, todos são beneficiados.

6) Não se irrita (paroxyno– O verbo sugere um estado interior de agitação, indicando alguém facilmente provocado à ira. O amor não é explosivo nem melindroso.

7) Não se ressente do mal (logizomai– Aqui o sentido é “lançar na conta” (linguagem de contabilidade). O amor não registra ofensas; em outras palavras, o amor perdoa.

8) Não se alegra com a injustiça (chairo– O amor não só esquece os erros alheios como também não tem prazer neles. Quando amamos de verdade, não nos alegramos com os erros dos outros; antes, buscamos ajudar.

Terça-feira, 11 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O que o amor faz

Lições da Bíblia1

O centro de 1 Coríntios 13 está nos versos 4 a 7. Neles, Paulo apresenta as qualidades do amor – mostrando o que o amor é e o que não é; o que faz e o que deixa de fazer. O apóstolo personifica o amor para que enxerguemos como se comporta alguém cheio desse amor, impulsionado pelo Espírito Santo. Em sua descrição, Paulo usa uma série de verbos. Para ele, o amor está mais relacionado a ações do que a sentimentos ou emoções.

1) É paciente (makrothymeo– Significa perseverar pacientemente em circunstâncias difíceis. Paciência também envolve a capacidade de ser tolerante uns com os outros (Ef 4:2).

2) É bondoso (chresteuomai– Esse verbo ocorre apenas aqui no Novo Testamento, mas palavras da mesma raiz são comuns em outros textos. Na Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento), aparecem com frequência nos Salmos, associando a bondade de Deus à Sua misericórdia (Sl 145:9). Amar com bondade é imitar a compaixão e a misericórdia de Deus para conosco.

3) Alegra-se com a verdade (synchairo– Expressa a capacidade de experimentar alegria juntamente com outra pessoa (Lc 1:58; 15:6, 9; 1Co 12:26; Fp 2:17, 18).

4) Tudo sofre (stego– Os estudiosos discutem se stego significa “cobrir” – isto é, manter algo em confidência (com o sentido de proteger) – ou “suportar”, no sentido de ter resiliência. Em 1 Coríntios 9:12, esse termo claramente expressa perseverança, o que leva a maioria dos intérpretes e tradutores a preferir a segunda opção.

5) Tudo crê (pisteuo– Pisteuo vem da mesma raiz que o termo grego para “fé” (pistis). No contexto da passagem, “tudo crê” significa conceder ao outro o benefício da dúvida.

6) Tudo espera (elpizo– No Novo Testamento, elpizo sempre se refere a “crer ou aguardar”, com expectativa, que alguma coisa boa ocorrerá.

7) Tudo suporta (hypomeno– Provavelmente não há diferença entre os verbos stego hypomeno em 1 Coríntios 13:7. Eles são sinônimos, indicando perseverança em meio às provações. Paulo emprega hypomeno no fim do verso para evitar repetir stego. Ao repetir o mesmo conceito, ainda que com outra palavra, ele direciona a atenção para o crer e o esperar como foco principal. Em outras palavras, o amor persevera porque crê e espera.

Compare 1 Coríntios 13:4-7 com Gálatas 5:22, 23. Que ideias em comum você percebe entre as duas passagens? Como manifestar esse amor em sua vida?

1 Coríntios 13:4-7(NAA): 4 O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, 5 não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Gálatas 5:22, 23(NAA): 22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

Segunda-feira, 10 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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