Sofrimentos por causa do evangelho

Lições da Bíblia1

Depois de expor os falsos mestres como agentes de Satanás (2Co 11:1-15), Paulo entra no jogo deles vangloriando-se como um insensato (2Co 11:16-21, NVI), para que os coríntios percebessem como era sem sentido dar ouvidos ao discurso daqueles intrusos. Se eles eram tão estimados em Corinto, Paulo merecia consideração ainda maior. Seus sofrimentos por causa do evangelho mostravam que ele era um servo fiel de Cristo (2Co 11:22, 23).

4. Leia 2 Coríntios 11:22-28. Qual ponto Paulo destaca nesses versos?

2 Coríntios 11:22-28 (NAA)2: 22 São hebreus? Eu também! São israelitas? Eu também! São da descendência de Abraão? Eu também! 23 São ministros de Cristo? Falando como se estivesse fora de mim, afirmo que sou ainda mais: em trabalhos, muito mais; em prisões, muito mais; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. 24 Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um. 25 Três vezes fui açoitado com varas. Uma vez fui apedrejado. Três vezes naufraguei. Fiquei uma noite e um dia boiando em alto mar. 26 Em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. 28 Além das coisas exteriores, ainda pesa sobre mim diariamente a preocupação com todas as igrejas.

Embora as credenciais judaicas de Paulo fossem idênticas às dos falsos mestres (2Co 11:22), seu serviço a Cristo superava o deles (2Co 11:23). Ele pergunta: “São ministros de Cristo?” E responde: “Afirmo que sou ainda mais” (2Co 11:23). Seus trabalhos foram mais abundantes; suas prisões, mais frequentes; seus açoites, mais severos.

E não apenas isso. Sua lista de sofrimentos incluía: cinco vezes 39 açoites (2Co 11:24); espancamentos com varas, apedrejamento, naufrágios e perigo em alto-mar (2Co 11:25); perigos nas viagens, nos rios, perigos por causa de assaltantes, por parte de compatriotas e de gentios, na cidade, no deserto, no mar e até entre falsos irmãos (2Co 11:26); trabalhos árduos e fadigas extenuantes, noites sem dormir, fome e sede, falta de alimento, frio e nudez (2Co 11:27). E, como se não bastasse, pesava sobre ele a angústia constante de sua profunda preocupação por todas as igrejas (2Co 11:28).

Somente um verdadeiro servo de Cristo se disporia a sofrer assim pelo evangelho. Se Paulo quisesse gloriar-se de seus sofrimentos, teria muito o que dizer. Contudo, a seção seguinte da carta mostra que sua “glória” não se baseava no que ele fazia por Cristo, e sim no que Cristo fizera por ele. Paulo reconhecia que o poder de Deus se manifesta com maior clareza na fraqueza humana (2Co 12:9, 10). Ao permitir-lhe um “espinho na carne” (2Co 12:7), Deus o preservou de vangloriar-se em seus feitos. Isso o manteve humilde, consciente de sua fragilidade, dependente do poder divino e em condição de receber mais graça e misericórdia.

Você tem sofrido por causa do evangelho? O que aprendeu nessa experiência? De que modo a forma como Paulo lidou com seus sofrimentos pode ajudar você a lidar com os seus?

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Falsos mestres identificados

Lições da Bíblia1

O Novo Testamento contém várias advertências contra falsos mestres nas comunidades cristãs. O próprio Jesus alertou os discípulos para esse perigo (Mt 7:15-20). Os apóstolos também chamaram atenção para o tema (Gl 1:6-9; 1Tm 6:3-5; 2Pe 2:1-3).

3. Leia 2 Coríntios 11:1-15. Como Paulo descreveu os desafios que enfrentou com esses falsos mestres?

2 Coríntios 11:1-15 (NAA)2: 1 Eu gostaria que vocês me suportassem um pouco mais na minha loucura. Portanto, suportem-me. 2 Tenho zelo por vocês com um zelo que vem de Deus, pois eu preparei vocês para apresentá-los como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. 3 Temo que, assim como a serpente, com a sua astúcia, enganou Eva, assim também a mente de vocês seja corrompida e se afaste da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 4 Pois, se vem alguém que prega outro Jesus, diferente daquele que nós pregamos, ou se vocês aceitam um espírito diferente daquele que já receberam ou um evangelho diferente do que já aceitaram, vocês toleram isso muito bem. 5 Porque suponho em nada ter sido inferior a esses “superapóstolos”. 6 E, embora seja fraco no falar, não o sou no conhecimento. Em tudo e por todos os modos temos manifestado isto a vocês. 7 Será que cometi algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que vocês fossem exaltados, visto que lhes anunciei o evangelho de Deus sem cobrar nada? 8 Tirei de outras igrejas, recebendo salário, para poder servir a vocês. 9 E, estando entre vocês, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava. Em tudo, me guardei e me guardarei de ser pesado a vocês. 10 Pela verdade de Cristo que está em mim, garanto que esta glória não me será tirada nas regiões da Acaia. 11 Por quê? Será que é porque não amo vocês? Deus o sabe. 12 Mas o que faço, isso continuarei a fazer, para não dar oportunidade àqueles que a buscam com o objetivo de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam. 13 Porque esses tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. 14 E não é de admirar, porque o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. 15 Portanto, não deveria surpreender que os seus próprios ministros se disfarcem em ministros de justiça. O fim deles será conforme as suas obras.

Paulo desmascarou a atuação dos falsos mestres e, ao mesmo tempo, mostrou que seu ministério era centrado em Cristo. Ele comparou a igreja de Corinto a uma noiva e se identificou como seu “pai”, responsável por apresentá-la a Cristo (2Co 11:2). Agiu assim porque amava a igreja (2Co 11:11). Por isso, esteve disposto a não lhe ser pesado financeiramente, ainda que tivesse direito de ser sustentado por ela (2Co 11:7-12).

Por outro lado, os “superapóstolos” (provável referência irônica aos falsos mestres) foram comparados à serpente que enganou Eva (2Co 11:3). Como Satanás no Éden, esses intrusos se caracterizavam por engano e corrupção (2Co 11:3, 4). A grande preocupação de Paulo era que desviassem os coríntios de sua devoção simples e leal a Cristo.

Esses invasores pregavam outra mensagem – “outro Jesus” e um “evangelho diferente” (2Co 11:4). Isso mostra que nem todo aquele que fala de Jesus é um instrumento designado por Deus. A esse respeito, o próprio Senhor afirmou: “Nem todo o que Me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus” (Mt 7:21). Em Gálatas 1:6 a 9, Paulo declarou que quem anuncia um evangelho diferente incorre em maldição – erro que, lamentavelmente, alguns em Corinto toleravam.

Paulo expôs esses falsos apóstolos como “obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11:13). Disfarçavam-se como enviados de Cristo, assim como o “próprio Satanás se disfarça de anjo de luz” e os “seus próprios ministros se [disfarçam] em ministros de justiça” (2Co 11:14, 15). Que tragédia: pretensos servos de Cristo operando como agentes de Satanás! Paulo concluiu: “O fim deles será conforme as suas obras” (2Co 11:15).

Quão firmemente Paulo reagiu ao erro dentro da igreja! O que isso nos ensina sobre nossa própria postura?

Terça-feira, 15 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Gloriar-se no Senhor

Lições da Bíblia1

Ontem, vimos que Paulo e seus cooperadores exerciam o ministério como uma batalha espiritual, usando as armas de Deus. Hoje, veremos que os falsos mestres seguiam critérios humanos e acabavam se vangloriando de forma indevida. Entretanto, Paulo gloriava-se somente em Deus, como escreveu: “Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor” (2Co 10:17).

2. Leia 2 Coríntios 10:13-17. Como um ambiente de competitividade pode prejudicar a pregação do evangelho?

2 Coríntios 10:13-17 (NAA)2: 13 Nós, porém, não nos gloriaremos além da medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que Deus nos demarcou e que se estende até vocês. 14 Porque não ultrapassamos os nossos limites como se não devêssemos chegar até vocês, pois já chegamos até vocês com o evangelho de Cristo. 15 Não nos gloriamos além da medida no trabalho que outros fizeram, mas temos a esperança de que, à medida que cresce a fé que vocês têm, seremos cada vez mais engrandecidos entre vocês, dentro da nossa esfera de ação, 16 a fim de anunciar o evangelho para além das fronteiras em que vocês se encontram, sem com isto nos gloriarmos de coisas já realizadas na esfera de ação de outros. 17 Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor.

A maneira como Paulo fala em “gloriar-se” intriga estudiosos há séculos. No mundo antigo, o autoelogio era comum, e havia regras sociais para que isso não ofendesse o público. Paulo conhecia essas regras e as seguiu. Além disso, deixou claro que o modo como se gloriava era diferente do que os falsos mestres faziam: ele se gloriava no Senhor (2Co 10:17). Trata-se de uma citação do Antigo Testamento: “Mas aquele que se gloria, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (Jr 9:24). Ao citar Jeremias, Paulo mostrou que o foco é Cristo – Seu amor, Sua justiça e Sua retidão.

Em outras palavras, o “gloriar-se” de Paulo destaca o que Deus realizou em Cristo. Assim, seu gloriar-se é bíblico e, portanto, não ofensivo. Já seus opositores criavam um clima de competição ao se compararem uns com os outros – o que é insensatez (2Co 10:12).

Em 2 Coríntios 10:14 a 16, Paulo indicou que a pregação do evangelho era o principal foco de seu ministério, tanto em Corinto quanto em outros lugares. Seu amor por Jesus o levava a falar constantemente das boas-novas da salvação, que se encontram na morte e ressurreição de Cristo.

Ao contrário dos falsos mestres de Corinto, que se recomendavam a si mesmos, Paulo havia sido aprovado por Deus (2Co 10:12, 18). Ele fora “chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus” (1Co 1:1) e foi fiel a esse chamado até o fim (2Tm 4:7).

Releia 2 Coríntios 10:12-18. Como líderes e membros da igreja podem evitar um clima de competição? Por que é tão fácil se envolver em questões que realmente não importam?

Segunda-feira, 14 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Luta espiritual

Lições da Bíblia1

1. Leia 2 Coríntios 10:1-11. A mansidão de Paulo em seu trato com os coríntios, às vezes, foi confundida com fraqueza. Que palavras ou expressões desse trecho revelam a coragem do apóstolo para enfrentar o problema dos falsos mestres em Corinto?

2 Coríntios 10:1-11 (NAA)2: 1 E eu mesmo, Paulo, peço a vocês, pela mansidão e bondade de Cristo — eu que, na verdade, quando estou com vocês, sou humilde, mas, quando ausente, sou ousado para com vocês —, 2 sim, eu peço que não me obriguem a ser ousado, quando estiver com vocês, servindo-me daquela firmeza com que penso que devo tratar alguns que nos julgam como se andássemos segundo a carne. 3 Porque, embora andemos na carne, não lutamos segundo a carne. 4 Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos 5 e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo. 6 E estaremos prontos para punir qualquer desobediência, quando a obediência de vocês estiver completa. 7 Observem o que está evidente. Se alguém confia em si que é de Cristo, pense outra vez consigo mesmo que, assim como ele é de Cristo, também nós o somos. 8 Porque, se eu me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos conferiu para edificação e não para destruição de vocês, não me envergonharei. 9 Não quero que pareça ser meu objetivo intimidar vocês por meio de cartas. 10 Alguns dizem: “As cartas são graves e fortes, mas a presença pessoal dele é fraca e a sua palavra é desprezível.” 11 Que tal pessoa leve em conta o seguinte: o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, seremos também em ações, quando presentes.

Paulo inicia 2 Coríntios 10 de modo bastante pessoal: “E eu mesmo, Paulo, peço a vocês” (2Co 10:1). Isso mostra o quanto ele se preocupava com a infiltração de falsos ensinos na igreja. Suas palavras em 2 Coríntios 10:1 se referem, com ironia, à acusação dos opositores de que ele seria bastante enérgico nas cartas, à distância, mas covarde quando tratava das questões face a face (2Co 10:10, 11). Em resposta, Paulo afirma que o que parecia fraqueza devia ser visto como mansidão poderosa e brandura semelhante à de Cristo.

Falsos mestres devem ser confrontados com ousadia e confiança (2Co 10:2), temperadas, porém, com a mansidão de Cristo (2Co 10:1). Jesus disse: “Sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29). No entanto, Ele confrontou com firmeza os cambistas no templo, derrubando-lhes as mesas e chamando-os de ladrões (Mt 21:12, 13). Também chamou os fariseus, na presença deles, de hipócritas e sepulcros caiados (Mt 23:23-27). Como Jesus, Paulo sabia que travamos uma luta espiritual que requer toda a armadura de Deus (Ef 6:12-17).

A linguagem de 2 Coríntios 10 é militar porque vidas estavam em jogo (2Co 10:3-6). Não se trata de conflito meramente humano, mas de uma batalha divina para ganhar pessoas para Cristo. Nesse contexto, todo argumento falso e toda pretensão altiva devem ser confrontados e derrubados, com base na Palavra de Deus, para que “todo pensamento” seja levado cativo “para torná-lo obediente a Cristo” (2Co 10:5, NVI).

Nessa luta espiritual, Paulo agia na autoridade de Cristo. Essa autoridade, porém, tinha em vista edificar, não destruir (2Co 10:8). É fácil para líderes espirituais afirmarem que agem “em nome de Deus”; contudo,  precisam lembrar que sua autoridade lhes é dada por Cristo e, assim como Ele, devem ser mansos e humildes de coração. Paulo reivindicava a autoridade que havia recebido de Cristo porque se preocupava com o fato de que os coríntios estavam ouvindo as pessoas erradas e, assim, arriscando perder a lealdade a Cristo.

Como podemos ser, ao mesmo tempo, gentis e firmes ao lidar com falsos ensinos? Por que precisamos ser ambas as coisas?

Domingo, 13 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Lidando com falsos mestres

Lições da Bíblia1

“Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas” (2Co 10:4).

Leituras da semana: 2Co 10:1-17; 11:1-15, 22-28; 12:20, 21; 13:5; jr 9:24

Como se Paulo já não tivesse problemas suficientes, surgiu ainda outro com o qual precisou lidar: falsos mestres na igreja. Essas pessoas se opunham a ele, à sua obra e ao seu ministério. Pior: haviam persuadido membros da igreja de Corinto. O apóstolo descreveu sua luta contra esse problema como uma luta espiritual.

Seria exagero? De modo algum. Paulo sabia que, no fim das contas, aquela oposição não era contra ele, mas contra o próprio Cristo. Ele não era um líder vaidoso, preocupado em proteger sua reputação para manter poder e autoridade sobre aqueles que liderava. Tinha consciência de que a mensagem que lhe havia sido confiada era questão de vida ou morte, com consequências eternas, e sabia que fora enviado pelo próprio Deus para proclamá-la: “Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus” (1Co 1:1).

Diante de falsos ensinos, a igreja deve agir com amor, mas também com firmeza, e fazê-lo com base na autoridade das Escrituras. A mensagem do evangelho precisa ser preservada – íntegra e pura – para oferecer às  pessoas a esperança da vida eterna.

Sábado, 12 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Mordomia e missão – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], “Uma igreja generosa” (p. 214-220).

“Aqueles cujo coração transborda com o amor de Cristo seguirão o exemplo Daquele que, por amor a nós, Se tornou pobre, para que, por Sua pobreza, enriquecêssemos. Dinheiro, tempo, influência – todos os dons que receberam das mãos de Deus – só serão valorizados por eles quando usados como meio de fazer avançar a obra do evangelho. Assim foi na igreja apostólica. E, na igreja de hoje, as verdades proclamadas terão poderosa influência sobre os ouvintes quando se perceber que, pelo poder do Espírito Santo, os membros retiraram suas afeições das coisas do mundo e se dispõem a fazer sacrifícios para que seus semelhantes possam ouvir o evangelho” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 45).

“O Senhor não precisa de nossas ofertas. Não O podemos enriquecer com nossas doações. Diz o salmista: ‘Tudo vem de Ti, e das Tuas mãos To damos’ (1Cr 29:14). No entanto, Deus nos permite demonstrar nossa apreciação de Suas misericórdias pelos esforços abnegados para passá-las a outros. Essa é a única maneira pela qual nos é possível manifestar nossa gratidão e amor a Deus. Ele não providenciou outro meio” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia [CPB, 2021], p. 14).

“Quão grande foi o presente de Deus para o ser humano e a maneira como Ele o entregou! Com uma generosidade que jamais poderá ser superada, Ele doou para salvar os rebeldes filhos dos homens e fazer com que vissem Seu propósito e sentissem Seu amor. Demonstrarão vocês, por meio de suas dádivas e ofertas, que não consideram coisa alguma boa demais para dar Àquele ‘que deu Seu Filho unigênito’ (Jo 3:16)?” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 15).

Perguntas para consideração

1. Reflita com atenção em 2 Coríntios 8:9. Por que o exemplo de Jesus é tão importante para a mordomia cristã?

2 Coríntios 8:9 (NAA)2: Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que, por meio da pobreza dele, vocês se tornassem ricos.

2. João 3:16 mostra que a linguagem do Céu é a doação. Leia João 15:13; Efésios 5:2, 25; Gálatas 2:19, 20; e 1 João 3:16. O que esses textos têm em comum com João 3:16 e que mensagem eles nos deixam?

João 3:16 (NAA)2: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 15:13 (NAA)2: Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos.

Efésios 5:2, 25 (NAA)2: 2 E vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós, como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. O fruto da luz e as obras das trevas […] 25 Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela,

Gálatas 2:19, 20 (NAA)2: 19 Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; 20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

1 João 3:16 (NAA)2: Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos.

3. Com base em 2 Coríntios 8 e 9, quais são os benefícios pessoais de ofertar?

2 Coríntios 8 e 9 (NAA): 8 Não digo isto na forma de mandamento, mas para provar se o amor de vocês é sincero, comparando-o com a dedicação de outros. 9 Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que, por meio da pobreza dele, vocês se tornassem ricos.

Sexta-feira, 10 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Unidade

Lições da Bíblia1

Vimos que Paulo incentivou os membros de Corinto a participarem da coleta em favor das igrejas empobrecidas da Judeia. Um de seus propósitos era despertar o senso de unidade: queria vê-los envolvidos, como parte ativa da missão. Desejava mostrar que as igrejas gentílicas pertenciam à mesma família de Deus que os crentes judeus de Jerusalém. Ou seja, aqueles que antes eram seus opositores agora eram, de fato, seus companheiros, membros, junto com eles, do remanescente de Deus sob a nova aliança. Paulo desejava ver toda a família cristã – judeus e gentios – unida de modo vigoroso, de forma a deixar testemunho para a igreja das gerações futuras.

Tito e outros dois irmãos de reconhecida reputação ficaram encarregados dos recursos. Deus colocou no coração de Tito esse cuidado pela igreja (2Co 8:16). Por meio das igrejas, Deus também escolheu os outros dois irmãos (2Co 8:18-23). Eles são chamados “mensageiros das igrejas e glória de Cristo” (2Co 8:23). Não importa se “glória de Cristo” qualifica esses dois irmãos fiéis ou as próprias igrejas; no fim, ofertar é sinal de lealdade a Cristo, o Cabeça da igreja (Ef 4:15).

Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios indicam que as ofertas devem ser confiadas a pessoas designadas por Deus por meio da igreja. Isso fica claro pelas expressões “todas as igrejas” (2Co 8:18), “escolhido pelas igrejas” (2Co 8:19, NVI) e “mensageiros das igrejas” (2Co 8:23). Por isso a exortação: “Diante das igrejas, comprovem o amor de vocês” (2Co 8:24).

Levar as ofertas à igreja – o instrumento designado por Deus na Terra – promove a unidade e, ao mesmo tempo, é fruto desse senso de unidade (2Co 8:13, 14). O dinheiro pode ser grande fator de união; por outro lado, se o propósito não estiver voltado à glória de Deus, o dinheiro também pode gerar divisão.

5. Como Romanos 15:26, 27 revela o desejo de unidade de Paulo?

Romanos 15:26, 27 (NAA)2: 26 Porque a Macedônia e a Acaia resolveram levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém. 27 Isto lhes pareceu bem, e de fato lhes são devedores. Porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais.

Por fim, Paulo descreveu a coleta em termos de serviço (ou ministério), ato de graça, bênção, adoração e comunhão. Tudo isso a partir de uma oferta? Pense nisso.

De que maneira nosso sustento a igrejas e à missão em lugares distantes contribui para a unidade da igreja mundial?

Quinta-feira, 10 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Atitude

Lições da Bíblia1

4. Leia 2 Coríntios 8:1-5. Que motivo poderia estar por trás da disposição dos macedônios em ofertar com tanta generosidade?

2 Coríntios 8:1-5 (NAA)2: 1 Também, irmãos, queremos que estejam informados a respeito da graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia. 2 Porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles transbordou em grande riqueza de generosidade. 3 Porque posso testemunhar que, na medida de suas posses e mesmo acima delas, eles contribuíram de forma voluntária, 4 pedindo-nos, com insistência, a graça de participarem dessa assistência aos santos. 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas, pela vontade de Deus, deram a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós.

A atitude positiva dos macedônios se revela de várias maneiras:

1) Eles ofertaram com abundante alegria (2Co 8:2) – Paulo afirma que eles manifestaram “abundância de alegria” e que “a profunda pobreza deles transbordou em grande riqueza de generosidade” (2Co 8:2). Mais adiante, ele lembra que “Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9:7). O termo grego traduzido por “com alegria” ocorre apenas aqui no Novo Testamento. Um vocábulo da mesma família aparece em outro texto: “quem exerce misericórdia, com alegria” (Rm 12:8). Termos dessa família de palavras, em escritos extrabíblicos, apresentam a ideia de contentamento e felicidade. Em 2 Coríntios 9:7, dar “com alegria” significa fazê-lo sem relutância.

2) Deram com generosidade (2Co 8:2) – Antes de mencionar a generosidade dos macedônios, Paulo se referiu à sua “profunda pobreza”. A palavra “generosidade” (haplotetos) ocorre mais duas vezes em 2 Coríntios 8 e 9: “Vocês serão enriquecidos em tudo para toda generosidade” (2Co 9:11). Isto é, recebemos para poder dar. Depois, Paulo acrescenta: “[…] pela generosidade com que vocês contribuem” (2Co 9:13). Contribuir generosamente é uma forma de confessar o evangelho de Cristo.

3) “Contribuíram de forma voluntária” (2Co 8:3) – Isso é ainda mais admirável porque não deram do que sobrava, pois seus recursos eram extremamente limitados. A mesma ideia descreve a prontidão de Tito em visitar os coríntios: ele o fez “voluntariamente” (2Co 8:17).

4) Viram em ofertar um privilégio (2Co 8:4) – Observamos essa postura no pedido dos macedônios de participarem da coleta: “Eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos” (2Co 8:4, NVI).

5) Participaram da coleta como ato de consagração total (2Co 8:5) – “Pela vontade de Deus, deram a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós” (2Co 8:5). Quem se entrega ao Senhor se doa ao próximo. Os macedônios ampliaram o envolvimento missionário além do auxílio financeiro: dar e ser generoso não se limita a dinheiro.

Quarta-feira, 09 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.