Consolo e alegria

Lições da Bíblia1

6. Quais foram os sentimentos de Paulo ao saber do arrependimento dos coríntios? 2Co 7

2Co 7 (NAA)2:  1 Portanto, meus amados, tendo tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus. 2 Pedimos que vocês nos acolham em seu coração. Não tratamos ninguém com injustiça, não prejudicamos ninguém, não exploramos ninguém. 3 Não falo para condenar vocês. Porque eu já disse que vocês estão em nosso coração para, juntos, morrermos e vivermos. 4 Estou sendo bem franco com vocês e tenho muito orgulho de vocês. Sinto-me grandemente confortado e transbordo de alegria em meio a toda a nossa tribulação. 5 Porque, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum alívio. Pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. 6 Porém Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito. 7 E não somente com a chegada dele, mas também pelo consolo que recebeu de vocês. Ele nos falou da saudade, do pranto e do zelo que vocês têm por mim, aumentando, assim, a minha alegria. 8 Porque, mesmo que eu tenha entristecido vocês com a minha carta, não me arrependo — embora já tenha me arrependido, pois vi que aquela carta os deixou tristes, ainda que por breve tempo. 9 Mas agora me alegro, não porque vocês ficaram tristes, mas porque essa tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês foram entristecidos segundo Deus, para que, de nossa parte, não sofressem nenhum dano. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. 11 Vejam quanto cuidado produziu em vocês o fato de serem entristecidos segundo Deus! Que defesa, que indignação, que temor, que saudade, que zelo, que desejo de punir o culpado! Em tudo vocês se mostraram inocentes neste assunto. 12 Portanto, embora eu tenha escrito aquela carta, não foi por causa daquele que fez o mal, nem por causa daquele que sofreu a afronta, mas para que fosse manifesto entre vocês, diante de Deus, o cuidado que vocês têm por nós. 13 Foi por isso que nos sentimos consolados. E, acima desta nossa consolação, muito mais nos alegramos pelo contentamento de Tito, porque todos vocês trouxeram refrigério ao espírito dele. 14 Porque, se falei a ele com certo orgulho a respeito de vocês, não fiquei envergonhado. Pelo contrário, como tudo que falamos a vocês era verdade, também os elogios que, na presença de Tito, fizemos a respeito de vocês se mostraram verdadeiros. 15 E o grande afeto que ele tem por vocês aumenta cada vez mais, quando ele se lembra da obediência de todos vocês, de como o receberam com temor e tremor. 16 Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vocês.

Quanto amor emana das palavras “vocês estão em nosso coração” (2Co 7:3; veja 2Co 6:11)! Desejando ver seu amor correspondido, o apóstolo também disse: “Pedimos que vocês nos acolham em seu coração” (2Co 7:2). Embora a expressão “em seu coração” não apareça no texto grego, a maioria das versões bíblicas a inclui com acerto, pois o contexto a justifica.

De fato, os coríntios abriram o coração para Paulo e seus cooperadores. Por isso, o verso 4 é um transbordar de alegria. As palavras do apóstolo revelam como seus sentimentos eram positivos naquele momento: “Estou sendo bem franco com vocês e tenho muito orgulho de vocês. Sinto-me grandemente confortado e transbordo de alegria em meio a toda a nossa tribulação” (2Co 7:4). Paulo estava repleto de consolo e alegria. Quanto consolo e quanta alegria nossas igrejas podem levar ao coração de seus ministros ao se comprometerem fielmente com Cristo!

Em 2 Coríntios 7:5 a 16, Paulo explicou com mais detalhes a razão de seu consolo e de sua alegria. Esses dois conceitos dominam a passagem. O verbo parakaleo (“consolar”) e o substantivo paraklesis (“consolo”) ocorrem sete vezes no capítulo. Essa seção da carta encerra do mesmo modo como começou: com profundo consolo em Deus (2Co 1:3-7). O consolo de Paulo em 2 Coríntios 7 nascia do alívio que sentia ao saber que a “carta severa” havia produzido o efeito desejado.

Ainda que esse alívio tenha vindo do relato positivo de Tito, em última análise, Deus é o agente do consolo que Paulo experimentou (2Co 7:6). Ele é, de fato, o “Deus de toda consolação”, que “nos consola em toda a nossa tribulação” (2Co 1:3, 4).

É interessante observar que, enquanto Paulo sentia-se “grandemente confortado”, ele também transbordava “de alegria” (2Co 7:4, 7, 13). Embora aquela carta dolorosa tenha causado tristeza, foi uma tristeza segundo a vontade de Deus, destinada ao arrependimento (2Co 7:9-11). Os coríntios haviam se entristecido “segundo Deus” (2Co 7:11): uma tristeza que “produz arrependimento para a salvação” (2Co 7:10). Que outra coisa poderia trazer mais alegria ao coração de um verdadeiro ministro de Deus?

Quinta-feira, 03 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Chamado à santidade

Lições da Bíblia1

Em 2 Coríntios 6:3 a 10, Paulo continua incentivando os coríntios a se reconciliarem com Deus. Ele apresenta uma longa lista de dificuldades e triunfos para mostrar o que significa ser seguidor de Cristo e ministro de Deus. Em resumo, descreve situações difíceis (2Co 6:4, 5), virtudes de caráter (2Co 6:6), recursos para o ministério (2Co 6:7) e altos e baixos do ministério (2Co 6:8-10). Depois de orientar os crentes de Corinto a se reconciliarem com Deus, Paulo apela para que vivam uma vida santa – separando-se da influência nociva dos descrentes e de tudo o que é impuro (2Co 6:14-17).

5. Leia 2 Coríntios 6:11–7:1. Segundo esse trecho, o que significa ter uma vida santa?

2 Coríntios 6:11–7:1 (NAA)2: 11 Ó coríntios, temos falado com toda a franqueza e estamos de coração aberto para vocês. 12 Nosso afeto por vocês não tem limites; vocês é que estão limitados em seu afeto por nós. 13 Ora, como justa retribuição — e falo a vocês como a filhos — peço que também vocês abram o seu coração para nós. Nenhuma comunhão com os descrentes 14 Não se ponham em jugo desigual com os descrentes. Pois que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão existe entre a luz e as trevas? 15 Que harmonia pode haver entre Cristo e o Maligno? Ou que união existe entre o crente e o descrente? 16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” 17 Por isso, o Senhor diz: “Saiam do meio deles e separem-se deles. Não toquem em coisa impura, e eu os receberei.” 18 “Serei o Pai de vocês, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”, diz o Senhor Todo-Poderoso. 7: 1 Portanto, meus amados, tendo tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

Paulo destaca a importância do afeto e do amor dentro da igreja (2Co 6:11-13). A prova de que alguém foi reconciliado com Deus é buscar a reconciliação com o próximo. Em outras palavras, torna-se um agente de reconciliação na dimensão horizontal.

Em seguida, o chamado à santidade é expresso por meio de seis apelos: (1) “Não se ponham em jugo desigual com os descrentes” (2Co 6:14); (2) “Saiam do meio deles” (2Co 6:17); (3) “Separem-se deles” (2Co 6:17); (4) “Não toquem em coisa impura” (2Co 6:17); 5) “Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito” (2Co 7:1); e (6) “Aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7:1). Esses apelos mostram que um Deus santo requer uma vida santa e separada da idolatria.

Por outro lado, o trecho também apresenta sete promessas que realçam o papel da igreja como santuário de Deus: (1) “Habitarei” entre eles; (2) “Andarei entre eles”; (3) “Serei o seu Deus”; (4) “Eles serão o Meu povo”; (5) “Eu os receberei”; (6) “Serei o Pai de vocês”; e (7) “Vocês serão Meus filhos e Minhas filhas” (2Co 6:16-18).

Note que as quatro promessas de 2 Coríntios 6:16 servem de base para os três imperativos de 6:17 (as palavras “Por isso” deixam clara essa ligação). Isso mostra que a santidade não é resultado do nosso esforço, mas obra do Espírito Santo no coração. Ainda assim, cabe aos crentes, guiados pelo Espírito, fazer sua parte: rejeitar a idolatria e toda prática impura.

O que as promessas de Deus em 2 Coríntios 6:16 a 18 nos ensinam sobre o que é santidade?

2 Coríntios 6:16 a 18 (NAA)2:16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” 17 Por isso, o Senhor diz: “Saiam do meio deles e separem-se deles. Não toquem em coisa impura, e eu os receberei.” 18 “Serei o Pai de vocês, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”

Quarta-feira, 02 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ministério de reconciliação centrado em Cristo

Lições da Bíblia1

3. Como 2 Coríntios 5:11-15 demonstra que o ministério de Paulo era centrado em Cristo?

2 Coríntios 5:11-15 (NAA)2: 11 E assim, conhecendo o temor do Senhor, procuramos persuadir as pessoas, mas somos plenamente conhecidos por Deus. E espero que também sejamos reconhecidos na consciência de vocês. 12 Não queremos novamente nos recomendar a vocês; pelo contrário, estamos dando uma oportunidade para vocês se orgulharem por nossa causa, para que tenham o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração. 13 Porque, se enlouquecemos, é para Deus, e, se conservamos o juízo, é para vocês. 14 Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. 15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Paulo sabia que deveria prestar contas de seu ministério a Cristo (2Co 5:10). Ele conhecia o “temor do Senhor” e procurava persuadir as pessoas acerca do evangelho de Cristo (2Co 5:11). Esse temor é reverência e admiração por Cristo; assim, anda junto com o amor de Paulo por Ele e com a confiança no amor de Cristo por Paulo. No Antigo Testamento, temer ao Senhor significa andar em Seus caminhos, amá-Lo e servi-Lo de todo o coração e de toda a alma (Dt 10:12).

O ministério de Paulo não girava em torno de si mesmo, mas de Cristo. Ele não louva a si mesmo; o motivo de gloriar-se é Cristo (2Co 10:17). Como declarou: “Mas longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14). Assim, quando Paulo fala em dar uma “oportunidade” para “se orgulharem” dele (2Co 5:12), significa terem orgulho de seu ministério centrado em Cristo – em contraste com o de seus opositores, centrado neles mesmos.

4. Leia 2 Coríntios 5:16-21; Colossenses 1:19-23; Efésios 2:13-16. O que Paulo queria dizer com “ministério da reconciliação”?

2 Coríntios 5:16-21 (NAA)2: 16 Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. 17 E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 18 Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. 20 Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. 21 Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Colossenses 1:19-23 (NAA)2:  19 Porque Deus achou por bem que, nele, residisse toda a plenitude 20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 21 E vocês que, no passado, eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras más que praticavam, 22 agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, 23 se é que vocês permanecem na fé, alicerçados e firmes, não se deixando afastar da esperança do evangelho que vocês ouviram e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

Efésios 2:13-16 (NAA): 13 Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz. De dois povos ele fez um só e, na sua carne, derrubou a parede de separação que estava no meio, a inimizade. 15 Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo uma nova humanidade, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por meio da cruz, destruindo a inimizade por meio dela.

Cristo é, por excelência, o Ministro da reconciliação. Como tal, Ele “nos deu o ministério da reconciliação” (2Co 5:18). A ideia de reconciliação se repete em 2 Coríntios 5:16 a 21. Para Paulo, esse era um conceito essencial – e deve ser para nós também.

Deus reconciliou a humanidade Consigo por meio da morte expiatória de Seu Filho. Os reconciliados tornam-se “nova criatura” (2Co 5:17). Agora, devem levar adiante a “mensagem da reconciliação”, anunciando o evangelho de Cristo (2Co 5:19, NVI). Nesse sentido, “somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós” (2Co 5:20).

Reflita no que Cristo fez por você. Pense na culpa, no pecado e na condenação que seriam seus, não fosse o que Ele realizou na cruz. Como isso deve impactar sua maneira de se relacionar com os outros – especialmente com os que ainda não conhecem o Senhor?

Terça-feira, 01 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sofrimento e glória

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Coríntios 4:7-18. Faça uma lista dos sofrimentos de Paulo. Como ele os suportou?

2 Coríntios 4:7-18 (NAA)2: 7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que a excelência do poder provém de Deus, não de nós. 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; 9 somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. 10 Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo. 11 Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 12 De modo que em nós opera a morte; em vocês, a vida. 13 Tendo, porém, o mesmo espírito de fé, como está escrito: “Eu cri, por isso falei”, também nós cremos e, por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará juntamente com vocês. 15 Porque tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para a glória de Deus. 16 Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.

João Hus, o grande reformador da antiga Boêmia, disse certa vez sobre Jesus: “Ele é o Dono do mundo, e nós somos desprezíveis mortais; no entanto, Ele sofreu! Por que não deveríamos nós também sofrer, particularmente quando o sofrimento é para nossa purificação?” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 88).

Séculos antes, o apóstolo Paulo manifestou essa mesma disposição de sofrer por Cristo. Ele sabia que não passava de um frágil vaso feito de barro (2Co 4:7). Sentia-se continuamente atribulado, perplexo, perseguido e derrubado – mas não angustiado, nem desanimado, nem abandonado, nem destruído (2Co 4:8, 9). Estava disposto a levar “no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida Dele” se manifestasse nele (2Co 4:10, 11).

Ao falar em “morrer de Jesus”, Paulo provavelmente se referia aos sofrimentos mencionados nos versos anteriores. Já a expressão “vida Dele”, em sentido imediato, provavelmente aponta para os livramentos da morte ou para o poder espiritual que nos sustenta no presente; em última análise, porém, remete à ressurreição (2Co 4:12).

É significativo que o par “morte e vida” apareça três vezes em 2 Coríntios 4:10 a 12. Isso nos lembra de que, na era presente, a vida está misturada com a morte; na glória futura, porém, viveremos sem a presença da morte (Ap 20:14; 21:4).

Sobretudo, 2 Coríntios 4:7 a 18 mostra que o evangelho é anunciado por meio de seres humanos frágeis, para que a glória pertença somente a Deus (2Co 4:15). Não raro, missionários sofrem no exercício da missão. Ainda assim, nossas aflições aqui são leves e momentâneas, quando comparadas ao eterno peso de glória que nos aguarda (2Co 4:17). O crente vive pela fé, e não pelo que vê (2Co 4:18; 5:7).

Essa esperança na vida futura enchia tanto o pensamento de Paulo que ele prossegue tratando do tema ao longo da passagem (2Co 5:1-10). Ele chama seu corpo mortal de “casa terrestre”, enquanto o “edifício” que temos “da parte de Deus” é metáfora do corpo ressuscitado (2Co 5:1) – a grande esperança dos crentes de todas as épocas.

Por que é tão importante manter, no meio do que estamos vivendo agora, a esperança da ressurreição – a nossa ressurreição (1Co 15:52) – sempre diante de nós?

Segunda-feira, 31 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Frutos de um ministério autêntico

Lições da Bíblia1

1. Leia 2 Coríntios 3:1-9. Em que sentido podemos ser uma “carta de Cristo”?

2 Coríntios 3:1-9 (NAA)2: 1 Estamos começando outra vez a recomendar a nós mesmos? Ou será que temos necessidade, como alguns, de entregar cartas de recomendação para vocês ou pedi-las a vocês? 2 Vocês são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. 3 Vocês manifestam que são carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. 4 E é por meio de Cristo que temos tal confiança em Deus. 5 Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa capacidade vem de Deus, 6 o qual nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. 7 E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que fosse uma glória que estava desaparecendo, 8 como não será de maior glória o ministério do Espírito? 9 Porque, se o ministério da condenação teve glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.

Cartas de recomendação eram comuns no mundo grego-romano. Paulo, porém, não trazia consigo esse tipo de carta. O poder transformador do Espírito Santo na vida dos coríntios era a prova da autenticidade de seu ministério. Ainda assim, ele tinha plena consciência de que não era por sua inteligência ou esforço que a igreja de Corinto havia surgido (2Co 3:4-6). Paulo, não buscava autopromoção (2Co 3:5; 1Co 2:2).

Ao falar de seu ministério, o apóstolo menciona brevemente as duas alianças: a antiga, representada por Moisés, e a nova, representada por ele e seus colaboradores. Uma leitura apressada poderia levar a concluir que a antiga aliança não oferecia esperança de salvação, mas isso não é verdade. A salvação estava disponível tanto na antiga quanto na nova aliança. A antiga aliança é o evangelho antecipado: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria os gentios pela fé, preanunciou o evangelho a Abraão, dizendo: ‘Em você serão abençoados todos os povos’” (Gl 3:8).

Em 2 Coríntios 3:1 a 4:6, a antiga aliança é usada para simbolizar a experiência legalista de quem confia nas próprias obras de obediência como meio de agradar a Deus. A nova aliança, por sua vez, representa a experiência dos que dependem inteiramente da graça divina para que Deus faça por eles e neles tudo o que prometeu.

Paulo está tratando de duas reações distintas – de crentes e descrentes – ao evangelho. Ele não apresenta dois evangelhos diferentes, um no Antigo Testamento e outro no Novo, pois há um único evangelho, oferecido por Deus, que “nos salvou e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a Sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1:9).

Isso não significa negar que 2 Coríntios 2:14 a 4:6 contenha elementos históricos. Paulo os utiliza para mostrar que alguns “estão sendo salvos” e outros “estão se perdendo” (2Co 2:15). Pela reação de incredulidade e falta de fé em relação ao ministério de Moisés, esse ministério pode ser visto como de condenação e morte. Já entre os coríntios, por terem crido, o ministério de Paulo se evidenciou como ministério de justiça – o ministério do Espírito que dá vida.

A salvação experimentada pela igreja de Corinto é, portanto, a evidência do ministério autêntico de Paulo.

Domingo, 30 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ministério cristão autêntico

Lições da Bíblia1

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. Levamos sempre no corpo o morrer de jesus, para que também a vida Dele se manifeste em nosso corpo” (2Co 4:8-10).

Leituras da semana: 2Co 3:1-9; 4:7-18; 5:11-15; 6:11–7:1; 7:2-16; Cl 1:19-23; Ef 2:13-16

Na semana passada, vimos que Paulo, ao afirmar sua simplicidade e sinceridade, defendeu-se das acusações de inconstância e de falta de amor para com os coríntios. Ele sempre trabalhou pelo bem de seus filhos espirituais. Em 2 Coríntios 2:12 a 17, o apóstolo iniciou uma linha de raciocínio que se estende até 2 Coríntios 7 e, nessa reflexão, descreveu como se caracteriza um ministério verdadeiramente cristão. Há muitas lições a extrair de suas palavras.

Nesta semana, vamos estudar 2 Coríntios 3 a 7, em que Paulo apresenta seu ministério de alcançar pessoas para Cristo. Ellen White escreveu: “A conversão dos pecadores e sua santificação por meio da verdade é a mais forte prova, para um pastor, de que Deus o chamou para o ministério. A evidência de seu apostolado está escrita no coração desses conversos, e é testemunhada por sua vida renovada. Cristo, a esperança da glória, é formado neles (Cl 1:27; Gl 4:19). Um pastor é grandemente fortalecido por esses sinais de seu ministério” (Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 209).

Sábado, 29 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ministério movido pelo amor – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], “A mensagem atendida” (p. 206-213).

“Os que têm suportado as maiores tristezas são frequentemente os que transmitem aos outros o maior conforto, levando a luz do Sol aonde quer que vão. Essas pessoas foram purificadas e sensibilizadas por suas aflições; não perderam a confiança em Deus quando assaltadas pelas dificuldades, mas se apegaram mais intimamente ao Seu protetor amor. São uma prova viva do terno cuidado de Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2023], v. 2, p. 228).

“Uma vida cristã consagrada está sempre derramando luz, consolo e paz. Caracteriza-se pelo tato, pela pureza, simplicidade e utilidade. É dirigida por aquele amor abnegado que santifica a influência. Está repleta de Cristo e deixa um rasto de luz por onde quer que passe seu possuidor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 594).

“O apóstolo Paulo achou necessário reprovar o erro na igreja, mas não perdeu o domínio próprio ao reprovar o erro. Explica ansiosamente a razão para sua atitude. Quão cuidadosamente ele se esforçava para deixar a impressão de que era amigo dos faltosos! Fazia-os entender que lhe era doloroso causar-lhes dor. Deixava-lhes na mente a impressão de que seu interesse estava identificado com o deles” (“Comentários de Ellen G. White”, em Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1.219).

Perguntas para consideração

1. Em 2 Coríntios 2:1 a 14, Paulo reafirma a integridade de seu ministério. Por que essa qualidade é tão essencial?

2. Paulo mudou seus planos de viagem. Que lições esse fato traz sobre a necessidade de flexibilidade no ministério cristão? Por que é importante permanecer aberto a ajustes quando as circunstâncias exigem? 3. Paulo enfrentou angústia e ansiedade no exercício do ministério, mostrando que líderes de igreja são tão humanos quanto qualquer um. O que os membros da igreja podem fazer para aliviar a carga deles.

Sexta-feira, 28 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Triunfo em Cristo

Lições da Bíblia1

7. Leia 2 Coríntios 2:12, 13. Para onde Paulo foi depois de escrever a “carta severa” aos coríntios? O que ele fez lá?

2 Coríntios 2:12, 13 (NAA)2: 12 Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, vi que uma porta se havia aberto para mim, no Senhor. 13 No entanto, não tive tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito. Por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.

O coração de Paulo estava apreensivo enquanto aguardava Tito (2Co 7:5, 6). Ainda assim, ele não conseguia deixar de falar de Jesus (2Co 2:12) – tamanha era sua paixão por Cristo. Naquele momento, porém, ele ainda não sabia qual tinha sido a repercussão da carta. Estava ansioso para encontrar Tito e ouvir como os coríntios haviam reagido.

A obra em Trôade tinha sido bem-sucedida, mas “ele não permaneceu ali por muito tempo. ‘A preocupação com todas as igrejas’ (2Co 11:28), e particularmente com a igreja de Corinto, pesava em seu coração. Esperava encontrar Tito em Trôade e ouvir dele como os irmãos de Corinto haviam reagido às palavras de conselho e reprovação que lhes enviara; mas ficou decepcionado. ‘Não tive […] tranquilidade no meu espírito’, escreveu com relação a essa experiência, ‘porque não encontrei o meu irmão Tito’ (2Co 2:13). Por isso, deixou Trôade e atravessou para a Macedônia, onde encontrou Timóteo, em Filipos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 206).

8. Leia 2 Coríntios 2:14-17. Qual foi a reação de Paulo ao encontrar Tito na Macedônia e ouvir sobre a resposta positiva dos coríntios?

2 Coríntios 2:14-17 (NAA)2: 14 Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta a fragrância do seu conhecimento em todos os lugares. 15 Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto entre os que estão sendo salvos como entre os que estão se perdendo. 16 Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é capaz de fazer estas coisas? 17 Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus. Pelo contrário, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.

Tomado de alegria, Paulo afirma que Deus, “em Cristo, sempre nos conduz em triunfo” (2Co 2:14). Que declaração admirável! Um coração cheio da presença de Cristo espalha a “fragrância do Seu conhecimento em todos os lugares” (2Co 2:14).

Paulo exulta em Cristo porque aquela carta dolorosa produziu os frutos que ele desejou colher (2Co 7:5-9). Ao mesmo tempo, em 2 Coríntios 2:17, ele reafirma sua sinceridade como apóstolo de Cristo (veja 2Co 1:12). Segundo esse verso, o que distingue um servo fiel de Cristo de um falso ministro é que, enquanto este último comercializa o evangelho visando interesses próprios, o primeiro prega a Palavra de Deus movido por amor sincero a Cristo.

O que motiva você em tudo o que faz, especialmente quando o faz em nome de Jesus?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.