Misticismo

Lições da Bíblia1

O mundo tem sido inundado pelo misticismo. A palavra “misticismo” é um termo complexo que engloba enorme variedade de ideias. Do ponto de vista religioso, a palavra sugere a união do indivíduo com o Divino ou Absoluto em algum tipo de experiência espiritual ou transe. Isso caracteriza a experiência de adoração até mesmo de certas igrejas. Os fenômenos variam em forma e intensidade, mas a tendência é substituir a autoridade da Palavra de Deus pelas experiências subjetivas. A Bíblia perde muito de sua função doutrinária, e o cristão fica vulnerável às suas próprias experiências. A religião subjetiva não protege contra os enganos do tempo do fim.

1. Leia Mateus 7:21-27. À luz das palavras de Jesus, o que significa construir nossa casa “sobre a rocha” e construí-la “sobre a areia”?

Mateus 7:21-27 (ARA)2: “21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”

Há uma tendência no mundo cristão pós-moderno de minimizar a relevância das doutrinas bíblicas, considerando-as ecos entediantes de uma forma obsoleta de religião. Nesse processo, os ensinamentos de Cristo são artificialmente substituídos pela Pessoa de Cristo. O argumento é que uma ou outra história bíblica não pode ser verdadeira porque Jesus, conforme O veem, nunca teria permitido que acontecessem como está descrito. Sentimentos e gostos pessoais acabam sendo os critérios de interpretação das Escrituras ou até mesmo para rejeitar totalmente o que a Bíblia ensina de forma clara, muitas vezes sobre a obediência a Deus, que, como disse Jesus, é essencial para construir a casa sobre a rocha.

Os que pensam que não importa em que doutrina creem, desde que acreditem em Jesus, estão em terreno perigoso. Os inquisidores romanos que condenaram à morte incontáveis protestantes acreditavam em Jesus Cristo. Aqueles que expulsam demônios em nome de Cristo (Mt 7:22) creem Nele. “A teoria que diz que não importa o que as pessoas creiam é um dos enganos mais bem-sucedidos de Satanás. Ele sabe que a verdade, recebida por amor, santifica a alma de quem a recebe; portanto, está constantemente procurando substituí-la por falsas teorias e fábulas ou por outro evangelho” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 434, 435).

Como podemos combater a tendência humana de deixar que nossas emoções e desejos nos levem a fazer coisas contrárias à Palavra de Deus? Como ajudar as outras pessoas nessa luta espiritual?

Domingo, 04 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Enganos do tempo do fim

Lições da Bíblia1

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não deveria surpreender que os seus próprios ministros se disfarcem em ministros de justiça. O fim deles será conforme as suas obras” (2Co 11:14, 15).

Nosso mundo contemporâneo se tornou um caldeirão do sobrenatural e do místico, incrementado por Hollywood, que não tem problemas em fazer filmes com temas religiosos e místicos em uma miscelânea de erro e engano. A velha mentira: “É certo que vocês não morrerão” (Gn 3:4) inspirou alguns dos livros mais lidos e filmes mais assistidos das últimas décadas, bem como muitos videogames populares. Inegavelmente, somos expostos ao terreno encantado de Satanás e somos tentados por ele, que pode aparecer em inúmeras formas e até, em alguns casos, vir escondido no verniz da ciência.

Um dos fenômenos mais enganosos tem sido o que é chamado de “experiências de quase morte” (EQMs), em que aqueles que “morreram” voltaram à vida com histórias de uma experiencia pós-morte. Muitos consideram esses eventos a prova de uma alma imortal!

Nesta semana, estudaremos sobre alguns enganos do fim dos tempos, como o misticismo, experiências de quase morte, reencarnação, necromancia, culto aos ancestrais e outros. São assuntos perigosos aos quais devemos estar atentos, mas sem nos expormos às suas influências.

Sábado, 03 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

As chamas do inferno – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 444-458 (“O mistério da morte”); p. 459-562 (“Vozes do além”).

“Sobre o erro básico da imortalidade inerente apoia-se a doutrina da consciência na morte, doutrina que, assim como a do tormento eterno, opõe-se aos ensinos da Bíblia, aos ditames da razão e aos nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão cientes de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram para trás. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o fato de eles saberem das dificuldades dos vivos […]? E quão revoltante é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em que profunda angústia deverão mergulhar os que veem seus amigos passarem à sepultura sem estar preparados para entrar numa eternidade de miséria e pecado!” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 454, 455).

Perguntas para consideração

  1. Muitos sãos inflexíveis em sua crença na ideia de que os salvos vão imediatamente para o Céu e de que os perdidos estão no tormento eterno. É compreensível que queiram acreditar que seus entes queridos falecidos estão “com o Senhor” (embora haja a questão de que seria perturbador para eles ver o caos aqui embaixo). Mas por que há um forte apego à ideia horrível de que os perdidos são eternamente atormentados no inferno? O que isso ensina sobre o poder da tradição?
  2. A maioria das igrejas cristãs proclama a teoria da imortalidade da alma com todas as suas teorias correlatas. O que mais devemos fazer para proclamar ao mundo a visão bíblica da morte e da vida após a morte?
  3. O poema de Dante, A Divina Comédia, ajudou a consolidar falsos ensinos sobre o que acontece com a “alma” após a morte. Que lições aprendemos quanto à facilidade com que a teologia cristã pode ser influenciada por ideias externas? Que outras ideias não cristãs influenciam o pensamento cristão? Como podemos nos proteger delas?

Sexta-feira, 02 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

A visão bíblica

Lições da Bíblia1

5. Por que João limita a “vida eterna” aos que estão em Cristo? 1Jo 5:3-12

1Jo 5:3-12 (ARA)2: “3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, 4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? 6 Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7 Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. 8 E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito. 9 Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho. 11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. 12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

A doutrina bíblica da imortalidade condicional do ser humano – em comparação com a teoria não bíblica da imortalidade natural da alma – é explicada em 1 João 5:11, 12. Para compreender o significado dessa passagem importante, devemos nos lembrar de que somente a Divindade “possui imortalidade” (1Tm 6:15, 16) e é a única Fonte de vida (Sl 36:9, Cl 1:15-17, Hb 1:2).

Quando o pecado entrou no mundo com a queda de Adão e Eva (Gn 3), eles e todos os seus descendentes (incluindo nós) caíram sob a maldição da morte física e perderam o dom da vida eterna. Mas nosso Deus amoroso implementou o plano da salvação para que os seres humanos recuperassem a vida eterna que deveria ter sido deles desde o início. Como Paulo escreveu: “Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, Nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor” (Ef 1:4).

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte”, também por “um só Homem, Jesus Cristo”, o dom da vida eterna se tornou acessível a todos (Rm 5:12-21). Paulo fez uma referência inequívoca a um Adão literal que, por meio da transgressão, trouxe o pecado e a morte ao mundo. Não se pode entender nada na Bíblia sem um Adão literal.

João escreveu: “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está no Seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:11, 12).

O sentido geral fica mais claro à luz destas declarações de Jesus: “A vontade de Meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e Nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40); “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25).

Isso significa que a vida eterna é um dom de Deus por meio de Cristo. Esse dom é garantido no presente, porém será desfrutado de forma plena somente após a ressurreição final dos justos. A conclusão é simples: se a vida eterna é concedida somente aos que estão em Cristo, então aqueles que não estão Nele não têm a vida eterna (1Jo 5:11, 12). Por outro lado, a teoria da imortalidade natural da alma concede vida eterna – seja no paraíso ou no inferno – a todos os seres humanos, mesmo àqueles que não estão em Cristo. Por mais popular que seja esse ensino, ele não é bíblico.

Quinta-feira, 01 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um paraíso com almas desencarnadas

Lições da Bíblia1

Embora os protestantes não aceitem o purgatório, muitos, no entanto, acreditam que as almas dos justos mortos já estão desfrutando do paraíso na presença de Deus. Alguns argumentam que essas “almas” sejam apenas espíritos desencarnados; outros creem que sejam espíritos desencarnados cobertos por um corpo espiritual de glória.

Seja qual for o suposto estado metafísico dos mortos-vivos, essas teorias minam a doutrina bíblica da ressurreição e do julgamento dos mortos. Por que haveria ressurreição e juízo (Ap 20:12-14) se as almas dos justos já estivessem no paraíso?

4. Leia Atos 2:29, 34, 35 e 1 Coríntios 15:16-18. Como esses textos lançam luz sobre o estado dos mortos e dos que aguardam a ressurreição?

Atos 2:29, 34, 35 (ARA)2: “29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. […] 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.”

1 Coríntios 15:16-18 (ARA)2: “16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

A Bíblia ensina que todos os seres humanos que já estão no Céu foram trasladados vivos, como no caso de Enoque (Gn 5:24) e Elias (2Rs 2:9-11), ou ressuscitados, como Moisés (Jd 9) e os ressuscitados com Cristo (Mt 27:51-53).

Como vimos, a alusão às almas “debaixo do altar” clamando a Deus por vingança (Ap 6:9-11) é apenas uma metáfora para a justiça e não prova a teoria da imortalidade natural da alma. Caso contrário, dificilmente pareceria que essas pessoas estivessem desfrutando da recompensa. A sepultura é um lugar de descanso para os mortos, que inconscientemente aguardam a ressurreição, quando sua existência consciente será restaurada. Os mortos, mesmo os justos, não são almas desencarnadas que vagam pelo Céu, esperando para se reunir a seus corpos na ressurreição final.

Além disso, sobre o que Paulo poderia estar falando em 1 Coríntios 15:18, quando disse que se não houvesse ressurreição dos mortos, então “os que adormeceram em Cristo estão perdidos”. Como poderiam estar perdidos se já estão na bem-aventurança do Céu, e estão lá há tanto tempo, desde que morreram? Uma doutrina central do NT, a ressurreição dos mortos por ocasião do retorno de Cristo, é anulada pelo falso ensino de que os justos mortos voam para sua recompensa eterna logo após a morte. No entanto, ouvimos isso o tempo todo, principalmente em funerais.

Como ajudar as pessoas a entender que a ideia de que os mortos estão dormindo é uma “boa notícia”, pois eles estão em repouso e não experimentam dor e sofrimento?

Quarta-feira, 30 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os santos no purgatório

Lições da Bíblia1

A Igreja Católica Romana defende que os mortos que não merecem o inferno, mas que ainda não estão prontos para o paraíso, podem ter seus pecados purgados no purgatório e então ascender ao paraíso. Seus sofrimentos no purgatório podem ser reduzidos pelas orações e penitências dos entes queridos, bem como por outros atos em favor dos mortos.

O Catecismo da Igreja Católica é explícito sobre o purgatório: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu. […] A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos defuntos” ([São Paulo: Edições Loyola, 2022], p. 290, 291).

3. Leia Eclesiastes 9:10, Ezequiel 18:20-22 e Hebreus 9:27. Como essas passagens refutam a teoria do purgatório?

Eclesiastes 9:10 (ARA)2: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

Ezequiel 18:20-22 (ARA)2: “20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este. 21 Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto. 22 De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou, viverá.”

Hebreus 9:27 (ARA)2: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,”

O dogma do purgatório combina a noção pagã de um inferno ardente com a prática pagã de orar pelos mortos. Esse dogma é inaceitável para os que creem nos seguintes ensinos bíblicos: (1) os mortos descansam inconscientemente nos túmulos (Ec 9:10); (2) a justiça de um ser humano não pode ser transferida a outro ser humano (Ez 18:20-22); (3) nosso único Mediador é Jesus Cristo (1Tm 2:5); e (4) a morte é seguida pelo juízo final, sem nenhuma segunda chance de arrependimento (Hb 9:27).

Uma implicação ainda mais séria é como a teoria antibíblica do purgatório distorce o caráter de Deus. “A obra de Satanás desde sua queda é representar mal nosso Pai celestial. Ele sugeriu o dogma da imortalidade da alma. […] A ideia de um inferno que queima eternamente foi produção de Satanás; purgatório é sua invenção. Esses ensinamentos falsificam o caráter de Deus, como se Ele devesse ser considerado severo, vingativo, arbitrário e que não exerce o perdão” (Ellen G. White, Manuscript 51, 10 de dezembro de 1890). Em vez de mortos adormecidos, que aguardam a volta de Cristo, essa visão diz que eles estão no purgatório, sofrendo até que alguém os tire dali.

O que erros como o purgatório ou o tormento eterno nos ensinam sobre a importância da doutrina? O que acreditamos é importante, e não apenas em quem acreditamos?

Terça-feira, 29 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As chamas do inferno

Lições da Bíblia1

Em seu livreto para crianças, The Sight of Hell (Dublin: James Duffy, 1874, p. 24), o padre católico John Furniss (1809-1865) ilustrou o tormento eterno por meio de uma grande bola de ferro sólido, maior que os céus e a Terra. “Um pássaro vem uma vez a cada cem milhões de anos e toca a grande bola de ferro com uma pena de sua asa”. O autor argumenta que o tormento dos pecadores no inferno continua mesmo depois de a bola de ferro ser desgastada por esses toques ocasionais de penas! O triste é que muitos protestantes acreditam que isso acontece com os perdidos.

2. Leia Malaquias 4:1 e Judas 7. Como essas passagens nos ajudam a entender melhor a noção de “fogo eterno”, ou a ideia de que os perdidos estarão no “fogo eterno” (Mt 18:8), ou num “fogo que nunca se apaga”? Mc 9:43

Malaquias 4:1 (ARA)2: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.

Judas 7 (ARA)2: “como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.

A palavra “eterno” (hebr. ‘olam; gr. aion, aionios) carrega diferentes significados, dependendo do contexto imediato. Por exemplo, quando associada a Deus (Dt 33:27, “eterno”), a palavra expressa Sua eternidade. Quando relacionada a seres humanos (Êx 21:6, “para sempre”), a palavra é limitada pela expectativa de vida da pessoa. Ao qualificar o fogo como “eterno” (Mt 18:8; 25:41), isso implica que o fogo não se apagará até que haja consumido totalmente o que está sendo queimado. Isso significa que o “fogo eterno” será eterno no sentido de que consumirá os ímpios completa e irreversivelmente, não restando “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1).

A teoria da punição eterna tem sérias implicações. Se os ímpios forem punidos para sempre, o mal nunca será erradicado. Além disso, toda a vida humana deriva de Deus (Dt 32:39; Sl 36:9), que não tem “prazer na morte do ímpio” (Ez 33:11). Por que Ele continuaria a dar vida aos ímpios para sofrerem tormento sem fim? Não seria mais razoável que Ele acabasse com a existência deles? Se os ímpios serão punidos “segundo as suas obras” (Ap 20:12), por que uma vida curta deveria ser punida eternamente?

Todas as referências bíblicas a “fogo eterno” devem ser vistas como alusões ao “lago de fogo” pós-milênio (Ap 20; ver lição 13). Portanto, é antibíblico falar de um inferno já presente e sempre em chamas.

A verdade sobre o inferno revela o amor divino, em contraste com a ideia de tormento?

Segunda-feira, 28 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Vermes imortais?

Lições da Bíblia1

1. Compare Marcos 9:42-48 com Isaías 66:24. Como você entende a expressão “não lhes morre o verme” (Mc 9:48)?

Marcos 9:42-48 (ARA)2: “42 E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar. 43 E, se tua mão te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível 44 [onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. 45 E, se teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno 46 [onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. 47 E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno, 48 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.

Isaías 66:24 (ARA)2: “Eles sairão e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne.”

Alguns interpretam o substantivo singular “verme” (Mc 9:48) como uma alusão à suposta alma ou espírito desencarnado do ímpio que, após a morte, voa para o inferno, onde nunca morre e sofre eterno tormento.

Mas essa interpretação não reflete a noção bíblica de morte inconsciente; também ignora o contexto dessa passagem no AT. Na verdade, “‘verme’ no singular é usado para se denominar ‘os vermes’ de modo geral – não quer dizer um único verme. A referência é a vermes que se alimentam de corpos em decomposição” (Robert G. Bratcher e Eugene A. Nida, A Translator’s Handbook on the Gospel of Mark [London: United Bible Societies, 1961], p. 304).

Em Marcos 9:48, Jesus citou Isaías 66:24, que diz: “Eles sairão e verão os cadáveres daqueles que se rebelaram contra Mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a humanidade.”

Essa cena metafórica assustadora retrata um campo de batalha com os inimigos de Deus mortos no chão e sendo destruídos. Os corpos não consumidos pelo fogo são decompostos pelos vermes, ou talvez primeiro pelos vermes e depois pelo fogo. Seja como for, não há nenhuma referência a qualquer suposta alma que escapa da destruição do corpo e voa para o inferno.

Mas e os “vermes” que nunca morrem? A linguagem metafórica de Isaías 66:24 (citada em Mc 9:48) não sugere que esses vermes sejam imortais (vermes imortais?). A ênfase é ao fato de que os vermes não deixam sua tarefa incompleta. Em outras palavras, eles continuam a devorar os corpos dos ímpios até que sejam destruídos. Por outro lado, os filhos de Deus fiéis habitarão alegremente nos “novos céus e na nova Terra” e adorarão a Deus em Sua própria presença (Is 66:22, 23). Com destinos tão contrastantes em mente, não é de admirar que Jesus tenha declarado que seria muito melhor alguém entrar no reino de Deus sem uma parte crucial de seu corpo – sem mão, pé ou mesmo olho – do que ter um corpo perfeito que será destruído por vermes e fogo (Mc 9:42-48).

Não há meio-termo. Teremos vida eterna ou a destruição. Qual é a sua escolha hoje?

Domingo, 27 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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