Triunfo em Cristo

Lições da Bíblia1

7. Leia 2 Coríntios 2:12, 13. Para onde Paulo foi depois de escrever a “carta severa” aos coríntios? O que ele fez lá?

2 Coríntios 2:12, 13 (NAA)2: 12 Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, vi que uma porta se havia aberto para mim, no Senhor. 13 No entanto, não tive tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito. Por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.

O coração de Paulo estava apreensivo enquanto aguardava Tito (2Co 7:5, 6). Ainda assim, ele não conseguia deixar de falar de Jesus (2Co 2:12) – tamanha era sua paixão por Cristo. Naquele momento, porém, ele ainda não sabia qual tinha sido a repercussão da carta. Estava ansioso para encontrar Tito e ouvir como os coríntios haviam reagido.

A obra em Trôade tinha sido bem-sucedida, mas “ele não permaneceu ali por muito tempo. ‘A preocupação com todas as igrejas’ (2Co 11:28), e particularmente com a igreja de Corinto, pesava em seu coração. Esperava encontrar Tito em Trôade e ouvir dele como os irmãos de Corinto haviam reagido às palavras de conselho e reprovação que lhes enviara; mas ficou decepcionado. ‘Não tive […] tranquilidade no meu espírito’, escreveu com relação a essa experiência, ‘porque não encontrei o meu irmão Tito’ (2Co 2:13). Por isso, deixou Trôade e atravessou para a Macedônia, onde encontrou Timóteo, em Filipos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 206).

8. Leia 2 Coríntios 2:14-17. Qual foi a reação de Paulo ao encontrar Tito na Macedônia e ouvir sobre a resposta positiva dos coríntios?

2 Coríntios 2:14-17 (NAA)2: 14 Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta a fragrância do seu conhecimento em todos os lugares. 15 Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto entre os que estão sendo salvos como entre os que estão se perdendo. 16 Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é capaz de fazer estas coisas? 17 Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus. Pelo contrário, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.

Tomado de alegria, Paulo afirma que Deus, “em Cristo, sempre nos conduz em triunfo” (2Co 2:14). Que declaração admirável! Um coração cheio da presença de Cristo espalha a “fragrância do Seu conhecimento em todos os lugares” (2Co 2:14).

Paulo exulta em Cristo porque aquela carta dolorosa produziu os frutos que ele desejou colher (2Co 7:5-9). Ao mesmo tempo, em 2 Coríntios 2:17, ele reafirma sua sinceridade como apóstolo de Cristo (veja 2Co 1:12). Segundo esse verso, o que distingue um servo fiel de Cristo de um falso ministro é que, enquanto este último comercializa o evangelho visando interesses próprios, o primeiro prega a Palavra de Deus movido por amor sincero a Cristo.

O que motiva você em tudo o que faz, especialmente quando o faz em nome de Jesus?

Quinta-feira, 27 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Perdão e reafirmação do amor

Lições da Bíblia1

Em vez de visitar os coríntios uma segunda vez, Paulo, ao retornar a Éfeso, enviou o que ficou conhecido como a “carta severa” (veja 2Co 2:3, 4; 7:8, 12).

5. Leia 2 Coríntios 7:5-13. Que frutos trouxe o que Paulo escreveu, e como o apóstolo reagiu ao saber disso?

2 Coríntios 7:5-13 (NAA)2: 5 Porque, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum alívio. Pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. 6 Porém Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito. 7 E não somente com a chegada dele, mas também pelo consolo que recebeu de vocês. Ele nos falou da saudade, do pranto e do zelo que vocês têm por mim, aumentando, assim, a minha alegria. 8 Porque, mesmo que eu tenha entristecido vocês com a minha carta, não me arrependo — embora já tenha me arrependido, pois vi que aquela carta os deixou tristes, ainda que por breve tempo. 9 Mas agora me alegro, não porque vocês ficaram tristes, mas porque essa tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês foram entristecidos segundo Deus, para que, de nossa parte, não sofressem nenhum dano. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. 11 Vejam quanto cuidado produziu em vocês o fato de serem entristecidos segundo Deus! Que defesa, que indignação, que temor, que saudade, que zelo, que desejo de punir o culpado! Em tudo vocês se mostraram inocentes neste assunto. 12 Portanto, embora eu tenha escrito aquela carta, não foi por causa daquele que fez o mal, nem por causa daquele que sofreu a afronta, mas para que fosse manifesto entre vocês, diante de Deus, o cuidado que vocês têm por nós. 13 Foi por isso que nos sentimos consolados.

Paulo e Tito se encontraram depois na Macedônia, onde o apóstolo ouviu de Tito a excelente notícia de que suas palavras firmes tinham produzido bons frutos – o que encheu seu coração de alegria. Se antes alguns em Corinto se colocavam contra Paulo, agora a igreja estava ao seu lado. Como é importante apoiar nossos líderes! Como membros da igreja, podemos tornar o trabalho deles muito mais leve.

6. Leia 2 Coríntios 2:5-11. Qual é a ideia central desse trecho?

2 Coríntios 2:5-11 (NAA)2: 5 Ora, se alguém causou tristeza, não o fez a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte causou tristeza a todos vocês. 6 Basta-lhe a punição imposta pela maioria. 7 De modo que, agora, pelo contrário, vocês devem perdoar e consolar, para que esse indivíduo não seja consumido por excessiva tristeza. 8 Por isso, peço que vocês confirmem o amor de vocês para com ele. 9 E foi por isso também que eu lhes escrevi, para ter prova de que, em tudo, vocês são obedientes. 10 A quem vocês perdoam alguma coisa, eu também perdoo. Pois o que perdoei, se é que perdoei alguma coisa, eu o fiz por causa de vocês na presença de Cristo, 11 para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não ignoramos quais são as intenções dele.

O texto trata de um caso de disciplina na igreja. Os estudiosos debatem se o ofensor mencionado é o homem de 1 Coríntios 5:1 a 5 ou outra pessoa – alguém que influenciou a comunidade nas acusações de que Paulo teria sido inconstante e pouco atencioso ao definir seus itinerários. O contexto parece favorecer essa segunda hipótese. De todo modo, o ensino principal do trecho é mostrar como a igreja deve lidar com alguém que está em pecado.

Aqui aprendemos que o propósito da disciplina eclesiástica é a restauração por meio do perdão e da reafirmação do amor ao pecador (2Co 2:6-8, 10). O texto também indica que a disciplina pode ser dolorosa, mas é necessária. Algumas igrejas, embora bem-intencionadas e desejosas de destacar a graça, acabam nunca confrontando pecados evidentes – até públicos. Outras, por sua vez, podem ser rígidas, implacáveis e duras. O pecado precisa ser tratado, mas com amor. Por isso Paulo pôde exortar a igreja a reafirmar seu amor pelo ofensor (2Co 2:8), pois ele mesmo amava a igreja (2Co 2:4).

A igreja de Corinto poderia amar o ofensor (2Co 2:8) porque ela própria havia sido alvo do amor de Deus, expresso no amor de Paulo por ela. O que isso nos ensina sobre o amor?

Quarta-feira, 26 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Mudando os planos por amor

Lições da Bíblia1

Vimos que alguns em Corinto duvidavam das intenções e do amor de Paulo. Hoje, veremos uma razão específica para isso: a mudança em seus planos de viagem (2Co 1:15–2:4).

4. Leia 1 Coríntios 16:5-7. Qual era o plano original de viagem de Paulo?

1 Coríntios 16:5-7 (NAA)2: 5 Irei visitar vocês por ocasião da minha passagem pela Macedônia, porque devo passar pela Macedônia. 6 E bem pode ser que eu me demore ou mesmo passe o inverno com vocês, para que vocês me encaminhem nas viagens que eu tenha de fazer. 7 Porque não quero, agora, ver vocês apenas de passagem, pois espero permanecer algum tempo com vocês, se o Senhor o permitir.

Paulo já estivera em Corinto antes. Conforme 1 Coríntios 16:5 e 6, ele planejava passar pela Macedônia a caminho de Corinto e, quem sabe, passar o inverno ali. De Corinto, seguiria para a Judeia levando a oferta recolhida na Macedônia para os pobres de Jerusalém. Contudo, ele mudou os planos por causa de um relatório preocupante que Timóteo havia trazido de Corinto (1Co 4:17; 16:10; 2Co 1:1).

1Co 4:17 (NAA)2: Por esta causa, eu enviei até vocês Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual fará com que vocês se lembrem dos meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.

1Co 16:10 (NAA)2: E, se Timóteo for, façam tudo para que não tenha nada a temer enquanto estiver entre vocês, porque trabalha na obra do Senhor, como também eu.

2Co 1:1 (NAA)2: Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia.

Paulo pretendia ir diretamente de Éfeso a Corinto e, ali, tratar dos problemas relatados por Timóteo. O novo itinerário seria: Éfeso – Corinto – Macedônia – Corinto – Judeia (2Co 1:15, 16). Ele chegou a ir de Éfeso a Corinto, mas depois retornou a Éfeso. Seus planos mudaram. Ele não voltou a Corinto conforme previsto, pelo menos não de imediato, porque sua última visita não fora bem-sucedida. Assim, regressou a Éfeso e optou por escrever-lhes uma carta. Preferiu escrever a arriscar-se a agravar a situação com outra visita (2Co 2:1, 3).

Suas intenções na última visita tinham sido mal interpretadas. Alguns em Corinto afirmavam que Paulo era pouco confiável e que não os amava o suficiente (2Co 1:17). Em resposta, ele direcionou o olhar dos coríntios para o evangelho de Cristo. Ele era fiel ao propósito de visitá-los na melhor oportunidade, assim como Deus tinha sido fiel ao cumprir Suas promessas por meio de Cristo (2Co 1:18-22). “Pois, em Cristo, cada uma das promessas de Deus é ‘sim’. Por essa razão, por meio Dele dizemos ‘Amém’ para a glória de Deus” (2Co 1:20, NVI).

Portanto, a resposta de Paulo não era uma mistura confusa de “sim” e “não”, sujeita às circunstâncias, como diziam; mas foi sempre “sim”, do mesmo modo que a obra de Deus em Cristo é sempre “sim” (2Co 1:19).

Em resumo, o motivo pelo qual Paulo optou por escrever à igreja, e não a visitar, foi seu sincero amor por eles – e não o contrário (2Co 2:4). Outra visita logo após a “visita dolorosa” apenas aumentaria a dor, em vez de produzir a alegria que ele pretendia promover (2Co 1:24; 2:3). Quão facilmente suas boas intenções foram mal interpretadas!

Terça-feira, 25 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Simplicidade e sinceridade

Lições da Bíblia1

Ontem, aprendemos que o amor de Paulo pelos coríntios se manifestava no consolo que lhes oferecia em meio às aflições, assim como ele próprio era consolado por Deus nas suas aflições (2Co 1:1-11). Hoje, veremos que esse amor também se expressava pela integridade com que ele e seus colaboradores tratavam os membros da igreja em Corinto.

3. Leia 2 Coríntios 1:12-14 à luz de 2 Coríntios 2:17; 4:2. Como a sinceridade de Paulo revela seu amor pelos coríntios?

2 Coríntios 1:12-14 (NAA)2: 12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas na graça divina, temos vivido no mundo, especialmente em relação a vocês. 13 Porque nenhuma outra coisa escrevemos para vocês, a não ser aquilo que vocês leem e entendem. E espero que vocês entendam completamente, 14 como também já nos entenderam em parte, que seremos a glória de vocês, assim como vocês também serão a nossa glória no Dia de Jesus, nosso Senhor.

2 Coríntios 2:17 (NAA)2: Ora, ao querer isso, será que agi com leviandade? Ou, ao tomar decisões, será que decido segundo a carne, de modo que haja em mim, simultaneamente, o “sim, sim” e o “não, não”?

2 Coríntios 4:2 (NAA)2: Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas que trazem vergonha, não agindo com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus. E assim, pela manifestação da verdade, nos recomendamos à consciência de todos na presença de Deus.

O trecho de 2 Coríntios 1:12 a 14 apresenta a tese que Paulo desenvolveu no restante da carta. Sua integridade e seu apostolado haviam sido questionados por alguns em Corinto. Julgavam-no vacilante e indeciso – algo, segundo pensavam, incompatível com o ministério apostólico. Em resposta, Paulo enfatiza que ele e seus companheiros se conduziram entre os coríntios com a máxima integridade.

Duas palavras descrevem a conduta de Paulo e de seus associados: “simplicidade” e “sinceridade” (2Co 1:12). A primeira traduz o termo grego haplotes, usado aqui para indicar integridade pessoal no falar e no agir – em resumo, pureza de motivos (Ef 6:5; Cl 3:22). Já “sinceridade” traduz eilikrineia, que também aponta para integridade e pureza de intenções.

Os coríntios não deveriam ter duvidado da transparência das intenções de Paulo. Ele deixa claro que sua simplicidade e sinceridade tinham origem em Deus – eram qualidades “provenientes de Deus” (2Co 1:12, NVI). No mesmo verso, Paulo ainda afirma que esses traços ministeriais nos são concedidos pela “graça divina”.

Ao que tudo indica, opositores de Paulo distorceram suas palavras escritas em cartas anteriores (2Co 1:13, 14). O apóstolo garantiu que suas intenções eram transparentes e compreensíveis. Ele tinha plena certeza de que a retidão de suas palavras, intenções e ações seria plenamente esclarecida “no Dia de Jesus, nosso Senhor” (2Co 1:14).

Que experiências você já teve ao ver suas motivações – por mais bem-intencionadas e sinceras – serem questionadas? O que isso nos ensina sobre o cuidado necessário ao avaliar as intenções de outras pessoas?

Segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ação de graças

Lições da Bíblia1

1. Leia 2 Coríntios 1:3-7. Por que Paulo manifesta gratidão nesse trecho?

2Coríntios 1:3-7 (NAA)2: 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos consola em toda a nossa tribulação, para que, pela consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que estiverem em qualquer espécie de tribulação. 5 Porque, assim como transbordam sobre nós os sofrimentos de Cristo, assim também por meio de Cristo transborda o nosso consolo. 6 Se somos atribulados, é para o consolo e a salvação de vocês; se somos consolados, é também para o consolo de vocês. Esse consolo se torna eficaz na medida em que vocês suportam com paciência os mesmos sofrimentos que nós também suportamos. 7 A nossa esperança em relação a vocês é sólida, sabendo que, assim como vocês são participantes dos sofrimentos, assim também serão participantes da consolação.

A gratidão de Paulo se concentra no consolo que Deus concede aos que sofrem. Nesse parágrafo, o verbo “consolar” (parakaleo) e o substantivo “consolo” (paraklesis) aparecem juntos dez vezes – cerca de um terço de todas as ocorrências desses termos em 2 Coríntios (29 vezes). Deus é apresentado como o “Pai de misericórdias e Deus de toda consolação”, que “nos consola em toda a nossa tribulação” (2Co 1:3, 4).

Não devemos reter para nós o consolo que recebemos de Deus (2Co 1:4, 5). Somente o coração aflito que foi alcançado pela consolação divina está apto a consolar, de forma eficaz, os que também passam por aflições.

Paulo podia consolar outros porque, em meio aos próprios sofrimentos, recebeu consolo de Deus: “Se somos atribulados, é para o consolo e a salvação de vocês; se somos consolados, é também para o consolo de vocês” (2Co 1:6, ênfase acrescentada). Isso é amor!

2. Pelo que Paulo dá graças em 2 Coríntios 1:8-11?

2 Coríntios 1:8-11 (NAA)2: 8 Porque não queremos, irmãos, que vocês fiquem sem saber que tipo de tribulação nos sobreveio na província da Ásia. Foi algo acima das nossas forças, a ponto de perdermos a esperança até da própria vida. 9 De fato, tivemos em nós mesmos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, e sim no Deus que ressuscita os mortos, 10 o qual nos livrou e ainda livrará de tão grande morte. Nele temos esperado que ainda continuará a nos livrar, 11 enquanto vocês nos ajudam com orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a Deus a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio da súplica de muitos.

Paulo fala de uma aflição “acima das nossas forças”, que o levou, junto com seus companheiros, a temer que não sobrevivessem (2Co 1:8). Por um momento, a ressurreição lhes pareceu a única esperança. Mas Deus os livrou, e o cenário mudou (2Co 1:10). Do temor da morte (2Co 1:8), eles passam à esperança implícita de que Deus os livraria novamente (2Co 1:10). As vitórias divinas no passado nos dão confiança de que Ele agirá da mesma forma no futuro. Deus Se vale das aflições para nos ensinar a confiar Nele. As dificuldades da vida podem nos conduzir à maturidade espiritual, à medida que permitimos que nos aproximem do Senhor. A ação de graças de Paulo também evidencia o poder da intercessão e a gratidão que experimentamos pelo livramento divino (2Co 1:11).

O que tem ajudado você a lidar com o sofrimento que, de uma forma ou de outra, todos enfrentamos?

Domingo, 23 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ministério movido pelo amor

Lições da Bíblia1

Verso para memorizar: “Porque lhes escrevi no meio de muitos sofrimentos e angústia de coração, com muitas lágrimas, não para que vocês ficassem tristes, mas para que soubessem do amor que tenho por vocês” (2Co 2:4).

Leituras da semana: 2Co 1:3-14; 2:17; 2:5-17; 4:2; 7:5-13; 1Co 16:5-7

O apóstolo Paulo esteve longe de ter uma vida fácil. Além das prisões e situações de risco que enfrentou, ele escreveu: “Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas” (2Co 11:24-28, NVI).

Nas cartas aos coríntios, percebemos parte dessa preocupação profunda que Paulo nutria por aquela igreja. Ainda assim, no meio de tudo isso, ele não deixou de amá-los – assim como o amor de Cristo por nós nunca falha. Com o próprio Jesus, Paulo aprendeu a amar as igrejas à semelhança de Cristo (2Co 5:14; veja 1Co 11:1 [Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo.]2).

Sábado, 22 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O poder da ressurreição de Cristo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], “O grande resgate” (p. 527-540).

“A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para aquele que crê. ‘Aquele que crê em Mim’, disse Jesus, ‘ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em Mim não morrerá eternamente. Você crê nisso?’ (Jo 11:25, 26, NVI). Cristo estava olhando para o tempo de Sua segunda vinda. Nesse momento, os justos mortos ressuscitarão incorruptíveis, e os vivos serão trasladados para o Céu sem ver a morte. O milagre que Cristo estava prestes a realizar, ao ressuscitar Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 424).

“A Terra ficou extremamente agitada quando a voz do Filho de Deus chamou os santos que dormiam o sono da morte. Eles respondiam à chamada e saíam revestidos de gloriosa imortalidade, clamando: ‘Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?’ (1Co 15:54, 55). Então os santos vivos e os ressuscitados erguiam a voz em uma aclamação de vitória, longa e arrebatadora. Aqueles corpos que haviam descido à sepultura levando os sinais da enfermidade e da morte surgiam com saúde e vigor imortais. Os santos vivos foram transformados em um momento, num abrir e fechar de olhos, e arrebatados com os ressuscitados; e juntos encontraram seu Senhor nos ares. Que encontro glorioso! Amigos que a morte havia separado foram reunidos, para nunca mais se separarem” (Ellen G. White, História da Redenção [CPB, 2021], p. 288, 289).

Perguntas para consideração

1. A ressurreição de Cristo é parte integrante da mensagem do evangelho (1Co 15:1-4). Sem a ressurreição, a proclamação da morte de Cristo perderia o sentido (1Co 15:14). A própria morte de Cristo seria irrelevante. Por quê? O que sua resposta revela sobre o poder da ressurreição?

2. Reflita na afirmação de Paulo: “Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’” (1Co 15:32). O que isso significa?

3. Em classe, converse sobre o estado dos mortos. Por que 1 Coríntios 15 não faz sentido se, ao morrer, os salvos fossem levados imediatamente para o Céu?

Sexta-feira, 21 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Vitória final sobre a morte

Lições da Bíblia1

6. Leia 1 Coríntios 15:54-57. O que esse trecho nos diz a respeito da nossa vitória definitiva sobre a morte?

1 Coríntios 15:54-57 (NAA)2: 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória.” 55 “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Paulo inicia o último parágrafo de 1 Coríntios 15 com uma afirmação intrigante: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (1Co 15:50). Muitos leitores usam essa declaração para dizer que Paulo defendia uma existência imaterial no Céu. Contudo, o contexto aponta em outra direção. O paralelismo de 1 Coríntios 15:50 sugere que “carne e sangue” corresponde a “corrupção”, bem como “reino de Deus” corresponde a “incorrupção”. Assim como em 1 Coríntios 15:42 a 49, Paulo contrasta o corpo atual (ou mesmo o corpo morto) com o corpo ressuscitado. O corpo sepultado é marcado por corrupção e mortalidade; o ressuscitado, por incorrupção e imortalidade (1Co 15:50, 53, 54). Em resumo, nosso corpo precisa passar por uma transformação radical para herdar o Céu.

Em termos práticos, Paulo usa “corrupção” e “mortalidade” para se referir à nossa natureza pecaminosa. Em escritos judaicos, “carne e sangue” é uma expressão para a humanidade decaída. Por isso, nosso corpo deve ser transformado e purificado de toda imperfeição na volta de Cristo.

Somente quando essa natureza pecaminosa for removida (1Co 15:54) e passarmos pela experiência da glorificação (1Co 15:51-53; 1Ts 4:13-17) se cumprirá a proclamação: “Tragada foi a morte pela vitória” (1Co 15:54). Nesse momento, cantaremos este hino ousado e desafiador: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1Co 15:55). Tudo isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo (1Co 15:51, 52).

Pense nisto: uma pessoa fecha os olhos na morte e, na sequência, a próxima experiência será a segunda vinda de Cristo, quando Ele a ressuscitará. Não importa quando o crente morreu – mesmo que há milhares de anos –, “num momento, num abrir e fechar de olhos”, voltará à vida “ao ressoar da última trombeta”. Pois a “trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15:52).

Quem nunca lamentou como a vida passa rapidamente? Do mesmo modo, a volta de Jesus nos parecerá rápida. Talvez, naquele dia, pensemos: “Senhor, como Tua vinda foi rápida!” Como essa perspectiva nos ajuda a lidar melhor com o que é visto como “demora”?

Quinta-feira, 20 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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