Motivação

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Coríntios 8:1, 5; 9:7, 9, 13, 15. Qual é a mensagem central desses versos?

2 Coríntios 8:1, 5 (NAA)2: 1 Também, irmãos, queremos que estejam informados a respeito da graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia. […] 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas, pela vontade de Deus, deram a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós.

2 Coríntios 9:7, 9, 13, 15 (NAA)2: 7 Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama quem dá com alegria. […] 9 como está escrito: “Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.” […] 13 Na prova deste serviço, eles glorificam a Deus pela obediência da confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade com que vocês contribuem para eles e para todos, […] 15 Graças a Deus pelo seu dom indescritível!

A linguagem da doação permeia os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios: “a graça de Deus […] foi concedida” (2Co 8:1); “deram a si mesmos” (2Co 8:5); “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, […] porque Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9:7); “deu aos pobres” (2Co 9:9); “eles glorificam a Deus […] pela generosidade com que vocês contribuem” (2Co 9:13); “Graças a Deus pelo Seu dom indescritível!” (2Co 9:15). Essa seção começa e termina falando de doar (2Co 8:1; 9:15). Portanto, devemos ler esses capítulos com a ideia de doação em mente. Neles, vemos pelo menos quatro motivos principais para ofertarmos:

1) Gratidão pela graça de Deus (2Co 8:1; 9:14, 15) – Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo abre a seção mencionando a “graça de Deus” (2Co 8:1). Um pouco adiante, afirma: “Vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo” (2Co 8:9). A graça de Deus e de Cristo é apresentada como o motivo principal para a prática do ofertório. Deus fez muito por nós ao nos dar Cristo; ao ofertarmos, reconhecemos a graça divina em nossa vida.

Assim como o tema da doação, o termo “graça” (em grego, charis) aparece várias vezes em 2 Coríntios 8 e 9 – e abre e fecha a seção (2Co 8:1; 9:14, 15). Paulo usa charis com diferentes significados para enfatizar que a graça de Cristo em nós transborda em graça para outros e em ações de graças a Deus.

2) Desejo de seguir o exemplo de Cristo (2Co 8:9) – Jesus era rico e Se fez pobre (referindo-se, respectivamente, à Sua preexistência eterna e à Sua encarnação). Isso só foi possível porque Ele Se entregou por completo. Quanto a nós, ao ofertarmos, criamos condições para que outros conheçam a Cristo.

3) Desejo de compartilhar as bênçãos de Deus (2Co 9:10, 11) – Só podemos dar porque primeiro recebemos de Deus. Ele nos supre para que sejamos generosos.

4) Amor sincero (2Co 8:8, 24) – Ofertar coloca o amor à prova. É a evidência mais concreta de que o amor habita o coração – é fazer com que as ações acompanhem as palavras.

Segunda-feira, 07 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O exemplo de Jesus

Lições da Bíblia1

O contexto de 2 Coríntios capítulos 8 e 9 trata do incentivo de Paulo para que os cristãos de Corinto concluíssem a coleta em favor das igrejas empobrecidas da Judeia. Aparentemente, eles já haviam se comprometido com essa iniciativa (2Co 8:10, 11; 9:5; veja 1Co 16:1-4), cujo cumprimento foi dificultado por tensões no relacionamento com o apóstolo. Depois de lidar com essas questões (2Co 1–7), Paulo voltou-se para a conclusão daquela tarefa (2Co 8; 9).

Inicialmente, ele apelou ao exemplo dos macedônios (2Co 8:1-7), cuja extrema pobreza não os impedira de transbordar “em grande riqueza de generosidade” (2Co 8:2). Sim, pobreza e generosidade podem andar juntas. No entanto, essa admirável liberalidade dos macedônios não passa de um reflexo da generosidade de Jesus ao Se doar por nós (2Co 8:8-15).

1. Leia 2 Coríntios 8:9. O que esse verso nos revela sobre o exemplo de Jesus?

2 Coríntios 8:9 (NAA)2: Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que, por meio da pobreza dele, vocês se tornassem ricos.

A afirmação de Paulo em 2 Coríntios 8:9 é uma das passagens mais surpreendentes, fortes e profundas de toda a Bíblia. Nela, Paulo conta a história da missão de Jesus com notável economia de palavras. Há, no entanto, uma riqueza teológica extraordinária. É a história da redenção – em um único verso.

Mais impressionante ainda é que essa história é contada com linguagem financeira. Jesus era rico. Sua riqueza diz respeito à Sua preexistência no Céu (Jo 17:5). Ele decidiu tornar-Se pobre ao abrir mão da glória celestial e vir a este mundo de dores. Tornou-Se literalmente pobre (Lc 9:58). Embora fosse igual a Deus, “Ele Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, Ele Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2:7, 8).

Jesus entregou a própria vida para que pudéssemos viver com Ele para sempre. Sua oferta tinha um propósito: a nossa salvação. Mordomia e missão caminham juntas. Em 2 Coríntios 8 e 9, Paulo trata de uma oferta monetária específica, mas ela estava fundamentada em Jesus. Ao longo desta semana, estudaremos princípios teológicos para a prática das ofertas, todos ancorados na oferta suprema: o próprio Cristo doando-Se por nós.

Pense no nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Ao perceber que tudo isso foi feito por você, para que tivesse esperança além desta existência marcada pelo sofrimento, qual deve ser sua reação?

Domingo, 06 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Mordomia e missão

Lições da Bíblia1

“Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vocês, para que, por meio da pobreza Dele, vocês se tornassem ricos” (2Co 8:9).

Leituras da semana: 2Co 8:1–9:15; jo 3:16; 17:5; Lc 9:58; Ap 13:8; Rm 12:8; 15:26, 27

Em 2 Coríntios 8 e 9, Paulo convida os coríntios a servir aos irmãos da Judeia. Esse trecho mostra que doar é um privilégio que Deus nos concede, para que possamos imitar o caráter de entrega de Cristo. A linguagem do Céu é a generosidade: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16, ênfase acrescentada).

Além disso, João 3:16 expressa com clareza o propósito de Deus ao dar Jesus: “[…] para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Mordomia e missão caminham juntas nesse texto – tão inseparáveis quanto os dois lados de uma moeda. Não é de admirar que Paulo tenha se identificado, junto com seus cooperadores, como “mordomos dos mistérios de Deus” (1Co 4:1, ACF). Nós, da mesma forma, também somos mordomos.

Nesta semana, veremos que os conceitos de mordomia e missão têm raízes profundas no exemplo de Jesus. De fato, mordomia e missão são inseparáveis. A mordomia fornece à igreja recursos financeiros e humanos para cumprir a missão divina.

Sábado, 05 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

Ministério cristão autêntico – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], “A mensagem atendida” (p. 206-213).

Na semana passada, lemos esse mesmo capítulo de Atos dos Apóstolos. Vale a pena relê-lo. Desta vez, focando as partes que falam sobre a “carta severa” de Paulo, os sentimentos que o acompanharam ao escrevê-la e a alegria que sentiu ao receber a boa notícia do sincero arrependimento dos destinatários. Em seguida, reflita sobre o que isso revela acerca da autenticidade do ministério de Paulo e das lições para nosso serviço cristão.

“Temos de revelar ao Universo, ao mundo decaído e aos outros mundos não caídos, que há perdão em Deus e que por meio de Seu amor podemos ser reconciliados com Ele. O ser humano que se arrepende, que se torna contrito de coração, que crê em Cristo como sacrifício expiatório, compreende que Deus Se reconciliou com ele” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã [CPB, 2025], p. 290).

“Como igreja, recebemos grande luz. O Senhor nos confiou essa luz para o benefício e a bênção do mundo. Foi-nos confiado o ministério da reconciliação. Com o poder do alto, devemos rogar às pessoas que se reconciliem com Deus” (Ellen G. White, Carta 32, 1903).

Uma vez reconciliados com Deus, devemos buscar a santidade. Ellen White explica o que Paulo quis dizer com “aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7:1): ele procurava ajudar os novos conversos “a se tornarem cristãos confiantes e maduros, fortes na fé, fervorosos no zelo e de coração sincero na consagração a Deus e à obra de ampliar Seu reino” (Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 129).

Perguntas para consideração

1. Como o fato de sermos fracos, frágeis e limitados (2Co 4:7) favorece a proclamação do evangelho?

2Co 4:7 (NAA)2: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que a excelência do poder provém de Deus, não de nós.

2. Como Paulo reagiu às dificuldades enfrentadas por causa do evangelho (veja 2Co 6:4-7)? De que forma o exemplo dele ajuda você a lidar com suas próprias tribulações?

2Co 6:4-7 (NAA)2: 4 Pelo contrário, em tudo nos recomendamos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, 5 nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, 6 na pureza, no saber, na paciência, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, 7 na palavra da verdade, no poder de Deus; pelas armas da justiça, tanto para atacar como para defender;

Terça-feira, 01 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Consolo e alegria

Lições da Bíblia1

6. Quais foram os sentimentos de Paulo ao saber do arrependimento dos coríntios? 2Co 7

2Co 7 (NAA)2:  1 Portanto, meus amados, tendo tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus. 2 Pedimos que vocês nos acolham em seu coração. Não tratamos ninguém com injustiça, não prejudicamos ninguém, não exploramos ninguém. 3 Não falo para condenar vocês. Porque eu já disse que vocês estão em nosso coração para, juntos, morrermos e vivermos. 4 Estou sendo bem franco com vocês e tenho muito orgulho de vocês. Sinto-me grandemente confortado e transbordo de alegria em meio a toda a nossa tribulação. 5 Porque, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum alívio. Pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. 6 Porém Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito. 7 E não somente com a chegada dele, mas também pelo consolo que recebeu de vocês. Ele nos falou da saudade, do pranto e do zelo que vocês têm por mim, aumentando, assim, a minha alegria. 8 Porque, mesmo que eu tenha entristecido vocês com a minha carta, não me arrependo — embora já tenha me arrependido, pois vi que aquela carta os deixou tristes, ainda que por breve tempo. 9 Mas agora me alegro, não porque vocês ficaram tristes, mas porque essa tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês foram entristecidos segundo Deus, para que, de nossa parte, não sofressem nenhum dano. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. 11 Vejam quanto cuidado produziu em vocês o fato de serem entristecidos segundo Deus! Que defesa, que indignação, que temor, que saudade, que zelo, que desejo de punir o culpado! Em tudo vocês se mostraram inocentes neste assunto. 12 Portanto, embora eu tenha escrito aquela carta, não foi por causa daquele que fez o mal, nem por causa daquele que sofreu a afronta, mas para que fosse manifesto entre vocês, diante de Deus, o cuidado que vocês têm por nós. 13 Foi por isso que nos sentimos consolados. E, acima desta nossa consolação, muito mais nos alegramos pelo contentamento de Tito, porque todos vocês trouxeram refrigério ao espírito dele. 14 Porque, se falei a ele com certo orgulho a respeito de vocês, não fiquei envergonhado. Pelo contrário, como tudo que falamos a vocês era verdade, também os elogios que, na presença de Tito, fizemos a respeito de vocês se mostraram verdadeiros. 15 E o grande afeto que ele tem por vocês aumenta cada vez mais, quando ele se lembra da obediência de todos vocês, de como o receberam com temor e tremor. 16 Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vocês.

Quanto amor emana das palavras “vocês estão em nosso coração” (2Co 7:3; veja 2Co 6:11)! Desejando ver seu amor correspondido, o apóstolo também disse: “Pedimos que vocês nos acolham em seu coração” (2Co 7:2). Embora a expressão “em seu coração” não apareça no texto grego, a maioria das versões bíblicas a inclui com acerto, pois o contexto a justifica.

De fato, os coríntios abriram o coração para Paulo e seus cooperadores. Por isso, o verso 4 é um transbordar de alegria. As palavras do apóstolo revelam como seus sentimentos eram positivos naquele momento: “Estou sendo bem franco com vocês e tenho muito orgulho de vocês. Sinto-me grandemente confortado e transbordo de alegria em meio a toda a nossa tribulação” (2Co 7:4). Paulo estava repleto de consolo e alegria. Quanto consolo e quanta alegria nossas igrejas podem levar ao coração de seus ministros ao se comprometerem fielmente com Cristo!

Em 2 Coríntios 7:5 a 16, Paulo explicou com mais detalhes a razão de seu consolo e de sua alegria. Esses dois conceitos dominam a passagem. O verbo parakaleo (“consolar”) e o substantivo paraklesis (“consolo”) ocorrem sete vezes no capítulo. Essa seção da carta encerra do mesmo modo como começou: com profundo consolo em Deus (2Co 1:3-7). O consolo de Paulo em 2 Coríntios 7 nascia do alívio que sentia ao saber que a “carta severa” havia produzido o efeito desejado.

Ainda que esse alívio tenha vindo do relato positivo de Tito, em última análise, Deus é o agente do consolo que Paulo experimentou (2Co 7:6). Ele é, de fato, o “Deus de toda consolação”, que “nos consola em toda a nossa tribulação” (2Co 1:3, 4).

É interessante observar que, enquanto Paulo sentia-se “grandemente confortado”, ele também transbordava “de alegria” (2Co 7:4, 7, 13). Embora aquela carta dolorosa tenha causado tristeza, foi uma tristeza segundo a vontade de Deus, destinada ao arrependimento (2Co 7:9-11). Os coríntios haviam se entristecido “segundo Deus” (2Co 7:11): uma tristeza que “produz arrependimento para a salvação” (2Co 7:10). Que outra coisa poderia trazer mais alegria ao coração de um verdadeiro ministro de Deus?

Quinta-feira, 03 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Chamado à santidade

Lições da Bíblia1

Em 2 Coríntios 6:3 a 10, Paulo continua incentivando os coríntios a se reconciliarem com Deus. Ele apresenta uma longa lista de dificuldades e triunfos para mostrar o que significa ser seguidor de Cristo e ministro de Deus. Em resumo, descreve situações difíceis (2Co 6:4, 5), virtudes de caráter (2Co 6:6), recursos para o ministério (2Co 6:7) e altos e baixos do ministério (2Co 6:8-10). Depois de orientar os crentes de Corinto a se reconciliarem com Deus, Paulo apela para que vivam uma vida santa – separando-se da influência nociva dos descrentes e de tudo o que é impuro (2Co 6:14-17).

5. Leia 2 Coríntios 6:11–7:1. Segundo esse trecho, o que significa ter uma vida santa?

2 Coríntios 6:11–7:1 (NAA)2: 11 Ó coríntios, temos falado com toda a franqueza e estamos de coração aberto para vocês. 12 Nosso afeto por vocês não tem limites; vocês é que estão limitados em seu afeto por nós. 13 Ora, como justa retribuição — e falo a vocês como a filhos — peço que também vocês abram o seu coração para nós. Nenhuma comunhão com os descrentes 14 Não se ponham em jugo desigual com os descrentes. Pois que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão existe entre a luz e as trevas? 15 Que harmonia pode haver entre Cristo e o Maligno? Ou que união existe entre o crente e o descrente? 16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” 17 Por isso, o Senhor diz: “Saiam do meio deles e separem-se deles. Não toquem em coisa impura, e eu os receberei.” 18 “Serei o Pai de vocês, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”, diz o Senhor Todo-Poderoso. 7: 1 Portanto, meus amados, tendo tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

Paulo destaca a importância do afeto e do amor dentro da igreja (2Co 6:11-13). A prova de que alguém foi reconciliado com Deus é buscar a reconciliação com o próximo. Em outras palavras, torna-se um agente de reconciliação na dimensão horizontal.

Em seguida, o chamado à santidade é expresso por meio de seis apelos: (1) “Não se ponham em jugo desigual com os descrentes” (2Co 6:14); (2) “Saiam do meio deles” (2Co 6:17); (3) “Separem-se deles” (2Co 6:17); (4) “Não toquem em coisa impura” (2Co 6:17); 5) “Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito” (2Co 7:1); e (6) “Aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7:1). Esses apelos mostram que um Deus santo requer uma vida santa e separada da idolatria.

Por outro lado, o trecho também apresenta sete promessas que realçam o papel da igreja como santuário de Deus: (1) “Habitarei” entre eles; (2) “Andarei entre eles”; (3) “Serei o seu Deus”; (4) “Eles serão o Meu povo”; (5) “Eu os receberei”; (6) “Serei o Pai de vocês”; e (7) “Vocês serão Meus filhos e Minhas filhas” (2Co 6:16-18).

Note que as quatro promessas de 2 Coríntios 6:16 servem de base para os três imperativos de 6:17 (as palavras “Por isso” deixam clara essa ligação). Isso mostra que a santidade não é resultado do nosso esforço, mas obra do Espírito Santo no coração. Ainda assim, cabe aos crentes, guiados pelo Espírito, fazer sua parte: rejeitar a idolatria e toda prática impura.

O que as promessas de Deus em 2 Coríntios 6:16 a 18 nos ensinam sobre o que é santidade?

2 Coríntios 6:16 a 18 (NAA)2:16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” 17 Por isso, o Senhor diz: “Saiam do meio deles e separem-se deles. Não toquem em coisa impura, e eu os receberei.” 18 “Serei o Pai de vocês, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”

Quarta-feira, 02 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ministério de reconciliação centrado em Cristo

Lições da Bíblia1

3. Como 2 Coríntios 5:11-15 demonstra que o ministério de Paulo era centrado em Cristo?

2 Coríntios 5:11-15 (NAA)2: 11 E assim, conhecendo o temor do Senhor, procuramos persuadir as pessoas, mas somos plenamente conhecidos por Deus. E espero que também sejamos reconhecidos na consciência de vocês. 12 Não queremos novamente nos recomendar a vocês; pelo contrário, estamos dando uma oportunidade para vocês se orgulharem por nossa causa, para que tenham o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração. 13 Porque, se enlouquecemos, é para Deus, e, se conservamos o juízo, é para vocês. 14 Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. 15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Paulo sabia que deveria prestar contas de seu ministério a Cristo (2Co 5:10). Ele conhecia o “temor do Senhor” e procurava persuadir as pessoas acerca do evangelho de Cristo (2Co 5:11). Esse temor é reverência e admiração por Cristo; assim, anda junto com o amor de Paulo por Ele e com a confiança no amor de Cristo por Paulo. No Antigo Testamento, temer ao Senhor significa andar em Seus caminhos, amá-Lo e servi-Lo de todo o coração e de toda a alma (Dt 10:12).

O ministério de Paulo não girava em torno de si mesmo, mas de Cristo. Ele não louva a si mesmo; o motivo de gloriar-se é Cristo (2Co 10:17). Como declarou: “Mas longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14). Assim, quando Paulo fala em dar uma “oportunidade” para “se orgulharem” dele (2Co 5:12), significa terem orgulho de seu ministério centrado em Cristo – em contraste com o de seus opositores, centrado neles mesmos.

4. Leia 2 Coríntios 5:16-21; Colossenses 1:19-23; Efésios 2:13-16. O que Paulo queria dizer com “ministério da reconciliação”?

2 Coríntios 5:16-21 (NAA)2: 16 Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. 17 E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 18 Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. 20 Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. 21 Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Colossenses 1:19-23 (NAA)2:  19 Porque Deus achou por bem que, nele, residisse toda a plenitude 20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 21 E vocês que, no passado, eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras más que praticavam, 22 agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, 23 se é que vocês permanecem na fé, alicerçados e firmes, não se deixando afastar da esperança do evangelho que vocês ouviram e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

Efésios 2:13-16 (NAA): 13 Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz. De dois povos ele fez um só e, na sua carne, derrubou a parede de separação que estava no meio, a inimizade. 15 Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo uma nova humanidade, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por meio da cruz, destruindo a inimizade por meio dela.

Cristo é, por excelência, o Ministro da reconciliação. Como tal, Ele “nos deu o ministério da reconciliação” (2Co 5:18). A ideia de reconciliação se repete em 2 Coríntios 5:16 a 21. Para Paulo, esse era um conceito essencial – e deve ser para nós também.

Deus reconciliou a humanidade Consigo por meio da morte expiatória de Seu Filho. Os reconciliados tornam-se “nova criatura” (2Co 5:17). Agora, devem levar adiante a “mensagem da reconciliação”, anunciando o evangelho de Cristo (2Co 5:19, NVI). Nesse sentido, “somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós” (2Co 5:20).

Reflita no que Cristo fez por você. Pense na culpa, no pecado e na condenação que seriam seus, não fosse o que Ele realizou na cruz. Como isso deve impactar sua maneira de se relacionar com os outros – especialmente com os que ainda não conhecem o Senhor?

Terça-feira, 01 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sofrimento e glória

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Coríntios 4:7-18. Faça uma lista dos sofrimentos de Paulo. Como ele os suportou?

2 Coríntios 4:7-18 (NAA)2: 7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que a excelência do poder provém de Deus, não de nós. 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; 9 somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. 10 Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo. 11 Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 12 De modo que em nós opera a morte; em vocês, a vida. 13 Tendo, porém, o mesmo espírito de fé, como está escrito: “Eu cri, por isso falei”, também nós cremos e, por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará juntamente com vocês. 15 Porque tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para a glória de Deus. 16 Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.

João Hus, o grande reformador da antiga Boêmia, disse certa vez sobre Jesus: “Ele é o Dono do mundo, e nós somos desprezíveis mortais; no entanto, Ele sofreu! Por que não deveríamos nós também sofrer, particularmente quando o sofrimento é para nossa purificação?” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 88).

Séculos antes, o apóstolo Paulo manifestou essa mesma disposição de sofrer por Cristo. Ele sabia que não passava de um frágil vaso feito de barro (2Co 4:7). Sentia-se continuamente atribulado, perplexo, perseguido e derrubado – mas não angustiado, nem desanimado, nem abandonado, nem destruído (2Co 4:8, 9). Estava disposto a levar “no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida Dele” se manifestasse nele (2Co 4:10, 11).

Ao falar em “morrer de Jesus”, Paulo provavelmente se referia aos sofrimentos mencionados nos versos anteriores. Já a expressão “vida Dele”, em sentido imediato, provavelmente aponta para os livramentos da morte ou para o poder espiritual que nos sustenta no presente; em última análise, porém, remete à ressurreição (2Co 4:12).

É significativo que o par “morte e vida” apareça três vezes em 2 Coríntios 4:10 a 12. Isso nos lembra de que, na era presente, a vida está misturada com a morte; na glória futura, porém, viveremos sem a presença da morte (Ap 20:14; 21:4).

Sobretudo, 2 Coríntios 4:7 a 18 mostra que o evangelho é anunciado por meio de seres humanos frágeis, para que a glória pertença somente a Deus (2Co 4:15). Não raro, missionários sofrem no exercício da missão. Ainda assim, nossas aflições aqui são leves e momentâneas, quando comparadas ao eterno peso de glória que nos aguarda (2Co 4:17). O crente vive pela fé, e não pelo que vê (2Co 4:18; 5:7).

Essa esperança na vida futura enchia tanto o pensamento de Paulo que ele prossegue tratando do tema ao longo da passagem (2Co 5:1-10). Ele chama seu corpo mortal de “casa terrestre”, enquanto o “edifício” que temos “da parte de Deus” é metáfora do corpo ressuscitado (2Co 5:1) – a grande esperança dos crentes de todas as épocas.

Por que é tão importante manter, no meio do que estamos vivendo agora, a esperança da ressurreição – a nossa ressurreição (1Co 15:52) – sempre diante de nós?

Segunda-feira, 31 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.