Sofrimento e glória

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Coríntios 4:7-18. Faça uma lista dos sofrimentos de Paulo. Como ele os suportou?

2 Coríntios 4:7-18 (NAA)2: 7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que a excelência do poder provém de Deus, não de nós. 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; 9 somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. 10 Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo. 11 Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 12 De modo que em nós opera a morte; em vocês, a vida. 13 Tendo, porém, o mesmo espírito de fé, como está escrito: “Eu cri, por isso falei”, também nós cremos e, por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará juntamente com vocês. 15 Porque tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para a glória de Deus. 16 Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.

João Hus, o grande reformador da antiga Boêmia, disse certa vez sobre Jesus: “Ele é o Dono do mundo, e nós somos desprezíveis mortais; no entanto, Ele sofreu! Por que não deveríamos nós também sofrer, particularmente quando o sofrimento é para nossa purificação?” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 88).

Séculos antes, o apóstolo Paulo manifestou essa mesma disposição de sofrer por Cristo. Ele sabia que não passava de um frágil vaso feito de barro (2Co 4:7). Sentia-se continuamente atribulado, perplexo, perseguido e derrubado – mas não angustiado, nem desanimado, nem abandonado, nem destruído (2Co 4:8, 9). Estava disposto a levar “no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida Dele” se manifestasse nele (2Co 4:10, 11).

Ao falar em “morrer de Jesus”, Paulo provavelmente se referia aos sofrimentos mencionados nos versos anteriores. Já a expressão “vida Dele”, em sentido imediato, provavelmente aponta para os livramentos da morte ou para o poder espiritual que nos sustenta no presente; em última análise, porém, remete à ressurreição (2Co 4:12).

É significativo que o par “morte e vida” apareça três vezes em 2 Coríntios 4:10 a 12. Isso nos lembra de que, na era presente, a vida está misturada com a morte; na glória futura, porém, viveremos sem a presença da morte (Ap 20:14; 21:4).

Sobretudo, 2 Coríntios 4:7 a 18 mostra que o evangelho é anunciado por meio de seres humanos frágeis, para que a glória pertença somente a Deus (2Co 4:15). Não raro, missionários sofrem no exercício da missão. Ainda assim, nossas aflições aqui são leves e momentâneas, quando comparadas ao eterno peso de glória que nos aguarda (2Co 4:17). O crente vive pela fé, e não pelo que vê (2Co 4:18; 5:7).

Essa esperança na vida futura enchia tanto o pensamento de Paulo que ele prossegue tratando do tema ao longo da passagem (2Co 5:1-10). Ele chama seu corpo mortal de “casa terrestre”, enquanto o “edifício” que temos “da parte de Deus” é metáfora do corpo ressuscitado (2Co 5:1) – a grande esperança dos crentes de todas as épocas.

Por que é tão importante manter, no meio do que estamos vivendo agora, a esperança da ressurreição – a nossa ressurreição (1Co 15:52) – sempre diante de nós?

Segunda-feira, 31 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Frutos de um ministério autêntico

Lições da Bíblia1

1. Leia 2 Coríntios 3:1-9. Em que sentido podemos ser uma “carta de Cristo”?

2 Coríntios 3:1-9 (NAA)2: 1 Estamos começando outra vez a recomendar a nós mesmos? Ou será que temos necessidade, como alguns, de entregar cartas de recomendação para vocês ou pedi-las a vocês? 2 Vocês são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. 3 Vocês manifestam que são carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. 4 E é por meio de Cristo que temos tal confiança em Deus. 5 Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa capacidade vem de Deus, 6 o qual nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. 7 E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que fosse uma glória que estava desaparecendo, 8 como não será de maior glória o ministério do Espírito? 9 Porque, se o ministério da condenação teve glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.

Cartas de recomendação eram comuns no mundo grego-romano. Paulo, porém, não trazia consigo esse tipo de carta. O poder transformador do Espírito Santo na vida dos coríntios era a prova da autenticidade de seu ministério. Ainda assim, ele tinha plena consciência de que não era por sua inteligência ou esforço que a igreja de Corinto havia surgido (2Co 3:4-6). Paulo, não buscava autopromoção (2Co 3:5; 1Co 2:2).

Ao falar de seu ministério, o apóstolo menciona brevemente as duas alianças: a antiga, representada por Moisés, e a nova, representada por ele e seus colaboradores. Uma leitura apressada poderia levar a concluir que a antiga aliança não oferecia esperança de salvação, mas isso não é verdade. A salvação estava disponível tanto na antiga quanto na nova aliança. A antiga aliança é o evangelho antecipado: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria os gentios pela fé, preanunciou o evangelho a Abraão, dizendo: ‘Em você serão abençoados todos os povos’” (Gl 3:8).

Em 2 Coríntios 3:1 a 4:6, a antiga aliança é usada para simbolizar a experiência legalista de quem confia nas próprias obras de obediência como meio de agradar a Deus. A nova aliança, por sua vez, representa a experiência dos que dependem inteiramente da graça divina para que Deus faça por eles e neles tudo o que prometeu.

Paulo está tratando de duas reações distintas – de crentes e descrentes – ao evangelho. Ele não apresenta dois evangelhos diferentes, um no Antigo Testamento e outro no Novo, pois há um único evangelho, oferecido por Deus, que “nos salvou e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a Sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1:9).

Isso não significa negar que 2 Coríntios 2:14 a 4:6 contenha elementos históricos. Paulo os utiliza para mostrar que alguns “estão sendo salvos” e outros “estão se perdendo” (2Co 2:15). Pela reação de incredulidade e falta de fé em relação ao ministério de Moisés, esse ministério pode ser visto como de condenação e morte. Já entre os coríntios, por terem crido, o ministério de Paulo se evidenciou como ministério de justiça – o ministério do Espírito que dá vida.

A salvação experimentada pela igreja de Corinto é, portanto, a evidência do ministério autêntico de Paulo.

Domingo, 30 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ministério cristão autêntico

Lições da Bíblia1

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos. Levamos sempre no corpo o morrer de jesus, para que também a vida Dele se manifeste em nosso corpo” (2Co 4:8-10).

Leituras da semana: 2Co 3:1-9; 4:7-18; 5:11-15; 6:11–7:1; 7:2-16; Cl 1:19-23; Ef 2:13-16

Na semana passada, vimos que Paulo, ao afirmar sua simplicidade e sinceridade, defendeu-se das acusações de inconstância e de falta de amor para com os coríntios. Ele sempre trabalhou pelo bem de seus filhos espirituais. Em 2 Coríntios 2:12 a 17, o apóstolo iniciou uma linha de raciocínio que se estende até 2 Coríntios 7 e, nessa reflexão, descreveu como se caracteriza um ministério verdadeiramente cristão. Há muitas lições a extrair de suas palavras.

Nesta semana, vamos estudar 2 Coríntios 3 a 7, em que Paulo apresenta seu ministério de alcançar pessoas para Cristo. Ellen White escreveu: “A conversão dos pecadores e sua santificação por meio da verdade é a mais forte prova, para um pastor, de que Deus o chamou para o ministério. A evidência de seu apostolado está escrita no coração desses conversos, e é testemunhada por sua vida renovada. Cristo, a esperança da glória, é formado neles (Cl 1:27; Gl 4:19). Um pastor é grandemente fortalecido por esses sinais de seu ministério” (Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 209).

Sábado, 29 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ministério movido pelo amor – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], “A mensagem atendida” (p. 206-213).

“Os que têm suportado as maiores tristezas são frequentemente os que transmitem aos outros o maior conforto, levando a luz do Sol aonde quer que vão. Essas pessoas foram purificadas e sensibilizadas por suas aflições; não perderam a confiança em Deus quando assaltadas pelas dificuldades, mas se apegaram mais intimamente ao Seu protetor amor. São uma prova viva do terno cuidado de Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2023], v. 2, p. 228).

“Uma vida cristã consagrada está sempre derramando luz, consolo e paz. Caracteriza-se pelo tato, pela pureza, simplicidade e utilidade. É dirigida por aquele amor abnegado que santifica a influência. Está repleta de Cristo e deixa um rasto de luz por onde quer que passe seu possuidor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 594).

“O apóstolo Paulo achou necessário reprovar o erro na igreja, mas não perdeu o domínio próprio ao reprovar o erro. Explica ansiosamente a razão para sua atitude. Quão cuidadosamente ele se esforçava para deixar a impressão de que era amigo dos faltosos! Fazia-os entender que lhe era doloroso causar-lhes dor. Deixava-lhes na mente a impressão de que seu interesse estava identificado com o deles” (“Comentários de Ellen G. White”, em Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1.219).

Perguntas para consideração

1. Em 2 Coríntios 2:1 a 14, Paulo reafirma a integridade de seu ministério. Por que essa qualidade é tão essencial?

2. Paulo mudou seus planos de viagem. Que lições esse fato traz sobre a necessidade de flexibilidade no ministério cristão? Por que é importante permanecer aberto a ajustes quando as circunstâncias exigem? 3. Paulo enfrentou angústia e ansiedade no exercício do ministério, mostrando que líderes de igreja são tão humanos quanto qualquer um. O que os membros da igreja podem fazer para aliviar a carga deles.

Sexta-feira, 28 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Triunfo em Cristo

Lições da Bíblia1

7. Leia 2 Coríntios 2:12, 13. Para onde Paulo foi depois de escrever a “carta severa” aos coríntios? O que ele fez lá?

2 Coríntios 2:12, 13 (NAA)2: 12 Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, vi que uma porta se havia aberto para mim, no Senhor. 13 No entanto, não tive tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito. Por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.

O coração de Paulo estava apreensivo enquanto aguardava Tito (2Co 7:5, 6). Ainda assim, ele não conseguia deixar de falar de Jesus (2Co 2:12) – tamanha era sua paixão por Cristo. Naquele momento, porém, ele ainda não sabia qual tinha sido a repercussão da carta. Estava ansioso para encontrar Tito e ouvir como os coríntios haviam reagido.

A obra em Trôade tinha sido bem-sucedida, mas “ele não permaneceu ali por muito tempo. ‘A preocupação com todas as igrejas’ (2Co 11:28), e particularmente com a igreja de Corinto, pesava em seu coração. Esperava encontrar Tito em Trôade e ouvir dele como os irmãos de Corinto haviam reagido às palavras de conselho e reprovação que lhes enviara; mas ficou decepcionado. ‘Não tive […] tranquilidade no meu espírito’, escreveu com relação a essa experiência, ‘porque não encontrei o meu irmão Tito’ (2Co 2:13). Por isso, deixou Trôade e atravessou para a Macedônia, onde encontrou Timóteo, em Filipos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 206).

8. Leia 2 Coríntios 2:14-17. Qual foi a reação de Paulo ao encontrar Tito na Macedônia e ouvir sobre a resposta positiva dos coríntios?

2 Coríntios 2:14-17 (NAA)2: 14 Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta a fragrância do seu conhecimento em todos os lugares. 15 Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto entre os que estão sendo salvos como entre os que estão se perdendo. 16 Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é capaz de fazer estas coisas? 17 Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus. Pelo contrário, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.

Tomado de alegria, Paulo afirma que Deus, “em Cristo, sempre nos conduz em triunfo” (2Co 2:14). Que declaração admirável! Um coração cheio da presença de Cristo espalha a “fragrância do Seu conhecimento em todos os lugares” (2Co 2:14).

Paulo exulta em Cristo porque aquela carta dolorosa produziu os frutos que ele desejou colher (2Co 7:5-9). Ao mesmo tempo, em 2 Coríntios 2:17, ele reafirma sua sinceridade como apóstolo de Cristo (veja 2Co 1:12). Segundo esse verso, o que distingue um servo fiel de Cristo de um falso ministro é que, enquanto este último comercializa o evangelho visando interesses próprios, o primeiro prega a Palavra de Deus movido por amor sincero a Cristo.

O que motiva você em tudo o que faz, especialmente quando o faz em nome de Jesus?

Quinta-feira, 27 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Perdão e reafirmação do amor

Lições da Bíblia1

Em vez de visitar os coríntios uma segunda vez, Paulo, ao retornar a Éfeso, enviou o que ficou conhecido como a “carta severa” (veja 2Co 2:3, 4; 7:8, 12).

5. Leia 2 Coríntios 7:5-13. Que frutos trouxe o que Paulo escreveu, e como o apóstolo reagiu ao saber disso?

2 Coríntios 7:5-13 (NAA)2: 5 Porque, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum alívio. Pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. 6 Porém Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito. 7 E não somente com a chegada dele, mas também pelo consolo que recebeu de vocês. Ele nos falou da saudade, do pranto e do zelo que vocês têm por mim, aumentando, assim, a minha alegria. 8 Porque, mesmo que eu tenha entristecido vocês com a minha carta, não me arrependo — embora já tenha me arrependido, pois vi que aquela carta os deixou tristes, ainda que por breve tempo. 9 Mas agora me alegro, não porque vocês ficaram tristes, mas porque essa tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês foram entristecidos segundo Deus, para que, de nossa parte, não sofressem nenhum dano. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. 11 Vejam quanto cuidado produziu em vocês o fato de serem entristecidos segundo Deus! Que defesa, que indignação, que temor, que saudade, que zelo, que desejo de punir o culpado! Em tudo vocês se mostraram inocentes neste assunto. 12 Portanto, embora eu tenha escrito aquela carta, não foi por causa daquele que fez o mal, nem por causa daquele que sofreu a afronta, mas para que fosse manifesto entre vocês, diante de Deus, o cuidado que vocês têm por nós. 13 Foi por isso que nos sentimos consolados.

Paulo e Tito se encontraram depois na Macedônia, onde o apóstolo ouviu de Tito a excelente notícia de que suas palavras firmes tinham produzido bons frutos – o que encheu seu coração de alegria. Se antes alguns em Corinto se colocavam contra Paulo, agora a igreja estava ao seu lado. Como é importante apoiar nossos líderes! Como membros da igreja, podemos tornar o trabalho deles muito mais leve.

6. Leia 2 Coríntios 2:5-11. Qual é a ideia central desse trecho?

2 Coríntios 2:5-11 (NAA)2: 5 Ora, se alguém causou tristeza, não o fez a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte causou tristeza a todos vocês. 6 Basta-lhe a punição imposta pela maioria. 7 De modo que, agora, pelo contrário, vocês devem perdoar e consolar, para que esse indivíduo não seja consumido por excessiva tristeza. 8 Por isso, peço que vocês confirmem o amor de vocês para com ele. 9 E foi por isso também que eu lhes escrevi, para ter prova de que, em tudo, vocês são obedientes. 10 A quem vocês perdoam alguma coisa, eu também perdoo. Pois o que perdoei, se é que perdoei alguma coisa, eu o fiz por causa de vocês na presença de Cristo, 11 para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não ignoramos quais são as intenções dele.

O texto trata de um caso de disciplina na igreja. Os estudiosos debatem se o ofensor mencionado é o homem de 1 Coríntios 5:1 a 5 ou outra pessoa – alguém que influenciou a comunidade nas acusações de que Paulo teria sido inconstante e pouco atencioso ao definir seus itinerários. O contexto parece favorecer essa segunda hipótese. De todo modo, o ensino principal do trecho é mostrar como a igreja deve lidar com alguém que está em pecado.

Aqui aprendemos que o propósito da disciplina eclesiástica é a restauração por meio do perdão e da reafirmação do amor ao pecador (2Co 2:6-8, 10). O texto também indica que a disciplina pode ser dolorosa, mas é necessária. Algumas igrejas, embora bem-intencionadas e desejosas de destacar a graça, acabam nunca confrontando pecados evidentes – até públicos. Outras, por sua vez, podem ser rígidas, implacáveis e duras. O pecado precisa ser tratado, mas com amor. Por isso Paulo pôde exortar a igreja a reafirmar seu amor pelo ofensor (2Co 2:8), pois ele mesmo amava a igreja (2Co 2:4).

A igreja de Corinto poderia amar o ofensor (2Co 2:8) porque ela própria havia sido alvo do amor de Deus, expresso no amor de Paulo por ela. O que isso nos ensina sobre o amor?

Quarta-feira, 26 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Mudando os planos por amor

Lições da Bíblia1

Vimos que alguns em Corinto duvidavam das intenções e do amor de Paulo. Hoje, veremos uma razão específica para isso: a mudança em seus planos de viagem (2Co 1:15–2:4).

4. Leia 1 Coríntios 16:5-7. Qual era o plano original de viagem de Paulo?

1 Coríntios 16:5-7 (NAA)2: 5 Irei visitar vocês por ocasião da minha passagem pela Macedônia, porque devo passar pela Macedônia. 6 E bem pode ser que eu me demore ou mesmo passe o inverno com vocês, para que vocês me encaminhem nas viagens que eu tenha de fazer. 7 Porque não quero, agora, ver vocês apenas de passagem, pois espero permanecer algum tempo com vocês, se o Senhor o permitir.

Paulo já estivera em Corinto antes. Conforme 1 Coríntios 16:5 e 6, ele planejava passar pela Macedônia a caminho de Corinto e, quem sabe, passar o inverno ali. De Corinto, seguiria para a Judeia levando a oferta recolhida na Macedônia para os pobres de Jerusalém. Contudo, ele mudou os planos por causa de um relatório preocupante que Timóteo havia trazido de Corinto (1Co 4:17; 16:10; 2Co 1:1).

1Co 4:17 (NAA)2: Por esta causa, eu enviei até vocês Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual fará com que vocês se lembrem dos meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.

1Co 16:10 (NAA)2: E, se Timóteo for, façam tudo para que não tenha nada a temer enquanto estiver entre vocês, porque trabalha na obra do Senhor, como também eu.

2Co 1:1 (NAA)2: Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia.

Paulo pretendia ir diretamente de Éfeso a Corinto e, ali, tratar dos problemas relatados por Timóteo. O novo itinerário seria: Éfeso – Corinto – Macedônia – Corinto – Judeia (2Co 1:15, 16). Ele chegou a ir de Éfeso a Corinto, mas depois retornou a Éfeso. Seus planos mudaram. Ele não voltou a Corinto conforme previsto, pelo menos não de imediato, porque sua última visita não fora bem-sucedida. Assim, regressou a Éfeso e optou por escrever-lhes uma carta. Preferiu escrever a arriscar-se a agravar a situação com outra visita (2Co 2:1, 3).

Suas intenções na última visita tinham sido mal interpretadas. Alguns em Corinto afirmavam que Paulo era pouco confiável e que não os amava o suficiente (2Co 1:17). Em resposta, ele direcionou o olhar dos coríntios para o evangelho de Cristo. Ele era fiel ao propósito de visitá-los na melhor oportunidade, assim como Deus tinha sido fiel ao cumprir Suas promessas por meio de Cristo (2Co 1:18-22). “Pois, em Cristo, cada uma das promessas de Deus é ‘sim’. Por essa razão, por meio Dele dizemos ‘Amém’ para a glória de Deus” (2Co 1:20, NVI).

Portanto, a resposta de Paulo não era uma mistura confusa de “sim” e “não”, sujeita às circunstâncias, como diziam; mas foi sempre “sim”, do mesmo modo que a obra de Deus em Cristo é sempre “sim” (2Co 1:19).

Em resumo, o motivo pelo qual Paulo optou por escrever à igreja, e não a visitar, foi seu sincero amor por eles – e não o contrário (2Co 2:4). Outra visita logo após a “visita dolorosa” apenas aumentaria a dor, em vez de produzir a alegria que ele pretendia promover (2Co 1:24; 2:3). Quão facilmente suas boas intenções foram mal interpretadas!

Terça-feira, 25 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Simplicidade e sinceridade

Lições da Bíblia1

Ontem, aprendemos que o amor de Paulo pelos coríntios se manifestava no consolo que lhes oferecia em meio às aflições, assim como ele próprio era consolado por Deus nas suas aflições (2Co 1:1-11). Hoje, veremos que esse amor também se expressava pela integridade com que ele e seus colaboradores tratavam os membros da igreja em Corinto.

3. Leia 2 Coríntios 1:12-14 à luz de 2 Coríntios 2:17; 4:2. Como a sinceridade de Paulo revela seu amor pelos coríntios?

2 Coríntios 1:12-14 (NAA)2: 12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas na graça divina, temos vivido no mundo, especialmente em relação a vocês. 13 Porque nenhuma outra coisa escrevemos para vocês, a não ser aquilo que vocês leem e entendem. E espero que vocês entendam completamente, 14 como também já nos entenderam em parte, que seremos a glória de vocês, assim como vocês também serão a nossa glória no Dia de Jesus, nosso Senhor.

2 Coríntios 2:17 (NAA)2: Ora, ao querer isso, será que agi com leviandade? Ou, ao tomar decisões, será que decido segundo a carne, de modo que haja em mim, simultaneamente, o “sim, sim” e o “não, não”?

2 Coríntios 4:2 (NAA)2: Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas que trazem vergonha, não agindo com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus. E assim, pela manifestação da verdade, nos recomendamos à consciência de todos na presença de Deus.

O trecho de 2 Coríntios 1:12 a 14 apresenta a tese que Paulo desenvolveu no restante da carta. Sua integridade e seu apostolado haviam sido questionados por alguns em Corinto. Julgavam-no vacilante e indeciso – algo, segundo pensavam, incompatível com o ministério apostólico. Em resposta, Paulo enfatiza que ele e seus companheiros se conduziram entre os coríntios com a máxima integridade.

Duas palavras descrevem a conduta de Paulo e de seus associados: “simplicidade” e “sinceridade” (2Co 1:12). A primeira traduz o termo grego haplotes, usado aqui para indicar integridade pessoal no falar e no agir – em resumo, pureza de motivos (Ef 6:5; Cl 3:22). Já “sinceridade” traduz eilikrineia, que também aponta para integridade e pureza de intenções.

Os coríntios não deveriam ter duvidado da transparência das intenções de Paulo. Ele deixa claro que sua simplicidade e sinceridade tinham origem em Deus – eram qualidades “provenientes de Deus” (2Co 1:12, NVI). No mesmo verso, Paulo ainda afirma que esses traços ministeriais nos são concedidos pela “graça divina”.

Ao que tudo indica, opositores de Paulo distorceram suas palavras escritas em cartas anteriores (2Co 1:13, 14). O apóstolo garantiu que suas intenções eram transparentes e compreensíveis. Ele tinha plena certeza de que a retidão de suas palavras, intenções e ações seria plenamente esclarecida “no Dia de Jesus, nosso Senhor” (2Co 1:14).

Que experiências você já teve ao ver suas motivações – por mais bem-intencionadas e sinceras – serem questionadas? O que isso nos ensina sobre o cuidado necessário ao avaliar as intenções de outras pessoas?

Segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.