Pais e filhos

Lições da Bíblia1

As crianças desempenham um papel essencial dentro da família. Elas precisam saber que são amadas e valorizadas como membros da família e cidadãs do Reino celestial. O culto familiar é fundamental, simples, mas deve ser regular, de manhã e à noite. Desde cedo, as crianças podem começar a ajudar com a limpeza da casa e outras responsabilidades. O mais importante é que elas sigam o mandamento de Paulo: “Filhos, em tudo obedeçam a seus pais, pois fazer isso é agradável diante do Senhor” (Cl 3:20).

2. Leia os versos a seguir. Quais princípios são apresentados para a criação dos filhos?

a) Dt 6:6, 7 (NAA)2: 6 Estas palavras que hoje lhe ordeno estarão no seu coração. 7 Você as inculcará a seus filhos, e delas falará quando estiver sentado em sua casa, andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se.

b) Pv 1:8, 9 (NAA)2: 8 Meu filho, ouça o ensino de seu pai e não despreze a instrução de sua mãe. 9 Porque serão um diadema de graça para a sua cabeça e colares para o seu pescoço.

c) Pv 22:6, 15 (NAA)2: 6 Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele. […] 15 A tolice está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.

d) Mt 19:14 (NAA)2: Jesus, porém, disse: — Deixem os pequeninos e não os impeçam de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus.

Quando bem orientados para o Senhor, por meio de ensino e exemplo, os filhos se tornam uma bênção para a família, a igreja e a sociedade. A instrução de Paulo para os pais, assim como para maridos e esposas, é equilibrada e recíproca: “Pais, não irritem os seus filhos, para que eles não fiquem desanimados” (Cl 3:21). A maneira como os pais (especialmente o pai) interagem com os filhos e os disciplinam tem um grande impacto na formação espiritual deles.

Estudos mostram que, quando ambos os pais frequentam a igreja, uma porcentagem maior de filhos também permanece na igreja, ao contrário do que acontece quando apenas um dos pais o faz. O mais surpreendente é que a presença constante do pai na igreja, mais do que da mãe, tem um impacto ainda maior, fazendo com que mais filhos continuem na igreja na vida adulta. O papel do pai, portanto, na formação espiritual dos filhos é fundamental e não pode ser negligenciado. É crucial que os pais assumam esse papel com seriedade.

Infelizmente, nem todos os pais são bons exemplos para seus filhos. O conhecimento de Deus como nosso Pai pode ajudar a trazer cura, especialmente quando pais terrenos causam grandes danos?

Segunda-feira, 16 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Marido e esposa

Lições da Bíblia1

Várias instruções para o lar cristão aparecem no NT (Ef 5:21-33; 6:1-9; Cl 3:18-25; 4:1; Tt 2:1-10; 1Pe 2:18-25; 3:1-7). Esses “códigos domésticos”, como são chamados, não impõem uma hierarquia rígida, mas apresentam diretrizes que tornam as relações mais equilibradas e edificantes para todos.

1. Leia Colossenses 3:18, 19. Que equilíbrio você percebe? Quais conselhos adicionais Paulo dá em Efésios 5:22-25, 33?

Colossenses 3:18, 19 (NAA)2: 18 Esposas, que cada uma de vocês se sujeite a seu próprio marido, como convém no Senhor. 19 Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa e não a trate com amargura.

Efésios 5:22-25, 33 (NAA)2: 22 Esposas, que cada uma de vocês se sujeite a seu próprio marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é o cabeça da esposa, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. 24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também a esposa se sujeite em tudo ao seu próprio marido. 25 Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela, […] 33 No entanto, também quanto a vocês, que cada um ame a própria esposa como a si mesmo, e que a esposa respeite o seu marido.

Alguns homens citam este texto: “Esposas, que cada uma de vocês se sujeite a seu próprio marido”, e param por aí; mas observe a importante condição que Paulo acrescenta: “como convém no Senhor” (Cl 3:18). O NT em momento algum ensina que as mulheres devem se submeter a todos os homens; nem que a esposa seja subserviente, atendendo sem critério a todos os caprichos ou desejos do marido. A lealdade da esposa é primeiramente ao Senhor e, depois, ao marido. A individualidade da esposa não deve ser apagada pelo marido, nem ele pode servir de consciência para ela.

O amor de Cristo pela igreja, ao Se entregar por ela, ilustra como o marido deve amar a esposa (Ef 5:25). Ele será fiel, não importa o custo. Decidirá sempre o que for melhor para a esposa. Um amor assim torna mais fácil para a esposa obedecer ao mandamento de Deus de respeitar o marido (Ef 5:33).

Um casamento cristão saudável é caracterizado por reciprocidade, diálogo, cumplicidade e harmonia. Às vezes, quando decisões com implicações para toda a família precisam ser tomadas, pode ser apropriado incluir os filhos na discussão, mas os pais nunca devem brigar na frente deles. Após esse processo, se o marido e a esposa não chegarem a um acordo, o caminho bíblico para a paz é que a esposa ceda ao julgamento do marido, desde que isso não viole a Palavra de Deus. Igualmente, a maioria dos maridos, se não todos, pode se lembrar de momentos felizes em que seguiu os conselhos da esposa. Quanto mais o marido e a esposa cooperarem, mais feliz será o casamento.

Como podemos evitar fazer o que, infelizmente, foi feito ao longo da história: Usar os princípios lindos expressos nesses textos e transformá-los em uma justificativa para praticar o mal?

Domingo, 15 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Convivendo com os outros

Lições da Bíblia1

“Que a palavra dita por vocês seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibam como devem responder a cada um” (Cl 4:6).

Leituras da semana: Cl 3:18-25; 4:1-6; Ef 5:22-25, 33; Pv 22:6, 15; 1Pe 2:16; 1Ts 5:17

Quando as pessoas vivem e trabalham juntas, enfrentam desafios. Diferenças de opinião podem gerar tensões e dar origem a discussões. Quanto mais próxima for a relação, mais importante é que todos se entendam.

As relações mais próximas, naturalmente, são as familiares. O lar às vezes é chamado de “empresa familiar”, uma forma interessante de descrever seu funcionamento. Há semelhanças entre administrar um negócio e cuidar de um lar. Em ambos, deve haver consenso sobre valores, metas e objetivos; todos devem se dar bem e fazer sua parte para que tudo funcione em harmonia. Os mesmos princípios se aplicam à igreja, que, na essência, é uma família ampliada.

Na passagem desta semana, Paulo nos apresenta princípios para guiar a família cristã, que funciona de maneira diferente de um lar romano típico. Além disso, Ele oferece outros valores que se aplicam a diferentes relações sociais, tanto dentro quanto fora de casa.

Sábado, 14 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Viver com Cristo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Quando o Espírito de Deus controla a mente e o coração, a pessoa convertida entoa um novo cântico, pois reconhece que a promessa de Deus tem se cumprido em sua experiência, que sua transgressão foi perdoada e seu pecado, coberto. Manifestou arrependimento para com Deus, pela transgressão da divina lei, e fé para com Cristo, que morreu para justificar o ser humano. ‘Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo’ (Rm 5:1). No entanto, pelo fato de ter passado por essa experiência, o cristão não deve cruzar os braços, satisfeito com o que já conseguiu. Aquele que toma a decisão de entrar no reino espiritual verificará que todos os poderes e as paixões da natureza não regenerada, apoiados pelas forças do reino das trevas, estão arregimentados contra ele. Assim, precisa renovar sua consagração cada dia, e cada dia batalhar contra o mal. […]

“O poder de uma vida mais elevada, mais pura e mais nobre é nossa grande necessidade. O mundo tem ocupado demais os nossos pensamentos, e o reino de Deus, bem pouco. Em seus esforços para alcançar o ideal de Deus, o cristão não deve se desesperar por nada. A perfeição moral e espiritual mediante a graça e o poder de Cristo é prometida a todos. Jesus é a fonte de poder, a origem da vida” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 302, 303).

Perguntas para consideração

1. Qual é sua experiência com a promessa de que você foi justificado pela fé? Como essa promessa transformou sua vida? Como ela está ligada à ideia de que você também “ressuscitou com Cristo”?

2. O que significa para você ser “focado nas coisas do Céu”? Isso é mais importante do que fazer o bem na Terra? Como encontrar o equilíbrio entre ambos?

3. Embora normalmente consideremos nossa influência de forma individual, o que dizer sobre nossa influência coletiva por meio da igreja? Como sua igreja local impacta a comunidade ao redor?

4. Leia Colossenses 3:11. O que esse verso nos ensina sobre a unidade que devemos ter em Cristo?

Sexta-feira, 13 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Nova vida

Lições da Bíblia1

A preocupação de Paulo com a paz e a harmonia na igreja fica evidente nos últimos versos de Colossenses 3. Já exploramos a paz de Deus em mais detalhes (ver Lição 7). Diferente da “paz de Roma”, que era imposta externamente, a “paz de Cristo” deve ser o “árbitro” em nosso coração (Cl 3:15). Isso só acontece quando Cristo está no controle.

6. Leia Colossenses 3:16, 17. O que nos ajuda a deixar Cristo no controle da nossa vida? E qual é o papel da música nisso?

Colossenses 3:16, 17 (NAA)2: 16 Que a palavra de Cristo habite ricamente em vocês. Instruam e aconselhem-se mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão no coração. 17 E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

A linguagem aqui é bastante expressiva. Ela descreve que a palavra de Cristo habita em nós quando lemos a Bíblia com atenção, buscando ouvir e aprender da sabedoria de Deus. Embora o texto grego seja um pouco ambíguo, fica claro que a música desempenha um papel importante na instrução de Paulo: “Ensinem e aconselhem uns aos outros” (Cl 3:16, NVI).

Mas não se trata de qualquer tipo de música. Paulo usa uma terminologia bem específica tanto aqui quanto em Efésios 5:19: “Salmos, hinos e cânticos espirituais”. Embora não possamos ter certeza, parece haver uma distinção entre a coletânea já existente dos Salmos do AT e uma nova coleção de hinos cristãos que começava a surgir no NT. “Cânticos espirituais” pode ser um termo mais amplo para qualquer canção de louvor relacionada à vida espiritual ou à vida da igreja. As letras dessas músicas ensinam a verdade e orientam sobre como viver a nova vida cristã. Muitos hinos compostos ao longo dos séculos carregam mensagens poderosas de esperança e segurança, tão necessárias em um mundo que tantas vezes nos desencoraja.

A influência da música é muito forte. Quando Davi tocava harpa, Saul se acalmava (1Sm 16:23). Mas, quando Davi se tornou seu rival, a raiva e o ressentimento de Saul cresceram (1Sm 18:10, 11). Estudos clínicos mostram que músicas clássicas calmas ajudam a reduzir a ansiedade, melhorar a função cerebral, promover o relaxamento, aliviar a dor e até aumentar a socialização.

Quem nunca percebeu por si mesmo o impacto profundo que a música pode ter, seja para o bem ou para o mal, sobre nossas emoções e pensamentos? A música certa pode nos fortalecer espiritualmente.

Somos chamados a fazer tudo “em nome do Senhor Jesus” (Cl 3:17). Você pode dizer com sinceridade que age assim? Se não, o que precisa mudar? O que deve ser deixado para trás se não pode ser feito em nome do Senhor?

Quinta-feira, 12 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O caráter da nova vida

Lições da Bíblia1

Depois de descrever os maus hábitos e as características negativas que devem ser abandonados ao nos entregarmos a Cristo, Paulo destacou os aspectos positivos, como a passagem das trevas para a luz.

5. Leia Colossenses 3:12-14. Como Paulo descreve aqueles que creem em Jesus? De que maneira essa descrição está ligada às qualidades das quais devemos nos “revestir”?

Colossenses 3:12-14 (NAA)2: 12 Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revistam-se de profunda compaixão, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência. 13 Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros. 14 Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

Assim como Israel foi chamado por Deus para ser Seu povo especial e refletir Seu caráter, os que creem em Jesus são chamados de “eleitos de Deus” (Cl 3:12). No entanto, nem todos vivem à altura desse chamado. Como Jesus disse: “Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos” (Mt 22:14). Paulo também se refere aos eleitos com um significado semelhante (Rm 8:33; 2Tm 2:10). Assim como Israel, os cristãos são “santos” e “amados” por Deus (Dt 7:6-8). Esse privilégio traz consigo a responsabilidade de “proclamar as virtudes Daquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). A melhor forma de fazer isso é ter uma vida transformada.

As qualidades mencionadas por Paulo são um desafio: “Revistam-se de profunda compaixão, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente”; “acima de tudo isto, porém, esteja o amor” (Cl 3:12-14). Essas características só podem surgir de um coração unido a Cristo, pois refletem Seu caráter e tratamento. Devemos perdoar os outros “assim como o Senhor [nos] perdoou” (Cl 3:13). O amor é o “vínculo da perfeição” (Cl 3:14), pois é o amor de Deus por nós que nos une a Ele e nos capacita a amar verdadeiramente as pessoas ao nosso redor (1Jo 4:11, 12).

Essas qualidades impactam nossos relacionamentos de duas maneiras. Primeiro, demonstrar amor, misericórdia, bondade e perdão traz bênçãos tanto para nós quanto para os outros. É gratificante amar e ajudar as pessoas. Normalmente, elas retribuem essa atitude, e continuamos recebendo a misericórdia e o perdão de Deus (Mt 5:7; 6:14). Em segundo lugar, e mais importante, nossas atitudes glorificam a Deus e podem inspirar outras pessoas a crer e seguir a Cristo, pois demonstram o poder da graça divina. “Nenhuma influência que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 300).

Como você tem representado Jesus no modo como trata os outros, especialmente aqueles que não são gentis com você?

Quarta-feira, 11 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Renovados em conhecimento

Lições da Bíblia1

3. Leia Colossenses 3:6-11. Qual é o caminho para a renovação espiritual?

Colossenses 3:6-11 (NAA)2: 6 por causa destas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7 Vocês também andaram nessas mesmas coisas, no passado, quando viviam nelas. 8 Agora, porém, abandonem igualmente todas estas coisas: ira, indignação, maldade, blasfêmia, linguagem obscena no falar. 9 Não mintam uns aos outros, uma vez que vocês se despiram da velha natureza com as suas práticas 10 e se revestiram da nova natureza que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou. 11 Aqui não pode haver mais grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo e está em todos.

As palavras iniciais de Colossenses 3:8 marcam uma mudança decisiva da morte para a vida: “Agora, porém”. No grego, o termo “agora” é enfático. Agora que vocês ressuscitaram com Cristo e buscam as coisas do alto, sua vida deve ser muito diferente da anterior. Depois de terem mortificado “tudo o que pertence à natureza terrena […] agora, porém, abandonem igualmente todas estas coisas: ira, indignação, maldade, blasfêmia, linguagem obscena no falar” (Cl 3:5, 8).

Como visto anteriormente, tanto a ira quanto a indignação descrevem a justa reação de Deus e de Jesus ao pecado (Mc 3:5; Ap 6:16). No entanto, recebemos esta orientação: “Cada um esteja pronto para ouvir, mas seja tardio para falar e tardio para ficar irado. Porque a ira humana não produz a justiça de Deus” (Tg 1:19, 20). A maldade deseja o mal ao próximo. A blasfêmia é designada para difamar. Paulo também condena palavras abusivas e obscenas. Por fim, mentir é proibido (Lv 19:11, 12), “uma vez que vocês se despiram da velha natureza com as suas práticas” (Cl 3:9).

4. O que Paulo quis dizer com “velha natureza” em contraste com a “nova natureza”? Leia Romanos 6:6 e Efésios 4:22-24.

Romanos 6:6 (NAA)2: sabendo isto: que a nossa velha natureza foi crucificada com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado.

Efésios 4:22-24 (NAA)2: 22 Quanto à maneira antiga de viver, vocês foram instruídos a deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos, 23 a se deixar renovar no espírito do entendimento de vocês, 24 e a se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Os verbos que Paulo usa para descrever a transformação da velha para a nova natureza fazem alusão a vestimentas, como se alguém removesse roupas sujas e fosse revestido com novas vestes brancas (Zc 3:4). Da mesma forma, há uma distinção entre os antigos e novos pactos, caracterizados, respectivamente, pela letra da lei gravada externamente e pela lei escrita pelo Espírito no coração (2Co 3:4-18; Hb 8:8-10).

Essas metáforas ilustram a conversão e suas consequências, o que Paulo chama de “nova criatura” (2Co 5:17). Somos renovados “para o pleno conhecimento, segundo a imagem” de Cristo (Cl 3:10), que é a “imagem do Deus invisível” (Cl 1:15). O conhecimento de Cristo, por meio de Sua Palavra, nos transforma “de glória em glória, na Sua própria imagem” (2Co 3:18). Isso nos eleva acima de barreiras étnicas, geográficas e sociais (Cl 3:11), pois pertencemos a um Reino superior.

Terça-feira, 10 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Acabe com a mentalidade terrena

Lições da Bíblia1

É comum ouvir protestos como: “Chega de guerras!”, “Proteja as florestas!”, “Não às armas nucleares!”. Mas provavelmente nunca ouvimos algo como: “Acabe com a mentalidade terrena!” Esse tipo de ideia simplesmente não combina com a forma como o mundo pensa. Não que as outras causas não sejam importantes, mas são muito limitadas, especialmente diante da iminência da eternidade. Nosso foco precisa ser superior.

2. Leia Colossenses 3:5, 6; Romanos 6:1-7. Como podemos morrer para o eu e para as coisas terrenas e viver para as “coisas lá do alto” (Cl 3:1)?

Colossenses 3:1 (NAA)2: Portanto, se vocês foram ressuscitados juntamente com Cristo, busquem as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.

Colossenses 3:5, 6 (NAA)2: 5 Portanto, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e a avareza, que é idolatria; 6 por causa destas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Romanos 6:1-7 (NAA)2: 1 Que diremos, então? Continuaremos no pecado, para que a graça aumente ainda mais? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós, que já morremos para ele? 3 Ou será que vocês ignoram que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição, 6 sabendo isto: que a nossa velha natureza foi crucificada com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado. 7 Pois quem morreu está justificado do pecado.

Ainda que espiritualmente tenhamos morrido com Cristo, “tudo o que pertence à natureza terrena” – isto é, as tentações que o corpo e a mente nos apresentam – precisa ser eliminado. Há, porém, dois aspectos importantes a considerar em relação a essa ordem.

Primeiro: em Colossenses 3:1, a forma verbal grega que Paulo usa pressupõe que de fato fomos ressuscitados com Cristo. Segundo: a ordem em Colossenses 3:5 é uma consequência dessa realidade; portanto, só conseguimos abandonar as coisas terrenas (“imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e a avareza”) porque fomos ressuscitados com Cristo e recebemos Dele a vida espiritual e o poder para expulsar essas coisas da nossa mente e da nossa vida.

Outra ocorrência da expressão grega usada em Colossenses 3:6, “a ira de Deus”, está em Romanos 1:18. Deus “entregou” as pessoas aos seus próprios caminhos perversos (Rm 1:24, 26). Além disso, Sua ira “vem […] sobre os que vivem na desobediência” (Cl 3:6, NVI; ver Ap 6:16, 17 [e disseram aos montes e aos rochedos: — Caiam sobre nós e nos escondam da face daquele que está sentado no trono e da ira do Cordeiro! 17Porque chegou o grande Dia da ira deles, e quem poderá subsistir?]2). Paulo menciona “impiedade e injustiça” (Rm 1:18) e, usando a mesma palavra grega em ambas as passagens, associa “impureza” com aqueles que seguem os “desejos do coração deles, para desonrarem o seu corpo entre si” (Rm 1:24; Cl 3:5). E de que forma eles desonram o próprio corpo? Recusando reconhecer o Criador e se entregando a “paixões vergonhosas. Porque até as mulheres trocaram o modo natural das relações íntimas por outro, contrário à natureza. Da mesma forma, também os homens, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo indecência, homens com homens” (Rm 1:26, 27).

Paulo escreveu: “Façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena” (Cl 3:5). Como podemos obedecer a essa instrução?

Segunda-feira, 09 de março de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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