A mensagem de Elias

Lições da Bíblia1

2. Leia 1 Reis 18:19-39. O que essa história revela sobre a atuação dos profetas?

1 Reis 18:19-39 (NAA): 19 Agora ordene que todo o Israel venha se encontrar comigo no monte Carmelo. Convoque também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas da deusa Aserá que são sustentados por Jezabel. 20 Então Acabe enviou mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo. 21 Depois, Elias se aproximou de todo o povo e disse: — Até quando vocês ficarão pulando de um lado para outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no; se é Baal, sigam-no. Porém o povo não disse uma só palavra. 22 Então Elias disse ao povo: — Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens. 23 Tragam, agora, dois novilhos. Eles que escolham para si um dos novilhos e, cortando-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não ponham fogo. Eu prepararei o outro novilho e o porei sobre a lenha, mas não porei fogo. 24 Então eles invocarão o nome de seu deus, e eu invocarei o nome do Senhor. E há de ser que o deus que responder com fogo esse é que é Deus. E todo o povo respondeu: — É uma boa proposta! 25 Elias disse aos profetas de Baal: — Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, porque vocês são muitos. Depois, invoquem o nome do deus de vocês, mas não ponham fogo na lenha. 26 Pegaram o novilho que lhes foi trazido, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo: — Ó Baal, responde-nos! Porém não se ouviu nenhuma voz e não houve quem respondesse. E ficaram pulando ao redor do altar que tinham feito. 27 Ao meio-dia, Elias começou a zombar deles, dizendo: — Gritem mais alto, porque ele é deus! Pode ser que esteja meditando, atendendo a necessidades ou viajando. Talvez esteja dormindo e necessite que o acordem. 28 E eles clamavam em altas vozes e se cortavam com facas e com lanças, segundo o seu costume, até ficarem cobertos de sangue. 29 Passado o meio-dia, eles profetizaram, até a hora do sacrifício da tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma. 30 Então Elias disse a todo o povo: — Aproximem-se de mim. E todo o povo se aproximou dele. Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas. 31 Pegou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, a quem tinha vindo a palavra do Senhor, dizendo: “O seu nome será Israel.” 32 Com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor. Ao redor dele fez uma vala capaz de conter duas medidas de sementes 33 e então armou a lenha, cortou o novilho em pedaços e os pôs sobre a lenha. 34 Então disse: — Encham quatro cântaros com água e derramem sobre o holocausto e sobre a lenha. Disse ainda: — Façam isso outra vez. E eles o fizeram. Disse mais: — Façam isso pela terceira vez. E eles o fizeram pela terceira vez. 35 A água escorria do altar e enchia também a vala aberta. 36 Quando chegou a hora do sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou do altar e disse: — Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje se fique sabendo que tu és Deus em Israel, e que eu sou o teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. 37 Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que fizeste o coração deles voltar para ti. 38 Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras e a terra, e ainda lambeu a água que estava na vala. 39 Quando o povo viu isso, todos se prostraram com o rosto em terra e disseram: — O Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!

O chamado de Elias e sua maneira de falar refletiam seu papel como mensageiro de Deus. Para deter a apostasia em Israel, o Senhor enviou o profeta ao rei Acabe para anunciar um período de seca que duraria vários anos. Deus usou essa aflição para afastar Seu povo da idolatria e reconduzi-lo à obediência. Porém, o rei e a nação culparam Elias por seus infortúnios e buscaram sua morte.

No monte Carmelo, Elias enfrentou os profetas de Baal e de Aserá. O mensageiro de Deus fez um apelo cheio do Espírito a Israel, chamando a nação idólatra a rejeitar os falsos deuses e voltar-se ao Senhor. O povo sabia que suas escolhas o haviam conduzido à apostasia nacional. Agora estavam dispostos a se apegar novamente ao Deus de Elias, que Se mostrara superior aos falsos deuses – que, na realidade, nem sequer existiam.

Pouco antes da segunda vinda de Cristo, Deus ordena à Sua igreja que proclame novamente a mensagem de Elias, conclamando as pessoas a abandonarem seus “ídolos” e a se prepararem para estar em pé no grande Dia do Senhor. Deus continua Se comunicando com Seu povo por meio dos instrumentos que Ele mesmo escolheu. Sua Palavra e o dom de profecia oferecem advertência, correção, orientação e encorajamento.

“Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós: essa é a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades! Buscá-lo deve ser nossa primeira ocupação. Deve haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a concedê-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2022], v. 1, p. 103).

3. Leia Malaquias 4:5, 6. Como a mensagem de Elias impacta os lares dos servos de Deus?

Malaquias 4:5, 6 (NAA)2: 5 — Eis que eu lhes enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor. 6 Ele converterá o coração dos pais aos seus filhos e o coração dos filhos aos seus pais, para que eu não venha e castigue a terra com maldição.

O verdadeiro reavivamento começa no coração e no lar. A família é a base da igreja e um elemento indispensável na construção da comunidade. Quando há reavivamento no lar, um amor de origem celestial se espalha para a igreja, para a comunidade e para a nação. Esse é o propósito de Deus para o lar cristão e a motivação para cumprir a missão.

Que tipos de ídolos podem estar presentes hoje nos lares, nas igrejas e em nosso coração?

Segunda-feira 05 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Abraão, guardião da aliança

Lições da Bíblia1

Desde Gêneses até o Apocalipse, Deus tem mantido um remanescente fiel, que responde ao Seu chamado para a obediência como resposta à Sua graça (Veja Jr 31:7, 31-34). Anos depois da dispersão em Babel, o Senhor escolheu Abrão (mais tarde, Abraão) para ser um exemplo de fé – não apenas para sua família, mas para todas as gerações futuras. Cercado por apostasia e relativismo moral, Abrão se mostrou fiel ao chamado divino (veja Gn 12:1-9).

Deus comunicou a Abraão os termos da aliança e lhe mostrou como a salvação da humanidade seria realizada por meio do sacrifício de Cristo (Gn 15:6-17). Para testar a fé do patriarca e ilustrar o futuro sacrifício do Filho de Deus, o Senhor pediu que ele oferecesse Isaque, seu filho, em sacrifício (Gn 22:1-17). Que prova angustiante para o “pai da fé”! Mesmo assim, obedeceu fielmente. No momento decisivo, Deus impediu que ele matasse Isaque e providenciou um carneiro para ser oferecido em seu lugar.

Nem todos os profetas foram chamados por Deus para anunciar juízos iminentes. Todos, porém, foram chamados a reconduzir o povo à fidelidade; por vezes, advertindo contra a apostasia, contra a opressão dos pobres e necessitados e contra a violação da aliança.

Acima de tudo, os profetas tinham a missão de anunciar a promessa da salvação no Messias. O testemunho permanente dos profetas bíblicos – e a atuação do Espírito Santo após o período apostólico – nos conclama a advertir o mundo a respeito da crise final que se aproxima. No centro dessa advertência, estão as boas-novas da redenção oferecida ao povo fiel de Cristo, aqueles que permanecem em relacionamento de aliança com Ele (Ap 12:17).

1. Leia Gênesis 15:6; Gálatas 3:6-9; e Hebreus 11:8. Que aspectos da vida e do caráter de Abraão o qualificaram para o serviço de Deus, embora, naturalmente, ele tivesse falhas?

Gênesis 15:6 (NAA)2: Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi atribuído para justiça.

Gálatas 3:6-9 (NAA)2: 6 É o caso de Abraão, que “creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça”. 7 Saibam, portanto, que os que têm fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria os gentios pela fé, preanunciou o evangelho a Abraão, dizendo: “Em você serão abençoados todos os povos.” 9 De modo que os que têm fé são abençoados com o crente Abraão.

Hebreus 11:8 (NAA)2: Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia.

Existem inúmeros paralelos entre a época de Abraão e a nossa. Assim como o paganismo e a idolatria predominavam naquele tempo, hoje também diversas ideologias procuram eliminar ou marginalizar o cristianismo. Em contraste com a cultura prevalecente, o povo de Deus é chamado a refletir fielmente Seu caráter na vida cotidiana, inclusive na proclamação das três mensagens angélicas (Ap 14:6-12).

“Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi atribuído para justiça” (Gn 15:6). Como esse texto revela a promessa do evangelho? Que esperança você encontra nessa declaração?

Domingo, 04 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O chamado de um profeta

Lições da Bíblia1

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: ‘A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?’ Eu respondi: ‘Eis-me aqui, envia-me a mim’” (Is 6:8).

Leituras da semana: Gn 15:6; Gl 3:6-9; 1Rs 18:19-39; Is 53:1-12; Dn 2:46-48; Mc 1:2-5; Mt 11:1-6

Nos tempos bíblicos, os profetas muitas vezes desempenhavam papéis decisivos na história do povo de Deus. Em alguns momentos, eles estiveram em destaque, ocupando posições influentes na vida da comunidade. No entanto, ser profeta era um chamado difícil. Sua vida, em geral, não era fácil, mas marcada por tristeza, rejeição, incompreensão e frustração. Com frequência, os profetas de Deus não aceitavam de imediato o chamado para o ministério profético – e não é difícil entender o motivo. Muitos foram duramente combatidos justamente por aqueles que deveriam acolher sua mensagem. Os profetas de Deus foram ignorados, ridicularizados, maltratados, presos, apedrejados, perseguidos e até martirizados.

Hoje, em meio à violência, ganância, imoralidade, exploração e a todo tipo de influência satânica, a voz profética é frequentemente rejeitada ou ignorada. Somos chamados a ouvir a voz dos profetas de Deus e a ser mensageiros da esperança que nos foi confiada por meio deles.

Nesta semana, examinaremos alguns momentos decisivos da história em que o Senhor chamou profetas para realinhar Seu povo com Suas mensagens para um mundo decaído.

Sábado, 03 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O Criador fala (Estudo adicional) – Ellen White

Lições da Bíblia1

A comunicação de Deus não se limitou aos tempos bíblicos. Ele continua falando aos seres humanos, e Suas palavras ainda se manifestam em nosso tempo, até a volta de Cristo.

Ellen Gould Harmon e sua irmã gêmea, Elizabeth, nasceram em 26 de novembro de 1827, em Gorham, Maine, nos Estados Unidos. Eram as caçulas entre oito filhos de Eunice e Robert Harmon. Alguns anos depois, a família se mudou para Portland, Maine. Aos 9 anos, Ellen sofreu um trauma que a afetou física, emocional e socialmente. Em um parque perto de casa, uma colega de escola, em um acesso de raiva, atirou uma pedra que atingiu seu rosto e a deixou semiconsciente por várias semanas. Esse acidente interrompeu abruptamente sua educação formal e trouxe desafios de saúde que a acompanhariam por toda a vida, além de afetar sua autoestima e o convívio social.

Nesse contexto de dor e incerteza, a jovem Ellen passou a pensar em seu destino eterno. Ela tinha medo de Deus e se sentia indigna do Céu. Esses temores se intensificaram quando a família Harmon aceitou a mensagem milerita da breve volta de Jesus. Mesmo depois de seu batismo por imersão na Igreja Metodista, em 1842, Ellen ainda não se sentia digna do amor de Deus e acreditava que estava “perdida para sempre” (Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 1, p. 25; veja também p. 17-34).

Ellen teve dois sonhos que começaram a mudar sua visão sobre Deus. Mas foi apenas quando conheceu Levi Stockman, um pastor metodista, que ela compreendeu e experimentou de fato o amor e a graça divinos. Mais tarde, ela escreveu: “A fé tomou posse de meu coração. Experimentei um inexprimível amor por Deus, e tinha o testemunho de Seu Espírito de que meus pecados estavam perdoados. Minhas opiniões a respeito do Pai estavam mudadas. Considerava-O agora um Pai bondoso e afetuoso, em vez de um tirano severo que forçava as pessoas a uma obediência cega. Meu coração se deixava conduzir a Ele em amor profundo e fervoroso” (Vida e Ensinos [CPB, 2024], p. 23). Ao compreender a doutrina bíblica do estado dos mortos, Ellen entendeu gradualmente que não existe um inferno eterno. Sua nova compreensão do caráter de Deus e de Seu amor foi transformadora. Ellen White passou a amar profundamente a Jesus e O serviu por toda a vida.

Sexta-feira 02 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Porta-vozes de Deus

Lições da Bíblia1

5. O que os textos a seguir revelam sobre a maneira como Deus tem falado à humanidade depois da entrada do pecado? Hb 1:1, 2; Rm 1:19, 20; Nm 12:6; 2Tm 3:16, 17; Jo 14:7-9; 10:27-30

Hb 1:1, 2 (NAA)2: 1 Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo.

Rm 1:19, 20 (NAA)2: 19 Pois o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez. Por isso, os seres humanos são indesculpáveis.

Nm 12:6 (NAA)2: Então o Senhor disse: — Ouçam, agora, as minhas palavras: se entre vocês há um profeta, eu, o Senhor, em visão me faço conhecer a ele ou falo com ele em sonhos.

2Tm 3:16, 17 (NAA)2: 16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

Jo 14:7-9 (NAA)2: 7 Se vocês me conheceram, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e têm visto. 8 Filipe disse a Jesus: — Senhor, mostre-nos o Pai, e isso nos basta. 9 Jesus respondeu: — Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem vê a mim vê o Pai. Como é que você diz: “Mostre-nos o Pai”?

Jo 10:27-30 (NAA)2: 27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo, e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. 30 Eu e o Pai somos um.

Apesar do pecado, Deus encontrou muitas formas de Se comunicar com os seres humanos decaídos. Uma delas é a criação. A natureza revela de modo poderoso as obras maravilhosas de Deus. Cientistas se impressionam com as maravilhas do Universo e com a complexidade até mesmo das formas de vida mais “simples”. Ao mesmo tempo, a própria natureza expõe as consequências da queda, sendo a morte de todos os seres vivos o lembrete mais contundente.

Outra forma pela qual Deus tem falado à humanidade é por meio dos profetas – pessoas que Ele escolheu como porta-vozes. O Senhor falou, por exemplo, com Noé, Abraão, Moisés e Daniel, revelando Sua vontade para o Seu povo. Em essência, as mensagens proféticas de Deus reafirmam, vez após vez, que Ele não Se esqueceu de Seus filhos e continua ao lado deles. E, embora muitos profetas tenham deixado textos que chegaram até nós como parte das Escrituras, nem todos escreveram livros da Bíblia.

Mesmo assim, muitas palavras dos profetas foram preservadas nas Escrituras (2Tm 3:16, 17). A Bíblia é uma revelação do próprio Deus. Por meio de Suas palavras, aprendemos quem Ele é, sentimos Seu amor incansável e descobrimos Sua orientação sobre como devemos viver.

Além disso, é por meio da Bíblia que compreendemos quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Nela encontramos o propósito de Deus para nossa vida.

No entanto, a forma mais eficaz pela qual Deus nos falou foi por meio de Jesus Cristo, que, naturalmente, nos é revelado nas Escrituras. Assim como Deus buscou Adão e Eva no jardim do Éden, Cristo “veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). Ele declarou: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). Por Sua vida, morte e ressurreição, Cristo cumpriu a promessa feita a Adão e Eva no Éden. Ele veio e morreu em nosso lugar para que, por meio Dele, tenhamos a vida eterna.

Depois da ascensão de Jesus ao Céu, o Espírito Santo continua a nos guiar “em toda a verdade” e a nos falar sobre as “coisas que estão para acontecer” (Jo 16:13).

Quanto consolo você encontra ao saber que Jesus – Seu amor, Seu caráter e Seu sacrifício – revela quem o Pai realmente é?

Quinta-feira 01 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Expulsos do jardim

Lições da Bíblia1

Uma das consequências mais devastadoras do pecado foi a separação entre Deus e a humanidade. Adão e Eva foram expulsos do Éden e já não podiam falar com o Senhor face a face. O profeta Isaías descreveu essa condição radical: “Mas as iniquidades de vocês fazem separação entre vocês e o seu Deus; e os pecados que vocês cometem O levam a esconder o Seu rosto de vocês” (Is 59:2).

De fato, Adão e Eva continuavam sendo filhos de Deus; porém, as consequências do pecado não puderam ser evitadas, e eles tiveram que deixar o Éden – nada seria como antes.

4. Leia Êxodo 19:16-22. Como o pecado alterou nossa comunicação com Deus?

Êxodo 19:16-22 (NAA)2: 16 Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos, uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial tremeu de medo. 17 E Moisés levou o povo para fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia com violência. 19 E o som da trombeta ia aumentando cada vez mais. Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão. 20 O Senhor desceu sobre o monte Sinai, sobre o alto do monte. O Senhor chamou Moisés para o alto do monte e Moisés foi até lá. 21 E o Senhor disse a Moisés: — Desça e avise ao povo que não ultrapasse o limite até o Senhor para vê-lo, para evitar que muitos deles sejam mortos. 22 Também os sacerdotes, que se aproximam do Senhor, devem se consagrar, para que o Senhor não se volte contra eles.

O pecado transformou a vida humana de inúmeras maneiras (veja Gn 3:14-24), em aspectos que nem conseguimos imaginar, pois tudo o que conhecemos é um mundo de pecado. Por causa da queda, a terra foi amaldiçoada e produziria “espinhos e ervas daninhas”. Os seres humanos agora vivenciariam a dor, trabalhariam arduamente para obter o sustento, até que, por fim, morressem e voltassem ao pó – a morte é a mais contundente lembrança do pecado.

Ainda assim, Adão e Eva receberam a promessa de uma solução para enfrentar os danos do pecado. Embora nossos primeiros pais já não pudessem ver Deus nem falar com Ele diretamente, deixaram o Éden com esperança, para o presente e para o futuro. Deus tomou a iniciativa e lhes revelou Seu plano de resgate.

Gênesis 3:15, chamado de “primeira promessa do evangelho”, estava carregado de esperança para eles (e ainda está para nós), apesar do que havia acontecido. A promessa de um Redentor vindouro traria inimizade contra o pecado e ofereceria à humanidade uma esperança de salvação. Na verdade, o fato de Deus ter provido vestes para Adão e Eva antes de saírem do jardim foi um ato simbólico, que apontava para a redenção futura. Por meio da morte e ressurreição de Jesus, a comunhão com Deus seria restaurada (Jo 14:1-3).

Ali mesmo no Éden, logo após a entrada do pecado, a humanidade recebeu a esperança e a promessa de que o problema do pecado seria definitivamente resolvido. Desde o momento em que houve pecado, houve também a promessa de um Salvador.

O que você sentiu ao errar? Culpa? Vergonha? Desprezo próprio? Quais foram as consequências? De que maneira sua fé em Deus e na promessa do evangelho o impediram de desistir?

Quarta-feira 30 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus busca a humanidade

Lições da Bíblia1

Gênesis 3:9 e 10 mostra que Deus tomou a iniciativa de buscar Seus filhos decaídos. A pergunta “Onde você está?” (Gn 3:9) foi retórica, pois Deus sabia o que Adão e Eva tinham feito e onde estavam. Ainda assim, o pecado interrompeu a comunicação habitual que existia entre Ele e o primeiro casal. A preocupação imediata de Deus foi restaurar o diálogo com Seus filhos, encontrar-Se com eles e lhes dar esperança em meio ao desespero. De fato, o verbo hebraico qara, “chamar”, em Gênesis 3:9, é usado com frequência para descrever o chamado de Deus a fim de estabelecer comunicação com Seu povo.

3. Leia Lucas 15:11-32. De que maneira essa parábola reflete o que aconteceu em Gênesis 3:9, 10?

Lucas 15:11-32 (NAA)2: 11 Jesus continuou: — Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles. 13 — Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada. 14 — Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos. 16 Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! 18 Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; 19 já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’” 20 E, arrumando-se, foi para o seu pai. — Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. 21 E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.” 22 O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. 23 Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar. 25 — Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. 27 E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” 28 — O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar. 29 Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. 30 Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!” 31 — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”

Gênesis 3:9, 10 (NAA)2: 9 E o Senhor Deus chamou o homem e lhe perguntou: — Onde você está? 10 Ele respondeu: — Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

A atitude de Deus ao buscar Adão e Eva revela o amor incondicional por Seus filhos. O Senhor nunca desiste de nós (veja Lc 15:1-32). Ele vai muito longe para restabelecer comunhão conosco, mesmo quando tentamos nos esconder. Antes da crucifixão, quando Pedro negou Jesus três vezes, Cristo “voltou-Se e fixou os olhos” nele (Lc 22:61). Mesmo sem dizer uma palavra, Ele Se comunicou com Pedro e procurou alcançar Seu amigo que havia falhado.

Perceba como o pecado abalou repentinamente o relacionamento entre Adão e Eva (Gn 3:11-13). Em vez de confessar seu pecado individual, começaram a culpar outros. Adão culpou Eva e, indiretamente, o próprio Deus, pois foi Ele quem lhe dera a esposa: “A mulher que me deste para estar comigo, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3:12). Eva, por sua vez, culpou a serpente: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gn 3:13). Nenhum dos dois, pelo menos naquele primeiro momento, assumiu a própria culpa. Quão pouco mudou em 6 mil anos!

A verdade é que o pecado afetou todos os seres humanos. O apóstolo Paulo descreve muito bem nossa condição em Romanos 7:15 a 24, ao falar da angústia de desejar fazer o que é certo e, ainda assim, perceber que faz o contrário: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7:15). Quem não se identifica com isso? O que Paulo escreveu é profundo. Somos criaturas marcadas pela queda, que continuam fazendo aquilo que sabem que não deveriam fazer.

Nossa única esperança, afirma Paulo, é a libertação “por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 7:25). É por isso que Deus continua a nos buscar: para nos conduzir a Jesus, o único que pode nos moldar à Sua imagem e nos  salvar das consequências destruidoras do pecado.

Terça-feira 29 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Escondendo-se de Deus

Lições da Bíblia1

Deus é amor (1Jo 4:8) e não criou seres humanos como “robôs”, pois o amor envolve escolha. Adão e Eva precisavam ser criados livres; caso contrário, eles não poderiam amar de verdade.

Assim, Adão e Eva tinham liberdade para obedecer ou desobedecer ao Criador. A realidade dessa liberdade de escolha aparece na ordem para que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal (veja Gn 2:15-17). Por que Deus os advertiria contra comer daquela árvore se eles não tivessem liberdade para desobedecer?

“Nossos primeiros pais, embora criados inocentes e santos, não foram colocados fora da possibilidade de praticar o mal. Deus os fez como seres morais livres, capazes de reconhecer a sabedoria e benignidade  de Seu caráter e a justiça de Suas ordens, e com ampla liberdade de prestar obediência ou recusá-la. Deviam desfrutar comunhão com Deus e com os santos anjos […]. Sem liberdade de opção, sua obediência não teria sido voluntária, mas forçada” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 24, 25).

2. Por que Adão e Eva tentaram se esconder do Criador depois de desobedecer-Lhe? Gn 3:1-8 (compare com Jr 23:24; Hb 4:13)

Gn 3:1-8 (NAA)2: 1 Mas a serpente, mais astuta que todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: — É verdade que Deus disse: “Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim”? 2 A mulher respondeu à serpente: — Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Vocês não devem comer dele, nem tocar nele, para que não venham a morrer.” 4 Então a serpente disse à mulher: — É certo que vocês não morrerão. 5 Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerem, os olhos de vocês se abrirão e, como Deus, vocês serão conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também ao marido, e ele comeu. 7 Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Ao ouvirem a voz do Senhor Deus, que andava no jardim quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher se esconderam da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.

Jr 23:24 (NAA)2: Pode alguém se ocultar em esconderijos, de modo que eu não o veja? — diz o Senhor. Não encho eu os céus e a terra? — diz o Senhor.

Hb 4:13 (NAA)2: E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas

Gênesis 3 descreve a queda de Adão e Eva. Depois do diálogo entre a serpente (Satanás) e Eva, nossos primeiros pais foram tentados a comer da árvore proibida. O tentador usou o poder das palavras, das emoções e de seduções aprazíveis para convencer Eva – e, por meio dela, Adão – a ir contra a ordem de Deus. Ela percebeu que a árvore era “boa para se comer”, “agradável aos olhos” e “desejável para dar entendimento” (Gn 3:6). A promessa de Satanás de que seriam “como Deus, conhecedores do bem e do mal” soou irresistível (Gn 3:5, NVI).

O discurso enganoso de Satanás ocultou do primeiro casal as consequências da sua desobediência. Quando desobedeceram, seus olhos imediatamente “se abriram”, e perceberam que “estavam nus” (Gn 3:7). O “manto” de Deus, de luz e glória (Sl 104:1, 2), que refletia a “imagem” divina, havia desaparecido. Não é de admirar que Adão e Eva tenham se escondido do Criador – como se fosse realmente possível esconder-se de Deus. O pecado nos enche de culpa e, tomados por esse sentimento, desejamos fugir da presença do Senhor.

Qual tem sido sua experiência com a vergonha e a tentativa de se esconder de Deus após pecar?

Segunda-feira 28 de setembro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.