Fazendo o impensável – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Cristo levou nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro. […] Que seria do pecado, uma vez que nenhum ser finito podia fazer expiação? Qual seria sua maldição, se só a Divindade a podia dissipar? A cruz de Cristo testifica a todo homem de que a pena do pecado é a morte. […] Oh! tem que haver algum fascinante poder que prende as sensibilidades morais, adormecendo-as quanto às impressões do Espírito de Deus!” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, p. 44).

“A lei do governo de Deus devia ser engrandecida pela morte do unigênito Filho de Deus. Cristo arcou com a culpa dos pecados do mundo. Nossa suficiência só se encontra na encarnação e na morte do Filho de Deus. Ele pôde sofrer, porque foi sustentado pela Divindade. Ele pôde suportar, porque era sem uma mancha de deslealdade ou pecado. Cristo triunfou em favor do homem, ao assim suportar a justiça da punição. Ele assegurou aos homens a vida eterna, exaltando a lei e fazendo-a gloriosa” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 302).

Perguntas para consideração

1. Isaías 53:7-9 desce às profundezas do abismo, pois retrata a morte e a sepultura do Servo. Quais aspectos desses versos se cumpriram no fim da vida de Jesus? (Mt 26:57–27:60; Mc 14:53–15:46; Lc 22:54–23:53; Jo 18:12–19:42).

Isaías 53:7-9 (ARA)2: “7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.”

2. A última citação acima afirma que a morte de Cristo exaltou a lei. O que Ellen White quis dizer com isso? Como entendemos Sua morte como prova da perpetuidade da lei?

Sexta-feira, 05 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quem creu? (Is 52:13–53:12)

Lições da Bíblia1

Em Isaías 52:13, o Servo de Deus é grandemente exaltado; porém, de repente, o verso seguinte descreve Sua aparência como tão desfigurada que Ele não podia ser reconhecido como um dos “filhos dos homens”. O Novo Testamento descreve os fatores que fizeram com que a aparência de Jesus ficasse desfigurada, incluindo açoitamento, a coroa de espinhos, a crucifixão, mas, acima de tudo, o fato de Ele ter carregado os pecados da humanidade. O plano nunca foi que o pecado fosse natural para o ser humano; o ato de carregá-lo fez com que o “Filho do Homem” tivesse uma aparência sub-humana.

Compare isso com a história de Jó, que subitamente despencou de uma posição de grande riqueza, honra e poder a um miserável e infeliz lugar entre as cinzas no chão, raspando suas feridas dolorosas com um caco (Jó 1; 2). O contraste foi tão grande que nem os amigos de Jó o reconheceram a princípio (Jó 2:12). A pergunta é: por que Jó sofreu? Por que o Messias de Deus deveria sofrer? Nenhum deles merecia isso. Ambos eram inocentes. Por que, então, o sofrimento?

3. Leia Isaías 52:13–53:12 e anote as partes em que aparece o tema do sofrimento do inocente pelos culpados. Qual é a mensagem essencial para nós nessa passagem?

Isaías 52:13–53:12 (ARA)2: “13 Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime. 14 Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), 15 assim causará admiração às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram entenderão. 53 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Examine as perguntas em Isaías 53:1. Essas perguntas enfatizam o desafio de crer no inacreditável (compare com Jo 12:37-41 [“37 E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele, 38 para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 39 Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: 40 Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados. 41 Isto disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito.”]) e nos advertem a aguardar o restante da história. Mas as perguntas também sugerem um apelo. Nesse contexto, o paralelo entre as duas perguntas sugere que o braço ou o poder de salvação do Senhor (compare com Is 52:10 [“O Senhor desnudou o seu santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.”]) é revelado àqueles que creem no relato. Você deseja experimentar o poder salvífico de Deus? Então creia no relato.

4. Leia atentamente Isaías 53:6. Qual é a mensagem específica desse ­texto? Como essas palavras podem lhe dar esperança, apesar de seus pecados e falhas do passado, de modo que você possa levar esperança a outras pessoas?

Isaías 53:6 (ARA)2: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

Terça-feira, 02 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, nosso sacrifício

Lições da Bíblia

“Talvez o principal tema da Bíblia seja a obra de Deus em salvar a humanidade. Desde a queda de Adão e Eva, em Gênesis, até a queda de Babilônia em Apocalipse, as Escrituras, de uma ou de outra maneira, revelam a obra de ‘buscar e salvar o perdido’ (Lc 19:10). Esse tema também é revelado nas cartas de Pedro.”

“1. Leia 1 Pedro 1:18, 19 e Colossenses 1:13, 14. O que significa ser redimido? Qual é a relação entre o sangue e a redenção? Assinale a alternativa correta:”1

“18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Pedro 1:18-19 ARA)2. “13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” (Colossenses 1:13-14 ARA).

  1. ( ) Ser resgatado do reino das trevas para o reino da luz pelos méritos de Jesus. O preço da redenção foi pago com sangue.
    B. (   ) Ser resgatado do controle da natureza pecaminosa e ser santificado. A redenção só é possível com derramamento de sangue.
    C. (   ) As duas alternativas anteriores estão corretas.

Resposta sugestiva: Alternativa C.

“Em 1 Pedro 1:18, 19 há uma descrição da importância da morte de Jesus: ‘Vocês […] foram redimidos […] pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito’ (NVI). Existem duas ideias fundamentais nessas palavras: redenção e sacrifício de animais.”1

“A palavra redenção foi empregada na Bíblia em diversos contextos. Por exemplo, o primeiro jumentinho que nascesse (que não poderia ser sacrificado) e o filho primogênito (Êx 34:19, 20) eram redimidos pelo sacrifício de um cordeiro substituto. Era possível usar dinheiro para comprar de volta (redimir/resgatar) itens que haviam sido vendidos por causa da pobreza (Lv 25:25, 26). E o mais importante, um escravo podia ser redimido (Lv 25:47-49). Primeiramente, Pedro revelou aos seus leitores que o custo para redimi-los de seu ‘fútil procedimento’ que seus pais os haviam legado (1Pe 1:18) foi nada menos do que o ‘precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo’ (1Pe 1:19). A imagem do cordeiro evidentemente evoca o conceito do sacrifício animal.”1

“Portanto, Pedro comparou a morte de Cristo à de um animal sacrificado no Antigo Testamento. O pecador trazia para o santuário uma ovelha sem defeito. Em seguida, colocava as mãos sobre ela (Lv 4:32, 33). O animal então era abatido e parte de seu sangue era espalhado sobre o altar. O sacerdote derramava o restante do sangue na base do altar (Lv 4:34). A morte do animal sacrificial provia a ‘expiação’ por aquele que oferecia o sacrifício (Lv 4:35). Com isso, Pedro estava dizendo que Jesus morreu em nosso lugar e que Sua morte nos libertou da velha vida e da condenação que, de outra maneira, recairia sobre nós.”1

“Nossa esperança está no Substituto que morreu em nosso lugar. O que isso ensina sobre nossa dependência de Deus?”1

Domingo, 14 de maio de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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MCLVER, Robert K. Apascenta as Minhas ovelhas: 1 e 2 Pedro. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 488, Abr. Mai. Jun. 2017. Adulto, Professor.
 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Persistem na oração, sacrificam-se na doação

Lições da Bíblia

“Lucas mostra como Jesus Se voltou para duas viúvas a fim de ensinar importantes lições espirituais.”1

“1 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: 2 Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. 3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. 4 Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; 5 todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. 6 Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. 7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? 8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:1-8 ARA)2.

“No primeiro caso (Lc 18:1-8), Jesus Se compadeceu de uma pobre e indefesa viúva que estava tendo sérios problemas em sua luta por justiça com um juiz injusto e poderoso. Ela havia sido vítima de injustiça e fraude, mas acreditava na regra da lei e na justiça. O juiz, porém, não se importava com Deus nem com as pessoas; portanto, não estava interessado em ajudar a viúva. Cuidar das viúvas é um requisito bíblico (Êx 22:22-24; Sl 68:5; Is 1:17), mas o juiz tinha prazer em ignorar a lei. Contudo, a viúva tinha uma arma: a perseverança, e com essa arma ela conseguiu que o juiz se cansasse e lhe fizesse justiça.”1

“A parábola ensina três importantes lições: (1) orar sempre e nunca desanimar (Lc 18:1), (2) a oração muda as coisas – até mesmo o coração de um juiz mau, e (3) a fé persistente vence. A verdadeira fé tem um conselho eterno para todo cristão: nunca desista, mesmo que isso signifique ter que esperar pela vindicação somente no fim, quando ‘o Filho do Homem vier’ (v. 8).”1

“No segundo caso (Lc 21:1-4; Mc 12:41-44), Jesus tinha acabado de denunciar a hipocrisia e o fingimento religioso dos escribas e dos líderes do templo, quando lhes mostrou um flagrante contraste: uma viúva pobre que revelava a natureza da genuína religião.”1

“Jesus descreveu alguns dos líderes religiosos como aqueles que ‘devoram as casas das viúvas’ (Lc 20:47) e que infringem a ordem bíblica para que se cuide das viúvas e dos pobres. Como ocorre hoje em dia, muitos levavam donativos apenas para parecer piedosos; e, pior ainda: o que doavam era do que lhes sobrava. Suas doações na realidade não envolviam sacrifício pessoal. Em contraste com isso, Jesus pediu que Seus discípulos olhassem para a viúva como modelo da verdadeira religião, pois ela deu tudo o que tinha. A motivação do primeiro grupo era a exibição; a motivação da viúva era o sacrifício, bem como a glória de Deus. A força que impeliu a viúva a doar suas duas moedinhas foi o reconhecimento de que Deus era o dono de tudo o que ela possuía e a disposição de servi-Lo com tudo o que tinha. O que conta aos olhos do Criador, que tudo vê, não é o que doamos, mas por que doamos; não quanto damos, mas qual é a medida de nosso sacrifício.”1

“O que, como e quanto você está disposto a sacrificar para a causa de Deus e pelo bem de outros?”

Quinta-feira, 07 de maio de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O evangelho de Lucas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 480, Abr. Mai. Jun. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O único sacrifício

Lições da Bíblia.

“Como vimos, um propósito essencial do ritual do santuário terrestre era revelar, por meio de símbolos, tipos, e profecias em miniatura, a morte e ministério sumo sacerdotal de Jesus. O pecado é algo terrível demais para ser resolvido meramente com a morte de animais (por mais tristes e infelizes que essas mortes tenham sido). Em vez disso, todo aquele sangue derramado devia apontar para a única solução para o pecado, a morte do próprio Jesus. O pecado é, na verdade, tão perverso que foi necessária a morte dAquele que era igual a Deus (Fp 2:6), a fim de expiar o pecado.”

“5. Leia Hebreus 10:1-14. Como essa passagem contrasta a função e obra do ritual do santuário terrestre com a morte e ministério sumo sacerdotal de Jesus?” “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. (Hebreus 10:1-14 RA). “Ao contrário da ineficácia do sangue de touros e bodes, unicamente a morte de Cristo poderia ser o sacrifício perfeito para expiar os pecados de toda a humanidade.”

“Muitas verdades cruciais ressoam desse texto. Umas das mais importantes é que a morte de todos aqueles animais não foi suficiente para resolver o problema do pecado: ‘É impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados’ (Hb 10:4). Eles apenas apontavam para a solução, mas não eram a solução. A solução era Jesus, Sua morte e Seu ministério no santuário celestial em nosso favor.”

“Observe outro ponto crucial nesse texto: a suficiência total da morte de Cristo. Embora os sacrifícios de animais tivessem que ser repetidos muitas vezes, dia após dia, ano após ano, o sacrifício único de Jesus foi suficiente (afinal, considere quem foi sacrificado!) para expiar os pecados de toda a humanidade. Deus revelou poderosamente essa verdade fundamental quando o véu interior do santuário terrestre foi rasgado de modo sobrenatural, após a morte de Jesus (Mt 27:51).”

“Considere os danos, a dor, a perda, o medo e o desespero causados pelo pecado. Como podemos aprender no dia a dia, momento a momento, a nos apegarmos a Jesus como única solução para o problema do pecado em nossa vida?”

Quinta-feira, 21 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cristo, nosso sacrifício – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia em SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 7A, Apêndice C, p. 661-680: "The Atonement, Part I – Atoning Sacrifice" [A Expiação, Parte I – Sacrifício Expiatório].”

“O que Martinho Lutero frequentemente chamava de ‘troca maravilhosa’ ou ‘troca feliz’ da justiça de Cristo pelo pecado humano, Ellen G. White descreveu na seguinte declaração clássica: ’Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. ‘Pelas Suas pisaduras fomos sarados’" (Is 53:5; O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

"Nada menos que a morte de Cristo podia tornar eficaz Seu amor por nós. É unicamente por causa de Sua morte, que podemos esperar com alegria Sua segunda vinda. Seu sacrifício é o centro de nossa esperança. Nele nos cumpre fixar nossa fé" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 660).

Perguntas para reflexão

“1. Alguns não gostam da ideia de Jesus como nosso sacrifício. Pensam que isso faz com que Deus pareça sanguinário ou vingativo, como os deuses pagãos (Alguns argumentam que a linguagem bíblica do sangue e sacrifício é simplesmente um reflexo desses conceitos pagãos). O que está errado com essa percepção? Como os conceitos de morte, sacrifício e sangue nos mostram a gravidade e as consequências do pecado? A compreensão do custo do pecado nos ajuda a buscar o poder de Deus a fim de afastar o pecado de nossa vida?”

“2. Ao pensar na morte substitutiva de Cristo, e o que Ele realizou por nós mediante essa morte, somos protegidos da armadilha da salvação pelas obras. O que nossas obras acrescentam ao que Cristo fez por nós ao morrer em nosso lugar?”

“3. Ellen G. White disse que seria bom passarmos uma hora a cada dia refletindo sobre a vida de Jesus, especialmente as cenas finais. Como tal exercício fortalece nosso relacionamento com Cristo, aumentando nossa apreciação pelo que Ele fez?”

Sexta-feira, 15 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Sacrifício imaculado

Lições da Bíblia.

“5. Quais critérios um animal oferecido em sacrifício precisava cumprir?” “O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;” (Êxodo 12:5 RA); “Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do SENHOR.” (Levítico 3:1 RA); “se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado.” (Levítico 4:3 RA). “Entre outros critérios, o animal a ser oferecido em sacrifício devia ser imaculado, sem defeito.”

“A escolha de um animal para sacrifício exigia muito cuidado. Uma pessoa não podia simplesmente pegar qualquer animal para uma oferta. O animal precisava cumprir vários critérios, dependendo do tipo da oferta.”

“No entanto, havia um critério que todas as ofertas tinham que cumprir. Tinham que ser ‘sem defeito’. A palavra hebraica tamim também poderia ser traduzida como ‘completo’, ‘ileso’, ‘sem defeito’ ou ‘perfeito’. Ela expressa a ideia de que algo cumpre o mais alto padrão possível. Somente o melhor era bom o suficiente.”

“A respeito do povo, a palavra é usada para caracterizar seu relacionamento com Deus como sendo ‘perfeito’ (‘Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e andava com Deus.’ Gênesis 6:9; ‘Quando Abrão tinha noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença, e sê perfeito;’ Gênesis 17:1).”

“6. Como os textos a seguir descrevem Jesus? Por que era crucial que Ele fosse sem pecado?” “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” (Hebreus 4:15 RA); “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,” (Hebreus 7:26 RA); “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:14 RA); “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Pedro 1:18-19 RA). “Imaculado, sem defeito, sem pecado. Somente um Salvador imaculado e santo está habilitado a nos atribuir a justiça que Deus requer.”

“Jesus, o ‘Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1:29), cumpriu perfeitamente o critério do Antigo Testamento de um sacrifício imaculado. Sua vida pura demonstrou que Ele foi um sacrifício perfeito. Essa é a garantia da nossa salvação, pois apenas Alguém sem pecado poderia carregar nossos pecados em nosso favor, e é a Sua perfeita justiça que nos cobre, agora e no juízo. Essa justiça é nossa esperança de salvação.”

“Assim como sua equivalente hebraica, a palavra grega para ‘imaculado’ (amomos) é usada não somente para descrever Jesus e Seu sacrifício perfeito, mas também o caráter de Seus seguidores.”

"Ao comparar sua vida com o caráter de Cristo, [as pessoas] serão capazes de discernir onde falharam em cumprir os requisitos da santa lei de Deus e procurarão se tornar perfeitas em sua esfera, como Deus é perfeito em Sua esfera" (Ellen G. White, The Paulson Letters [As Cartas de Paulson], p. 374).

“Mediante a morte e ministério de Cristo, somos apresentados irrepreensíveis diante de Deus (Jd 24). Isso só é possível porque Alguém irrepreensível assumiu nosso lugar.”

“Por que o conceito de ser ‘santos e irrepreensíveis’ (Ef 1:4) causa inquietação? Como o conhecimento de que Cristo é nosso Substituto pode ajudá-lo a aceitar que você é ‘santo’ também? Como nosso novo status diante de Deus deve afetar nossa maneira de viver?”

Quarta-feira, 13 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Jesus em Isaías 53

Lições da Bíblia.

“1. Leia Isaías 53:2-12. O que esses versos ensinam sobre o que Cristo fez por nós?” “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Isaías 53:2-12 RA). ”Cristo foi rejeitado, humilhado e ferido. Assumiu nosso pecado, morreu em nosso lugar. Mediante nossa aceitação de tudo que Ele fez por nós, somos justificados.”

“Isaías 52:13–53:12 é uma poderosa descrição da morte de Cristo pelos pecados do mundo. Vários aspectos nessa passagem proveem inequívoca evidência de que a morte de Jesus é a expiação na forma de substituição penal, o que significa que Ele assumiu a punição que outros mereciam e, de fato, morreu como Substituto deles. Aqui estão algumas das implicações dessa passagem para o ministério de Jesus por nós:”

“1. Jesus sofreu pelos outros. ‘Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades’, dores (v. 4), transgressões, iniquidades (v. 5, 6, 8, 11) e o pecado (v. 12).”

“2. Ele traz grandes benefícios àqueles por quem Ele sofreu: paz e cura (v. 5); justificação (v. 11).”

“3. Foi a vontade de Deus que Jesus sofresse e fosse moído (v. 10). Deus colocou nossa iniquidade sobre Ele (v. 6), porque era plano de Deus que Ele morresse em nosso lugar.”

“4. Jesus é justo (v. 11), nunca praticou violência nem engano (v. 9).”

“5. Ele foi uma oferta pela culpa, um sacrifício expiatório pelo pecado (v. 10).”

“2. Leia Lucas 22:37; Atos 8:32-35 e 1 Pedro 2:21-25. Como esses autores do Novo Testamento interpretam Isaías 53?” “Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido.” (Lucas 22:37 RA); “Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus.” (Atos 8:32-35 RA); “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pedro 2:21-25 RA). “Lucas e Pedro, assim como o próprio Jesus Cristo, identificam o Servo sofredor de Isaías 53 como sendo o Filho de Deus.”

“As alusões do Novo Testamento a Isaías 53 demonstram que Jesus Cristo cumpriu essa profecia. Ele Mesmo Se identificou com a Pessoa representada ali (Lc 22:37). Cristo tomou sobre Si os nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados e transformados.”

“Pense no que Cristo fez por você, de acordo com Isaías 53. Não importa o que tenha feito, a certeza encontrada nessa profecia é para você. Basta se entregar ao Senhor com fé e submissão. Que tal fazer isso agora?”

Domingo, 10 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF