Uma voz para os que não têm voz

Lições da Bíblia

“Salomão escreveu que há ‘tempo de estar calado e tempo de falar’ (Ec 3:7). Ele estava certo. Encontrar o equilíbrio não é simples para ninguém. Mas, quando se trata de defender os oprimidos, de ser uma voz para os que não têm voz e vencer o mal com o bem é possível que tenhamos errado pelo demasiado silêncio quando nossa voz deveria ter sido ouvida.”1

“Os cristãos muitas vezes falam sobre ser as mãos e os pés de Jesus, referindo-se ao chamado para o serviço prático em favor dos outros, como Jesus deseja que façamos. Mas na função profética demonstrada na Bíblia, o primeiro chamado de Deus é para que homens e mulheres sejam Sua voz e, ao falarem em Seu nome, que também falem em nome daqueles que Deus deseja defender

(veja Sl 146:6-10 [‘6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade. 7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. 8 O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos.  9 O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios. 10 O Senhor reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!’]).”1

“5. Leia Isaías 58:1-10. O que essa mensagem, dada em seu tempo, lugar e contexto específicos, diz a nós hoje, em outra época, lugar e contexto? O que mudou desde a época em que Isaías a escreveu?”1

Isaías (58:1-10 ARA)2: “1 Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. 2 Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho.Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao Senhor? 6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda; 9 então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; 10 se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”

“O apelo dos profetas por justiça nunca foi um caminho para a popularidade. Mas motivados pela ordem de Deus, compreendendo Seu desejo de justiça, compadecendo-se da condição dos pobres e oprimidos e buscando o melhor para a sociedade, os profetas ousaram ser a voz dos que não tinham voz, apesar da oposição, incômodo e perigo (1Pe 3:17).”1

“Com base em nossa compreensão do evangelho e no chamado para refletir Jesus para o mundo, os adventistas do sétimo dia também têm muitas coisas boas a oferecer em relação ao tratamento do problema do mal no mundo.”1

“Veja alguns exemplos: ‘Os adventistas […] creem que as ações para reduzir a pobreza e suas resultantes injustiças sejam uma parte importante da responsabilidade social cristã. A Bíblia revela claramente o interesse especial de Deus pelos pobres e Suas expectativas quanto à maneira em que Seus seguidores devem auxiliar os incapazes de cuidar de si mesmos. Todo ser humano carrega a imagem de Deus e é destinatário de Sua bênção (Lc 6:20). Quando trabalhamos com os pobres, seguimos o exemplo e o ensino de Jesus (Mt 25:35, 36). Como comunidade espiritual, os adventistas do sétimo dia defendem a justiça para os pobres e abrem ‘a boca a favor do mudo’ (Pv 31:8) e contra os que privam ‘os pobres de seus direitos’ (Is 10:2; NVI). Agimos de acordo com Deus que mantém ‘o direito do necessitado’ (Sl 140:12; Declaração Oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia Sobre a Pobreza Mundial, 24 de junho de 2010).”1

Quinta-feira, 19 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pacificação

Lições da Bíblia

3. Leia Mateus 5:9. No mundo em que vivemos, como praticar o que Jesus disse nesse texto?

Mateus (5:9 ARA)2: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”

(Veja Mc 13:7 [‘Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão;’]).

Assinale a alternativa correta:

A. (   ) Por meio da força e da ameaça.
B. (   ) Devemos viver em paz e promover a paz, embora saibamos que guerras e conflitos continuarão ocorrendo até a volta de Cristo.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Um conflito causa significativo sofrimento. Incluídos nos custos da guerra estão as vítimas diretas e as vidas destruídas, os recursos dedicados à maquinaria militar e o sofrimento contínuo de sobreviventes e veteranos de guerra, mesmo entre os ‘vencedores’. Há também conflitos menores que marcam inúmeras vidas em famílias e comunidades. Sendo assim, o desejo por justiça não pode ignorar a ordem de pacificar.”1

“No centro do evangelho de Jesus está o gracioso e grandioso ato de pacificação de Deus, reconciliando o ser humano pecador com seu Criador (veja 2Co 5:18-21). E a reconciliação que recebemos se torna o padrão para que sejamos “embaixadores” dessa oferta de restauração de relacionamento para os outros também.”1

“4. Isaías 52:7. Como podemos colocar esse texto em prática?”1

Isaías (52:7 ARA)2: “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!1

“O evangelho traz a motivação, o modelo e o recurso para trabalharmos pela paz em nosso mundo violento: ‘O coração que se encontra em harmonia com Deus compartilha a paz do Céu e difunde ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará como orvalho sobre os corações desgostosos e perturbados pelos conflitos mundanos’ (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 28).”1

“No Sermão da Montanha, Jesus disse: ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus’ (Mt 5:9). Aprofundando a questão, Ele não apenas confirmou o mandamento ‘não matarás’, mas também disse que não devemos ficar irados nem guardar rancor (Mt 5:21-26) e que devemos amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mt 5:43-48), o que significa que devemos tomar medidas ativas para o bem deles. Há muitas histórias inspiradoras de pessoas que dedicaram a vida à pacificação em lugares de conflito, trazendo vislumbres de reconciliação e cura, aliviando parte do sofrimento trazido por esses conflitos.”1

“Como sua igreja pode agir como pacificadora em sua comunidade e em outros lugares?”1

Quarta-feira, 18 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Generosidade

Lições da Bíblia

“‘Deus ama a quem dá com alegria’ (2Co 9:7), e a doação generosa é um aspecto importante da vida cristã. Embora devamos permitir que a Bíblia desafie nossas prioridades quanto às finanças e doações, a generosidade é mais do que apenas investir dinheiro em uma causa, não importa quanto ela seja digna.”

“Em vez disso, a generosidade é uma das maiores atitudes da vida e uma qualidade essencial daqueles que temem ao Senhor, conforme observado diversas vezes no Salmo 112: ‘Feliz é o homem que empresta com generosidade e que com honestidade conduz os seus negócios’ (Sl 112:5; NVI).”1

“2. O que os seguintes textos ensinam sobre generosidade para com os necessitados? Lv 25:35-37; Sl 119:36; 2Co 8:12-15; 1Jo 3:16-18; 1Tm 6:17-19”1

Levítico (25:35-37 ARA)2: “35 Se teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então, sustentá-lo-ás. Como estrangeiro e peregrino ele viverá contigo. 36 Não receberás dele juros nem ganho; teme, porém, ao teu Deus, para que teu irmão viva contigo. 37 Não lhe darás teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por causa de lucro.

Salmo (119:36 ARA)2: “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça.”

2 Coríntios (8:12-15 ARA): “12 Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem. 13 Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, 14 suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade, 15 como está escrito:   O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.”

1 João (ARA 3:16-18): “16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. 17 Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? 18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”

1Timóteo (6:17-19 ARA): “17 Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; 18 que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; 19 que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.”

“Em suas cartas no Novo Testamento, Paulo citou regularmente a generosidade de Deus, expressa mais plenamente em Jesus, ao dar Sua vida por nós, como a fonte da esperança cristã. Por sua vez, Sua morte por nós é também a motivação para vivermos com generosidade para com os outros: ‘Oro para que a comunhão que procede da sua fé seja eficaz no pleno conhecimento de todo o bem que temos em Cristo’ (Fm 6, NVI).”1

“A generosidade é uma atitude abundante, ousada e abrangente em relação à vida. Muitas coisas em nossa vida individual, na sociedade e na cultura nos levam a focalizar a nós mesmos, e a reter o máximo que podemos.”1

“Porém, se nossa fé é real, ela nos levará a morrer para nós mesmos e viver mais para os outros. Nossa fé nos faz imaginar o mundo e seu povo como Deus os vê, em seus aspectos bons e ruins, e nos impele a ajudar os necessitados, seja qual for sua condição.”1

“Como característica da vida, a generosidade é prontamente apreciada por angariadores de recursos e instituições de caridade. Essa qualidade é mensurável e diretamente prática. Mas grandes doações não indicam necessariamente uma vida generosa

(veja Mc 12:41-44 [‘41 Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. 42 Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. 43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. 44 Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.’]).

Esta, sim, é maior e mais valiosa do que qualquer doação. Precisamos apreciar e cultivar mais um espírito generoso em tudo o que fazemos. Para a maioria das pessoas, a generosidade não vem naturalmente; é uma graça que precisamos cultivar e expressar em nossa vida de maneira proativa e intencional, independentemente da influência da nossa condição humana pecaminosa e egoísta.”1

“Além de doarmos dinheiro, ainda que generosamente, de que maneira devemos manifestar um espírito generoso?”1

Terça-feira, 17 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Fadiga da compaixão

Lições da Bíblia

“Resistindo à possibilidade de deixar que as boas intenções sejam esmagadas por ‘todos os problemas do mundo’, muitos gostariam de contribuir mais para fazer a diferença na vida dos sofredores. Há uma série de atitudes e ações que podem nos levar a responder de maneira positiva ao sofrimento dos necessitados.”1

Compaixão: Como vimos, reconhecer e ter empatia pela dor dos que estão sofrendo são os primeiros passos para a ação. Precisamos manter nossa sensibilidade ao sofrimento e fazer com que ela aumente. Hoje, as pessoas falam em ‘fadiga da compaixão’ – a ideia de que estamos tão expostos à tristeza e à tragédia que ficamos exaustos com as muitas causas que demandam nossa energia emocional e apoio financeiro. Jesus estava bem ciente do mal e da dor ao Seu redor; ainda assim, Ele permaneceu compassivo. Assim também devemos nos manter.”1

Educação: Visto que muitas situações de injustiça e pobreza são complicadas, é importante ouvir e descobrir o que pudermos sobre essas situações. Há muitos exemplos de pessoas bem-intencionadas que causaram danos à vida de outras ao tentarem ajudá-las. Embora isso não seja desculpa para a inatividade, devemos buscar nos envolver de maneira esclarecida e ponderada.”1

Oração: Quando vemos um problema, nosso primeiro pensamento é tomar uma atitude ‘prática’. Mas a Bíblia nos lembra de que a oração é prática. Podemos fazer a diferença na vida dos pobres e oprimidos ao orarmos por eles e pelos que exercem poder sobre eles

(veja 1Tm 2:1, 2 [‘1 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.’]),

e ao buscarmos a orientação divina sobre como podemos responder melhor e avançar mais no tocante ao oferecimento de ajuda

(veja Pv 2:7, 8 [‘7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade,   8 guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos.’]).”1

Expectativas: Outro elemento importante na obra de aliviar o sofrimento é ter expectativas adequadas, dada a complexidade das circunstâncias sociais, políticas e pessoais. Nossa esperança deve ser oferecer às pessoas escolhas e oportunidades que elas poderiam não ter tido de outra maneira. Às vezes, o que as pessoas fazem com essas oportunidades nos decepciona, mas devemos respeitar essas escolhas. Sempre que tentamos trabalhar em favor dos sofredores, nosso princípio orientador deve ser: ‘Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles’ (Mt 7:12).”1

“Leia Tiago 1:5-8 [‘5 Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. 6 Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7 Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; 8 homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.’].

Qual é a função da oração na ação cristã? De acordo com Tiago 2:15, 16 [‘15 Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, 16 e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?’], como podemos contribuir para que nossas orações pelos outros sejam respondidas?”1

Segunda-feira, 16 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Prioridades do reino

Lições da Bíblia

“Conforme ficou claro nos ensinamentos de Jesus e dos escritores do Novo Testamento, os que escolhem viver como membros do reino de Deus vivem de acordo com um conjunto diferente de valores e prioridades em comparação com o mundo.”1

“1. Leia Mateus 6:25-33. Que certeza recebemos nesses versos, e como essa convicção deve impactar nossas prioridades?”1

Mateus (6:25-33 ARA)2: “25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

“Jesus ensinou que ‘a vida’ é ‘mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes’ (Mt 6:25). Evidentemente, essas coisas são importantes, mas devemos vê-las à luz do reino de Deus, o que significa que devemos reformular as prioridades da nossa vida de maneiras reais e práticas. Quando reconhecemos o chamado em toda a Bíblia para que elevemos as outras pessoas e cuidemos delas, essa missão também se torna uma de nossas prioridades à medida que buscamos seguir os passos de Jesus. Esse chamado deve nos ajudar a nos concentrarmos menos em nós e mais nos outros.”1

“Esse conjunto diferente de prioridades também transforma nosso relacionamento com as autoridades. Embora a Bíblia instrua os cristãos a respeitar e obedecer a seus governantes

(veja, por exemplo, Romanos 13:1-7 [‘1 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. 2 De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. 3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 4 visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 5 É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. 6 Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. 7 Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.’]),

também chegamos a um ponto em que precisamos ecoar as palavras de Pedro: ‘Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens’ (At 5:29). Jesus conciliou esses dois princípios em Sua resposta aos que tentaram trapaceá-Lo nessa questão: ‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ (Mt 22:21).”1

“Os que têm poder, seja no governo ou em outra esfera, muitas vezes impõem e mantêm esse poder por meio de ameaças ou força. Como observamos na vida de Jesus, a vida fiel não requer passividade diante do mal em todas as situações. Por exemplo, tratando da escravidão na América, Ellen G. White escreveu: ‘Quando as leis dos homens se chocam com a Palavra e a lei de Deus, cumpre-nos obedecer a estas, sejam quais forem as consequências. À lei de nossa terra que exige entregarmos um escravo a seu senhor, não devemos obedecer; e cumpre-nos sofrer as consequências de transgredir essa lei. O escravo não é propriedade de homem algum. Deus é seu legítimo senhor, e o homem não tem nenhum direito de tomar a obra de Deus em suas mãos e pretender que seja propriedade sua’ (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 201, 202).”1

“Qual é o limite entre a obediência às autoridades e a defesa das vítimas de uma autoridade opressora?”1

Domingo, 15 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Amar a misericórdia

Ao justo “nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo. O homem bom se compadece, e empresta; disporá as suas coisas com juízo” (Sl 112: 4, 5, ACF).1

“Como vimos, a Bíblia é repleta de descrições veementes do interesse de Deus pelos pobres e oprimidos, bem como de apelos para que Seu povo trabalhe em favor deles. Apesar da atenção dada a essas questões, essa ordem bíblica tem sido cumprida apenas de maneira esporádica e parcial, e será concluída somente com a vinda de Cristo e com os eventos sobrenaturais que se seguirão.”1

“Até então, o mal persistirá em muitas formas, sendo alimentado pelas influências espirituais obscuras do diabo e seus anjos. Muitas vezes, esse mal se torna mais visível na pobreza, violência, opressão, escravidão, exploração, egoísmo e ganância. Neste mundo, nossas comunidades, igrejas e famílias precisam lutar contra esses males, não importa quanto seja difícil fazê-lo. Em resposta ao amor e aos mandamentos de Deus, vivendo à luz do ministério e do sacrifício de Jesus, e sendo capacitados e guiados pela presença do Espírito Santo, devemos ser compassivos, criativos e corajosos ao buscarmos praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com nosso Deus (Mq 6:8).”1

Sábado, 14 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019.

Vivendo a esperança do advento – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 309-322 (“Chamado a Mais Elevada Norma”); O Grande Conflito, p. 653-661 (“Será Desolada a Terra”).

“Quando a voz de Deus põe fim ao cativeiro de Seu povo, há um terrível despertar daqueles que tudo perderam no grande conflito da vida. Enquanto perdurou o tempo da graça, estiveram cegos pelos enganos de Satanás e desculpavam sua conduta de pecado. Os ricos se orgulhavam de sua superioridade sobre aqueles que eram menos favorecidos; mas obtiveram suas riquezas transgredindo a lei de Deus. Negligenciaram alimentar o faminto, vestir o nu, tratar com justiça e amar a misericórdia. […] Venderam-se em troca das riquezas e gozos terrestres e não procuraram enriquecer para com Deus. O resultado é que sua vida foi um fracasso; seus prazeres se transformaram em amargura, seus tesouros em corrupção” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 654).1

“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, p. 678).1

Perguntas para discussão

“1. Precisamos nos preocupar com esta vida e com este mundo se tudo vai ser destruído e reconstruído por Deus? Como evitar o uso da promessa da nova vida para negligenciar os necessitados ou para explorar outras pessoas?”1

“2. Como adventistas, compreendemos que o mal, as dificuldades e o sofrimento aumentarão à medida que nos aproximarmos do retorno de Jesus. Quando essas coisas ocorrem, muitas vezes nos referimos a Mateus 24. Como devemos ver essas tragédias à luz de Mateus 25?”1

Resumo:

“Deus não permitirá que o mal perdure para sempre. A grande esperança bíblica é a vinda de Jesus, para acabar com o mal, curar a injustiça e criar um novo mundo (como ele foi planejado para ser). Com base na ressurreição de Jesus, essa esperança transforma o presente e encoraja nosso serviço a Deus e aos outros, enquanto aguardamos Sua vinda.”1

Sexta-feira, 13 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019.