O Senhor como Criador

Lições da Bíblia

“5. Leia Jó 38:4-41. Que perguntas Deus fez a Jó, e qual era o propósito delas?”1

4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. 5 Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? 6 Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, 7 quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? 8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre; 9 quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas? 10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas, 11 e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas? 12 Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar, 13 para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos? 14 A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos; 15 dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta. 16 Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo? 17 Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa? 18 Tens idéia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes. 19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar, 20 para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa? 21 Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias! 22 Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva, 23 que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? 24 Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra? 25 Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões; 26 para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente; 27 para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva? 28 Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho? 29 De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu? 30 As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta. 31 Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion? 32 Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos? 33 Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra? 34 Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? 35 Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui? 36 Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro? 37 Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar, 38 para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros? 39 Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos, 40 quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas? 41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?” (Jó 38:4-41 ARA)2.

“Se Jó esperava uma explicação detalhada sobre a razão para as calamidades que lhe haviam acontecido, ele não a obteve. Em vez disso, o que Jó recebeu foi uma chuva de perguntas retóricas. Essas perguntas comparavam o poder criador do Senhor com a transitoriedade e a ignorância do pobre Jó.”1

O Senhor começou a perguntar: ‘Onde estavas tu, quando Eu lançava os fundamentos da Terra?(Jó 38:4). Depois de repetir algumas das primeiras cenas de Gênesis – por exemplo, a origem da Terra, o mar, a luz e a escuridão – Deus disse a Jó, essencialmente: É claro que você sabe de todas essas coisas, ‘pois você já tinha nascido! Você já viveu tantos anos!’ (Jó 38:21, NVI).”1

“Em seguida, o Senhor mencionou as maravilhas e mistérios da criação, novamente através de uma série de perguntas retóricas que não abrangiam apenas os fundamentos da Terra, mas também os mistérios do tempo e até mesmo das próprias estrelas. ‘Poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion?’ (Jó 38:31). Deus então dirigiu a atenção de Jó de volta à Terra e discorreu sobre temas que vão desde a sabedoria vista na criação das nuvens e meteoros (Jó 38:36) até a vida dos animais selvagens (Jó 38:39-41) – um tema desenvolvido com muito mais detalhe no capítulo 39 de Jó. Se o livro de Jó fosse escrito hoje, o Senhor poderia ter perguntado: ‘Quem liga os quarks em prótons e nêutrons?’, ‘Onde você estava quando Eu medi a massa de Planck? É pelo seu entendimento que a gravidade curva o espaço e o tempo?’”1

“A resposta para todas essas perguntas é a mesma: É claro que não! Jó não estava em nenhum desses eventos, e pouco sabia sobre qualquer um desses fenômenos mencionados pelo Senhor. A intenção de Deus era mostrar a Jó que, mesmo com toda a sua sabedoria e conhecimento, e ainda que tivesse falado o que era ‘direito’ (Jó 42:7) a respeito de Deus (diferentemente daqueles outros homens), Jó ainda sabia bem pouco! Sua falta de conhecimento foi revelada por meio de sua grande ignorância a respeito do mundo criado.1

“Se Jó sabia tão pouco sobre a criação, quanto ele podia compreender sobre o Criador? Que diferença há entre o Criador e a criatura, entre Deus e a humanidade! O que somos nós, comparados a Deus? Porém, veja o que esse Deus fez para nos salvar e para nos oferecer a esperança de comunhão eterna com Ele.”1

Terça-feira, 06 de dezembro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O livro de Jó. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 486, Out. Nov. Dez. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um homem e seu Criador

Lições da Bíblia

“Com suas primeiras palavras, Elifaz jamais ganharia um prêmio por ‘tato e solidariedade’. Basicamente, ele estava dizendo que era fácil para Jó ser uma luz e conforto a outras pessoas quando as coisas lhe iam bem. Mas, depois que o mal lhe havia ocorrido, ele estava ‘perturbado’. Porém, ele não deveria estar. Afinal de contas, Deus é justo e, portanto, o mal que nos sobrevém é merecido.”1

“4. Leia Jó 4:12-21. Que outro argumento Elifaz apresentou a Jó?”1

“12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. 13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens, 14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram. 15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo; 16 parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz: 17 Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador? 18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições; 19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça! 20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso. 21 Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.” (Jó 4:12-21 ARA)2.

O ser humano é injusto e impuro; Deus não confia nos Seus anjos, muito menos na humanidade; a vida é transitória. Elifaz tinha razão em parte de seu raciocínio, mas omitiu a esperança do perdão, que nos torna dignos na presença de Deus, e a promessa de vida eterna, que neutraliza o medo da transitoriedade da vida.1

“Há muitas coisas interessantes que poderíamos observar nesse texto, inclusive a maneira pela qual aqueles homens entendiam a natureza e o caráter do verdadeiro Deus, mesmo antes do surgimento da nação de Israel. O livro de Jó nos revela que, de fato, outras pessoas além dos patriarcas e dos israelitas tinham algum conhecimento do Senhor. Vemos Elifaz tentando defender o caráter de Deus.”1

“O que Elifaz tinha ouvido em suas ‘visões noturnas’ era uma teologia muito sólida e correta em muitos aspectos (veja Sl 103:14 [‘Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.’]2; Is 64:7 [‘Já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos consomes por causa das nossas iniqüidades.’]; Rm 3:19, 20 [‘19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.’]2). Nós, seres humanos, somos barro; somos transitórios e podemos ser tão facilmente esmagados como a traça. E, naturalmente, quem pode ser mais justo do que Deus?”1

“Por outro lado, as palavras de Elifaz foram banais e fora de contexto. A questão com Jó não era se ele era melhor do que Deus. Não era essa a queixa dele. A maior parte do tempo Jó falava de quanto ele era miserável, quanto estava sofrendo, e não que ele fosse de algum modo mais justo do que Deus.”1

“Elifaz, no entanto, parece ter interpretado tudo isso na fala de Jó. Afinal, se Deus é justo, e o mal vem apenas sobre os maus, então Jó devia ter feito algo para merecer o que estava passando. Portanto, as queixas de Jó não eram justas. Ansioso para defender Deus, Elifaz começou a ‘dar um sermão’ em Jó. Mais do que alguma sabedoria coletiva que ele acreditava ter sobre Deus, Elifaz tinha algo mais: uma espécie de revelação sobrenatural que apoiava sua posição. O único problema, no entanto, é que a posição que ele tomou estava equivocada.”1

“Mesmo que estejamos certos em algum ponto, às vezes podemos não expressar a questão da maneira mais útil e redentora. Como evitar esse erro?”1

Terça-feira, 01 de novembro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O livro de Jó. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 486, Out. Nov. Dez. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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Criaturas ou o Criador?

Lições da Bíblia

“Como já vimos, o povo de Deus foi chamado para ser diferente das nações ao seu redor, que estavam mergulhadas no paganismo, idolatria e falsos ensinos. Muitas das advertências contidas nos primeiros cinco livros de Moisés foram dirigidas, especialmente, contra a imitação das práticas das nações vizinhas. Em vez disso, os israelitas deviam ser testemunhas ao mundo quanto à verdade sobre o Senhor como Criador e Redentor. Infelizmente, grande parte da história do Antigo Testamento mostra que eles foram frequentemente seduzidos e acabaram caindo exatamente nas práticas contra as quais haviam sido advertidos.”1

“2. Leia Jeremias 10:1-15. O que o Senhor disse a Seu povo? Se essa advertência fosse dada hoje, no contexto de nosso tempo e de nossa cultura, como seria escrita?”1 “1 Ouvi a palavra que o SENHOR vos fala a vós outros, ó casa de Israel. 2 Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam. 3 Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado; 4 com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile. 5 Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem. 6 Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome. 7 Quem te não temeria a ti, ó Rei das nações? Pois isto é a ti devido; porquanto, entre todos os sábios das nações e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a ti. 8 Mas eles todos se tornaram estúpidos e loucos; seu ensino é vão e morto como um pedaço de madeira. 9 Traz-se prata batida de Társis e ouro de Ufaz; os ídolos são obra de artífice e de mãos de ourives; azuis e púrpuras são as suas vestes; todos eles são obra de homens hábeis. 10 Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação. 11 Assim lhes direis: Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo destes céus. 12 O SENHOR fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus. 13 Fazendo ele ribombar o trovão, logo há tumulto de águas no céu, e sobem os vapores das extremidades da terra; ele cria os relâmpagos para a chuva e dos seus depósitos faz sair o vento. 14 Todo homem se tornou estúpido e não tem saber; todo ourives é envergonhado pela imagem que ele mesmo esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego. 15 Vaidade são, obra ridícula; no tempo do seu castigo, virão a perecer.” (Jeremias 10:1-15 ARA)2. “Advertiu contra a idolatria, mostrando que os falsos deuses não são nada e que nada podem fazer por seus adoradores; se a advertência fosse dada hoje, a referência seria à idolatria do próprio eu, do materialismo, da ciência, dos prazeres, etc.”1

“Jeremias disse ao povo o que ele já devia saber: esses deuses pagãos não passam de invenções humanas, e são produto da imaginação diabolicamente distorcida das pessoas. Esse é um dos principais exemplos do que Paulo queria dizer quando escreveu, séculos mais tarde, sobre aqueles que ‘mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!’ (Rm 1:25).”1

“Note, nesse verso, como Paulo contrastou a criação e o Criador. Esse mesmo contraste é apresentado na passagem de Jeremias, que fala sobre a impotência e fraqueza desses ‘deuses’ em contraste com o verdadeiro Deus. Nesses versos, Jeremias estava tentando mostrar ao povo a loucura e a tolice de alguém colocar sua confiança nessas coisas, que são incapazes de qualquer ação. Tudo isso está em contraste com o Deus criador, que não apenas fez o mundo, mas o sustenta por Seu poder (ver Hb 1:3 [‘Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,’]2).”1

“Por mais antigo que seja esse texto, sua mensagem ainda é relevante. Talvez não sejamos tentados a nos inclinar perante estátuas feitas por homens e adorá-las; a maioria de nós também não fica espantada nem atemorizada com os sinais nos céus. Porém, ainda é fácil colocar nossa confiança em coisas que não podem salvar-nos, assim como aqueles ídolos seriam incapazes de salvar a Judeia no dia do juízo.”1

“Quais são algumas coisas em que confiamos mais do que deveríamos? Como vencer esse problema?”1

Segunda-feira, 09 nobembro de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Jeremias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 482, Out. Nov. Dez. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Adorem o Criador

Lições da Bíblia.

“O centro do livro do Apocalipse é a adoração. Enquanto o dragão, a besta do mar e a besta da terra (muitas vezes chamados de ‘falsa trindade’) juntam forças para unir o mundo em torno da adoração a eles mesmos (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), Deus chama a humanidade para adorar o Criador (Ap 14:7). Os que não adoram a ‘imagem da besta’ correm o risco de perder a vida temporal (Ap 13:15; leia também Daniel 3), enquanto os que adoram essa imagem perdem a vida eterna (Ap 14:9-11). Que escolha tremenda!”

“5. Leia Apocalipse 14:12. Qual é o papel dos mandamentos de Deus no conflito final?” Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12 RA). “Mostrar ao mundo a verdadeira adoração a Deus; mostrar a perseverança dos santos, que arriscam a vida para obedecer a lei do seu Criador, evidenciando que eles estão do lado da verdade.”

“A adoração está intrinsecamente ligada aos mandamentos de Deus. Apocalipse 13 e 14 estão repletos de alusões a eles: ‘imagem’ (Ap 13:14, 15; 14:9, 11), idolatria (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), blasfêmia (Ap 13:1, 5, 6), sábado (Ap 14:7), homicídio (Ap 13:10, 15) e adultério (Ap 14:4, 8). ‘A controvérsia [final] será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 188).”

“Desde o surgimento da teoria da evolução, tem sido especialmente importante que defendamos e afirmemos nossa crença em uma criação em seis dias. Esse ensinamento é a base da nossa adoração ao Senhor como Criador. Até mesmo a corrente da evolução que supostamente acredita na Bíblia, arranca do adventismo tudo o que ele representa. Sem a criação, a crença no ‘evangelho eterno’, entre outros ensinamentos (como o sábado), fica seriamente comprometida, e mesmo negada.”

“A expressão que descreve Deus como ‘Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar’ é uma alusão ao mandamento do sábado (Êx 20:11). O sábado é a questão central no conflito sobre os mandamentos de Deus. De uma forma que não acontece com nenhum outro mandamento, o dia designado para adoração é adequado para pôr à prova a lealdade, porque não pode ser deduzido por raciocínio lógico. Nós o guardamos somente porque Deus nos mandou fazer isso. A criação também anda de mãos dadas com o juízo. A expressão ‘fontes das águas’ (Ap 14:7) faz alusão ao Dilúvio (Gn 7:11) e aponta para Deus como o justo juiz do mundo (2Pe 3:5-7).”

“Nada do que cremos faz sentido quando separado do Senhor como Criador, e não há na Bíblia sinal tão claro da capacidade divina de criação quanto o sábado. Você leva a sério o sábado? Como você pode ter uma experiência mais profunda com o Senhor por meio da obediência a esse mandamento?”

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Testemunha relutante

Lições da Bíblia.

“Jonas 1 mostra que o Senhor desejou impedir a fuga do profeta. Por isso, Ele trouxe uma tempestade tão severa que ameaçou provocar um naufrágio. Os marinheiros invocaram seus deuses em busca de ajuda. Devido à força da tempestade, eles pensaram que alguém devia ter provocado a ira dos deuses. Tiraram a sorte para decidir quem seria a primeira pessoa que, dando informações sobre si mesma, pudesse explicar essa afronta. Para lançar a sorte, cada indivíduo trouxe uma pedra ou um pedaço de madeira identificado. Os objetos foram colocados num recipiente que foi agitado até que um deles foi sorteado. A sorte recaiu sobre Jonas, que confessou seus pecados e pediu que os marinheiros o atirassem no mar.”

“Essa história é notável porque os marinheiros não hebreus agiram positivamente, enquanto Jonas foi apresentado em uma visão negativa. Embora adorassem muitos deuses, os marinheiros mostraram grande respeito pelo Senhor a quem oraram. Eles também foram compassivos para com Jonas, o servo do Senhor, razão pela qual saíram de seu caminho para tentar remar de volta à terra. Finalmente, concordaram com a ideia de que Jonas devia ser jogado ao mar. Depois que fizeram isso, a tempestade parou e, em gratidão, os marinheiros ofereceram sacrifícios ao Senhor.”

“2. Como Jonas descreveu o Senhor a quem ele disse que temia? O que é significativo nessa descrição?” “—Eu sou hebreu—respondeu Jonas—e adoro o SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra. (Jonas 1:9 NTLH); “Ele disse com voz forte: —Temam a Deus e louvem a sua glória, pois já chegou a hora de Deus julgar a humanidade. Adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas! (Apocalipse 14:7 NTLH); O SENHOR Deus criou os céus e os estendeu; formou a terra e tudo o que nela existe e deu vida e fôlego a todos os seus moradores. E agora o SENHOR diz ao seu servo:” (Isaías 42:5 NTLH); “e fez um juramento em nome de Deus, que vive para todo o sempre, que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que existe neles. O juramento foi este: —Não vai demorar mais.” (Apocalipse 10:6 NTLH). “Deus do Céu, criador do mar e da terra; Jonas declarou que o Senhor é o único Deus verdadeiro, pela capacidade de criar.”

“A confissão de fé em Deus como Criador do mar e da terra ressalta a futilidade das tentativas do profeta de escapar da Sua presença. A cessação imediata da tempestade depois que os homens jogaram Jonas no mar mostrou-lhes que o Senhor, como Criador, tinha o controle do mar. Devido a isso, os marinheiros adoraram o Senhor ainda mais. A Bíblia não diz quanto tempo durou o recém-descoberto temor e respeito pelo Criador. Não há dúvida, porém, de que eles aprenderam alguma coisa sobre Deus com essa experiência.”

“Mal podemos compreender muitas das maravilhas do mundo em torno de nós, muito menos tudo o que está além do alcance dos nossos sentidos e até mesmo da nossa imaginação. Como o Criador fala com você por meio do que Ele fez?”

Segunda-feira, 06 de maio de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Terra é do Senhor

Lições da Bíblia.

“Um cientista, certa vez, fez um desafio a Deus. Argumentou que ele poderia criar a humanidade tão bem quanto qualquer deus. O Senhor disse: ‘Ok, vá em frente e faça isso.’ O cientista começou a juntar algum pó, mas Deus disse: ‘Espere um minuto. Faça seu próprio pó!’”

“Embora essa história seja apenas uma fábula, a lição é clara: Deus é o único que pode criar do nada. Deus fez todo o material do Universo, incluindo nosso mundo, nossas posses e nosso corpo. Ele é o dono legítimo de todas as coisas.”

“1. Qual é a mensagem básica dos textos a seguir? O que essa mensagem nos diz sobre a maneira pela qual devemos nos relacionar com o mundo, com os outros e com Deus?”Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.” (Sal. 24:1-2); “Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.” (Jó 41:11);Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas.” (Sal. 50:10); “Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” (Isa. 43:1-2); Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo. (1 Cor. 6:19-20). “A Terra e seus habitantes pertencem ao Senhor, porque Ele nos criou e salvou. Devemos amar a Deus e aos Seus filhos, nossos irmãos.”

“Um hino cristão muito apreciado começa com as palavras: ‘O mundo é de meu Deus’ (Hinário Adventista, 36). Este é verdadeiramente o mundo de nosso Pai, porque Ele o criou. Não há reivindicação de propriedade mais legítima do que Sua capacidade de criação. Deus criou e, portanto, possui todo o Universo, os céus, a Terra e tudo o que neles há.”

“Não apenas o mundo pertence a Deus, mas Ele também reivindica a propriedade de todas as criaturas da Terra. Nenhum outro ser tem o poder de criar vida. Deus é o único Criador e, como tal, o proprietário final de cada criatura. Dependemos totalmente dEle para nossa existência. Nada podemos dar a Deus, exceto nossa lealdade. Todas as outras coisas na Terra já pertencem a Ele.” (grifo nosso)

“Além disso, pertencemos a Deus, não apenas pela criação, porém, mais importante ainda, pela redenção. Embora seja um dom maravilhoso de Deus, a vida humana foi muito prejudicada pelo pecado e termina com a morte, uma perspectiva que despoja a vida de todo significado e propósito. A vida, como agora existe para nós, não é tão fantástica. Nossa única esperança é a maravilhosa promessa da redenção, a única coisa que pode restaurar tudo novamente. Assim, somos de Cristo pela criação e pela redenção.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 10 de fevereiro de 2013. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O caráter do nosso Criador

Lições da Bíblia.

“Deus nos criou à Sua imagem, o que significa, entre outras coisas, que Ele desejou que tivéssemos um caráter parecido com o Seu. Isto é, devemos ser semelhantes a Ele, tanto quanto humanamente possível (note: ser como Deus não é a mesma coisa que aspirar a ser Deus, uma diferença crucial). Para ser como Deus, no sentido de refletir Seu caráter, devemos ter uma compreensão adequada do que é esse caráter.”

“7. O que Jesus ensinou sobre o caráter de Deus e também sobre o modo pelo qual devemos refletir esse caráter em nossa vida?” “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mat. 5:44-48). “Deus faz o Sol nascer sobre maus e bons, faz chover sobre justos e injustos. Devemos refletir a perfeição divina ao amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem.”

“8. O que a parábola do bom samaritano ensina sobre o caráter de Deus e como ele deve ser refletido na humanidade?” “Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.” (Luc. 10:29-37); “Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filip. 2:1-8). “Deus teve compaixão dos feridos e sofredores. Ele enviou Jesus Cristo para resgatar a humanidade caída no pecado. Cristo foi um servo humilde. Devemos imitar Sua atitude.”

“A história contada por Jesus envolve dois homens de grupos diferentes e antagônicos. Mas Jesus mostrou que eles eram próximos. Cada um deles estava dentro da esfera de responsabilidade do outro, e Deus Se agradou quando as diferenças foram postas de lado e um tratou o outro com bondade e compaixão.”

“Que contraste é visto entre os princípios do reino de Deus e os princípios do governo de Satanás! Deus chama o forte a cuidar do fraco, enquanto os princípios de Satanás exigem a eliminação dos fracos pelos fortes. Deus criou um mundo de relacionamentos pacíficos, mas Satanás distorceu as coisas de modo tão completo que muitos consideram a sobrevivência do mais apto o padrão normal de conduta.”

“Se o processo perverso de seleção natural (em que os fortes dominam os fracos) tivesse sido o meio pelo qual viemos à existência, por que deveríamos agir de modo diferente? Se aceitarmos esse ponto de vista e promovermos nossos interesses, em detrimento dos menos “naturalmente selecionados”, deixaremos de seguir a Deus, e os princípios da natureza, da maneira que Ele ordenou.”

“De quais outras maneiras você percebe que a compreensão das nossas origens afeta nossos conceitos morais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 30 de janeiro de 2013. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF