Circuncidem seu coração

Lições da Bíblia1

Deuteronômio 10, que é a continuação do capítulo 9, traz basicamente a reafirmação da aliança que Deus fez com Israel. Grande parte desse livro é uma espécie de renovação da aliança que havia sido quebrada no terrível pecado em Horebe, logo depois que Moisés se ausentou, quando o povo caiu na idolatria. Mesmo depois disso, o Senhor não o rejeitou.

1. Leia Deuteronômio 10:1-11. Quais fatos nos mostram que Deus perdoou os pecados de Seu povo e reafirmou a promessa da aliança feita a ele e a seus pais?

Deuteronômio 10:1-11 (ARA)2: “1 Naquele tempo, me disse o Senhor: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze uma arca de madeira. Escreverei nas duas tábuas as palavras que estavam nas primeiras que quebraste, e as porás na arca. 3 Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, lavrei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte com as duas tábuas na mão. 4 Então, escreveu o Senhor nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o Senhor mas deu a mim. 5 Virei-me, e desci do monte, e pus as tábuas na arca que eu fizera; e ali estão, como o Senhor me ordenou. 6 Partiram os filhos de Israel de Beerote-Benê-Jaacã para Mosera. Ali faleceu Arão e ali foi sepultado. Eleazar, seu filho, oficiou como sacerdote em seu lugar. 7 Dali partiram para Gudgoda e de Gudgoda para Jotbatá, terra de ribeiros de águas. 8 Por esse mesmo tempo, o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da Aliança do Senhor, para estar diante do Senhor, para o servir e para abençoar em seu nome até ao dia de hoje. 9 Pelo que Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor, teu Deus, lhe tem prometido. 10 Permaneci no monte, como da primeira vez, quarenta dias e quarenta noites; o Senhor me ouviu ainda por esta vez; não quis o Senhor destruir-te. 11 Porém o Senhor me disse: Levanta-te, põe-te a caminho diante do povo, para que entre e possua a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais.”

Moisés quebrou as tábuas dos Dez Mandamentos (Dt 9:17) – um sinal da quebra da aliança (Dt 32:19). “Para mostrar aversão pelo crime do povo, atirou ao chão as tábuas de pedra, que se quebraram à vista de todos, dando a entender que, assim como haviam quebrado seu concerto com Deus, da mesma forma Deus estava rompendo Seu concerto com eles” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 320).

Assim, o fato de Deus ter dito a Moisés que cortasse novas tábuas “como as primeiras” para que o Senhor escrevesse nelas as palavras que antes estavam ali mostrou que o Criador perdoou o povo e não o rejeitou.

2. Leia Deuteronômio 10:14-16. O que Deus disse ao povo? Qual é o significado das imagens que o Senhor usou nesses versos?

Deuteronômio 10:14-16 (ARA)2: “14 Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há. 15 Tão somente o Senhor se afeiçoou a teus pais para os amar; a vós outros, descendentes deles, escolheu de todos os povos, como hoje se vê. 16 Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.

A circuncisão era um sinal da aliança, mas era apenas um sinal externo. Deus queria o coração de seu povo, isto é, mente, afeições, amor. A obstinação indicava que eles eram muito teimosos e relutantes em obedecer ao Senhor. Basicamente, nessa passagem e em outras mais, Deus lhes disse que parassem com a lealdade dividida e que O servissem de todo coração e toda alma.

Domingo, 24 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança eterna – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós apenas ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, foi o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é o Autor e Consumador da nossa fé” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1199).

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da humanidade. Esse compromisso foi cumprido por Jesus. Quando sobre a cruz Ele soltou o brado: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30), estava Se dirigindo ao Pai. O pacto foi plenamente satisfeito. E agora Ele declarou: ‘Pai, está consumado! Fiz, ó Meu Deus, a Tua vontade. Concluí a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, ‘a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste’” (Jo 17:24; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 834).

Perguntas para consideração

1. Antes da fundação do mundo, “o Pai e o Filho Se uniram em aliança” para nos redimir, caso o ser humano caísse. Isso nos encoraja? Quanto Deus deseja nossa salvação?

2. Como podemos cumprir o papel que os antigos israelitas deveriam ter cumprido em seu tempo? Como evitar os erros que eles cometeram?

3. Por que as promessas do evangelho são centrais para a nova aliança? Quais textos bíblicos mostram que a lei não foi abolida no contexto da nova aliança?

Sexta-feira, 15 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

O livro da aliança

Lições da Bíblia1

Embora a ideia de aliança (berit, em hebraico) para descrever o relacionamento de Deus com Seu povo esteja presente em toda a Bíblia, a palavra aparece com tanta frequência em Deuteronômio que esse livro foi chamado de “O Livro da Aliança”.

4. Veja Deuteronômio 5:1-21. O que acontece nessa passagem que ajuda a mostrar o quanto a ideia de aliança (berit) é central nesse livro?

Deuteronômio 5:1-21 (ARA)2: “1 Chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. 2 O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos. 4 Face a face falou o Senhor conosco, no monte, do meio do fogo 5 (Nesse tempo, eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte.), dizendo: 6 Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão. 7 Não terás outros deuses diante de mim. 8 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; 9 não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, 10 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.11 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 12 Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; 15 porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. 16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. 17 Não matarás. 18 Não adulterarás. 19 Não furtarás. 20 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 21 Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Não muito depois que os filhos de Israel foram resgatados do Egito, Deus estabeleceu a aliança com eles, no Sinai, quando estavam prestes a entrar na terra prometida. Então, após um desvio de 40 anos, novamente antes de tomarem posse da terra, parte central da promessa da aliança (ver Gn 12:7; Êx 12:25), o Senhor outra vez lhes deu, por meio do porta-voz Moisés, os Dez Mandamentos, considerando-os como uma maneira de enfatizar quão importante era que os israelitas renovassem seu compromisso.

O Senhor cumpriria Suas promessas da aliança; porém, eles deviam cumprir sua parte no acordo: “Então Ele anunciou a Sua aliança, que ordenou a vocês, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4:13). Ele fez isso no Sinai, e fez em Moabe, antes de tomarem a terra prometida a eles e aos patriarcas séculos antes, uma manifestação da “aliança eterna” que precedeu a existência do mundo.

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da humanidade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 834).

5. Leia Deuteronômio 5:3. Como podemos interpretar essa passagem?

Deuteronômio 5:3 (ARA)2: “Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”

O que Moisés estava dizendo? É provável que estivesse enfatizando o fato de que seus pais haviam morrido, e as maravilhosas promessas da aliança feitas aos pais estavam sendo passadas agora para eles. Pode ser que essa tenha sido a maneira de Moisés fazê-los saber que não deveriam falhar, como a geração anterior. As promessas (e obrigações) eram deles, que estavam vivos.

Terça-feira, 12 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança e Israel

Lições da Bíblia1

2. “Não é por causa da justiça de vocês, nem por causa da retidão do seu coração que vocês entrarão para possuir a terra dessas nações, mas o Senhor, o seu Deus, as expulsará de diante de vocês por causa da maldade delas e também para confirmar a palavra que o Senhor, o Seu Deus, jurou aos seus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt 9:5; ver também Dt 9:27). Como a realidade das promessas da aliança se manifesta nesse verso?

Dt 9:27 (ARA)2: “Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Jacó; não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua maldade, nem para o seu pecado,”

Nesse texto também aparece a aliança da graça: Deus trabalhou por eles – apesar dos erros constantes (e é assim que o evangelho opera no presente também). E foi por causa da promessa feita aos pais que a graça divina foi dada às gerações futuras.

No tratamento de Moisés com o povo, a quem as promessas da aliança foram dadas como um todo, ele com frequência se referia às promessas feitas aos patriarcas.

3. Leia Êxodo 2:24; 6:8; Levítico 26:42. Como atuam as promessas da aliança?

Êxodo 2:24 (ARA)2: “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó.”

Êxodo 6:8 (ARA)2: “E vos levarei à terra a qual jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei como possessão. Eu sou o Senhor.”

Levítico 26:42 (ARA)2: “então, me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei.

O êxodo do Egito, grande símbolo da divina graça salvífica, também teve sua base na aliança que o Senhor havia feito com os patriarcas. Ou seja, mesmo antes que os beneficiários da aliança tivessem nascido, as promessas foram feitas em favor deles. Sem nenhum mérito próprio (para dizer o mínimo), receberam a libertação prometida.

E ainda mais: eles foram do Egito para onde? Sim, para o Sinai, onde a aliança com eles foi “oficialmente” estabelecida (Êx 20). O ponto central dessa aliança era o evangelho e a lei, os Dez Mandamentos, aos quais foram chamados a obedecer, uma manifestação de seu relacionamento com o Senhor, que já os redimira (isso é o evangelho). Portanto, repetidas vezes em Deuteronômio, eles foram chamados a obedecer a essa lei como sua parte na aliança, confirmada no Sinai.

Que papel a lei desempenha na vida dos que foram salvos pela graça, e por que essa lei é tão crucial para nossa experiência com Deus?

Segunda-feira, 11 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Nova aliança e novo coração

Lições da Bíblia1

“E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor. Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:17-19).

Nas lições anteriores deste trimestre vimos que, na nova aliança, o Senhor põe a lei em nosso coração (Jr 31:31-33). Não apenas a lei está em nosso coração, mas de acordo com os textos de hoje, Cristo também está, e isso faz sentido, pois Cristo e Sua lei estão intimamente ligados. Portanto, com a lei em nosso coração, e com o Senhor habitando ali também (a palavra grega traduzida como “habitar” significa também “estabelecer-se”, dando a ideia de permanência), chegamos a outro grande benefício da aliança: um novo coração.

3. Por que precisamos de um novo coração? Quais mudanças se manifestarão naqueles que têm um novo coração?

Porque nosso coração atual é pecaminoso e corrupto. Aqueles que recebem um novo coração buscam fazer a vontade de Deus.

Leia Efésios 3:17-19. Observe que Paulo enfatizou o elemento do amor, dizendo que devemos estar “enraizados e alicerçados” nele. Essas palavras sugerem estabilidade, firmeza e permanência no fundamento do amor. Nossa fé não significa nada se não estiver enraizada no amor a Deus e no amor aos outros (Mt 22:37-39; 1Co 13). Esse amor não surge no vazio. Ao contrário, ele surge porque tivemos um vislumbre do amor de Deus por nós, manifestado por Jesus (um amor que “excede todo o entendimento”). Como resultado, nossa vida e coração são transformados, e nos tornamos novas pessoas com novos pensamentos, novos desejos e novos objetivos. Nossa reação ao amor de Deus por nós transforma nosso coração e promove amor aos outros. Talvez Paulo tenha pensado nisso, pelo menos parcialmente, ao falar sobre sermos cheios da “plenitude de Deus”.

4. Como 1 João 4:16 se relaciona com o que Paulo escreveu em Efésios 3:17-19?

1 João 4:16 (ARA)2: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

Efésios 3:17-19 (ARA)2: “17 e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18 a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.

O que você pode fazer para permitir que as promessas desses textos se cumpram em você? Existem coisas que você precisa mudar, que talvez o estejam impedindo de experimentar a “plenitude de Deus” (Ef 3:19)? Se desejar, compartilhe com a classe.

Terça-feira, 22 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A vida na nova aliança

Lições da Bíblia1

“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10).

O estudo deste trimestre foi sobre a aliança que, para simplificar, é Deus dizendo, basicamente: E assim que salvarei vocês do pecado. Ponto final. Embora o resultado, o grandioso final da promessa da aliança, seja evidentemente a vida eterna em um mundo renovado, não precisamos esperar a chegada desse dia para desfrutar das bênçãos da aliança. O Senhor Se interessa pela nossa vida hoje; Ele deseja o melhor para nós agora. A aliança não é um negócio em que você faz uma série de coisas e então, muito tempo depois, receberá sua retribuição. Os que entram pela fé na relação de aliança podem desfrutar das bênçãos, recompensas e dons aqui e agora.

A lição desta semana, a última da nossa série sobre a aliança, analisa algumas dessas bênçãos imediatas, algumas promessas que vêm pela graça de Deus derramada em nosso coração porque, ao ouvirmos o Senhor bater, abrimos a porta. Evidentemente, há muito mais bênçãos do que poderemos abordar nesta semana. Mas isso é apenas o começo de algo que realmente jamais terá fim.

Resumo da semana: Por que devemos sentir alegria? Com base em que podemos reivindicar essa promessa? Por que a aliança deve nos libertar do fardo da culpa? O que significa ter um novo coração?

Sábado, 19 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

Fé da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“A única maneira pela qual [o pecador] pode alcançar a justiça é a fé. Pela fé ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa e a ama tal qual ama Seu Filho. É assim que a fé é imputada como justiça” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).

“Quando por meio de arrependimento e fé aceitamos a Cristo como nosso Salvador, o senhor perdoa nossos pecados e suspende a punição prescrita para a transgressão da lei. O pecador se encontra, então, diante de Deus como uma pessoa justa; desfruta o favor do Céu e, por meio do Espírito, tem comunhão com o Pai e o Filho. Então há ainda outra obra a ser realizada, e esta é de natureza progressiva. A pessoa deve ser santificada pela verdade. E isso também é realizado pela fé. Pois é somente pela graça de Cristo, a qual recebemos pela fé, que o caráter pode ser transformado” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 191).

Perguntas para consideração

1. Qual é a diferença entre fé viva e fé morta? (Tg 2:17, 18 [“17 Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. 18 Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.”]). Como Paulo descreveu a fé viva? (Rm 16:26 [“e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações,”]). Qual palavra nos revela o que envolve a fé?

2. “Se somos salvos unicamente por uma justiça creditada, e não por uma justiça que existe em nós, não importa o que fazemos nem como agimos”. Você concorda com esse argumento?

3. “Nossa aceitação por Deus só é segura por meio de Seu Filho amado, e as boas obras são apenas o resultado da atuação de Seu amor que perdoa o pecado. Não constituem um crédito para nós, e nada nos é atribuído pelas nossas boas obras que possamos usar para reivindicar uma parte em nossa salvação […]. [O crente] não pode apresentar suas boas obras como argumento para sua salvação” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 199). Por que as boas obras são tão essenciais na experiência cristã?

Sexta-feira, 18 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A aliança e o sacrifício

Lições da Bíblia1

“Sabendo que não foi mediante coisas perecíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que seus pais lhes legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula” (1Pe 1:18, 19).

1. O que Pedro quis dizer ao declarar que fomos resgatados? Como isso ocorreu?

Quando Pedro falou sobre a morte expiatória de Cristo na cruz, a ideia de “resgate” ou de preço a que ele se referiu nos faz lembrar da antiga prática em que um escravo era libertado da escravidão após o pagamento de determinado valor (pagamento feito geralmente por um parente). Em contraste, Cristo nos resgatou da escravidão do pecado e de seu resultado final, a morte, mas Ele o fez por meio de Seu “precioso sangue”, de Sua morte substitutiva e voluntária no Calvário. Esse é o fundamento de todas alianças: sem a morte de Cristo, a aliança se tornaria nula e sem efeito, porque Deus não poderia ter cumprido com justiça Sua parte do acordo, que é o dom da vida eterna, concedido a todo o que crê.

2. Examine os seguintes versos: Rm 6:23; 1Jo 5:11, 13. Que mensagem eles têm em comum?

Rm 6:23 (ARA)2: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

1Jo 5:11, 13 (ARA)2: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. […] Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.”

Temos essa promessa de vida eterna, pois só Jesus podia reparar a brecha que nos privou da vida eterna. Por quê? Porque só a justiça e o valor infinito do Criador poderiam cancelar nossa dívida para com a lei transgredida – essa é a amplitude da ruptura causada pelo pecado. Afinal, o que se poderia dizer sobre a seriedade da eterna lei moral de Deus se uma criatura finita e temporal pudesse pagar a penalidade por sua transgressão? Só Alguém igual a Deus, em quem existia vida não emprestada, não derivada e eterna, poderia ter pago o resgate exigido para nos livrar da dívida para com a lei. Assim todas as promessas da aliança são cumpridas e temos vida eterna, mesmo agora; assim fomos resgatados do pecado e da morte.

Imagine que uma criança, em um museu, jogasse tinta sobre uma valiosa pintura de Rembrandt e a estragasse. Os pais, mesmo vendendo todos os seus bens, não conseguiriam pagar a dívida. Essa imagem nos ajuda a entender a gravidade da ruptura causada pelo pecado, nossa incapacidade para repará-la e por que só Deus podia pagar a dívida?

Segunda-feira, 14 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.