Uma aliança superior

Lições da Bíblia

“1. De acordo com Hebreus 8:6, o que são as ‘promessas superiores’ e a aliança superior? Por que o ministério de Jesus é mais excelente?”1

Hebreus (8:6 ARA)2: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.”.

“Talvez a maior diferença entre a religião do Antigo Testamento e a do Novo seja o fato de que a era do Novo Testamento teve início com a vinda do Messias, Jesus de Nazaré. Ele foi enviado por Deus para ser o Salvador. Os seres humanos não poderiam ignorá-Lo e esperar ser salvos. Somente pela expiação que Ele proveu, os pecados da humanidade poderiam ser perdoados. Unicamente pela imputação de Sua vida perfeita poderiam permanecer diante de Deus sem condenação. Em outras palavras, a salvação era por meio da justiça de Jesus, e nada mais.”1

“Os santos do Antigo Testamento aguardavam com expectativa as bênçãos da era messiânica e a promessa de salvação. Na época do Novo Testamento, as pessoas foram confrontadas com a seguinte pergunta: ‘Vocês aceitam Jesus de Nazaré a quem Deus enviou como Messias, seu Salvador?’ Se acreditassem nEle, isto é, se O aceitassem como Redentor, o que Ele realmente era, e se entregassem a Ele, seriam salvas por meio da justiça que Ele lhes oferecia gratuitamente.”1

“Entretanto, os requisitos morais permanecem inalterados no Novo Testamento, pois foram fundamentados no caráter de Deus e de Cristo. A obediência à lei moral de Deus faz parte tanto da nova aliança como fez parte da antiga.”1

“2. Leia Mateus 19:17, Apocalipse 12:17, 14:12 e Tiago 2:10, 11. O que esses textos revelam sobre a lei moral no Novo Testamento? Assinale a alternativa correta:”1

Mateus (19:17 ARA)2: “Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.”. Apocalipse (12:17, 14:12 ARA)2: “17 Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar. […] 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”. Tiago (2:10, 11 ARA)2: “10 Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. 11 Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.”.

A.( ) Ela continua valendo, pois é atemporal.
B.( ) Ela não é mencionada no Novo Testamento, pois perdeu a validade.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Ao mesmo tempo, foi interrompido todo o conjunto de leis rituais e cerimoniais distintamente israelitas, que estavam claramente ligadas à antiga aliança, e que apontavam para Jesus e para Sua morte e ministério como Sumo Sacerdote. Teve início uma nova ordem com base em ‘promessas superiores’.”1

“Um dos principais objetivos de Paulo no livro de Romanos foi ajudar os judeus e gentios a compreender o que estava envolvido nessa transição do judaísmo para o cristianismo. Levaria tempo para fazer essa transição. Muitos judeus que tinham aceitado Jesus ainda não estavam preparados para as grandes mudanças que estavam por vir.”

“Quais são suas promessas bíblicas favoritas? Você costuma reivindicá-las? As escolhas que você tem feito podem atrapalhar o cumprimento dessas promessas em sua vida?”1

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Domingo, 08 de outubro de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da escola sabatina. Salvação somente pela fé: o livro de Romanos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 490, Out. Nov. Dez. 2017. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As duas alianças – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 363-373: ‘A Lei e as alianças’.”1

“Se na aliança abraâmica havia a promessa da redenção, por que se formou outra aliança no Sinai? – Em seu cativeiro, o povo em grande parte havia perdido o conhecimento de Deus e os princípios da aliança abraâmica […].”1

“‘Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência. […] (Êx 19:5, 6). Os israelitas não compreendiam a pecaminosidade de seu coração, e que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entraram em aliança com Deus […]. No entanto, apenas algumas semanas se passaram antes que violassem sua aliança com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante uma aliança que tinham transgredido. Vendo sua índole pecaminosa e a necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado na aliança abraâmica e prefigurada nas ofertas sacrificais. Então, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam preparados para apreciar as bênçãos da nova aliança’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 371, 372).”1

Perguntas para reflexão

“1. Você vive na ‘antiga aliança’ ou na ‘nova aliança’? Como saber a diferença?”1

“2. Em sua igreja, quais questões causam tensão? Elas estão sendo resolvidas? Você é vítima de ‘perseguição’ ou é o perseguidor? Percebe a diferença entre as duas atitudes? (Mt 18:15-17).”1

“3. Você já fez promessas ao Senhor de que não faria isso ou aquilo, e acabou fazendo? Como esse triste fato o ajuda a entender o significado da graça?”1

“Resumo: As histórias de Hagar, Ismael e os filhos de Israel no Sinai ilustram a loucura de tentar confiar em nossos próprios esforços para realizar o que Deus prometeu fazer. Esse método de justiça própria é mencionado como antiga aliança. Mas a nova aliança da graça é eterna. Foi estabelecida primeiramente com Adão e Eva após o pecado, renovada com Abraão e finalmente cumprida em Cristo.”1

Sexta-feira, 01 de setembro de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

A aliança abraâmica

Lições da Bíblia

“3. Quais promessas da aliança Deus fez a Abrão em Gênesis 12:1-5? Qual foi a resposta de Abrão?”1

Gênesis (12:1-5 ARA)2: “1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram.

“As promessas de Deus para Abrão dizem respeito à graça divina. Foi o Senhor, não Abrão, que fez as promessas. Abrão não havia feito nada para merecer o favor de Deus, nem existe ali nenhuma indicação de que Deus e Abrão de alguma forma tivessem trabalhado juntos para chegar a esse acordo. Deus fez todas as promessas. Abrão, em contrapartida, foi chamado a exercer fé na promessa de Deus, não uma pretensa e frágil ‘fé’, mas uma fé que se manifestou quando ele, com 75 anos de idade, deixou seus familiares e se dirigiu à terra que Deus havia prometido.”1

“‘Com a ‘bênção’ pronunciada sobre Abraão e, por meio dele, a todos os seres humanos, o Criador renovou Seu propósito redentor. Ele havia ‘abençoado’ Adão e Eva no paraíso (Gn 1:28; 5:2) e depois ‘abençoou Deus a Noé e a seus filhos’ após o Dilúvio (9:1). Dessa maneira, Deus tornou clara Sua promessa anterior de um Redentor que iria redimir a humanidade, destruir o mal e restaurar o paraíso (Gn 3:15). Deus confirmou Sua promessa de abençoar ‘todos os povos’ em Sua obra universal de proclamação do evangelho” (Hans K. LaRondelle, Our Creator Redeemer, p. 22, 23).”1

“4. Após dez anos de espera pelo nascimento do filho prometido, quais perguntas Abrão tinha sobre a promessa de Deus, de acordo com Gênesis 15:1-6?”1

Gênesis (15:1-6 ARA)2: 1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6 Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.

“É fácil exaltar Abrão como o homem de fé que nunca teve quaisquer dúvidas ou perguntas. No entanto, as Escrituras pintam um quadro diferente. Abrão acreditou, mas também teve dúvidas ao longo do caminho. Sua fé foi crescente. Como o pai do relato de Marcos 9:24, Abrão basicamente disse a Deus em Gênesis 15:8: ‘Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!’ Em resposta, Deus graciosamente deu a Abrão a certeza do cumprimento da Sua promessa, ao entrar numa aliança formal com ele (Gn 15:7-18). O que torna essa passagem tão surpreendente não é o fato de que Deus tivesse entrado em aliança com Abrão, mas quanto Ele estava disposto a ceder para realizá-la. Ao contrário de outros governantes do antigo Oriente Próximo, que rejeitavam a ideia de fazer promessas obrigatórias a seus servos, Deus não apenas deu Sua palavra, mas, simbolicamente, passando por entre os pedaços dos animais sacrificados, colocou em risco Sua própria vida nesse pacto. É claro, Jesus, no fim das contas, deu a vida no Calvário para tornar Sua promessa uma realidade.”1

“Você precisa crer no impossível? Como manter a fé, não importando o que aconteça?”1

Segunda-feira, 28 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Princípios da aliança

Lições da Bíblia

Gálatas (4:21-31 ARA)2: “21 Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei? 22 Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. 23 Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa. 24 Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar. 25 Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos. 26 Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe; 27 porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido. 28 Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque. 29 Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. 30 Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. 31 E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.”.

“Muitos consideram a interpretação de Paulo sobre a história de Israel em Gálatas 4:21-31 como a passagem mais difícil em sua carta. Isso porque ela apresenta um argumento extremamente complexo, que exige um amplo conhecimento das pessoas e acontecimentos do Antigo Testamento. O primeiro passo para dar sentido a essa passagem é ter um entendimento básico de um conceito do Antigo Testamento que é central para o argumento de Paulo: o conceito da aliança.”1

“A palavra hebraica traduzida por ‘aliança’ é berit. Ela ocorre quase 300 vezes no Antigo Testamento e se refere a um contrato obrigatório, acordo ou tratado. Por milhares de anos, as alianças desempenharam papel fundamental na definição das relações entre pessoas e nações do antigo Oriente Próximo. Muitas vezes, alianças envolviam sacrifício de animais como parte de seu processo (literalmente, ‘cortar’ uma aliança). A matança de animais simbolizava o que aconteceria a uma das partes, caso esta falhasse em cumprir as promessas e obrigações da aliança.”1

“‘De Adão a Jesus, Deus Se relacionou com a humanidade por meio de uma série de promessas da aliança centralizadas em um futuro redentor, e que culminaram na aliança davídica (Gn 12:2, 3; 2Sm 7:12-17; Is 11). No cativeiro babilônico, Deus prometeu a Israel uma ‘nova aliança’ mais eficaz (Jr 31:31-34) em conexão com a vinda do Messias davídico (Ez 36:26-28; 37:22-28)’ (Hans K. LaRondelle, Our Creator Redeemer [Nosso Criador e Redentor], Berrien Springs, Michigan: Andrews University Press, 2005, p. 4).”1

“1. De acordo com Gênesis 1:28; 2:2, 3, 15-17, qual foi a base da aliança original de Deus com Adão, no Jardim do Éden, antes do pecado?”1

Gênesis (1:28 ARA)2: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”.

Gênesis (2:2, 3, 15-17 ARA)2: “2 E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. […] 15 Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”.

“Embora o casamento, o trabalho físico e o sábado fizessem parte das provisões gerais da aliança da criação, seu foco principal era o mandamento de não comer do fruto proibido. A natureza básica da aliança era ‘obedecer e viver’. Como a natureza humana foi criada em harmonia com Deus, o Senhor não exigiu o impossível. A obediência era a inclinação natural da humanidade. No entanto, Adão e Eva escolheram fazer o que não era natural e, nesse ato, não apenas romperam com a aliança da criação, mas tornaram impossível o cumprimento de seus termos aos seres humanos, agora corrompidos pelo pecado. O próprio Deus iria restaurar o relacionamento que Adão e Eva haviam perdido. Ele fez isso estabelecendo imediatamente uma aliança de graça, com base na promessa de um Salvador (Gn 3:15).”1

“2. Leia Gênesis 3:15, a primeira promessa evangélica da Bíblia. Em que parte, nesse verso, encontra-se um indício da esperança que temos em Cristo?”1

Gênesis (3:15 ARA)2: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Domingo, 27 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As duas alianças

Lições da Bíblia

Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe” (Gl 4:26).

“Muitas vezes, cristãos que rejeitam a autoridade do Antigo Testamento veem a promulgação da lei no Sinai como algo incompatível com o evangelho. Concluem que a aliança apresentada no Sinai representa uma época, uma dispensação, um tempo na história humana em que a salvação tinha por base a obediência à lei. Mas, pelo fato de que as pessoas não viveram à altura das exigências da lei, eles pensam que Deus anunciou a nova aliança da graça mediante os méritos de Jesus Cristo. Este é o seu entendimento das duas alianças: a antiga, com base na lei, e a nova, fundamentada na graça.”1

“Por mais comum que seja essa visão, ela é equivocada. A salvação nunca foi pela obediência à lei. Desde o início, o judaísmo bíblico sempre foi uma religião de graça. O legalismo que Paulo estava confrontando na Galácia era uma perversão, não apenas do cristianismo, mas do próprio Antigo Testamento. As duas alianças não são questões de tempo; em lugar disso, elas são um reflexo das atitudes humanas e representam duas maneiras diferentes de tentar se relacionar com Deus, que remontam a Caim e Abel. A antiga aliança representa os que, como Caim, equivocadamente confiam na própria obediência como meio de agradar a Deus. Em contrapartida, a nova aliança representa a experiência dos que, como Abel, confiam inteiramente na graça de Deus para realizar tudo o que Ele prometeu.”1

Hoje é o dia do Projeto Quebrando o Silêncio. O que sua igreja pode fazer para alcançar e restaurar corações quebrantados?

Sábado, 26 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

O povo da aliança de Deus

Lições da Bíblia

“Em grande parte, Pedro escreveu com base na perspectiva do Antigo Testamento, em que a ideia de aliança era algo central, um tema fundamental para a teologia judaica e cristã.”1

“O que é aliança?”

“‘Aliança’ (em hebraico, berit) é uma palavra que descreve um tratado ou acordo formal entre duas partes. Ela podia ser feita entre dois indivíduos, por exemplo, Labão e Jacó em Gênesis 31:44, ou entre dois reis, como no caso de Salomão e Hirão em 1 Reis 5:12 (onde berit é traduzida como ‘acordo’ na NTLH e ‘tratado’ na NVI). Podia ser feita também entre um rei e seu povo, como, por exemplo, Davi e os anciãos de Israel (2Sm 5:3).”1

“Entre essas relações se destaca o relacionamento especial de aliança que existe entre Deus e Seu povo escolhido, os descendentes de Abraão.”1

“4. Leia Gênesis 17:1-4 e Êxodo 2:2424:3-8. O que esses textos revelam sobre a aliança que Deus fez com Israel?”1

“1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. 2 Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. 3 Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: 4 Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações.” (Gênesis 17:1-4 ARA). “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó.” (Êxodo 2:24 ARA). “3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do SENHOR e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o SENHOR faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao SENHOR holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. 8 Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras.” Êxodo 24:3-8 ARA).

“O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, traz o relato da aliança de Deus com Abraão (Gn 15:9-21; 17:1-26). O Senhor ‘lembrou-Se’ dessa aliança quando resgatou Seu povo da opressão egípcia (Êx 2:24). Ele a renovou nos dias de Moisés quando deu aos filhos de Israel os Dez Mandamentos e outras leis (veja Êx 19:1–24:8, especialmente Êx 24:3-8).”

“Todavia, as promessas da aliança eram condicionais. ‘O Senhor determinou que, se eles fossem fiéis na observância de Seus preceitos, Ele os abençoaria em toda a sua colheita e em toda a obra de suas mãos’ (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 574). Os profetas do Antigo Testamento alertaram repetidamente Israel quanto aos perigos da desobediência à lei de Deus, muitas vezes usando uma linguagem que fazia o povo se lembrar da aliança. Alguns estudiosos sustentam que, com exceção das profecias de Daniel e Apocalipse, muitas profecias bíblicas são condicionais. Isso mostra quanto a obediência é fundamental no tocante às promessas da aliança. As bênçãos estavam condicionadas à obediência à lei de Deus, e a destruição se aplicava somente aos rebeldes.”1

“O que significa estar em um relacionamento de aliança com Deus? Quais compromissos esse relacionamento requer de você?”1

Terça-feira, 11 de abril de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1MCLVER, Robert K. Apascenta as Minhas ovelhas: 1 e 2 Pedro. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 488, Abr. Mai. Jun. 2017. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“Sabemos que um arco-íris ocorre quando a luz do sol é refratada e refletida em gotas de água, dispersando a luz em vários ângulos. A luz entra na gota de chuva em um ponto, é refletida por trás dessa gota em outro, e sai por outro, criando as cores que vemos.”1

“O poeta John Keats temia que a ciência fosse ‘desfazer o arco-íris’, mas mesmo que pudéssemos analisar, medir, predizer e quantificar tudo a respeito do arco-íris, até chegar ao interior de cada fóton e ao fundo de cada quark, o que isso provaria, exceto que compreendemos melhor as leis naturais que Deus usou para criar os sinais dessa promessa da aliança? Talvez a ciência um dia seja capaz de explicar tudo sobre a composição do arco-íris, com detalhes de até 25 dígitos à direita da vírgula, mas nunca poderá explicar por que ele se forma.”1

“Nós, porém, sabemos por quê. Deus criou o mundo de tal forma que, quando a luz do sol e a névoa úmida estão na relação correta uma para com a outra, a névoa fragmenta a luz, refratando-a e refletindo-a em diferentes ângulos que criam faixas de ondas eletromagnéticas. Essas faixas de ondas, ao atingirem nossos olhos, formam em nossa mente a imagem de um arco-íris. Ele fez isso (a razão que a ciência nunca poderá explicar) para nos lembrar da promessa de Sua aliança, de que nunca mais destruiria a Terra com água.”1

Perguntas para reflexão

“1. Que verdades bíblicas cruciais a ciência nunca poderá nos ensinar? Poderíamos dizer que as coisas mais importantes nunca poderiam ser reveladas pela ciência?”1

“2. Qual é o papel da fé e qual é o papel das obras, e de que forma elas se relacionam com a experiência cristã?”1

“3. O que significa dizer que a lei está gravada em nosso coração? Como essa ideia mostra a perpetuidade da lei, mesmo sob a nova aliança?”1

Sexta-feira, 11 dezembro de 2015. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Jeremias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 482, Out. Nov. Dez. 2015. Adulto, Professor.