A morte de Moisés

Lições da Bíblia1

Pobre Moisés! Depois de chegar tão longe e passar por tanta coisa, ficar de fora do cumprimento da promessa a Abrão: “Darei esta terra à sua descendência” (Gn 12:7).

4. Leia Deuteronômio 34:1-12. O que aconteceu com Moisés, e o que o Senhor disse sobre ele que mostrou como era um homem especial?

Deuteronômio 34:1-12 (ARA)2: “1 Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cimo de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã; 2 e todo o Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés; e toda a terra de Judá até ao mar ocidental; 3 e o Neguebe e a campina do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. 4 Disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá. 5 Assim, morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. 6 Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. 7 Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor. 8 Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas de Moabe; então, se cumpriram os dias do pranto no luto por Moisés. 9 Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés. 10 Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o Senhor houvesse tratado face a face, 11 no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando do Senhor, fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra; 12 e no tocante a todas as obras de sua poderosa mão e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista de todo o Israel”

“Na solidão, Moisés reviu sua vida de lutas e dificuldades, desde que havia deixado as honras da corte e de um reino que poderia ter sido seu no Egito, para arriscar o futuro com o povo escolhido de Deus. Lembrou-se dos longos anos no deserto com os rebanhos de Jetro, do aparecimento do Anjo na sarça ardente e do chamado para libertar Israel. Viu de novo os milagres do poder de Deus realizados em favor do povo escolhido e Sua paciente misericórdia durante os anos de peregrinação e rebelião. Apesar de tudo que Deus tinha feito pelo povo, apesar das próprias orações e dos esforços de Moisés, apenas dois de todos os adultos do vasto exército que deixou o Egito foram considerados dignos de entrar na terra prometida. Revendo os resultados de seus trabalhos, sua vida de provações e sacrifícios, Moisés tinha a impressão de que quase tudo havia sido em vão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 471, 472).

Deuteronômio 34:4 diz algo interessante. “Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo que a daria à descendência deles”. O Senhor usou quase as mesmas palavras que havia dito repetidamente aos patriarcas e seus filhos, sobre dar-lhes a terra. Naquele momento, Ele as repetiu a Moisés.

O Senhor também disse: “Estou permitindo que você a veja com os seus olhos, mas você não entrará nela” (Dt 34:4, grifo nosso). Não havia como Moisés, parado onde estava, ter visto tudo o que o Senhor lhe apontou, de Moabe a Dã, a Naftali e assim por diante. Ellen G. White esclareceu: foi uma revelação sobrenatural, não apenas da terra, mas de como seria depois que tivessem tomado posse dela.

Era como se Deus estivesse provocando Moisés, cutucando a ferida: Você poderia ter estado aqui se tivesse Me obedecido. Mas o Senhor mostrou a ele que apesar do erro do Seu servo, Deus seria fiel às promessas da aliança feita com os patriarcas e com Israel. Além disso, o Senhor tinha algo melhor para aquele servo fiel e imperfeito.

Terça-feira, 21 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O pecado de Moisés: parte 2

Lições da Bíblia1

Leia Números 20:12, 13. Que motivo específico o Senhor deu a Moisés para ele não entrar na terra? Dt 31:2; 34:4

Números 20:12, 13 (ARA)2: “12 Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. 13 São estas as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e o Senhor se santificou neles.”

Deuteronômio 31:2 (ARA)2: “e disse-lhes: Sou, hoje, da idade de cento e vinte anos. Já não posso sair e entrar, e o Senhor me disse: Não passarás o Jordão”

Deuteronômio 34:4 (ARA)2: “Disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá.”

Segundo o texto, havia mais no pecado de Moisés do que apenas a tentativa de tomar o lugar de Deus, o que já era grave o suficiente. Ele também mostrou falta de fé, o que, para alguém como Moisés, seria imperdoável. Afinal, esse era o homem que, a partir do evento da sarça ardente (Êx 3:2-16), teve uma experiência com Deus diferente do que ocorre com a maioria das pessoas, e ainda, de acordo com o texto, Moisés não creu (Nm 20:12), ou seja, mostrou falta de fé no que o Senhor havia dito e, como resultado, falhou em santificá-Lo diante dos filhos de Israel. Em outras palavras, se Moisés tivesse mantido a calma e feito o correto, mostrando sua própria fé e confiança em Deus em meio à apostasia, ele teria glorificado o Senhor diante do povo e sido, novamente, um exemplo de fé e obediência verdadeiras.

Observe também como Moisés desobedeceu ao que o Senhor lhe disse especificamente que fizesse.

3. Leia Números 20:8. O que o Senhor disse a Moisés que fizesse? O que ele fez? Nm 20:9-11

Números 20:8 (ARA)2: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais.”

Números 20:9-11 (ARA)2: “9 Então, Moisés tomou o bordão de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. 10 Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? 11 Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.”

O verso nove mostra Moisés pegando o bordão como o Senhor lhe havia ordenado. Porém, no verso 10, em vez de falar com a rocha, da qual a água teria então fluído como expressão surpreendente do poder divino, Moisés a feriu, não uma, mas duas vezes. Sim, bater em uma pedra e tirar água dela foi um milagre, mas certamente não tão surpreendente quanto apenas falar com ela e ver o mesmo acontecer.

Claro, superficialmente pode parecer que o julgamento divino sobre Moisés foi extremo: depois de tudo o que ele passou, não teria permissão de cruzar o Jordão até a terra prometida. Desde que essa história é contada, indaga-se por que – por um ato precipitado – o que ele esperava por tanto tempo lhe teria sido negado.

Que lição os filhos de Israel devem ter aprendido com o que aconteceu a Moisés?

Segunda-feira, 20 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O pecado de Moisés: parte 1

Lições da Bíblia1

Vez após vez, mesmo em meio à apostasia e peregrinação no deserto, Deus proveu milagrosamente para os filhos de Israel. Isto é, por mais indignos que fossem, a graça fluía para eles. No presente, somos igualmente recipientes de Sua graça, por mais que sejamos indignos dela. Afinal, não seria graça se a merecêssemos, não é mesmo?

Além da abundância de alimento que o Senhor milagrosamente ofereceu ao povo no deserto, outra manifestação de Sua graça foi a água, sem a qual teriam morrido, em um deserto seco, quente e desolado. Falando sobre essa experiência, Paulo escreveu: “e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:4). Ellen G. White declarou que “onde quer que em suas jornadas necessitavam de água, esta jorrava ali das fendas da rocha, ao lado de seu acampamento” (Patriarcas e Profetas, p. 411).

1. Leia Números 20:1-13. O que aconteceu e como entendemos a punição do Senhor a Moisés?

Números 20:1-13 (ARA)2: “1 Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades. Ali, morreu Miriã e, ali, foi sepultada. 2 Não havia água para o povo; então, se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. 3 E o povo contendeu com Moisés, e disseram: Antes tivéssemos perecido quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor! 4 Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para morrermos aí, nós e os nossos animais? 5 E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber? 6 Então, Moisés e Arão se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu. 7 Disse o Senhor a Moisés: 8 Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. 9 Então, Moisés tomou o bordão de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. 10 Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? 11 Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. 12 Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. 13 São estas as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e o Senhor se santificou neles.”

Por um lado, não é difícil entender a frustração de Moisés. Depois de tudo que o Senhor havia feito pelos israelitas, os sinais, as maravilhas e a libertação milagrosa, finalmente estavam nas fronteiras da terra prometida. E então, o que aconteceu? Faltou água e começaram a conspirar contra Moisés e Arão. Será que o Senhor não podia prover água para eles, como havia feito tantas vezes antes? Claro que sim, e o faria de novo!

Observe, porém, as palavras de Moisés ao bater na rocha duas vezes: “Agora escutem, rebeldes! Será que teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?” (Nm 20:10). Notamos ira em sua voz, pois ele os chamou de “rebeldes”.

O problema não foi a ira em si, que foi ruim o suficiente, porém compreensível, mas as seguintes palavras: “Teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?”, como se ele ou outro ser humano pudesse tirar água de uma pedra. No momento da ira, ele pareceu se esquecer de que somente o poder de Deus, atuando entre eles, poderia fazer tal milagre. Ele, mais que todos, deveria saber disso.

Já dissemos ou fizemos coisas em momentos de ira, crendo que isso fosse justificado? Como aprender a parar, orar e buscar o poder divino para não fazer o que é errado?

Domingo, 19 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ressurreição de Moisés

Lições da Bíblia1

“Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando entrou em conflito com o diabo e discutia a respeito do corpo de Moisés, ousou pronunciar sentença difamatória contra ele. Pelo contrário, disse: ‘O Senhor repreenda você!’” (Jd 9).

Como vimos neste trimestre, Moisés é o personagem central de Deuteronômio. Sua vida, seu caráter e suas mensagens permeiam o livro. Embora a obra fale sobre Deus e Seu amor por ‘am yisra’el (“o povo de Israel”), o Senhor usou Moisés para revelar esse amor ao Seu povo Israel.

Ao nos aproximarmos do final do estudo sobre Deuteronômio, chegamos também ao final da vida de Moisés, pelo menos nesta Terra.

Como Ellen G. White expressou: “Moisés sabia que iria morrer sozinho. Não seria permitido a nenhum amigo terrestre acompanhá-lo em suas últimas horas. Havia um clima de mistério e solenidade em torno da cena que estava perante ele, que fazia com que sentisse um aperto no coração. A mais severa prova era separar-se do povo de quem havia cuidado e a quem demonstrara tanto amor – povo com o qual seu interesse e sua vida tinham estado unidos durante tanto tempo. Contudo, Moisés havia aprendido a confiar no Senhor e, com inquestionável fé, entregou sua vida e seu povo à misericórdia e ao amor de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 470, 471).

A vida e o ministério de Moisés revelaram, assim como sua morte e ressurreição, muito sobre o caráter divino.

Sábado, 18 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Deuteronômio no Novo Testamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Assim como o AT cita a si mesmo, o NT está repleto de citações diretas, referências e alusões ao AT. Salmos, Isaías e Deuteronômio estão entre os mais utilizados. Várias vezes os escritores do NT citaram o que é conhecido como a Septuaginta (LXX), chamada de “Antigo Testamento grego”, a mais antiga tradução grega conhecida da Bíblia hebraica. Os primeiros cinco livros da Bíblia, conhecidos como Torá ou Pentateuco, foram traduzidos no 3o século a.C., e o restante do AT por volta do 2o século a.C.

Pode-se aprender muito, também, de como interpretar a Bíblia pela forma com que os escritores inspirados do NT usaram o AT. E uma das primeiras lições que podemos aprender é que, ao contrário do que dizem muitos eruditos, os escritores do NT nunca levantaram nenhuma questão sobre a autenticidade ou autoridade dos livros do AT. Nada em seus escritos revelou, por exemplo, dúvida sobre a historicidade dos relatos do AT, desde a existência de Adão e Eva, a queda, o dilúvio, o chamado de Abraão e assim por diante. A “erudição” que questiona essas coisas é apenas ceticismo humano e não deve ter lugar no coração nem na mente dos adventistas do sétimo dia.

Perguntas para consideração

1. Levando em conta toda a luz que recebemos como adventistas do sétimo dia, o que isso nos ensina sobre a grande responsabilidade de sermos fiéis às verdades que nos foram confiadas?

2. Leia Deuteronômio 18:9-14. Que manifestações modernas dessas “abominações ao Senhor” existem, e como podemos ter certeza de que as evitamos?

3. Por que os cristãos, que entendem a aplicação universal da morte de Cristo na cruz, nunca deveriam “levantar rostos” (veja o estudo de segunda-feira)? Como podemos reconhecer em nós essa tendência? Como a cruz pode nos curar dessa atitude errada?

Sexta-feira, 17 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Horrível coisa

Lições da Bíblia1

O livro de Hebreus, em sua profundidade e sublimidade, em muitos aspectos, surgiu como uma longa exortação aos crentes judeus. E essa exortação foi: Permaneçam fiéis ao Senhor!

Essa fidelidade, é claro, deve originar-se de nosso amor a Deus, por quem Ele é e por Seu caráter e Sua bondade, mais poderosamente expressos na cruz de Cristo. Às vezes, porém, o ser humano precisa ser lembrado das terríveis consequências da infidelidade. Ou seja, precisamos lembrar que, se não aceitarmos o que Jesus fez por nós ao pagar a dívida pelos nossos pecados, teremos que pagá-la nós mesmos, e isso significa “choro e ranger de dentes” (Mt 22:13) seguidos da destruição eterna.

6. Leia Hebreus 10:28-31. O que Paulo disse e como isso se aplica a nós?

Hebreus 10:28-31 (ARA)2: “28 Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. 29 De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? 30 Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.”

Para exortar os crentes judeus a continuar fiéis a Deus, Paulo citou uma exortação anterior aos israelitas para que permanecessem fiéis. O texto usado foi o de Deuteronômio 17:6, em que está escrito que alguém considerado digno de morte sofreria essa pena somente depois que pelo menos duas pessoas testemunhassem contra ele.

Paulo fez isso para deixar claro que, se a infidelidade podia levar à morte sob a antiga aliança, “quanto mais severo deve ser o castigo daquele que pisou o Filho de Deus, profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado e insultou o Espírito da graça”? (Hb 10:29). Em outras palavras, você tem mais luz e mais verdade do que eles e sabe sobre o sacrifício do Filho de Deus por seus pecados; assim, se você rejeitar isso, sua condenação será maior do que a deles.

Então Paulo voltou a Deuteronômio 32:35 para apoiar seu argumento. Considerando o que eles receberam em Cristo e seu conhecimento da grande provisão feita, o Senhor, que disse: “a Mim pertence a vingança”, Ele mesmo “julgará o Seu povo” (Hb 10:30) por sua apostasia e infidelidade. Afinal, Deus havia julgado seus antepassados, que não tiveram o que esses judeus do NT tinham, a revelação mais completa do amor divino demonstrado na cruz. Assim, basicamente, Paulo estava dizendo: Estejam avisados!

“O Senhor fará justiça ao Seu povo” (Dt 32:36). Qual é a nossa única esperança nesse julgamento (veja Rm 8:1 [“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”])?

Quinta-feira, 16 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um Profeta semelhante a você

Lições da Bíblia1

Repetidamente, o Senhor advertiu Israel a não seguir as práticas das nações vizinhas. Ao contrário, ele deveria testemunhar a essas nações (Dt 4:6-8). Em Deuteronômio 18:9-14, Moisés outra vez o advertiu sobre práticas específicas que eram “abominação ao Senhor” (Dt 18:12). Nesse contexto, ele disse que os israelitas deviam ser “perfeitos para com o Senhor, seu Deus” (Dt 18:13).

Leia Deuteronômio 18:15-19. O que Moisés disse? Em seguida, compare sua fala com Atos 3:22 e 7:37. Como Pedro e Estêvão aplicam Deuteronômio 18:18?

Deuteronômio 18:15-19 (ARA)2: “15 O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, 16 segundo tudo o que pediste ao Senhor, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do Senhor, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. 17 Então, o Senhor me disse: Falaram bem aquilo que disseram. 18 Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19 De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas.”

Atos 3:22 (ARA)2: “Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.”

Atos 7:37 (ARA)2: “Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.”

Deuteronômio 18:18 (ARA)2: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.”

Em referência à aliança no Sinai, Moisés falou de como os filhos de Israel, na revelação da lei de Deus (Êx 20:18-21), queriam que o servo de Deus fosse um mediador, um intercessor entre eles e o Senhor. Então Moisés lhes prometeu, duas vezes (Dt 18:15, 18), que o Senhor levantaria um profeta como ele, e que esse profeta, como Moisés, seria, entre outras coisas, também um intercessor entre o povo e o Senhor.

Muitos séculos depois, Pedro e Estêvão citaram o texto em referência a Jesus. Para Pedro, Jesus era o cumprimento do que havia sido falado pela “boca dos Seus santos profetas desde a antiguidade” (At 3:21), e os líderes deveriam obedecer às Suas palavras. Ou seja, Pedro usou esse texto, que os judeus conheciam, e o aplicou a Jesus, com a ideia de que eles precisavam se arrepender pelo que tinham feito a Ele (At 3:19).

Em seguida, em Atos 7:37, Estêvão, embora em um contexto diferente do de Pedro, também se referiu a essa famosa promessa e afirmou que ela apontava para Jesus. Ele quis dizer que Moisés, em seu papel na história como líder dos judeus, havia prefigurado Jesus. Assim como Pedro, Estêvão mostrou ao povo que Cristo Jesus era o cumprimento de uma profecia e que eles precisavam ouvi-Lo. Ao contrário da acusação feita pelos judeus contra Estêvão, de que ele estava falando “blasfêmias contra Moisés e contra Deus” (At 6:11), o servo de Deus proclamou o Senhor Jesus como Messias, cumprimento direto do que Deus havia prometido por meio da profecia de Moisés.

Como esses versos nos mostram a centralidade de Jesus em toda a Bíblia, e por que todo o nosso entendimento dela deve ser centrado em Cristo?

Quarta-feira, 15 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Amaldiçoado em um madeiro

Lições da Bíblia1

O que Paulo disse que é relevante para nós, e como ele usou Deuteronômio 27:26 e 21:22, 23 em seu argumento? Gl 3:1-14

Deuteronômio 27:26 (ARA)2: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!”

Deuteronômio 21:22, 23 (ARA)2: “22 Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, 23 o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança.”

Gálatas 3:1-14 (ARA)2: “1 Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? 2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 3 Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? 4 Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. 5 Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. 11 E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. 12 Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), 14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.”

Infelizmente, é comum se usar Gálatas como um tipo de justificativa para não guardar os Dez Mandamentos. Esse argumento é usado como razão para não guardar o quarto mandamento, como se guardar aquele, em oposição aos outros nove, fosse de alguma forma uma expressão do legalismo do qual Paulo tratou nessa passagem.

No entanto, o apóstolo não estava falando contra a lei, e certamente nada nesse texto poderia justificar a quebra do sábado. A chave encontra-se em Gálatas 3:10, em que ele escreveu que “todos os que são das obras da lei estão debaixo de maldição”, e então citou Deuteronômio 27:26. A questão não é obediência à lei, mas “confiar na lei”, uma posição difícil, se não impossível, para seres caídos como nós.

O que Paulo quis dizer é que não somos salvos pelas obras da lei, mas pela morte de Cristo em nosso lugar, a qual nos é creditada pela fé. Sua ênfase é o que Cristo fez por nós, na cruz. Para destacar esse ponto, ele se referiu a Deuteronômio 21:23. Como Jesus, Paulo disse: “Está escrito”, mostrando a autoridade do AT, e citou um texto que trata de alguém que, tendo cometido um crime capital e sido executado por isso, foi então pendurado em um madeiro, talvez para servir de exemplo.

Paulo, porém, usou isso como símbolo para a morte substitutiva de Cristo por nós: Cristo Se tornou “maldição em nosso lugar” porque enfrentou a maldição da lei; isto é, a morte que todos enfrentaríamos, pois transgredimos a lei. Porém, as boas-novas do evangelho dizem que a maldição que deveria ter sido nossa tornou-se Dele, na cruz, “a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido” (Gl 3:14).

“Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a humilhação do pecado, tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 63).

Pense no que você enfrentaria se recebesse a punição justa por seus erros. No entanto, visto que Cristo suportou a punição por seus erros em Si mesmo, de forma que você não precisa fazê-lo, qual deve ser sua resposta ao Seu sacrifício?

Terça-feira, 14 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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