Sinal de santificação

Lições da Bíblia1

“Certamente vocês guardarão os Meus sábados, pois é sinal entre Mim e vocês de geração em geração, para que vocês saibam que Eu sou o Senhor, que os santifica” (Êx 31:13).

Êxodo 31:12-17 é um texto excepcionalmente rico a respeito do sábado, e vem logo após as orientações do Senhor para a construção do santuário e o estabelecimento de seus rituais (Êx 25:1–31:11).

O conceito do sábado como um “sinal” visível, exterior e eterno entre Deus e Seu povo é expresso dessa maneira pela primeira vez. O texto contém alguns conceitos impressionantes que merecem nosso estudo. Duas novas ideias são reunidas nesse texto:

1. O sábado como sinal de conhecimento;

2. O sábado como sinal de santificação;

Considere o aspecto do sinal relacionado ao conhecimento. A compreensão hebraica de conhecimento inclui aspectos intelectuais, relacionais e emocionais. “Conhecer” não significava simplesmente saber um fato, especialmente quando uma pessoa estivesse envolvida. “Conhecer” também significava ter um relacionamento significativo com a pessoa conhecida. Assim, conhecer o Senhor significava estar no relacionamento certo com Ele – servi-Lo (1Cr 28:9), temê-Lo (Is 11:2), crer Nele (Is 43:10), confiar Nele, buscá-Lo (Sl 9:10) e invocar Seu nome (Jr 10:25).

5. Consulte cada um dos textos do parágrafo acima. De que maneira eles nos ajudam a entender o que significa “conhecer” o Senhor?

Servi-Lo – 1Cr 28:9 (ARA)2: “Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre.”

Temê-Lo – Is 11:2 (ARA)2: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.”

Crer Nele – Is 43:10 (ARA)2: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.

Confiar Nele, buscá-Lo – Sl 9:10 (ARA)2: “Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam.”

Invocar Seu nome – Jr 10:25 (ARA)2: “Derrama a tua indignação sobre as nações que não te conhecem e sobre os povos que não invocam o teu nome; porque devoraram a Jacó, devoraram-no, consumiram-no e assolaram a sua morada.”

O sábado também é um sinal de santificação. Significa que o Senhor “santifica” Seu povo (compare com Lv 20:8 [“Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o Senhor, que vos santifico.”]; Dt 7:6 [“6 Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra.”]).

O processo de santificação é obra do amor redentivo de Deus e revela salvação e redenção. Tanto a justiça (justificação) quanto a santificação são obras Dele: “Eu sou o Senhor, que os santifico” (Lv 20:8). Portanto, o sábado é um sinal que dá conhecimento de Deus como Santificador. “Dado ao mundo como sinal do Criador, o sábado é também o sinal de Deus como nosso Santificador” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 350).

Qual é a função da guarda do sábado no processo de santificação? Como o Senhor usa nossa experiência de guardar o sábado para nos santificar?

Quarta-feira, 26 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Sinal da aliança

Lições da Bíblia1

“Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua de geração em geração. Entre Mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, o Senhor fez os céus e a terra e, no sétimo dia, descansou e tomou alento” (Êx 31:16, 17).

O sábado é designado como um “sinal” em quatro ocasiões nas Escrituras (Êx 31:13, 17; Ez 20:12, 20). Um “sinal” não é um “símbolo”, no sentido de algo que simboliza, representa ou lembra naturalmente outra coisa qualquer, em virtude de ambas compartilharem qualidades semelhantes (por exemplo, o símbolo de um punho geralmente denota “poder” ou “força”). Na Bíblia, o sábado como um “sinal” funciona como uma marca, objeto ou condição exterior cuja intenção é transmitir uma mensagem especial.

Nada no próprio sinal o ligava particularmente à aliança. O sábado era um sinal da aliança entre Deus e o povo “de geração em geração” (Êx 31:13), apenas porque Deus disse que era.

4. Por que o Senhor usou o sábado como sinal da aliança? Por que o sábado é um símbolo tão apropriado do relacionamento salvífico com Deus? Considerando que um aspecto crucial da aliança é que somos salvos pela graça e que as obras não nos salvam, por que o sábado é um símbolo tão adequado desse relacionamento? Gn 2:3; Hb 4:1-4

Gn 2:3 (ARA)2: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”

Hb 4:1-4 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram. 3 Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo. 4 Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera.”

O que impressiona no conceito do sábado como sinal da aliança da graça é que, por séculos, os judeus entenderam esse dia como o sinal da redenção messiânica. Eles viam no sábado uma prévia da salvação no Messias. Visto que entendemos que a redenção vem somente da graça, e que a aliança é da graça, a relação entre o sábado, a redenção e a aliança se torna clara (Dt 5:13-15). Portanto, ao contrário da opinião comum, o sábado é um sinal da graça salvífica de Deus; não é um sinal de salvação pelas obras.

Para você, o que significa “descansar” no sábado? Como você descansa no sábado? O que você faz de diferente nesse dia para torná-lo um “sinal”? Ao observar sua vida, os seus amigos e conhecidos percebem que o sábado é realmente um dia especial para você?

Terça-feira, 25 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O sábado antes do Sinai

Lições da Bíblia1

“Ele respondeu: – Isto é o que disse o Senhor: ‘Amanhã é repouso, o santo sábado dedicado ao Senhor. O que vocês quiserem assar no forno, assem, e o que quiserem cozinhar em água, cozinhem; e tudo o que sobrar separem, guardando para a manhã seguinte’” (Êx 16:23).

Examine Êxodo 16, a história do maná concedido a Israel no deserto, antes do Sinai. Observe o que esse relato revela:

1. Apenas uma porção regular de maná podia ser usada a cada dia, mas no sexto dia uma porção dobrada devia ser colhida.

2. O maná não era dado no sábado.

3. A porção extra necessária para o sábado era guardada sem estragar do sexto para o sétimo dia, enquanto o maná não se conservava nos outros dias.

3. O que essa história revela sobre a santidade do sábado antes da promulgação da lei no Sinai? Êxodo 16:23-28

Êxodo 16:23-28 (ARA)2: “23 Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. 24 E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. 25 Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. 26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. 27 Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. 28 Então, disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?”

“Na verdade, o fato de que o sábado era considerado o sétimo dia, a declaração de que o Senhor havia dado o sábado aos israelitas, e o registro de que o povo, por ordem de Deus, havia descansado no sétimo dia – tudo apontava inequivocamente para a instituição original do sábado [na criação]” (G. F. Waterman, The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, v. 5, p. 184).

Há muito mais sobre o sábado em Êxodo 16 do que se vê à primeira vista. Esse trecho nos ensina:

1. Qual é o dia de preparação para o sábado.

2. Qual dia da semana é o sábado.

3. De onde veio o sábado.

4. Que tipo de dia deveria ser o sábado.

5. Seria o sábado um dia de jejum?

6. O sábado como prova de lealdade a Deus.

Como sua compreensão do sábado se compara com o ensino de Êxodo 16?

Segunda-feira, 24 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Origens

Lições da Bíblia1

Muitas vezes ouvimos a expressão o “antigo sábado judaico”. No entanto, as Escrituras deixam claro que o sábado existia muito antes do povo judeu. Sua origem está na semana da criação.

1. Leia Gênesis 2:2, 3 e Êxodo 20:11. Quando claramente o sábado foi estabelecido?

Gênesis 2:2, 3 (ARA)2: “2 E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”

Êxodo 20:11 (ARA)2: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.”

A. ( ) No Sinai, quando Deus deu os Dez Mandamentos aos judeus.
B. ( ) Na semana da criação.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Embora Gênesis 2:2, 3 não identifique o “sétimo dia” como o sábado (essa identificação aparece pela primeira vez em Êxodo 16:26, 29), ele é claramente indicado no verso: “E, havendo Deus terminado no sétimo dia a Sua obra, que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que tinha feito” (Gn 2:2). A palavra “descansou” (no hebraico, shabat) está relacionada ao substantivo “sábado” (shabbat). “A palavra ‘sábado’ não é empregada [em Gênesis 2:2, 3], mas é certo que o autor pretendia afirmar que Deus abençoou e santificou o sétimo dia como sábado” (G. F. Waterman, The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible. Grand Rapids, MI: Zondervan, 1975, v. 5, p. 183). Evidentemente, Gênesis 2:2, 3 ensina a origem e instituição divina do sábado como dia de bênção para toda a humanidade.

Leia Marcos 2:27. Jesus declarou que o sábado foi feito por causa do “homem”, o que sugere toda a humanidade, em oposição a apenas os judeus.

2. Por que o próprio Deus descansou no sétimo dia? Ele precisava disso? A que outro propósito Seu descanso poderia ter servido?

Dar o exemplo para a humanidade e estar com os seres humanos.

Embora alguns comentaristas tenham sugerido que Deus precisasse de descanso físico após a criação, o propósito de Seu descanso foi dar um exemplo. O ser humano também deve trabalhar seis dias e descansar no sábado, o sétimo dia. O teólogo Karl Barth sugeriu que o descanso de Deus no final da criação fizesse parte da “aliança de graça”, na qual a humanidade foi convidada “a descansar com Ele […] para participar do descanso [de Deus]” (Church Dogmatics, v. 3, parte 1. Edimburgo, Escócia: T&T Clark Ltd., 1958, p. 98).

Após a criação, o ser humano foi chamado ao descanso na comunhão com o Criador. O sábado é o ponto alto semanal na vida com Cristo.

Como a guarda do sábado tem beneficiado seu relacionamento com o Senhor?

Domingo, 20 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O sinal da aliança

Lições da Bíblia1

“Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua de geração em geração” (Êx 31:16).

O sábado é como um prego martelado que, com regularidade constante, nos faz voltar cada semana ao fundamento de tudo o que somos ou podemos ser. Estamos sempre tão ocupados, correndo atrás de nossos afazeres, ganhando e gastando dinheiro, correndo para lá e para cá, indo a todos os lugares. Mas então chega o sábado, que nos conduz novamente ao nosso fundamento, o ponto de partida de tudo, pois o que tem significado para nós existe unicamente porque Deus o criou e a nós também.

Com incessante regularidade e sem exceções, o sábado surge silenciosamente no horizonte e em cada fresta e fissura da nossa vida. Ele nos lembra de que tudo pertence ao Criador, Aquele que nos colocou aqui, o Deus que “no princípio” criou os Céus e a Terra, um ato que continua sendo o fundamento de toda a fé cristã e do qual o sábado é o sinal irrefutável e insubstituível.

Nesta semana, examinaremos esse sinal no contexto da aliança do Sinai.

Resumo da semana: Qual é a origem do sábado? Quais evidências provam que o sábado existia antes do Sinai? O que torna o sábado um sinal da aliança tão apropriado?

Sábado, 22 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A lei da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 607, 608 (“Fogo cruzado”); Patriarcas e Profetas, p. 363-373 (“A aliança da graça”).

Como Mateus 22:34-40 [“34 Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. 35 E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: 36 Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38 Este é o grande e primeiro mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”] nos ajuda a compreender melhor (1) a função e o significado da lei de Deus dentro da aliança e (2) o conceito de que a aliança é sinônimo de relacionamento?

“Primeiramente deve haver amor no coração antes que uma pessoa possa, na força e na graça de Cristo, começar a observar os preceitos da lei de Deus (cf. Rm 8:3, 4 [“3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, 4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.”]). Obediência sem amor é tão impossível quanto inútil. Porém, onde o amor estiver presente a pessoa ordenará sua vida naturalmente em harmonia com a vontade de Deus expressa em Seus mandamentos” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 515).

“Nos preceitos de Sua santa lei, Deus concedeu uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim dos tempos essa lei, imutável em cada detalhe, deve manter suas exigências sobre os seres humanos (Mt 5:18). Cristo veio para engrandecer a lei e torná-la gloriosa. Mostrou que ela tem por base o amplo fundamento do amor a Deus e ao próximo, e que a obediência aos seus preceitos compreende todo o dever do ser humano. Em Sua própria vida, Ele deu exemplo de obediência à lei divina. No sermão da montanha, mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, atingindo os pensamentos e as intenções do coração” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 505).

Perguntas para consideração

1. Por que o amor é mais forte que o medo para atrair as pessoas a Deus?

2. Por que amar o Senhor (Mt 22:37) é o primeiro e maior mandamento?

3. Simone Weil escreveu que a “ordem é a primeira de todas as necessidades” (Citado em Russell Kirk, The Roots of American Order [Washington, DC: Regnery Gateway, 1992], p. 3). Como entender essas palavras no contexto da lição desta semana, em relação à lei?

Resumo: A lei de Deus era parte integrante da aliança. E ainda assim a aliança era fundamentada na graça. No entanto, isso jamais invalida a necessidade da lei. Ao contrário, a lei é um meio pelo qual a graça é manifestada e expressa na vida dos que recebem a graça.

Sexta-feira, 21 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Se…

Lições da Bíblia1

6. O que os versos a seguir têm em comum? O que isso ensina sobre a natureza da aliança? Gn 18:19; 26:4, 5; Êx 19:5; Lv 26:3

Gn 18:19 (ARA)2: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito.”

Gn 26:4, 5 (ARA)2: “4 Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra; 5 porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.

Êx 19:5 (ARA)2: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha;”

Lv 26:3 (ARA)2: “Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes,”

Deus reconheceu abertamente a fiel obediência de Abraão aos Seus mandamentos, preceitos, estatutos e leis (Gn 26:5). Ele esperava esse estilo de vida de Seus parceiros humanos na aliança. A declaração completa da aliança bíblica no Sinai tornou evidente que a obediência é um dos aspectos fundamentais da aliança.

Êxodo 19:5 deixou isso claro: “Se ouvirem…”. É inegável o aspecto condicional da aliança. Embora tenham sido concedidas pela graça, embora sejam imerecidas, embora fossem um presente para eles, as promessas da aliança não eram incondicionais. O povo poderia rejeitar o presente, negar a graça e abandonar as promessas. A aliança, como acontece com a salvação, jamais anula o livre-arbítrio. O Senhor não força as pessoas a ter um relacionamento salvífico com Ele e não lhes impõe uma aliança. Ele a oferece gratuitamente a todos; todos são convidados a aceitá-la. Quando uma pessoa a aceita, as obrigações vêm não como meio de obter as bênçãos da aliança, mas como manifestação exterior de tê-las recebido. Israel deveria obedecer, não a fim de obter as promessas, mas para que as promessas fossem cumpridas nele. Sua obediência era uma expressão de como é ser abençoado pelo Senhor. A obediência não compra as bênçãos, como se Deus fosse obrigado a concedê-las; a obediência, em vez disso, cria um ambiente em que as bênçãos da fé podem se manifestar.

“Andem em todo o caminho que o Senhor, seu Deus, lhes ordenou, para que vocês vivam, para que tudo lhes vá bem, e para que se prolonguem os seus dias na terra que irão possuir” (Dt 5:33). Estaria o Senhor dizendo aos israelitas que, se eles obedecessem, obteriam aquelas bênçãos, como se aqueles benefícios divinos fossem uma dívida Sua para com o povo? Ou o Senhor queria dizer que, se eles obedecessem, essas bênçãos poderiam vir como resultado de sua submissão, pois a obediência abriria o caminho para que Ele pudesse lhes trazer as bênçãos? Qual é a diferença entre as duas ideias?

Quinta-feira, 20 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A estabilidade da lei de Deus

Lições da Bíblia1

4. Qual verdade sobre a natureza essencial de Deus a presença da lei no relacionamento de aliança nos ensina? (Ml 3:6; Tg 1:17).

Ml 3:6 (ARA)2: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”

Tg 1:17 (ARA)2: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”

A lei de Deus é uma expressão oral ou escrita de Sua vontade (Sl 40:8). Por ser uma transcrição de Seu caráter, a presença da lei na aliança nos garante a permanência e a confiabilidade de Deus. Embora nem sempre possamos discernir as obras de Sua providência, sabemos que Ele é digno de confiança. O Universo é governado por leis morais e físicas invariáveis. Esse fato nos dá verdadeira liberdade e segurança.

A “certeza de que Deus é confiável está na verdade de que Ele é um Deus da lei. Sua vontade e Sua lei são uma única coisa. Deus diz que o certo é certo porque descreve as melhores relações possíveis. Portanto, a lei de Deus nunca é arbitrária nem sujeita a caprichos e vontades. É a coisa mais estável do Universo” (Walter R. Beach, Dimensions in Salvation. Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1963, p. 143).

5. Se a lei de Deus não pode nos salvar do pecado, por que Ele a tornou parte da aliança? Am 3:3

Am 3:3 (ARA)2: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?

Um relacionamento requer concordância e harmonia. Em virtude de Deus não ser apenas o Criador do mundo, mas também seu Governador moral, a lei é essencial à felicidade das criaturas inteligentes, a fim de que elas vivam em harmonia com Ele. Portanto, a lei, a expressão de Sua vontade é a constituição de Seu governo. É, naturalmente, a norma ou obrigação do acordo e relacionamento de aliança. Seu propósito não é salvar, mas definir nosso dever para com Deus (primeiros quatro mandamentos) e nosso dever para com os semelhantes (seis últimos  andamentos). Em outras palavras, estabelece o modo de vida designado aos Seus filhos da aliança, para sua felicidade e bem-estar. Isso impedia Israel de adotar outra filosofia como estilo de vida. Era e é o propósito do relacionamento de aliança levar o cristão, mediante a graça transformadora, à harmonia com a vontade e caráter de Deus.

Você percebe os efeitos devastadores da transgressão da lei em sua vida e na vida dos outros? Isso confirma a bondade da lei e que ela é crucial em nosso relacionamento com Deus?

Quarta-feira, 19 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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