A nova aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Participando com os discípulos do pão e do vinho, Cristo Se comprometeu com eles, como seu Redentor. Entregou-lhes a nova aliança, pela qual todos os que O recebem se tornam filhos de Deus e coerdeiros com Cristo. Por essa aliança, pertencia-lhes toda bênção que o Céu podia conceder para esta vida e a futura. Esse ato de aliança seria confirmado com o sangue de Cristo. E a ministração da Ceia conservaria diante de cada discípulo o infinito sacrifício feito por eles individualmente, como parte do grande todo da humanidade caída” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 659).

“O aspecto mais significativo desta aliança de paz é a abundante riqueza da misericórdia perdoadora expressa ao pecador se ele se arrepender e se desviar de seus pecados. O Espírito Santo descreve o evangelho como salvação por meio da terna misericórdia de nosso Deus. ‘Para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia’, o Senhor declara a respeito dos que se arrependem, ‘e dos seus pecados jamais Me lembrarei’ (Hb 8:12). Não Se afasta Deus da justiça ao mostrar misericórdia para com o pecador? Não; Deus não pode desonrar Sua lei tolerando que ela seja transgredida impunemente. Sob a nova aliança, perfeita obediência é a condição de vida. Se o pecador se arrepende e confessa seus pecados, achará perdão. Pelo sacrifício de Cristo em seu favor, é-lhe assegurado perdão. Cristo satisfaz as reivindicações da lei para cada pecador arrependido e crente” (Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus, p. 138 [10 de maio]).

Perguntas para consideração

1. Qual é a vantagem de ter a lei escrita no coração, e não apenas em tábuas de pedra? É mais fácil esquecer a lei escrita na pedra ou no coração?

2. Temos salvação somente por meio de Jesus, embora a revelação dessa verdade tenha variado na história. As alianças funcionam de igual modo?

3. O que Ellen G. White quis dizer com “perfeita obediência” como requisito da aliança? Quem é o Único que prestou “perfeita obediência”? Essa obediência é atribuída a nós?

Resumo: A nova aliança é uma revelação maior, mais completa e superior do plano da redenção. Participamos dela pela fé que se expressa em obediência à lei escrita no coração.

Sexta-feira, 04 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

O Sacerdote da nova aliança

Lições da Bíblia1

O livro de Hebreus enfatiza Jesus como Sumo Sacerdote no santuário celestial e apresenta a exposição mais clara do Novo Testamento sobre a nova aliança. Isso não é coincidência. O ministério celestial de Cristo está intrinsecamente ligado às promessas da nova aliança.

O serviço do santuário do Antigo Testamento era o meio pelo qual eram ensinadas as verdades da antiga aliança. A ênfase desse serviço eram os sacrifícios e a mediação. Os animais eram mortos, e seu sangue era usado pelos sacerdotes para fazer expiação. Todos esses eram símbolos da salvação encontrada em Jesus. Não havia salvação neles nem por meio deles.

8. Leia Hebreus 10:4. Por que não havia salvação na morte desses animais? Por que a morte de um animal não é suficiente para trazer salvação?

Hebreus 10:4 (ARA)2: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.

Todos esses sacrifícios, e a mediação sacerdotal que os acompanhava, se cumpriram em Cristo. Jesus Se tornou o Sacrifício do qual provém o sangue da nova aliança. O sangue do Salvador confirmou a nova aliança, tornando “antiga” ou nula a aliança sinaítica e seus sacrifícios. O verdadeiro sacrifício havia sido feito, de uma vez por todas (Hb 9:26). Depois que Cristo morreu, não havia mais a necessidade de que animais fossem mortos. Os serviços do santuário terrestre haviam cumprido sua função.

9. Mateus 27:51 conta que o véu do santuário terrestre se rasgou quando Jesus morreu. Esse evento nos ajuda a compreender por que o santuário terrestre foi revogado?

Mateus 27:51 (ARA)2: “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas;”

O ministério sacerdotal – realizado pelos levitas que ofereciam e mediavam os sacrifícios no santuário terrestre em favor do povo – estava ligado aos sacrifícios de animais. Uma vez que os sacrifícios terminaram, seu ministério não mais era necessário. Tudo se cumpriu em Jesus, que ministra Seu próprio sangue no santuário celestial (Hb 8:1-5). O livro de Hebreus mostra que Cristo entrou no santuário celestial após derramar Seu sangue (Hb 9:12) e intercede por nós. Esse é o fundamento da esperança e da promessa da nova aliança.

Como você se sente ao entender que Jesus está ministrando Seu sangue no Céu em seu favor? Quanta confiança e segurança isso lhe dá a respeito da salvação?

Quinta-feira, 03 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança superior (Hb 8:6)

Lições da Bíblia1

Vimos que, em relação aos elementos fundamentais, a antiga e a nova aliança são iguais. O ponto principal é a salvação pela fé em um Deus que perdoa nossos pecados, não pelos nossos méritos, mas somente por causa de Sua graça. Como resultado desse perdão, entramos em um relacionamento com Ele no qual nos rendemos em fé e obediência.

No entanto, o livro de Hebreus chama a nova aliança de “superior aliança”. Mas o que isso significa? Em que sentido uma aliança é superior à outra?

6. Qual era o problema com a antiga aliança? Hb 8:7, 8

Hb 8:7, 8 (ARA)2: “7 Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. 8 E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá,”

O problema da antiga aliança não era a aliança em si, mas o fracasso do povo em aceitá-la pela fé (Hb 4:2). A superioridade da nova aliança sobre a antiga é que Jesus, que havia sido revelado por meio dos sacrifícios de animais na antiga aliança, foi apresentado na nova aliança por meio da realidade de Sua morte e ministério sacerdotal. Em outras palavras, a salvação oferecida na antiga aliança é a mesma oferecida na nova. Contudo, na nova, há uma revelação maior e mais completa do Deus da aliança e do amor que Ele tem pela humanidade caída. É superior no sentido de que tudo o que havia sido ensinado por meio de símbolos e tipos no Antigo Testamento teve cumprimento em Jesus, cuja vida sem pecado, morte e ministério sumo sacerdotal foram simbolizados no serviço do santuário terrestre (Hb 9:8-14).

Agora, em vez de símbolos, tipos e exemplos, temos o próprio Jesus, não apenas como o Cordeiro imolado que derramou Seu sangue pelos nossos pecados (Hb 9:12), mas que permanece como Sumo Sacerdote no Céu, ministrando em nosso favor (Hb 7:25). Embora a salvação oferecida seja a mesma, essa revelação mais completa de Si mesmo e da salvação encontrada Nele, conforme revelada na nova aliança, torna a nova aliança superior à antiga.

7. Leia Hebreus 8:5; 10:1. Que palavra o autor usou para descrever os rituais do santuário na antiga aliança? Como o uso dessa palavra mostra a superioridade da nova aliança?

Hebreus 8:5 (ARA)2: “5 os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.”

Hebreus 10:1 (ARA)2: “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.”

O conhecimento da vida, da morte e do ministério sumo sacerdotal de Cristo em nosso favor nos dá uma melhor compreensão de Deus do que obteríamos com o ritual de sacrifícios de animais?

Quarta-feira, 02 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A antiga e a nova aliança

Lições da Bíblia1

“Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:6,7).

Jeremias afirmou que a nova aliança devia ser feita com “a casa de Israel” (Jr 31:33). Isso significa, então, que somente a descendência literal de Abraão, os judeus de sangue e nascimento, deviam receber as promessas da aliança?

Não! Não acontecia assim nem mesmo nos tempos do Antigo Testamento. A nação hebraica, como um todo, tinha recebido as promessas da aliança. No entanto, os outros povos não estavam excluídos. Ao contrário, judeus e gentios foram convidados a participar das promessas, mas eles tinham que concordar em entrar naquela aliança. Hoje não é diferente.

5. Leia Isaías 56:6, 7. Quais condições eram colocadas aos que desejavam servir ao Senhor? Existe diferença entre o que Deus pediu a eles e o que Ele pede de nós hoje?

Isaías 56:6, 7 (ARA)2: “6 Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança,também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.”

Embora a nova aliança seja chamada de “superior”, não há diferença nos fundamentos da antiga e da nova aliança. É o mesmo Deus que oferece salvação do mesmo modo, pela graça (Êx 34:6; Rm 3:24); é o mesmo que busca um povo que, pela fé, reivindique Suas promessas de perdão (Jr 31:34, Hb 8:12); o mesmo que busca escrever a lei no coração dos que Lhe obedecem em uma relação de fé (Jr 31:33, Hb 8:10), sejam judeus ou gentios.

No Novo Testamento, quando os judeus aceitavam a eleição da graça, recebiam Jesus Cristo e Seu evangelho. Por algum tempo eles foram o coração da igreja, “um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm 11:5) em contraste com os que “foram endurecidos” (Rm 11:7). Ao mesmo tempo, os gentios, que anteriormente não criam, aceitaram o evangelho e foram enxertados no verdadeiro povo de Deus, não importando o povo nem a etnia a que pertenciam (Rm 11:13-24). Portanto, os gentios, que “naquele tempo […] estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa” (Ef 2:12), foram aproximados no sangue de Cristo. Jesus está mediando a “nova aliança” (Hb 9:15) para todos os que creem, independentemente da nacionalidade ou etnia.

Terça-feira, 01 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Obra no coração

Lições da Bíblia1

Quando o reino do sul, Judá, estava próximo do fim e o povo estava sendo levado para o cativeiro babilônico, Deus anunciou por meio de Jeremias a “nova aliança”. É a primeira vez que essa noção aparece na sequência do texto bíblico. No entanto, quando o reino das dez tribos do norte, Israel, estava prestes a ser destruído (cerca de 150 anos antes do tempo de Jeremias), a ideia de outra aliança foi mencionada também, e dessa vez por Oseias (Os 2:18-20).

3. Leia Oseias 2:18-20. Observe a semelhança entre o que o Senhor disse ali a Seu povo e o que Ele disse em Jeremias 31:31-34. Que imagem comum é usada? O que essa imagem revela a respeito do significado e da natureza fundamental da aliança?

Oseias 2:18-20 (ARA)2: “18 Naquele dia, farei a favor dela aliança com as bestas-feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e tirarei desta o arco, e a espada, e a guerra e farei o meu povo repousar em segurança. 19 Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; 20 desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor.

Jeremias 31:31-34 (ARA)2: “31 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

Em momentos da história em que os planos de Deus para o povo da aliança foram prejudicados por sua rebelião e descrença, Ele enviou profetas para anunciar que a história de aliança com Seu povo fiel não havia chegado ao fim. Não importava quanto o povo tivesse sido infiel, nem sua apostasia, rebelião e desobediência, o Senhor ainda anunciou Sua vontade de entrar em aliança com todos os que estivessem dispostos a se arrepender, obedecer e reivindicar Suas promessas.

4. Leia Ezequiel 11:19; 18:31; 36:26. Embora esses textos não mencionem especificamente uma nova aliança, quais elementos encontrados neles refletem os princípios de uma nova aliança?

Ezequiel 11:19 (ARA)2: “Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne;”

Ezequiel 18:31 (ARA)2: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel?”

Ezequiel 36:26 (ARA)2: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.”

O Senhor dará “um coração para que” O “conheçam, para que saibam que” Ele é “o Senhor” (Jr 24:7). Ele tirará “deles o coração de pedra e lhes” dará “coração de carne” (Ez 11:19), e dará “um coração novo e […] um espírito novo” (Ez 36:26). Ele também disse: “Porei dentro de vocês o Meu Espírito” (Ez 36:27). Essa obra de Deus é o fundamento da nova aliança.

Se alguém lhe dissesse: “Quero um novo coração, quero que a lei seja escrita em mim, quero um coração que conheça o Senhor, mas não sei como obtê-lo”, o que você diria a essa pessoa?

Segunda-feira, 31 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Eis aí vêm dias

Lições da Bíblia1

1. Leia Jeremias 31:31-34 e responda às seguintes perguntas: Quem dá início à aliança? De qual lei o texto trata? Quais versos enfatizam o aspecto relacional que Deus deseja ter com Seu povo? Qual ato de Deus em favor de Seu povo forma a base dessa relação de aliança?

Jeremias 31:31-34 (ARA)2: “31 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Uma coisa é clara: a nova aliança não é muito diferente da antiga, feita com Israel no Monte Sinai. Na verdade, o problema com a aliança do Sinai não era que fosse velha ou obsoleta. Em vez disso, o problema foi que ela havia sido quebrada (veja Jr 31:32).

As respostas às perguntas acima, encontradas nesses quatro versos, provam que muitos aspectos da “antiga aliança” permanecem na nova. A “nova aliança” é, em certo sentido, uma “aliança renovada”. É a conclusão, ou o cumprimento, da primeira.

2. Concentre-se na última parte de Jeremias 31:34, em que o Senhor declarou que perdoaria a iniquidade e o pecado de Seu povo. Embora Ele tivesse dito que escreveria a lei em nosso coração e a colocaria dentro de nós, Ele ainda enfatizou que perdoaria nossos pecados e iniquidades, que são transgressões da lei escrita em nosso coração. Existe alguma contradição entre essas ideias? O que significa, como Romanos 2:15 apresenta, ter a lei escrita no coração? Mt 5:17-28

Jeremias 31:34 (ARA)2: “34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Romanos 2:15 (ARA)2: “Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,”

Mateus 5:17-28 (ARA)2: 17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. 20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.  21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. 23 Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. 25 Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. 26 Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo. 27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.”

Ao analisar os versos de hoje, como você poderia usá-los para responder ao argumento de que, de alguma forma, os Dez Mandamentos (ou, especificamente, o sábado) foram então anulados sob a nova aliança? Existe algo nesses textos que enfatiza isso? Como poderíamos usá-los para provar a perpetuidade da lei?

Domingo, 30 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O sinal da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.096; Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 349-351 (“A observância do sábado”); Patriarcas e Profetas, p. 295-297 (“Do Mar Vermelho ao Sinai”).

Os Dez Mandamentos definem de maneira abrangente e fundamental as relações entre Deus e o ser humano e também entre o ser humano e seus semelhantes. No decálogo, o mandamento do sábado é central. Ele identifica o Senhor do sábado de modo especial e indica Sua esfera de autoridade e propriedade. Observe estes dois aspectos: (1) a identidade da Divindade: Yahweh (SENHOR), que é o Criador (Êx 20:11; 31:17) e que, portanto, ocupa lugar singular; (2) a esfera de Sua propriedade e autoridade – “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11; compare com Êx 31:17). Nesses dois aspectos, o mandamento do sábado tem as características típicas dos selos de documentos de tratados internacionais do antigo Oriente Próximo. Esses selos geralmente estão no centro de documentos de tratados e contêm (1) a identidade da divindade (geralmente um deus pagão) e (2) a esfera de propriedade e autoridade (geralmente uma área geográfica limitada).

“A santificação do Espírito assinala a diferença entre os que têm o selo de Deus e os que guardam um dia de repouso espúrio. Quando vier a prova, será mostrado claramente o que é a marca da besta. Ela é a observância do domingo […]. Deus designou o sétimo dia como seu dia de repouso [citado Êx 31:13, 17, 16]. Assim é traçada a distinção entre os leais e os desleais. Aqueles que desejam ter o selo de Deus em sua fronte devem guardar o sábado do quarto mandamento” (Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1.096).

Perguntas para consideração

1. Levítico 19:30 relaciona o santuário e o sábado. Considerando o que aprendemos sobre o sábado como sinal, por que essa relação tem sentido?

2. A guarda do sábado tem ajudado sua vida? Você precisa fazer mudanças?

Resumo: O sábado é o sinal da aliança que vai até a consumação do plano da salvação; aponta para a criação passada, e, como sinal da aliança da graça, para a restauração final, quando Deus renovará todas as coisas.

Sexta-feira, 28 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Lembrando do sábado

Lições da Bíblia1

“Lembre-se do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8).

O sábado foi e é um sinal para que o homem se lembrasse. O uso da palavra “lembrar” pode servir para várias funções. Em primeiro lugar, lembrar-se de algo envolve olhar para trás, pensar no passado. Nesse caso, o sábado nos indica a criação feita por Deus, que culminou com a instituição do sábado como dia semanal de descanso e comunhão especial com o Senhor.

A ordem para que nos lembremos também tem implicações para o presente. Não devemos apenas nos “lembrar” do sábado (Êx 20:8); devemos “observá-lo” e “guardá-lo” (veja Dt 5:12). Portanto, o sábado tem implicações importantes para nós hoje.

Por fim, a lembrança do sábado também nos indica o futuro. A pessoa que se lembra de guardar o sábado tem um futuro promissor, rico e significativo com o Senhor do sábado. Essa pessoa permanece na relação de aliança, pois permanece no Criador. Novamente, quando entendemos que a aliança é um relacionamento entre Deus e a humanidade, o sábado, que fortalece esse relacionamento, ganha destaque específico.

De fato, ao lembrar-se da criação e de seu Criador, o povo de Deus também se lembra dos graciosos atos de salvação de Deus (veja Dt 5:14 [“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu;”], em que o sábado é visto, nesse contexto, como sinal de libertação do Egito, um símbolo da salvação suprema encontrada em Deus). A criação e a recriação estão interligadas. A primeira torna possível a última. O sábado é um sinal que comunica que Deus é o Criador do mundo e o Criador da nossa salvação.

“Santificando Seu santo sábado, devemos mostrar que somos Seu povo. Sua Palavra declara que o sábado é um sinal distintivo do povo que observa os mandamentos […]. Os que observam a lei de Deus serão um com Ele no grande conflito iniciado no Céu entre Satanás e Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 160).

6. Observe novamente essa declaração de Ellen G. White. Por que o sábado nos distingue como o “povo que observa os mandamentos” mais do que, talvez, qualquer um dos outros mandamentos?

Não é fácil guardar o sábado. Muitos têm tropeçado nesse mandamento. No entanto, ele distingue o verdadeiro povo de Deus.

Quinta-feira, 27 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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