Fé da aliança

Lições da Bíblia1

“E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque ‘o justo viverá pela fé’” (Gl 3:11).

Cerca de sete séculos antes de Cristo, o poeta Homero escreveu a Odisseia, a história de Odisseu, o grande guerreiro que, após saquear a cidade de Troia na guerra de Troia, começou uma viagem de dez anos de retorno à sua terra natal, Ítaca. A viagem demorou tanto porque ele enfrentou naufrágios, motins, tempestades, monstros e outros obstáculos que o impediam de alcançar seu objetivo. Finalmente, depois de decidir que Odisseu já havia sofrido bastante, os deuses concordaram em permitir que o cansado guerreiro voltasse para sua casa e sua família. Eles concordaram que as provações dele já haviam sido suficientes para expiar seus erros.

Em certo sentido, somos como Odisseu, em uma longa jornada para casa. No entanto, a diferença crucial é que, ao contrário de Odisseu, nunca poderemos “sofrer o suficiente” a ponto de merecer o direito de voltar. A distância entre o Céu e a Terra é grande demais para que possamos pagar pelos nossos erros. Se voltarmos para casa, terá que ser somente pela graça de Deus.

Resumo da semana: Por que a salvação é um dom? Por que somente Alguém igual a Deus poderia nos resgatar? O que tornou Abraão um excelente representante da fé? O que significa o fato de a justiça ser “imputada” ou “creditada” a nós? Como tornar nossas as promessas e a esperança encontradas na cruz?

Sábado, 12 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

O santuário da nova aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O mais elevado anjo do Céu não tinha poder para pagar o resgate de uma só pessoa perdida. Querubins e serafins só têm a glória com a qual são dotados pelo Criador, como Suas criaturas que são, e a reconciliação do homem com Deus só podia ser realizada mediante um Mediador que fosse igual a Deus, possuísse atributos que O dignificassem, e O declarassem digno de tratar com o infinito Deus em favor do homem, e também representasse Deus a um mundo caído. O substituto e penhor do homem tinha que ter a natureza do homem, ligação com a família humana a quem devia representar, e, como embaixador de Deus, devia participar da natureza divina, ter ligação com o Infinito, a fim de manifestar Deus ao mundo e ser mediador entre Deus e o homem” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 257).

“Jesus continua: ‘Se vocês Me confessarem diante das pessoas, Eu os confessarei diante de Deus e dos santos anjos. Vocês devem ser Minhas testemunhas na Terra, canais por onde Minha graça possa fluir para curar o mundo. Assim, serei o Representante de vocês no Céu. O Pai não vê o caráter falho, mas olha para vocês revestidos da Minha perfeição. Sou o meio pelo qual as bênçãos do Céu descerão sobre vocês. E todo aquele que Me confessa, partilhando Meu sacrifício pelos perdidos, será declarado como participante na glória e alegria dos salvos’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 357).

Perguntas para consideração

1. Como entender o acesso ao Pai através de Jesus? (Rm 5:2 [“por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.”]; Ef 2:18 [“porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.”]; 3:12 [“pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.”]2).

2. Quando o Pai olha para nós, Ele não vê nosso caráter defeituoso, mas a perfeição de Cristo. O que isso significa?

3. Cristo está no santuário celestial. O que isso significa na prática?

Resumo: A antiga aliança, em que animais eram sacrificados por sacerdotes pecadores no santuário terrestre, foi substituída pelo novo sistema, em que Jesus, o sacrifício perfeito, nos representa no santuário celestial, o que é o fundamento da nova aliança e de suas promessas.

Sexta-feira, 11 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ministério celestial (Hb 9:24)

Lições da Bíblia1

Hebreus 9:24 (ARA)2: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus;”

Estude Hebreus 9:24, especialmente no contexto no qual foi dado, o de explicar o ministério de Cristo no Céu por nós após Sua morte sacrifical em nosso favor. Embora se possa dizer muito, queremos nos concentrar em um ponto, a expressão final, que diz que Cristo agora comparece diante de Deus por nós.

Pense no que isso significa. Nós, pecadores, que seríamos consumidos pelo esplendor da glória de Deus se O víssemos; nós, por piores que tenhamos sido ou por mais que tenhamos transgredido abertamente a santa lei, temos Alguém que comparece diante de Deus por nós. Temos um Representante diante do Pai em nosso favor. Cristo foi muito amoroso, perdoador e acolhedor quando esteve na Terra. Essa mesma Pessoa é agora nosso Mediador no Céu!

Essa é a outra parte das boas-novas. Jesus não apenas pagou a penalidade pelos nossos pecados, tendo-os levado sobre Si na cruz (1Pe 2:24), mas agora Ele está na presença de Deus, como Mediador entre o Céu e a Terra, entre a humanidade e a Divindade.

Faz muito sentido: Jesus, sendo Deus e Homem (um Homem perfeito, sem pecado), é o único que poderia fazer a ponte sobre o abismo entre a humanidade e Deus, causado pelo pecado. O ponto fundamental é que agora existe um Ser Humano que pode Se identificar com todas as nossas provações, dores e tentações (Hb 4:14, 15), representando-nos diante do Pai.

7. Leia 1 Timóteo 2:5, 6. Quais são as duas funções dadas a Jesus? Como elas foram prefiguradas no serviço do santuário terrestre?

1 Timóteo 2:5, 6 (ARA)2: “5 Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, 6 o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.”

A maravilhosa notícia da nova aliança é que hoje, por causa de Jesus, pecadores arrependidos têm Alguém que os representa no Céu diante do Pai, Alguém que conquistou para eles o que eles jamais obteriam por si mesmos, a justiça perfeita, a única justiça que pode chegar à presença de Deus. Jesus, com essa perfeita justiça, operada em Sua vida por meio do sofrimento (Hb 2:10), comparece diante de Deus, reivindicando para nós o perdão do pecado e o poder sobre o pecado, pois sem isso não teríamos esperança, nem agora nem no juízo.

Ore e medite sobre a ideia de um ser humano, Alguém que sofreu a tentação do pecado, comparecendo diante de Deus no Céu. O que isso significa para você pessoalmente? Que tipo de esperança e encorajamento isso traz?

Quinta-feira, 10 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Sumo Sacerdote da nova aliança

Lições da Bíblia1

O santuário terrestre, em que Deus escolheu habitar com Seu povo, estava concentrado no sacrifício de animais. No entanto, o serviço não terminava com a morte dessas criaturas. O sacerdote ministrava o sangue no santuário em favor do pecador depois que o animal era morto.

Contudo, todo esse ritual era apenas uma sombra, um símbolo do que Cristo faria pelo mundo. Portanto, assim como os símbolos (o serviço do santuário) não terminavam com a morte do animal, a obra de Cristo por nós também não terminou com Sua morte na cruz.

6. Leia Hebreus 8:1-6. Em seguida, escreva com suas próprias palavras a mensagem do Senhor para nós nesses versos. Como esses textos nos ajudam a entender a nova aliança?

Hebreus 8:1-6 (ARA)2: 1 Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus,como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 3 Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 4 Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, 5 os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. 6 Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.

Assim como havia um santuário, um sacerdócio e um ministério terrestre na antiga aliança, também há um santuário, um sacerdócio e um ministério celestial na nova aliança. Entretanto, o que não passava de símbolos, imagens e sombra na antiga aliança (Hb 8:5) tornou-se uma realidade na nova.

Além disso, em vez de um animal sem conceito moral como nosso substituto, temos o Jesus imaculado; em vez de sangue de animais, temos o sangue de Cristo; em vez de um santuário feito pelo homem, temos o “santuário e […] verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2); e em vez de um sacerdote humano, pecador e errante, temos Jesus como nosso Sumo Sacerdote ministrando em nosso favor. Com tudo isso em mente, pense nas palavras de Paulo: “Como escaparemos nós, se não levarmos a sério tão grande salvação?” (Hb 2:3).

Pense nisto: Jesus viveu sem pecado, morreu, ressuscitou e agora está no Céu, ministrando no santuário em seu favor. Tudo isso foi feito para salvar você dos terríveis resultados finais do pecado. Fale com alguém sobre essa notícia maravilhosa, alguém que, em sua opinião, precisa ouvi-la.

Quarta-feira, 09 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A substituição

Lições da Bíblia1

“O qual entregou a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos livrar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1:4).

Um dos temas centrais do Novo Testamento é que Jesus morreu como sacrifício pelos pecados do mundo. Essa verdade é o fundamento do plano da salvação. Qualquer teologia que negue a expiação pelo sangue de Cristo nega o coração e a essência do cristianismo. Uma cruz sem sangue não pode salvar ninguém.

4. Medite sobre o texto de hoje e responda a estas perguntas: Jesus Se ofereceu para morrer? Por quem Ele morreu? O que Sua morte efetuou?

Sim, Ele Se entregou voluntariamente, morrendo por todos os pecadores. Sua morte cumpriu os requisitos para a expiação dos pecados. Por Sua morte fomos salvos.

A substituição é o fundamento de todo o plano da salvação. Por causa de nossos pecados, merecemos morrer. Cristo, por amor a nós, “entregou a Si mesmo pelos nossos pecados” (Gl 1:4). Ele sofreu a morte que merecemos. A morte de Cristo como Substituto dos pecadores é a grande verdade da qual nascem todas as outras verdades. Nossa esperança de restauração, liberdade, perdão e vida eterna no paraíso está fundamentada na obra que Jesus realizou, de Se entregar pelos nossos pecados. Sem isso, nossa fé não teria sentido. Poderíamos até mesmo depositar nossa esperança e confiança na estátua de um peixe. Mas a salvação vem somente por meio do sangue de Cristo.

5. Leia Mateus 26:28; Efésios 2:13; Hebreus 9:14 e 1 Pedro 1:19. O que esses textos revelam sobre o sangue? Portanto, que função o sangue desempenha no plano da salvação?

Mateus 26:28 (ARA)2: “porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.”

Efésios 2:13 (ARA)2: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.”

Hebreus 9:14 (ARA)2: “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!

1 Pedro 1:19 (ARA)2: “mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,”

“Não é a vontade de Deus que vocês estejam sem confiança, com o coração torturado pelo receio de que Ele não os aceitará por serem pecaminosos e sem préstimo […]. Digam: ‘Sei que sou pecador e essa é a razão por que necessito de um Salvador. Nenhum mérito ou bondade tenho pelos quais possa pretender a salvação, mas apresento diante de Deus o sangue expiatório do imaculado Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Essa é a minha única defesa’” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 100 [6 de abril]).

Reescreva essa citação de Ellen G. White, colocando ali seus medos e dor, e reflita sobre o que essas promessas dão a você. Que esperança você tem por causa do sangue da nova aliança?

Terça-feira, 08 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pecado, sacrifício e aceitação (Hb 9:22)

Lições da Bíblia1

Hb 9:22 (ARA)2: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.”

O método apontado por Deus para que o pecador do Antigo Testamento se livrasse do pecado e da culpa era o sacrifício de animais. As ofertas sacrificais dos israelitas foram detalhadas nos capítulos 1 a 7 do livro de Levítico. Dava-se atenção cuidadosa ao uso e à disposição do sangue nos diversos tipos de sacrifícios. De fato, a função do sangue nos rituais de sacrifício é uma das características unificadoras nos sacrifícios israelitas.

A pessoa que pecava – e que, portanto, havia quebrado o relacionamento de aliança e a lei que o regulamentava – poderia ser restaurada à plena comunhão com Deus e com a humanidade ao trazer um sacrifício animal como substituto. Os sacrifícios, com seus ritos, eram os meios indicados por Deus para realizar a purificação do pecado e da culpa. Eles foram instituídos para purificar o pecador, transferindo o pecado e a culpa individual para o santuário por meio da aspersão do sangue e reinstituindo a plena comunhão do penitente com o Deus pessoal, que é o Senhor Salvador. Como esses conceitos ajudam a entender as questões no fim do estudo de ontem?

3. Qual era o significado profético do sacrifício de animais? Is 53:4-12; Hb 10:4

Is 53:4-12 (ARA)2: “4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Hb 10:4 (ARA)2: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.”

Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento eram o meio divinamente ordenado para livrar o pecador do pecado e da culpa. Eles mudavam o status do pecador de culpado e digno de morte para o de perdoado e restabelecido no relacionamento de aliança entre Deus e o homem. Mas, em certo sentido, os sacrifícios de animais também eram proféticos por natureza. Afinal, nenhum animal era um substituto adequado para expiar o pecado e a culpa da humanidade. O autor de Hebreus afirmou isso em sua própria linguagem: “É impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4). Portanto, o sacrifício de um animal devia ser uma ardente perspectiva da vinda do divino-humano Servo de Deus, que morreria como Substituto pelos pecados do mundo. Por meio desse processo, o pecador era perdoado e aceito pelo Senhor, e o fundamento da relação de aliança era estabelecido.

Coloque-se no lugar de quem viveu na época do Antigo Testamento, em que o povo sacrificava animais no santuário. Ao lembrarmos também da importância dos animais para a economia, cultura e todo o modo de vida daquele povo, que lição esses sacrifícios lhes ensinavam sobre o custo do pecado?

Segunda-feira, 07 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Relacionamentos

Lições da Bíblia1

“Porei o Meu tabernáculo no meio de vocês e não Me aborrecerei com vocês. Andarei entre vocês e serei o seu Deus, e vocês serão o Meu povo” (Lv 26:11, 12).

Uma coisa deve estar clara agora: na antiga aliança e na nova, o Senhor busca um relacionamento íntimo e de amor com Seu povo. Na verdade, as alianças fundamentalmente formam as “regras” para esse relacionamento.

O vínculo é essencial para a aliança, em qualquer época ou contexto. No entanto, a fim de que exista um relacionamento é preciso haver interação, comunicação e contato, principalmente para seres humanos pecadores, falíveis e céticos. Evidentemente, o Senhor, sabendo disso, tomou a iniciativa de Se manifestar a nós de um modo que, dentro dos limites da humanidade caída, pudéssemos nos relacionar com Ele de modo significativo.

1. Leia Êxodo 25:8, a ordem do Senhor a Israel para que construísse um santuário. Quais razões o Senhor deu para desejar um santuário?

Êxodo 25:8 (ARA)2: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.”

Certamente a resposta para essa pergunta leva a outra pergunta: “Por quê?” Por que o Senhor desejava habitar no meio de Seu povo?

Talvez encontremos a verdade nos dois versos de hoje, listados acima. Observe: o Senhor poria um “tabernáculo” (ou “habitaria”) entre eles. Em seguida, Ele declarou que não Se “aborreceria” com o povo. Disse que “andaria” entre eles e que seria o seu Deus e eles, o Seu povo (Lv 26:11, 12). Examine os elementos encontrados nesses textos. Novamente, o aspecto relacional é destacado de maneira muito clara.

2. Analise Levítico 26:11, 12 e Êxodo 25:8. Como todos os vários elementos se encaixam na noção de que o Senhor busca um relacionamento com Seu povo?

Levítico 26:11, 12 (ARA)2: “11 Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá. 12 Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo.”

Êxodo 25:8 (ARA)2: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.”

Concentre-se na expressão “não Me aborrecerei com vocês”. O santuário provia meios para que a humanidade caída fosse aceita pelo Senhor? Isso era importante para a aliança?

Domingo, 06 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

O santuário da nova aliança

Lições da Bíblia1

“Por isso mesmo, Ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb 9:15).

Em uma noite sem luar, o céu estava preto como tinta. As sombras se estendiam sobre Frank enquanto ele caminhava pelas ruas vazias da cidade. Depois de um tempo, ele ouviu passos atrás dele; alguém o seguia na escuridão. Então a pessoa o alcançou e disse: “Você é Frank, o impressor?”.

“Sim, sou eu. Você me conhece?”

“Bem”, respondeu o estranho, “Eu não o conheço. Mas conheço seu irmão muito bem e, mesmo na escuridão, o seu jeito, seu modo de caminhar, sua aparência – tudo me fez lembrar tanto dele que eu simplesmente presumi que você fosse irmão dele, porque ele me disse que tinha um irmão”.

Essa história revela uma verdade poderosa a respeito do serviço do santuário israelita. De acordo com a Bíblia, ele era apenas uma sombra, uma figura, uma imagem do verdadeiro santuário. Contudo, essas sombras e imagens eram suficientes para prenunciar e revelar claramente as verdades sobre a morte e o ministério sumo sacerdotal de Cristo no santuário celestial.

Resumo da semana: Por que Deus desejava que os israelitas construíssem um santuário? O que o santuário nos ensina sobre Cristo como nosso Substituto? O que Jesus faz no Céu como nosso Representante?

Sábado, 05 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor.