Pecado, sacrifício e aceitação (Hb 9:22)

Lições da Bíblia1

Hb 9:22 (ARA)2: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.”

O método apontado por Deus para que o pecador do Antigo Testamento se livrasse do pecado e da culpa era o sacrifício de animais. As ofertas sacrificais dos israelitas foram detalhadas nos capítulos 1 a 7 do livro de Levítico. Dava-se atenção cuidadosa ao uso e à disposição do sangue nos diversos tipos de sacrifícios. De fato, a função do sangue nos rituais de sacrifício é uma das características unificadoras nos sacrifícios israelitas.

A pessoa que pecava – e que, portanto, havia quebrado o relacionamento de aliança e a lei que o regulamentava – poderia ser restaurada à plena comunhão com Deus e com a humanidade ao trazer um sacrifício animal como substituto. Os sacrifícios, com seus ritos, eram os meios indicados por Deus para realizar a purificação do pecado e da culpa. Eles foram instituídos para purificar o pecador, transferindo o pecado e a culpa individual para o santuário por meio da aspersão do sangue e reinstituindo a plena comunhão do penitente com o Deus pessoal, que é o Senhor Salvador. Como esses conceitos ajudam a entender as questões no fim do estudo de ontem?

3. Qual era o significado profético do sacrifício de animais? Is 53:4-12; Hb 10:4

Is 53:4-12 (ARA)2: “4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Hb 10:4 (ARA)2: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.”

Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento eram o meio divinamente ordenado para livrar o pecador do pecado e da culpa. Eles mudavam o status do pecador de culpado e digno de morte para o de perdoado e restabelecido no relacionamento de aliança entre Deus e o homem. Mas, em certo sentido, os sacrifícios de animais também eram proféticos por natureza. Afinal, nenhum animal era um substituto adequado para expiar o pecado e a culpa da humanidade. O autor de Hebreus afirmou isso em sua própria linguagem: “É impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4). Portanto, o sacrifício de um animal devia ser uma ardente perspectiva da vinda do divino-humano Servo de Deus, que morreria como Substituto pelos pecados do mundo. Por meio desse processo, o pecador era perdoado e aceito pelo Senhor, e o fundamento da relação de aliança era estabelecido.

Coloque-se no lugar de quem viveu na época do Antigo Testamento, em que o povo sacrificava animais no santuário. Ao lembrarmos também da importância dos animais para a economia, cultura e todo o modo de vida daquele povo, que lição esses sacrifícios lhes ensinavam sobre o custo do pecado?

Segunda-feira, 07 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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