A lei dentro da aliança (Dt 10:12, 13)

Lições da Bíblia1

Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando você pensa na lei? Policiais, multas de trânsito, juízes e prisão? Ou você pensa em restrições, regras, pais autoritários e castigo? Talvez você pense em ordem, harmonia, estabilidade. Ou talvez até mesmo em… amor.

A palavra hebraica torah, traduzida como “lei” na Bíblia, significa “ensino” ou “instrução”. O termo pode ser usado para se referir a todas as instruções de Deus, sejam elas morais, civis, sociais ou religiosas. Inclui todos os conselhos sábios que Deus graciosamente deu ao Seu povo para que eles experimentassem vida abundante, tanto física quanto espiritualmente. Não é de admirar que o salmista tenha chamado de bem-aventurado o homem cujo “prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1:2).

Lendo a lei ou a torah – as instruções e ensinos dos livros de Moisés que se tornaram parte da aliança de Israel – somos impressionados com a variedade de instruções. A lei aborda cada parte do estilo de vida do povo: agricultura, governo civil, relações sociais e adoração.

3. Em sua opinião, por que Deus deu tanta instrução a Israel? (veja Dt 10:13). Em que sentido essas instruções foram para o bem da nação?

Dt 10:13 (ARA)2: “para guardares os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?”

Porque Ele queria tornar Israel um exemplo para o mundo. O objetivo era que a nação fosse feliz e influenciasse os povos.

A função da “lei” dentro da aliança era apresentar diretrizes para a nova vida do participante humano da aliança. A lei apresenta ao membro da aliança a vontade de Deus, a quem a pessoa chega a conhecer em sentido mais pleno por meio da obediência pela fé aos Seus mandamentos e outras expressões de Sua vontade.

A função da lei na aliança mostrava que Israel não podia seguir os caminhos de outras nações. Não poderiam viver somente de acordo com as leis naturais, necessidades humanas, desejos, ou mesmo necessidades sociais, políticas e econômicas. Eles poderiam continuar como nação santa, reino de sacerdotes e propriedade peculiar apenas mediante a obediência em todas as áreas da vida à vontade revelada do Deus que tinha estabelecido a aliança.

Como o antigo Israel, os adventistas receberam variados conselhos sobre todos os aspectos da vida cristã por meio do moderno dom profético. Por que devemos considerar esses conselhos como dom de Deus, e não um prejuízo ao pensamento e ação independentes? Há perigos em transformar esse dom em algo legalista, como os israelitas fizeram com seus dons? (Rm 9:32 [“Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,”]).

Terça-feira, 18 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Laços que unem

Lições da Bíblia1

“Então Ele anunciou a Sua aliança, que ordenou a vocês, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4:13).

Por mais que tenhamos enfatizado que a aliança é sempre uma aliança de graça, que é unicamente o resultado do oferecimento de um favor imerecido da parte de Deus aos que entram em uma relação de salvação com Ele, a graça não é uma licença para desobedecer. Pelo contrário, a aliança e a lei estão intimamente ligadas; elas são, na verdade, inseparáveis.

2. Examine o texto citado acima. Como ele relaciona a aliança e a lei? De que maneira esse texto mostra como a lei é fundamental para a aliança?

As duas estão ligadas; são quase tomadas uma pela outra. Ao fazer a aliança, Deus ordenou que os israelitas cumprissem os Dez Mandamentos.

Ao refletirmos sobre o que é uma aliança, faz sentido pensar que o conceito de lei é parte integrante dela. Se entendermos a aliança como, entre outras coisas, um relacionamento, é necessário traçar certas regras e limites. Quanto tempo duraria um casamento, uma amizade ou uma sociedade de negócios se não houvesse limites nem regras, especificamente expressos ou subentendidos? Imagine um marido que decide ter uma namorada, ou um amigo que decide tirar proveito da carteira do outro, ou um sócio que, sem combinar com a outra parte, convida outra pessoa para se juntar à sociedade. Essas ações seriam uma violação de regras, leis e princípios. Quanto tempo durariam essas relações desregradas? Por isso, são necessários limites, linhas especificadas e regras estabelecidas. Só assim a relação pode ser preservada.

Diversas expressões como “lei” (Sl 78:10), “preceitos” (Sl 50:16), “testemunhos” (Sl 25:10), “mandamentos” (Sl 103:18, ARC) e “Tua Palavra” (Dt 33:9) são encontradas paralelamente ou em associação íntima com a palavra “aliança”. “As palavras desta aliança” (Jr 11:3, 6, 8) são as palavras da lei, preceitos, testemunhos e mandamentos de Deus.

A aliança de Deus com Israel continha vários requisitos que seriam cruciais para manter o relacionamento especial que Ele buscava com Seu povo. Não ocorre a mesma coisa hoje?

Pense em alguém com quem você tenha um relacionamento íntimo. O que aconteceria com o relacionamento se você não se sentisse limitado por regras, normas ou leis, mas acreditasse que tem liberdade para fazer o que quiser. Mesmo dizendo que ama a pessoa e que somente o amor decidirá como você se relaciona com ela, por que ainda há necessidade de regras?

Segunda-feira, 17 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A eleição de Israel (Dt 7:7)

Lições da Bíblia1

A tradição judaica ensina que Deus fez a aliança com Israel somente porque outras nações a rejeitaram primeiro. Embora não exista evidência bíblica para essa posição, ela ajuda a chamar a atenção para o fato de que, seja qual for o motivo da escolha da nação hebraica, este não foi baseado em merecimento dessa elevada honra e privilégio. Os filhos de Israel não tinham mérito por si mesmos que os tornasse dignos do amor de Deus e da escolha deles como povo de Deus. Eram poucos em número e, como um grupo de tribos escravizadas, eram fracos sob o ponto de vista político e militar. Além disso, em termos de cultura e religião, eles eram misturados, irrelevantes e sem muita influência. Portanto, a causa fundamental para a eleição de Israel foi o mistério do amor e da graça de Deus.

1. É preciso ter cuidado ao analisar a ideia da eleição, pois ela tem grande potencial para equívocos teológicos. Para qual finalidade Deus escolheu os israelitas? Para que fossem resgatados, enquanto todos os outros foram escolhidos para a rejeição e a perdição? Ou foram escolhidos para ser veículos que oferecessem ao mundo o que tinha sido oferecido a eles? Êx 19:6; Is 56:7; Hb 2:9

Êx 19:6 (ARA)2: “vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Is 56:7 (ARA)2: “também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.”

Hb 2:9 (ARA)2: “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.

Como adventistas, entendemos que somos o Israel moderno, chamados pelo Senhor, não para ser os únicos redimidos, mas para proclamar ao mundo a mensagem de redenção, no contexto das três mensagens angélicas. Em resumo, acreditamos que temos algo a dizer que ninguém mais está dizendo. Essa também era, fundamentalmente, a situação com o antigo Israel. O objetivo da eleição de Israel não era transformar a nação hebraica em algum clube exclusivo, que acumulasse a promessa de salvação e redenção para si. Ao contrário, se cremos que Cristo morreu por toda a humanidade (Hb 2:9), a redenção que o Senhor ofereceu a Israel também foi oferecida a todo o mundo. Israel deveria ser o veículo pelo qual essa redenção seria comunicada. Nossa igreja foi chamada para fazer a mesma coisa.

Examine sua função na igreja. O que você pode fazer para promover a obra para a qual fomos chamados? Lembre-se: se não está ajudando, é provável que esteja, em certo grau, atrapalhando. Se Deus escolheu salvá-lo por amor, por que não servi-Lo compartilhando a mensagem de salvação?

Domingo, 16 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei da aliança

Lições da Bíblia1

“Portanto, saibam que o Senhor, seu Deus, é Deus; Ele é o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos” (Dt 7:9).

Uma das frases importantes do Salmo 23 indica aonde Deus deseja nos levar. “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu nome”, declarou Davi no verso 3 (ênfase acrescentada). Em virtude de Sua retidão moral, Deus nunca nos desencaminhará. Ele apresentará veredas seguras para nossa caminhada espiritual pela vida.

Quais são as seguras “veredas da justiça”? O escritor de outro salmo responde a essa pergunta com um pedido de oração: “Guia-me pela vereda dos Teus mandamentos, pois nela encontro felicidade” (Sl 119:35, ênfase acrescentada). “Todos os Teus mandamentos são justos” (Sl 119:172). A lei de Deus é um caminho seguro e firme através do perigoso pântano da existência humana.

A lição desta semana se concentra na lei de Deus e em sua função na aliança do Sinai.

Resumo da semana: O que significava a eleição de Israel? Em que sentido a eleição de Israel é semelhante à nossa? Qual era a importância da lei na aliança? A aliança é incondicional? Por que a obediência é parte integrante do relacionamento de aliança?

Sábado, 15 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

Aliança no Sinai – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 281-290 (“O êxodo”), p. 291-302 (“Do Mar Vermelho ao Sinai”) e p. 304-314 (“A lei de Deus”).

“O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós apenas ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, era o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é também o Autor e Consumador de nossa fé” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.198, 1.199).

“Durante o cativeiro no Egito, muitos israelitas haviam perdido em grande parte o conhecimento da lei de Deus e misturaram seus preceitos com costumes e tradições pagãos. Deus os levou ao Sinai, e ali, com a própria voz, declarou Sua lei” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 334).

Perguntas para consideração

1. De que maneira a aliança foi concebida para manter as liberdades físicas e espirituais de Israel? (veja Lv 26:3-13; compare com Dt 28:1-15).

Lv 26:3-13 (ARA)2: “3 Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, 4 então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto. 5 A debulha se estenderá até à vindima, e a vindima, até à sementeira; comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros na vossa terra. 6 Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. 7 Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. 8 Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. 9 Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco. 10 Comereis o velho da colheita anterior e, para dar lugar ao novo, tirareis fora o velho. 11 Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá. 12 Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo. 13 Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para que não fôsseis seus escravos; quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar eretos.”

Dt 28:1-15 (ARA)2: “1 Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. 2 Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos: 3 Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo. 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 5 Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. 6 Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres. 7 O Senhor fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. 8 O Senhor determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o Senhor, teu Deus. 9 O Senhor te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e andares nos seus caminhos. 10 E todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor e terão medo de ti. 11 O Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Senhor, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. 12 O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado. 13 O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir. 14 Não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, seguindo outros deuses, para os servires. 15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão:”

2. Em Êxodo 19:5, 6 o Senhor declarou: “toda a terra é Minha”. Por que Ele disse isso, especialmente nesse contexto de buscar estabelecer uma aliança com aquele povo? Como nossa compreensão do sábado e o que ele significa se encaixam aqui?

3. Se somos perdoados pela graça, qual é a função da graça na vida de fé e obediência?

Resumo: A aliança de Deus com Israel no Sinai foi uma aliança de graça. Tendo mostrado Seu amor por meio da libertação do Egito, Deus convidou a nação a fazer uma aliança com Ele, que manteria e promoveria suas liberdades. Embora Israel tivesse respondido afirmativamente, ele não tinha fé verdadeira motivada por amor. Na maior parte das vezes, o povo não entendeu a verdadeira natureza da aliança e a corrompeu em um sistema de salvação pelas obras. Não precisamos repetir esse fracasso e ignorar a graça estendida aos pecadores.

Sexta-feira, 14 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Promessas, promessas… (Êx 19:8)

Lições da Bíblia1

À primeira vista, tudo parecia bem. O Senhor tinha livrado Seu povo, oferecido a ele as promessas da aliança e ele havia concordado em fazer tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. Era um negócio de sucesso, certo?

7. Qual foi a resposta de Israel à aliança? Rm 9:31, 32; 10:3; Hb 4:1, 2

Rm 9:31, 32 (ARA)2: “31 e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. 32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,”

Rm 10:3 (ARA)2: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.

Hb 4:1, 2 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. 2 Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.”

Em tudo o que Deus nos pede para fazer, nosso relacionamento com Ele deve ser fundamentado na fé, que apresenta o fundamento sobre o qual as obras se desenvolvem. As obras em si mesmas – por mais puros que sejam seus motivos, por mais sinceras e numerosas que sejam – não podem nos tornar aceitáveis aos olhos de um Deus santo. Não podiam no tempo de Israel e também não podem em nossos dias.

8. Se a Bíblia repetidamente enfatiza as obras, por que elas não podem nos tornar aceitáveis aos olhos de Deus? Is 53:6; 64:6; Rm 3:23

Is 53:6 (ARA)2: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

Is 64:6 (ARA)2: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.”

Rm 3:23 (ARA)2: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

Infelizmente, o povo hebreu acreditava que a obediência havia se tornado o meio de sua salvação, não o resultado da salvação. Ele buscou a justiça em sua obediência à lei, não a justiça de Deus, que vem pela fé. A aliança do Sinai – apesar de ter vindo com um conjunto muito mais detalhado de instruções e leis – foi concebida como uma aliança de graça tanto quanto todas as outras alianças anteriores. Essa graça, concedida livremente, provoca uma transformação no coração que leva à obediência. Evidentemente, o problema não era a tentativa do povo de obedecer (a aliança exigia que eles obedecessem); o problema era o tipo de “obediência” que ele prestava, que realmente não era mesmo obediência, como mostrou a história subsequente da nação.

Leia com atenção Romanos 10:3, especialmente a última parte. Que argumento Paulo apresentou ali? O que acontece com as pessoas que buscam estabelecer sua própria justiça? Por que essa tentativa leva inevitavelmente ao pecado, injustiça e rebelião? Examinemos a nossa vida. Não estamos em perigo de fazer a mesma coisa?

Quinta-feira, 13 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Deus e Israel

Lições da Bíblia1

“‘Agora, pois, se ouvirem atentamente a Minha voz e guardarem a Minha aliança, vocês serão a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é Minha, e vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa’. São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel” (Êx 19:5, 6).

Nesses versos, o Senhor estava propondo Sua aliança com os filhos de Israel. Embora em certo sentido o Senhor os tivesse chamado, esse chamado não foi automaticamente concedido sem a escolha deles. Eles tiveram que cooperar. Até a libertação do Egito tinha envolvido sua cooperação: se não tivessem feito o que o Senhor havia mandado (como colocar o sangue nos umbrais das portas), eles não teriam sido libertos. Era simples assim.

Nesse verso, também, o Senhor não lhes disse: “Quer vocês gostem ou não, serão um tesouro peculiar para Mim e uma nação de sacerdotes”. Não é assim que funciona, e não é isso que o texto diz.

6. Leia Êxodo 19:5, 6. Como você entende o que o Senhor disse no contexto da salvação pela fé? A ordem de obedecer ao Senhor de alguma forma anula o conceito de salvação pela graça? Como resolver essa questão? Rm 3:19-24; 6:1, 2; 7:7; Ap 14:12

Êxodo 19:5, 6 (ARA)2: “5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Rm 3:19-24 (ARA)2: “19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

Rm 6:1, 2 (ARA)2: “1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

Rm 7:7 (ARA)2: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.

Ap 14:12 (ARA)2: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

“Não ganhamos a salvação pela nossa obediência, pois a salvação é um dom gratuito de Deus que recebemos pela fé. Mas a obediência é o fruto da fé” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 61).

Pense no que o Senhor estava disposto a fazer pela nação de Israel: Ele não apenas a libertou milagrosamente da escravidão egípcia, mas desejava torná-la Sua propriedade preciosa, uma nação de sacerdotes. Ao fundamentar seu relacionamento com Ele em Sua salvação (tanto a temporal, da escravidão egípcia, como a eterna), o Senhor buscava elevá-la a um nível espiritual, intelectual e moral que a tornaria a maravilha do mundo antigo. Tudo isso com o propósito de usar os filhos de Israel para pregar o evangelho às nações. Tudo o que eles tinham que fazer, em resposta, era obedecer.

Nossa experiência com o Senhor deve refletir o mesmo princípio visto no estudo de hoje?

Quarta-feira, 12 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aliança no Sinai

Lições da Bíblia1

O livro de Êxodo chama a atenção do leitor para três grandes eventos. Como três montanhas, o próprio Êxodo, o estabelecimento da aliança e a construção do santuário-tabernáculo se sobrepõem aos acontecimentos menores. O estabelecimento da aliança, registrado em Êxodo 19 a 24, foi como o Monte Everest dos três eventos. Um breve resumo de Êxodo 19 a 24 mostra a sequência e a relação dos eventos.

Concentre-se na sequência de eventos abaixo:

1. A chegada e o acampamento de Israel no Sinai

Êx 19:1, 2 (ARA)2: “1 No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai. 2 Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte.

2. Proposta de Deus de uma aliança com Israel

Êx 19:3-6 (ARA)2: “3 Subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: 4 Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.

3. A resposta de Israel ao aceitar a aliança

Êx 19:7, 8 (ARA)2: “7 Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8 Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.”

4. Preparativos para o recebimento formal da aliança

Êx 19:9-25 (ARA)2: 9 Disse o Senhor a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor. 10 Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo e purifica-o hoje e amanhã. Lavem eles as suas vestes 11 e estejam prontos para o terceiro dia; porque no terceiro dia o Senhor, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai. 12 Marcarás em redor limites ao povo, dizendo: Guardai-vos de subir ao monte, nem toqueis o seu limite; todo aquele que tocar o monte será morto. 13 Mão nenhuma tocará neste, mas será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a buzina, então, subirão ao monte. 14 Moisés, tendo descido do monte ao povo, consagrou o povo; e lavaram as suas vestes. 15 E disse ao povo: Estai prontos ao terceiro dia; e não vos chegueis a mulher. 16 Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu. 17 E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. 19 E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão. 20 Descendo o Senhor para o cimo do monte Sinai, chamou o Senhor a Moisés para o cimo do monte. Moisés subiu, 21 e o Senhor disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o limite até ao Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem. 22 Também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de consagrar, para que o Senhor não os fira. 23 Então, disse Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o. 24 Replicou-lhe o Senhor: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao Senhor, para que não os fira. 25 Desceu, pois, Moisés ao povo e lhe disse tudo isso.

5. A proclamação dos Dez Mandamentos

Êx 20:1-17 (ARA)2: 1 Então, falou Deus todas estas palavras: 2 Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; 11 porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou. 12 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. 13 Não matarás. 14 Não adulterarás. 15 Não furtarás. 16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

6. Moisés como mediador da aliança

Êx 20:18-21 (ARA)2: “18 Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe. 19 Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos. 20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis. 21 O povo estava de longe, em pé; Moisés, porém, se chegou à nuvem escura onde Deus estava.”

7. Princípios da aliança explicitados

Êx 20:22-23:22 (ARA)2: 22 Então, disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vistes que dos céus eu vos falei. 23 Não fareis deuses de prata ao lado de mim, nem deuses de ouro fareis para vós outros. 24 Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei. 25 Se me levantares um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; pois, se sobre ele manejares a tua ferramenta, profaná-lo-ás. 26 Nem subirás por degrau ao meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta. 21 1 São estes os estatutos que lhes proporás: 2 Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça. 3 Se entrou solteiro, sozinho sairá; se era homem casado, com ele sairá sua mulher. 4 Se o seu senhor lhe der mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá sozinho. 5 Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos, não quero sair forro. 6 Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre. 7 Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos. 8 Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a desposá-la, ele terá de permitir-lhe o resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, pois será isso deslealdade para com ela. 9 Mas, se a casar com seu filho, tratá-la-á como se tratam as filhas. 10 Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais. 11 Se não lhe fizer estas três coisas, ela sairá sem retribuição, nem pagamento em dinheiro. 12 Quem ferir a outro, de modo que este morra, também será morto. 13 Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus lhe permitiu caísse em suas mãos, então, te designarei um lugar para onde ele fugirá. 14 Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás até mesmo do meu altar, para que morra. 15 Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto. 16 O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto. 17 Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto. 18 Se dois brigarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e o ferido não morrer, mas cair de cama; 19 se ele tornar a levantar-se e andar fora, apoiado ao seu bordão, então, será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e o fará curar-se totalmente. 20 Se alguém ferir com bordão o seu escravo ou a sua escrava, e o ferido morrer debaixo da sua mão, será punido; 21 porém, se ele sobreviver por um ou dois dias, não será punido, porque é dinheiro seu. 22 Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. 23 Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida, 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25 queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe. 26 Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua escrava e o inutilizar, deixá-lo-á ir forro pelo seu olho. 27 E, se com violência fizer cair um dente do seu escravo ou da sua escrava, deixá-lo-á ir forro pelo seu dente. 28 Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido. 29 Mas, se o boi, dantes, era dado a chifrar, e o seu dono era disso conhecedor e não o prendeu, e o boi matar homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono. 30 Se lhe for exigido resgate, dará, então, como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido. 31 Quer tenha chifrado um filho, quer tenha chifrado uma filha, este julgamento lhe será aplicado. 32 Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava, dar-se-ão trinta siclos de prata ao senhor destes, e o boi será apedrejado. 33 Se alguém deixar aberta uma cova ou se alguém cavar uma cova e não a tapar, e nela cair boi ou jumento, 34 o dono da cova o pagará, pagará dinheiro ao seu dono, mas o animal morto será seu. 35 Se um boi de um homem ferir o boi de outro, e o boi ferido morrer, venderão o boi vivo e repartirão o valor; e dividirão entre si o boi morto. 36 Mas, se for notório que o boi era já, dantes, chifrador, e o seu dono não o prendeu, certamente, pagará boi por boi; porém o morto será seu. 22 1 Se alguém furtar boi ou ovelha e o abater ou vender, por um boi pagará cinco bois, e quatro ovelhas por uma ovelha. 2 Se um ladrão for achado arrombando uma casa e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue. 3 Se, porém, já havia sol quando tal se deu, quem o feriu será culpado do sangue; neste caso, o ladrão fará restituição total. Se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto. 4 Se aquilo que roubou for achado vivo em seu poder, seja boi, jumento ou ovelha, pagará o dobro. 5 Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha e o largar para comer em campo de outrem, pagará com o melhor do seu próprio campo e o melhor da sua própria vinha. 6 Se irromper fogo, e pegar nos espinheiros, e destruir as medas de cereais, ou a messe, ou o campo, aquele que acendeu o fogo pagará totalmente o queimado. 7 Se alguém der ao seu próximo dinheiro ou objetos a guardar, e isso for furtado àquele que o recebeu, se for achado o ladrão, este pagará o dobro. 8 Se o ladrão não for achado, então, o dono da casa será levado perante os juízes, a ver se não meteu a mão nos bens do próximo. 9 Em todo negócio frauduloso, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de roupas, ou de qualquer coisa perdida, de que uma das partes diz: Esta é a coisa, a causa de ambas as partes se levará perante os juízes; aquele a quem os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo. 10 Se alguém der ao seu próximo a guardar jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro animal qualquer, e este morrer, ou ficar aleijado, ou for afugentado, sem que ninguém o veja, 11 então, haverá juramento do Senhor entre ambos, de que não meteu a mão nos bens do seu próximo; o dono aceitará o juramento, e o outro não fará restituição. 12 Porém, se, de fato, lhe for furtado, pagá-lo-á ao seu dono. 13 Se for dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso e não pagará o dilacerado. 14 Se alguém pedir emprestado a seu próximo um animal, e este ficar aleijado ou morrer, não estando presente o dono, pagá-lo-á. 15 Se o dono esteve presente, não o pagará; se foi alugado, o preço do aluguel será o pagamento. 16 Se alguém seduzir qualquer virgem que não estava desposada e se deitar com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher. 17 Se o pai dela definitivamente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme o dote das virgens. 18 A feiticeira não deixarás viver. 19 Quem tiver coito com animal será morto. 20 Quem sacrificar aos deuses e não somente ao Senhor será destruído. 21 Não afligirás o forasteiro, nem o oprimirás; pois forasteiros fostes na terra do Egito. 22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis. 23 Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor; 24 a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos. 25 Se emprestares dinheiroe ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros. 26 Se do teu próximo tomares em penhor a sua veste, lha restituirás antes do pôr do sol; 27 porque é com ela que se cobre, é a veste do seu corpo; em que se deitaria? Será, pois, que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. 28 Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo. 29 Não tardarás em trazer ofertas do melhor das tuas ceifas e das tuas vinhas; o primogênito de teus filhos me darás. 30 Da mesma sorte, farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe, e, ao oitavo dia, ma darás. 31 Ser-me-eis homens consagrados; portanto, não comereis carne dilacerada no campo; deitá-la-eis aos cães. 23 1 Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. 2 Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. 3 Nem com o pobre serás parcial na sua demanda. 4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. 5 Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. 6 Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. 7 Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. 8 Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. 9 Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito. 10 Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; 11 porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival. 12 Seis dias farás a tua obrag, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro. 13 Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos; do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca. 14 Três vezes no ano me celebrareis festa. 15 Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; ninguém apareça de mãos vazias perante mim. 16 Guardarás a Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho. 17 Três vezes no ano, todo homem aparecerá diante do Senhor Deus. 18 Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará gordura da minha festa durante a noite até pela manhã. 19 As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do Senhor, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe. 20 Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado. 21 Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não te rebeles contra ele, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome. 22 Mas, se diligentemente lhe ouvires a voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.”

8. A confirmação da aliança

Êx 24:1-18 (ARA)2: “1 Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2 Só Moisés se chegará ao Senhor; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. 3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. 8 Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras. 9 E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 10 E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. 11 Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. 12 Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares. 13 Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus, 14 disse aos anciãos: Esperai-nos aqui até que voltemos a vós outros. Eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão se chegará a eles. 15 Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. 16 E a glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o Senhor a Moisés. 17 O aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. 18 E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.”

Essa aliança desempenha função vital no plano da salvação. É a quarta aliança da Bíblia (após as de Adão, Noé e Abraão), e nela Deus Se revelou mais plenamente do que antes, especialmente quando o ritual do santuário foi estabelecido. Portanto, o santuário se tornou o meio pelo qual Ele mostrou ao povo o plano da salvação que eles deveriam revelar ao mundo.

Embora o Senhor tivesse resgatado Israel da escravidão do Egito, Ele desejava que a nação israelita entendesse que a redenção tinha um significado maior e mais significativo do que apenas a libertação da escravidão física. Ele desejava resgatá-la do pecado, a escravidão suprema, e isso só poderia ocorrer mediante o sacrifício do Messias, conforme ensinado nos tipos e símbolos do serviço do santuário. Não é de admirar então que, não muito tempo depois de terem sido resgatados da escravidão e recebido a lei, os israelitas foram instruídos a instituir o serviço do santuário, pois nele Deus lhes revelou o plano da redenção – que é o verdadeiro significado e propósito da aliança. Pois a aliança não é nada senão uma aliança de salvação, que o Senhor oferece à humanidade decaída. Foi assim no Éden e também no Sinai.

5. Por que uma aliança entre Deus e o povo de Israel era necessária? (Veja Dt 29:10-13; observe novamente o aspecto relacional da aliança).

Dt 29:10-13 (ARA)2: “10 Vós estais, hoje, todos perante o Senhor, vosso Deus: os cabeças de vossas tribos, vossos anciãos e os vossos oficiais, todos os homens de Israel, 11 os vossos meninos, as vossas mulheres e o estrangeiro que está no meio do vosso arraial, desde o vosso rachador de lenha até ao vosso tirador de água, 12 para que entres na aliança do Senhor, teu Deus, e no juramento que, hoje, o Senhor, teu Deus, faz contigo; 13 para que, hoje, te estabeleça por seu povo, e ele te seja por Deus, como te tem prometido, como jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.”

Terça-feira, 11 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.