Lázaro

Lições da Bíblia1

5. Leia João 11:1-44. Em que sentido Jesus foi “glorificado” por meio da doença e da morte de Lázaro (Jo 11:4)?

João 11:1-44 (ARA)2: “1 Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta. 2 Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. 3 Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas. 4 Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado. 5 Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. 6 Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava. 7 Depois, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judeia. 8 Disseram-lhe os discípulos: Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá? 9 Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; 10 mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. 11 Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. 12 Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. 13 Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. 14 Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; 15 e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele. 16 Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele. 17 Chegando Jesus, encontrou Lázaro já sepultado, havia quatro dias. 18 Ora, Betânia estava cerca de quinze estádios perto de Jerusalém. 19 Muitos dentre os judeus tinham vindo ter com Marta e Maria, para as consolar a respeito de seu irmão. 20 Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. 21 Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. 22 Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. 23 Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. 24 Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. 25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? 27 Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo. 28 Tendo dito isto, retirou-se e chamou Maria, sua irmã, e lhe disse em particular: O Mestre chegou e te chama. 29 Ela, ouvindo isto, levantou-se depressa e foi ter com ele, 30 pois Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas permanecia onde Marta se avistara com ele. 31 Os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se depressa e sair, seguiram-na, supondo que ela ia ao túmulo para chorar. 32 Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. 33 Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. 34 E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê! 35 Jesus chorou. 36 Então, disseram os judeus: Vede quanto o amava. 37 Mas alguns objetaram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer que este não morresse? 38 Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo; era este uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra. 39 Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias. 40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? 41 Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! 44 Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

Aqui, também, Jesus usou a metáfora do sono ao falar sobre a morte. Quando alguns pensavam que Ele estivesse falando sobre o sono literal, Jesus afirmou: “Lázaro morreu” (Jo 11:11-14). Quando Jesus chegou a Betânia, Lázaro já estava morto havia quatro dias; seu cadáver já estava apodrecendo (Jo 11:17, 39). Quando um corpo começa a se decompor a ponto de cheirar mal, não há dúvida: a pessoa está morta.

Nesse contexto, quando Jesus disse a Marta: “O seu irmão há de ressurgir” (Jo 11:23), ela reafirmou sua crença na ressurreição final. Mas Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente. Você crê nisto?” (Jo 11:23-26). E Jesus acrescentou: “Eu não disse a você que, se cresse, veria a glória de Deus?” (Jo 11:40). Marta creu e viu a glória de Deus na ressurreição de seu irmão.

A Bíblia diz que pela palavra de Deus a vida foi criada (Gn 1:20-30; Sl 33:6), e pela Sua palavra a vida pode ser recriada, como no caso de Lázaro. Depois de uma breve oração, Jesus ordenou: “Lázaro, venha para fora!” (Jo 11:43). Naquele exato momento, aquelas pessoas viram o poder vivificante de Deus, o mesmo poder que trouxe nosso mundo à existência, e o mesmo poder que no fim dos tempos chamará os mortos de volta à vida na ressurreição.

Ao ressuscitar Lázaro, Jesus provou que tinha o poder de derrotar a morte. Para seres como nós, que inevitavelmente morrem, poderia haver manifestação maior da glória de Deus?

6. Leia João 11:25, 26. Em uma linha Jesus falou sobre a possibilidade da morte para os crentes; na linha seguinte, falou que os crentes não morrerão eternamente. O que Jesus ensinou nesse texto? Por que o entendimento de que a morte é um sono inconsciente é tão crucial para entender as palavras de Cristo? E por que Suas palavras nos oferecem, como seres destinados à sepultura, tanta esperança?

João 11:25, 26 (ARA)2: “25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”

“Não tenha medo; apenas creia” (Mc 5:36). Essas palavras ainda são significativas hoje. Como podemos aprender a acreditar, mesmo em meio a situações de medo?

Quinta-feira, 27 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A filha de Jairo

Lições da Bíblia1

As ressurreições anteriores à morte e ressurreição de Jesus não se limitaram a um grupo étnico ou classe social específica. Moisés talvez tenha sido o maior líder humano do povo de Deus de todos os tempos (Dt 34:10-12). Por outro lado, a pobre viúva fenícia nem mesmo era israelita (1Rs 17:9). A sunamita era preeminente em sua comunidade (2Rs 4:8). A viúva de Naim teve apenas um filho, de quem provavelmente dependesse (Lc 7:12), enquanto Jairo era um dos chefes da sinagoga, provavelmente em Cafarnaum (Mc 5:22). Independentemente da origem cultural ou da posição social, todos foram abençoados pelo poder vivificante de Deus.

4. Leia Marcos 5:21-24, 35-43. O que aprendemos sobre a morte com as palavras de Cristo: “A criança não está morta, mas dorme”? Mc 5:39

Marcos 5:21-24, 35-43 (ARA)2: 21 Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar. 22 Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés 23 e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá. 24 Jesus foi com ele. […] 35 Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre? 36 Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente. 37 Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João. 38 Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que choravam e os que pranteavam muito. 39 Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme. 40 E riam-se dele. Tendo ele, porém, mandado sair a todos, tomou o pai e a mãe da criança e os que vieram com ele e entrou onde ela estava. 41 Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! 42 Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados. 43 Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina.

A filha de Jairo tinha doze anos e estava doente em casa, à beira da morte. Então, ele foi a Jesus e implorou que o Senhor fosse à sua casa e impusesse as mãos sobre ela. Mas, antes que chegassem lá, alguém trouxe a notícia: “A sua filha já morreu; por que você ainda incomoda o Mestre?” Jesus disse ao pai: “Não tenha medo; apenas creia!” (Mc 5:35, 36). Tudo o que o pai podia fazer era confiar em Deus.

Ao chegar à casa, Jesus disse aos que ali se reuniam: “Por que vocês estão alvoroçados e chorando? A criança não está morta, mas dorme” (Mc 5:39). Eles O ridicularizaram porque (1) sabiam que ela estava morta e (2) não entenderam o significado de Suas palavras. “A metáfora confortadora em que o ‘sono’ significa ‘morte’ parece ter sido a maneira predileta de Cristo para Se referir a essa experiência (Mt 9:24; Lc 8:52; ver comentário de Jo 11:11-15). A morte é um sono, mas é um sono profundo do qual unicamente o grande Doador da vida pode nos despertar, pois somente Ele tem as chaves da morte” (ver Ap 1:18; cf. Jo 3:16; Rm 6:23; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 664).

Após a ressurreição, aqueles que viram a menina ficaram admirados diante do milagre (Mc 5:42). A morte é definitiva, absoluta e aparentemente irreversível. Ter visto algo assim certamente deve ter sido uma experiência incrível e transformadora.

Quarta-feira, 26 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O filho da viúva de Naim

Lições da Bíblia1

Jesus “andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com Ele” (At 10:38). Jesus ministrou a pessoas necessitadas e feridas. Por isso, muitos passaram a acreditar que Jesus era o Messias prometido.

“Havia aldeias inteiras onde não existia mais nenhuma casa em que se ouvissem lamentos de enfermo, porque Jesus por elas havia passado e lhes tinha curado os doentes. Sua obra dava testemunho de Sua unção divina. Amor, misericórdia e compaixão se patenteavam em cada ato de Sua vida. Seu coração anelava com terna simpatia pelos filhos dos homens. Revestiu-Se da natureza humana para poder realizar as necessidades humanas. Os mais pobres e humildes não receavam aproximar-se Dele. Mesmo as criancinhas se sentiam atraídas a Ele” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 11, 12).

3. Leia Lucas 7:11-17. Que diferença importante existe entre o que aconteceu nessa ressurreição e nas que vimos ontem?

Lucas 7:11-17 (ARA)2: “11 Em dia subsequente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão. 12 Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. 13 Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! 14 Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! 15 Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. 16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.”

Durante Seu ministério na Galileia, Jesus curou os doentes e expulsou demônios. Certa vez, Ele e Seus seguidores estavam se aproximando dos portões de Naim quando um cortejo fúnebre passava. No caixão aberto estava o filho único de uma viúva, que chorava inconsolavelmente. Cheio de compaixão pela mãe enlutada, Jesus lhe disse: “‘Não chore!’ Chegando- Se, tocou no caixão e os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse: – Jovem, Eu ordeno a você: levante-se! O que estava morto sentou- se e passou a falar; e Jesus o restituiu à sua mãe” (Lc 7:13-15). A presença de Jesus mudou o cenário, e muitas pessoas que testemunharam o milagre sabiam não apenas que algo surpreendente havia acontecido, mas que Alguém especial estava entre eles (chamavam-No de “grande Profeta”).

A viúva fenícia (1Rs 17:8-24) e a sunamita (2Rs 4:18-37) pediram ajuda. Mas a viúva de Naim foi ajudada sem que ela sequer pedisse. Isso significa que Deus cuida de nós mesmo quando somos incapazes ou nos sentimos indignos de pedir ajuda a Ele. Jesus viu o problema e o tratou – tão típico Dele em todo o Seu ministério!

A verdadeira religião envolve cuidar de órfãos e viúvas (Tg 1:27). Embora não possamos fazer milagres, o que podemos fazer para ministrar aos que sofrem?

Terça-feira, 25 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Dois exemplos do Antigo Testamento

Lições da Bíblia1

2. Leia 1 Reis 17:8-24 e 2 Reis 4:18-37. Que semelhanças e diferenças há nessas duas ressurreições?

1 Reis 17:8-24 (ARA)2: “8 Então, lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: 9 Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida. 10 Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. 11 Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. 12 Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. 13 Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. 14 Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 15 Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. 16 Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias. 17 Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. 18 Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho? 19 Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama; 20 então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? 21 E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. 22 O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23 Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. 24 Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.”

2 Reis 4:18-37 (ARA)2: “18 Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores. 19 Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe. 20 Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu. 21 Subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de Deus; fechou a porta e saiu. 22 Chamou a seu marido e lhe disse: Manda-me um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. 23 Perguntou ele: Por que vais a ele hoje? Não é dia de Festa da Lua Nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal. 24 Então, fez ela albardar a jumenta e disse ao moço: Guia e anda, não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser. 25 Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; 26 corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem. 27 Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés. Então, se chegou Geazi para arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu e não mo manifestou. 28 Disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? 29 Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino. 30 Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu. 31 Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. 32 Tendo o profeta chegado à casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. 33 Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor. 34 Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35 Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. 37 Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.”

Em Hebreus 11, lemos que, pela fé, “houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos” (Hb 11:35, NVI). Esse foi o caso nas duas ressurreições descritas nos textos de hoje.

A primeira (ver 1Rs 17:8-24) ocorreu durante a grande apostasia em Israel, sob a influência do rei Acabe e sua esposa pagã Jezabel. Como uma seca severa estivesse devastando a terra, Deus ordenou que Elias fosse para Sarepta, uma cidade fora de Israel. Lá ele conheceu uma pobre viúva fenícia que estava prestes a cozinhar uma última refeição simples para ela e seu filho, e depois morreriam de fome. Mas a vida dos dois foi poupada pelo milagre da farinha e do azeite, que não acabaram até que a seca chegasse ao fim. Algum tempo depois, o filho da viúva ficou doente e morreu. Em desespero, a mãe implorou a Elias, que clamou ao Senhor. “O Senhor atendeu à voz de Elias, a vida foi restituída ao menino, e ele reviveu” (1Rs 17:22).

A segunda ressurreição (ver 2Rs 4:18-37) ocorreu em Suném, uma pequena vila ao sul do monte Gilboa. Eliseu havia ajudado uma viúva pobre a pagar suas dívidas por meio do milagre do azeite nas vasilhas (2Rs 4:1-7). Mais tarde, em Suném, ele conheceu uma mulher rica que não tinha filhos. O profeta lhe disse que ela teria um filho, e aconteceu como previsto. A criança cresceu e era saudável, mas um dia adoeceu e morreu. A mulher sunamita foi ao monte Carmelo e pediu a Eliseu que a acompanhasse para ver seu filho. Eliseu orou com persistência ao Senhor e, finalmente, a criança viveu outra vez.

Essas mulheres tinham origens diferentes, mas a mesma fé salvífica. A viúva fenícia hospedou Elias em um momento difícil, quando não havia lugar seguro para ele em Israel. A sunamita e seu marido construíram um quarto em que Eliseu poderia ficar quando passasse por sua região. Quando os filhos morreram, suas mães apelaram para os profetas de Deus e tiveram a alegria de ver seus filhos reviverem.

Essas são lindas histórias; porém, outras histórias não tiveram um desfecho feliz. O que esse triste fato ensina sobre a importância da ressurreição no fim dos tempos?

Segunda-feira, 24 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A Ressurreição de Moisés

Lições da Bíblia1

1. Leia Judas 9 e Lucas 9:28-36. Quais evidências você encontra nesses textos para a ressurreição física de Moisés?

Judas 9 (ARA)2: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!”

Lucas 9:28-36 (ARA)2: “28 Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar. 29 E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. 30 Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32 Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam. 33 Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia. 34 Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. 35 E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi. 36 Depois daquela voz, achou-se Jesus sozinho. Eles calaram-se e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que tinham visto.”

Alguns pais da Igreja Grega de Alexandria argumentaram que, quando Moisés morreu, dois Moisés foram vistos: um vivo no espírito, outro morto no corpo; um subindo ao céu com os anjos, o outro sepultado na terra (Orígenes, Homilies on Joshua [Homilias sobre Josué] 2.1; Clemente de Alexandria, Stromata 6.15). Essa distinção entre a ascensão da alma e o enterro do corpo tem sentido para os que creem no conceito grego de alma imortal, mas isso não é bíblico. Judas 9 confirma a ressurreição do corpo de Moisés. A disputa foi “a respeito do corpo de Moisés” e não sobre uma suposta alma sobrevivente.

Deuteronômio 34:5-7 nos diz que Moisés morreu aos 120 anos de idade, e o Senhor o sepultou num lugar escondido, um vale na terra de Moabe. Mas o profeta não permaneceu muito tempo na sepultura. “O próprio Cristo, com os anjos que sepultaram Moisés, desceu do Céu para chamar o santo que dormia. […] Pela primeira vez, Cristo estava prestes a dar a vida aos mortos. Quando o Príncipe da Vida e os seres brilhantes se aproximaram da sepultura, Satanás ficou apreensivo com respeito à sua supremacia. […] Cristo não Se rebaixou a entrar em controvérsia com Satanás. […] Mas Cristo remeteu tudo isso ao Seu Pai, dizendo: ‘O Senhor te repreenda!’ (Jd 9). […] A ressurreição foi assegurada para sempre. Satanás foi despojado de sua presa. Os justos mortos voltariam a viver” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 417, 418).

Na transfiguração encontramos evidência da ressurreição de Moisés. Ali, ele apareceu com o profeta Elias, que havia sido trasladado sem ver a morte (2Rs 2:1-11). Moisés e Elias até conversaram com Jesus (ver Lc 9:28-36). A aparição de Moisés, prova da vitória vindoura de Cristo sobre o pecado e a morte, é retratada na passagem em termos inequívocos. Foram Moisés e Elias, não seus “espíritos”, que apareceram a Jesus ali (afinal, Elias não havia morrido).

Moisés não pôde entrar na Canaã terrestre (Dt 34:1-4), mas foi levado à Canaã celestial. Até que ponto Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme Seu poder que opera em nós” (Ef 3:20)?

Domingo, 23 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ressurreições anteriores à cruz

Lições da Bíblia1

“Então Jesus declarou: – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente. Você crê nisto?” (Jo 11: 25, 26).

As referências do AT à ressurreição que vimos até agora se fundamentam, em grande parte, em expectativas pessoais (Jó 19:25-27; Hb 11:17-19; Sl 49:15; 71:20) e em promessas (Dn 12:1, 2, 13). No entanto, também temos os registros inspirados de casos em que pessoas realmente foram ressuscitadas dos mortos.

A primeira ressurreição foi a de Moisés (Jd 9; Lc 9:28-36). Durante a monarquia de Israel, o filho da viúva de Sarepta (1Rs 17:8-24) e o filho da sunamita (2Rs 4:18-37) também foram ressuscitados. Cristo, durante Seu ministério terrestre, ressuscitou o filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17), a filha de Jairo (Lc 8:40-56) e depois Lázaro (Jo 11). Com exceção de Moisés, todas essas pessoas foram ressuscitadas como mortais que, enfim, voltariam a morrer. Esses casos também confirmam o ensino bíblico da inconsciência dos mortos (Jó 3:11-13; Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5, 10). Em nenhum desses relatos, nem em qualquer outra narrativa bíblica da ressurreição, há alguma menção a uma suposta experiência de vida após a morte.

Nesta semana, vamos refletir sobre as ressurreições que ocorreram antes da própria morte e ressurreição de Cristo.

Sábado, 22 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

A esperança do Antigo Testamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 423-431 (“Visões de um futuro glorioso”).

A ciência ensina que a matéria é composta de átomos, e estes são compostos de duas partículas menores, quarks e léptons, os quais, acredita-se, são os blocos construtores da realidade física. Se o mundo é constituído de quarks e léptons, não poderia Deus, que criou e sustenta o mundo, reconfigurar essas partículas na ressurreição? Zombando da ressurreição, Bertrand Russell perguntou o que aconteceria com os que foram comidos por canibais, pois seus corpos passaram a fazer parte dos canibais. Quem receberia o quê na ressurreição? Mas suponha que o Senhor pegue os quarks e léptons, os blocos construtores fundamentais da existência, de qualquer lugar e, com base nas informações que possui sobre cada um de nós, nos reconstrua a partir desses quarks e léptons. Ele não precisa dos nossos originais. Ou Ele poderia simplesmente chamar à existência novos quarks e léptons. Seja como for, o Deus que criou o Universo pode nos recriar e promete fazer isso na ressurreição dos mortos.

“O Doador da vida chamará a Sua herança adquirida, na primeira ressurreição, e, até aquela hora triunfante, quando soará a última trombeta e o vasto exército ressurgirá para a vitória eterna, todo santo que dorme será conservado em segurança, guardado como joia preciosa, conhecido de Deus por nome. Pelo poder do Salvador que neles habitou e por terem sido participantes da natureza divina, são ressuscitados” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1258).

Perguntas para consideração

Estima-se que existem dois trilhões de galáxias por aí, cada uma composta de bilhões e bilhões de estrelas. Algumas estrelas têm planetas que as orbitam, assim como os planetas do sistema solar orbitam o Sol. Deus criou essas estrelas, as sustenta e as conhece pelo nome (Sl 147:4). Embora essa realidade não prove que Deus ressuscitará os mortos, como ela revela um poder que pode realizar esse milagre?

Hebreus 11 destaca as expectativas dos “heróis da fé”. Esse capítulo enriquece nossa compreensão da esperança que eles tinham antes da ressurreição de Jesus?

Sexta-feira, 21 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

Aqueles que dormem no pó

Lições da Bíblia1

Como veremos, o NT fala muito sobre a ressurreição dos mortos; e, como já vimos, a ideia da ressurreição dos mortos também aparece no AT. Nos tempos do AT, as pessoas tinham a mesma esperança que temos da ressurreição final. Marta, que viveu na época de Jesus, já tinha essa esperança (Jo 11:24). Sem dúvida, mesmo então, os judeus tinham algum conhecimento da ressurreição nos últimos dias, ainda que nem todos acreditassem nela (veja At 23:8).

5. Leia Daniel 12. Que esperança de ressurreição podemos encontrar nos escritos desse grande profeta?

Daniel 12 (ARA)2: “1 Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. 2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. 3 Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente. 4 Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. 5 Então, eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um, de um lado do rio, o outro, do outro lado. 6 Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas? 7 Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão. 8 Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu senhor, qual será o fim destas coisas? 9 Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. 10 Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão. 11 Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias. 12 Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. 13 Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.

Daniel 12:1 refere-se a Miguel, “o grande Príncipe”, cuja identificação tem sido bastante contestada. Visto que cada uma das grandes visões no livro de Daniel culmina com a manifestação de Cristo e Seu reino, isso também deveria ocorrer com relação a essa passagem específica. No livro de Daniel encontramos alusões ao mesmo Ser divino como “Príncipe desse exército” (Dn 8:11), “Príncipe dos príncipes” (Dn 8:25), “Ungido, o Príncipe” (Dn 9:25) e finalmente como “Miguel, o grande Príncipe” (Dn 12:1). Portanto, devemos identificar Miguel também como Cristo.

Os textos do AT considerados até aqui (Jó 19:25-27; Sl 49:15; 71:20; Is 26:19) falam da ressurreição de pessoas justas. Mas Daniel fala da ressurreição de justos e de injustos. Quando Miguel Se levantar, “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno” (Dn 12:2).

Muitos consideram que esse verso fale sobre uma ressurreição especial de algumas pessoas, tanto fiéis quanto infiéis, no retorno de Cristo.

“As sepulturas se abrem, e ‘muitos dos que dormem no pó da terra’ ressuscitam, ‘uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno’ (Dn 12:2). Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem glorificados do túmulo para ouvir o concerto de paz, estabelecido por Deus com aqueles que guardaram Sua lei. ‘Até mesmo aqueles que O traspassaram’ (Ap 1:7, NVI), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo e os mais obstinados inimigos de Sua verdade e de Seu povo ressuscitarão para contemplá-Lo em Sua glória e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 528, 529).

Quinta-feira, 20 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.