O Senhor ressuscitado

Lições da Bíblia1:

“Ele, porém, lhes disse: – Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; Ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde O tinham colocado” (Mc 16:6).

A crucifixão de Jesus foi como um toque fúnebre para as esperanças e a fé dos discípulos. Foi um fim de semana sombrio para eles, pois não apenas se debatiam com a morte de seu Mestre, mas também temiam por sua vida (Jo 20:19).

Em Marcos 16, o último capítulo desse evangelho, estudaremos o que aconteceu após a morte de Jesus. Em primeiro lugar, veremos o momento de Sua ressurreição e por que as mulheres foram ao túmulo naquela manhã de domingo. Às vezes, os adventistas evitam o tema da manhã da ressurreição, por causa da maneira pela qual ela é mal utilizada para apoiar a santificação do domingo. Em vez disso, descobriremos como podemos nos alegrar na ressurreição ocorrida no domingo, apesar da falsa teologia que, infelizmente, surgiu a partir dela.

Em segundo lugar, estudaremos os primeiros versos de Marcos 16, ligando o texto a um tema que permeia o livro.

Em terceiro lugar, encerrando a semana, examinaremos o restante de Marcos 16 e consideraremos a missão que o capítulo coloca diante de nós. Este estudo terminará com um desafio para que o leitor de Marcos leve o evangelho por todo o mundo.

Sábado, 21 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

Morte no Antigo Testamento

Lições da Bíblia1:

3. Leia os Salmos 6:5; 115:17; 1 Reis 2:10; 11:43 e 14:20. O que esses versos ensinam sobre o estado dos mortos?

Salmo 6:5 (NAA)2: “Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?”

Salmo 115:17 (NAA)2: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio podem fazer isso.”

1 Reis 2:10 (NAA)2: “Davi morreu e foi sepultado na Cidade de Davi.”

1 Reis 11:43 (NAA)2: “Salomão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai, e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.”

1 Reis 14:20 (NAA)2: “Foi de vinte e dois anos o tempo que Jeroboão reinou. Ele morreu, e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar.”

O AT não ensina a imortalidade da alma. Não ensina que, após a morte, os fiéis voam para o Céu, para a eternidade, ou que, após a morte, os infiéis descem ao inferno, onde queimam eternamente. Ensina que a morte é um sono. A Bíblia usa a expressão “descansou (dormiu) com seus pais” (1Rs 2:10; 14:20) para descrever a morte dos patriarcas, e “sono da morte” (Sl 13:3; Sl 90:5). Referindo-se à morte, Jó falou de não acordar do sono (Jó 14:12). O salmista escreveu: “Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, me satisfarei com a Tua semelhança” (Sl 17:15).

Quando o exército assírio foi derrotado, a morte dos soldados foi chamada de “sono profundo” (Sl 76:6). A ideia dos mortos como espíritos desencarnados pairando para se comunicar com os vivos não é um conceito bíblico, mas puro paganismo.

A falha em entender a verdade sobre a morte nos deixa vulneráveis aos enganos de Satanás. “Muitos terão que encarar espíritos de demônios personificando parentes ou amigos queridos e declarando as mais perigosas heresias. Esses visitantes apelarão para nossos mais profundos sentimentos e realizarão milagres para apoiar suas declarações. Devemos estar preparados para resistir a eles com a verdade bíblica de que os mortos nada sabem e de que os que aparecem dessa maneira são espíritos de demônios” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 465, 466).

4. Leia Daniel 12:2 e Jó 19:25, 26. Que elementos sobre o estado dos mortos são acrescentados por esses versos?

Daniel 12:2 (NAA)2: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno.”

Jó 19:25, 26 (NAA)2: “25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. 26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.”

A morte é um descanso até a ressurreição. Não há espíritos desencarnados pairando para se comunicar com os vivos. Embora os pagãos acreditassem no mundo espiritual, os israelitas entendiam a morte como um sono até a manhã da ressurreição.

Embora lamentemos pelos mortos, precisamos nos consolar com o fato de que, depois que os fiéis fecham os olhos, não importa quanto tempo demore, o que verão assim que acordarem será a segunda vinda de Jesus. Nesse momento, seu primeiro pensamento será: “Cristo já voltou!”

Segunda-feira, 03 de junho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Espere no Senhor – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 67-75 (“O crescimento espiritual”). Os salmos apelam para que esperemos no Senhor (Sl 37:7). Quando a espera parece pesada, incerta e solitária, devemos nos lembrar dos discípulos no dia da ascensão de Jesus (At 1:4-11). Cristo foi levado ao céu diante de seus olhos, enquanto eles foram deixados para esperar Sua volta no futuro. Quem já experimentou um anseio mais intenso de receber a bênção divina do que os discípulos naquele dia? Eles devem ter pensado: “Senhor, leve-nos contigo agora”. No entanto, foram instruídos a esperar a promessa do Pai e o retorno de Jesus. Se imaginamos que os discípulos estavam em desespero e decepcionados, ficaremos surpresos. Eles retornaram a Jerusalém e fizeram exatamente o que Jesus lhes disse: esperaram pelo dom do Espírito Santo e depois pregaram com poder o evangelho ao mundo (At 1:12-14; 2).

É impossível cumprir o mandamento de esperar no Senhor, a menos que Ele tenha feito Sua obra em nós pelo Espírito Santo. Nenhum entusiasmo, por mais intenso que seja, resistirá à tensão que a espera imporá ao nosso coração. Apenas uma coisa suportará a tensão: permanecer em Cristo, ter um relacionamento com Ele. “Se Cristo habitar em nosso coração, Ele operará em nós ‘tanto o querer como o realizar’ (Fp 2:13). Trabalharemos como Ele trabalhou; manifestaremos o mesmo espírito. E assim, amando-O e Nele habitando, ‘cresçamos em tudo Naquele que é a cabeça, Cristo’” (Ef 4:15; Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 75). Ao continuarmos a esperar no Senhor, encontraremos paz e contentamento nos salmos. O encontro diário do coração de Deus com o nosso coração ocorre nas nossas orações e canções. Perguntas para consideração

1. Por que a espera é significativa na vida espiritual? Como a espera purificou e fortaleceu o coração dos heróis da fé? (Rm 4:19-22; Hb 11)

Rm 4:19-22 (NAA)2: “19 E, sem enfraquecer na fé, levou em conta o seu próprio corpo já amortecido, tendo ele quase cem anos, e a esterilidade do ventre de Sara. 20 Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, 21 estando plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir o que havia prometido. 22 Assim, também isso lhe foi atribuído para justiça.”

Hb 11 (NAA)2: “1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. 2 Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. 3 Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis. 4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala. 5 Pela fé, Enoque foi levado a fim de não passar pela morte; não foi achado, porque Deus o havia levado. Pois, antes de ser levado, obteve testemunho de que havia agradado a Deus. 6 De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam. 7 Pela fé, Noé, divinamente instruído a respeito de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, construiu uma arca para a salvação de sua família. Assim, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé. 8 Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. 9 Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10 Porque Abraão aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor. 11 Pela fé, também, a própria Sara, apesar de não poder ter filhos e já ser idosa, recebeu poder para ser mãe, pois considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12 Por isso, também de um só homem, praticamente morto, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar. 13 Todos estes morreram na fé. Não obtiveram as promessas, mas viram-nas de longe e se alegraram com elas, confessando que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 14 Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. 15 E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. 16 Mas, agora, desejam uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porque lhes preparou uma cidade. 17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque. Aquele que acolheu as promessas de Deus estava a ponto de sacrificar o seu único filho, 18 do qual havia sido dito: ‘A sua descendência virá por meio de Isaque.’ 19 Abraão considerou que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque dentre os mortos, de onde também figuradamente o recebeu de volta. 20 Pela fé, igualmente Isaque abençoou Jacó e Esaú, a respeito de coisas que ainda estavam para vir. 21 Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão, adorou a Deus. 22 Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens a respeito de seus próprios ossos. 23 Pela fé, Moisés, depois de nascer, foi escondido por seus pais durante três meses, porque viram que era um menino bonito e não temeram o decreto do rei. 24 Pela fé, Moisés, sendo homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. 26 Ele entendeu que ser desprezado por causa de Cristo era uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a recompensa. 27 Pela fé, Moisés abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a ira do rei, pois permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 28 Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. 29 Pela fé, os israelitas atravessaram o mar Vermelho como por terra seca. Quando os egípcios tentaram fazer o mesmo, foram engolidos pelo mar. 30 Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. 31 Pela fé, Raabe, a prostituta, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu os espias com paz. 32 E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, 33 os quais, por meio da fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, 34 extinguiram a violência do fogo, escaparam de ser mortos à espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros. 35 Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; 36 outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, sim, até de algemas e prisões. 37 Foram apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada. Andaram como peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras; passaram por necessidades, foram afligidos e maltratados. 38 O mundo não era digno deles. Andaram errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. 39 Todos estes, mesmo tendo obtido bom testemunho por meio da fé, não obtiveram a concretização da promessa, 40 porque Deus tinha previsto algo melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.”

2. Qual é o fim da nossa espera? (Sl 37:34-40). O que nos foi prometido como solução final para a injustiça?

Sl 37:34-40 (NAA)2: “34 Espere no Senhor e ande nos seus caminhos; ele o exaltará para que você herde a terra; você verá quando os ímpios forem exterminados. 35 Vi um ímpio prepotente expandir-se como um cedro do Líbano. 36 Passei, e eis que havia desaparecido; procurei-o, e já não foi encontrado. 37 Observe aquele que é íntegro e reto; porque o futuro dele será de paz. 38 Quanto aos transgressores, serão todos destruídos; a descendência dos ímpios será exterminada. 39 Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a fortaleza deles em tempos de angústia. 40 O Senhor os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio.”

3. Os mortos esperam de modo consciente? Até quando eles esperarão Jesus? (Ec 9:5)

Ec 9:5 (NAA)2: “Porque os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada e não têm nenhuma recompensa a receber, porque a memória deles jaz no esquecimento.”

Sexta-feira, 29 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ressuscitados e exaltados com Cristo

Lições da Bíblia1

Usando duas palavras poderosas (“Mas Deus”), Paulo partiu da triste descrição do passado de seu público (Ef 2:1-3) para a nova realidade, cheia de esperança, que marcava a vida deles como crentes (Ef 2:4-10).

3. Em que sentido os crentes participam da ressurreição, ascensão e exaltação de Cristo? Quando isso ocorre? Ef 2:6, 7

Ef 2:6, 7 (ARA)2: “6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; 7 para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.”

Efésios é uma carta encharcada de Cristo e que destaca a unidade dos crentes com o Senhor. Paulo estende esse tema ao empregar três verbos compostos para revelar a verdade impressionante de que, por meio das iniciativas de Deus, os crentes participam de importantes eventos da história da salvação que se concentram no Messias, Jesus (Ef 2:5, 6). São eles:

(1) Deu-nos vida juntamente com Cristo; (2) Juntamente com Ele nos ressuscitou (Paulo provavelmente empregou essa expressão para indicar a participação dos crentes na ascensão de Cristo ao Céu); (3) e com Ele nos fez assentar “nas regiões celestiais”, o que significa que os crentes participam da exaltação de Cristo no trono do cosmos. Eles são coexaltados com Jesus.

Para entender o poder do argumento de Paulo, devemos voltar a Efésios 1:19-23 e relembrar que, em Sua morte, ressurreição, ascensão e exaltação, Cristo obteve vitória sobre todos os poderes malignos e espirituais que outrora dominavam os crentes. Na ressurreição, ascensão e exaltação de Jesus, esses poderes, embora ainda ativos e ameaçadores, foram completamente vencidos. O cosmos mudou, bem como a realidade. Os crentes não são meros espectadores desses eventos, mas estão envolvidos neles de forma pessoal e profunda. Temos vida juntamente com Cristo, fomos ressuscitados e exaltados com Ele. Isso abre uma nova gama de possibilidades para nós. Temos o direito de passar de uma existência dominada por demônios para uma vida de abundância espiritual e poder Nele (2Tm 1:7).

“Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1:7). Os versos do estudo de hoje ajudam a entender essa passagem?

Terça-feira, 18 de julho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Efésios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 513, jul. ago. set. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Participando do poder da ressurreição

Lições da Bíblia1

Nos versos restantes do seu relato de oração em Efésios 1:20-23, Paulo expandiu o terceiro tópico de compreensão que esperava que o Espírito Santo trouxesse aos crentes: a imensidão do poder de Deus, exercido em favor deles. Iniciou apontando para dois eventos da história da salvação como as primeiras ilustrações do poder divino: (1) a ressurreição de Jesus; (2) a exaltação de Jesus ao trono do cosmos.

3. Como o poder de Deus foi demonstrado por meio da ressurreição de Jesus? Ef 1:20; 1Co 15:20-22; Fp 3:8-11; Hb 13:20, 21; 1Pe 1:3

Ef 1:20 (ARA)2: “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais,”

1Co 15:20-22 (ARA)2: “20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. 21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.”

Fp 3:8-11 (ARA)2: “8 Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo 9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; 10 para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; 11 para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.”

Hb 13:20, 21 (ARA)2: “20 Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, 21 vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!”

1Pe 1:3 (ARA)2: “3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,”

A ressurreição de Jesus é uma crença inegociável da fé cristã (1Co 15:14, 17). Porque Cristo ressuscitou, os crentes fiéis aguardam a grande e futura ressurreição para a vida eterna no momento de Seu retorno (1Co 15:20-23). Porque Cristo ressuscitou, podemos contar com as bênçãos do evangelho, incluindo a presença do Espírito Santo em nossa vida.

A imagem de Deus fazendo Cristo “sentar à Sua direita” (Ef 1:20) foi extraída do Salmo 110:1, a passagem do AT mais citada no NT (todas as passagens citadas parecem se basear nela). A exaltação de Cristo é bastante destacada em Efésios. Os crentes estão assentados em Cristo “nas regiões celestiais” (Ef 2:6). Além disso, Paulo se referiu à ascensão de Jesus como um prelúdio para Sua obra de encher todas as coisas e conceder dons à Sua igreja (ver Ef 4:8-11 [“8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. 9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra? 10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. 11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,”]).

Em Efésios 4:8-11, Paulo nos advertiu a não adotar uma imagem meramente estática de Cristo no trono do Pai, apresentando, em vez disso, “a imagem dinâmica do NT do Cristo exaltado que avança por meio do Seu Espírito em todo o mundo, dominando e conquistando” (F. F. Bruce, The Epistles to the Colossians, to Philemon, and to the Ephesians [Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1984], p. 133). Assim, Paulo retratou a exaltação/coroação de Cristo não apenas como uma ilustração do poder divino oferecido aos crentes, mas como a fonte desse poder.

Em que áreas da vida você precisa do poder de Cristo e como pode aproveitar melhor esse poder? O que dificulta seu acesso ao poder Dele?

Terça-feira, 11 de julho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Efésios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 513, jul. ago. set. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A esperança do Novo Testamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 162-170 (“As cartas aos tessalonicenses”), p. 201-205 (“Chamado a um padrão mais elevado”).

“Os romanos”, escreveu Stephen Cave, “conheciam bem a crença dos cristãos de que um dia ressuscitariam fisicamente da sepultura e faziam tudo o que podiam para zombar dessa esperança, bem como impedi-la. Um relatório de uma perseguição na Gália em 177 d.C. registra que os mártires foram primeiro executados, depois seus cadáveres foram deixados para apodrecer, sem serem enterrados, por seis dias antes de ser queima- dos e as cinzas jogadas no rio Ródano – ‘Agora vamos ver se eles se levantarão novamente’, teriam dito os romanos” (Stephen Cave, Immortality: The Quest to Live Forever and How It Drives Civilization [New York: Crown Publishers, 2012], p. 104, 105).

Esse exemplo de ceticismo é irrelevante, pois não provou nada sobre a promessa bíblica da ressurreição. O poder que ressuscitou Jesus também pode fazer o mesmo por nós, independentemente do estado do nosso corpo. Afinal, se esse poder criou e sustenta o cosmos, pode transformar os vivos e ressuscitar os mortos.

“Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem’ (1Ts 4:14). Muitos dão a essa passagem a interpretação de que os que dormem serão trazidos com Cristo do Céu; mas Paulo queria dizer que, como Cristo ressuscitou dos mortos, assim Deus chamará de suas sepulturas os santos que dormem e os levará Consigo para o Céu” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 164, 165).

Perguntas para consideração

  1. Alguém disse: “A morte aniquila você. […] Ser aniquilado completamente destrói o sentido da vida.” Que esperança temos contra essa falta de sentido?
  2. Como harmonizar a busca da perfeição (Fp 3:12-16) com o fato de que somente na segunda vinda de Cristo receberemos uma natureza incorruptível (1Co 15:50-55)?
  3. Como ajudar alguém a ver o erro do ensino do “arrebatamento secreto”?
  4. Que evidência temos de que os mortos estão dormindo, e não estão no Céu com Jesus? (1Co 15:12-19). Que sentido esses versos têm se os justos mortos estão no Céu?

Sexta-feira, 18 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

O encontro eterno

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 15:51-55. Sobre qual “mistério” Paulo explicou?

1 Coríntios 15:51-55 (ARA)2: “51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Alguns pregadores populares sugerem que esse “mistério” (1Co 15:51) é o “arrebatamento secreto” da igreja, que deve ocorrer sete anos antes da gloriosa segunda vinda de Cristo. Nesse “arrebatamento secreto”, os cristãos fiéis são repentina, silenciosa e secretamente levados para o Céu enquanto todos os outros permanecem aqui indagando o que ocorreu com eles. Pessoas poderão, de repente, estar em um carro sem motorista, porque o motorista foi arrebatado para o Céu, e tudo o que “restou são suas roupas”. O best-seller de 16 volumes Deixados para Trás, transformado em quatro filmes, promoveu esse falso ensinamento, expondo milhões de pessoas a ele.

Nenhuma passagem bíblica endossa uma distinção tão artificial entre o arrebatamento e a segunda vinda. O “mistério” ao qual Paulo estava se referindo é a transformação dos justos vivos para se juntarem aos justos ressuscitados no retorno de Cristo. Esse é o “arrebatamento”. Não há “arrebatamento secreto” porque a volta de Jesus será visível a todos os vivos (Ap 1:7), e tanto a ressurreição dos mortos quanto a transformação dos vivos ocorrerão ao som da trombeta (1Co 15:51, 52).

Na segunda vinda ocorrerá o encontro mais incrível de todos os tempos. Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos” (1Co 15:52). À voz de Deus, eles são glorificados, são feitos imortais e, com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Os anjos “reunirão os Seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:31). “Crianças serão levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos separados pela morte, por longo tempo, se encontrarão para nunca mais se separarem e, com cânticos de alegria, subirão juntos para a cidade de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 534).

Essa é uma promessa tão incrível, tão diferente de tudo que experimentamos que é difícil de entender. Mas pense na vastidão do cosmos, bem como na complexidade da vida. A criação testifica do incrível poder de Deus. O que isso nos ensina sobre o poder de Deus para transformar os vivos e ressuscitar os mortos?

Quinta-feira, 17 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Eu o ressuscitarei

Lições da Bíblia1

Em um de Seus milagres, Jesus alimentou cinco mil pessoas com apenas uma pequena quantidade de pães e peixes (Jo 6:1-14). Percebendo que a multidão pretendia proclamá-Lo Rei (Jo 6:15), navegou com Seus discípulos para o outro lado do mar da Galileia. Mas, no dia seguinte, a multidão O seguiu até lá, onde proferiu Seu poderoso sermão sobre o Pão da Vida, com ênfase especial no dom da vida eterna (Jo 6:22-59).

3. Leia João 6:26-51. Como Jesus associou a dádiva da vida eterna com a ressurreição final dos justos?

João 6:26-51 (ARA)2: “26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. 27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo. 28 Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? 29 Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado. 30 Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: 32 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. 33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. 35 Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. 36 Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes. 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. 38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 41 Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. 42 E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu? 43 Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos profetas: Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. 46 Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto. 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. 50 Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.”

Em Seu sermão, Jesus destacou três conceitos básicos em relação à vida eterna. Primeiro, Ele Se identificou como “o pão que desce do Céu e dá vida ao mundo” (Jo 6:33, 58). Ao declarar “Eu sou [gr. eg? eimi] o pão da vida” (Jo 6:35, 48), Jesus Se apresentou como o grande “EU SOU” do AT (Êx 3:14). Em segundo lugar, Jesus explicou que a vida eterna pode ser assegurada Nele: “quem vem a Mim” e “quem crê em Mim” terá essa bênção (Jo 6:35). E, finalmente, vinculou o dom da imortalidade com a ressurreição final, assegurando três vezes: “E Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40, 44, 54).

Jesus também fez esta promessa incrível: “Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47). Assim, o dom da vida eterna já é uma realidade presente. Contudo, isso não significa que o crente nunca morrerá, pois a própria expressão “ressuscitarei” (Jo 6:40) pressupõe voltar à vida.

O quadro é claro. Sem Cristo, não há vida eterna. Mas, mesmo depois de aceitar a Cristo e ter a certeza da vida eterna, continuamos, por ora, sendo mortais e, portanto, sujeitos à morte natural. Na Sua segunda vinda, Jesus ressuscitará os mortos que creram Nele e, naquele momento, dará a eles o dom da imortalidade. O dom é garantido, não por causa de uma suposta imortalidade natural da alma, mas por causa da justiça de Jesus, que vem a nós pela fé Nele.

Jesus disse que, se você crer Nele, tem a vida eterna! Como essa promessa maravilhosa pode ajudá-lo a lidar com a dolorosa realidade de nossa mortalidade presente, embora temporária?

Terça-feira, 15 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.