Obrigações da aliança

Lições da Bíblia1

“Porque Eu o escolhi para que ordene aos seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo, para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que lhe prometeu” (Gn 18:19).

Como vimos até agora, a aliança é sempre uma aliança de graça, em que Deus faz por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos. Não há exceção na aliança com Abraão.

Em Sua graça, Deus escolheu Abraão como Seu instrumento para auxiliar na proclamação do plano da salvação para o mundo. Entretanto, o cumprimento das promessas da aliança estava vinculado à disposição de Abraão de andar em justiça e obedecer ao Senhor pela fé. Sem essa obediência da parte de Abraão, Deus não poderia usá-lo.

Gênesis 18:19 demonstra como a graça e a lei estão relacionadas. O verso inicia com a graça (“Eu o escolhi”) e é seguido pelo fato de que Abraão obedeceria ao Senhor e faria com que sua família também obedecesse. Fé e obras, portanto, aparecem aqui em uma união estreita, como deve ser (veja Tg 2:17 [“Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.”]).

5. Observe a linguagem de Gênesis 18:19, especialmente a última frase. O que isso revela sobre a obediência de Abraão? Embora a obediência não seja o meio da salvação, que importância é dada a ela nesse verso? De acordo com esse texto, a aliança poderia ser cumprida sem ela? Explique sua resposta:

Gênesis 18:19 (ARA): “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito.”

As bênçãos da aliança não poderiam ser desfrutadas nem mantidas a menos que certas condições fossem satisfeitas pelos beneficiários. Embora as condições não tivessem sido necessárias para o estabelecimento da aliança, elas deveriam ser a resposta de amor, fé e obediência. Deviam ser a manifestação de um relacionamento entre a humanidade e Deus. A obediência era o  meio pelo qual Deus poderia cumprir Suas promessas da aliança ao povo.

A quebra da aliança, por meio da desobediência, significava infidelidade a um relacionamento estabelecido. Quando a aliança era quebrada, o que era quebrado não era a condição da concessão da aliança, mas a condição de seu cumprimento.

Em sua experiência com o Senhor, você percebe por que a obediência é tão importante? Você se lembra de exemplos da Bíblia ou de sua vida em que a desobediência impossibilitou o cumprimento das promessas da aliança? Quais são eles e, mais importante, qual foi o remédio?

Quinta-feira, 22 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Etapas da aliança (Gn 12:1, 2)

Lições da Bíblia1

Em Gênesis 12:1, 2 é revelada a primeira etapa da promessa da aliança de Deus a Abrão. Deus Se aproximou de Abrão, deu-lhe uma ordem, e então lhe fez uma promessa. A abordagem expressa o fato de Deus ter escolhido graciosamente Abrão para ser a primeira figura importante de Sua aliança especial de graça. A ordem envolve a prova da total confiança em Deus (Hb 11:8). A promessa (Gn 12:1-3, 7), embora feita especificamente aos descendentes de Abrão, inclui finalmente uma promessa a toda a humanidade (Gn 12:3; Gl 3:6-9).

3. A segunda etapa da aliança de Deus com Abrão aparece em Gênesis 15:7-18. Em quais versos encontramos alguns dos mesmos passos que apareceram na primeira etapa?

Gênesis 15:7-18 (ARA)2: “7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra. 8 Perguntou-lhe Abrão: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la? 9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. 10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. 11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava. 12 Ao pôr do sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. 17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18 Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates:

A abordagem de Deus ao homem

O chamado à obediência humana

A promessa divina

No ritual solene da segunda etapa, o Senhor apareceu a Abrão e passou entre as partes de animais cuidadosamente dispostas ali. Todos os três animais haviam sido abatidos e divididos ao meio, e as duas metades foram colocadas uma em frente à outra, com um espaço entre as duas. As aves foram mortas, mas não divididas ao meio. Os que entraram em aliança de-viam andar entre as partes divididas, jurando simbolicamente obediência perpétua às cláusulas assim acordadas solenemente.

4. Descreva o que ocorreu durante a terceira e última etapa da aliança divina com Abraão (veja Gn 17:1-14):

Gênesis 17:1-14 (ARA): “1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. 2 Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. 3 Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: 4 Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. 5 Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituía. 6 Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. 7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. 8 Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus. 9 Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. 10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. 11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. 13 Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. 14 O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.”

O significado do nome Abraão ressalta o desejo e o desígnio de Deus de salvar todos os povos. As “muitas nações” incluiriam judeus e gentios. O Novo Testamento deixa bem claro que os verdadeiros descendentes de Abraão são aqueles que têm a fé de Abraão e que confiam nos méritos do Messias prometido (veja Gl 3:7, 29). Portanto, desde Abraão, a intenção do Senhor era salvar o maior número possível de pessoas, quaisquer que fossem as nações em que vivessem. Evidentemente, hoje não é diferente.

Leia a primeira mensagem angélica (Ap 14:6, 7 [“6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, 7 dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”]). Quais paralelos vemos entre o que o anjo disse e o que aconteceu na aliança abraâmica? Em que sentido as questões são as mesmas?

Quarta-feira, 21 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Yahweh e a aliança abraâmica

Lições da Bíblia1

“O Senhor disse também: – Eu sou o Senhor que o tirei de Ur dos caldeus, para lhe dar esta terra como herança”(Gn 15:7).

Os nomes podem ser como marcas comerciais. Eles se tornam tão intimamente associados em nossa mente a certas características que, quando os ouvimos, lembramos imediatamente delas. Quais atributos vêm à mente, por exemplo, quando pensamos nestes nomes: Albert Einstein, Martin Luther King Jr., Gandhi ou Dorcas? Cada um deles está associado a certas características e ideais.

Nos tempos bíblicos, as pessoas do Oriente Próximo atribuíam grande importância ao significado dos nomes. “Para os hebreus, o nome sem-pre foi um indicativo das características pessoais ou do pensamento e das emoções de quem dava o nome e, às vezes, das circunstâncias em que era dado” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 555).

Ao entrar em aliança com Abrão, Deus Se deu a conhecer ao patriarca sob o nome de YHWH (impresso como SENHOR, em maiúsculas, na ver-são NAA [Gn 15:7] e pronunciado como Yahweh). Portanto, Gênesis 15:7 registra literalmente: “Eu sou YHWH que o tirei […]”.

O nome YHWH, embora apareça 6.828 vezes no Antigo Testamento, está de certa forma envolto em mistério. Parece ser uma forma do verbo hayah, “ser”, e, nesse caso, significaria “o Eterno”, “o Que Existe”, “o Que Existe por Si Mesmo”, “o Autossuficiente” ou “Aquele Que Vive Eternamente”. Os atributos divinos enfatizados por essa denominação são os de au-toexistência e fidelidade. Mostram o Senhor como Deus vivo, a Fonte da vida, em contraste com os deuses dos pagãos, que não tinham existência à parte da imaginação dos adoradores.

O próprio Deus explicou o significado de Yahweh em Êxodo 3:14: “Eu Sou o Que Sou”. Esse significado expressa a realidade da existência incondicional de Deus, enquanto também sugere Seu domínio sobre o passado, o presente e o futuro.

Yahweh também é o nome pessoal de Deus. A identificação de Yahweh como Aquele que tirou Abrão de Ur refere-se ao anúncio da aliança de Deus com o patriarca em Gênesis 12:1-3. Deus desejava que Abrão conhecesse Seu nome, pois esse nome revelava aspectos de Sua identidade, natureza pessoal e caráter – e com esse conhecimento podemos aprender a confiar em Suas promessas (Sl 9:10 [“Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam.”]; Sl 91:14 [“Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome.”]).

Quando você pensa no nome Yahweh ou o ouve, quais atributos ou características vêm à sua mente? Amor, bondade e cuidado? Ou medo, rigor e disciplina? Quais pensamen-tos ocorrem quando você pensa no nome de Jesus?

Domingo, 18 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Uma aliança eterna

Lições da Bíblia1

“Estabelecerei uma aliança entre Mim e você e a sua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o seu Deus e o Deus da sua descendência” (Gn 17:7).

Muitos se lembram das enfermidades da infância e das longas noites febris em que acordavam de um sono leve e viam a mãe ou o pai sentados em uma cadeira ao lado da sua cama no brilho suave da luz noturna.

Semelhantemente, no sentido figurado e humano, Deus Se sentou ao lado de um mundo doente de pecado, quando as trevas morais começaram a se agravar ao longo dos séculos após o dilúvio. Por essa razão, Ele chamou Abrão e planejou estabelecer por meio de Seu servo fiel um povo a quem pudesse confiar um conhecimento de Si mesmo e oferecer a salvação.

Portanto, Deus estabeleceu uma aliança com Abrão e sua posteridade. Essa aliança enfatizava, com mais detalhes, o plano divino de salvar a humanidade dos resultados do pecado. O Senhor não deixaria Seu mundo abandonado, em tão extrema necessidade. Nesta semana examinaremos os desdobramentos de outras promessas da aliança.

Resumo da semana: Qual é o nome de Deus? O que ele significa? Qual era a importância dos nomes que Deus usou para Se identificar a Abrão? Quais nomes Ele usou para Se identificar? Por que Deus mudou o nome de Abrão para Abraão? Por que os nomes são importantes? Quais condições ou obrigações estavam vinculadas à aliança?

Sábado, 17 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Para todas as gerações – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 90-104 (“O dilúvio”) e p. 105-110 (“O mundo pós-diluviano”).

“O arco-íris, um fenômeno físico natural, era um símbolo apropriado da promessa de Deus de nunca mais destruir a Terra por uma inundação. Uma vez que as condições climáticas da Terra seriam diferentes após o dilúvio, e que, na maioria dos lugares do mundo, a chuva tomaria o lugar do antigo orvalho que molhava o solo, era necessário algo para aquietar os temores humanos cada vez que chuva começasse a cair. A mente espiritual pode ver, nos fenômenos naturais, revelações que Deus faz de Si mesmo (ver Rm 1:20). Assim, o arco-íris é uma evidência, para o crente, de que a chuva trará bênçãos, e não destruição universal” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 255).

Perguntas para consideração

1. “Naqueles dias o mundo fervilhava, o povo se multiplicava, o mundo bradava como um touro selvagem, e o grande deus foi despertado pelo alarido do povo. Enlil ouviu aquele alarido e disse aos deuses no concílio: ‘O alvoroço da humanidade é intolerável e não se pode mais dormir por causa de babel’. Então os deuses concordaram em exterminar a humanidade” (“The Story of the Flood” em The Epic of Gilgamesh, trad. N. K. Sanders. Londres: The Penguin Group, 1972, p. 108). Compare essa razão dada para o dilúvio com aquela apresentada na Bíblia.

2. Além de advertir sua geração sobre o iminente juízo de Deus, Noé buscou ajudá-la a sentir a necessidade de salvação. Por que essa verdade é impopular?

Jo 3:19 (ARA)2: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.”

Jo 7:47, 48 (ARA)2: “47 Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Será que também vós fostes enganados? 48 Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?

Jo 12:42, 43 (ARA)2: “42 Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; 43 porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

Tg 4:4 (ARA)2: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”

Sexta-feira, 16 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os princípios fundamentais da aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 132-138 (“Abraão em Canaã”); Profetas e Reis, p. 569-571 (“Oposição fracassada”).

“O jugo que liga ao serviço é a lei de Deus. A grande lei de amor revelada no Éden, proclamada no Sinai e, na nova aliança, escrita no coração,  é o que liga o obreiro humano à vontade de Deus. Se fôssemos entregues às nossas próprias tendências, para ir exatamente aonde nos levasse nossa vontade, cairíamos nas fileiras de Satanás e nos tornaríamos possuidores de seus atributos. Portanto, Deus nos restringe à Sua vontade, que é elevada, digna e enobrecedora. Deseja que empreendamos de forma paciente e sábia os deveres do serviço. Esse jugo do serviço foi levado pelo próprio Cristo na humanidade. Ele declarou: “Agrada-Me fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; a Tua lei está dentro do Meu coração” (Sl 40:8; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 329, 330).

Perguntas para consideração

1. A aliança de Deus com Noé, Abraão, Moisés e conosco foi uma continuação de Sua aliança com Adão, ou foi algo novo? (Compare os seguintes textos: Gn 3:15; 22:18; Gl 3:8, 16).

Gênesis 3:15 (ARA)2: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

Gênesis 22:18 (ARA)2: “Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente.”

Gálatas 3:8, 16 (ARA)2: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos […] Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.”

2. Por que o aspecto pessoal e relacional da aliança é importante? É possível fazer um acordo com feitos legais, uma “aliança”, sem interação pessoal. Mas não era esse tipo de acordo que o Senhor estava buscando em Sua aliança com o povo. Por quê? Discuta.

3. O casamento é semelhante à aliança? Essa analogia é insuficiente para descrever a aliança?

Resumo: O pecado rompeu o relacionamento do Criador com a família humana. Então, Deus buscou restabelecer esse vínculo amoroso por meio de uma aliança. Essa aliança significa tanto um relacionamento de compromisso entre Deus e nós (como um laço matrimonial) quanto um acordo para nos salvar e nos trazer à harmonia com o Criador. Deus, motivado por Seu grande amor por nós, é o iniciador do relacionamento de aliança. Mediante promessas e atos graciosos, Ele nos convida a entrar em união com Ele.

Sexta-feira, 09 de abril de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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Nova aliança (Jr 31:31-33)

Lições da Bíblia1

A primeira vez que o Antigo Testamento menciona o que se chama de “nova aliança” é na passagem de Jeremias 31:31-33. Essa aliança foi registrada no contexto do retorno dos israelitas do exílio e fala sobre as bênçãos que eles receberiam de Deus. Novamente, como em todas as outras, Deus foi o responsável por iniciar a aliança, e Ele a cumpriria por Sua graça.

Observe também a linguagem usada nesse texto. Deus Se referiu a Si mesmo como um esposo para o povo; Ele falou que escreveria Sua lei no coração deles; e, usando a linguagem da aliança abraâmica, disse que seria o Deus deles, e eles seriam o Seu povo. Portanto, como antes, a aliança não era apenas um acordo legalmente obrigatório, como nos tribunais de hoje, mas tratava de algo mais.

9. Compare Jeremias 31:33 com Êxodo 6:7, que detalha parte da aliança feita com Israel. Que elemento essencial aparece? O que Deus queria com o Seu povo? Assinale a alternativa correta:

Jeremias 31:33 “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

Êxodo 6:7 (ARA)2: “Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito.”

A. ( ) Queria ter um relacionamento especial com Seu povo.
B. ( ) Desejava restabelecer um relacionamento de escravidão.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

10. Compare Jeremias 31:34 com João 17:3. Qual é a principal ação do Senhor que estabelece o fundamento para esse relacionamento?

Jeremias 31:34 (ARA)2: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

João 17:3 (ARA)2: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

Em Jeremias 31:31-34, vemos os elementos da graça e da obediência, como nas alianças anteriores. Deus perdoaria os pecados do povo, entraria em um relacionamento com ele e lhe concederia Sua graça. Como resultado, o povo simplesmente O obedeceria; não de maneira mecânica nem por hábito, mas puramente porque O conhecia, porque O amava e porque desejava servi-Lo. Essa é a essência do relacionamento de aliança que o Senhor buscava com Seu povo.

Como você entende a ideia de escrever a lei em nosso coração? Isso implica que a lei se torna subjetiva e pessoal, algo a ser interpretado e aplicado de acordo com as inclinações individuais do nosso coração? Ou isso significa outra coisa?

Quinta-feira, 08 de abril de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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Aliança com Abraão

Lições da Bíblia1

“Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12:3).

3. Leia Gênesis 12:1-3. Liste as promessas específicas que Deus fez a Abraão:

Gênesis 12:1-3 (ARA)2: “1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

4. Dentre as promessas, Deus disse que em Abraão seriam “benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12:3). O que isso significa? Como as famílias foram abençoadas em Abraão? Vemos, nessa promessa anterior, a promessa do Messias? Gl 3:6-9, 29

Gálatas 3:6-9, 29 (ARA)2: “6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão:De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. […] 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.

Nessa primeira revelação divina a Abraão, Deus prometeu entrar em um relacionamento íntimo e duradouro com ele, antes mesmo de usar qualquer linguagem que falasse sobre fazer uma aliança. Referências diretas à aliança que Deus fez aparecem apenas posteriormente (Gn 15:4-21; 17:1-14). Naquele momento, Deus propôs um relacionamento divino-humano de grande importância. Os verbos conjugados no futuro, mostrarei, farei, abençoarei e amaldiçoarei (Gn 12:1-3), sugerem a profundidade e a grandeza da oferta e da promessa.

Além disso, Abraão recebeu uma única, porém difícil, ordem: “Saia da sua terra”. Ele obedeceu pela fé (Hb 11:8), não para tornar realidade as bênçãos prometidas. Sua obediência foi a resposta de fé ao relacionamento amoroso que Deus desejava que fosse estabelecido. Em outras palavras, Abraão já acreditava em Deus, já confiava Nele, já tinha fé em Suas promessas, pois, caso contrário, jamais teria deixado sua família e a terra de seus ancestrais para seguir rumo a lugares desconhecidos. Sua obediência revelou aos homens e aos anjos a sua fé.

Abraão, mesmo naquela época, revelou o relacionamento fundamental entre fé e obras. Somos salvos pela fé, a qual resulta em obras de obediência.

A promessa da salvação vem primeiro; em seguida, as obras. Embora não possa haver comunhão de aliança nem bênção sem obediência, essa obediência é a resposta de fé ao que Deus já fez. Essa fé ilustra o princípio de 1 João 4:19: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro”.

De que maneira Gênesis 15:6 [Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.] mostra o fundamento de todas as promessas da aliança? Por que essa bênção é a mais preciosa de todas?

Terça-feira, 06 de abril de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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