Deuteronômio no Novo Testamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Assim como o AT cita a si mesmo, o NT está repleto de citações diretas, referências e alusões ao AT. Salmos, Isaías e Deuteronômio estão entre os mais utilizados. Várias vezes os escritores do NT citaram o que é conhecido como a Septuaginta (LXX), chamada de “Antigo Testamento grego”, a mais antiga tradução grega conhecida da Bíblia hebraica. Os primeiros cinco livros da Bíblia, conhecidos como Torá ou Pentateuco, foram traduzidos no 3o século a.C., e o restante do AT por volta do 2o século a.C.

Pode-se aprender muito, também, de como interpretar a Bíblia pela forma com que os escritores inspirados do NT usaram o AT. E uma das primeiras lições que podemos aprender é que, ao contrário do que dizem muitos eruditos, os escritores do NT nunca levantaram nenhuma questão sobre a autenticidade ou autoridade dos livros do AT. Nada em seus escritos revelou, por exemplo, dúvida sobre a historicidade dos relatos do AT, desde a existência de Adão e Eva, a queda, o dilúvio, o chamado de Abraão e assim por diante. A “erudição” que questiona essas coisas é apenas ceticismo humano e não deve ter lugar no coração nem na mente dos adventistas do sétimo dia.

Perguntas para consideração

1. Levando em conta toda a luz que recebemos como adventistas do sétimo dia, o que isso nos ensina sobre a grande responsabilidade de sermos fiéis às verdades que nos foram confiadas?

2. Leia Deuteronômio 18:9-14. Que manifestações modernas dessas “abominações ao Senhor” existem, e como podemos ter certeza de que as evitamos?

3. Por que os cristãos, que entendem a aplicação universal da morte de Cristo na cruz, nunca deveriam “levantar rostos” (veja o estudo de segunda-feira)? Como podemos reconhecer em nós essa tendência? Como a cruz pode nos curar dessa atitude errada?

Sexta-feira, 17 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Horrível coisa

Lições da Bíblia1

O livro de Hebreus, em sua profundidade e sublimidade, em muitos aspectos, surgiu como uma longa exortação aos crentes judeus. E essa exortação foi: Permaneçam fiéis ao Senhor!

Essa fidelidade, é claro, deve originar-se de nosso amor a Deus, por quem Ele é e por Seu caráter e Sua bondade, mais poderosamente expressos na cruz de Cristo. Às vezes, porém, o ser humano precisa ser lembrado das terríveis consequências da infidelidade. Ou seja, precisamos lembrar que, se não aceitarmos o que Jesus fez por nós ao pagar a dívida pelos nossos pecados, teremos que pagá-la nós mesmos, e isso significa “choro e ranger de dentes” (Mt 22:13) seguidos da destruição eterna.

6. Leia Hebreus 10:28-31. O que Paulo disse e como isso se aplica a nós?

Hebreus 10:28-31 (ARA)2: “28 Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. 29 De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? 30 Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.”

Para exortar os crentes judeus a continuar fiéis a Deus, Paulo citou uma exortação anterior aos israelitas para que permanecessem fiéis. O texto usado foi o de Deuteronômio 17:6, em que está escrito que alguém considerado digno de morte sofreria essa pena somente depois que pelo menos duas pessoas testemunhassem contra ele.

Paulo fez isso para deixar claro que, se a infidelidade podia levar à morte sob a antiga aliança, “quanto mais severo deve ser o castigo daquele que pisou o Filho de Deus, profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado e insultou o Espírito da graça”? (Hb 10:29). Em outras palavras, você tem mais luz e mais verdade do que eles e sabe sobre o sacrifício do Filho de Deus por seus pecados; assim, se você rejeitar isso, sua condenação será maior do que a deles.

Então Paulo voltou a Deuteronômio 32:35 para apoiar seu argumento. Considerando o que eles receberam em Cristo e seu conhecimento da grande provisão feita, o Senhor, que disse: “a Mim pertence a vingança”, Ele mesmo “julgará o Seu povo” (Hb 10:30) por sua apostasia e infidelidade. Afinal, Deus havia julgado seus antepassados, que não tiveram o que esses judeus do NT tinham, a revelação mais completa do amor divino demonstrado na cruz. Assim, basicamente, Paulo estava dizendo: Estejam avisados!

“O Senhor fará justiça ao Seu povo” (Dt 32:36). Qual é a nossa única esperança nesse julgamento (veja Rm 8:1 [“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”])?

Quinta-feira, 16 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um Profeta semelhante a você

Lições da Bíblia1

Repetidamente, o Senhor advertiu Israel a não seguir as práticas das nações vizinhas. Ao contrário, ele deveria testemunhar a essas nações (Dt 4:6-8). Em Deuteronômio 18:9-14, Moisés outra vez o advertiu sobre práticas específicas que eram “abominação ao Senhor” (Dt 18:12). Nesse contexto, ele disse que os israelitas deviam ser “perfeitos para com o Senhor, seu Deus” (Dt 18:13).

Leia Deuteronômio 18:15-19. O que Moisés disse? Em seguida, compare sua fala com Atos 3:22 e 7:37. Como Pedro e Estêvão aplicam Deuteronômio 18:18?

Deuteronômio 18:15-19 (ARA)2: “15 O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, 16 segundo tudo o que pediste ao Senhor, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do Senhor, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. 17 Então, o Senhor me disse: Falaram bem aquilo que disseram. 18 Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19 De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas.

Atos 3:22 (ARA)2: “Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser.

Atos 7:37 (ARA)2: “Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.”

Deuteronômio 18:18 (ARA)2: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.”

Em referência à aliança no Sinai, Moisés falou de como os filhos de Israel, na revelação da lei de Deus (Êx 20:18-21), queriam que o servo de Deus fosse um mediador, um intercessor entre eles e o Senhor. Então Moisés lhes prometeu, duas vezes (Dt 18:15, 18), que o Senhor levantaria um profeta como ele, e que esse profeta, como Moisés, seria, entre outras coisas, também um intercessor entre o povo e o Senhor.

Muitos séculos depois, Pedro e Estêvão citaram o texto em referência a Jesus. Para Pedro, Jesus era o cumprimento do que havia sido falado pela “boca dos Seus santos profetas desde a antiguidade” (At 3:21), e os líderes deveriam obedecer às Suas palavras. Ou seja, Pedro usou esse texto, que os judeus conheciam, e o aplicou a Jesus, com a ideia de que eles precisavam se arrepender pelo que tinham feito a Ele (At 3:19).

Em seguida, em Atos 7:37, Estêvão, embora em um contexto diferente do de Pedro, também se referiu a essa famosa promessa e afirmou que ela apontava para Jesus. Ele quis dizer que Moisés, em seu papel na história como líder dos judeus, havia prefigurado Jesus. Assim como Pedro, Estêvão mostrou ao povo que Cristo Jesus era o cumprimento de uma profecia e que eles precisavam ouvi-Lo. Ao contrário da acusação feita pelos judeus contra Estêvão, de que ele estava falando “blasfêmias contra Moisés e contra Deus” (At 6:11), o servo de Deus proclamou o Senhor Jesus como Messias, cumprimento direto do que Deus havia prometido por meio da profecia de Moisés.

Como esses versos nos mostram a centralidade de Jesus em toda a Bíblia, e por que todo o nosso entendimento dela deve ser centrado em Cristo?

Quarta-feira, 15 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Amaldiçoado em um madeiro

Lições da Bíblia1

O que Paulo disse que é relevante para nós, e como ele usou Deuteronômio 27:26 e 21:22, 23 em seu argumento? Gl 3:1-14

Deuteronômio 27:26 (ARA)2: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!”

Deuteronômio 21:22, 23 (ARA)2: “22 Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, 23 o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança.”

Gálatas 3:1-14 (ARA)2: “1 Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? 2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 3 Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? 4 Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. 5 Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. 8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. 11 E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. 12 Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), 14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.

Infelizmente, é comum se usar Gálatas como um tipo de justificativa para não guardar os Dez Mandamentos. Esse argumento é usado como razão para não guardar o quarto mandamento, como se guardar aquele, em oposição aos outros nove, fosse de alguma forma uma expressão do legalismo do qual Paulo tratou nessa passagem.

No entanto, o apóstolo não estava falando contra a lei, e certamente nada nesse texto poderia justificar a quebra do sábado. A chave encontra-se em Gálatas 3:10, em que ele escreveu que “todos os que são das obras da lei estão debaixo de maldição”, e então citou Deuteronômio 27:26. A questão não é obediência à lei, mas “confiar na lei”, uma posição difícil, se não impossível, para seres caídos como nós.

O que Paulo quis dizer é que não somos salvos pelas obras da lei, mas pela morte de Cristo em nosso lugar, a qual nos é creditada pela fé. Sua ênfase é o que Cristo fez por nós, na cruz. Para destacar esse ponto, ele se referiu a Deuteronômio 21:23. Como Jesus, Paulo disse: “Está escrito”, mostrando a autoridade do AT, e citou um texto que trata de alguém que, tendo cometido um crime capital e sido executado por isso, foi então pendurado em um madeiro, talvez para servir de exemplo.

Paulo, porém, usou isso como símbolo para a morte substitutiva de Cristo por nós: Cristo Se tornou “maldição em nosso lugar” porque enfrentou a maldição da lei; isto é, a morte que todos enfrentaríamos, pois transgredimos a lei. Porém, as boas-novas do evangelho dizem que a maldição que deveria ter sido nossa tornou-se Dele, na cruz, “a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido” (Gl 3:14).

“Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a humilhação do pecado, tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 63).

Pense no que você enfrentaria se recebesse a punição justa por seus erros. No entanto, visto que Cristo suportou a punição por seus erros em Si mesmo, de forma que você não precisa fazê-lo, qual deve ser sua resposta ao Seu sacrifício?

Terça-feira, 14 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Levantando rostos

Lições da Bíblia1

Em Deuteronômio 10, Moisés (novamente) recontava a história de Israel e (mais uma vez) usou esses relatos para admoestar seu povo à fidelidade. Em meio a essa advertência, ele disse algo mais.

2. Leia Deuteronômio 10:17-19. Qual é a mensagem essencial para o povo, e por que ela é relevante para a igreja de Deus hoje?

Deuteronômio 10:17-19 (ARA)2: “17 Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno; 18 que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes. 19 Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.”

A frase “não trata as pessoas com parcialidade” é traduzida de uma figura hebraica de linguagem que significa literalmente “não levantar rostos”. Acredita-se que a expressão tenha se originado em um cenário jurídico em que o juiz ou rei via o rosto da pessoa no julgamento e, com base na condição dela (importante ou insignificante), dava o veredito. O que está subjacente nessa passagem é que o Senhor não trata as pessoas dessa maneira, apesar de Sua grandeza e poder. Ele é justo com todos, independentemente da posição social. Essa verdade foi revelada na vida de Jesus e em Seu modo de tratar até mesmo os mais desprezados na sociedade.

Leia Atos 10:34, Romanos 2:11, Gálatas 2:6, Efésios 6:9, Colossenses 3:25 e 1 Pedro 1:17. Como esses textos usam Deuteronômio 10:17?

Atos 10:34 (ARA)2: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;”

Romanos 2:11 (ARA)2: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas.”

Gálatas 2:6 (ARA)2: “E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram;”

Efésios 6:9 (ARA)2: “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.

Colossenses 3:25 (ARA)2: “pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

1 Pedro 1:17 (ARA)2: “Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação,”

Por mais variadas que sejam as circunstâncias em cada uma dessas referências (em Efésios, Paulo disse aos senhores para que fossem cuidadosos na maneira de tratar seus escravos; em Romanos, Paulo falou que, em relação à salvação e condenação, não há diferença entre judeus e gentios), todas elas remontam a Deuteronômio e à ideia de que Deus “não levanta rostos”. E se o “Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível” não o faz, então não faremos.

Em Romanos, vemos uma revelação do evangelho: estamos todos no mesmo nível, independentemente da nossa condição. Somos pecadores que precisam da graça de Deus. A boa notícia é que, não importa nossa posição, somos salvos em Cristo.

Quantas vezes, mesmo sutilmente, você “levanta rostos”? Por que a cruz nos mostra quão pecaminosa é essa atitude?

Segunda-feira, 13 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Está escrito

Lições da Bíblia1

1. Leia Mateus 4:1-11. Como Jesus respondeu às tentações de Satanás no deserto e qual é a lição importante para nós em Sua resposta?

Mateus 4:1-11 (ARA)2: “1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. 5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.”

Jesus não discutiu com Satanás nem o rebateu. Ele simplesmente citou as Escrituras, pois a Palavra de Deus é “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4:12). Em cada caso, a palavra que Ele citou era de Deuteronômio. É interessante que Jesus, no deserto, tenha escolhido citar textos que foram dados a Israel também no deserto.

Na primeira tentação, Jesus Se referiu a Deuteronômio 8:3. Moisés contava ao antigo Israel como o Senhor havia provido para ele no deserto o maná e outros recursos, como parte de um processo de refinamento, enquanto procurava ensinar-lhe lições espirituais. Uma dessas lições é que “o ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4). O Senhor lhe deu alimento físico, mas também o espiritual. Não se pode pegar apenas o primeiro sem o segundo. Jesus usou a imagem do pão como transição para Deuteronômio e para repreender Satanás e a dúvida que ele tentou despertar.

Na segunda tentação, Jesus citou Deuteronômio 6:16, em que Moisés falava ao povo da rebelião em Massá (Êx 17:1-7): “Não ponham à prova o Senhor, seu Deus, como o fizeram em Massá”. A expressão “pôr à prova” pode significar “tentar” ou “testar”. O Senhor já havia mostrado, repetidamente, Seu poder e disposição para lhes prover; ainda assim, quando houve o problema, eles clamaram: “Está o Senhor no meio de nós ou não?” (Êx 17:7). Jesus utilizou essa história para repreender Satanás.

Na terceira tentação, Satanás procurou fazer com que Cristo Se curvasse e o adorasse. Que revelação aberta e flagrante de quem ele realmente é e do que realmente queria! Em vez de debater, Jesus repreendeu Satanás e novamente voltou-Se à Palavra de Deus, em Deuteronômio, em que o Senhor alertava Seu povo sobre o que aconteceria caso se afastasse e adorasse outros deuses. “Temam o Senhor, seu Deus, sirvam a Ele e jurem somente pelo nome Dele” (Dt 6:13).

Como podemos extrair mais poder para nossa vida do estudo da Bíblia, a fim de refletirmos mais plenamente o caráter de Jesus e, como Ele, resistir às tentações do inimigo?

Domingo, 12 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Deuteronômio no Novo Testamento

Lições da Bíblia1

“Está escrito: ‘O ser humano não viverá só de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” (Mt 4:4).

O NT está repleto de referências ao AT. Ou seja, os escritores inspirados do NT citaram os escritores inspirados do AT como fonte de autoridade. O próprio Jesus disse: “Está escrito” (Mt 4:4), significando o seguinte: “Está escrito no AT”; e Ele disse: “para que se cumprissem as Escrituras” (Mc 14:49), isto é, as Escrituras do AT. E quando Jesus encontrou dois discípulos no caminho de Emaús, em vez de fazer um milagre para mostrar quem Ele era, “explicou-lhes o que constava a respeito Dele em todas as Escrituras” (Lc 24:27).

Seja usando citações diretas do AT, ou alusões, ou referências a histórias ou profecias, os escritores do NT constantemente usaram o AT para apoiar, e até mesmo justificar, suas afirmações.

Entre os livros frequentemente citados ou mencionados está Deuteronômio (junto com Salmos e Isaías). Mateus, Marcos, Lucas, Atos, João, Romanos, Gálatas, 1 e 2 Coríntios, Hebreus, as epístolas pastorais de Paulo e o Apocalipse remontam a Deuteronômio.

Nesta semana, examinaremos alguns desses casos e veremos quais verdades presentes podemos extrair deles.

Sábado, 11 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Deuteronômio em escritos posteriores – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

O texto de “[Miqueias 6:1-8] é uma das grandes passagens do AT. Como Amós 5:24 e Oseias 6:6, resume a mensagem dos profetas do 8º século. O texto começa com um exemplo de uma ação judicial de aliança em que o profeta convoca o povo a ouvir a acusação que Yahweh tem contra eles. As montanhas e colinas são o júri porque existem há muito tempo e testemunharam a maneira pela qual Deus trata Israel. Em vez de acusar diretamente Israel de quebrar a aliança, Deus pergunta se o povo tem alguma acusação contra Ele. ‘O que Eu fiz? Como Eu o cansei?’ Diante da injustiça, alguns podem ter ‘se cansado de fazer o bem’. Diante das oportunidades de enriquecimento rápido, alguns dos proprietários de terras podem ter se cansado de guardar as leis da aliança” (Ralph L. Smith, Word Biblical Commentary, Micah-Malachi [Word Books, 1984], v. 32, p. 50).

“Na reforma que se seguiu, o rei voltou sua atenção para a destruição de todo vestígio de idolatria que havia permanecido. Os habitantes da Terra tinham por tanto tempo seguido os costumes das nações que os rodeavam, de se ajoelhar diante de imagens de madeira e de pedra, que parecia estar quase além do poder humano conseguir remover cada traço desses males. Josias, porém, perseverou em seus esforços para purificar o território” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 401).

Perguntas para consideração

1. Hoje estamos na posição de Israel: tendo verdades que o mundo precisava ouvir. Isso é um privilégio. Será que estamos cumprindo nossas responsabilidades?

2. O conhecimento do livro de Deuteronômio serviu de apoio à fé dos judeus na época de Daniel? De modo semelhante, o entendimento das Escrituras nos ajuda a lidar com dificuldades que, de outra forma, seriam desanimadoras?

3. Repasse a profecia das 70 semanas (Dn 9:24-27 [“24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”]). Que papel a aliança tem nessa profecia? Por que a aliança é tão importante nesse contexto – e também para nós?

Sexta-feira, 10 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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