Carne e sangue como nós

Lições da Bíblia1

Hebreus diz que Jesus adotou a natureza humana para que pudesse nos representar e morrer por nós (Hb 2:9, 14-16; 10:5-10). Eis o fundamento do plano da salvação e nossa única esperança de vida eterna.

5. Leia Mateus 16:17; Gálatas 1:16; 1 Coríntios 15:50 e Efésios 6:12. A que debilidades da natureza humana essas passagens relacionam a expressão “carne e sangue”?

Mateus 16:17 (ARA)2: “Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.

Gálatas 1:16 (ARA)2: “revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue,”

1 Coríntios 15:50 (ARA)2: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.”

Efésios 6:12 (ARA)2: “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

A expressão “carne e sangue” enfatiza a fragilidade humana (Ef 6:12), falta de compreensão (Mt 16:17; Gl 1:16) e sujeição à morte (1Co 15:50). Jesus foi feito como Seus irmãos “em todas as coisas” (Hb 2:17), o que significa que Ele Se tornou humano. Jesus não apenas “parecia” humano, mas era verdadeiramente um de nós.

No entanto, a carta também diz que o Senhor era diferente de nós em relação ao pecado. Primeiro, Ele não cometeu nenhum pecado (Hb 4:15). Segundo, tinha uma natureza humana, mas era “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (Hb 7:26). Temos tendências malignas, a escravidão ao pecado está arraigada em nossa natureza. Somos carnais, vendidos à escravidão do pecado (Rm 7:14-20). O orgulho e outras motivações pecaminosas poluem até mesmo nossas boas ações. Contudo, a natureza de Jesus não foi prejudicada pelo pecado. Se Ele tivesse sido “carnal, vendido à escravidão do pecado”, como nós, também teria precisado de um Salvador. Em vez disso, veio como Salvador e Se ofereceu como sacrifício “sem mácula” a Deus por nós (Hb 7:26-28; 9:14).

Jesus destruiu o poder do diabo morrendo como a oferta imaculada pelos pecados, tornando possível o perdão e a reconciliação com Deus (Hb 2:14-17). Jesus também destruiu o domínio do pecado ao nos dar o poder para ter vida justa pelo cumprimento da promessa da nova aliança de escrever a lei em nosso coração (Hb 8:10). Ele derrotou o inimigo e nos libertou para que servíssemos “ao Deus vivo” (Hb 9:14). A destruição de Satanás, entretanto, acontecerá no juízo final (Ap 20:1-3, 10).

Se temos a promessa da vitória em Cristo, por que lutamos contra o pecado? Onde temos errado e como podemos viver segundo a alta vocação que temos Nele?

Terça-feira, 18 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Não Se envergonha de chamá-los de irmãos

Lições da Bíblia1

Hebreus diz que Jesus não Se envergonhava de nos chamar de irmãos (Hb 2:11). Apesar de ser um com Deus, nos abraçou como parte de Sua família. Essa solidariedade contrasta com a vergonha pública que os leitores de Hebreus sofreram em suas comunidades (Hb 10:33).

3. Leia Hebreus 11:24-26. De que forma as decisões de Moisés exemplificam o que Jesus fez por nós?

Hebreus 11:24-26 (ARA)2: “24 Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; 26 porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.

Você já imaginou o que significava para Moisés ser chamado de “filho da filha de Faraó”? Ele foi uma figura importante no império mais poderoso da época, recebeu o mais alto treinamento civil e militar e se tornou notável. Estevão disse que Moisés era “poderoso em palavras e obras” (At 7:22). Ele havia se tornado “favorito dos exércitos do Egito” e o faraó “tinha resolvido fazer de seu neto adotivo seu sucessor no trono” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 245). Moisés abandonou esse privilégio ao escolher se identificar com os israelitas, escravos sem instrução e sem poder.

Leia Mateus 10:32, 33; 2 Timóteo 1:8, 12 e Hebreus 13:12-15. O que Deus nos pede?

Mateus 10:32, 33 (ARA)2: “32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; 33 mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

2 Timóteo 1:8, 12 (ARA)2: 8 Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, […] 12 e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.”

Hebreus 13:12-15 (ARA)2: “12 Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. 14 Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15 Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

Depois de sofrer perseguição e rejeição, muitos dos hebreus começaram a se sentir envergonhados de Jesus. Por suas ações, alguns correram o risco de expor Jesus “à zombaria”, em vez de honrá-Lo (Hb 6:6). Assim, Paulo constantemente chamou os leitores a conservar firme a confissão de sua fé (Hb 4:14; 10:23).

Deus quer que reconheçamos Jesus como Deus e nosso Irmão. Como Redentor, Ele pagou nossa dívida; como nosso Irmão, foi enviado pelo Pai para mostrar o caminho para sermos “conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Jesus decidiu nos abraçar como “irmãos”. Por que isso foi muito mais significativo do que as ações de Moisés, e o que nos diz sobre o amor de Deus por nós?

Segunda-feira, 17 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Irmão como Redentor

Lições da Bíblia1

1. Leia Levítico 25:25-27, 47-49. Quem poderia resgatar alguém que tivesse perdido a propriedade ou a liberdade devido ao empobrecimento?

Levítico 25:25-27, 47-49 (ARA)2: “25 Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. 26 Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, 27 então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. […] 47 Quando o estrangeiro ou peregrino que está contigo se tornar rico, e teu irmão junto dele empobrecer e vender-se ao estrangeiro, ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro, 48 depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele; um de seus irmãos poderá resgatá-lo: 49 seu tio ou primo o resgatará; ou um dos seus, parente da sua família, o resgatará; ou, se lograr meios, se resgatará a si mesmo.

A lei de Moisés estipulava que, se alguém viesse a empobrecer a ponto de ter que vender a propriedade, ou a si mesmo, para sobreviver, ele receberia a propriedade ou a liberdade de volta no ano do jubileu, o quinquagésimo ano, o “grande” ano sabático em que dívidas eram perdoadas, propriedades reclamadas e liberdade proclamada.

Porém, como cinquenta anos era muito tempo, a lei de Moisés também estipulava que o parente mais próximo poderia pagar a parte que ainda era devida e, assim, resgatar seu parente muito antes.

O parente mais próximo era também quem garantia que a justiça fosse feita em caso de homicídio. Ele era o vingador do sangue que perseguiria o assassino de seu parente próximo e o puniria (Nm 35:9-15).

2. Leia Hebreus 2:14-16. Como Jesus e nós somos descritos nessa passagem?

Hebreus 2:14-16 (ARA)2: “14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. 16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.

A passagem nos descreve como escravos do diabo e Jesus como nosso Redentor. Quando Adão pecou, os seres humanos caíram sob o poder de Satanás. Como resultado, não temos por nós mesmos poder para resistir ao pecado (Rm 7:14-24). E, ainda pior, havia uma pena de morte exigida pela transgressão, a qual não poderíamos pagar (Rm 6:23). Portanto, a situação do ser humano seria aparentemente desesperadora.

Contudo, Jesus adotou nossa natureza humana e Se tornou carne e sangue como nós. Tornou-Se nosso Parente mais próximo e nos redimiu; não teve vergonha de nos chamar de “irmãos” (Hb 2:11).

Paradoxalmente, ao tomar nossa natureza e nos redimir, Jesus revelou Sua natureza divina. No AT, o Redentor de Israel, seu Parente mais próximo, é Yahweh (Sl 19:14; Is 41:14; 43:14; 44:22; Jr 31:11; Os 13:14).

Domingo, 16 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, nosso Irmão fiel

Lições da Bíblia1

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, também Jesus, igualmente, participou dessas coisas, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hb 2:14).

Os capítulos iniciais de Hebreus falam de Jesus como o Filho de Deus, o Governante sobre os anjos, “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do Seu Ser” (Hb 1:3). Jesus é o Filho do Homem, pouco menor do que os anjos, que adotou a natureza humana com toda a sua fragilidade, até a morte (Hb 2:7).

Deus diz sobre Jesus: “Você é Meu Filho” (Hb 1:5). Jesus Se referiu aos filhos humanos como Seus “irmãos” (Hb 2:12). O Pai declarou a soberania divina do Filho (Hb 1:8-12). O Filho afirmou Sua fidelidade ao Pai (Hb 2:13, primeira parte). Em Hebreus 1, Jesus é o divino Senhor, Criador, Sustentador e Soberano.

Em Hebreus 2, Ele é o Sumo Sacerdote humano, misericordioso e fiel. Em resumo, Sua descrição como Irmão fiel e misericordioso é retratada na descrição do Filho como a manifestação suprema do Deus Criador Eterno (Hb 1:1-4).

Sábado, 15 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O Filho prometido – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

A vinda de Jesus à Terra cumpriu várias funções. Em primeiro lugar, como divino Filho de Deus, Jesus veio para nos revelar o Pai. Por meio de Suas ações e palavras, nos mostrou como o Pai realmente é e por que podemos confiar Nele e obedecer-Lhe.

Jesus também veio como o Filho prometido de Davi, Abraão e Adão, por meio de quem Deus prometeu que derrotaria o inimigo e governaria o mundo. Assim, Jesus veio para tomar o lugar de Adão à frente da humanidade e cumprir o propósito original do Criador (Gn 1:26-28; Sl 8:3-8). Jesus veio para ser o Governante justo que Deus sempre quis que este mundo tivesse.

“As palavras dirigidas a Jesus no Jordão – ‘Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo’ (Mt 3:17) – abrangem a humanidade. Deus falou a Jesus como nosso Representante. Com todos os nossos pecados e fraquezas, não somos rejeitados como indignos. Deus ‘nos fez agradáveis a Si no Amado’ (Ef 1:6, ARC). A glória que veio sobre Cristo é uma garantia do amor de Deus para conosco. […] A luz que irradiou dos portais abertos sobre a cabeça de nosso Salvador brilhará sobre nós ao pedirmos auxílio para resistir à tentação. A voz que falou a Cristo diz a todo aquele que crê: ‘Este é o Meu filho amado, em quem Me comprazo’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 113).

Perguntas para consideração

1. Compreender as palavras e ações de Jesus nos ajuda a entender melhor a Deus, o Pai. Na prática, como isso enriquece seu relacionamento com o Pai?

2. A maneira pela qual Deus falou com Jesus e O tratou é a mesma com que Ele deseja falar conosco e nos tratar. O que isso nos diz sobre como devemos tratar os outros?

3. Pense na importância da divindade eterna de Cristo. O que perdemos se cremos que Jesus foi apenas uma criatura que foi crucificada? Contraste esse pensamento com a realidade de que Cristo é o Deus eterno que foi voluntariamente para a cruz. Qual é a diferença?

4. Dar glória a Deus é parte da verdade presente? (Ap 14:7)

Sexta-feira, 14 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Hoje Eu gerei Você

Lições da Bíblia1

Hebreus 1:5 relata as seguintes palavras do Pai a Jesus: “Você é Meu Filho, hoje Eu gerei Você.” Isso significa que Jesus foi “gerado”, mas quando isso aconteceu? Isso não mostra que Jesus foi de alguma forma criado por Deus em algum momento no passado, como muitos creem?

7. Leia Hebreus 1:5; 2 Samuel 7:12-14; Salmo 2:7 e Lucas 1:31, 32. Que promessa feita a Davi Paulo aplicou a Jesus em Hebreus?

Hebreus 1:5 (ARA)2: “Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?”

2 Samuel 7:12-14 (ARA)2: “12 Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. 13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.”

Salmo 2:7 (ARA)2: “Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.

Lucas 1:31, 32 (ARA)2: “31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;

Jesus foi gerado no sentido de que Ele foi “adotado” por Deus como o Governante prometido, o Filho de Davi. O conceito da adoção divina do governante era comum no mundo greco-romano e no Oriente. Isso dava ao governante legitimidade e poder sobre a terra.

No entanto, Deus prometeu a Davi que seu Filho seria o Governante legítimo das nações. Ele iria “adotar” o Filho de Davi como Seu próprio. Por meio desse processo, o Rei davídico se tornaria o protegido de Deus e Seu herdeiro. Deus derrotaria Seus inimigos e Lhe daria as nações como herança (Sl 89:27; 2:7, 8).

Conforme lemos em Romanos 1:3, 4 e Atos 13:32, 33, Jesus foi publicamente revelado como o Filho de Deus. Seu batismo e a transfiguração foram momentos em que Deus identificou e anunciou Jesus como Seu Filho (Mt 3:17; 17:5).

Contudo, de acordo com o NT, Jesus Se tornou o “Filho de Deus com poder” (Rm 1:4) quando ressuscitou e Se assentou à destra de Deus. Foi nesse momento que o Senhor cumpriu a promessa feita a Davi de que seu Filho seria como o próprio Filho de Deus e Seu trono seria estabelecido para sempre (2Sm 7:12-14).

Desse modo, César (símbolo de Roma) não era o legítimo “Filho de Deus”, governante das nações, mas Cristo. A ideia de Jesus como um Ser gerado se refere ao início do governo de Jesus sobre as nações, e não ao início de Sua existência, pois Ele sempre existiu. Nunca houve tempo em que Jesus não existisse, porque Ele é Deus.

Jesus não tem “princípio de dias nem fim de existência” (Hb 7:3; 13:8), porque é eterno. A ideia de “Filho unigênito” de Deus não trata da natureza de Cristo, mas de Seu papel no plano da salvação, visto que Ele cumpriu todas as promessas da aliança.

Quinta-feira, 13 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Por meio Dele Deus fez o Universo

Lições da Bíblia1

Hebreus afirma que Deus criou o mundo “por meio de” ou “por” Jesus e que Jesus sustenta o mundo com Sua palavra poderosa.

6. Leia Isaías 44:24; 45:18 e Neemias 9:6. Visto que no Antigo Testamento o Senhor disse que criou o mundo “sozinho” e que é o “único Deus”, como conciliar essa afirmação com as declarações no Novo Testamento de que Deus criou o Universo por meio de Jesus (Hb 1:2, 3)?

Isaías 44:24 (ARA)2: “Assim diz o Senhor, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o Senhor, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra;

Isaías 45:18 (ARA)2: “Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro.”

Neemias 9:6 (ARA)2: “Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora.

Alguns creem que Jesus foi o instrumento por meio do qual Deus criou o mundo. Isso não é possível. Primeiro, para Paulo, Jesus é o Criador; Ele não era um ajudante. Hebreus 1:10 diz que Jesus é o Senhor que criou a Terra e os céus, e Paulo também aplica a Ele o que o Salmo 102:25-27 diz sobre o Senhor (Yahweh) como Criador. Em segundo lugar, Hebreus 2:10 diz que o Universo foi criado “por” ou “por meio” do Pai (exatamente as mesmas expressões aplicadas a Jesus em Hb 1:2). O Pai criou e Jesus Cristo criou (Hb 1:2, 10; 2:10). Há um acordo perfeito entre Pai e Filho em propósito e atividade. Isso faz parte do mistério da Trindade. Jesus criou e Deus criou, mas há apenas um Criador: Deus – o que implica que Jesus é Deus.

Hebreus 4:13 mostra que Jesus também é Juiz. Sua autoridade para governar e julgar deriva do fato de que Deus criou todas as coisas e sustenta o Universo (Is 44:24-28).

Hebreus 1:3 [“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,”] e Colossenses 1:17 [“Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”] afirmam que Jesus também sustenta o Universo. Essa ação provavelmente inclua a ideia de orientação ou governança. A palavra grega pheron (“sustentar”, “carregar”) é usada para descrever o vento guiando um barco (At 27:15, 17) ou Deus conduzindo os profetas (2Pe 1:21). Assim, Jesus não apenas nos criou, mas também nos sustenta. Cada respiração, cada batida do coração, cada momento de nossa existência encontra-se Nele, Jesus, o fundamento de toda existência criada.

Leia Atos 17:28 [“pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.”]. O que o texto nos diz sobre Jesus e Seu poder? Reflita sobre as implicações da morte de Jesus na cruz pelos nossos pecados. O que essa verdade nos ensina sobre o caráter abnegado de nosso Senhor?

Quarta-feira, 12 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ele é o resplendor da glória de Deus

Lições da Bíblia1

Leia Hebreus 1:2-4. O que essa passagem nos ensina sobre Jesus?

Hebreus 1:2-4 (ARA)2: “2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. 3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, 4 tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.”

5. Leia Êxodo 24:16, 17; Salmo 4:6; 36:9 e 89:15. Como esses textos nos ajudam a entender o que é a glória de Deus?

Êxodo 24:16, 17 (ARA)2: “16 E a glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o Senhor a Moisés. 17 O aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel.

Salmo 4:6 (ARA)2: “Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? Senhor, levanta sobre nós a luz do teu rosto.

Salmo 36:9 (ARA)2: “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.

Salmo 89:15 (ARA)2: “Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó Senhor, na luz da tua presença.

No AT, a glória de Deus se refere à Sua presença visível entre o povo (Êx 16:7; 24:16, 17; Lv 9:23; Nm 14:10). Essa presença é frequentemente associada à luz ou ao brilho.

As Escrituras nos informam que Jesus é a luz que veio a este mundo para revelar a glória de Deus (Hb 1:3; Jo 1:6-9, 14-18; 2Co 4:6). Pense, por exemplo, em Jesus na transfiguração. “E Jesus foi transfigurado diante deles. O Seu rosto resplandecia como o Sol, e as Suas roupas se tornaram brancas como a luz” (Mt 17:2).

Assim como o Sol não pode ser percebido exceto pelo brilho de sua luz, Deus é conhecido por meio de Jesus. De nossa perspectiva, os dois são um. Visto que a glória de Deus é a própria luz, não há diferença entre Deus e Jesus, assim como não há diferença entre a luz e seu esplendor.

Hebreus também diz que Jesus é a “expressão exata” do Pai (Hb 1:3). O ponto da metáfora é que existe uma correspondência perfeita no Ser, ou essência, entre o Pai e o Filho. Observe que o ser humano carrega a imagem de Deus, mas não Sua essência (Gn 1:26). O Filho, entretanto, compartilha a mesma essência com o Pai. Não é de admirar que Jesus tenha dito: “Quem vê a Mim, vê o Pai” (Jo 14:9).

Por que é maravilhoso o fato de Jesus nos revelar o caráter e a glória do Pai? O que Jesus nos diz sobre como o Pai é?

Terça-feira, 11 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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