Entrando em Seu descanso

Lições da Bíblia1

5. Leia Hebreus 3:11 e 4:1, 3, 5, 10. Como Deus caracteriza o descanso no qual nos convida a entrar?

Hebreus 3:11 (ARA)2: “Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.” Hebreus 4:1, 3, 5, 10 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. […] 3 Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo. […] 5 E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso. […] 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.”

Deus não nos convida simplesmente para descansar. Somos convidados a entrar em Seu descanso. Na Bíblia, “descanso” pode denotar paz na terra de Canaã (Dt 3:20), ou o templo em que a arca da aliança descansava (2Cr 6:41), ou o sábado em que Deus e os israelitas “descansam” de seu trabalho (Êx 20:11). Porém, nas passagens acima o Senhor os convida a entrar em Seu descanso.

6. Leia Hebreus 4:9-11, 16. O que somos chamados a fazer?

Hebreus 4:9-11, 16 (ARA)2: 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

O descanso sabático celebra o fato de Deus ter terminado ou completado a obra da criação (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11) ou redenção (Dt 5:12-15). Da mesma forma, a entronização de Jesus no templo celestial celebra o fato de que Ele terminou de oferecer o sacrifício perfeito para nossa salvação (Hb 10:12-14).

Observe, Deus descansa somente quando garante nosso bem-estar. Na criação, Deus descansou quando terminou a criação do mundo. Depois, descansou no templo somente depois que a conquista da terra que Ele havia prometido a Abraão foi completada por meio das vitórias de Davi, e Israel habitava seguro (1Rs 4:21-25; compare com Êx 15:18-21; Dt 11:24; 2Sm 8:1-14). Deus construiu uma casa para Si só depois que Israel e o rei tinham uma casa.

O descanso final que Deus nos promete é o novo mundo que criará para nós depois que o grande conflito finalmente terminar. Hebreus se refere a ele como “a cidade […] da qual Deus é o Arquiteto e Construtor” (Hb 11:10) e como uma pátria celestial (Hb 11:14-16). Esse descanso é a restauração do domínio, glória e honra que Deus originalmente concedeu aos seres humanos na criação (Hb 2:5-8; 12:28). É o Seu descanso. Não é simplesmente uma terra perfeita em que teremos paz, mas um novo céu e uma nova terra onde o trono de Deus estará. Ali teremos o nosso almejado descanso sabático.

Como podemos entrar no descanso de Deus agora mesmo e, pela fé, ter a certeza da salvação em Cristo, e não em nós mesmos?

Quarta-feira, 26 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Hoje, se ouvirem a Sua voz

Lições da Bíblia1

4. Qual é o convite de Deus para nós em Hebreus 4:6-11?

Hebreus 4:6-11 (ARA)2: “6 Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, 7 de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. 8 Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

Embora a geração do deserto não tenha entrado no descanso por sua falta de fé, isso não impediu Deus de trabalhar em favor de Seu povo. Ele permaneceu fiel (2Tm 2:13). Paulo repetiu várias vezes que a promessa divina permanece (Hb 4:1, 6, 9). Ele usou os verbos gregos kataleip? e apoleip?, o que significa que a promessa foi “deixada para trás” ou ignorada pelo povo. O fato de que o convite para entrar no descanso tenha sido repetido na época de Davi (Hb 4:6, 7, referindo-se ao Sl 95) implicava que a promessa não havia sido reivindicada e que ainda estava disponível. Na verdade, sugere que o descanso está disponível desde a criação (Hb 4:3, 4).

Deus, entretanto, nos convida “hoje” a entrar em Seu descanso. “Hoje” é um conceito repleto de significado. Quando Moisés renovou a aliança de Israel com Deus na fronteira da terra prometida, enfatizou a importância do “hoje” (Dt 5:3; compare com 4:8; 6:6; 11:2). “Hoje” foi um momento de reflexão em que ele convidou o povo a reconhecer que Deus tinha sido fiel (Dt 11:2-7). “Hoje” também foi o momento de decidir ser fiel ao Senhor (Dt 5:1-3). Essa decisão não pode ser adiada.

Da mesma forma, “hoje” é para nós um momento de decisão, de oportunidade, mas também de perigo, como sempre foi para o povo de Deus.

No livro de Hebreus, o conceito do “hoje” denota o tempo do cumprimento das promessas divinas. Deus inaugurou esse momento com o decreto: “Hoje Eu gerei Você” (Hb 1:5), que estabeleceu Jesus como Governante em cumprimento de Suas promessas (2Sm 7:8-16). Assim, a entronização de Jesus inaugurou uma nova era de bênçãos e oportunidades para nós. Jesus derrotou os inimigos (Hb 2:14-16) e inaugurou uma nova aliança (Hb 8–10). Podemos nos aproximar “ousadamente” da presença divina (Hb 4:14-16; 10:19-23) e nos regozijar diante do Senhor com sacrifícios espirituais de ação de graças e louvor (Hb 12:28; 13:10-16). O apelo feito “hoje” nos convida a reconhecer que Deus é fiel e nos dá todas as razões para aceitar Seu convite imediatamente, sem tardar.

Que decisões espirituais você deve tomar “hoje”? Como foram suas experiências quando adiou o que sabia que Deus queria que você fizesse de imediato?

Terça-feira, 25 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Por causa da incredulidade

Lições da Bíblia1

3. Por que Israel não entrou no descanso prometido? Hb 3:12-19

Hebreus 3:12-19 (ARA)2: “12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; 13 pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. 14 Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos. 15 Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação. 16 Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés? 17 E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? 18 E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? 19 Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.

O triste fato é que os que foram libertos do Egito não puderam entrar no descanso prometido. Quando Israel chegou a Cades-Barneia, na fronteira da terra prometida, ele não teve a fé de que precisava. Os capítulos 13 e 14 de Números explicam que os espias israelitas “falaram mal da terra que haviam espiado” (Nm 13:32). Afirmaram que a terra era boa, mas avisaram que os habitantes eram fortes, as cidades fortificadas, e que não poderiam conquistá-la.

Josué e Calebe concordaram com a declaração de que a terra era boa e não contestaram o fato de que seu povo era forte e as cidades fortificadas, mas afirmaram que Deus estava com eles e os levaria para a terra (Nm 14:7-9). No entanto, aqueles que viram Deus destruir o Egito por meio de pragas (Êx 7–12), aniquilar o exército do faraó no Mar Vermelho (Êx 14), fornecer pão do Céu (Êx 16) e água da rocha (Êx 17), e também manifestar Sua contínua presença e orientação através da nuvem (Êx 40:36-38), deixaram de confiar. É uma trágica ironia que a geração que havia visto tais demonstrações poderosas do poder divino tenha se tornado símbolo de falta de fé (Ne 9:15-17; Sl 106:24-26; 1Co 10:5-10).

Deus promete a Seus filhos dons além do alcance humano. É por isso que se baseiam na graça e são acessíveis apenas por meio da fé. Hebreus 4:2 explica que a promessa que Israel recebeu “não lhes trouxe proveito, porque não foram unidos por meio da fé com aqueles que a ouviram.”

Israel peregrinou até a fronteira da terra prometida como um povo. Quando confrontado com relatos contraditórios, se identificou com os incrédulos. A fé, ou a falta dela, é contagiosa. Por isso Hebreus admoesta seus leitores: “animem uns aos outros” (Hb 3:13), “cuidemos também de nos animar uns aos outros no amor e na prática de boas obras” (Hb 10:24), e “que ninguém fique afastado da graça de Deus” (Hb 12:15).

Continuamos a viajar para a terra prometida como um povo e temos responsabilidade para com os que viajam conosco.

Suas palavras e ações ajudam a edificar a fé das pessoas? Você pode melhorar nisso?

Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A terra como um lugar de descanso

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 15:13-21. O que Deus prometeu a Abraão?

Gênesis 15:13-21 (ARA)2: “13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. 17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18 Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates: 19 o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20 o heteu, o ferezeu, os refains, 21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.”

Quando Deus libertou Israel da escravidão no Egito, Seu propósito era levar a nação para a terra de Canaã, onde poderia descansar (Êx 33:14; Js 1:13). A terra de Canaã era a herança que o Senhor havia prometido ao patriarca Abraão, por ter obedecido à voz de Deus e deixado seu país (Gn 11:31–12:4).

O propósito divino ao dar a terra a Israel não era simplesmente que o povo a possuísse. Deus queria trazer os filhos de Israel para Si mesmo (Êx 19:4), pois desejava que vivessem em uma terra onde pudessem ter um relacionamento íntimo com Ele, sem nenhum obstáculo, e fossem testemunhas para o mundo do verdadeiro Deus e do que Ele oferecia ao Seu povo. Como o sábado da criação, a terra de Canaã tornava possível um relacionamento íntimo com o Redentor e permitia que desfrutassem de Sua bondade.

Em Deuteronômio 12:1-14, o Senhor disse aos israelitas que eles entrariam no descanso, não apenas quando entrassem na terra, mas quando a tivessem purificado da idolatria. Depois disso, o Senhor mostraria a eles, os escolhidos, um lugar onde habitaria entre eles.

Leia Êxodo 20:8-11 e Deuteronômio 5:12-15. Quais são as duas coisas que o descanso sabático celebra, e como se relacionam?

Êxodo 20:8-11 (ARA)2: “8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; 11 porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.

Deuteronômio 5:12-15 (ARA)2: “12 Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; 15 porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.

Deus conectou o sábado da criação com a libertação do Egito. O Senhor instruiu Israel a observar o sábado como memorial da criação e de sua redenção do Egito. A criação e a redenção estão ambas consagradas no mandamento do sábado. Assim como não nos criamos, não podemos nos redimir. É uma obra que só Deus pode fazer e, no descanso, reconhecemos nossa dependência Dele, não apenas para a existência, mas para a salvação. A guarda do sábado é uma expressão poderosa de salvação somente pela fé na graça amorosa de Deus.

Como a guarda do sábado nos ajuda a entender nossa total dependência de Deus, não apenas para a existência, mas também para a salvação?

Domingo, 23 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, o Doador do descanso

Lições da Bíblia1

“Portanto, resta um repouso sabático para o povo de Deus” (Hb 4:9).

Os capítulos 1 e 2 de Hebreus enfatizam a entronização de Jesus como Governante e Libertador do povo de Deus. Os capítulos 3 e 4 apresentam-No como Aquele que nos dará descanso. Essa progressão faz sentido ao lembrarmos que a aliança davídica afirmava que Deus daria ao Rei prometido e a Seu povo “descanso” de seus inimigos (2Sm 7:10, 11). Esse descanso está disponível para nós visto que Jesus está sentado à direita de Deus.

Hebreus descreve o descanso tanto como um descanso que pertence a Deus quanto como um descanso sabático (Hb 4:1-11). Deus tornou Seu descanso disponível a Adão e Eva. O primeiro sábado foi a experiência da perfeição com Aquele que a tornou possível. Deus também promete um descanso sabático, pois a verdadeira observância do sábado incorpora a promessa divina de trazer de volta essa perfeição.

Quando guardamos o sábado, recordamos que Deus fez uma provisão perfeita para nós quando criou o mundo e quando o redimiu na cruz. A verdadeira observância do sábado, entretanto, é mais do que um ato de lembrança; é um antegozo, neste mundo imperfeito, do futuro que Deus prometeu.

Sábado, 22 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, nosso Irmão fiel – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Jesus disse: “Eis aqui estou Eu e os filhos que Deus Me deu” (Hb 2:13). Patrick Gray sugere que Jesus é descrito como guardião de Seus irmãos. O sistema romano de tutela impuberum determinava que, com a morte do pai, “um tutor, muitas vezes um irmão mais velho, tornava-se responsável pelo cuidado dos filhos menores e de sua herança até que atingissem a maioridade, aumentando assim o dever natural do irmão mais velho de assumir o cuidado de seus irmãos mais novos” (Godly Fear: The Epistle to the Hebrews and Greco-Roman Critiques of Superstition [Atlanta: Society of Biblical Literature, 2003], p. 126). Por isso, Hebreus se refere a nós como irmãos de Jesus e como Seus filhos. Sendo Irmão mais velho, Jesus é nosso Tutor, Guardião e Protetor.

“Cristo veio à Terra, tomando sobre Si a humanidade e constituindo-Se Representante do homem, para mostrar, no conflito com Satanás, que o homem, tal como Deus o criou, unido ao Pai e ao Filho, poderia obedecer a todo reclamo divino” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 253).

“Em Sua vida e ensinos, Cristo deu um perfeito exemplo do abnegado ministério que tem sua origem em Deus. Ele não vive para Si. Criando o mundo, mantendo todas as coisas, Ele está constantemente ministrando em benefício de outros. ‘Faz o Seu Sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos’ (Mt 5:45). Esse ideal de ministério Deus confiou a Seu Filho. A Jesus foi dado pôr-Se como Cabeça da humanidade, para que por Seu exemplo pudesse ensinar o que significa servir” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 649).

Perguntas para consideração

1. Jesus Se tornou nosso Irmão para nos salvar. Virar as costas para isso seria trágico?

2. É importante para nós que Jesus não tenha nascido na escravidão do pecado (Rm 7:14)? Foi importante para os israelitas que Moisés não fosse escravo como eles? A história de Moisés nos ajuda a entender o que Jesus fez por nós?

3. Ainda que o sofrimento resulte em algum bem, ele, em si, é algo bom?

Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O Irmão como modelo

Lições da Bíblia1

Outra razão pela qual Jesus adotou nossa natureza humana e viveu entre nós foi para que pudesse ser nosso exemplo, o único que poderia ser um modelo da maneira certa de viver diante de Deus.

7. Leia Hebreus 12:1-4. Segundo o apóstolo, como devemos correr a corrida espiritual da vida cristã?

Hebreus 12:1-4 (ARA)2: “1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. 4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”

Nessa passagem, Jesus é a culminância de uma longa lista de personagens de exemplos de fé. O texto chama Jesus de “Autor e Consumador da fé”. A palavra grega archegos (“fundador”) também pode ser traduzida como “pioneiro”. Jesus é o Pioneiro da corrida no sentido de que corre à frente dos crentes. Hebreus 6:20 chama Jesus de nosso “Precursor”. A palavra “Autor” dá a ideia de que Ele demonstrou fé em Deus da maneira mais pura possível. Essa passagem ensina que Jesus é o primeiro a ter corrido nossa corrida com sucesso e que aperfeiçoou a arte de viver pela fé.

Hebreus 2:13 diz: “Eu porei Nele a Minha confiança.” E ainda: “Eis aqui estou Eu e os filhos que Deus Me deu.” Essa referência é uma alusão a Isaías 8:17, 18.

Isaías disse essas palavras em face de uma terrível ameaça de invasão por parte do reino do Norte de Israel e da Síria (Is 7:1, 2). Sua fé contrastava com a falta de fé de Acaz, o rei (2Rs 16:5-18). Deus exortou Acaz a confiar Nele e a pedir um sinal de que o livraria (Is 7:1-11). Deus já havia prometido que protegeria Acaz como Seu próprio filho, e graciosamente ofereceu-lhe um sinal para confirmar essa promessa. O rei, no entanto, recusou-se a pedir um sinal e, em vez disso, enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Eu sou seu servo e seu filho” (2Rs 16:7). Que triste! Acaz preferiu ser “filho” de Tiglate-Pileser a ser filho de Deus.

Jesus, entretanto, confiou em Deus e em Sua promessa de que Ele colocaria Seus inimigos sob Seus pés (Hb 1:13; 10:12, 13). Deus fez a mesma promessa a nós, e precisamos crer Nele, assim como Jesus fez (Rm 16:20).

Como podemos confiar em Deus, fazendo escolhas que refletem essa confiança? Qual é a próxima escolha importante que você precisa fazer e como pode ter certeza de que ela revela confiança em Deus?

Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Aperfeiçoado por meio de sofrimentos

Lições da Bíblia1

6. Leia Hebreus 2:10, 17, 18 e 5:8, 9. Qual era a função do sofrimento na vida de Jesus?

Hebreus 2:10, 17, 18 (ARA)2: 10 Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. […] 17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. 18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.”

Hebreus 5:8, 9 (ARA)2: “8 embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu 9 e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,”

O apóstolo diz que Deus aperfeiçoou Jesus “por meio de sofrimentos”. Essa expressão é surpreendente. O autor disse que Jesus é “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do Seu Ser” (Hb 1:3) e que Ele é santo, inculpável, sem mácula (Hb 4:15; 7:26-28; 9:14; 10:5-10). Isso significa que Jesus não teve que superar nenhum tipo de imperfeição moral ou ética.

No entanto, Hebreus diz que Jesus passou por um processo de “aperfeiçoamento” que Lhe deu os meios para nos salvar. Ele foi aperfeiçoado para ser nosso Salvador.

1. Jesus foi “aperfeiçoado” pelos sofrimentos para Se tornar o Capitão da nossa salvação (Hb 2:10). Teve que morrer na cruz como um sacrifício a fim de que o Pai pudesse ter os meios legais para nos salvar; foi a oferta de sacrifício perfeita, a única. Como Deus, Ele pode nos julgar; mas, por Seu sacrifício, também pode nos salvar.

2. O Filho aprendeu obediência por meio de sofrimentos (Hb 5:8). A obediência era necessária para duas coisas: tornar Seu sacrifício aceitável (Hb 9:14; 10:5-10) e torná-Lo nosso exemplo (Hb 5:9). Jesus aprendeu a obediência porque nunca a tinha experimentado. Como Deus, a quem Ele teria que obedecer? Como o Filho eterno e Um com Deus, Ele foi honrado como Governante do Universo. Portanto, Jesus não passou da desobediência à obediência, mas da soberania e domínio à submissão e obediência. O exaltado Filho de Deus tornou-Se o obediente Filho do Homem.

3. Os sofrimentos revelaram Jesus como Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hb 2:17, 18). Os sofrimentos não O tornaram mais misericordioso, mas foi por Sua misericórdia que Ele Se ofereceu para morrer na cruz para nos salvar (Hb 10:5-10; compare com Rm 5:7, 8). Foi por meio dos sofrimentos que a realidade do amor fraterno de Jesus foi verdadeiramente expressa e revelada.

Se o Jesus sem pecado sofreu, nós, como pecadores, certamente sofreremos também. Como aprender a suportar as tragédias da vida e, ao mesmo tempo, obter esperança e certeza do Senhor, que nos revelou Seu amor de tantas maneiras?

Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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