Dois exemplos do Antigo Testamento

Lições da Bíblia1

2. Leia 1 Reis 17:8-24 e 2 Reis 4:18-37. Que semelhanças e diferenças há nessas duas ressurreições?

1 Reis 17:8-24 (ARA)2: “8 Então, lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: 9 Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida. 10 Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. 11 Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. 12 Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. 13 Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. 14 Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 15 Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. 16 Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias. 17 Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu. 18 Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho? 19 Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama; 20 então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? 21 E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. 22 O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23 Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. 24 Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.”

2 Reis 4:18-37 (ARA)2: “18 Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores. 19 Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe. 20 Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu. 21 Subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de Deus; fechou a porta e saiu. 22 Chamou a seu marido e lhe disse: Manda-me um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. 23 Perguntou ele: Por que vais a ele hoje? Não é dia de Festa da Lua Nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal. 24 Então, fez ela albardar a jumenta e disse ao moço: Guia e anda, não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser. 25 Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; 26 corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem. 27 Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés. Então, se chegou Geazi para arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu e não mo manifestou. 28 Disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? 29 Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino. 30 Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu. 31 Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. 32 Tendo o profeta chegado à casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. 33 Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor. 34 Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35 Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. 37 Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.”

Em Hebreus 11, lemos que, pela fé, “houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos” (Hb 11:35, NVI). Esse foi o caso nas duas ressurreições descritas nos textos de hoje.

A primeira (ver 1Rs 17:8-24) ocorreu durante a grande apostasia em Israel, sob a influência do rei Acabe e sua esposa pagã Jezabel. Como uma seca severa estivesse devastando a terra, Deus ordenou que Elias fosse para Sarepta, uma cidade fora de Israel. Lá ele conheceu uma pobre viúva fenícia que estava prestes a cozinhar uma última refeição simples para ela e seu filho, e depois morreriam de fome. Mas a vida dos dois foi poupada pelo milagre da farinha e do azeite, que não acabaram até que a seca chegasse ao fim. Algum tempo depois, o filho da viúva ficou doente e morreu. Em desespero, a mãe implorou a Elias, que clamou ao Senhor. “O Senhor atendeu à voz de Elias, a vida foi restituída ao menino, e ele reviveu” (1Rs 17:22).

A segunda ressurreição (ver 2Rs 4:18-37) ocorreu em Suném, uma pequena vila ao sul do monte Gilboa. Eliseu havia ajudado uma viúva pobre a pagar suas dívidas por meio do milagre do azeite nas vasilhas (2Rs 4:1-7). Mais tarde, em Suném, ele conheceu uma mulher rica que não tinha filhos. O profeta lhe disse que ela teria um filho, e aconteceu como previsto. A criança cresceu e era saudável, mas um dia adoeceu e morreu. A mulher sunamita foi ao monte Carmelo e pediu a Eliseu que a acompanhasse para ver seu filho. Eliseu orou com persistência ao Senhor e, finalmente, a criança viveu outra vez.

Essas mulheres tinham origens diferentes, mas a mesma fé salvífica. A viúva fenícia hospedou Elias em um momento difícil, quando não havia lugar seguro para ele em Israel. A sunamita e seu marido construíram um quarto em que Eliseu poderia ficar quando passasse por sua região. Quando os filhos morreram, suas mães apelaram para os profetas de Deus e tiveram a alegria de ver seus filhos reviverem.

Essas são lindas histórias; porém, outras histórias não tiveram um desfecho feliz. O que esse triste fato ensina sobre a importância da ressurreição no fim dos tempos?

Segunda-feira, 24 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A Ressurreição de Moisés

Lições da Bíblia1

1. Leia Judas 9 e Lucas 9:28-36. Quais evidências você encontra nesses textos para a ressurreição física de Moisés?

Judas 9 (ARA)2: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!”

Lucas 9:28-36 (ARA)2: “28 Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar. 29 E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. 30 Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32 Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam. 33 Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia. 34 Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. 35 E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi. 36 Depois daquela voz, achou-se Jesus sozinho. Eles calaram-se e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que tinham visto.”

Alguns pais da Igreja Grega de Alexandria argumentaram que, quando Moisés morreu, dois Moisés foram vistos: um vivo no espírito, outro morto no corpo; um subindo ao céu com os anjos, o outro sepultado na terra (Orígenes, Homilies on Joshua [Homilias sobre Josué] 2.1; Clemente de Alexandria, Stromata 6.15). Essa distinção entre a ascensão da alma e o enterro do corpo tem sentido para os que creem no conceito grego de alma imortal, mas isso não é bíblico. Judas 9 confirma a ressurreição do corpo de Moisés. A disputa foi “a respeito do corpo de Moisés” e não sobre uma suposta alma sobrevivente.

Deuteronômio 34:5-7 nos diz que Moisés morreu aos 120 anos de idade, e o Senhor o sepultou num lugar escondido, um vale na terra de Moabe. Mas o profeta não permaneceu muito tempo na sepultura. “O próprio Cristo, com os anjos que sepultaram Moisés, desceu do Céu para chamar o santo que dormia. […] Pela primeira vez, Cristo estava prestes a dar a vida aos mortos. Quando o Príncipe da Vida e os seres brilhantes se aproximaram da sepultura, Satanás ficou apreensivo com respeito à sua supremacia. […] Cristo não Se rebaixou a entrar em controvérsia com Satanás. […] Mas Cristo remeteu tudo isso ao Seu Pai, dizendo: ‘O Senhor te repreenda!’ (Jd 9). […] A ressurreição foi assegurada para sempre. Satanás foi despojado de sua presa. Os justos mortos voltariam a viver” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 417, 418).

Na transfiguração encontramos evidência da ressurreição de Moisés. Ali, ele apareceu com o profeta Elias, que havia sido trasladado sem ver a morte (2Rs 2:1-11). Moisés e Elias até conversaram com Jesus (ver Lc 9:28-36). A aparição de Moisés, prova da vitória vindoura de Cristo sobre o pecado e a morte, é retratada na passagem em termos inequívocos. Foram Moisés e Elias, não seus “espíritos”, que apareceram a Jesus ali (afinal, Elias não havia morrido).

Moisés não pôde entrar na Canaã terrestre (Dt 34:1-4), mas foi levado à Canaã celestial. Até que ponto Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme Seu poder que opera em nós” (Ef 3:20)?

Domingo, 23 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ressurreições anteriores à cruz

Lições da Bíblia1

“Então Jesus declarou: – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente. Você crê nisto?” (Jo 11: 25, 26).

As referências do AT à ressurreição que vimos até agora se fundamentam, em grande parte, em expectativas pessoais (Jó 19:25-27; Hb 11:17-19; Sl 49:15; 71:20) e em promessas (Dn 12:1, 2, 13). No entanto, também temos os registros inspirados de casos em que pessoas realmente foram ressuscitadas dos mortos.

A primeira ressurreição foi a de Moisés (Jd 9; Lc 9:28-36). Durante a monarquia de Israel, o filho da viúva de Sarepta (1Rs 17:8-24) e o filho da sunamita (2Rs 4:18-37) também foram ressuscitados. Cristo, durante Seu ministério terrestre, ressuscitou o filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17), a filha de Jairo (Lc 8:40-56) e depois Lázaro (Jo 11). Com exceção de Moisés, todas essas pessoas foram ressuscitadas como mortais que, enfim, voltariam a morrer. Esses casos também confirmam o ensino bíblico da inconsciência dos mortos (Jó 3:11-13; Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5, 10). Em nenhum desses relatos, nem em qualquer outra narrativa bíblica da ressurreição, há alguma menção a uma suposta experiência de vida após a morte.

Nesta semana, vamos refletir sobre as ressurreições que ocorreram antes da própria morte e ressurreição de Cristo.

Sábado, 22 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A esperança do Antigo Testamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 423-431 (“Visões de um futuro glorioso”).

A ciência ensina que a matéria é composta de átomos, e estes são compostos de duas partículas menores, quarks e léptons, os quais, acredita-se, são os blocos construtores da realidade física. Se o mundo é constituído de quarks e léptons, não poderia Deus, que criou e sustenta o mundo, reconfigurar essas partículas na ressurreição? Zombando da ressurreição, Bertrand Russell perguntou o que aconteceria com os que foram comidos por canibais, pois seus corpos passaram a fazer parte dos canibais. Quem receberia o quê na ressurreição? Mas suponha que o Senhor pegue os quarks e léptons, os blocos construtores fundamentais da existência, de qualquer lugar e, com base nas informações que possui sobre cada um de nós, nos reconstrua a partir desses quarks e léptons. Ele não precisa dos nossos originais. Ou Ele poderia simplesmente chamar à existência novos quarks e léptons. Seja como for, o Deus que criou o Universo pode nos recriar e promete fazer isso na ressurreição dos mortos.

“O Doador da vida chamará a Sua herança adquirida, na primeira ressurreição, e, até aquela hora triunfante, quando soará a última trombeta e o vasto exército ressurgirá para a vitória eterna, todo santo que dorme será conservado em segurança, guardado como joia preciosa, conhecido de Deus por nome. Pelo poder do Salvador que neles habitou e por terem sido participantes da natureza divina, são ressuscitados” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1258).

Perguntas para consideração

Estima-se que existem dois trilhões de galáxias por aí, cada uma composta de bilhões e bilhões de estrelas. Algumas estrelas têm planetas que as orbitam, assim como os planetas do sistema solar orbitam o Sol. Deus criou essas estrelas, as sustenta e as conhece pelo nome (Sl 147:4). Embora essa realidade não prove que Deus ressuscitará os mortos, como ela revela um poder que pode realizar esse milagre?

Hebreus 11 destaca as expectativas dos “heróis da fé”. Esse capítulo enriquece nossa compreensão da esperança que eles tinham antes da ressurreição de Jesus?

Sexta-feira, 21 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Aqueles que dormem no pó

Lições da Bíblia1

Como veremos, o NT fala muito sobre a ressurreição dos mortos; e, como já vimos, a ideia da ressurreição dos mortos também aparece no AT. Nos tempos do AT, as pessoas tinham a mesma esperança que temos da ressurreição final. Marta, que viveu na época de Jesus, já tinha essa esperança (Jo 11:24). Sem dúvida, mesmo então, os judeus tinham algum conhecimento da ressurreição nos últimos dias, ainda que nem todos acreditassem nela (veja At 23:8).

5. Leia Daniel 12. Que esperança de ressurreição podemos encontrar nos escritos desse grande profeta?

Daniel 12 (ARA)2: “1 Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. 2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. 3 Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente. 4 Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. 5 Então, eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um, de um lado do rio, o outro, do outro lado. 6 Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas? 7 Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão. 8 Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu senhor, qual será o fim destas coisas? 9 Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. 10 Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão. 11 Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias. 12 Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. 13 Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.

Daniel 12:1 refere-se a Miguel, “o grande Príncipe”, cuja identificação tem sido bastante contestada. Visto que cada uma das grandes visões no livro de Daniel culmina com a manifestação de Cristo e Seu reino, isso também deveria ocorrer com relação a essa passagem específica. No livro de Daniel encontramos alusões ao mesmo Ser divino como “Príncipe desse exército” (Dn 8:11), “Príncipe dos príncipes” (Dn 8:25), “Ungido, o Príncipe” (Dn 9:25) e finalmente como “Miguel, o grande Príncipe” (Dn 12:1). Portanto, devemos identificar Miguel também como Cristo.

Os textos do AT considerados até aqui (Jó 19:25-27; Sl 49:15; 71:20; Is 26:19) falam da ressurreição de pessoas justas. Mas Daniel fala da ressurreição de justos e de injustos. Quando Miguel Se levantar, “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno” (Dn 12:2).

Muitos consideram que esse verso fale sobre uma ressurreição especial de algumas pessoas, tanto fiéis quanto infiéis, no retorno de Cristo.

“As sepulturas se abrem, e ‘muitos dos que dormem no pó da terra’ ressuscitam, ‘uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno’ (Dn 12:2). Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem glorificados do túmulo para ouvir o concerto de paz, estabelecido por Deus com aqueles que guardaram Sua lei. ‘Até mesmo aqueles que O traspassaram’ (Ap 1:7, NVI), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo e os mais obstinados inimigos de Sua verdade e de Seu povo ressuscitarão para contemplá-Lo em Sua glória e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 528, 529).

Quinta-feira, 20 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Seus mortos viverão

Lições da Bíblia1

4. Que contraste há entre os que perecerão para sempre (Is 26:14; Ml 4:1) e os que receberão a vida eterna (Is 26:19)?

Is 26:14 (ARA)2: “Mortos não tornarão a viver, sombras não ressuscitam; por isso, os castigaste, e destruíste, e lhes fizeste perecer toda a memória.

Ml 4:1 (ARA)2: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.

Is 26:19 (ARA)2: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.

Isaías apresenta um contraste importante entre a majestade de Deus e nossa fragilidade (ver Is 40). Embora sejamos como a erva que seca e as flores que caem, a palavra de Deus permanece para sempre (Is 40:6-8). Contudo, apesar de nossa pecaminosidade humana, a graça salvífica de Deus está disponível para todos os seres humanos e se torna efetiva até mesmo para os gentios que abraçam Sua aliança e guardam o sábado (Is 56).

No livro de Isaías, a esperança da ressurreição é ampliada de forma significativa. Enquanto as alusões anteriores à ressurreição foram expressas especialmente a partir de perspectivas pessoais (Jó 19:25-27; Sl 49:15; 71:20), Isaías fala dela incluindo a si mesmo e a comunidade da aliança (Is 26:19).

Isaías 26 contrapõe o destino distinto dos ímpios e o dos justos. Por um lado, os ímpios permanecerão mortos após a “segunda morte” (Ap 21:8) e jamais serão trazidos à vida novamente. Eles serão completamente destruídos, e toda a sua memória perecerá para sempre (Is 26:14). Essa passagem enfatiza o ensinamento de que não há almas nem espíritos sobreviventes que permanecem vivos após a morte. Sobre a destruição final dos ímpios, que acontece depois, o Senhor declarou em outro lugar que os ímpios serão queimados, e não lhes restarão “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1).

Por outro lado, os justos serão ressuscitados para receber a recompensa. Deus “tragará a morte para sempre” e “enxugará as lágrimas de todos os rostos” (Is 25:8). “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão. Despertem e cantem de alegria, vocês que habitam no pó, porque o Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho da vida, e a terra dará à luz os seus mortos” (Is 26:19). Os justos participarão do banquete que o Senhor preparará para todos (Is 25:6). A ressurreição reunirá os justos de todas as eras, incluindo seus entes queridos que morreram em Cristo.

Imagine se pensássemos que a morte é o fim de tudo, e que os nossos conhecidos partissem e se tornassem como se nunca tivessem existido e sentíssemos como se a vida não tivesse significado. Em contraste, qual é a nossa esperança?

Quarta-feira, 19 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Das profundezas da terra

Lições da Bíblia1

3. Leia o Salmo 71. O que o salmista quis dizer quando pediu a Deus que o tirasse de novo “das profundezas da terra” (Sl 71:20)?

Salmo 71 (ARA)2: “1 Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado. 2 Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me. 3 Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4 Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.  5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 6 Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. 7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio. 8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 9 Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 10 Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos, 11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. 12 Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me. 13 Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim. 14 Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais. 15 A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número. 16 Sinto-me na força do Senhor Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente. 17 Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas. 18 Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder. 19 Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti? 20 Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra. 21 Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente. 22 Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel. 23 Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste. 24 Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.”

No Salmo 49 encontramos uma expressão tocante de esperança na ressurreição, em contraste com a falsa certeza do tolo que confiou em sua riqueza. No Salmo 71, o salmista buscou segurança e esperança em Deus enquanto estava cercado por inimigos e falsos acusadores que diziam que o Senhor o havia abandonado (Sl 71:10, 11).

Em meio às provações, o salmista encontrou consolo e segurança ao relembrar como Deus tinha cuidado dele no passado. Primeiro, observou que Ele o havia sustentado desde o nascimento e até mesmo o tirou do ventre de sua mãe (Sl 71:6). Então, reconheceu que o Senhor o havia ensinado desde sua juventude (Sl 71:17).

Com a certeza de que Deus era sua rocha e fortaleza, o salmista suplicou: “Sê Tu para mim uma rocha habitável, em que eu sempre possa me refugiar”. “Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares”. “Ó Deus, não Te ausentes de mim; Deus meu, apressa-Te em me socorrer!” Então, ele acrescentou: “Tu, que me fizeste passar muitas e duras tribulações, restaurarás a minha vida, e das profundezas da terra de novo me farás subir” (Sl 71:3, 9, 12, 20, NVI).

A expressão “das profundezas da terra” poderia ser entendida literalmente como uma alusão à futura ressurreição física do salmista. Mas o contexto parece favorecer uma descrição metafórica da condição de profunda depressão do salmista como se a terra o estivesse engolindo (compare com o Sl 88:6 e 130:1). Portanto, podemos dizer que se trata, “em primeiro plano, de linguagem figurada, mas também aponta para a ressurreição física” (Bíblia de Estudo Andrews, nota sobre o Sl 71:20).

No final, o que importa é compreendermos que, seja qual for a situação, Deus está lá, Ele Se importa e, no fim das contas, nossa esperança não se encontra nesta vida, mas na vida futura – a vida eterna que teremos em Jesus após a nossa ressurreição, por ocasião de Seu retorno.

Todos nós já passamos por momentos terríveis de desânimo. No entanto, manter o foco no modo pelo qual o Senhor atuou em nossa vida no passado pode ajudar-nos a seguir em frente, com fé e confiança, nos momentos em que Ele parecer distante?

Terça-feira, 18 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Do poder da sepultura

Lições da Bíblia1

2. Leia o Salmo 49. O que levou o salmista a ter tanta certeza de sua ressurreição final (Sl 49:15) em contraste com os que pereceram sem essa certeza (Sl 49:6-14)?

Salmo 49 (ARA)2: 1 Povos todos, escutai isto; dai ouvidos, moradores todos da terra, 2 tanto plebeus como os de fina estirpe, todos juntamente, ricos e pobres. 3 Os meus lábios falarão sabedoria, e o meu coração terá pensamentos judiciosos. 4 Inclinarei os ouvidos a uma parábola, decifrarei o meu enigma ao som da harpa. 5 Por que hei de eu temer nos dias da tribulação, quando me salteia a iniquidade dos que me perseguem, dos que confiam nos seus bens e na sua muita riqueza se gloriam? 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate(Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.), para que continue a viver perpetuamente e não veja a cova; 10 porquanto vê-se morrerem os sábios e perecerem tanto o estulto como o inepto, os quais deixam a outros as suas riquezas. 11 O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras. 12 Todavia, o homem não permanece em sua ostentação; é, antes, como os animais, que perecem. 13 Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem. 14 Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. 15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para si. 16 Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa; 17 pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará. 18 Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado, e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo, 19 irá ter com a geração de seus pais, os quais já não verão a luz. 20 O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem.”

O Salmo 49 fala sobre a falsa confiança dos tolos “que confiam nos seus bens e se gloriam na sua muita riqueza” (Sl 49:6), que “chegam a dar o seu próprio nome às suas terras” (Sl 49:11) e que vivem apenas para fazer o bem a si mesmos (Sl 49:18). Agem como se suas casas e sua própria glória durassem para sempre (Sl 49:11, 17).

Mas os tolos se esquecem de que sua honra desaparece e que eles perecem assim como os animais (Sl 49:12). “Como ovelhas, estão destinados à sepultura, e a morte lhes servirá de pastor. […] A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões” (Sl 49:14, NVI).

Conforme declarou Jó séculos antes: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei” (Jó 1:21; 1Tm 6:7). O salmista aponta que tanto o tolo quanto o sábio morrem, deixando “as suas riquezas para os outros” (Sl 49:10).

Mas há um contraste radical entre eles. De um lado estão os tolos que perecem, embora tentem encontrar segurança em suas próprias posses e realizações transitórias. Por outro lado, os sábios contemplam além da saga humana e da prisão da sepultura, a gloriosa recompensa que Deus tem reservado para eles (1Pe 1:4). Com essa percepção em mente, o salmista pôde dizer com confiança: “Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois Ele me tomará para Si” (Sl 49:15).

Compatível com a esperança do AT, essa declaração não sugere que no momento de sua morte a alma do salmista voaria imediatamente para o Céu. O salmista estava dizendo simplesmente que não permanecerá para sempre na sepultura, pois chegará o tempo em que Deus irá redimi-lo da morte e levá-lo às cortes celestiais.

Mais uma vez, a certeza da ressurreição futura é retratada, trazendo esperança, segurança e significado à existência presente. Portanto, os sábios receberão uma recompensa eterna mais gloriosa do que os tolos seriam capazes de reunir nesta vida curta.

De que maneira você tem percebido a tolice de confiar nas riquezas e realizações humanas? Manter os olhos na cruz pode nos proteger de cair nesse erro?

Segunda-feira, 17 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.