O sacrifício perfeito de Jesus

Lições da Bíblia1

3. Como o sacrifício de Jesus é descrito nestas passagens? Hb 7:27; 10:10

Hb 7:27 (ARA)2: “que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.”

Hb 10:10 (ARA)2: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.”

Os sacerdotes levitas – que tinham de ser “em maior número, porque a morte os [impedia] de continuar” (Hb 7:23) – são comparados a Jesus, que vive para sempre e tem um sacerdócio imutável (Hb 7:24, 25). Os sacerdotes levitas “todos os dias” (Hb 7:27) e “todos os anos” (Hb 9:25) ofereciam dons e sacrifícios “ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto” (Hb 9:9; 10:1-4).

Jesus, no entanto, ofereceu a Si mesmo “uma vez por todas”, “um único sacrifício” (Hb 10:10, 12-14) que purifica nossa consciência (Hb 9:14; 10:1-10) e aniquila o pecado (Hb 9:26). Seu sacrifício é superior ao de animais, pois Ele era o Filho de Deus (Hb 7:26-28), que cumpriu perfeitamente a vontade do Pai (Hb 10:5-10).

A descrição do sacrifício de Jesus como tendo ocorrido “uma vez por todas” tem várias implicações importantes.

Primeiro, Seu sacrifício é eficaz e nunca será superado. Os sacrifícios dos sacerdotes levitas eram repetidos porque não eram eficazes; caso contrário, “não teriam deixado de ser oferecidos? Porque os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados!” (Hb 10:2).

Em segundo lugar, os diferentes tipos de sacrifícios do AT se cumpriram na cruz. Jesus não apenas nos purifica do pecado (Hb 9:14), mas provê santificação (Hb 10:10-14) ao afastar o pecado de nós (Hb 9:26). Antes que os sacerdotes se aproximassem de Deus no santuário e ministrassem em favor de seus semelhantes, eles tinham que ser limpos e santificados, ou consagrados (Lv 8; 9). O sacrifício de Jesus nos limpa e nos consagra (Hb 10:10-14) para que possamos nos aproximar de Deus com confiança (Hb 10:19-23) e servi-Lo como “sacerdócio real” (Hb 9:14; 1Pe 2:9).

O sacrifício de Jesus também alimenta nossa vida espiritual; oferece um exemplo que precisamos seguir. Hebreus nos convida a fixar os olhos em Jesus, especialmente nos eventos da cruz, e seguir Sua liderança (Hb 12: 1-4; 13:12, 13).

A cruz é a base de todos os benefícios divinos: purificação do pecado, santificação para servir e alimento para crescer. Como desfrutar o que recebemos de Jesus Cristo?

Terça-feira, 22 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Diversos tipos de sacrifícios

Lições da Bíblia1

A morte de Jesus proporcionou perdão ou remissão de nossos pecados. Contudo, isso envolve muito mais do que o cancelamento da penalidade pela quebra da aliança. O sistema sacrifical israelita tinha cinco tipos diferentes de sacrifícios para expressar a riqueza do significado da cruz de Cristo.

2. Leia Efésios 3:14-19. Qual foi o pedido de Paulo em favor dos crentes?

Efésios 3:14-19 (ARA)2: “14 Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, 15 de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, 16 para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; 17 e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18 a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.”

O holocausto (ou oferta queimada) exigia que todo o animal fosse consumido no altar (Lv 1). Ele representava Jesus, cuja vida foi consumida por nós. Mesmo sendo igual a Deus, Jesus “Se esvaziou, assumindo a forma de Servo” (Fp 2:5-8).

A oferta de cereais demonstrava gratidão pela provisão divina do sustento para Seu povo (Lv 2). Também representava Jesus, “o pão da vida” (Jo 6:35, 48), por meio de Quem temos a vida eterna.

A oferta de sacrifício pacífico implicava uma refeição comunitária com amigos e família para celebrar o bem-estar (Lv 3). Representava Cristo, cujo sacrifício nos proporcionou paz (Is 53:5; Rm 5:1; Ef 2:14). Também enfatiza que devemos participar do sacrifício de Jesus comendo Sua carne e bebendo Seu sangue (Jo 6:51-56).

A oferta pelo pecado ou oferta de purificação provia expiação pelos pecados (Lv 4:1–5:13). Esse sacrifício enfatizava o papel do sangue do animal – que representava sua vida – para oferecer redenção dos pecados (Lv 17:11) e apontava para o sangue de Jesus, que nos redime dos nossos pecados (Mt 26:28; Rm 3:25; Hb 9:14).

A oferta pela culpa ou de reparação (Lv 5:14–6:7) proporcionava perdão nos casos em que a reparação ou restituição era possível. O perdão de Deus não nos livra da responsabilidade de reparar ou restituir, sempre que possível, a quem prejudicamos.

Os sacrifícios do santuário nos ensinam que a experiência da salvação é mais do que apenas aceitar Jesus como nosso Substituto. Também precisamos “alimentar-nos” Dele, compartilhar Seus benefícios com outros e reparar a quem prejudicamos.

Segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Por que os sacrifícios eram necessários?

Lições da Bíblia1

Hebreus 9:15 explica que a morte de Jesus como sacrifício teve o propósito de oferecer “remissão das transgressões que foram cometidas sob a primeira aliança”, a fim de que o povo de Deus pudesse receber “a promessa da herança eterna”.

No antigo Oriente Próximo, uma aliança entre duas pessoas ou nações era algo sério que envolvia uma troca de promessas sob juramento, e isso implicava a suposição de que os deuses puniriam os que quebrassem o voto. Muitas vezes essas alianças eram ratificadas por meio do sacrifício de um animal.

Por exemplo, quando Deus fez uma aliança com Abraão, a cerimônia envolveu o ato de cortar animais ao meio (Gn 15:6-21). As partes caminhariam entre os pedaços em reconhecimento de que aqueles animais representavam o destino de quem quebrasse a aliança. Somente Deus andou entre os animais, com o propósito de comunicar a Abraão que Ele não quebraria Sua promessa.

1. Compare Gênesis 15:6-21 e Jeremias 34:8-22. O que esses textos ensinam sobre a aliança?

Gênesis 15:6-21 (ARA)2: “6 Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra. 8 Perguntou-lhe Abrão: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la? 9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. 10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. 11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava. 12 Ao pôr do sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. 17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18 Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates: 19 o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20 o heteu, o ferezeu, os refains, 21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.”

Jeremias 34:8-22 (ARA)2: “8 Palavra que do Senhor veio a Jeremias, depois que o rei Zedequias fez aliança com todo o povo de Jerusalém, para lhes apregoar a liberdade: 9 que cada um despedisse forro o seu servo e cada um, a sua serva, hebreu ou hebreia, de maneira que ninguém retivesse como escravos hebreus, seus irmãos. 10 Todos os príncipes e todo o povo que haviam entrado na aliança obedeceram, despedindo forro cada um o seu servo e cada um a sua serva, de maneira que já não os retiveram como escravos; obedeceram e os despediram. 11 Mas depois se arrependeram, e fizeram voltar os servos e as servas que haviam despedido forros, e os sujeitaram por servos e por servas. 12 Veio, pois, a palavra do Senhor a Jeremias, da parte do Senhor, dizendo: 13 Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu fiz aliança com vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, da casa da servidão, dizendo: 14 Ao fim de sete anos, libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido a ti e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás forro; mas vossos pais não me obedeceram, nem inclinaram os seus ouvidos a mim. 15 Não há muito, havíeis voltado a fazer o que é reto perante mim, apregoando liberdade cada um ao seu próximo; e tínheis feito perante mim aliança, na casa que se chama pelo meu nome; 16 mudastes, porém, e profanastes o meu nome, fazendo voltar cada um o seu servo e cada um, a sua serva, os quais, deixados à vontade, já tínheis despedido forros, e os sujeitastes, para que fossem vossos servos e servas. 17 Portanto, assim diz o Senhor: Vós não me obedecestes, para apregoardes a liberdade, cada um a seu irmão e cada um ao seu próximo; pois eis que eu vos apregoo a liberdade, diz o Senhor, para a espada, para a peste e para a fome; farei que sejais um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra. 18 Farei aos homens que transgrediram a minha aliança e não cumpriram as palavras da aliança que fizeram perante mim como eles fizeram com o bezerro que dividiram em duas partes, passando eles pelo meio das duas porções; 19 os príncipes de Judá, os príncipes de Jerusalém, os oficiais, os sacerdotes e todo o povo da terra, os quais passaram por meio das porções do bezerro, 20 entregá-los-ei nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram a sua morte, e os cadáveres deles servirão de pasto às aves dos céus e aos animais da terra. 21 A Zedequias, rei de Judá, e a seus príncipes, entregá-los-ei nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram a sua morte, nas mãos do exército do rei da Babilônia, que já se retiraram de vós. 22 Eis que eu darei ordem, diz o Senhor, e os farei tornar a esta cidade, e pelejarão contra ela, tomá-la-ão e a queimarão; e as cidades de Judá porei em assolação, de sorte que ninguém habite nelas.”

A aliança com Deus deu a Israel acesso à terra prometida como herança. Envolvia, no entanto, um conjunto de mandamentos e a aspersão de sangue sobre um altar, o que apontava o destino da parte que quebrasse a aliança. Hebreus diz que “sem derramamento de sangue não há remissão” [dos pecados] (Hb 9:22).

Quando Israel quebrou a aliança, Deus enfrentou um dilema doloroso. A aliança exigia a morte dos transgressores, mas o Senhor amava Seu povo. Se Ele simplesmente desviasse o olhar ou Se recusasse a puni-los, Seus mandamentos seriam invalidados, e este mundo mergulharia no caos.

Porém, o Filho de Deus Se ofereceu como Substituto. Ele morreu em nosso lugar para que pudéssemos receber “a promessa da herança eterna” (Hb 9:15, 26; Rm 3:21-26). Isto é, Ele defenderia a santidade de Sua lei e, ao mesmo tempo, salvaria os que a violassem. Isso só poderia ser realizado por meio da cruz.

Por que a lei é tão central na mensagem do evangelho?

Domingo, 20 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, o sacrifício perfeito

Lições da Bíblia1

“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10:14).

A ideia de que um homem considerado culpado e executado na cruz fosse adorado como Deus era uma ofensa às pessoas da antiguidade. A referência escassa à cruz na literatura romana mostra a aversão a esse pensamento. A lei dos judeus declarava que o homem que fosse pendurado no madeiro era amaldiçoado por Deus (Dt 21:23).

Os primeiros temas encontrados nas pinturas de túmulos cristãos foram o pavão (que supostamente simbolizava a imortalidade), a pomba, a palma do atleta vitorioso e o peixe. Mais tarde, surgiram outros temas: a arca de Noé; Abraão sacrificando o carneiro em lugar de Isaque; Daniel na cova dos leões; Jonas sendo expelido pelo peixe; um pastor carregando um cordeiro; ou representações de milagres como a cura do paralítico e a ressurreição de Lázaro. Esses eram símbolos de salvação, vitória e cuidado. A cruz, por outro lado, transmitia uma sensação de derrota e vergonha. No entanto, ela se tornou o símbolo do cristianismo. Paulo chamou o evangelho de “palavra da cruz” (1Co 1:18).

Nesta semana, analisaremos a cruz no livro de Hebreus.

Sábado, 19 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Jesus, o Mediador da nova aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Se nosso coração for renovado à semelhança de Deus, se o amor divino estiver nele implantado, é claro que viveremos em obediência à lei de Deus. Quando o princípio do amor domina o coração, quando o ser humano é renovado segundo a imagem Daquele que o criou, a promessa do novo concerto é cumprida: ‘Porei no seu coração as Minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei’ (Hebreus 10:16). E se a lei estiver escrita no coração, claramente ela moldará a vida. A obediência – nosso serviço e compromisso de amor – é o verdadeiro sinal do discipulado. […] ‘Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade’ (1 João 2:4). Em vez de dispensar as pessoas da obediência, é a fé – e somente a fé – que nos torna participantes da graça de Cristo, capacitando-nos a obedecer. […]

“Quanto mais perto você estiver de Jesus, mais cheio de faltas se sentirá a seus próprios olhos, pois sua visão ficará mais clara, e suas imperfeições serão vistas em amplo e distinto contraste com a natureza perfeita de Cristo. Isso é prova de que os enganos de Satanás perderam seu poder, e que a influência vivificante do Espírito de Deus está despertando você.

“Quem não reconhece a própria pecaminosidade não consegue desenvolver um amor mais profundo por Jesus. A pessoa que é transformada pela graça de Cristo passará a admirar Seu caráter divino; mas o fato de não enxergar a própria deformidade moral é uma inequívoca evidência de que não tivemos uma visão da beleza e da excelência de Cristo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 60, 61, 64, 65).

Perguntas para consideração

1. Segundo Ellen G. White, quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais veremos os nossos pecados. Como evitar que nossos defeitos destruam nossa fé?

2. A lei está sendo escrita em nosso coração. O que isso significa? A compreensão e a prática dessa verdade ajudam a evitar o legalismo, as “obras mortas” (Hb 9:14)?

Sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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A nova aliança e o novo coração

Lições da Bíblia1

5. Compare as promessas da nova aliança em Jeremias 31:33 e Ezequiel 36:26, 27. Como elas se relacionam?

Jeremias 31:33 (ARA)2: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.”

Ezequiel 36:26, 27 (ARA)2: “26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. 27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.”

O primeiro documento da aliança foi escrito por Deus em tábuas de pedra e depositado na arca da aliança como testemunha (Êx 31:18; Dt 10:1-4). Documentos escritos em pedra, no entanto, podem ser quebrados; e pergaminhos podiam ser cortados e queimados (Jr 36:23).

Entretanto, Deus escreveria Sua lei no coração do povo. O coração se refere à mente, o órgão da memória e do entendimento (Jr 3:15; Dt 29:4), onde se tomam as decisões conscientes (Jr 3:10; 29:13).

Essa promessa não simplesmente garantiria a todos o acesso à lei e o conhecimento dela, mas também promoveria uma mudança no coração da nação. O problema de Israel era que seu pecado estava “escrito com um ponteiro de ferro e com ponta de diamante, gravado na tábua do seu coração” (Jr 17:1). O povo tinha um coração duro (Jr 13:10; 23:17); portanto, era-lhe impossível fazer o certo (Jr 13:23).

Jeremias não anunciou uma mudança na lei, pois o problema não era a lei, mas o coração. Deus queria que a fidelidade de Israel fosse uma resposta grata ao que o Senhor havia feito por ele; assim, deu-lhe os Dez Mandamentos com um prólogo histórico, expressando Seu amor e cuidado (Êx 20:1, 2). Deus queria que Israel obedecesse às Suas leis como um reconhecimento de que Ele queria seu bem, fato revelado na grande libertação do Egito. Sua obediência deveria ser uma expressão de gratidão, uma manifestação da realidade do relacionamento entre eles.

O mesmo é verdade para nós. O amor e o cuidado de Jesus em morrer por nós é o prólogo da nova aliança (Lc 22:20). A verdadeira obediência vem do coração como expressão de amor (Mt 22:34-40). Esse amor é a marca distintiva da presença do Espírito Santo na vida do crente. Deus derrama Seu amor sobre nós por meio de Seu Espírito (Rm 5:5), que é expresso em amor (Gl 5:22).

Se o antigo Israel devia amar a Deus, mesmo sem a compreensão da morte de Cristo, quanto mais nós devemos amá-Lo? Como a obediência manifesta a realidade desse amor?

Quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A nova aliança tem superiores promessas

Lições da Bíblia1

Podemos ser tentados a pensar que a nova aliança tenha “superiores promessas” no sentido de que apresenta recompensas maiores do que a antiga (uma pátria celestial, vida eterna, etc.). A verdade é que Deus ofereceu aos crentes do AT as mesmas recompensas que nos oferece (leia Hb 11:10, 13-16). Em Hebreus 8:6, as “superiores promessas” tratam de diferentes tipos de promessas.

A aliança entre Deus e Israel foi uma troca formal de promessas. Deus tomou a iniciativa de libertar Israel do Egito e prometeu conduzi-lo à terra prometida.

4. Compare Êxodo 24:1-8 e Hebreus 10:5-10. Quais são as semelhanças e diferenças entre essas duas promessas?

Êxodo 24:1-8 (ARA)2: “1 Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2 Só Moisés se chegará ao Senhor; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. 3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. 8 Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.”

Hebreus 10:5-10 (ARA)2: 5 Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; 6 não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. 7 Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. 8 Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), 9 então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.”

A aliança entre Deus e Israel foi ratificada com sangue, aspergido tanto sobre o altar, que representava Deus, quanto sobre as doze colunas, que representavam o povo. O povo de Israel prometeu obedecer a tudo o que o Senhor havia dito.

“A condição para a vida eterna ainda é a mesma que sempre foi: perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça, exatamente como era no Paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais. Se a vida eterna nos fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, a felicidade de todo o Universo estaria correndo perigo. Estaria aberto o caminho para que o pecado com toda a sua miséria se perpetuasse” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).

Deus satisfez as exigências da nova aliança, pois deu Seu próprio Filho para vir e viver uma vida perfeita a fim de que as promessas da aliança pudessem ser cumpridas Nele, e então oferecidas a nós, pela fé em Jesus. A obediência de Jesus garante as promessas da aliança (Hb 7:22). Ela requer que Deus dê a Ele Suas bênçãos, as quais então são concedidas a nós. Aqueles que estão “em Cristo” desfrutarão dessas promessas com Ele. Em segundo lugar, Deus nos dá Seu Espírito Santo para nos capacitar a cumprir Sua lei.

Cristo satisfez as exigências da aliança; portanto, o cumprimento das promessas de Deus para nós não é incerto. Como isso ajuda a entender o significado de 2 Coríntios 1:20-22? [“20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. 21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.”]

Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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A nova aliança tem um Mediador melhor

Lições da Bíblia1

Leia Hebreus 8:1-6. Por que Jesus é um Mediador melhor da aliança?

Hebreus 8:1-6 (ARA)2: “1 Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, 2 como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 3 Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 4 Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, 5 os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. 6 Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.”

O termo grego mesites (“mediador”) deriva de mesos (“meio”) e denota aquele que anda ou fica no meio. Esse termo técnico era usado para se referir a alguém que cumpria uma ou mais das seguintes funções: (1) árbitro entre duas ou mais partes; (2) negociador ou corretor de negócios; (3) testemunha no sentido legal da palavra; ou (4) fiador e, portanto, alguém que garantia a execução de um contrato.

“Mediador” é uma tradução muito restrita para mesites, pois focaliza apenas os dois ou três primeiros usos do termo grego. Entretanto, Hebreus enfatiza a quarta função. Jesus não é “mediador” no sentido de resolver uma contenda entre o Pai e os seres humanos nem um pacificador que reconcilia as partes descontentes, nem uma testemunha que certifica a existência de um contrato ou seu cumprimento. Em vez disso, Jesus é o Fiador da nova aliança (Hb 7:22). Em Hebreus, o termo “mediador” é equivalente a “fiador”. Ele garante que as promessas da aliança serão cumpridas.

A morte de Cristo satisfez as reivindicações da primeira aliança com Israel, que havia sido quebrada (Hb 9:15-22). Nesse sentido, Jesus é o Fiador que assumiu todas as obrigações legais violadas. Por outro lado, a exaltação do Filho no Céu garante que as promessas de Deus aos seres humanos serão cumpridas (Hb 6:19, 20). Ao ressuscitar Jesus e colocá-Lo à Sua direita, o Pai mostrou que nos ressuscitará e nos levará para Ele.

Jesus é um Mediador maior do que Moisés, pois ministra no santuário celestial e Se ofereceu como sacrifício perfeito por nós (Hb 8:1-5; 10:5-10). O rosto de Moisés refletia a glória de Deus (Êx 34:29-35), mas Jesus é a glória de Deus (Hb 1:3; Jo 1:14). Moisés falou com Deus face a face (Êx 33:11), porém Jesus é a Palavra de Deus (Hb 4:12, 13; Jo 1:1-3, 14).

Sim, Cristo atendeu às exigências de obediência da aliança. Diante disso, qual é o papel da obediência em nossa vida?

Terça-feira, 15 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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