Nova e renovada

Lições da Bíblia1

2. Compare Hebreus 8:10-12 com Deuteronômio 6:4-6, 30:11-14 e Jeremias 31:31-34. Qual é a natureza da nova aliança?

Hebreus 8:10-12 (ARA)2: “10 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11 E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. 12 Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

Deuteronômio 6:4-6 (ARA)2: “4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. 6 Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração;”

Deuteronômio 30:11-14 (ARA)2: “11 Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. 12 Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 13 Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 14 Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires.”

Jeremias 31:31-34 (ARA)2: “31 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

A promessa de uma nova aliança em Hebreus remete a Jeremias. De acordo com o profeta, a promessa divina de uma nova aliança foi, na verdade, uma renovação da aliança que Deus havia feito primeiro com Israel por meio de Moisés (Jr 31:31-34). Pode-se argumentar, então, que Jeremias 31 não estava estritamente falando de uma “nova” aliança, mas de uma “renovação” da original com Israel. A palavra hebraica para nova, hadashah, pode ter o sentido de “renovar” e de “totalmente nova”.

O problema com a antiga aliança foi que o povo a tinha quebrado (Hb 8:8, 9). A aliança não era defeituosa; as pessoas sim. Se Israel tivesse visto através dos símbolos a vinda do Messias e depositado fé Nele, a aliança não teria sido quebrada. No entanto, ao longo da história israelita houve muitos crentes pelos quais os propósitos da aliança se cumpriram e que tinham a lei no coração (Sl 37:31; 40:8; 119:11; Is 51:7).

Embora a nova aliança seja uma renovação da antiga, há um sentido em que ela é, de fato, nova. A promessa de Jeremias de uma “nova aliança” não previa simplesmente uma renovação das condições que existiam antes do exílio, que foram quebradas e renovadas várias vezes porque a nação havia caído constantemente em apostasia. E isso porque as pessoas simplesmente não estavam dispostas a cumprir sua parte na aliança com Deus (Jr 13:23).

Assim, Deus prometeu fazer uma “coisa nova” (Jr 31:22). A aliança não seria como a que o Senhor havia feito “com seus pais” (Jr 31:32). Por causa da infidelidade do povo, as promessas que Deus fez sob a aliança mosaica nunca foram cumpridas. Em virtude da garantia dada pelo Filho (Hb 7:22), Deus cumpriria os propósitos de Sua aliança. Deus não mudou Sua lei nem diminuiu Seus padrões; em vez disso, enviou Seu Filho como garantia (Hb 7:22; 6:18-20). É por isso que essa aliança não tem maldições, só bênçãos, pois Jesus a cumpriu com perfeição.

Leia 2 Timóteo 2:13 [“se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.”]. O que podemos aprender com a fidelidade de Deus ao Seu povo e aos Seus planos quando consideramos nosso relacionamento com os outros e nossos planos?

Segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A necessidade de uma nova aliança

Lições da Bíblia1

1. Leia Hebreus 7:11-19. Por que houve necessidade de uma nova aliança?

Hebreus 7:11-19 (ARA)2: “11 Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12 Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei. 13 Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar; 14 pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes. 15 E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote, 16 constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel. 17 Porquanto se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. 18 Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade 19 (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus.”

De acordo com Hebreus, o fato de Jesus ter sido nomeado Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque implicava que uma nova aliança havia sido inaugurada. A antiga foi dada com base no sacerdócio levítico (Hb 7:11). Os sacerdotes levitas atuavam como mediadores entre Deus e Israel, e a lei excluía qualquer outra pessoa desse ofício. O autor conclui, então, que uma mudança do sacerdócio implicaria uma mudança da lei do sacerdócio, bem como da aliança (Hb 7:12, 18, 19).

O problema com a aliança antiga era que ela não podia oferecer perfeição (Hb 7:11). Paulo estava falando sobre o sacerdócio levítico e seu ministério (sacrifícios, festas, etc.). Os sacrifícios de animais oferecidos nesse sistema não podiam oferecer purificação verdadeira e total do pecado, nem acesso a Deus (Hb 10:1-4; 9:13, 14; 10:19-23).

O fato de que uma nova aliança era necessária não significa que Deus tivesse sido injusto com Israel quando lhe deu a antiga. O ministério levítico e os serviços do tabernáculo foram projetados para protegê-los da idolatria e para apontar-lhes o futuro ministério de Jesus. Hebreus enfatiza que os sacrifícios eram “uma sombra dos bens vindouros” (Hb 10:1).

Ao encaminhar as pessoas a Jesus, os sacrifícios deviam ajudá-las a depositar esperança e fé no “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29; Is 53). Isso é o que Paulo aponta ao dizer que “a lei se tornou nosso guardião para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé” (Gl 3:24) ou que “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4).

Em outras palavras, mesmo os Dez Mandamentos, por melhores e perfeitos que sejam, não podem prover a salvação (Rm 3:20-28; 7:12-14). Eles apresentam um padrão perfeito de justiça, mas não oferecem justiça, assim como olhar-se no espelho pode mostrar as rugas da idade, porém não pode apagá-las. Para uma justiça perfeita, precisamos de Jesus como nosso Substituto.

Domingo, 13 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, o Mediador da nova aliança

Lições da Bíblia1

“Mas agora Jesus obteve um ministério tanto mais excelente, quanto é também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6).

Ao viver uma vida perfeita e morrer em nosso lugar, Jesus mediou uma aliança nova e superior entre nós e Deus. Por meio de Seu sacrifício na cruz, cancelou a pena de morte que nossas transgressões exigiam e tornou possível a nova aliança.

Em Hebreus 10:5-10, observamos que Jesus manifestou a obediência perfeita exigida pela aliança. A passagem faz alusão ao Salmo 40, que originalmente se refere ao desejo de Davi de render a Deus total obediência: “Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; a Tua lei está dentro do meu coração” (Sl 40:7-8). O salmo expressou a condição da aliança de Deus com Israel: obediência como um deleite e uma lei que estivesse escrita no coração (Dt 6:4-6). O que Davi poderia apenas desejar fazer, Jesus realizou.

O salmo expressou a condição da aliança de Deus com Israel: obediência como um deleite e uma lei que estivesse escrita no coração (Dt 6:4-6). O que Davi poderia apenas desejar fazer, Jesus realizou.

Sábado, 12 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Jesus, a Âncora da alma – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 539-545 (“João, o discípulo amado”); O Desejado de Todas as Nações, p. 716-722 (“Judas, o traidor”).

“A luta contra o eu é a maior de todas as batalhas. A renúncia ao eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer uma luta; mas a pessoa deve se submeter a Deus antes de ser renovada em santidade” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 43).

“João desejava ser semelhante a Jesus; e, sob a transformadora influência do amor de Cristo, tornou-se manso e humilde. O eu estava escondido em Jesus. Mais que todos os seus companheiros, João se rendeu ao poder dessa extraordinária vida. […]

“Foi o profundo amor de João por Cristo que o levou a desejar estar sempre ao Seu lado. O Salvador amava todos os Doze, mas o espírito de João era mais receptivo. Ele era mais jovem que os outros e, com a confiança de uma criança, abria o coração a Jesus. Assim, João desenvolveu maior afinidade por Cristo e, por meio dele, os mais profundos ensinos espirituais do Salvador foram transmitidos ao povo. […]

“Com adoração e amor, ele contemplou o Salvador até que se assemelhar a Cristo e se familiarizar com Ele se tornaram seu único desejo, e em seu caráter se refletiu o caráter de seu Mestre” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 544, 545).

Perguntas para consideração

1. A vida de João e de Judas são contrastantes. Jesus chamou João de Boanerges (“filho do trovão”). Os defeitos de Judas não eram mais sérios que os de João. Por que João foi transformado enquanto Judas pecou contra o Espírito Santo?

2. Jesus nos convida a tomar a cruz e segui-Lo. Existe diferença entre tomar a cruz e se submeter ao ultraje de outras pessoas?

3. Por que Deus exige a entrega total da vida a Ele? Qual é a relação entre o livre-arbítrio e a salvação?

Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Jesus, a Âncora da alma

Lições da Bíblia1

Paulo alcançou o ponto mais alto de sua advertência contra a apostasia e do encorajamento ao amor e à fé com uma bela exposição da segurança e certeza em Cristo.

5. Leia Hebreus 6:17-20. Como Deus garantiu Suas promessas?

Hebreus 6:17-20 (ARA)2: “17 Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, 18 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; 19 a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, 20 onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”

Deus garantiu Suas promessas para nós de várias maneiras. Primeiro, garantiu Sua promessa com um juramento (Hb 6:17). De acordo com as Escrituras, os juramentos de Deus a Abraão e Davi se tornaram a base fundamental da confiança no favor permanente do Senhor para com Israel. Quando Moisés procurou assegurar o perdão divino a Israel após a apostasia com o bezerro de ouro, ele se referiu ao juramento divino a Abraão (ver Êx 32:11-14; Gn 22:16-18). A força implícita de seu apelo foi que o juramento de Deus era irrevogável (Rm 9:4; 11:28, 29).

Da mesma forma, quando o salmista intercedeu diante de Deus por Israel, ele reivindicou o juramento divino a Davi. Deus disse: “Não violarei a Minha aliança, nem modificarei o que os Meus lábios prometeram. Uma vez jurei por Minha santidade que nunca mentiria a Davi. A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o Sol diante de Mim. Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha nos Céus” (Sl 89:34-37). De acordo com o NT, ambos os juramentos se cumpriram em Jesus, a semente de Abraão, que ascendeu e Se assentou no trono de Davi (Gl 3:13-16; Lc 1:31-33, 54, 55).

Em segundo lugar, Deus garantiu Suas promessas ao colocar Jesus à Sua direita. A ascensão de Jesus tem o propósito de confirmar a promessa feita aos crentes, pois ascendeu “como Precursor” em nosso favor (Hb 6:20). Assim, a ascensão nos revela a certeza da salvação. Deus conduziu o Filho à glória por meio do sofrimento da “morte por todos”, para que pudesse conduzir “muitos filhos à glória” (Hb 2:9, 10). A presença de Jesus diante do Pai é a “âncora da alma” (Hb 6:19), que foi presa ao trono de Deus. De quais outras garantias precisamos?

O que você sente ao imaginar que Deus fez um juramento a você? Esse pensamento o ajuda a ter certeza da salvação, mesmo quando você se sente indigno?

Quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Coisas melhores

Lições da Bíblia1

Após a forte e sincera advertência de Hebreus 6:4-8, Paulo expressou confiança de que os leitores não haviam se afastado do Filho, nem o fariam no futuro. Ele acreditava que seu público receberia a advertência e produziria os frutos adequados, como a “terra”, que é cultivada por Deus e produz os frutos que Ele espera. Eles receberiam a bênção divina (Hb 6:7), que é a “salvação” (Hb 6:9).

4. Leia Hebreus 6:9-12. Quais foram as boas atitudes que os crentes tiveram?

Hebreus 6:9-12 (ARA)2: “9 Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira. 10 Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos. 11 Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; 12 para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.”

Os crentes mostravam amor a Deus por meio do serviço aos santos. Essas não foram ações isoladas no passado, mas ações sustentadas que se estenderam. Atos excepcionais não revelam o verdadeiro caráter de alguém. A evidência mais importante de amor para com Deus não são atos “religiosos”, por assim dizer, mas atos de amor para com outros, especialmente aqueles que estão em desvantagem (Mt 10:42; 25:31-46). Paulo exortou os crentes a não se esquecerem de fazer o bem (Hb 13:2, 16).

Em Hebreus 6:12, ele advertiu contra se tornarem “preguiçosos”, característica de quem não amadureceu e que está em perigo de cair (Hb 5:11; 6:12). A esperança não é mantida viva por exercícios intelectuais de fé, mas pela fé expressa em atos de amor (Rm 13:8-10).

Paulo desejava que os leitores imitassem aqueles que, pela fé e paciência, herdaram as promessas. Ele já havia apresentado a geração do deserto como um exemplo negativo daqueles que, por falta de fé e perseverança, falharam em herdar o que lhes foi prometido. Em seguida, apresentou Abraão (Hb 6:13-15) como um exemplo de alguém que, “depois de esperar com paciência”, herdou as promessas. A lista de exemplos positivos é ampliada com os heróis da fé em Hebreus 11 e chega ao clímax em Hebreus 12 com Jesus como o maior exemplo de fé e paciência (Hb 12:1-4). Em Apocalipse 14:12, fé, paciência e observância dos mandamentos são características dos santos nos últimos dias.

Às vezes, temos que advertir pessoas que amamos. O que podemos aprender com o apóstolo a respeito de advertir e encorajar outros?

Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Já não resta sacrifício pelos pecados


Lições da Bíblia1

A advertência de Hebreus 6:4-6 é muito semelhante à encontrada em Hebreus 10:26-29. Paulo explicou que rejeitar o sacrifício de Jesus deixaria as pessoas sem nenhum meio para o perdão dos pecados, porque não há outra fonte de perdão além de Jesus Cristo (Hb 10:1-14).

Leia Hebreus 10:26-29. Como o autor descreve o pecado para o qual não há perdão?

Hebreus 10:26-29 (ARA)2: “26 Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; 27 pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. 28 Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. 29 De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”

O autor não disse que não haveria expiação por pecados cometidos após receber o conhecimento da verdade. Deus designou Jesus como nosso Advogado (1Jo 2:1). Por meio Dele temos o perdão dos pecados (1Jo 1:9). O pecado para o qual não há sacrifício ou expiação é pisar o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança e insultar o Espírito Santo (Hb 10:29). Revisemos o significado dessas expressões.

A expressão “pisou o Filho de Deus” (Hb 10:29) descreve a rejeição do governo de Jesus. O título “Filho de Deus” relembrava aos ouvintes que Deus colocou Jesus sentado à Sua direita e prometeu pôr os inimigos por “estrado” dos Seus pés (Hb 1:13; Hb 1:5-12, 14). Pisar Jesus implica que o apóstata trata Jesus como inimigo. No contexto do argumento da epístola (Hb 1:13), pode estar implícito que, no que diz respeito à vida do apóstata, Jesus foi tirado do trono (que agora é ocupado pelo próprio apóstata) e colocado no estrado. Isso é o que Lúcifer queria fazer no Céu (Is 14:12-14) e o que o “homem da iniquidade” tentaria fazer no futuro (2Ts 2:3, 4).

A expressão “profanou o sangue da aliança” refere-se à rejeição do sacrifício de Jesus (Hb 9:15-22), isto é, afirmar que o sangue de Jesus é desprovido de poder purificador.

A expressão “insultou o Espírito da graça” é muito poderosa. O termo grego enybrisas (“insulto”, “ultraje”) envolve manifestação de arrogância, que se refere à “insolência” ou ao “excesso de orgulho”. Esse termo está em forte contraste com a descrição do Espírito Santo como “o Espírito da graça”. Isso implica que o apóstata respondeu à oferta da graça de Deus com um insulto e que, por isso, está em uma posição insustentável. Ele rejeita Jesus, Seu sacrifício e o Espírito Santo.

Terça-feira, 08 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Impossível renová-los

Lições da Bíblia1

Compare Hebreus 6:4-6, Mateus 16:24, Romanos 6:6, Gálatas 2:20, 5:24 e 6:14. O que essa comparação sugere sobre o significado de crucificar Cristo?

Hebreus 6:4-6 (ARA)2: “4 É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, 5 e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, 6 e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.”

Mateus 16:24 (ARA)2: “24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”

Romanos 6:6 (ARA)2: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;”

Gálatas 2:20 (ARA)2: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

Gálatas 5:24 (ARA)2: “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.”

Gálatas 6:14 (ARA)2: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.”

O texto grego enfatiza a palavra “impossível”. É impossível para Deus restaurar aqueles que “caíram”, pois, “de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus” (Hb 6:6). Paulo enfatizou que não há outro meio de salvação exceto por Cristo (At 4:12). A salvação por qualquer outro meio é tão impossível quanto “que Deus minta” (Hb 6:18) ou agradar a Deus “sem fé” (Hb 11:6).

Crucificar novamente o Filho de Deus é uma expressão figurativa que busca descrever algo que acontece na relação pessoal entre Jesus e o crente.

Quando os líderes religiosos crucificaram Jesus, o fizeram porque Ele representava uma ameaça à sua supremacia e autonomia. Desejavam eliminá-Lo e destruir um inimigo poderoso e perigoso. O evangelho desafia a soberania e autodeterminação de uma pessoa no nível mais fundamental. A essência da vida cristã é tomar a cruz e negar a si mesmo (Mt 16:24). Isso significa crucificar “o mundo” (Gl 6:14), a “velha natureza” (Rm 6:6) e “a carne, com as suas paixões e os seus desejos” (Gl 5:24). O propósito da vida cristã é que soframos uma espécie de morte. A menos que experimentemos essa morte para o eu, não podemos receber a nova vida que Deus deseja nos dar (Rm 6:1-11).

A luta entre Jesus Cristo e o eu é uma batalha espiritual mantida até a morte (Rm 8:7, 8; Gl 5:17). É uma batalha difícil que não se ganha de uma vez. Essa passagem não se refere à pessoa que às vezes falha na batalha contra a “velha natureza” e a “carne”. Esse pecado se refere à pessoa que, após ter experimentado a salvação genuína e o que ela envolve (Hb 6:4, 5), decide que Jesus é uma ameaça ao tipo de vida que deseja ter e se dedica a matar seu relacionamento com Ele. Ou seja, enquanto a pessoa não escolher se afastar totalmente de Cristo, ainda há esperança de salvação.

O que significa morrer para “si mesmo” e tomar a “cruz”? O que é mais difícil para você entregar ao domínio de Cristo?

Segunda-feira, 07 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.