O novo e vivo caminho através do véu

Lições da Bíblia1

5. Leia Hebreus 10:19-22. Que convite há nessa passagem?

Hebreus 10:19-22 (ARA)2: “19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.”

O livro de Hebreus argumenta que Jesus entrou no santuário celestial e nos convida a seguir Sua liderança. Essa ideia concorda com a concepção antes apresentada de que Jesus é o “Precursor” dos crentes (Hb 2:10; 6:19, 20; 12:2). O “caminho novo e vivo” é a nova aliança que Jesus inaugurou com Seu sacrifício e ascensão. A expressão “novo e vivo” contrasta com a descrição da antiga aliança, como algo “antiquado e envelhecido” (Hb 8:13). É a nova aliança, aquela que providenciou o perdão dos pecados e colocou a lei em nosso coração, que possibilita nos aproximarmos de Deus com confiança, não por nosso mérito, mas apenas pelo que Jesus fez por nós, cumprindo todas as obrigações da aliança.

Hebreus indica que a inauguração da antiga aliança envolveu a inauguração do santuário e a consagração dos sacerdotes (Hb 9:18-21; compare com Êx 40; Lv 8; 9). Seu propósito era criar um relacionamento íntimo entre Deus e Seu povo (Êx 19:4-6). Quando Israel aceitou esse relacionamento, Deus imediatamente ordenou que um santuário fosse construído para que Ele pudesse viver entre eles. A inauguração do santuário e a presença de Deus entre Seu povo consumou a aliança.

Essa lógica serve para a nova aliança. Ela também implica a inauguração do ministério sacerdotal de Jesus em nosso favor (Hb 5:1-10; 7:1–8:13).

A ascensão de Jesus inaugurou uma nova era para o povo de Deus. Zacarias 3 menciona que Satanás estava na presença de Deus para acusar Seu povo, o qual era representado pelo sumo sacerdote Josué. Esse acusador é o mesmo que levantou questões sobre a lealdade de Jó (Jó 1; 2). Com o sacrifício de Jesus, Satanás foi expulso do Céu (Ap 12:7-12; compare com Jo 12:31; 16:11). Cristo é quem intercede por nós e, por meio do Seu sacrifício e Sua fidelidade, clama pela nossa salvação!

Que acusações Satanás poderia fazer contra você diante de Deus, se lhe fosse permitido? Embora ele seja um mentiroso, quanto ele teria que mentir sobre você para buscar sua condenação? Qual é a sua única esperança?

Quarta-feira, 02 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A necessidade de um véu

Lições da Bíblia1

Os véus têm função dupla. O termo que Hebreus usa para véu (katepetasma) pode se referir à cortina do átrio (Êx 38:18), à entrada da área externa do santuário (Êx 36:37), ou ao véu que separava o lugar santo do santo dos santos (Êx 26:31-35). Esses véus eram limites que apenas algumas pessoas podiam cruzar.

4. Leia Levítico 16:1, 2 e 10:1-3. Que advertência há nessas passagens?

Levítico 16:1, 2 (ARA)2: “1 Falou o Senhor a Moisés, depois que morreram os dois filhos de Arão, tendo chegado aqueles diante do Senhor. 2 Então, disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório.”

Levítico 10:1-3 (ARA)2: “1 Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. 2 Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. 3 E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.”

O véu era uma proteção para os sacerdotes enquanto ministravam diante de um Deus santo. Depois do pecado do bezerro de ouro, Deus disse a Moisés que não os acompanharia até a terra prometida para que não os consumisse, pois eram um “povo teimoso” (Êx 33:3). Assim, Moisés mudou a tenda do encontro para longe do arraial (Êx 33:7). No entanto, depois que Moisés intercedeu, Deus concordou em ir no meio deles (Êx 33:12-20), mas estabeleceu várias medidas para proteger o povo.

Por exemplo, Israel acampava em uma ordem estrita que formava um quadrado vazio no meio onde o tabernáculo era montado. Além disso, os levitas acampavam ao redor a fim de proteger o santuário e sua mobília da invasão de estranhos (Nm 1:51; 3:10). Eles eram, de fato, uma espécie de véu humano que protegia o povo de Israel: “Mas os levitas acamparão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não haja ira sobre a congregação dos filhos de Israel. Os levitas assumirão a tarefa de cuidar do tabernáculo do testemunho” (Nm 1:53).

Jesus, como nosso Sacerdote, também foi nosso véu. Por meio de Sua encarnação, Deus armou Seu tabernáculo entre nós e pudemos contemplar Sua glória (Jo 1:14-18). Ele tornou possível que um Deus santo vivesse entre um povo imperfeito.

Pense no que significa o Deus Criador habitar entre Seu povo, que era uma nação de escravos recém-libertados. O que isso ensina sobre quanto Deus está perto de nós?

Terça-feira, 01 de março de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Convite divino

Lições da Bíblia1

2. Como foi a experiência de Israel no Monte Sinai? Hb 12:18-21

Hb 12:18-21 (ARA)2: “18 Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 19 e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, 20 pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. 21 Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!”

Quando Deus chamou Israel do Egito, Seu plano era criar um relacionamento pessoal e íntimo com o povo. Ele disse: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4).

Por meio de Moisés, Deus deu as instruções necessárias para preparar o povo para se encontrar com Ele. O povo precisava se consagrar primeiro (Êx 19:10-15). Aqueles que subissem sem preparo morreriam. A instrução divina foi: “Quando soar longamente a trombeta” no terceiro dia, então “subirão o monte” (Êx 19:13). Ele queria que tivessem a experiência que Moisés e os líderes do povo teriam quando subissem o monte e vissem Deus e comessem e bebessem em Sua presença (Êx 24:9-11). O povo mais tarde reconheceu que tinha visto a glória de Deus e que era possível Deus falar “com as pessoas e [elas permanecerem] vivas” (Dt 5:24). Mas, quando chegou o momento, faltou fé. Moisés explicou anos depois: “Vocês ficaram com medo do fogo e não subiram o monte” (Dt 5:5). O povo pediu a Moisés que fosse seu intermediário (Dt 5:25-27, compare com Êx 20:18-21).

A manifestação da santidade divina no Monte Sinai teve como propósito ensinar o temor ou o respeito a Deus e também levar o povo a conhecer Sua misericórdia e fidelidade (Êx 34:4-8). O “temor do Senhor” conduz à vida, sabedoria e honra (Dt 4:10; compare com Sl 111:10; Pv 1:7; 9:10; 10:27). Contudo, enquanto Deus queria que Israel fosse até Ele, o povo ficou com medo. A descrição em Hebreus dos eventos no Sinai é acompanhada da falta de fé e apostasia do povo com o bezerro de ouro, e como temia encontrar-se com Deus por causa de seu pecado (Dt 9:19). A reação do povo não foi o plano de Deus, mas o resultado da falta de fé.

3. Por que o povo teve medo de se encontrar com Deus?

A. ( ) Porque o povo sabia que Deus iria destruí-los.
B. ( ) Porque lhes faltou fé.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Devemos ter medo de nos aproximar de Deus? Quais são as condições para fazê-lo?

Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus diante do Pai

Lições da Bíblia1

1. Leia Hebreus 9:24. De acordo com essa passagem, qual foi o propósito da ascensão de Jesus ao Céu?

Hebreus 9:24 (ARA): “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus;”

Deus instruiu Israel que os homens fossem três vezes ao ano a Jerusalém para “comparecer diante do Senhor” com uma oferta: na festa da Páscoa (festa dos pães sem fermento), na Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa dos Tabernáculos (Êx 23:14-17; Dt 16:16). A Páscoa celebrava a libertação de Israel do Egito. O Pentecostes celebrava a colheita da cevada e, na época do NT, estava associada à promulgação da lei no Sinai. A Festa dos Tabernáculos celebrava o cuidado de Deus com Israel durante a peregrinação no deserto.

Hebreus 9:24 descreve a ascensão de Jesus à presença do Pai. Ele chegou ao santuário celestial, “o verdadeiro”, para “comparecer” diante de Deus com um sacrifício superior (Hb 9:23, 24): Seu próprio sangue.

Jesus celebrou as festas com incrível precisão. Ele morreu no dia da preparação da Páscoa na hora nona, momento em que os cordeiros pascais eram sacrificados (Jo 19:14; Mt 27:45-50). Ressuscitou no terceiro dia e subiu ao Céu para receber a confirmação de que Seu sacrifício havia sido aceito (Jo 20:17; 1Co 15:20), quando o sacerdote deveria mover o feixe de cevada madura como as primícias da colheita (Lv 23:10-12). Então, Ele ascendeu 40 dias depois para sentar-Se à direita de Deus e inaugurar a nova aliança no dia de Pentecostes (At 1; 2).

O propósito da peregrinação até Jerusalém era apresentar-se diante da “face de Deus” (Sl 42:2). Isso significava experimentar o favor divino (Sl 17:15). Da mesma forma, a expressão hebraica “buscar a face de Deus” significava pedir auxílio divino (2Cr 7:14; Sl 27:8; 105:4). Em Hebreus esse é o sentido da ascensão de Jesus. Ele ascendeu a Deus com o sacrifício perfeito e como nosso Precursor (Hb 6:19, 20) tornou real a promessa para os crentes que peregrinam “procurando uma pátria”, desejando “uma pátria superior” e ansiosos “pela cidade […] da qual Deus é o Arquiteto e Construtor” (Hb 11:10, 13-16).

Por que a realidade do que Cristo fez, não apenas na cruz, mas o que Ele faz no Céu, nos dá a certeza da salvação?

Domingo, 27 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O caminho através do véu

Lições da Bíblia1

“Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro santuário, porém no próprio Céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb 9:24).

Quando os discípulos voltaram do Monte das Oliveiras, depois que Jesus ascendeu ao Céu, sentiram-se triunfantes e alegres. Seu Mestre e Amigo havia ascendido a uma posição de poder sobre o mundo e os havia convidado a se aproximarem de Deus em Seu nome com a confiança absoluta de que suas orações seriam atendidas (Jo 14:13, 14). Embora continuassem no mundo, atacados pelas forças do mal, sua esperança era forte. Eles sabiam que Jesus havia ascendido para preparar-lhes um lugar (Jo 14:1-3) e que era o Precursor de sua salvação, pois havia aberto um caminho para a pátria celestial por meio de Seu sangue.

A ascensão de Jesus ao Céu é central para a teologia de Hebreus. Ela marca o início do governo de Cristo e de Seu ministério sumo sacerdotal em nosso favor. Finalmente, e mais importante, Sua ascensão marca a inauguração da nova aliança, que provê os meios pelos quais podemos nos aproximar de Deus com ousadia mediante a fé, privilégio obtido por meio dos méritos de Cristo e de Sua justiça.

Sábado, 26 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Jesus, o sacrifício perfeito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 741-757 (“A Glória do Calvário”); p. 758-764 (“Está Consumado”).

Jiri Moskala explicou a natureza do juízo pré-advento. Deus “não irá exibir meus pecados como na vitrine de uma loja. Antes de tudo, irá apontar para Sua incrível graça transformadora e, diante do Universo, como a verdadeira Testemunha da minha vida, Ele explicará minha atitude, meus motivos, meu pensamento, minhas ações, minha orientação e direção de vida. Jesus testificará que cometi erros, transgredi Sua lei, mas me arrependi, pedi perdão e fui transformado por Sua graça. Ele proclamará: ‘Meu sangue é suficiente para o pecador Moskala, sua orientação de vida está em Mim, sua atitude em relação a Mim e às pessoas é calorosa e altruísta, ele é confiável, ele é Meu servo bom e fiel’” (Toward a Biblical Theology of God’s Judgment: A Celebration of the Cross in Seven Phases of Divine Universal Judgment, [Journal of the Adventist Theological Society 15, 2004], p. 155).

“Os seres remidos e os não caídos terão na cruz de Cristo seu estudo e seu cântico. Será visto que a glória que resplandece no rosto de Jesus Cristo é a glória do amor abnegado. À luz do Calvário, ficará evidente que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu, que o amor que ‘não procura os seus interesses’ (1Co 13:5) tem sua fonte no coração de Deus […]” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19, 20).

Perguntas para consideração

1. Há uma tendência de oferecer sacrifícios em troca de salvação (atos de penitência, serviço ou autoprivação). Como essas práticas devem ser vistas à luz do sacrifício de Jesus e do fato de que a cruz pôs fim a todos os sacrifícios (Dn 9:27; Hb 10:18)?

2. Qual é o papel do sacrifício do cristão? Jesus disse que precisamos tomar nossa cruz e segui-Lo (Mt 16:24); Paulo disse que devemos oferecer o corpo em “sacrifício vivo” (Rm 12:1). Qual é a relação entre essas instruções e Hebreus 13:15, 16?

Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O juízo e o caráter de Deus

Lições da Bíblia1

Leia Romanos 3:21-26; 1:16, 17 e 5:8. O que a redenção na cruz para o perdão dos nossos pecados revela sobre Deus?

Romanos 3:21-26 (ARA)2: “21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”

Romanos 1:16, 17 (ARA)2: “16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”

Romanos 5:8 (ARA)2: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”

O perdão dos pecados envolve duas fases na mediação de Jesus nos dois compartimentos do santuário celestial. Primeiro, Jesus removeu nossos pecados e os carregou na cruz a fim de oferecer perdão a todos que crerem Nele (At 2:38; 5:31). Ele também inaugurou uma nova aliança, que Lhe permite pôr a lei de Deus no coração dos crentes por meio do Espírito Santo (Hb 8:10-12; Ez 36:25-27).

A segunda fase desse ministério consiste em um juízo, o juízo pré-advento, que ainda estava no futuro do ponto de vista de Hebreus (Hb 2:1-4; 6:2; 9:27, 28; 10:25). Esse juízo se inicia com o povo de Deus e é descrito em Daniel 7:9-27, Mateus 22:1-14 e Apocalipse 14:7. Seu propósito é mostrar a justiça de Deus ao perdoar Seu povo. Nele, o registro da vida de cada um será aberto para o Universo. O Juiz mostrará o que aconteceu no coração dos crentes, como aceitaram Jesus como Salvador e Seu Espírito na vida.

Ao falar sobre esse juízo, Ellen G. White escreveu: “O homem não pode por si mesmo defender-se dessas acusações. Em suas vestes manchadas de pecado, confessando sua culpa, ei-lo perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta um eficaz rogo em favor de todos os que, mediante arrependimento e fé, confiaram a Ele a guarda de sua vida. Defende-lhes a causa e derrota seu acusador com os poderosos argumentos do Calvário. Sua perfeita obediência à lei de Deus, mesmo até à morte de cruz, conferiu-Lhe todo o poder no Céu e na Terra, e Ele pleiteia de Seu Pai misericórdia e reconciliação para o homem culpado. […] Mas, conquanto devamos reconhecer nosso estado pecaminoso, temos que confiar em Cristo como nossa justiça, nossa santificação e redenção. Não podemos contestar as acusações de Satanás contra nós. Cristo, unicamente, pode pleitear eficazmente em nosso favor. Ele é capaz de silenciar o acusador com argumentos fundamentados não em nossos méritos, mas nos Dele” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 450, 451).

Por que a cruz e o ministério de Jesus em nosso favor sugerem que olhemos para o juízo com confiança, mas com humildade e arrependimento?

Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A cruz e o custo do perdão

Lições da Bíblia1

4. O que é dito sobre a obra de Cristo no santuário celestial? Hb 9:22-28

Hb 9:22-28 (ARA)2: “22 Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. 23 Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. 24 Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; 25 nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. 26 Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. 27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, 28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

A ideia de que o santuário celestial precisava ser purificado fazia sentido no contexto do santuário do AT, que é um símbolo do governo divino (1Sm 4:4; 2Sm 6:2), e a maneira pela qual Deus lida com o pecado de Seu povo afeta a percepção da justiça de Seu governo (Sl 97:2). Sendo Governante, Deus é o Juiz de Seu povo e espera-se que Ele seja justo, vindicando os inocentes e condenando os culpados. Portanto, quando perdoa o pecador, Ele carrega a responsabilidade judicial. O santuário, que representa o caráter e o governo divinos, está contaminado, pois Deus carrega nossos pecados quando nos perdoa (Êx 34:7; Nm 14:17-19, a palavra hebraica original para “perdoar” [nose] nesses versos significa “carregar, suportar”).

O sistema de sacrifícios no santuário israelita ilustra esse ponto. Quando alguém buscava perdão, trazia um animal como sacrifício em seu favor, confessava seus pecados sobre ele e o abatia. O sangue era borrifado nas pontas do altar ou aspergido diante do véu do templo no primeiro compartimento. Desse modo, o pecado era simbolicamente transferido para o santuário. Deus carregava os pecados do povo.

No sistema israelita, a purificação ou expiação dos pecados ocorria em duas etapas. Durante o ano, pecadores arrependidos traziam sacrifícios para o santuário. Esses sacrifícios purificavam as pessoas de seus pecados e os transferiam para o santuário, para o próprio Deus. No fim do ano, no Dia da Expiação, que era o dia do juízo, Deus purificava o santuário, liberando Sua responsabilidade judicial ao transferir os pecados para o bode expiatório, Azazel, que representava Satanás (Lv 16:15-22).

Esse sistema de duas fases, representadas pelos dois compartimentos no santuário terrestre, modelo do santuário celestial (Êx 25:9; Hb 8:5), permitia que Deus mostrasse misericórdia e justiça ao mesmo tempo. Quem confessava os pecados durante o ano mostrava lealdade a Deus observando um descanso solene e afligindo-se no Dia da Expiação (Lv 16:29-31). Aqueles que não mostravam lealdade eram eliminados (Lv 23:27-32).

Pense no que você enfrentaria se tivesse que receber o castigo justo por seus pecados. Como isso o ajuda a entender o que Cristo fez por você?

Quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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