Ame o Senhor, seu Deus

Lições da Bíblia1

“Portanto, ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força” (Dt 6:5).

Para a religião judaica, uma das orações mais importantes está em Deuteronômio 6. É conhecida como “O Shema”, com base na primeira palavra hebraica da oração, da raiz, shama’, que significa “ouvir”, ou mesmo “obedecer” – palavra que aparece repetidamente em todo o Antigo Testamento.

A primeira linha do Shemá é assim: Shema Yísrael Adonai Elohenu Adonai echad, que significa: “Escute, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!” (Dt 6:4). Muitas vezes, quando os judeus fazem essa oração, eles cobrem os olhos. A ideia é não deixar que nada os distraia de pensar em Deus. Essa primeira linha do Shemá é considerada uma afirmação da natureza monoteísta de Adonai Elohenu, “o Senhor nosso Deus”, e a lealdade de Israel apenas a Ele e a nenhum outro “deus”. Também pode ser lido como “O Senhor é nosso Deus”.

Essa frase é parte do primeiro discurso que Moisés fez aos filhos de Israel quando estavam prestes a entrar na terra prometida. O que se segue a essa frase de abertura é uma expressão poderosa da verdade que permanece tão crucial no presente quanto outrora.

Sábado, 16 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Aliança eterna – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós apenas ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, foi o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é o Autor e Consumador da nossa fé” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1199).

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da humanidade. Esse compromisso foi cumprido por Jesus. Quando sobre a cruz Ele soltou o brado: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30), estava Se dirigindo ao Pai. O pacto foi plenamente satisfeito. E agora Ele declarou: ‘Pai, está consumado! Fiz, ó Meu Deus, a Tua vontade. Concluí a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, ‘a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste’” (Jo 17:24; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 834).

Perguntas para consideração

1. Antes da fundação do mundo, “o Pai e o Filho Se uniram em aliança” para nos redimir, caso o ser humano caísse. Isso nos encoraja? Quanto Deus deseja nossa salvação?

2. Como podemos cumprir o papel que os antigos israelitas deveriam ter cumprido em seu tempo? Como evitar os erros que eles cometeram?

3. Por que as promessas do evangelho são centrais para a nova aliança? Quais textos bíblicos mostram que a lei não foi abolida no contexto da nova aliança?

Sexta-feira, 15 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Aliança eterna – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós apenas ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, foi o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é o Autor e Consumador da nossa fé” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1199).

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da humanidade. Esse compromisso foi cumprido por Jesus. Quando sobre a cruz Ele soltou o brado: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30), estava Se dirigindo ao Pai. O pacto foi plenamente satisfeito. E agora Ele declarou: ‘Pai, está consumado! Fiz, ó Meu Deus, a Tua vontade. Concluí a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, ‘a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste’” (Jo 17:24; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 834).

Perguntas para consideração

1. Antes da fundação do mundo, “o Pai e o Filho Se uniram em aliança” para nos redimir, caso o ser humano caísse. Isso nos encoraja? Quanto Deus deseja nossa salvação?

2. Como podemos cumprir o papel que os antigos israelitas deveriam ter cumprido em seu tempo? Como evitar os erros que eles cometeram?

3. Por que as promessas do evangelho são centrais para a nova aliança? Quais textos bíblicos mostram que a lei não foi abolida no contexto da nova aliança?

Sexta-feira, 15 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

Outras imagens

Lições da Bíblia1

Pesquisas bíblicas há muito tempo reconheceram as semelhanças entre a aliança de Israel com Deus e outras alianças entre reinos. Esse paralelo não deve surpreender. O Senhor trabalhava com Seu povo em um contexto que ele pudesse entender.

Ao mesmo tempo, a ideia de uma aliança, um acordo legal entre duas partes, com regras, estipulações e regulamentos, pode parecer muito fria e formal. Embora esse elemento deva realmente existir (Deus é o Legislador), não é amplo o suficiente para abranger a profundidade e a amplitude do tipo de relacionamento que Deus desejava ter com Seu povo. Consequentemente, outras imagens são usadas em Deuteronômio para ajudar a retratar a mesma ideia da aliança entre Deus e Israel, apenas para dar-lhe dimensões adicionais.

7. Leia Deuteronômio 8:5; 14:1; 32:6, 18-20. Que tipo de imagem é usada, e como isso pode ajudar a revelar o relacionamento que Deus deseja ter com Seu povo?

Deuteronômio 8:5 (ARA)2: “Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor, teu Deus.”

Deuteronômio 14:1 (ARA)2: “Filhos sois do Senhor, vosso Deus; não vos dareis golpes, nem sobre a testa fareis calva por causa de algum morto.”

Deuteronômio 32:6, 18-20 (ARA)2: “6 É assim que recompensas ao Senhor, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai, que te adquiriu, te fez e te estabeleceu? […] 18 Olvidaste a Rocha que te gerou; e te esqueceste do Deus que te deu o ser. 19 Viu isto o Senhor e os desprezou, por causa da provocação de seus filhos e suas filhas; 20 e disse: Esconderei deles o rosto, verei qual será o seu fim; porque são raça de perversidade, filhos em quem não há lealdade.”

8. Leia Deuteronômio 4:20 e 32:9. Que outra imagem é usada e como também ajuda a revelar o tipo de relacionamento que Deus deseja ter com Seu povo?

Deuteronômio 4:20 (ARA)2: “Mas o Senhor vos tomou e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, para que lhe sejais povo de herança, como hoje se vê.”

Deuteronômio 32:9 (ARA)2: “Porque a porção do Senhor é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.”

Em cada caso, existe a ideia de família, que deveria ser o vínculo mais próximo, estreito e amoroso. Deus sempre quis ter esse tipo de relacionamento com Seu povo. Embora esse povo tenha rejeitado Jesus, depois de ressuscitar Ele disse às mulheres: “Não tenham medo! Vão dizer aos Meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá eles Me verão” (Mt 28:10). Mesmo como o Cristo ressurreto, Ele Se referiu aos discípulos como Seus irmãos, dando assim exemplo de amor e graça que fluem para aqueles que não merecem. É essencialmente assim que o relacionamento entre Deus e a humanidade sempre foi: graça e amor aos indignos.

Como aprofundar nosso vínculo com Deus, de modo a amar o Senhor e compreender o dever de obedecer à lei? Essas duas ideias são contraditórias ou se complementam?

Quinta-feira, 14 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Seu povo especial

Lições da Bíblia1

Para nós, é difícil entender como era o mundo na época em que Israel vagava pelo deserto. Se impérios surgiram e desapareceram, restando apenas ruínas (ou nem isso), o que podemos saber das muitas nações pagãs menores que viviam na região de Israel?

Não muito, mas sabemos de uma coisa: essas pessoas estavam mergulhadas no paganismo, politeísmo e algumas práticas totalmente degradantes, que incluíam o sacrifício de crianças. Tente imaginar quão degradante e maligna seriam uma cultura e uma religião que faziam isso com seus próprios filhos, e em nome de algum deus!

Não é de admirar que, repetidamente, em toda a história do antigo Israel, o Senhor advertiu Seu povo contra as práticas das nações ao redor. “Quando vocês entrarem na terra que o Senhor, seu Deus, lhes der, não aprendam os costumes abomináveis daqueles povos” (Dt 18:9).

Foi por isso que o Senhor chamou essa nação para um propósito especial. Por ter entrado em aliança com Ele, deveria ser um povo diferente, uma testemunha ao mundo Daquele que criou o céu e a Terra – o único Deus.

6. Leia Deuteronômio 26:16-19. Como a relação de aliança entre Deus e Israel foi resumida nesses versos? Como sua fidelidade à aliança deveria ser manifestada no tipo de povo que precisariam ser? Que lições podemos tirar disso?

Deuteronômio 26:16-19 (ARA)2: “16 Hoje, o Senhor, teu Deus, te manda cumprir estes estatutos e juízos; guarda-os, pois, e cumpre-os de todo o teu coração e de toda a tua alma. 17 Hoje, fizeste o Senhor declarar que te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz. 18 E o Senhor, hoje, te fez dizer que lhe serás por povo seu próprio, como te disse, e que guardarás todos os seus mandamentos. 19 Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez e para que sejas povo santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito.

É extraordinário que Moisés tenha iniciado esses versos com a palavra “hoje”, indicando que naquele instante Deus lhes ordenava que fizessem daquela forma (ele repete a ideia no v. 17). É como se dissesse que deviam se comprometer naquele momento, novamente, a ser fiéis, santos e especiais, razão central de sua existência como a nação da aliança. Eles eram a única nação que conhecia o Deus verdadeiro, a verdade sobre esse Deus e a maneira de viver segundo Sua vontade. Não apenas tinham a “verdade presente”, mas deveriam incorporar essa verdade até que Jesus, a Verdade em Pessoa (Jo 14:6), viesse e confirmasse a aliança.

Por que a ideia de se comprometer “hoje” com Deus e com os requisitos de Sua aliança é relevante até mesmo para nós?

Quarta-feira, 13 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O livro da aliança

Lições da Bíblia1

Embora a ideia de aliança (berit, em hebraico) para descrever o relacionamento de Deus com Seu povo esteja presente em toda a Bíblia, a palavra aparece com tanta frequência em Deuteronômio que esse livro foi chamado de “O Livro da Aliança”.

4. Veja Deuteronômio 5:1-21. O que acontece nessa passagem que ajuda a mostrar o quanto a ideia de aliança (berit) é central nesse livro?

Deuteronômio 5:1-21 (ARA)2: “1 Chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. 2 O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos. 4 Face a face falou o Senhor conosco, no monte, do meio do fogo 5 (Nesse tempo, eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte.), dizendo: 6 Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão. 7 Não terás outros deuses diante de mim. 8 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; 9 não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, 10 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.11 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 12 Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; 15 porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. 16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. 17 Não matarás. 18 Não adulterarás. 19 Não furtarás. 20 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 21 Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Não muito depois que os filhos de Israel foram resgatados do Egito, Deus estabeleceu a aliança com eles, no Sinai, quando estavam prestes a entrar na terra prometida. Então, após um desvio de 40 anos, novamente antes de tomarem posse da terra, parte central da promessa da aliança (ver Gn 12:7; Êx 12:25), o Senhor outra vez lhes deu, por meio do porta-voz Moisés, os Dez Mandamentos, considerando-os como uma maneira de enfatizar quão importante era que os israelitas renovassem seu compromisso.

O Senhor cumpriria Suas promessas da aliança; porém, eles deviam cumprir sua parte no acordo: “Então Ele anunciou a Sua aliança, que ordenou a vocês, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4:13). Ele fez isso no Sinai, e fez em Moabe, antes de tomarem a terra prometida a eles e aos patriarcas séculos antes, uma manifestação da “aliança eterna” que precedeu a existência do mundo.

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da humanidade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 834).

5. Leia Deuteronômio 5:3. Como podemos interpretar essa passagem?

Deuteronômio 5:3 (ARA)2: “Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”

O que Moisés estava dizendo? É provável que estivesse enfatizando o fato de que seus pais haviam morrido, e as maravilhosas promessas da aliança feitas aos pais estavam sendo passadas agora para eles. Pode ser que essa tenha sido a maneira de Moisés fazê-los saber que não deveriam falhar, como a geração anterior. As promessas (e obrigações) eram deles, que estavam vivos.

Terça-feira, 12 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança e Israel

Lições da Bíblia1

2. “Não é por causa da justiça de vocês, nem por causa da retidão do seu coração que vocês entrarão para possuir a terra dessas nações, mas o Senhor, o seu Deus, as expulsará de diante de vocês por causa da maldade delas e também para confirmar a palavra que o Senhor, o Seu Deus, jurou aos seus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt 9:5; ver também Dt 9:27). Como a realidade das promessas da aliança se manifesta nesse verso?

Dt 9:27 (ARA)2: “Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Jacó; não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua maldade, nem para o seu pecado,”

Nesse texto também aparece a aliança da graça: Deus trabalhou por eles – apesar dos erros constantes (e é assim que o evangelho opera no presente também). E foi por causa da promessa feita aos pais que a graça divina foi dada às gerações futuras.

No tratamento de Moisés com o povo, a quem as promessas da aliança foram dadas como um todo, ele com frequência se referia às promessas feitas aos patriarcas.

3. Leia Êxodo 2:24; 6:8; Levítico 26:42. Como atuam as promessas da aliança?

Êxodo 2:24 (ARA)2: “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó.”

Êxodo 6:8 (ARA)2: “E vos levarei à terra a qual jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei como possessão. Eu sou o Senhor.”

Levítico 26:42 (ARA)2: “então, me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei.

O êxodo do Egito, grande símbolo da divina graça salvífica, também teve sua base na aliança que o Senhor havia feito com os patriarcas. Ou seja, mesmo antes que os beneficiários da aliança tivessem nascido, as promessas foram feitas em favor deles. Sem nenhum mérito próprio (para dizer o mínimo), receberam a libertação prometida.

E ainda mais: eles foram do Egito para onde? Sim, para o Sinai, onde a aliança com eles foi “oficialmente” estabelecida (Êx 20). O ponto central dessa aliança era o evangelho e a lei, os Dez Mandamentos, aos quais foram chamados a obedecer, uma manifestação de seu relacionamento com o Senhor, que já os redimira (isso é o evangelho). Portanto, repetidas vezes em Deuteronômio, eles foram chamados a obedecer a essa lei como sua parte na aliança, confirmada no Sinai.

Que papel a lei desempenha na vida dos que foram salvos pela graça, e por que essa lei é tão crucial para nossa experiência com Deus?

Segunda-feira, 11 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança e o evangelho

Lições da Bíblia1

Na Bíblia, a aliança e o evangelho aparecem juntos. Embora a ideia de aliança existisse antes da nação de Israel (por exemplo, a aliança com Noé) e a promessa da aliança tenha sido feita antes do surgimento dessa nação, o pacto foi expresso de forma notável por meio da interação de Deus com Seu povo, começando com os patriarcas.

Desde o início, a verdade central da aliança foi o evangelho: a salvação somente pela graça mediante a fé.

1. Leia Gênesis 12:1-3; 15:5-18; Romanos 4:1-5. Qual foi a promessa da aliança feita a Abrão (depois chamado Abraão)? Como o evangelho é revelado nela?

Gênesis 12:1-3 (ARA)2: “1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Gênesis 15:5-18 (ARA)2: “5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6 Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.Perguntou-lhe Abrão: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la?Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. 10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. 11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava. 12 Ao pôr do sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. 17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18 Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates:

Romanos 4:1-5 (ARA)2: “1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus.Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.

Abraão creu em Deus, nas Suas promessas e, por isso, foi justificado diante do Senhor. Porém, isso não foi uma graça barata: Abraão procurou manter sua parte na aliança pela obediência, como visto em Gênesis 22, no Monte Moriá, embora “a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Rm 4:5). Por essa razão, séculos depois, Paulo usou Abraão como exemplo do que é viver pelas promessas da aliança de Deus ao povo.

Esse tema ecoa por toda a Bíblia. Paulo citou em Gálatas 3:6 a passagem sobre a fé que Abraão teve e que lhe foi atribuída “para justiça” (Gn 15:6) e que remete à primeira promessa feita ao patriarca sobre todas as nações serem abençoadas nele (Gl 3:8, 9). As promessas da aliança são feitas a todos, judeus e gentios, “os que têm fé” (Gl 3:7) e, assim, são justificados pela fé sem as obras da lei – por mais que sejam obrigados, por causa da aliança, a obedecer à lei.

Mesmo quando Jeremias falou sobre a nova aliança, ele o fez no contexto da lei: “Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente lhes imprimirei as Minhas leis, também no seu coração as inscreverei; Eu serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo” (Jr 31:33), refletindo uma linguagem que remonta ao livro de Levítico: “Andarei entre vocês e serei o seu Deus, e vocês serão o Meu povo” (Lv 26:12).

Como a ideia de lei e evangelho juntos se ajusta perfeitamente às três mensagens angélicas de Apocalipse 14, a mensagem de advertência final de Deus ao mundo?

Domingo, 10 de outubro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.