Seus mortos viverão

Lições da Bíblia1

4. Que contraste há entre os que perecerão para sempre (Is 26:14; Ml 4:1) e os que receberão a vida eterna (Is 26:19)?

Is 26:14 (ARA)2: “Mortos não tornarão a viver, sombras não ressuscitam; por isso, os castigaste, e destruíste, e lhes fizeste perecer toda a memória.

Ml 4:1 (ARA)2: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.

Is 26:19 (ARA)2: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.

Isaías apresenta um contraste importante entre a majestade de Deus e nossa fragilidade (ver Is 40). Embora sejamos como a erva que seca e as flores que caem, a palavra de Deus permanece para sempre (Is 40:6-8). Contudo, apesar de nossa pecaminosidade humana, a graça salvífica de Deus está disponível para todos os seres humanos e se torna efetiva até mesmo para os gentios que abraçam Sua aliança e guardam o sábado (Is 56).

No livro de Isaías, a esperança da ressurreição é ampliada de forma significativa. Enquanto as alusões anteriores à ressurreição foram expressas especialmente a partir de perspectivas pessoais (Jó 19:25-27; Sl 49:15; 71:20), Isaías fala dela incluindo a si mesmo e a comunidade da aliança (Is 26:19).

Isaías 26 contrapõe o destino distinto dos ímpios e o dos justos. Por um lado, os ímpios permanecerão mortos após a “segunda morte” (Ap 21:8) e jamais serão trazidos à vida novamente. Eles serão completamente destruídos, e toda a sua memória perecerá para sempre (Is 26:14). Essa passagem enfatiza o ensinamento de que não há almas nem espíritos sobreviventes que permanecem vivos após a morte. Sobre a destruição final dos ímpios, que acontece depois, o Senhor declarou em outro lugar que os ímpios serão queimados, e não lhes restarão “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1).

Por outro lado, os justos serão ressuscitados para receber a recompensa. Deus “tragará a morte para sempre” e “enxugará as lágrimas de todos os rostos” (Is 25:8). “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão. Despertem e cantem de alegria, vocês que habitam no pó, porque o Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho da vida, e a terra dará à luz os seus mortos” (Is 26:19). Os justos participarão do banquete que o Senhor preparará para todos (Is 25:6). A ressurreição reunirá os justos de todas as eras, incluindo seus entes queridos que morreram em Cristo.

Imagine se pensássemos que a morte é o fim de tudo, e que os nossos conhecidos partissem e se tornassem como se nunca tivessem existido e sentíssemos como se a vida não tivesse significado. Em contraste, qual é a nossa esperança?

Quarta-feira, 19 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Das profundezas da terra

Lições da Bíblia1

3. Leia o Salmo 71. O que o salmista quis dizer quando pediu a Deus que o tirasse de novo “das profundezas da terra” (Sl 71:20)?

Salmo 71 (ARA)2: “1 Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado. 2 Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me. 3 Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4 Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.  5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 6 Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. 7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio. 8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 9 Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 10 Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos, 11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. 12 Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me. 13 Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim. 14 Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais. 15 A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número. 16 Sinto-me na força do Senhor Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente. 17 Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas. 18 Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder. 19 Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti? 20 Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra. 21 Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente. 22 Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel. 23 Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste. 24 Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.”

No Salmo 49 encontramos uma expressão tocante de esperança na ressurreição, em contraste com a falsa certeza do tolo que confiou em sua riqueza. No Salmo 71, o salmista buscou segurança e esperança em Deus enquanto estava cercado por inimigos e falsos acusadores que diziam que o Senhor o havia abandonado (Sl 71:10, 11).

Em meio às provações, o salmista encontrou consolo e segurança ao relembrar como Deus tinha cuidado dele no passado. Primeiro, observou que Ele o havia sustentado desde o nascimento e até mesmo o tirou do ventre de sua mãe (Sl 71:6). Então, reconheceu que o Senhor o havia ensinado desde sua juventude (Sl 71:17).

Com a certeza de que Deus era sua rocha e fortaleza, o salmista suplicou: “Sê Tu para mim uma rocha habitável, em que eu sempre possa me refugiar”. “Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares”. “Ó Deus, não Te ausentes de mim; Deus meu, apressa-Te em me socorrer!” Então, ele acrescentou: “Tu, que me fizeste passar muitas e duras tribulações, restaurarás a minha vida, e das profundezas da terra de novo me farás subir” (Sl 71:3, 9, 12, 20, NVI).

A expressão “das profundezas da terra” poderia ser entendida literalmente como uma alusão à futura ressurreição física do salmista. Mas o contexto parece favorecer uma descrição metafórica da condição de profunda depressão do salmista como se a terra o estivesse engolindo (compare com o Sl 88:6 e 130:1). Portanto, podemos dizer que se trata, “em primeiro plano, de linguagem figurada, mas também aponta para a ressurreição física” (Bíblia de Estudo Andrews, nota sobre o Sl 71:20).

No final, o que importa é compreendermos que, seja qual for a situação, Deus está lá, Ele Se importa e, no fim das contas, nossa esperança não se encontra nesta vida, mas na vida futura – a vida eterna que teremos em Jesus após a nossa ressurreição, por ocasião de Seu retorno.

Todos nós já passamos por momentos terríveis de desânimo. No entanto, manter o foco no modo pelo qual o Senhor atuou em nossa vida no passado pode ajudar-nos a seguir em frente, com fé e confiança, nos momentos em que Ele parecer distante?

Terça-feira, 18 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Verei a Deus

Lições da Bíblia1

1. Leia Jó 19:25-27 e compare com João 1:18 e 1 Timóteo 6:16. Quando e em que circunstâncias Jó esperava “ver a Deus”?

Jó 19:25-27 (ARA)2: “25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.  26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. 27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.”

João 1:18 (ARA)2: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”

1 Timóteo 6:16 (ARA)2: “o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”

A vida não é justa. Observamos isso especialmente quando vemos o “bom” sofrendo e o “injusto” prosperando (Sl 73:12-17; Ml 3:14-18). Por exemplo, Jó era “íntegro e reto”, “temia a Deus e se desviava do mal” (Jó 1:1). Mesmo assim, Deus permitiu que Satanás o afligisse de várias maneiras. No aspecto físico, seu corpo foi devastado por uma doença dolorosa (Jó 2:1-8). No aspecto material, ele perdeu seus rebanhos (Jó 1:13-17). No tocante à sua família e aos de sua casa, perdeu alguns de seus servos e até mesmo os próprios filhos (Jó 1:16, 18). E, no aspecto emocional, estava cercado de amigos que o acusavam de ser um pecador impenitente que merecia o que estava enfrentando (Jó 4:1–5:27; 8:1-22; 11:1-20, etc.). A sua própria esposa declarou: “Você ainda conserva a sua integridade? Amaldiçoe a Deus e morra!” (Jó 2:9).

Jó não sabia que havia se tornado o epicentro de uma luta cósmica entre Deus e Satanás. Afligido por essa luta, lamentou o próprio nascimento e desejou nunca ter nascido (Jó 3:1-26). No entanto, expressou sua fidelidade incondicional a Deus: “Ainda que Ele me mate, Nele esperarei” (Jó 13:15, ARC). Mesmo imaginando que sua vida teria fim, ele manteve a certeza de que a morte não teria a palavra final. Com forte convicção, afirmou que, embora morresse, seu Redentor um dia Se levantaria, e ele veria a Deus em sua carne (Jó 19:25-27). “Este é um vislumbre inequívoco da ressurreição” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 617).

Que esperança gloriosa em meio a uma tragédia dessa! Cercado pela doença e dor, pelo colapso econômico, pela reprovação social e pelo abalo emocional, Jó ainda podia ansiar pelo dia em que ressuscitaria dos mortos e contemplaria seu amado Redentor. Na verdade, sua declaração sobre a ressurreição estava repleta da mesma certeza com que, séculos mais tarde, Marta disse a Jesus: “Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (Jo 11:24). Jó, como Marta, teve que reivindicar essa promessa pela fé, embora, diferentemente de Jó, Marta logo tenha recebido poderosa evidência empírica de sua crença.

Como podemos aprender a confiar em Deus mesmo em meio às injustiças da vida?

Domingo, 16 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O poder da ressurreição

Lições da Bíblia1

A ressurreição aborda o problema da incapacidade humana. Ao pensarmos sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus, com frequência refletimos sobre como a morte de Cristo nos tornou legalmente justos diante de Deus. E isso, claro, é verdade.

No entanto, a ressurreição acrescenta uma dimensão específica à salvação. Ela é significativa não apenas porque nos mostra que um dia também seremos ressuscitados. Esse evento colocou Jesus à direita do Pai em uma posição de poder e autoridade, e Deus nos disponibiliza esse mesmo poder!

3. Em Efésios 1:18-23, Paulo falou sobre o poder de Deus. O que esses versos nos ensinam sobre o poder da ressurreição? Que esperança e promessas há nesses versos?

Efésios 1:18-23 (ARA)2: “18 iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19 e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; 20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

Paulo orava para que os efésios entendessem alguns conceitos que só podem ser entendidos corretamente com a ajuda divina: (1) existe esperança de transformação e um futuro eterno para o qual Jesus nos chamou; (2) há um poder que foi manifestado em nosso favor.

Paulo tentou descrever esse poder disponível para nós, e que é o mesmo que ressuscitou Jesus não apenas de volta à vida, mas para o lugar de poder à direita do Pai.

A ressurreição não deu a Jesus nenhum tipo de poder, mas a autoridade de governar e oferecer tudo o que Seu povo pudesse precisar – por toda a eternidade!

4. Faça uma lista das áreas de sua vida para as quais você precisa do poder do Jesus ressurreto. Ore para que esse poder atue. Ao mesmo tempo, pense nas escolhas que você pode fazer para permitir que esse poder aja com mais liberdade em sua vida.

Terça-feira, 16 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ressurreição de Moisés – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Quando exclamaram com raiva: ‘Faremos sair água desta rocha?’ (Nm 20:10), puseram-se no lugar de Deus, como se o poder estivesse com eles, homens cheios de fragilidades e emoções humanas. Cansado da contínua murmuração e rebelião do povo, Moisés perdeu de vista seu Auxiliador todo-poderoso e, sem a força divina, maculou o relato de seus feitos com uma exibição de fraqueza humana. O homem que poderia ter permanecido puro, firme e abnegado até o fim de sua carreira acabou sendo vencido. Deus foi desonrado perante a congregação de Israel, quando devia ter sido engrandecido e exaltado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 418).

“No monte da transfiguração, Moisés estava presente com Elias, que tinha sido trasladado. Foram enviados como portadores de luz e glória da parte do Pai ao Seu Filho. E, assim, a oração de Moisés, proferida havia tantos séculos, finalmente se cumpriu. Ele estava na “boa montanha” (Dt 3:25, ARC), dentro da herança de seu povo, dando testemunho Daquele em quem se centralizavam todas as promessas de Israel. Essa é a última cena revelada aos olhos mortais na história desse homem tão honrado pelo Céu” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 479).

Perguntas para consideração

1. Moisés foi ressuscitado e levado ao Céu. Mas, presumimos, ele sabe a terrível confusão das coisas aqui. O restante dos salvos em Jesus Cristo ressuscitará depois que a luta na Terra terminar. Deus foi sábio em planejar nossa ressurreição para o futuro?

2. Embora o NT seja fundamentado no AT, o relato da ressurreição de Moisés não mostra que o NT lança luz nova sobre o AT? Leia Judas 9.

3. Moisés viveu pela fé, mas cometeu erros, como o acesso de ira junto à rocha. A vida dele comprova que somos salvos pela fé, independentemente das obras da lei?

4. Por que a promessa da ressurreição, no fim dos tempos, é a nossa grande esperança? Se cremos que Deus nos ressuscitará, não devemos confiar Nele em tudo o mais?

Sexta-feira, 24 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 

A ressurreição dos filhos de Deus

Lições da Bíblia1

Com a luz adicional do NT, a exclusão de Moisés da terra prometida não parece um grande castigo, afinal. Em vez de uma Canaã terrestre e depois uma Jerusalém terrena (que sempre foi um lugar de guerra, conquista e sofrimento), “a Jerusalém celestial” (Hb 12:22) é sua casa. Uma morada muito melhor, com certeza!

Moisés foi o primeiro exemplo conhecido na Bíblia da ressurreição dos mortos. Enoque e Elias foram levados ao Céu sem passar pela morte (Gn 5:24; 2Rs 2:11). Moisés foi o primeiro a ressuscitar para a vida eterna.

Não se sabe por quanto tempo Moisés dormiu no pó, mas, para ele, não fez diferença. Isso também é verdade em relação a todos os mortos ao longo da história, pois, ao menos no que diz respeito a estar morto, não será diferente de Moisés. Fecharemos os olhos na morte, e o próximo evento que veremos será a segunda vinda de Jesus ou, infelizmente, enfrentaremos o juízo final (ver Ap 20:7-15).

6. Leia 1 Coríntios 15:13-22. Que grande promessa é encontrada nessa passagem e por que as palavras de Paulo só fazem sentido se entendermos que os mortos dormem em Cristo até a ressurreição?

1 Coríntios 15:13-22 (ARA): “13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; 15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. 21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

Sem a promessa da ressurreição, não temos nenhuma esperança. A ressurreição de Cristo é nossa garantia; “depois de ter feito a purificação dos pecados” (Hb 1:3) na cruz como nosso Cordeiro pascal, Cristo morreu e ressuscitou dos mortos, e por causa disso temos garantia. Moisés foi o primeiro exemplo de um ser humano pecador ressuscitado dos mortos. Por causa do que Cristo faria, Moisés foi ressuscitado, e por causa do que Cristo fez, se morrermos antes da volta de Jesus, nós também seremos ressuscitados.

Portanto, Moisés é um exemplo de salvação pela fé, a qual se manifestou em uma vida de fidelidade a Deus e confiança Nele, mesmo que o profeta tenha tropeçado em algum ponto. Em todo o livro de Deuteronômio, Moisés chama o povo de Deus a praticar fidelidade semelhante, uma resposta à graça dada a eles, como foi dada a nós, que estamos nas fronteiras da terra prometida.

Quinta-feira, 23 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ressurreição de Moisés

Lições da Bíblia1

“Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, diante de Bete-Peor, mas até hoje ninguém sabe o lugar da sua sepultura” (Dt 34:5, 6). Assim faleceu Moisés, tão fundamental para Israel, um homem cujos escritos continuam vivos, não apenas em Israel, como também nas igrejas e nas sinagogas atuais.

Moisés morreu, foi sepultado, o povo pranteou e foi isso. As palavras do Apocalipse se aplicam a esse caso: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14:13).

Contudo, a morte de Moisés não foi o capítulo final na história desse profeta.

5. Leia Judas 9. O que aconteceu? Como esse texto explica a aparição de Moisés posteriormente no NT?

Judas 9 (ARA)2: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!”

Embora tenhamos apenas um vislumbre, que cena incrível é retratada nesse texto! Miguel, o próprio Cristo, disputou com o diabo o corpo de Moisés, que foi um pecador; seu último pecado conhecido, tomar para si a glória que era de Deus, foi o mesmo tipo de pecado que excluiu Lúcifer do Céu. “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14). A disputa sobre o corpo deve ter ocorrido porque Cristo estava reivindicando para Moisés a ressurreição prometida.

Por que Cristo faria isso por um transgressor da lei? A resposta só poderia ser a cruz. Assim como os sacrifícios de animais apontavam para a morte de Cristo, o Senhor anteviu a cruz e reivindicou que o corpo de Moisés fosse ressuscitado. “Em consequência do pecado, Moisés tinha caído sob o poder de Satanás. Por seus méritos, era um legítimo cativo da morte. Contudo, foi ressuscitado para a vida imortal pelo direito que tinha a ela em nome do Redentor. Moisés saiu do túmulo glorificado e ascendeu com seu Libertador à cidade de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 479).

Mesmo antes da cruz, Moisés foi ressuscitado para a imortalidade. Esse fato nos ajuda a entender a profundidade do plano da salvação?

Quarta-feira, 22 de dezembro de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A verdade presente em Deuteronômio. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 506, out. nov. dez. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ressurreição

Lições da Bíblia

“3. Leia Daniel 12:2,3. De qual evento ele falou nessa passagem? Considerando o que entendemos sobre a morte, por que esse evento é tão importante para nós?”1

Daniel 12: 2-3 (ARA)2: “2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. 3 Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.”

Assinale a alternativa correta:

A. (   ) Da ressurreição. É importante porque justos e injustos serão salvos.
B. (   ) Da ressurreição. Os justos terão a vida, e os ímpios, a vergonha eterna.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Daniel fez provavelmente a referência mais explícita do Antigo Testamento à ressurreição vindoura. E, à medida que refletimos sobre essa passagem, descobrimos algumas verdades muito importantes. Primeiramente, como a metáfora do “sono” indica, nenhuma alma imortal habita corpos humanos. O ser humano é uma unidade indivisível de corpo, mente e espírito. Na morte, a pessoa deixa de existir e permanece inconsciente até a ressurreição. Em segundo lugar, esse texto aponta para a ressurreição futura como uma reversão do que acontece como consequência do pecado. De fato, a expressão traduzida como ‘pó da terra’, na linguagem original de Daniel 12:2 é ‘terra do pó’. Essa sequência incomum de palavras remonta a Gênesis 3:19, que, ao lado desse verso de Daniel, é uma das duas únicas passagens bíblicas em que a palavra ‘terra’ precede a palavra ‘pó’. Isso implica que o pronunciamento da morte feito na queda do ser humano será revertido, e a morte não mais prevalecerá. Como Paulo declarou: ‘Tragada foi a morte pela vitória’ (1Co 15:54).”1

“4. Leia Romanos 8:18 e Hebreus 2:14,15. Por quais razões não precisamos temer a morte?”1

Romanos 8:18 (ARA)2: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”

Hebreus 2:14, 15 (ARA)2: “14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.”

Assinale a alternativa correta:

A. (   ) Porque Cristo já a venceu. Ela não terá domínio sobre nós.
B. (   ) Porque quando morremos continuamos existindo em outro plano.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“A morte traz ruína e é o fim de tudo por aqui. Porém, recebemos a promessa de que ela não terá a última palavra para os fiéis. A morte é um inimigo derrotado. Quando Cristo quebrou as cadeias da morte e ressurgiu do túmulo, Ele lhe desferiu o golpe fatal. Agora podemos contemplar além da realidade temporária da morte à realidade suprema da vida que recebemos de Deus em Cristo. Visto que Miguel Se levantará (veja Dn 12:1), aqueles que pertencem a Ele também se levantarão da ‘terra do pó’ para brilhar como as estrelas para todo o sempre.”1

“Em meio às dores e à luta da vida, como podemos obter esperança e consolo da promessa da ressurreição no fim? Por que, em um sentido muito real, quase nada mais importa?”1

Terça-feira, 24 de março de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.