O sermão versus a lei

Lições da Bíblia

“Alguns cristãos veem o Sermão do Monte como uma nova ‘lei de Cristo’, que substituiu a ‘lei de Deus’. Eles dizem que um sistema legalista foi então substituído por um sistema de graça, ou que a lei de Jesus é diferente da lei de Deus. Essas noções são concepções errôneas a respeito do Sermão do Monte.”1

“2. O que os seguintes textos dizem sobre a lei e sobre a ideia de que os dez mandamentos foram substituídos pelo Sermão do Monte? Mt 5:17-19, 21, 22, 27, 28; ver também Tg 2:10, 11; Rm 7:71

“17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. […] 21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. […] 27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” (Mateus 5:17-19, 21, 22, 27, 28 ARA)2. “10 Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. 11 Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.” (Tiago 2:10-11 ARA). “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.” (Romanos 7:7 ARA)2.

Em vez de abolir a lei, o Sermão do Monte a confirmou, corrigiu distorções sobre ela e aprofundou seu significado. Quando rejeitamos ou transgredimos qualquer parte da lei, somos culpado de pecado contra toda a lei.”1

“Craig S. Keener escreveu: ‘A maioria dos judeus entendia os mandamentos no contexto da graça […]; em vista das exigências de Jesus quanto a uma prática maior da graça […], Ele sem dúvida apresentava as exigências do reino à luz da graça (ver Mt 6:12; Lc 11:4; Mc 11:25; Mt 6:14, 15; Mc 10:15). Nas narrativas dos evangelhos, Jesus abraça aqueles que se humilham e reconhecem o direito de Deus governar, mesmo que, na prática, fiquem aquém do alvo da perfeição moral (Mt 5:48). Mas a graça do reino, proclamada por Jesus, não era a graça sem obras de grande parte do cristianismo ocidental. Nos evangelhos, a mensagem do reino transforma aqueles que a aceitam com mansidão, da mesma forma que humilha os arrogantes, que estão religiosa e socialmente satisfeitos’ (The Gospel of Matthew: A Socio-Rhetorical Commentary [O Evangelho de Mateus: Um Comentário Sócio-Retórico]. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2009; p. 161, 162).”1

“3. Leia Gênesis 15:6. Como essa passagem confirma que a salvação sempre foi pela fé?”1

Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Gênesis 15:6 ARA)1.

Abraão e todos os salvos do Antigo Testamento foram justificados pela fé na graça de Deus.1

“A fé de Jesus Cristo não era nova; era a mesma fé que houve desde a queda da humanidade. O Sermão do Monte não foi a substituição da salvação por meio das obras pela salvação através da graça. A salvação sempre foi pela graça. Os filhos de Israel foram salvos pela graça no Mar Vermelho, antes que fossem solicitados a obedecer no Sinai. (Ver Êx 20:2. [‘Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.’]2)”1

“O que nossa experiência com o Senhor e Sua lei deve nos ensinar sobre o motivo pelo qual a salvação sempre teve que ser pela fé e não pela lei?”1

Segunda-feira, 11 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança do Sinai

Lições da Bíblia

“4. Como foi feita a aliança entre Deus e Israel no monte Sinai? Êx 24”1 1 Disse também Deus a Moisés: Sobe ao SENHOR, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. 2 Só Moisés se chegará ao SENHOR; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. 3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do SENHOR e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o SENHOR faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao SENHOR holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. 8 Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras. 9 E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 10 E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. 11 Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. 12 Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares. 13 Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus, 14 disse aos anciãos: Esperai-nos aqui até que voltemos a vós outros. Eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão se chegará a eles. 15 Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. 16 E a glória do SENHOR pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o SENHOR a Moisés. 17 O aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. 18 E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites.” (Êxodo 24 ARA)2. “Alguns líderes subiram com Moisés ao monte Sinai e, enquanto ficavam de longe, Moisés foi até onde Deus estava. Depois, voltou e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo disse: ‘Tudo o que falou o Senhor faremos’. Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e ratificou a aliança, espargindo o sangue dos sacrifícios sobre o santuário, sobre o livro da aliança e sobre o povo.”1

“Moisés e alguns líderes foram para o monte Sinai. Entre esses líderes estavam Arão e seus dois filhos, que representavam os sacerdotes, e os 70 anciãos, líderes e juízes, que representavam a nação. Os homens que acompanharam Moisés tiveram que ficar parados de longe, mas foi permitido que Moisés continuasse subindo até onde Deus havia aparecido.”1

“Mais tarde, Moisés voltou e confirmou a aliança com toda a nação. Ele proclamou o que Deus lhe havia dito, ao que a nação respondeu com as seguintes palavras: ‘Tudo o que falou o Senhor faremos’ (Êx 24:3).”1

“Obviamente, como a história sagrada tem demonstrado e como nossa própria experiência frequentemente prova, uma coisa é afirmar que seremos obedientes, e outra, completamente diferente, é exercer fé e realizar a entrega necessária para nos ligar ao poder divino, o qual nos dará graça para fazer o que dissemos que faríamos.”1

“5. Leia Hebreus 4:2. Qual foi a razão do fracasso de Israel? Como podemos evitar o mesmo erro?”1 Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2 ARA)2. “As boas-novas (o evangelho) foram pregadas a eles, mas a mensagem de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada pela fé naqueles que a ouviram. Evitamos o mesmo erro compreendendo que o ponto central da religião é a fé em Cristo e Sua justiça, que nos levam à obediência à lei.1

“Somente pela fé, e pela firme confiança nas promessas que vêm pela fé, podemos ser obedientes, uma obediência que será expressa pela lealdade à lei de Deus. A obediência à lei não era contrária à aliança eterna no tempo de Moisés, assim como não é hoje. A noção comum e equivocada a respeito da lei e das alianças, que geralmente surge a partir da leitura dos escritos de Paulo, provém da falha em levar em conta o contexto em que ele estava escrevendo, ou seja, o fato de que estava lidando com oponentes judaizantes. Eles desejavam fazer da lei e da obediência a ela o centro da religião. Paulo, ao contrário, desejava tornar Cristo e Sua justiça o elemento central.”1

“Você já disse: ‘Tudo o que o Senhor me disse, eu farei’, e depois falhou em cumprir a promessa? Por que essa triste realidade torna a promessa da graça muito mais preciosa? Que esperança você teria sem essa promessa?”1

Terça-feira, 08 dezembro de 2015. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Jeremias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 482, Out. Nov. Dez. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999

A lei moral

Lições da Bíblia.

“Por mais que o direito romano, a lei mosaica e a lei rabínica impactassem a vida dos judeus que viveram em Israel no primeiro século, muitas pessoas que seguiam a religião de Israel viviam fora da Palestina e além das fronteiras do Império Romano. Assim, muitas dessas leis não teriam desempenhado um papel importante em sua vida. No entanto, todo seguidor do Deus de Israel teria sido fiel aos Dez Mandamentos. ‘Os Dez Mandamentos proviam a estrutura moral que sustentava Israel. A metáfora que a Bíblia usa para expressar essa relação é aliança. Embora a metáfora venha da esfera do direito internacional, é errado compreender os mandamentos apenas como um resumo das obrigações de Israel para com Deus. […] A obediência de Israel aos mandamentos era mais uma resposta ao amor do que uma questão de submissão à vontade divina’ (Leslie J. Hoppe, ‘Ten Commandments’ [Dez Mandamentos], Eerdmans Dictionary of the Bible [Dicionário da Bíblia]; Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2000, p. 1.285).”1

“Os Dez Mandamentos superavam qualquer sistema jurídico conhecido por judeus no primeiro século. Mesmo os fariseus, que tinham memorizado meticulosamente as 613 leis mosaicas, reconheciam a importância dos Dez Mandamentos. A divisão da Mishná chamada Tamid (5:1) contém um mandamento rabínico de recitar os Dez Mandamentos diariamente. Acreditava-se que todas as outras leis estavam contidas nos Dez Mandamentos. Na verdade, o filósofo judeu Filo, contemporâneo de Jesus, escreveu um livro sobre a posição central que os Dez Mandamentos tinham entre todas as leis bíblicas.”1

“5. Leia Mateus 19:16-19; Romanos 13:8-10; Tiago 2:8-12. O que esses versos dizem sobre o papel dos Dez Mandamentos na vida dos seguidores de Cristo?”1 “E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 19:16-19 RA)2; “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13:8-10 RA)2; Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem; se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo arguidos pela lei como transgressores. Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.” (Tiago 2:8-12 RA)2. É necessário guardar os mandamentos, sua observância revela a obra da redenção operada por Deus em nossa vida. Essa observância se fundamenta no amor, que deve ser expresso no relacionamento com Deus e com o próximo. Outro ponto relevante é a necessidade de guardá-la em sua totalidade.

“À semelhança de seus irmãos judeus, os escritores do Novo Testamento reconheciam o propósito dos Dez Mandamentos para o povo de Deus. Algumas das lições deste trimestre falarão sobre a maneira pela qual Cristo interagiu com outros sistemas de leis do Seu tempo. No entanto, a ênfase principal será Sua relação com os Dez Mandamentos, conhecidos como a ‘lei moral’.”1

Quinta-feira, 03 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei moral hoje

Lições da Bíblia.

“A maioria dos cristãos afirma que os Dez Mandamentos são o código moral universal de Deus. Esse conceito é visto, por exemplo, em várias batalhas legais nos Estados Unidos, nas quais os cristãos têm procurado colocar os Dez Mandamentos em vários lugares públicos, especialmente em escolas públicas. Anos atrás, o Alabama foi envolvido em uma batalha legal envolvendo um juiz estadual que se recusou a remover um monumento dos Dez Mandamentos de um tribunal, apesar das ordens para removê-lo, dadas por uma instância superior. Na mente de muitos, os Dez Mandamentos, longe de estar invalidados, permanecem sendo o padrão legal de Deus para a moralidade, e com boa razão. Para começar, embora o Decálogo (os Dez Mandamentos) tenham sido codificados no Sinai, o livro de Gênesis sugere que a maioria dos mandamentos era conhecida antes desse tempo.”

“2. O que a Bíblia diz sobre a existência da lei antes do Monte Sinai?” “Disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão. Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei. Então, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que lhes pendiam das orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.” (Gên. 35:1-4); E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. (Gên. 2:3); “Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou. Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim. És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue de teu irmão.” (Gên. 4:8-11). “Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gên. 39:7-9). “O dinheiro que achamos na boca dos sacos de mantimento, tornamos a trazer-te desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro? (Gên. 44:8). “Chamou, pois, Faraó a Abrão e lhe disse: Que é isso que me fizeste? Por que não me disseste que era ela tua mulher? (Gên. 12:18). “Jacó mostrou que a idolatria é pecado; o sábado foi santificado na criação; o homicídio foi condenado; José declarou que o adultério é pecado; os irmãos de José sabiam que furtar é pecado; Faraó indicou que mentir é errado.”

“Por razões lógicas, não faz sentido que os Dez Mandamentos tenham sido simplesmente uma instituição judaica, destinada unicamente a um determinado povo em determinado tempo e lugar. Não é verdade que as questões morais, como furto, assassinato, adultério e idolatria são problemas universais, independentemente da cultura? Além disso, quando a Bíblia afirma, de modo muito claro, que o pecado é definido pela lei (Rm 7:7), a noção da anulação ou substituição da lei é uma posição incoerente para um cristão que crê na Bíblia.”

“3. O que o Novo Testamento nos diz sobre a perpetuidade da lei de Deus?” Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. (Tia. 2:11); Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. (1 João 2:3-4) “É importante guardar todos os mandamentos da lei; a obediência à lei é uma evidência de que conhecemos a Cristo; dizer que conhece a Cristo e não guardar os mandamentos é ser mentiroso.”

“O texto de 1 João 5:3 [‘Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,’] diz que a obediência aos mandamentos de Deus é uma expressão do nosso amor por Ele. O que significa isso? Por que a obediência aos mandamentos é uma expressão desse amor?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 03 de dezembro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Leis e normas divinas

Lições da Bíblia.

“A palavra hebraica torá é usada frequentemente no Antigo Testamento e é, muitas vezes, traduzida como lei. O Novo Testamento usa a palavra grega nomos (lei) para traduzir torá, que significa ‘direção’ ou ‘orientação’. Visto que a Bíblia é um registro do relacionamento de Deus com os seres humanos, a lei na Bíblia geralmente se refere a todas as instruções de Deus para Seu povo. Sendo que Deus é bom e justo, guia e instrui Seu povo em bondade e justiça, com razão supomos que a lei revela Sua bondade e justiça. Ou, como gostamos de dizer, a lei é um reflexo do caráter de Deus.”

“1. O que a Bíblia nos diz sobre a lei e, em última instância, sobre Deus?” A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos.” (Sal. 19:7-8); “Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Rom. 7:12); “Tu estás perto, SENHOR, e todos os teus mandamentos são verdade. Quanto às tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre.” (Sal. 119:151-152). “A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça.” (Sal. 119:172). “A lei é perfeita, fiel, justa, pura, santa, boa, verdadeira e eterna.”

“Foi por meio da Bíblia que Deus Se revelou explicitamente para a humanidade. Quando lemos o texto sagrado, deparamo-nos com uma abundância de materiais que são, basicamente, orientações ou instruções que abrangem muitos aspectos da vida humana: moral, ética, saúde, sexualidade, alimentação, trabalho, etc. Algumas dessas instruções são claramente universais, enquanto outras parecem ser mais limitadas no tempo e no espaço. Mas visto que todas são instruções de Deus (torá), muito cuidado é necessário no desenvolvimento de princípios que nos ajudem a entender o que é universal e o que é limitado. Os adventistas do sétimo dia e muitos outros grupos cristãos geralmente fazem uma distinção entre as leis ‘cerimoniais’ (regulamentos que ensinam o plano da salvação por meio de símbolos e práticas rituais), ‘leis civis’ (instruções relativas à vida comunitária do antigo Israel), e leis ‘morais’ (instruções acerca do padrão divino de conduta para a humanidade).”

“O livro de Levítico apresenta grande quantidade de leis cerimoniais, especialmente no que diz respeito ao serviço do santuário e seus rituais. A natureza das leis civis e o princípio da justiça subjacente a elas podem ser vistos, por exemplo, em Êxodo 23:1-9. Depois, há a lei moral, os Dez Mandamentos, ainda considerada pela maioria dos cristãos (pelo menos em teoria) como a lei de Deus para toda a humanidade.”

“Examine Êxodo 23:1-9. Que princípios morais universais podemos tirar do que foi dado especificamente ao antigo Israel?” “Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. Nem com o pobre serás parcial na sua demanda. Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito.” (Êxo. 23:1-9)

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 02 de dezembro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei e o evangelho

Lições da Bíblia.

“Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (1Jo 2:3, 4).

“Pensamento-chave: A lei moral de Deus revela nosso pecado e, assim, nossa necessidade de um Salvador. A lei e o evangelho são, portanto, inseparáveis.”

“Normalmente, não costumamos relacionar as palavras lei e obediência com amor e comunhão. No entanto, a palavra coração as reúne como o ponto em que Deus e Seus filhos se encontram na plena expressão de todas essas palavras.”

“A lei e o caráter de Deus são centrais no grande conflito e, quando a batalha finalmente acabar, a lei e o caráter de Deus serão vindicados perante o Universo expectante. Até lá, o conflito será travado, e, como seres humanos, terminaremos de um lado ou de outro, e o lado que escolhermos determinará o mestre que seguiremos. Nas palavras de Bob Dylan, ‘Você terá que servir a alguém. Bem, pode ser o diabo ou pode ser o Senhor. Mas você terá que servir a alguém.’”

“Os que decidem servir ao Senhor, o fazem por amor e apreciação pelo que Cristo fez por eles. Tendo sido sepultados com Cristo pelo batismo na Sua morte, eles sabem que o corpo do pecado foi destruído, de modo que eles não precisam mais servir ao seu antigo mestre, o pecado, mas agora receberam a liberdade para obedecer a Deus e à Sua lei.”

“Na lição desta semana, estudaremos a natureza da lei, sua finalidade e sua relação com as boas-novas da graça salvadora de Deus. Pois, corretamente entendida, a lei de Deus ajuda a revelar justamente o que a graça de Deus nos ofereceu em Cristo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 01 de dezembro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei antes do Sinai

Lições da Bíblia.

“Como todo adventista do sétimo dia sabe, quando falamos sobre a lei, os Dez Mandamentos, e o Sinai, ouvimos o refrão de que os Dez Mandamentos foram primeiramente dados aos judeus no Sinai, e por essa razão, são uma instituição judaica, ou do Antigo Testamento, não aplicável aos nossos dias.”

“Certamente existem inúmeros problemas com essa teologia, o maior deles sendo que, se ela fosse verdadeira, como poderia ter havido pecado antes do Sinai, ‘porque o pecado é a transgressão da lei’ (1Jo 3:4)? A verdade é que o livro de Gênesis dá um testemunho incrível da existência da lei de Deus muito antes do Sinai.”

“Gênesis 1 e 2 descreve a criação perfeita de Deus. Gênesis 3 relata a queda de Adão e Eva. Em Gênesis 4 temos o primeiro assassinato. Como Caim saberia que era culpado pelo assassinato de seu irmão se não houvesse a lei para definir o assassinato como pecado?”

“Muito antes do Sinai, Deus condenou especificamente o assassinato, na aliança que estabeleceu com Noé após o dilúvio [‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.’ Gên. 9:6].”

“Em Jó, o mais antigo livro da Bíblia, encontramos Deus elogiando por duas vezes a justiça de Jó. O que Ele declarou acerca do caráter de Jó? [‘Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.’ Jó 1:8]. Obviamente, estava em vigor um padrão do que era certo e errado. Jó viveu muito antes do Êxodo, e ele nem mesmo era da linhagem da aliança.”

“3. O que Jó incluiu em seu padrão acerca do que é certo e errado?” “De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão. Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.” (Jó 24:14-15). “Os mandamentos que proíbem matar, furtar, adulterar, etc.”

“Quando Abraão mentiu a Abimeleque acerca de Sara, foi repreendido por sua falsidade. E embora Abimeleque fosse o rei de Gerar, e não de linhagem israelita, Deus o manteve no mesmo padrão de pureza matrimonial encontrado no Decálogo e exigiu que Sara fosse devolvida a Abraão [‘Então, chamou Abimeleque a Abraão e lhe disse: Que é isso que nos fizeste? Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino? Tu me fizeste o que não se deve fazer.’ Gên. 20:9].”

“4. Que testemunho especial Deus deu a Isaque sobre Abraão, seu pai?” “Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra; porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.” (Gên. 26:4-5). “Abraão obedeceu a Palavra do Senhor e guardou Seus preceitos, mandamentos, decretos e leis.”

“O que é fascinante em Gênesis 26:5 é que o hebraico usa quatro palavras diferentes, mshmrt, mzvot, huqot e torot (de Torá, ‘a lei’) para descrever as leis que Abraão obedeceu. Certamente os Dez Mandamentos estavam incluídos nessas palavras.”

“Por ordem divina, Jacó retornou a Betel para construir um altar ao Senhor. O patriarca sentiu necessidade de reavivamento em sua casa. O que ele pediu que sua família fizesse?” “Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.” (Gên. 35:2-3).

“Claramente, a ideia de que não havia nenhuma lei antes do Sinai não tem sentido, à luz das muitas coisas que a Bíblia ensina sobre a vida antes do Sinai.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 06 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF