O encontro eterno

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 15:51-55. Sobre qual “mistério” Paulo explicou?

1 Coríntios 15:51-55 (ARA)2: “51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Alguns pregadores populares sugerem que esse “mistério” (1Co 15:51) é o “arrebatamento secreto” da igreja, que deve ocorrer sete anos antes da gloriosa segunda vinda de Cristo. Nesse “arrebatamento secreto”, os cristãos fiéis são repentina, silenciosa e secretamente levados para o Céu enquanto todos os outros permanecem aqui indagando o que ocorreu com eles. Pessoas poderão, de repente, estar em um carro sem motorista, porque o motorista foi arrebatado para o Céu, e tudo o que “restou são suas roupas”. O best-seller de 16 volumes Deixados para Trás, transformado em quatro filmes, promoveu esse falso ensinamento, expondo milhões de pessoas a ele.

Nenhuma passagem bíblica endossa uma distinção tão artificial entre o arrebatamento e a segunda vinda. O “mistério” ao qual Paulo estava se referindo é a transformação dos justos vivos para se juntarem aos justos ressuscitados no retorno de Cristo. Esse é o “arrebatamento”. Não há “arrebatamento secreto” porque a volta de Jesus será visível a todos os vivos (Ap 1:7), e tanto a ressurreição dos mortos quanto a transformação dos vivos ocorrerão ao som da trombeta (1Co 15:51, 52).

Na segunda vinda ocorrerá o encontro mais incrível de todos os tempos. Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos” (1Co 15:52). À voz de Deus, eles são glorificados, são feitos imortais e, com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Os anjos “reunirão os Seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:31). “Crianças serão levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos separados pela morte, por longo tempo, se encontrarão para nunca mais se separarem e, com cânticos de alegria, subirão juntos para a cidade de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 534).

Essa é uma promessa tão incrível, tão diferente de tudo que experimentamos que é difícil de entender. Mas pense na vastidão do cosmos, bem como na complexidade da vida. A criação testifica do incrível poder de Deus. O que isso nos ensina sobre o poder de Deus para transformar os vivos e ressuscitar os mortos?

Quinta-feira, 17 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ao som da trombeta

Lições da Bíblia1

“Os tessalonicenses tinham se apegado fortemente à ideia de que Cristo viria para transformar os fiéis que estivessem vivos até a Sua segunda vinda. Haviam protegido cuidadosamente a vida de seus amigos, para que não morressem e perdessem assim a bênção que eles aguardavam: o encontro com o Salvador prestes a voltar. Porém, um após outro, seus amados foram separados deles. Com angústia, os tessalonicenses tinham contemplado pela última vez o rosto de seus entes falecidos, quase não ousando esperar encontrá-los na vida futura” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 164).

4. Leia 1 Tessalonicenses 4:13-18. Como Paulo corrigiu o equívoco relacionado com a falta de esperança?

1 Tessalonicenses 4:13-18 (ARA)2: “13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. 15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Há uma tendência histórica de ler na expressão “trará, na companhia Dele, os que dormem” (1Ts 4:14) mais do que o texto está dizendo. Muitos que aceitam a teoria da imortalidade natural da alma sugerem que Cristo, em Sua segunda vinda, trará consigo do Céu as almas dos justos mortos que já estão no Céu com Deus. Desse modo, essas almas poderão ser reunidas com seus respectivos corpos ressuscitados. Mas tal interpretação não está em harmonia com os ensinos de Paulo sobre o assunto.

Leia as palavras deste teólogo não adventista sobre o real significado desse verso: “A razão pela qual os cristãos tessalonicenses podem ter esperança ao prantear os membros mortos de sua igreja é que Deus os ‘trará’, isto é, Ele ressuscitará esses crentes falecidos e fará com que estejam presentes na volta de Cristo, de modo que estarão ‘com Ele’. O que se sugere é que esses crentes mortos não estarão em algum tipo de desvantagem na parousia de Cristo, mas estarão ‘com Ele’ de tal forma que compartilhem igualmente com os crentes vivos da glória associada ao Seu retorno” (Jeffrey A. D. Weima, 1 – 2 Thessalonians, Baker Exegetical Commentary on the New Testament [Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2014], p. 319).

Se a alma dos justos mortos já estivesse com o Senhor no Céu, Paulo não precisaria mencionar a ressurreição final como a esperança cristã; ele poderia ter apenas mencionado que os justos já estavam com o Senhor. Mas, em vez disso, afirmou que, “mediante Jesus”, “os que dormem” (1Ts 4:14) serão ressuscitados dos mortos no fim dos tempos.

A esperança da ressurreição final trouxe conforto aos tessalonicenses enlutados. A mesma esperança nos ajuda a enfrentar os momentos dolorosos em que as garras frias da morte tiram de nós pessoas amadas.

Quarta-feira, 16 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
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Eu o ressuscitarei

Lições da Bíblia1

Em um de Seus milagres, Jesus alimentou cinco mil pessoas com apenas uma pequena quantidade de pães e peixes (Jo 6:1-14). Percebendo que a multidão pretendia proclamá-Lo Rei (Jo 6:15), navegou com Seus discípulos para o outro lado do mar da Galileia. Mas, no dia seguinte, a multidão O seguiu até lá, onde proferiu Seu poderoso sermão sobre o Pão da Vida, com ênfase especial no dom da vida eterna (Jo 6:22-59).

3. Leia João 6:26-51. Como Jesus associou a dádiva da vida eterna com a ressurreição final dos justos?

João 6:26-51 (ARA)2: “26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. 27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo. 28 Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? 29 Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado. 30 Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: 32 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. 33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. 35 Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. 36 Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes. 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. 38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 41 Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. 42 E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu? 43 Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos profetas: Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. 46 Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto. 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. 50 Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.

Em Seu sermão, Jesus destacou três conceitos básicos em relação à vida eterna. Primeiro, Ele Se identificou como “o pão que desce do Céu e dá vida ao mundo” (Jo 6:33, 58). Ao declarar “Eu sou [gr. eg? eimi] o pão da vida” (Jo 6:35, 48), Jesus Se apresentou como o grande “EU SOU” do AT (Êx 3:14). Em segundo lugar, Jesus explicou que a vida eterna pode ser assegurada Nele: “quem vem a Mim” e “quem crê em Mim” terá essa bênção (Jo 6:35). E, finalmente, vinculou o dom da imortalidade com a ressurreição final, assegurando três vezes: “E Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40, 44, 54).

Jesus também fez esta promessa incrível: “Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47). Assim, o dom da vida eterna já é uma realidade presente. Contudo, isso não significa que o crente nunca morrerá, pois a própria expressão “ressuscitarei” (Jo 6:40) pressupõe voltar à vida.

O quadro é claro. Sem Cristo, não há vida eterna. Mas, mesmo depois de aceitar a Cristo e ter a certeza da vida eterna, continuamos, por ora, sendo mortais e, portanto, sujeitos à morte natural. Na Sua segunda vinda, Jesus ressuscitará os mortos que creram Nele e, naquele momento, dará a eles o dom da imortalidade. O dom é garantido, não por causa de uma suposta imortalidade natural da alma, mas por causa da justiça de Jesus, que vem a nós pela fé Nele.

Jesus disse que, se você crer Nele, tem a vida eterna! Como essa promessa maravilhosa pode ajudá-lo a lidar com a dolorosa realidade de nossa mortalidade presente, embora temporária?

Terça-feira, 15 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Virei outra vez

Lições da Bíblia1

2. Leia João 14:1-3. Já se passaram quase 2.000 anos desde que Jesus prometeu voltar. Como podemos ajudar as pessoas a ver que essa promessa é relevante até mesmo para nossa própria geração?

João 14:1-3 (ARA)2: “1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. 3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

Quatro vezes no livro do Apocalipse, Jesus declarou: “Venho sem demora!” (Ap 3:11; 22:7, 12, 20). A expectativa de Sua breve vinda impulsionou a missão da igreja apostólica e encheu de esperança incontáveis cristãos ao longo dos séculos. Mas geração após geração passou, e esse evento prometido ainda não ocorreu. E, assim, muitos se perguntam: por quanto tempo mais teremos que pregar que “Jesus voltará em breve”? Essas palavras geraram uma expectativa irreal? (Veja 2Pe 3:4 [“e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”]).

Muitos cristãos se queixam do longo “atraso” (compare com Mt 25:5). Mas como nós, de fato, sabemos que é um longo “atraso”? Qual teria sido o tempo “certo” para Cristo retornar? Teria sido há 50 anos, 150, 500? O que de fato importa é a promessa bíblica: “O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a julguem demorada. Pelo contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

Apesar dos longos séculos passados desde que Jesus ascendeu ao Céu, a promessa de Sua vinda permanece sendo relevante até hoje. Por quê? Porque tudo o que temos é uma vida curta (Sl 90:10), seguida por um descanso inconsciente na sepultura (Ec 9:5, 10), e então a ressurreição final, sem nenhuma oportunidade posterior de mudar nosso destino (Hb 9:27). No que diz respeito aos mortos (conforme a lição 3), visto que todos eles estão dormindo e inconscientes, a segunda vinda de Cristo não tarda mais que alguns instantes depois que morrem. Para você (assim como para todo o povo de Deus de todas as épocas), o retorno de Cristo não tardará mais do que alguns instantes após sua morte. Isso significa muito em breve, não é?

Cada dia que passa é um dia a menos para a gloriosa aparição do Senhor Jesus Cristo nas nuvens do céu. Embora não saibamos quando Ele virá, podemos ter certeza de que Ele virá, e isso é o que realmente importa.

Um pastor pregou um sermão argumentando que não se importava com o tempo que faltava para que Cristo voltasse, contanto que Ele voltasse. Essa lógica funciona para você? Ela pode ajudá-lo se estiver desanimado porque Jesus ainda não retornou?

Segunda-feira, 14 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Esperança além desta vida

Lições da Bíblia1

Heródoto, historiador grego (485-425 a.C.), escreveu sobre uma tribo em que, quando alguém nascia, começava um período de luto, pois eles previam o sofrimento que a criança enfrentaria na fase adulta. Parece um ritual estranho, mas há lógica nele.

Milênios depois, no início do século 20, um anúncio nos Estados Unidos dizia: “Para que viver, se você pode ser enterrado por dez dólares?”

A vida pode ser difícil, mesmo que acreditemos em Deus e na eternidade. Imagine, porém, quão difícil é para os que não têm esperança de nada além desta curta e conturbada existência. Muito se fala sobre a falta de sentido da existência, uma vez que não apenas morremos, mas temos a percepção de que vamos morrer. Essa percepção torna a vida aparentemente insignificante e vazia. Um pensador se referiu aos seres humanos como nada além de “pedaços de carne estragada em ossos em desintegração”. Bastante macabro, porém, é difícil argumentar contra a lógica.

Em contraste com isso, temos a promessa da vida eterna. Essa esperança está em Jesus e no que Sua morte e ressurreição oferecem. Caso contrário, o que nos resta?

1. Leia 1 Coríntios 15:12-19. Segundo Paulo, qual é a relação entre a ressurreição de Cristo e a esperança de nossa própria ressurreição?

1 Coríntios 15:12-19 (ARA)2: “12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; 15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

Paulo foi claro: nossa ressurreição está ligada à ressurreição de Cristo. E, se os mortos não ressuscitam, significa que Cristo não ressuscitou, e se Cristo não ressuscitou, o que ocorre? “É vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados”. Em outras palavras, quando morremos, permanecemos mortos para sempre, e, portanto, tudo isso é sem sentido. Paulo afirmou em 1 Coríntios 15:32 “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.

““Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta” (Sl 90:10). Se tudo der certo, se não fumarmos nem comermos muitos hambúrgueres, podemos viver alguns anos a mais. No entanto, se nossa existência como protoplasma à base de carbono é tudo o que existe, estamos em uma situação bem difícil. Não é de admirar que Ellen G. White tenha escrito: “O Céu vale tudo para nós, e se o perdermos, tudo perderemos” (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956/2005], p. 349).”

Nossa esperança é preciosa. Por que devemos preservá-la, pela graça de Deus?

Domingo, 13 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A esperança do Novo Testamento

Lições da Bíblia1

“O testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está no Seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5: 11, 12).

Embora escrevessem em grego, todos os escritores do NT (com exceção de Lucas) eram judeus e, é claro, abordavam a natureza do ser humano a partir da perspectiva hebraica integral, e não de acordo com a visão grega pagã.

Assim, para Cristo e os apóstolos, a esperança cristã não era nova, mas o desdobramento da antiga esperança alimentada pelos patriarcas e profetas. Por exemplo, Cristo mencionou que Abraão previu o Seu dia e se alegrou (Jo 8:56). Judas afirmou que Enoque profetizou sobre a segunda vinda de Jesus (Jd 14, 15). O livro de Hebreus fala que os heróis da fé esperavam uma recompensa celestial que não receberiam até que recebêssemos a nossa (Hb 11:39, 40). Essa declaração não teria sentido se a alma deles já estivesse com o Senhor no Céu.

Ao enfatizar que somente aqueles que estão em Cristo têm a vida eterna (1Jo 5:11, 12), João refutava a teoria da imortalidade natural da alma. Verdadeiramente, não há vida eterna à parte de um relacionamento salvífico com Cristo. Portanto, a esperança do NT é centralizada em Cristo, sendo a única esperança de que esta existência mortal um dia se tornará imortal.

Sábado, 12 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A vitória de Cristo sobre a morte – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 617-626 (“O descanso do Herói”), p. 627-632 (“Sepultura vazia”), p. 633-637 (“Lágrimas enxugadas”), p. 638-642 (“Caminhada para Emaús”), p. 643- 648 (“Paz seja convosco”).

Do ponto de vista moderno, não se acredita na ressurreição de Jesus. No entanto, a evidência histórica é tão forte que mesmo os que não aceitam a ressurreição são forçados a admitir que muitas pessoas acreditavam ter visto Jesus ressuscitado. Assim, grande parte da apologética antirressurreição consiste na tentativa de explicar o que poderia ter levado todas essas pessoas a crer que tinham visto o Cristo ressuscitado.

Quais são os argumentos para explicar os relatos dos discípulos? (1) os discípulos tiveram alucinações em que viram Jesus ressurreto; (2) Jesus não morreu, apenas desmaiou e depois retomou a consciência após ter sido tirado da cruz; (3) Jesus tinha um irmão gêmeo que os discípulos confundiram com o Cristo ressurreto.

A evidência histórica é tão forte para a ressurreição que esses são os tipos de argumentos que inventam para tentar descartá-la.

“A voz que gritou na cruz: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30) foi ouvida entre os mortos. Penetrou as paredes dos sepulcros, ordenando aos que dormiam que acordassem. Assim será quando a voz de Cristo for ouvida do céu. Ela penetrará as sepulturas e abrirá os túmulos, e os mortos em Cristo ressurgirão. […]” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 632).

Perguntas para consideração

“Está consumado” (Jo 19:30) e “ressuscitou” (Mt 28:6) são duas das declarações mais significativas já feitas. Elas se complementam na história da salvação?

Os líderes religiosos queriam guardas no túmulo para impedir o roubo do corpo de Jesus. Depois, pagaram aos guardas para dizer que o corpo tinha sido roubado. Esse relato revela a realidade do túmulo vazio. Isso é importante para nós?

Sexta-feira, 11 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As primícias dos que dormem

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 15:20 à luz de Deuteronômio 26:1-11. Em que sentido Paulo se referiu ao Cristo ressurreto como “as primícias dos que dormem”?

1 Coríntios 15:20 (ARA)2: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

Deuteronômio 26:1-11 (ARA)2: “1 Ao entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança, ao possuí-la e nela habitares,tomarás das primícias de todos os frutos do solo que recolheres da terra que te dá o Senhor, teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome. 3 Virás ao que, naqueles dias, for sacerdote e lhe dirás: Hoje, declaro ao Senhor, teu Deus, que entrei na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a nossos pais. 4 O sacerdote tomará o cesto da tua mão e o porá diante do altar do Senhor, teu Deus. 5 Então, testificarás perante o Senhor, teu Deus, e dirás: Arameu prestes a perecer foi meu pai, e desceu para o Egito, e ali viveu como estrangeiro com pouca gente; e ali veio a ser nação grande, forte e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram, e afligiram, e nos impuseram dura servidão. 7 Clamamos ao Senhor, Deus de nossos pais; e o Senhor ouviu a nossa voz e atentou para a nossa angústia, para o nosso trabalho e para a nossa opressão; 8 e o Senhor nos tirou do Egito com poderosa mão, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; 9 e nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10 Eis que, agora, trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então, as porás perante o Senhor, teu Deus, e te prostrarás perante ele. 11 Alegrar-te-ás por todo o bem que o Senhor, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa, tu, e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.

A oferta das “primícias” era uma antiga prática agrícola israelita com profundo significado religioso. Era um reconhecimento sagrado de Deus como o Provedor benevolente, que havia confiado a Seus mordomos a terra em que as colheitas cresciam e os frutos maduros para serem colhidos (veja Êx 23:19; 34:26; Lv 2:11-16; Dt 26:1-11). Os primeiros frutos indicavam não apenas que a colheita estava começando, mas também revelava a qualidade de seus produtos.

De acordo com Wayne Grudem, “ao chamar Cristo de ‘as primícias’ (gr. aparch?), Paulo usou uma metáfora da agricultura para indicar que seremos como Cristo. Assim como as ‘primícias’, ou a primeira prova da safra madura, mostram como será o restante da colheita para aquela safra, também Cristo, como as ‘primícias’, mostra como será nosso corpo ressurreto quando, na ‘colheita’ divina final, Ele nos ressuscitar dos mortos e nos trouxer à Sua presença” (Wayne Grudem, Teologia Sistemática [São Paulo: Vida Nova, 2010], p. 615).

Vale lembrar que Jesus saiu da sepultura com um corpo humano glorificado, mas ainda carregava as marcas de Sua crucifixão (Jo 20:20, 27). Isso significa que os filhos de Deus ressuscitados também carregarão as marcas físicas de seus próprios sofrimentos? No caso do apóstolo Paulo, ele ainda levará em seu corpo glorificado o “espinho na carne” (2Co 12:7) e “as marcas de Jesus” (Gl 6:17)?

Até sua morte, Paulo “levaria sempre as marcas da glória de Cristo no corpo, em seus olhos, que tinham sido cegados pela luz celestial” [ver At 9:1-9] (Ellen G. White, História da Redenção, p. 192). Mas isso não significa que ele ou qualquer outro dos remidos glorificados será ressuscitado com as marcas de seus sofrimentos (compare com 1Co 15:50-54). No caso de Cristo, “Ele sempre levará os sinais dessa crueldade. Cada vestígio dos cravos contará a história da maravilhosa redenção do homem e o valioso preço pelo qual foi comprada” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 179). Suas marcas garantem que todas as nossas marcas desaparecerão para sempre.

Cristo terá as marcas da cruz. Isso revela o amor de Deus e o custo da salvação?

Quinta-feira, 10 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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