Das profundezas da terra

Lições da Bíblia1

3. Leia o Salmo 71. O que o salmista quis dizer quando pediu a Deus que o tirasse de novo “das profundezas da terra” (Sl 71:20)?

Salmo 71 (ARA)2: “1 Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado. 2 Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me. 3 Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4 Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.  5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 6 Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. 7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio. 8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 9 Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 10 Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos, 11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. 12 Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me. 13 Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim. 14 Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais. 15 A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número. 16 Sinto-me na força do Senhor Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente. 17 Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas. 18 Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder. 19 Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti? 20 Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra. 21 Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente. 22 Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel. 23 Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste. 24 Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.”

No Salmo 49 encontramos uma expressão tocante de esperança na ressurreição, em contraste com a falsa certeza do tolo que confiou em sua riqueza. No Salmo 71, o salmista buscou segurança e esperança em Deus enquanto estava cercado por inimigos e falsos acusadores que diziam que o Senhor o havia abandonado (Sl 71:10, 11).

Em meio às provações, o salmista encontrou consolo e segurança ao relembrar como Deus tinha cuidado dele no passado. Primeiro, observou que Ele o havia sustentado desde o nascimento e até mesmo o tirou do ventre de sua mãe (Sl 71:6). Então, reconheceu que o Senhor o havia ensinado desde sua juventude (Sl 71:17).

Com a certeza de que Deus era sua rocha e fortaleza, o salmista suplicou: “Sê Tu para mim uma rocha habitável, em que eu sempre possa me refugiar”. “Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares”. “Ó Deus, não Te ausentes de mim; Deus meu, apressa-Te em me socorrer!” Então, ele acrescentou: “Tu, que me fizeste passar muitas e duras tribulações, restaurarás a minha vida, e das profundezas da terra de novo me farás subir” (Sl 71:3, 9, 12, 20, NVI).

A expressão “das profundezas da terra” poderia ser entendida literalmente como uma alusão à futura ressurreição física do salmista. Mas o contexto parece favorecer uma descrição metafórica da condição de profunda depressão do salmista como se a terra o estivesse engolindo (compare com o Sl 88:6 e 130:1). Portanto, podemos dizer que se trata, “em primeiro plano, de linguagem figurada, mas também aponta para a ressurreição física” (Bíblia de Estudo Andrews, nota sobre o Sl 71:20).

No final, o que importa é compreendermos que, seja qual for a situação, Deus está lá, Ele Se importa e, no fim das contas, nossa esperança não se encontra nesta vida, mas na vida futura – a vida eterna que teremos em Jesus após a nossa ressurreição, por ocasião de Seu retorno.

Todos nós já passamos por momentos terríveis de desânimo. No entanto, manter o foco no modo pelo qual o Senhor atuou em nossa vida no passado pode ajudar-nos a seguir em frente, com fé e confiança, nos momentos em que Ele parecer distante?

Terça-feira, 18 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Do poder da sepultura

Lições da Bíblia1

2. Leia o Salmo 49. O que levou o salmista a ter tanta certeza de sua ressurreição final (Sl 49:15) em contraste com os que pereceram sem essa certeza (Sl 49:6-14)?

Salmo 49 (ARA)2: 1 Povos todos, escutai isto; dai ouvidos, moradores todos da terra, 2 tanto plebeus como os de fina estirpe, todos juntamente, ricos e pobres. 3 Os meus lábios falarão sabedoria, e o meu coração terá pensamentos judiciosos. 4 Inclinarei os ouvidos a uma parábola, decifrarei o meu enigma ao som da harpa. 5 Por que hei de eu temer nos dias da tribulação, quando me salteia a iniquidade dos que me perseguem, dos que confiam nos seus bens e na sua muita riqueza se gloriam? 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate(Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.), para que continue a viver perpetuamente e não veja a cova; 10 porquanto vê-se morrerem os sábios e perecerem tanto o estulto como o inepto, os quais deixam a outros as suas riquezas. 11 O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras. 12 Todavia, o homem não permanece em sua ostentação; é, antes, como os animais, que perecem. 13 Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem. 14 Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam. 15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para si. 16 Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa; 17 pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará. 18 Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado, e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo, 19 irá ter com a geração de seus pais, os quais já não verão a luz. 20 O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem.”

O Salmo 49 fala sobre a falsa confiança dos tolos “que confiam nos seus bens e se gloriam na sua muita riqueza” (Sl 49:6), que “chegam a dar o seu próprio nome às suas terras” (Sl 49:11) e que vivem apenas para fazer o bem a si mesmos (Sl 49:18). Agem como se suas casas e sua própria glória durassem para sempre (Sl 49:11, 17).

Mas os tolos se esquecem de que sua honra desaparece e que eles perecem assim como os animais (Sl 49:12). “Como ovelhas, estão destinados à sepultura, e a morte lhes servirá de pastor. […] A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões” (Sl 49:14, NVI).

Conforme declarou Jó séculos antes: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei” (Jó 1:21; 1Tm 6:7). O salmista aponta que tanto o tolo quanto o sábio morrem, deixando “as suas riquezas para os outros” (Sl 49:10).

Mas há um contraste radical entre eles. De um lado estão os tolos que perecem, embora tentem encontrar segurança em suas próprias posses e realizações transitórias. Por outro lado, os sábios contemplam além da saga humana e da prisão da sepultura, a gloriosa recompensa que Deus tem reservado para eles (1Pe 1:4). Com essa percepção em mente, o salmista pôde dizer com confiança: “Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois Ele me tomará para Si” (Sl 49:15).

Compatível com a esperança do AT, essa declaração não sugere que no momento de sua morte a alma do salmista voaria imediatamente para o Céu. O salmista estava dizendo simplesmente que não permanecerá para sempre na sepultura, pois chegará o tempo em que Deus irá redimi-lo da morte e levá-lo às cortes celestiais.

Mais uma vez, a certeza da ressurreição futura é retratada, trazendo esperança, segurança e significado à existência presente. Portanto, os sábios receberão uma recompensa eterna mais gloriosa do que os tolos seriam capazes de reunir nesta vida curta.

De que maneira você tem percebido a tolice de confiar nas riquezas e realizações humanas? Manter os olhos na cruz pode nos proteger de cair nesse erro?

Segunda-feira, 17 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Verei a Deus

Lições da Bíblia1

1. Leia Jó 19:25-27 e compare com João 1:18 e 1 Timóteo 6:16. Quando e em que circunstâncias Jó esperava “ver a Deus”?

Jó 19:25-27 (ARA)2: “25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.  26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. 27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.”

João 1:18 (ARA)2: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”

1 Timóteo 6:16 (ARA)2: “o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”

A vida não é justa. Observamos isso especialmente quando vemos o “bom” sofrendo e o “injusto” prosperando (Sl 73:12-17; Ml 3:14-18). Por exemplo, Jó era “íntegro e reto”, “temia a Deus e se desviava do mal” (Jó 1:1). Mesmo assim, Deus permitiu que Satanás o afligisse de várias maneiras. No aspecto físico, seu corpo foi devastado por uma doença dolorosa (Jó 2:1-8). No aspecto material, ele perdeu seus rebanhos (Jó 1:13-17). No tocante à sua família e aos de sua casa, perdeu alguns de seus servos e até mesmo os próprios filhos (Jó 1:16, 18). E, no aspecto emocional, estava cercado de amigos que o acusavam de ser um pecador impenitente que merecia o que estava enfrentando (Jó 4:1–5:27; 8:1-22; 11:1-20, etc.). A sua própria esposa declarou: “Você ainda conserva a sua integridade? Amaldiçoe a Deus e morra!” (Jó 2:9).

Jó não sabia que havia se tornado o epicentro de uma luta cósmica entre Deus e Satanás. Afligido por essa luta, lamentou o próprio nascimento e desejou nunca ter nascido (Jó 3:1-26). No entanto, expressou sua fidelidade incondicional a Deus: “Ainda que Ele me mate, Nele esperarei” (Jó 13:15, ARC). Mesmo imaginando que sua vida teria fim, ele manteve a certeza de que a morte não teria a palavra final. Com forte convicção, afirmou que, embora morresse, seu Redentor um dia Se levantaria, e ele veria a Deus em sua carne (Jó 19:25-27). “Este é um vislumbre inequívoco da ressurreição” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 617).

Que esperança gloriosa em meio a uma tragédia dessa! Cercado pela doença e dor, pelo colapso econômico, pela reprovação social e pelo abalo emocional, Jó ainda podia ansiar pelo dia em que ressuscitaria dos mortos e contemplaria seu amado Redentor. Na verdade, sua declaração sobre a ressurreição estava repleta da mesma certeza com que, séculos mais tarde, Marta disse a Jesus: “Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (Jo 11:24). Jó, como Marta, teve que reivindicar essa promessa pela fé, embora, diferentemente de Jó, Marta logo tenha recebido poderosa evidência empírica de sua crença.

Como podemos aprender a confiar em Deus mesmo em meio às injustiças da vida?

Domingo, 16 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A esperança do Antigo Testamento

Lições da Bíblia1

“Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque. Aquele que acolheu as promessas de Deus estava a ponto de sacrificar o seu único filho […]. Abraão considerou que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque dentre os mortos, de onde também figuradamente o recebeu de volta” (Hb 11: 17, 19).

A esperança do AT não se fundamenta em concepções gregas sobre a imortalidade natural da alma, mas no ensino bíblico da ressurreição final dos mortos.

Como poderia um corpo humano que já não existe, cremado em cinzas ou destruído por outros meios, ser trazido à vida novamente? Como alguém que morreu, talvez há séculos ou mesmo há milênios, pode recuperar a identidade?

Essas perguntas nos levam a refletir sobre o mistério da vida. Estamos vivos e desfrutamos a vida que Deus graciosamente nos concede todos os dias. Mesmo sem entender a origem sobrenatural da vida, sabemos que no princípio Deus trouxe a vida à existência a partir da não vida pelo poder de Sua Palavra (Gn 1; Sl 33:6, 9). Então, se Deus foi capaz de criar a vida na Terra pela primeira vez do nada (latim ex nihilo), por que duvidar de Sua capacidade de recriar a vida humana e restaurar sua identidade original?

Nesta semana vamos refletir sobre como o conceito da ressurreição final se desenrolou nos tempos do AT, com foco especial nas declarações de Jó, de alguns salmistas e dos profetas Isaías e Daniel.

Sábado, 15 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

Entendendo a natureza humana – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 444-458 (“O mistério da morte”).

Se você já passou por uma cirurgia e recebeu anestesia geral, pode ter uma vaga ideia de como deve ser para os mortos. Mas, mesmo sob anestesia, seu cérebro ainda funciona. Imagine como seria quando as funções cerebrais parassem completamente, o que ocorre na morte. Os mortos fecham os olhos, e o próximo evento que verão será a volta de Jesus ou Seu retorno após o milênio (Ap 20:7-15). Até lá, todos os mortos, os justos e os ímpios, descansarão por um tempo que lhes parecerá um instante. Para os vivos, a morte parece durar muito tempo, mas para os mortos dura apenas um instante.

“Se fosse verdade que a alma passa diretamente para o Céu no instante em que alguém morre, então poderíamos muito bem almejar a morte em lugar da vida. Por causa dessa crença, muitos têm sido levados a colocar fim à sua existência. Quando dominados pelas dificuldades, dúvidas e frustrações, parece fácil romper o tênue fio da vida e voar além, para as bênçãos do mundo eterno […].

“Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para sua recompensa e os ímpios para seu castigo” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 450, 458).

Perguntas para consideração

A Bíblia considera o ser humano um todo, que permanece consciente apenas como pessoa indivisível. Essa noção nos ajuda a entender a natureza da morte?

O mundo foi dominado pela teoria da imortalidade natural da alma, com todas as suas ramificações. Por que nossa mensagem sobre o estado dos mortos é tão crucial? Por que, entre os cristãos, encontramos forte oposição a esse ensino maravilhoso?

A compreensão do estado dos mortos nos protege do que pode “aparecer” diante de nossos olhos? Por que nem sempre podemos confiar no que vemos, principalmente se acharmos que vemos, ou pensamos ver, o “espírito de um querido morto”?

Sexta-feira, 14 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

Os mortos não sabem nada

Lições da Bíblia1

4. Leia Jó 3:11-13; Salmos 115:17; 146:4 e Eclesiastes 9:5, 10. O que aprendemos nesses textos sobre a condição do ser humano na morte?

Jó 3:11-13 (ARA)2: “11 Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela? 12 Por que houve regaço que me acolhesse? E por que peitos, para que eu mamasse? 13 Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso, 14 com os reis e conselheiros da terra que para si edificaram mausoléus; 15 ou com os príncipes que tinham ouro e encheram de prata as suas casas; 16 ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz. 17 Ali, os maus cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados.

Salmo 115:17 (ARA)2: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio.

Salmo 146:4 (ARA)2: “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.

Eclesiastes 9:5, 10 (ARA)2: “5 Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. […] 10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

Alguns argumentam que essas passagens (Jó 3:11-13; Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5, 10), escritas em linguagem poética, não podem ser usadas para definir a condição do ser humano na morte. É verdade que, às vezes, a poesia pode ser ambígua e facilmente mal interpretada, mas não é esse o caso quanto a esses versos. Sua linguagem é clara e seus conceitos estão em plena harmonia com os ensinamentos do AT sobre o assunto.

Primeiro, em Jó 3, o patriarca lamenta o próprio nascimento (Nos momentos mais terríveis, quem não desejou nunca ter nascido?). Reconhecia que, se tivesse morrido ao nascer, estaria dormindo e em repouso (Jó 3:11, 13).

O Salmo 115 define o local em que os mortos são mantidos como um lugar de silêncio, porque “os mortos não louvam o Senhor” (Sl 115:17). Isso não parece descrever que os mortos, os fiéis (e agradecidos), estejam no Céu adorando a Deus.

De acordo com o Salmo 146, as atividades mentais do indivíduo cessam com a morte (Sl 146:4).

Eclesiastes 9 acrescenta que “os mortos não sabem nada” e, na sepultura, “não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:5, 10). Essas declarações confirmam o ensino bíblico de que os mortos são inconscientes.

O ensino bíblico da inconsciência na morte não deve gerar pânico nos cristãos. Primeiro, não há inferno de fogo eterno, nem purgatório temporário esperando pelos que morrem perdidos. Segundo, há uma recompensa maravilhosa esperando por aqueles que morrem em Cristo. Não é de admirar que “para aquele que crê, a morte é de pouca importância […]. Para o cristão, a morte é apenas um sono, um momento de silêncio e escuridão. A vida está escondida com Cristo em Deus, e ‘quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em glória’” (Cl 3:4; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 632).

Pense nos salvos. Eles fecham os olhos na morte e, quer fiquem na sepultura por 1.500 anos ou por 5 meses, não faz diferença para eles. A próxima coisa que verão será o retorno de Cristo. Como, então, os mortos estão em melhor condição que os vivos?

Quarta-feira, 12 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O espírito volte a Deus

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 2:7 e Eclesiastes 12:1-7. Que contraste há entre essas duas passagens? Como elas nos ajudam a compreender melhor a condição humana na morte? (Veja também Gênesis 7:22).

Gênesis 2:7 (ARA)2: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Eclesiastes 12:1-7 (ARA)2: “1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; 2 antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro; 3 no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; 4 e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; 5 como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; 6 antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, 7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. 8 Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.”

Gênesis 7:22 (ARA)2: “Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

Como já vimos, a Bíblia ensina que o ser humano é uma alma (Gn 2:7), e a alma deixa de existir quando o corpo morre (Ez 18:4, 20).

Mas e quanto ao “espírito”? Ele não permanece consciente mesmo após a morte do corpo? Muitos cristãos acreditam que sim, e até tentam justificar seu ponto de vista citando Eclesiastes 12:7, que diz: “e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Mas essa declaração não sugere que o espírito dos mortos permaneça consciente na presença divina.

Eclesiastes 12:1-7 descreve, em termos bastante dramáticos, o processo de envelhecimento, culminando com a morte. O verso 7 refere-se à morte como a reversão do processo de criação mencionado em Gênesis 2:7. Como já foi dito, no sexto dia da semana da criação “formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7, ARA). Mas Eclesiastes 12:7 nos diz: “o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Assim, o fôlego de vida que Deus soprou nas narinas de Adão, e que também forneceu a todos os outros seres humanos, retorna a Deus ou, em outras palavras, simplesmente deixa de fluir para eles e através deles.

Devemos ter em mente que Eclesiastes 12:7 descreve o processo de morte de todos os seres humanos e o faz sem distinguir entre justos e ímpios. Se os supostos espíritos de todos os que morrem sobrevivem como entidades conscientes, então os espíritos dos ímpios estão com Deus? Essa ideia não está em harmonia com o ensino das Escrituras. Como o processo de morte ocorre da mesma forma com os seres humanos e com os animais (Ec 3:19, 20), a morte nada mais é do que deixar de existir como ser vivo. Como afirma o salmista: “Se escondes o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao pó” (Sl 104:29).

É certo dizer que a morte faz parte da vida? A morte não é o oposto da vida? Que esperança há neste verso: “O último inimigo a ser destruído é a morte” (1Co 15:26)?

Terça-feira, 11 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A alma que pecar morrerá

Lições da Bíblia1

2. Leia Ezequiel 18:4, 20 e Mateus 10:28. Como esses versos podem nos ajudar a entender da alma humana?

Ezequiel 18:4, 20 (ARA)2: “4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. […] 20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este.”

Mateus 10:28 (ARA)2: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

A vida humana neste mundo pecaminoso é frágil e transitória (Is 40:1-8). Nada infectado pelo pecado pode ser eterno por natureza. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram” (Rm 5:12). A morte é a consequência natural do pecado, que afeta toda a vida neste mundo.

Sobre esse assunto, há dois conceitos bíblicos importantes. Um é que os seres humanos e os animais morrem: “O mesmo que acontece com os filhos dos homens acontece com os animais: como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida, e o ser humano não tem nenhuma vantagem sobre os animais […] Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó voltarão” (Ec 3:19, 20).

O segundo conceito é que a morte física de uma pessoa implica a cessação de sua existência como alma vivente (Heb. Nephesh chayyah). Em Gênesis 2:16, Deus havia alertado Adão e Eva de que, se pecassem, comendo o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, eles morreriam.

Ecoando essa advertência, o Senhor reforçou: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4, 20, ARA). Essa afirmação tem duas implicações principais. Uma é que, uma vez que todos os seres humanos são pecadores, estamos sob o inevitável processo de envelhecimento e morte (Rm 3:9-18, 23). Outra é que esse conceito bíblico invalida a noção de uma suposta imortalidade natural da alma. Se a alma fosse imortal e existisse em outro reino após a morte, não morreríamos realmente afinal, não é?

A solução bíblica para o dilema da morte não é uma alma sem corpo que migra para o paraíso ou para o purgatório, ou mesmo para o inferno. A solução é a ressurreição final dos que morreram em Cristo. Em Seu sermão sobre o Pão da Vida, Jesus declarou: “A vontade do Pai é que todo aquele que vir o Filho e Nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40).

A segunda vinda de Jesus é assegurada pela primeira. De que terá servido a primeira vinda se não houver a segunda? Que esperança teríamos sem essa promessa?

Segunda-feira, 10 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.