Muitos ressuscitaram com Ele

Lições da Bíblia1

3. Leia Mateus 27:51-53. O que esse relato incrível nos ensina sobre a ressurreição de Jesus e o que ela realizou?

Mateus 27:51-53 (ARA)2: “51 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; 52 abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; 53 e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.”

Um terremoto marcou a morte de Jesus (Mt 27:50, 51), e outro marcou Sua ressurreição (Mt 28:2). No momento em que Jesus morreu, “a terra tremeu e as rochas se partiram; os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos já falecidos ressuscitaram; e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mt 27:51-53). Esses santos foram ressuscitados glorificados como testemunhas da ressurreição de Cristo e como protótipos daqueles que serão ressuscitados na ressurreição final. Assim, logo após a ressurreição de Jesus, muitos judeus receberam evidências poderosas para crer em Sua ressurreição e, assim, aceitá-Lo como seu Salvador, o que vários fizeram, incluindo muitos sacerdotes (veja At 6:7).

“Durante Seu ministério, Jesus tinha ressuscitado mortos. Fizera revi- ver o filho da viúva de Naim, a filha do líder da sinagoga e Lázaro. Esses não foram revestidos de imortalidade. Ressurgidos, estavam ainda sujeitos à morte. Mas aqueles que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo saíram para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro. […] Esses entraram na cidade e apareceram a muitos, declarando: ‘Cristo ressuscitou dos mortos, e nós ressuscitamos com Ele!’ Assim foi imortalizada a sagrada verdade da ressurreição” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 630).

Humanamente falando, os principais sacerdotes e anciãos tinham grandes vantagens. Eles detinham o poder religioso da nação e conseguiram até convencer as autoridades romanas e as multidões a ajudá-los em seus esquemas. Mas se esqueceram de que “o Altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem Ele quer” (Dn 4:32). Suas mentiras foram contrariadas e invalidadas com a ressurreição daqueles santos.

Não importa quanto as coisas possam ficar ruins, por que podemos confiar na vitória final de Deus para nós enquanto ainda lutamos neste mundo decaído?

Terça-feira, 08 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ele ressuscitou!

Lições da Bíblia1

A vitória de Cristo sobre Satanás e seus poderes malignos foi assegurada na cruz e confirmada pelo túmulo vazio. “Quando Jesus foi posto no sepulcro, Satanás triunfou. Ousou acreditar que o Salvador não viveria novamente. Reivindicava o corpo do Senhor e colocou sua guarda ao redor do túmulo, tentando manter Cristo como prisioneiro. Ficou furioso quando seus anjos fugiram diante do mensageiro celestial. Quando viu Cristo sair em triunfo, compreendeu que seu reino chegaria ao fim, e que ele finalmente morreria” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 630). E embora a humanidade de Cristo tenha morrido, Sua divindade não morreu. Em Sua divindade, Cristo possuía o poder de romper os grilhões da morte.

2. Leia Mateus 28:1-6; João 10:17, 18 e Romanos 8:11. Quem esteve diretamente envolvido na ressurreição de Jesus?

Mateus 28:1-6 (ARA)2: “1 No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. 3 O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. 4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. 5 Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.”

João 10:17, 18 (ARA)2: “17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. 18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.”

Romanos 8:11 (ARA)2: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.”

Durante Seu ministério em Samaria-Pereia, Jesus declarou que Ele próprio tinha poder para entregar Sua vida e reavê-la (Jo 10:17, 18). Cristo disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Outras passagens falam de Sua ressurreição como um ato divino (At 2:24; Rm 8:11; Gl 1:1; Hb 13:20). Até mesmo um poderoso anjo do Senhor esteve envolvido nesse evento glorioso (Mt 28:1, 2).

Entretanto, Mateus 28:11-15 revelou os esforços inúteis e tolos dos líderes em sua luta contra Jesus. A guarda romana contou aos líderes “tudo o que havia acontecido” (Mt 28:11). Nesse relato está implícita a ideia de que os guardas tinham visto a ressurreição. Caso contrário, o que suas palavras significariam? Um anjo desceu do céu, moveu a pedra, sentou-se sobre ela e os guardas desmaiaram? O que viram em seguida foi o túmulo vazio? Talvez, enquanto os romanos estavam inconscientes, o anjo teria levado o corpo de Jesus? Os discípulos o haveriam levado? Ou alguém o havia roubado? O que quer que tenha acontecido, o corpo de Jesus havia desaparecido.

Todo esse relato já teria sido desconcertante para os líderes religiosos. Mas o fato de haverem dado “grande soma de dinheiro aos soldados” (Mt 28:12) para manter esses homens quietos sugere que tudo o que os soldados lhes disseram os tinha perturbado profundamente. E o que falaram, é claro, foi sobre a ressurreição de Jesus.

Alguns zombam de que os primeiros a ver o Cristo ressurreto fossem romanos. Por quê? Essa verdade simboliza o que estava por vir: a evangelização dos gentios?

Segunda-feira, 07 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tumba selada

Lições da Bíblia1

A missão de Cristo parecia ter terminado (e até fracassado) com Sua morte na cruz. Satanás instigou Judas para que traísse o Salvador (Lc 22:3, 4; Jo 13:26, 27) e os principais sacerdotes e anciãos para que exigissem Sua morte (Mt 26:59; 27:20). Depois que Jesus foi preso, “todos os discípulos O deixaram e fugiram” (Mt 26:56), e Pedro O negou três vezes (Mt 26:69-75). Jesus jazia num túmulo escavado em uma rocha, fechado com uma pedra grande, selado, protegido por guardas romanos (Mt 27:57-66), e vigiado por poderes demoníacos invisíveis. “Se fosse possível, o príncipe das trevas, com seu exército de rebeldes, teria mantido para sempre fechado o túmulo que guardava o Filho de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 627).

Durante Seu ministério terrestre, Cristo havia predito não apenas Sua morte na cruz, mas também Sua ressurreição. Usando a linguagem inclusiva oriental, em que uma fração de um dia representa um dia inteiro, Jesus mencionou: “Como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra” (Mt 12:39, 40). Em outras ocasiões, Jesus ressaltou que seria morto, mas no terceiro dia ressuscitaria (Mt 16:21; 17:22, 23; 20:17-19). Os principais sacerdotes e os fariseus estavam cientes dessas declarações e tomaram medidas que eles esperavam que pudessem impedir Sua ressurreição.

1. Leia Mateus 27:62-66. Como essas ações só ajudaram a dar ao mundo mais evidências da ressurreição de Jesus?

Mateus 27:62-66 (ARA)2: “62 No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, 63 disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. 64 Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. 65 Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.”

As medidas tomadas para manter Jesus no túmulo só tornaram ainda mais evidente Sua vitória sobre a morte e sobre as hostes do mal, pois essas precauções foram uma tentativa de evitar que isso acontecesse.

Esses homens tinham ouvido falar dos milagres de Jesus e até testemunhado alguns deles. No entanto, pensaram que um guarda sobre o túmulo poderia impedir que Ele fosse ressuscitado?

Além disso, qual foi o pretexto para colocar um guarda junto ao túmulo? Os discípulos poderiam roubar o corpo e alegar que Jesus havia ressuscitado? Quando pergunta sem: Onde está o Jesus ressuscitado? Eles diriam: creiam em nossa palavra.

Suas ações revelaram o quanto temiam Jesus, mesmo após Sua morte. Talvez, temessem que Ele pudesse ressuscitar.

Domingo, 06 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A vitória de Cristo sobre a morte

Lições da Bíblia1

“Ao vê-Lo, caí aos Seus pés como morto. Porém Ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último e Aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:17, 18).

A ressurreição de Jesus é central para a fé cristã. Paulo destacou esse ponto de maneira muito poderosa quando escreveu: “Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:16-18). Veremos isso com mais detalhes na próxima semana.

Paulo deu grande ênfase e importância à morte de Cristo: “Decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e Este, crucificado” (1Co 2:2). No entanto, a morte do Salvador não nos traz nenhum benefício à parte da Sua ressurreição. É por isso que Sua ressurreição é tão crucial para toda a fé cristã e para o plano de salvação.

No entanto, é difícil entender por que a ressurreição de Cristo e, com ela, a nossa ressurreição são tão importantes se, conforme a crença de muitos, os mortos em Cristo já estão desfrutando a bem-aventurança do Céu, pois “foram para casa para estar com o Senhor”.

Seja como for, nesta semana estudaremos sobre a ressurreição de Cristo e todas as evidências convincentes que Ele nos deu para crermos nela.

Sábado, 05 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Ele morreu por nós – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 550-559 (“Angústia no Getsêmani”), p. 596-609 (“A glória do Calvário”); Caminho a Cristo, p. 20-32 (“Mudança de rumo”).

“Vi que todo o Céu está interessado em nossa salvação; e seremos nós indiferentes? Seremos descuidados, como se fosse coisa de pouca importância estarmos salvos ou perdidos? Menosprezaremos o sacrifício feito por nós? Alguns têm agido assim. Têm brincado com a misericórdia que lhes é oferecida, e o desagrado de Deus está sobre eles. O Espírito de Deus não será para sempre ofendido. Ele Se retirará, caso seja ofendido por um pouco mais de tempo. Depois de ter sido feito tudo quanto Deus podia fazer para salvar os seres humanos, caso eles mostrem, por sua vida, que menosprezam a oferecida misericórdia de Jesus, a morte será a parte deles e o elevado preço a ser pago. Será uma terrível morte; pois terão de sofrer a angústia sentida por Cristo, na cruz, a fim de adquirir para eles a redenção que recusaram. E compreenderão então o que perderam – a vida eterna, a herança imortal. O grande sacrifício feito para salvar vidas humanas mostra-nos o valor delas. Uma vez perdida a preciosa vida, estará perdida para sempre” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 116, 117).

Perguntas para consideração

Leia Hebreus 10:4. Como as pessoas eram salvas nos tempos do AT? A analogia de um cartão de crédito, que você usa para fazer pagamentos, mas depois tem que pagar a fatura, poderia nos ajudar a entender melhor esse assunto?

Se Cristo morreu por todos, por que nem todos serão salvos? (2Co 5:18-21).

Quais são os ensinos da “sabedoria mundana” que são “loucura” para Deus? E quanto à ideia de que o incrível design e a beleza do mundo surgiram de modo casual?

Por que a ideia de salvação pelas obras é fútil, errônea e contrária ao plano de salvação?

Sexta-feira, 04 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O significado da cruz

Lições da Bíblia1

7. O que Paulo disse sobre a cruz, e como a comparou com a “sabedoria deste mundo”? Visto que o “materialismo” (a ideia de que toda realidade é apenas material, o que significa que não há Deus nem reino sobrenatural de existência) domina “a sabedoria deste mundo”, por que a mensagem da cruz é tão importante? 1Co 1:18-24

1Co 1:18-24 (ARA)2: “18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. 19 Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. 20 Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? 21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. 22 Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; 23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; 24 mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.”

A cruz é o centro da história da salvação. “A eternidade nunca será capaz de sondar a profundidade do amor revelado na cruz do Calvário. Foi lá que o amor infinito de Cristo e o egoísmo sem medida de Satanás se encontraram face a face” (Stephen N. Haskell, A Cruz e Sua Sombra [Eugene, OR: Adventist Pioneer Library, 2020], p. 11).

Enquanto Cristo Se oferecia humildemente como resgate pela raça humana, Satanás, com egoísmo, O mergulhava em sofrimento e agonia. Cristo não morreu apenas a morte natural que todo ser humano tem que enfrentar. Ele morreu a segunda morte, para que todos que O aceitarem nunca tenham que experimentá-la por si mesmos.

Sobre o significado da cruz, há vários aspectos importantes. (1) a cruz é a revelação suprema da justiça de Deus contra o pecado (Rm 3:21-26). (2) a cruz é a revelação suprema do amor de Deus pelos pecadores (Rm 5:8). (3) a cruz é a grande fonte de poder para quebrar as cadeias do pecado (Rm 6:22, 23; 1Co 1:17-24). (4) a cruz é nossa única esperança de vida eterna (Fp 3:9-11; Jo 3:14-16; 1Jo 5:11, 12). (5) a cruz é o único antídoto contra uma futura rebelião no Universo (Ap 7:13-17; 22:3).

Nenhuma dessas verdades fundamentais sobre a cruz pode ser revelada pela “sabedoria deste mundo”. Ao contrário, então, como agora, a pregação da cruz é “loucura” para a sabedoria mundana, que muitas vezes sequer reconhece a verdade mais óbvia que poderia haver: que existe um Criador (veja Rm 1:18-20).

A palavra grega para “loucura” está ligada à palavra “idiota”; isto é, a pregação da cruz é “idiotice” segundo a “sabedoria deste mundo”. A sabedoria mundana não pode conhecer Jesus nem a salvação que Ele nos oferece por meio de Sua morte substitutiva na cruz.

Seja qual for o valor que a “sabedoria deste mundo” ofereça, por que não devemos permitir que ela interfira no que acreditamos sobre Jesus e na esperança que recebemos através da “loucura da pregação” (1Co 1:21)?

Quinta-feira, 03 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Ele morreu por nós

Lições da Bíblia1

5. O que a morte de Cristo realizou por nós? Jo 3:14-18; Rm 6:23

Jo 3:14-18 (ARA)2: “14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

Rm 6:23 (ARA)2: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Quando Jesus chegou ao rio Jordão para ser batizado, João Batista exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). João reconheceu Cristo como o Cordeiro antitípico para quem apontavam os verdadeiros sacrifícios do AT.

Mas sacrifícios de animais não podiam tirar pecados por si só (Hb 10:4). Eles ofereciam apenas perdão condicional que dependia da eficácia do futuro sacrifício de Cristo na cruz. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

6. Leia João 3:16, 17. Que grande esperança temos nesses versos, especial- mente quando sentimos que merecemos ser condenados por algo que fizemos?

João 3:16, 17 (ARA)2: “16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”

Pense no que tudo isso significa. Jesus, Aquele que criou o cosmos (Jo 1:1-3), Se ofereceu por todos nós, um sacrifício pelos pecados, para que não sofrêssemos a justa condenação. Essa é a grande promessa do evangelho.

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito” para morrer por nós (Jo 3:16). Mas nunca devemos esquecer que Cristo Se ofereceu voluntariamente em nosso favor (Hb 9:14). Martinho Lutero se referiu à cruz como “o altar no qual Ele [Cristo], consumido pelo fogo do amor sem limites que ardia em Seu coração, apresentou o sacrifício vivo e santo de Seu corpo e de Seu sangue ao Pai com fervorosa intercessão, alto clamor e lágrimas ardentes e angustiantes” (Hb 5:7; Luther’s Works, v. 13 [St. Louis, MO: Concordia Publishing House, 1956], p. 319]). Cristo morreu uma vez por todas (Hb 10:10) e uma vez para sempre (Hb 10:12), pois Seu sacrifício é todo-suficiente e nunca perde poder.

E há mais: “Se não houvesse senão uma alma que aceitasse o evangelho de Sua graça, Cristo teria, para salvar aquela alma, preferido Sua vida de labuta e humilhação, e morte de ignomínia” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 135).

Leia João 3:16 substituindo as expressões “o mundo” e “todo o que” pelo seu nome. Como tornar sua essa promessa a cada momento, especialmente quando sob tentação?

Quarta-feira, 02 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Está consumado!

Lições da Bíblia1

4. Leia João 19:1-30. Qual é a mensagem crucial na declaração de Jesus: “Está consumado”?

João 19:1-30 (ARA)2: “1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. 2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura. 3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum. 5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem! 6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum. 7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus. 8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou, 9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? 11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem. 12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César! 13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá. 14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. 15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César! 16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado. 17 Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, 18 onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus. 22 Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi. 23 Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. 24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá —para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados. 25 E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. 27 Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. 28 Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! 29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. 30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.”

Os momentos cruciais para Cristo, para a humanidade e para todo o Universo haviam chegado. Com profunda agonia, Ele lutou contra os poderes das trevas. Anjos maus tentavam vencê-Lo. Enquanto Jesus pendia da cruz, os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos zombavam Dele dizendo: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar. É Rei de Israel! Que Ele desça da cruz, e então creremos Nele” (Mt 27:42).

Cristo poderia ter descido da cruz e salvado a Si mesmo? Sim, Ele era capaz, mas não estava disposto a fazer isso. Seu amor incondicional pela humanidade, incluindo aqueles zombadores, não permitiu que Ele desistisse. “Os escarnecedores estavam entre aqueles a quem Ele estava salvando por meio de Sua morte; e Ele não pôde descer da cruz e salvar a Si mesmo porque estava preso, não pelos pregos, mas por Sua vontade de salvá-los” (Alfred Plummer, An Exegetical Commentary on the Gospel According to S. Matthew [Londres: Elliot Stock, 1910)], p. 397).

Em Seu sofrimento, Jesus estava derrotando o reino de Satanás, embora tenha sido Satanás quem instigou os eventos que culminaram na cruz, incluindo a traição de Judas (Jo 6:70; 13:2, 27). “De certo modo, de uma forma que o evangelista não procura descrever, a morte de Jesus é tanto um ato de Satanás como um ato pelo qual Jesus alcança a vitória sobre Satanás” (George E. Ladd, Teologia do Novo Testamento, edição revisada [São Paulo, SP; Editora Hagnos, 2003)], p. 253).

Quando clamou na cruz: “Está consumado” (Jo 19:30), Cristo não apenas sugeriu que Sua agonia havia chegado ao fim, mas principalmente que Ele havia vencido o grande conflito cósmico-histórico contra Satanás e suas forças do mal. “Todo o Céu triunfou na vitória do Salvador. Satanás foi derrotado, e soube que seu reino estava perdido” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 610).

É difícil entender o incrível contraste: na completa humilhação do Filho de Deus, Ele conquistou, para nós e para o Universo, a maior e mais gloriosa vitória.

O pecado é mau, pois foi necessária a morte de Cristo para expiá-lo. As obras não têm mérito diante de Deus. Podemos acrescentar algo ao que Cristo já fez por nós?

Terça-feira, 01 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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