A escada de Jacó

Lições da Bíblia1

Assim que Esaú descobriu que Jacó havia recebido a bênção de seu pai, percebeu que havia sido enganado pelo irmão (Gn 27:36) e quis matá-lo (Gn 27:42). Rebeca se preocupou e procurou evitar esse crime, que seria fatal para os dois filhos (Gn 27:45). Assim, com o apoio de Isaque (Gn 28:5), ela exortou Jacó a fugir para casa de parentes (Gn 27:43). No caminho para o exílio, Jacó encontrou Deus em um sonho num lugar a que ele chamou de Betel, “a casa de Deus”, e ali fez um voto.

2. Leia Gênesis 28:10-22. Compare com Gênesis 11:1-9. Em que Betel é diferente de Babel? Da experiência de Jacó em Betel e do que ocorreu em Babel, que lição tiramos sobre nosso relacionamento com Deus?

Gênesis 28:10-22 (ARA)2: “10 Partiu Jacó de Berseba e seguiu para Harã. 11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto; tomou uma das pedras do lugar, fê-la seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir. 12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. 13 Perto dele estava o Senhor e lhe disse: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência. 14 A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. 15 Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido. 16 Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. 17 E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus. 18 Tendo-se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite. 19 E ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz, deu o nome de Betel. 20 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, 21 de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus; 22 e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.

Gênesis 11:1-9 (ARA)2: “1 Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. 2 Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. 3 E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. 4 Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra. 5 Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; 6 e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. 7 Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. 8 Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela.

Nesse sonho, Jacó viu uma escada extraordinária ligada a Deus. O mesmo verbo hebraico, natsav, é usado para se referir à escada que é “posta na Terra” (Gn 28:12) e ao Senhor que “estava perto” de Jacó (Gn 28:13), como se a escada e o Senhor fossem a mesma coisa.

A escada estava relacionada à tentativa de Babel de alcançar o Céu. Como a torre de Babel, a escada chegava à “porta do Céu”. Mas enquanto a torre representava o esforço humano para subir e alcançar Deus, a escada de Betel enfatizava que o acesso a Deus só podia ser alcançado pela vinda de Deus a nós, e não o contrário.

Quanto à “pedra” na qual Jacó colocou sua cabeça e teve o sonho, ela se tornou o símbolo de beth-El, “a casa de Deus” (Gn 28:17, 22), que apontava para o templo, o santuário, o centro da atuação salvífica de Deus em favor da humanidade.

Jacó não limitou ao espiritual e ao místico sua expressão de adoração e senso de admiração em relação ao que lhe havia acontecido. Ele queria responder em termos externos concretos. Assim, decidiu “dar o dízimo” a Deus, não para obter a bênção divina, mas como uma resposta de gratidão ao presente do Senhor, que já tinha sido dado a ele. Novamente vemos o conceito do dízimo muito antes do surgimento da nação de Israel.

Leia outra vez Gênesis 28:11. O “dízimo” seria tirado “de tudo o que” Deus lhe concedesse (Gn 28:22). O que concluímos do que Jacó disse sobre o dízimo e o que ele representa?

Segunda-feira, 23 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jacó e Esaú

Lições da Bíblia1

Leia Gênesis 25:21-34. Compare as personalidades de Jacó e Esaú. Que qualidades de Jacó o predispuseram a ser digno da bênção de Isaque?

Gênesis 25:21-34 (ARA)2: “21 Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu. 22 Os filhos lutavam no ventre dela; então, disse: Se é assim, por que vivo eu? E consultou ao Senhor. 23 Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço. 24 Cumpridos os dias para que desse à luz, eis que se achavam gêmeos no seu ventre. 25 Saiu o primeiro, ruivo, todo revestido de pelo; por isso, lhe chamaram Esaú. 26 Depois, nasceu o irmão; segurava com a mão o calcanhar de Esaú; por isso, lhe chamaram Jacó. Era Isaque de sessenta anos, quando Rebeca lhos deu à luz. 27 Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas. 28 Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó. 29 Tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido, veio do campo Esaú 30 e lhe disse: Peço-te que me deixes comer um pouco desse cozinhado vermelho, pois estou esmorecido. Daí chamar-se Edom. 31 Disse Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura. 32 Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura? 33 Então, disse Jacó: Jura-me primeiro. Ele jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó. 34 Deu, pois, Jacó a Esaú pão e o cozinhado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura.”

Desde o ventre de sua mãe, percebemos que Jacó e Esaú eram diferentes e lutariam um contra o outro. Enquanto Esaú é descrito como perito caçador, homem do campo, Jacó é visto como alguém tranquilo, assentado à tenda e meditando. A palavra hebraica tam, traduzida como “pacato”, é a mesma aplicada a Jó e a Noé, traduzida como “íntegro” para Jó (Jó 8:20) e “justo” para Noé (Gn 6:9).

Essa diferença de caráter se tornaria evidente mais tarde (Gn 27– 28:5). Quando Esaú chegou em casa cansado e com fome, Jacó havia preparado lentilhas para si. Para Esaú, o prazer imediato visível e físico do alimento (Gn 25:32) foi mais importante do que a bênção futura associada ao seu direito de primogenitura (compare com Hb 12:16, 17 [“16 nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. 17 Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.”]).

“As promessas feitas a Abraão e confirmadas ao seu filho eram consideradas por Isaque e Rebeca o grande objetivo de seus desejos e esperanças. Esaú e Jacó estavam familiarizados com essas promessas. Foram ensinados a considerar a primogenitura algo de grande importância, pois incluía não somente a herança das riquezas terrestres, mas também a liderança espiritual. Aquele que a recebia devia ser o sacerdote da família, e na linhagem de sua posteridade viria o Redentor do mundo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 143 [177]).

Para Jacó, em contraste com seu irmão, o significado espiritual da bênção era o que importava. No entanto, depois, instigado por sua mãe (Gn 27), Jacó enganou seu pai de maneira aberta e proposital, até mesmo usando o nome do “Senhor, seu Deus” (Gn 27:20) ao perpetrar o artifício. Ele cometeu esse engano terrível, ainda que por algo que sabia ser bom.

Os resultados foram trágicos, acrescentando mais disfunções a uma família já disfuncional.

Jacó queria algo bom, algo de valor, e isso era admirável (especialmente em comparação com a atitude de seu irmão); porém enganou e mentiu para conseguir seu propósito. Como podemos evitar cair em armadilha semelhante?

Domingo, 22 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jacó, o enganador

Lições da Escola Sabatina

“Esaú disse: – Não é com razão que ele se chama Jacó? Pois já duas vezes me enganou: tirou-me o direito de primogenitura e agora tomou a bênção que era minha. E perguntou: – Então o senhor não reservou nenhuma bênção para mim?” (Gn 27:36).

Retomamos a história da família de Isaque, o filho do milagre e ancestral da descendência prometida. Contudo, a história não começa muito bem. O caráter imperfeito de seu filho Jacó se manifestaria na rivalidade entre os dois irmãos pela primogenitura (Gn 25:27-34) e, consequentemente, pelo direito de obter a bênção de Isaque (Gn 27).

Como Jacó enganou seu pai e roubou a bênção de seu irmão mais velho, ele teve que fugir para salvar sua vida. Indo para o exílio, Deus o confrontou em Betel (Gn 28:10-22). A partir de então, Jacó, o enganador, também teria a experiência de ser enganado. Em vez de Raquel, a quem Jacó amava (Gn 29), Lia, a filha mais velha, lhe foi dada, e ele teve que trabalhar 14 anos para ganhar suas esposas.

No entanto, Jacó também experimentou a bênção divina, pois no exílio teve seus 12 filhos, e Deus aumentou sua riqueza. Assim, tudo o que observamos nessa história indica como Deus cumpre Suas promessas da aliança, de uma ou de outra forma, independentemente de quantas vezes Seu povo falhe.

Sábado, 21 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

A promessa – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Abraão foi um profeta extraordinário com quem Deus compartilhou, até certo ponto, Seu plano da salvação por meio do sacrifício de Seu Filho (Gn 18:17).

“Isaque era um símbolo do Filho de Deus, oferecido em sacrifício pelos pecados do mundo. Deus queria imprimir na mente de Abraão o evangelho da salvação para o ser humano. A fim de fazê-lo, e tornar essa verdade real para ele, bem como provar-lhe a fé, pediu que matasse seu querido Isaque. […] Foi-lhe feito compreender, pela própria experiência, quão inexprimível era a abnegação de Deus em dar o próprio Filho para morrer a fim de redimir o ser humano da total perdição. Nenhuma tortura mental poderia ser para Abraão igual àquela que sofrera ao obedecer à ordem divina de sacrificar seu filho” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 305 [369]).

“Abraão já estava idoso e não esperava viver muito; no entanto, ainda precisava fazer uma coisa que garantiria o cumprimento da promessa à sua posteridade. Isaque era aquele que havia sido divinamente designado para suceder-lhe como guardião da lei de Deus e ser pai do povo escolhido. Contudo, Isaque ainda era solteiro. Os habitantes de Canaã estavam entregues à idolatria, e Deus havia proibido casamentos entre Seu povo e eles, sabendo que esses casamentos conduziriam à apostasia. O patriarca receou o efeito das influências corruptoras que rodeavam seu filho. […] Para Abraão, escolher uma esposa para seu filho era assunto de suma importância, pois queria que ele se casasse com uma mulher que não o afastasse de Deus. […]

“Confiando na sabedoria e no amor de seu pai, Isaque estava satisfeito com a entrega dessa questão a ele, crendo também que o próprio Deus dirigiria a escolha a ser feita” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 137 [171]).

Perguntas para consideração

1. Abraão se dispôs a sacrificar Isaque. Imagine o tipo de fé que esse relato revela! O que é tão surpreendente, mas ao mesmo tempo preocupante, nessa história?

2. Por que nossa fé não tem sentido sem o livre-arbítrio? Cite exemplos bíblicos em que, apesar das escolhas erradas do ser humano, a vontade de Deus se cumpriu.

Sexta-feira, 20 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

Uma esposa para Abraão

Lições da Bíblia1

6. Leia Gênesis 24:67–25:1-8. Qual é o significado desses eventos finais na vida de Abraão?

Gênesis 24:67–25:1-8 (ARA)2: “24 67 Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.  25 1 Desposou Abraão outra mulher; chamava-se Quetura. 2 Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. 3 Jocsã gerou a Seba e a Dedã; os filhos de Dedã foram: Assurim, Letusim e Leumim. 4 Os filhos de Midiã foram: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura. 5 Abraão deu tudo o que possuía a Isaque.Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os para a terra oriental. 7 Foram os dias da vida de Abraão cento e setenta e cinco anos. 8 Expirou Abraão; morreu em ditosa velhice, avançado em anos; e foi reunido ao seu povo.”

Depois que Sara morreu, Abraão se casou novamente. Como Isaque, ele foi consolado após a morte de Sara (Gn 24:67), cuja memória com certeza ainda devia estar vívida na mente do patriarca, assim como na de seu filho.

A identidade de sua nova esposa não é clara. O cronista menciona os filhos de Quetura e os filhos de Agar, sem mencionar o nome de Agar (1Cr 1:28-31). Para alguns estudiosos, isso sugere que Quetura e Agar fossem a mesma pessoa. Além disso, Abraão se comportou com os filhos de Quetura da mesma forma que com o filho de Agar: ele os mandou embora para evitar qualquer influência espiritual e para fazer distinção clara entre seu filho com Sara e os outros filhos.

Ele deu “tudo o que tinha a Isaque”, enquanto “aos filhos das concubinas que tinha, Abraão deu presentes” (Gn 25:5, 6). Em 1 Crônicas 1:32, 33, Quetura é chamada de “concubina”. Porém, não temos evidências conclusivas sobre essa possível identificação de Quetura com Agar. A sutil alusão a Sara (Gn 24:67) foi um prelúdio ao novo casamento de Abraão com Quetura.

Gênesis 25:1-4, 12-18 apresenta uma lista dos filhos que Abraão teve com Quetura, bem como uma lista dos filhos de Ismael. O propósito da genealogia após o casamento de Abraão com Quetura, que lhe deu seis filhos, em contraste com seus outros dois filhos (Isaque e Ismael), talvez seja oferecer evidência imediata da promessa de Deus de que Abraão seria o pai de muitas nações.

A segunda genealogia traz os descendentes de Ismael, que compunham 12 tribos (Gn 17:20), assim como aconteceria com Jacó (Gn 35:22-26), embora a aliança de Deus seja reservada à descendência de Isaque (Gn 17:21), não à de Ismael, um ponto sobre o qual as Escrituras são claras.

O relato da morte de Abraão, entre as duas genealogias (Gn 25:7-11), testifica a bênção de Deus e revela o cumprimento de Sua promessa a Abraão, feita muitos anos antes: de que ele morreria “em boa velhice” (Gn 15:15; Ec 6:3).

O Senhor foi fiel às Suas promessas de graça ao fiel servo Abraão, cuja fé é descrita como um grande exemplo, senão o melhor, da confiança no Deus que nos salva mediante a fé (Rm 4:1-12).

Quinta-feira, 19 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma esposa para Isaque

Lições da Bíblia1

Gênesis 24 conta a história do casamento de Isaque após a morte de Sara. As duas histórias estão relacionadas.

5. Leia Gênesis 24. Por que Abraão não queria que seu filho se casasse com uma mulher dos cananeus?

Gênesis 24 (ARA)2: “1 Era Abraão já idoso, bem avançado em anos; e o Senhor em tudo o havia abençoado. 2 Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía: Põe a mão por baixo da minha coxa,para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito;mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho. 5 Disse-lhe o servo: Talvez não queira a mulher seguir-me para esta terra; nesse caso, levarei teu filho à terra donde saíste? 6 Respondeu-lhe Abraão: Cautela! Não faças voltar para lá meu filho. O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra, ele enviará o seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho. 8 Caso a mulher não queira seguir-te, ficarás desobrigado do teu juramento; entretanto, não levarás para lá meu filho. 9 Com isso, pôs o servo a mão por baixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou fazer segundo o resolvido. 10 Tomou o servo dez dos camelos do seu senhor e, levando consigo de todos os bens dele, levantou-se e partiu, rumo da Mesopotâmia, para a cidade de Naor. 11 Fora da cidade, fez ajoelhar os camelos junto a um poço de água, à tarde, hora em que as moças saem a tirar água. 12 E disse consigo: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Abraão! 13 Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; 14 dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que usaste de bondade para com o meu senhor. 15 Considerava ele ainda, quando saiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo um cântaro ao ombro. 16 A moça era mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído; ela desceu à fonte, encheu o seu cântaro e subiu. 17 Então, o servo saiu-lhe ao encontro e disse: Dá-me de beber um pouco da água do teu cântaro. 18 Ela respondeu: Bebe, meu senhor. E, prontamente, baixando o cântaro para a mão, lhe deu de beber. 19 Acabando ela de dar a beber, disse: Tirarei água também para os teus camelos, até que todos bebam. 20 E, apressando-se em despejar o cântaro no bebedouro, correu outra vez ao poço para tirar mais água; tirou-a e deu-a a todos os camelos. 21 O homem a observava, em silêncio, atentamente, para saber se teria o Senhor levado a bom termo a sua jornada ou não. 22 Tendo os camelos acabado de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro; 23 e lhe perguntou: De quem és filha? Peço-te que me digas. Haverá em casa de teu pai lugar em que eu fique, e a comitiva? 24 Ela respondeu: Sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu à luz a Naor. 25 E acrescentou: Temos palha, e muito pasto, e lugar para passar a noite. 26 Então, se inclinou o homem e adorou ao Senhor. 27 E disse: Bendito seja o Senhor, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua benignidade e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, estando no caminho, o Senhor me guiou à casa dos parentes de meu senhor. 28 E a moça correu e contou aos da casa de sua mãe todas essas coisas. 29 Ora, Rebeca tinha um irmão, chamado Labão; este correu ao encontro do homem junto à fonte. 30 Pois, quando viu o pendente e as pulseiras nas mãos de sua irmã, tendo ouvido as palavras de Rebeca, sua irmã, que dizia: Assim me falou o homem, foi Labão ter com ele, o qual estava em pé junto aos camelos, junto à fonte. 31 E lhe disse: Entra, bendito do Senhor, por que estás aí fora? Pois já preparei a casa e o lugar para os camelos. 32 Então, fez entrar o homem; descarregaram-lhe os camelos e lhes deram forragem e pasto; deu-se-lhe água para lavar os pés e também aos homens que estavam com ele. 33 Diante dele puseram comida; porém ele disse: Não comerei enquanto não expuser o propósito a que venho. Labão respondeu-lhe: Dize. 34 Então, disse: Sou servo de Abraão. 35 O Senhor tem abençoado muito ao meu senhor, e ele se tornou grande; deu-lhe ovelhas e bois, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos. 36 Sara, mulher do meu senhor, era já idosa quando lhe deu à luz um filho; a este deu ele tudo quanto tem. 37 E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás esposa para meu filho das mulheres dos cananeus, em cuja terra habito; 38 porém irás à casa de meu pai e à minha família e tomarás esposa para meu filho. 39 Respondi ao meu senhor: Talvez não queira a mulher seguir-me. 40 Ele me disse: O Senhor, em cuja presença eu ando, enviará contigo o seu Anjo e levará a bom termo a tua jornada, para que, da minha família e da casa de meu pai, tomes esposa para meu filho. 41 Então, serás desobrigado do meu juramento, quando fores à minha família; se não ta derem, desobrigado estarás do meu juramento. 42 Hoje, pois, cheguei à fonte e disse comigo: ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, se me levas a bom termo a jornada em que sigo, 43 eis-me agora junto à fonte de água; a moça que sair para tirar água, a quem eu disser: dá-me um pouco de água do teu cântaro, 44 e ela me responder: Bebe, e também tirarei água para os teus camelos, seja essa a mulher que o Senhor designou para o filho de meu senhor. 45 Considerava ainda eu assim, no meu íntimo, quando saiu Rebeca trazendo o seu cântaro ao ombro, desceu à fonte e tirou água. E eu lhe disse: peço-te que me dês de beber. 46 Ela se apressou e, baixando o cântaro do ombro, disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos. Bebi, e ela deu de beber aos camelos. 47 Daí lhe perguntei: de quem és filha? Ela respondeu: Filha de Betuel, filho de Naor e Milca. Então, lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos. 48 E, prostrando-me, adorei ao Senhor e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido por um caminho direito, a fim de tomar para o filho do meu senhor uma filha do seu parente. 49 Agora, pois, se haveis de usar de benevolência e de verdade para com o meu senhor, fazei-mo saber; se não, declarai-mo, para que eu vá, ou para a direita ou para a esquerda. 50 Então, responderam Labão e Betuel: Isto procede do Senhor, nada temos a dizer fora da sua verdade. 51 Eis Rebeca na tua presença; toma-a e vai-te; seja ela a mulher do filho do teu senhor, segundo a palavra do Senhor. 52 Tendo ouvido o servo de Abraão tais palavras, prostrou-se em terra diante do Senhor; 53 e tirou joias de ouro e de prata e vestidos e os deu a Rebeca; também deu ricos presentes a seu irmão e a sua mãe. 54 Depois, comeram, e beberam, ele e os homens que estavam com ele, e passaram a noite. De madrugada, quando se levantaram, disse o servo: Permiti que eu volte ao meu senhor. 55 Mas o irmão e a mãe da moça disseram: Fique ela ainda conosco alguns dias, pelo menos dez; e depois irá. 56 Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o Senhor me tem levado a bom termo na jornada; permiti que eu volte ao meu senhor. 57 Disseram: Chamemos a moça e ouçamo-la pessoalmente. 58 Chamaram, pois, a Rebeca e lhe perguntaram: Queres ir com este homem? Ela respondeu: Irei. 59 Então, despediram a Rebeca, sua irmã, e a sua ama, e ao servo de Abraão, e a seus homens. 60 Abençoaram a Rebeca e lhe disseram: És nossa irmã; sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta dos seus inimigos. 61 Então, se levantou Rebeca com suas moças e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo tomou a Rebeca e partiu. 62 Ora, Isaque vinha de caminho de Beer-Laai-Roi, porque habitava na terra do Neguebe. 63 Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. 64 Também Rebeca levantou os olhos, e, vendo a Isaque, apeou do camelo, 65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? É o meu senhor, respondeu. Então, tomou ela o véu e se cobriu. 66 O servo contou a Isaque todas as coisas que havia feito. 67 Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.

Assim como Abraão queria adquirir a terra para sepultar a esposa, por causa da promessa de Deus aos seus descendentes de que possuiriam essa terra, ele insistiu que Isaque não se fixasse fora da terra prometida (Gn 24:7). Além disso, o movimento de Isaque para levar sua noiva até a tenda de Sara e a nota de que Rebeca o confortou “depois da morte de sua mãe” (Gn 24:67) ressaltam a dor dele pela perda.

A história está cheia de orações e respostas a orações e é rica em lições sobre a providência de Deus e a liberdade humana. Tudo começou com a prece de Abraão. Jurando pelo “Senhor, Deus do Céu e da Terra” (Gn 24:3), essa oração é antes de tudo um reconhecimento de Deus como o Criador (Gn 1:1; 14:19), com influência direta sobre o nascimento dos descendentes de Abraão, incluindo o próprio Messias.

A referência a “Seu anjo” e “o Senhor, Deus do Céu” (Gn 24:7), apontava para o Anjo do Senhor, que desceu para resgatar Isaque da morte (Gn 22:11). O Deus que controla o Universo, que interveio para salvar Isaque, o conduziria no casamento.

Abraão deixou em aberto, no entanto, a possibilidade de que a mulher não respondesse ao chamado. Por mais poderoso que seja, Deus não força os humanos a Lhe obedecer. Embora fosse o plano de Deus que Rebeca seguisse Eliézer, ela poderia ter exercido sua liberdade. Ou seja, era possível que ela não quisesse ir; nesse caso, não seria forçada.

Portanto, vemos nesse relato outro exemplo do mistério de como Deus nos deu, como humanos, o livre-arbítrio, uma liberdade que Ele não desrespeita (se o fizesse, não seríamos livres). No entanto, de alguma forma, apesar da liberdade e das terríveis escolhas que fazemos, podemos crer que, no fim, o amor e a bondade prevalecerão.

Por que é tão reconfortante saber que embora nem todas as coisas sejam da vontade de Deus, Ele ainda está no comando? De que forma profecias como Daniel 2, por exemplo, nos provam isso?

Quarta-feira, 18 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A morte de Sara

Lições da Bíblia1

Gênesis 22:23 relata o nascimento de Rebeca, que antecipa o futuro casamento entre ela e Isaque (Gn 24). Da mesma forma, o relato da morte e do sepultamento da esposa de Abraão, Sara (Gn 23), antecipa o futuro casamento do patriarca com Quetura (Gn 25:1-4).

4. Leia Gênesis 23. Qual é a função do relato da morte e do sepultamento de Sara no cumprimento da promessa de Deus a Abraão?

Gênesis 23 (ARA)2: “1 Tendo Sara vivido cento e vinte e sete anos,morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela. 3 Levantou-se, depois, Abraão da presença de sua morta e falou aos filhos de Hete: Sou estrangeiro e morador entre vós; dai-me a posse de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta. 5 Responderam os filhos de Hete a Abraão, dizendo: 6 Ouve-nos, senhor: tu és príncipe de Deus entre nós; sepulta numa das nossas melhores sepulturas a tua morta; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para sepultares a tua morta. 7 Então, se levantou Abraão e se inclinou diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete. 8 E lhes falou, dizendo: Se é do vosso agrado que eu sepulte a minha morta, ouvi-me e intercedei por mim junto a Efrom, filho de Zoar, 9 para que ele me dê a caverna de Macpela, que tem no extremo do seu campo; que ma dê pelo devido preço em posse de sepultura entre vós. 10 Ora, Efrom, o heteu, sentando-se no meio dos filhos de Hete, respondeu a Abraão, ouvindo-o os filhos de Hete, a saber, todos os que entravam pela porta da sua cidade: 11 De modo nenhum, meu senhor; ouve-me: dou-te o campo e também a caverna que nele está; na presença dos filhos do meu povo te dou; sepulta a tua morta. 12 Então, se inclinou Abraão diante do povo da terra; 13 e falou a Efrom, na presença do povo da terra, dizendo: Mas, se concordas, ouve-me, peço-te: darei o preço do campo, toma-o de mim, e sepultarei ali a minha morta. 14 Respondeu-lhe Efrom: 15 Meu senhor, ouve-me: um terreno que vale quatrocentos siclos de prata, que é isso entre mim e ti? Sepulta ali a tua morta. 16 Tendo Abraão ouvido isso a Efrom, pesou-lhe a prata, de que este lhe falara diante dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre os mercadores. 17 Assim, o campo de Efrom, que estava em Macpela, fronteiro a Manre, o campo, a caverna e todo o arvoredo que nele havia, e todo o limite ao redor 18 se confirmaram por posse a Abraão, na presença dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade. 19 Depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, fronteiro a Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã. 20 E assim, pelos filhos de Hete, se confirmou a Abraão o direito do campo e da caverna que nele estava, em posse de sepultura.”

A menção da morte de Sara logo após a história do sacrifício de Isaque sugere que ela pode ter sido afetada por esse incidente, que quase custou a vida de seu filho. De alguma forma, Sara também esteve envolvida no “teste” com seu marido, assim como esteve em suas viagens e seus ocasionais lapsos de fé (Gn 12:11-13).

Sara não era o tipo de mulher que ficava calada sobre assuntos importantes ou que a perturbavam (compare com Gn 16:2-5; 18:15; 21:9, 10). Sua ausência e seu silêncio, e até mesmo o momento de sua morte após aquele evento dramático, dizem mais sobre sua relevância para os acontecimentos do que sua presença física. O fato de a velhice de Sara ser mencionada (Gn 23:1) mostra sua importância para a história.

Sara é a única mulher no AT sobre a qual se menciona a idade, o que mostra sua centralidade na história. O foco na compra do local de sepultamento de Sara (que abrange a maior parte do capítulo), em vez de sua morte, enfatiza a conexão com a terra prometida.

A especificação de que ela morreu “na terra de Canaã” (Gn 23:2) enfatiza a relação da morte de Sara com a promessa de Deus sobre a terra. Sara é a primeira do clã de Abraão a morrer e ser sepultada na terra prometida. A preocupação de Abraão sobre si mesmo, “sou estrangeiro e morador” (Gn 23:4), e seu argumento insistente com os filhos de Hete mostram que ele estava interessado não apenas em adquirir um local de sepultamento; estava principalmente preocupado em se estabelecer na terra.

Leia Gênesis 23:6 [“Ouve-nos, senhor: tu és príncipe de Deus entre nós; sepulta numa das nossas melhores sepulturas a tua morta; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para sepultares a tua morta.”] O que o texto nos diz sobre a reputação de Abraão? Por que isso é importante para entender o que Senhor fez por intermédio do patriarca?

Terça-feira, 17 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Deus proverá

Lições da Bíblia1

2. Leia Gênesis 22:8, 14, 18. Como Deus cumpriu Sua promessa de prover? O que foi provido?

Gênesis 22:8, 14, 18 (ARA)2: “8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos. […] 14 E pôs Abraão por nome àquele lugar —O Senhor Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá. […] 18 nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.”

Quando Isaque perguntou sobre o animal para o sacrifício, Abraão deu uma resposta intrigante: Deus “proverá para Si o cordeiro para o holocausto” (Gn 22:8). No entanto, a forma verbal hebraica pode significar “Deus proverá a Si mesmo como o cordeiro”. O verbo “prover” (yir’eh lo) é usado de uma forma que pode significar “providenciar a si mesmo” (ou literalmente, “ver a si mesmo”).

Sendo assim, o que nos é mostrado, então, é a essência do plano da salvação, com o próprio Senhor sofrendo e pagando em Si mesmo a penalidade pelos nossos pecados!

3. Leia João 1:1-3 e Romanos 5:6-8. Como esses versos nos ajudam a entender o que aconteceu na cruz, prefigurado no sacrifício feito no monte Moriá?

João 1:1-3 (ARA)2: “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”

Romanos 5:6-8 (ARA)2: “6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

No monte Moriá, muito antes da cruz, o carneiro sacrifical “preso pelos chifres entre os arbustos” (Gn 22:13) apontava diretamente para Jesus. Ele é Aquele que foi “visto” ali, como Abraão explica mais tarde, “No monte do Senhor se proverá” (Gn 22:14). O próprio Jesus apontou para essa declaração profética de Abraão, quando disse: “Abraão, o pai de vocês, alegrou- se por ver o Meu dia; e ele viu esse dia e ficou alegre” (Jo 8:56).

“Foi para impressionar a mente de Abraão com a realidade do evangelho e para provar sua fé que Deus mandou que ele matasse seu filho. A aflição que ele sofreu durante os dias tenebrosos daquela terrível prova foi permitida para que compreendesse por sua própria experiência algo da grandeza do sacrifício feito pelo infinito Deus para a redenção do ser humano” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 122 [154]).

O que aconteceu no monte Moriá nos ajuda a entender melhor o evento na cruz e o que Deus sofreu por nós? Qual deve ser nossa resposta a isso?

Segunda-feira, 16 de maio de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.