O propósito da lei

Lições da Bíblia.

“3. Em Gálatas 3:19-29 Paulo faz várias referências à ‘lei’. Nesta seção de Gálatas, que lei Paulo menciona principalmente?” “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador. Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um.” (Gál. 3:19-20). “A lei moral: os Dez Mandamentos.”

“Acreditando que a expressão até que, no verso 19, indica que essa lei foi apenas temporária, alguns têm pensado que a passagem deve se referir à lei cerimonial, porque o propósito dessa lei foi cumprido na cruz e, assim, ela chegou ao fim. Embora essa ideia faça sentido em si mesma, não parece ter sido esse o pensamento de Paulo em Gálatas. Tanto a lei cerimonial quanto a lei moral foram ‘adicionadas’ no Sinai por causa da transgressão. Mas veremos, considerando a pergunta a seguir, que Paulo pensou principalmente na lei moral.”

4. Por que Paulo disse que a lei foi acrescentada? A que ela foi acrescentada, e por quê? Compare Gl 3:19 com Rm 5:13, 20 “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.” (Gál. 3:19). Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.” (Rom. 5:13). Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,” (Rom. 5:20). “A lei já existia. Foi acrescentada ao povo de Israel com o propósito de dirigi-los de volta a Deus; e a graça foi oferecida a todos que O buscam pela fé.”

Paulo não disse que a lei foi acrescentada à aliança de Deus com Abraão, como se fosse uma espécie de suplemento a um testamento que alterasse as provisões originais. A lei já havia existido por muito tempo antes do Sinai (veja a lição de amanhã). Paulo quis dizer, ao contrário, que a lei foi dada a Israel para um propósito totalmente diferente. Ela devia dirigir o povo de volta para Deus e à graça que Ele oferece a todos os que vão a Ele pela fé. A lei revela nossa condição pecaminosa e nossa necessidade da graça de Deus. A lei não foi destinada a ser uma espécie de programa para ‘conseguir’ a salvação. Ao contrário, ela foi dada, diz Paulo, ‘para que a transgressão fosse ressaltada’ (Rm 5:20, NVI), ou seja, para nos mostrar mais claramente o pecado em nossa vida (Rm 7:13).”

“Enquanto as leis cerimoniais apontavam para o Messias e enfatizavam a santidade e a necessidade de um Salvador, é a lei moral, com suas proibições, que revela o pecado, que nos mostra que o pecado não é apenas uma parte da nossa condição natural, mas, de fato, é a violação da lei de Deus [‘visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.’ Rm 3:20; ‘Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.’ Rm 5:13; ‘Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,’ Rm 5:20; ‘Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.’ Rm. 7:7-8; ‘Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.’ Rm 7:13]. É por isso que Paulo diz: ‘Onde não há lei, não há transgressão’ (Rm 4:15, NVI). ‘A lei funciona como uma lupa. Esse dispositivo não aumenta realmente o número de marcas de sujeira que mancham uma roupa, mas faz com que elas se destaquem de maneira mais clara e revela muito mais delas do que a pessoa é capaz de ver a olho nu’ (William Hendriksen, New Testament Commentary, Exposition on Galatians [Comentário sobre o Novo Testamento, Exposição sobre Gálatas], Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1968, p. 141).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 01 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Fé e lei (Rm 3:31)

Lições da Bíblia.

“Paulo argumentou energicamente em defesa da supremacia da fé no relacionamento da pessoa com Deus. Ele afirmou repetidamente que nem a circuncisão nem quaisquer outras ‘obras da lei’ são pré-requisitos para a salvação, ‘pois, por obras da lei, ninguém será justificado’ (Gl 2:16). Além disso, a marca que caracteriza o cristão não são as obras da lei, mas a fé (Gl 3:7). Essa negação repetida das obras da lei levanta a questão: Será que a lei não tem absolutamente nenhum valor, então? Será que Deus anulou a lei?”

2. Por ser a salvação pela fé, e não pelas obras da lei, Paulo quis dizer que a fé anula a lei? Compare Rm 3:31 com Rm 7:7, 12; 8:3, 4; Mt 5:17-20. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Rom. 3:31). “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.” (Rom. 7:7). “Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Rom. 7:12). Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mat. 5:17-20). “Não de maneira nenhuma! A fé confirma a lei, pois a lei é santa, justa e boa. A lei nos mostra o pecado.”

“O raciocínio de Paulo em Romanos 3 se assemelha à sua argumentação sobre fé e lei em Gálatas. Sentindo que seus comentários poderiam levar alguns a concluir que ele estava exaltando a fé em detrimento da lei, Paulo faz a pergunta retórica: ‘Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei’. A palavra traduzida como ‘anulamos’ em Romanos 3:31 é katargeo. Paulo usa a palavra com frequência; ela pode ser traduzida como ‘anular’ (Rm 3:3), ‘abolir’ (Ef 2:15), ‘desfazer’ (Rm 6:6, RC), ou mesmo destruir (1Co 6:13). Claramente, se Paulo quisesse apoiar a ideia de que a lei foi de alguma forma abolida na cruz, como algumas pessoas hoje afirmam que ele ensinou, essa teria sido a oportunidade. Mas Paulo não apenas negou essa opinião com um enfático não; na verdade, ele afirmou que seu evangelho ‘estabelece’ a lei!”

“Ao exigir e prover o sacrifício expiatório, o plano da justificação pela fé revela o respeito de Deus por Sua lei. Se a justificação pela fé anulasse a lei, não teria havido necessidade da morte expiatória de Cristo para libertar o pecador de seus pecados e, assim, restaurá-lo à paz com Deus.”

“Além disso, em si mesma, a fé genuína envolve uma disposição sem reservas para cumprir a vontade de Deus em uma vida de obediência à Sua lei… A fé verdadeira, com base no pleno amor pelo Salvador, só pode conduzir à obediência” (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 510).

“Que implicações haveriam se Paulo, na verdade, quisesse dizer que a fé anula a necessidade de guardar a lei? Por exemplo, o adultério, o roubo, ou até mesmo o assassinato deixariam de ser pecado? Pense na tristeza, dor e sofrimento dos quais você poderia se preservar se simplesmente obedecesse à lei de Deus. Que sofrimentos você ou outras pessoas têm experimentado, inteiramente como resultado da desobediência à lei de Deus?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 31 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Lei e fé (Gl 3:15-18)

Lições da Bíblia.

“Mesmo que seus adversários admitissem que a vida de Abraão foi caracterizada principalmente pela fé, Paulo sabia que eles ainda questionariam por que Deus deu a lei a Israel cerca de quatro séculos depois de Abraão. A promulgação da lei não anulou algum acordo anterior?”

“1. Qual é o objetivo da analogia de Paulo entre o testamento de uma pessoa e a aliança de Deus com Abraão?” “Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo. E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão.” (Gál. 3:15-18). “A lei não invalidou a promessa, nem a aliança anterior de Deus com Abraão.”

“Uma aliança e um testamento geralmente são diferentes. Uma aliança é tipicamente um acordo mútuo entre duas ou mais pessoas, muitas vezes chamada de ‘contrato’ ou ‘tratado’; em contrapartida, o testamento é a declaração de uma única pessoa. A tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, nunca traduz a aliança de Deus com Abraão com a palavra grega usada para os acordos mútuos ou contratos (syntheke). Em vez disso, ela usa a palavra para testamento ou vontade final (diatheke). Por quê? Provavelmente porque os tradutores reconheciam que a aliança de Deus com Abraão não era um tratado entre dois indivíduos, no qual são feitas promessas mutuamente obrigatórias. Ao contrário, a aliança de Deus não era baseada em nenhuma outra coisa, a não ser Sua própria vontade. Nenhuma corrente de ‘se’, ‘e’ ou ‘mas’ foi atada. Abraão devia simplesmente confiar na Palavra de Deus.”

“Paulo menciona esse duplo sentido de ‘testamento’ e ‘aliança’, para destacar as características específicas da aliança de Deus com Abraão. Assim como acontece com um testamento humano, a promessa de Deus diz respeito a um beneficiário específico: Abraão e seus descendentes (Gn 12:1-5, Gl 3:16); ela também envolve uma herança (Gn 13:15; 17:8; Rm 4:13; Gl 3:29). O mais importante para Paulo é a natureza imutável da promessa de Deus. Da mesma forma que o testamento de uma pessoa não pode ser alterado, uma vez que tenha entrado em vigor, a promulgação da lei através de Moisés não pode simplesmente anular a aliança anterior de Deus com Abraão. A aliança de Deus é uma promessa [‘Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.’ Gál. 3:16 ], e de maneira nenhuma Deus quebra Suas promessas [‘que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei.’ Isa. 46:11; ‘para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;’ Heb. 6:18].”

“Substitua a palavra aliança por promessa nas passagens a seguir. Qual é a natureza da ‘aliança’ em cada uma delas? Compreender a aliança de Deus como uma promessa pode tornar mais claro o significado da passagem? Como nos ajudam a entender melhor o que é uma aliança? (Gn 9:11-17; 15:18; 17:1-21). O que isso nos ensina, também, sobre o caráter de Deus? Podemos confiar no Senhor?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 30 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A superioridade da promessa

Lições da Bíblia.

“Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão” (Gl 3:18).

“A lição desta semana procura nos ajudar a entender o papel da lei, a ‘lei do amor’. Nossa capacidade de praticar essa lei em nossa caminhada de fé é a manifestação da graça divina. Nossa salvação é fundamentada em nossa aceitação, pela fé, da justiça e redenção de Cristo. A lei serve para ilustrar o caráter de Deus e refletir nossas próprias deficiências, nos levando à única fonte de justiça.”

“Uma vez alguém perguntou a um político: ‘Você cumpriu todas as promessas que fez durante a campanha?’ Ele respondeu: ‘Sim… Bem, pelo menos todas as promessas que eu pretendia cumprir’.”

“Quem já não se encontrou, em uma ocasião ou outra, em uma das extremidades de uma promessa quebrada? Quem já não quebrou uma promessa? Quem nunca recebeu uma promessa que veio a ser quebrada?”

“Às vezes, as pessoas fazem uma promessa com a plena intenção de cumpri-la, mas, depois, não cumprem; outros fazem uma promessa já sabendo que tudo que prometeram é mentira, desde o momento em que os sons deixam sua boca ou quando seus dedos escrevem as palavras.”

“Felizmente, para nós, as promessas de Deus são de natureza completamente diferente. A Palavra de Deus é certa e imutável. ‘O que Eu disse, isso Eu farei acontecer; o que planejei, isso farei, diz o Senhor’ (Is 46:11, NVI).”

“Na lição desta semana, Paulo dirige nossa atenção para a relação entre a promessa de Deus a Abraão e a lei dada a Israel 430 anos depois. Como a relação entre as duas deve ser entendida, e que implicações isso tem para a pregação do evangelho?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 29 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Fé e Antigo Testamento

Lições da Bíblia.

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl 3:13).

“A fé unicamente em Cristo é o que nos torna filhos e filhas de Deus. Através do sistema sacrificial, o Antigo Testamento ilustrava o terrível custo do pecado e a oferta de um substituto perfeito para tomar o lugar do pecador na morte.”

“Um garoto havia feito um pequeno barco, todo pintado e preparado com muita beleza. Certa vez, alguém roubou seu barco, e ele estava angustiado. Um dia, ao passar por uma casa de penhores, ele viu seu barco. Com alegria, correu ao dono da casa, e disse: ‘Esse é o meu pequeno barco!’ ‘Não’, disse o homem, ‘ele é meu, porque eu o comprei’. ‘Sim’, disse o garoto, ‘mas ele é meu, porque eu o fiz.’ ‘Bem’, disse o penhorista, ‘se você me pagar dois dólares, pode levá-lo’. Era muito dinheiro para um menino que não tinha um centavo. Em todo caso, ele resolveu comprá-lo. Assim, ele cortou grama, fez todo tipo de trabalhos pequenos, e logo obteve o dinheiro. Ele correu até a loja e disse: ‘Eu quero o meu barco.’ Ele entregou o dinheiro e recebeu seu barco. Ele pegou o barco em seus braços, o apertou, o beijou e disse: ‘Amo você, querido barquinho. Você é meu! Você é meu duas vezes. Eu fiz você, e agora eu comprei você.’ Assim acontece conosco. Em certo sentido, somos duas vezes do Senhor. Ele nos criou, e entramos na casa de penhores do diabo. Então, Jesus veio ao mundo e nos comprou a um terrível custo. Não foi prata nem ouro, mas Seu precioso sangue. Somos do Senhor pela criação e pela redenção” (William Moses Tidwell, Pointed Illustrations [Ilustrações Selecionadas], Kansas City, Missouri: Beacon Hill Press, 1951, p. 97).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 22 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Conflitos dentro da igreja

Lições da Bíblia.

“Com certeza, tudo que é humano é imperfeito, e não demorou muito para que começassem os problemas dentro da primitiva comunidade de fé. Para começar, nem todos ficaram satisfeitos com a entrada dos gentios cristãos na igreja primitiva. A divergência não foi sobre o conceito de uma missão entre os gentios, mas sobre a base na qual os gentios deveriam ser autorizados a se unir à igreja. Alguns achavam que a fé em Jesus, apenas, não era suficiente como sinal característico do cristão; a fé, eles argumentavam, devia ser complementada com a circuncisão e obediência à lei de Moisés. Para ser um verdadeiro cristão, eles afirmavam, os gentios deviam ser circuncidados (em Atos 10:1–11:18, podemos ver a extensão da divisão entre judeus e gentios, na experiência de Pedro com Cornélio e na reação que se seguiu).”

“As visitas oficiais de Jerusalém, que observaram o trabalho de Filipe entre os samaritanos (At 8:14) e o trabalho com os gentios em Antioquia (At 11:22), podem sugerir alguma preocupação acerca da inclusão dos não judeus na comunidade cristã. No entanto, a reação que ocorreu quando Pedro batizou Cornélio, um soldado romano incircunciso, foi um claro exemplo da discordância que existia entre os primeiros cristãos sobre a questão dos gentios. A inclusão de um gentio ocasional, como Cornélio, pode ter feito com que alguns se sentissem desconfortáveis, mas os esforços intencionais de Paulo para abrir totalmente as portas da igreja para os gentios na base da fé em Jesus somente resultou em tentativas deliberadas, por parte de alguns, para prejudicar o ministério de Paulo.”

“6 Como alguns fiéis da Judeia tentaram dificultar o trabalho de Paulo com os cristãos gentios em Antioquia?” “Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com respeito a esta questão. Enviados, pois, e até certo ponto acompanhados pela igreja, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos. Tendo eles chegado a Jerusalém, foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros e relataram tudo o que Deus fizera com eles. Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés. (Atos 15:1-5). “Insistindo na submissão dos gentios à lei para se salvarem; exigiam a circuncisão.”

“Embora o concílio de Jerusalém, em Atos 15, finalmente tivesse se unido a Paulo na questão da circuncisão, a oposição ao ministério de Paulo continuou. Cerca de sete anos mais tarde, durante a última visita de Paulo a Jerusalém, muitos ainda desconfiavam do evangelho que ele pregava. De fato, quando Paulo visitou o templo, quase perdeu a vida, quando os judeus da Ásia clamaram: ‘Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar’ (At 21:28; 21:20, 21).”

“Ponha-se na posição desses fiéis judeus que estavam preocupados acerca do ensino de Paulo. Por que sua preocupação e oposição fazia algum sentido? Como nossas ideias preconcebidas, bem como as noções culturais (e até mesmo as religiosas), podem nos desviar do caminho correto? Como podemos evitar o mesmo tipo de erros, não importando o quanto sejamos bem-intencionados?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 29 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Justiça Pela Fé

Lições da Bíblia.

“O pensamento de que a justiça de Cristo nos é imputada, não por algum mérito de nossa parte, mas como um dom gratuito de Deus, é um precioso pensamento. O inimigo de Deus e do homem não quer que esta verdade seja claramente apresentada; pois sabe que, se o povo a aceitar plenamente, está despedaçado o seu poder. Se ele pode dominar a mente de maneira que a dúvida e a incredulidade e as trevas constituam a experiência dos que professam ser filhos de Deus, ele os pode vencer com a tentação.

Aquela fé simples, que toma a Deus em Sua palavra, deve ser estimulada. O povo de Deus deve ter aquela fé que lança mão do poder divino; ‘porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus’. Efés. 2:8. Os que crêem que Deus, por amor de Cristo, lhes perdoou os pecados, não devem, pela tentação, deixar de prosseguir em combater o bom combate da fé. Sua fé deve-se tornar mais forte, até que sua vida cristã bem como suas palavras, declarem: ‘O sangue de Jesus Cristo… nos purifica de todo o pecado.’ I João 1:7.

Se queremos ter o espírito e poder da terceira mensagem angélica, temos de apresentar a lei e o evangelho juntos, pois eles andam de mãos dadas. À medida que um poder de baixo está incitando os filhos da desobediência para anular a lei de Deus, e pisar a verdade de que Cristo é nossa justiça, um poder de cima está operando no coração dos leais, para exaltarem a lei, e erguerem a Jesus como Salvador completo.” (Ellen G. White, Obreiros evangélicos, p. 161).

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Sem a Lei

Lições da Bíblia.

“Um pregador se colocou diante de uma congregação e declarou: ‘Jesus Cristo mudou minha vida. Eu sou uma pessoa totalmente nova e diferente do que era antes. No entanto, após 25 anos sendo cristão, se há uma verdade que minha experiência me ensinou – uma experiência provada e julgada pela Palavra de Deus – é esta: se no fim, eu tiver que ser salvo, se eu realmente ‘perseverar até o fim’, como Jesus disse, e entrar no reino eterno de Deus, então não há dúvida de que será apenas porque estou coberto pelo manto da justiça de Cristo, justiça tecida no tear do Céu e que me cobre completamente. Posso vencer o pecado, e pela graça de Deus obtive muitas vitórias; pela graça de Deus estou superando defeitos de caráter; pela graça de Deus estou aprendendo a amar todas as classes de pessoas, mesmo os meus inimigos. Apesar de tudo isso, sei que nada disso está perto de ser bom o suficiente. A menos que esteja coberto pela justiça de Jesus, justiça creditada a mim pela fé, independente da minha obediência à lei, no fim dos mil anos, você poderá se colocar sobre o muro da cidade santa, e acenar para mim, porque sei que não estarei lá com você. Não poderei estar lá com você.’”

Em Romanos 3:21-31, o apostolo Paulo está dizendo: “sem fé na graça de Deus e na justiça pelos méritos do sangue de Jesus, não há esperança de salvação para os pecadores.” “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Rom. 3:21-31).

“Embora Paulo estivesse se dirigindo a um grupo específico, com uma questão específica, o assunto é relevante para todos, judeus e gentios. Hoje, para nós, […] a questão é especialmente importante. Na condição de pecadores, a justiça que nos salva, a justiça de que precisamos, nos cobrindo como um vestido, é uma justiça que se manifestou ‘sem a lei’. Em outras palavras, é a justiça de Jesus, a retidão de Sua vida, a justiça que nos traz ‘a redenção que há em Cristo Jesus’. A redenção está nEle, não em nós mesmos nem no cumprimento da lei, e essa redenção se torna nossa pela fé.”

“Qual tem sido a sua experiência com a guarda da lei? Você já sentiu que seus melhores esforços na obediência o estavam justificando diante de Deus? Quais são as implicações de sua resposta? Comente sua resposta com a classe.”

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