As duas alianças

Lições da Bíblia.

“Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe” (Gl 4:26).

“A atitude da antiga aliança é aquela de fazer as coisas acontecerem, enquanto a atitude da nova aliança confia em Deus para realizar Seu propósito. A exemplo de Abraão, Hagar, e Israel no Monte Sinai, muitas vezes somos levados a tentar fazer com que a Palavra de Deus se torne realidade por nosso intermédio. Mas nossos esforços não apenas não funcionam, mas também causam tragédias. A graça de Deus traz bênçãos em lugar de tragédias.”

“Cristãos que rejeitam a autoridade do Antigo Testamento muitas vezes veem a promulgação da lei no Sinai como incompatível com o evangelho. Concluem que a aliança apresentada no Sinai representa uma época, uma dispensação, de um tempo na história humana em que a salvação tinha por base a obediência à lei. Mas pelo fato de que as pessoas não viveram à altura das exigências da lei, Deus (na opinião deles) anunciou uma nova aliança, a aliança da graça através dos méritos de Jesus Cristo. Este, então, é o seu entendimento das duas alianças: a antiga, com base na lei, e a nova, fundamentada na graça.”

“Por mais comum que essa visão possa ser, ela está errada. A salvação nunca foi pela obediência à lei. Desde o início, o judaísmo bíblico sempre foi uma religião de graça. O legalismo que Paulo estava enfrentando na Galácia era uma perversão, não apenas do cristianismo, mas do próprio Antigo Testamento. As duas alianças não são questões de tempo; em lugar disso, elas são um reflexo das atitudes humanas e representam duas formas diferentes de tentar se relacionar com Deus, formas que remontam a Caim e Abel. A antiga aliança representa os que, como Caim, equivocadamente confiam na própria obediência como meio de agradar a Deus. Em contrapartida, a nova aliança representa a experiência dos que, como Abel, dependem inteiramente da graça de Deus para realizar tudo o que Ele prometeu.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 26 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Escravizados aos princípios elementares

Lições da Bíblia.

“Tendo comparado nossa relação com Deus com a de filhos e herdeiros, Paulo se aprofundou nessa metáfora, incluindo o tema da herança em Gálatas 4:1-3.”

“A terminologia de Paulo lembra uma situação em que o dono de uma grande propriedade morreu, deixando todos os seus bens para o filho mais velho. Seu filho, entretanto, ainda era menor de idade. Como frequentemente acontece com os testamentos, mesmo hoje, a vontade do pai estipulava que o filho estivesse sob a supervisão de tutores e administradores, até que atingisse a maturidade. Embora ele fosse o senhor da propriedade de seu pai por direito, por ser menor de idade, na prática ele não era muito mais do que um escravo.”

“A analogia de Paulo é semelhante àquela do tutor em Gálatas 3:24 [‘Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.’], mas, neste caso, o poder dos tutores e administradores era muito superior e muito mais importante. Eles não apenas eram responsáveis pela educação do filho de seu senhor, mas eram também responsáveis por todos os assuntos financeiros e administrativos até que o filho se tornasse maduro o suficiente para assumir essas funções.”

“3. Leia Gálatas 4:1-3. Qual é a função da lei em nossa vida, agora que estamos em Cristo?” “Digo porém que, enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo. No entanto, ele está sujeito a guardiães e administradores até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo.” (Gl 4:1-3). “Em Cristo somos perdoados das transgressões da Lei e capacitados para obedecer-Lhe. A lei que nos condenava agora nos atrai. A lei é a vontade do Pai para os que pensavam com escravos e estão começando a pensar como filhos.”

“O que Paulo quis dizer exatamente com a frase ‘princípios elementares’ (Gl 4:3; Gl 4:8) é questionado. A palavra grega stoicheia significa literalmente ‘elementos’. Alguns a têm visto como descrição dos elementos básicos que compõem o Universo (2Pe 3:10, 12.), ou como poderes demoníacos que controlam esta era maligna (Cl 2: 15), ou como os princípios elementares da vida religiosa, o ABC da religião (Hb 5:12). A ênfase de Paulo sobre o estado da humanidade como ‘menores’ antes da vinda de Cristo (Gl 4:1-3) sugere que ele estava se referindo aos princípios elementares da vida religiosa. Sendo assim, Paulo estava dizendo que o período do Antigo Testamento, com suas leis e sacrifícios, era apenas a cartilha do evangelho que delineava os fundamentos da salvação. Assim, por mais importantes e instrutivas que fossem as leis cerimoniais para Israel, eram apenas sombras do que estava por vir. Elas nunca foram destinadas a tomar o lugar de Cristo.”

“Estabelecer a vida em torno dessas regras, em vez de Cristo, é como querer voltar no tempo. O retorno dos gálatas àqueles elementos básicos depois de Cristo ter vindo era como se o filho adulto, na analogia de Paulo, quisesse voltar a ser menor de idade novamente!

“Embora uma fé infantil possa ser positiva (‘E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.’ Mt 18:3), ela é necessariamente a mesma coisa que maturidade espiritual? Ou você poderia argumentar que, quanto mais você crescer espiritualmente, mais infantil será sua fé? Sua fé é ‘infantil’ e confiante?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 14 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Nossa condição em Cristo (Gl 3:26-29)

Lições da Bíblia.

“1. Tendo em mente Gálatas 3:25, leia o verso 26. Qual é a nossa relação para com a lei, agora que somos redimidos por Jesus?” “Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio. (Gál. 3:25).Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;” (Gál. 3:26). “A fé em Cristo nos tirou do controle da lei (tutor) que nos condenava e nos tornou filhos obedientes de Deus.”

“A palavra pois, no início do verso 26, indica que Paulo via uma conexão direta entre esse verso e o anterior. Da mesma forma que o filho de um senhor estava sob um pedagogo apenas enquanto ele era menor de idade, Paulo disse que os que alcançaram a fé em Cristo já não mais eram menores; sua relação com a lei havia sido alterada, porque agora eram ‘filhos’ adultos de Deus.”

“O termo filho evidentemente não é exclusivo dos homens; Paulo claramente inclui mulheres nessa categoria (Gl 3:28). A razão pela qual ele usa a palavra filhos (no masculino) em vez de uma palavra neutra (por exemplo, crianças) é que ele tinha em mente a herança da família que era passada para os descendentes do sexo masculino, além do fato de que a expressão ‘filhos de Deus’ era a designação especial de Israel no Antigo Testamento (Dt 14:1; Os 11:1). Em Cristo, os gentios passaram também a desfrutar da relação especial com Deus que havia sido exclusiva de Israel.”

“2. Por que o batismo é tão importante?” porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gál. 3:27-28). Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Rom. 6:1-11). “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo;” (1 Ped. 3:21). “Porque representa o compromisso de uma vida nova com Deus, morremos para o pecado e vivemos para o Senhor.”

“O uso que Paulo fez da palavra pois, no verso 27, indica mais uma vez o desenvolvimento estritamente lógico do seu raciocínio. Paulo via o batismo como uma decisão radical de unir nossa vida com Cristo. Em Romanos 6, ele descreveu o batismo simbolicamente, como nossa união com Jesus, tanto em Sua morte quanto em Sua ressurreição. Em Gálatas, Paulo utilizou uma metáfora diferente: o batismo é o ato de ser revestido de Cristo. A terminologia de Paulo faz lembrar passagens maravilhosas do Antigo Testamento que falam de sermos revestidos com justiça e salvação (Is 61:10; Jó 29:14). ‘Paulo via o batismo como o momento em que Cristo, como um manto, envolve o crente. Embora ele não tenha empregado o termo, Paulo estava descrevendo a justiça que é concedida aos cristãos’ (Frank J. Matera, Galatians, Collegeville, Minnesota, The Liturgical Press, 1992, p. 145).”

“Nossa união com Cristo, simbolizada pelo batismo, significa o seguinte: o que é verdade em relação a Cristo também é verdade com relação a nós. Pelo fato de ser Cristo a ‘semente’ de Abraão, como ‘co-herdeiros com Cristo’ (Rm 8:17), os cristãos também são herdeiros de todas as promessas da aliança feitas a Abraão e a seus descendentes.”

“Pense no conceito de que aquilo que é verdade em relação a Cristo também é verdade a nosso respeito. Como essa verdade maravilhosa deve afetar cada aspecto de nossa existência?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 13 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Lei em Gálatas

Lições da Bíblia.

“Perguntam-me acerca da lei em Gálatas. Que lei é o aio que nos deve levar a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial como o moral, dos Dez Mandamentos.

Cristo foi a base de toda a economia judaica. A morte de Abel foi consequência de recusar-se Caim a aceitar o plano de Deus na escola da obediência, isto é, salvar-se pelo sangue de Jesus Cristo, simbolizado pelas ofertas sacrificais que apontavam para Cristo. Caim recusou-se a derramar o sangue que tipificava o sangue de Cristo, o qual ia ser derramado pelo mundo. Toda essa cerimônia foi preparada por Deus, e Cristo tornou-Se o fundamento de todo o sistema. Este é o princípio da obra da lei, como aio a levar pecaminosos instrumentos humanos à consideração de Cristo – o fundamento de toda a organização judaica.

Todos os que prestavam serviço em relação com o santuário, eram constantemente educados acerca da intervenção de Cristo em favor da raça humana. Esse serviço destinava-se a criar em todo coração humano o amor à lei de Deus, que é a lei de Seu reino. O oferecimento de sacrifícios devia ser uma lição objetiva do amor de Deus revelado em Cristo – a Vítima sofredora e agonizante, que tomou sobre Si o pecado do qual era culpado o homem – o Inocente Se fez pecado por nós.

Contemplando este grande tema da salvação, vemos a obra de Cristo. Não só o prometido dom do Espírito, mas também a natureza e caráter desse sacrifício e intervenção, são assuntos que deviam criar em nosso coração ideias elevadas e sagradas acerca da lei de Deus, a qual mantém suas reivindicações sobre todo instrumento humano. A violação dessa lei no pequenino ato de comer do fruto proibido, trouxe sobre o homem e sobre a Terra o resultado da desobediência à santa lei de Deus. A natureza da intervenção deveria sempre levar o homem a temer praticar a menor ação em desobediência aos reclamos de Deus.

Deve haver clara compreensão quanto ao que constitui pecado, e devemos evitar a mínima aproximação do ato de ultrapassar os limites entre a obediência e a desobediência.

Deseja Deus que todo membro da Sua criação compreenda a grande obra do infinito Filho de Deus em dar a vida pela salvação do mundo. ‘Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo nos não conhece; porque O não conhece a Ele.’ I João 3:1.

Quando o pecador vê em Cristo a representação do infinito e desinteressado amor e benevolência, desperta-se-lhe no coração uma grata disposição de seguir aonde Cristo o atrai. Manuscrito 87, 1900.” (Ellen G. White, Mensagens escolhidas, v. 1, p. 233-234).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 11 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei e o cristão (Gl 3:25)

Lições da Bíblia.

“Muitos têm interpretado o comentário de Paulo em Gálatas 3:25 [‘Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.’] como uma completa rejeição da lei. No entanto, isso faz pouco sentido à luz dos comentários positivos de Paulo sobre a lei em outros lugares na Bíblia. Então, o que ele quis dizer?”

“Em primeiro lugar, não mais estamos sob a condenação da lei [‘Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,’ Rm 8:3]. Como cristãos, estamos em Cristo e desfrutamos o privilégio de estar debaixo da graça [‘Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!’ Rm 6:14-15]. Isso nos dá a liberdade de servir a Cristo sem reservas, sem medo de ser condenados por erros que possamos cometer. No evangelho, a verdadeira liberdade e independência é algo radicalmente diferente de ser dispensado da obediência à lei, como algumas pessoas alegam, ao falar sobre a ‘liberdade’ em Cristo. Mas a desobediência à lei, ao contrário, é pecado, e o pecado pode ser qualquer coisa, exceto liberdade [‘Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.’ Jo 8:034’].”

“6. Leia Romanos 8:1-3. O que significa não mais ser condenados pela lei? Como essa verdade maravilhosa deve afetar nossa maneira de viver?” Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Rom. 8:1-3). “A vida, o exemplo e o sacrifício de Cristo condenaram o pecado, livraram o pecador da condenação e tornaram possível a vitória sobre o poder do pecado, em harmonia com a lei.”

“Como resultado de termos sido perdoados por meio de Cristo, nosso relacionamento com a lei passa a ser diferente. Agora somos chamados a viver uma vida agradável a Ele [‘Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais;’ 1 Tess. 4:1]; Paulo se refere a isso como andar no Espírito [‘Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.’ Gl. 5:16-18]. Isso não significa que a lei moral não mais seja aplicável; a questão nunca foi essa. Como poderia ser assim, quando vimos tão claramente que é a lei que define o pecado?”

“Em vez disso, visto que a lei é uma cópia do caráter de Deus, pela obediência à lei simplesmente refletimos Seu caráter. Mais do que isso, entretanto, não seguimos apenas um conjunto de regras, mas o exemplo de Jesus, que faz por nós o que a lei nunca poderia fazer: Ele escreve a lei em nosso coração [‘Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.’ Hb 8:10] e torna possível que o preceito da lei se cumpra em nós [a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.’ Rm 8:4]. Ou seja, através de nosso relacionamento com Jesus, temos o poder para obedecer à lei como nunca antes.”

7. Leia Romanos 8:4 e marque a frase mais próxima do pensamento de Paulo:

a) Devemos andar segundo o Espírito, porque não conseguimos andar na lei ( )

b) Tentar obedecer à lei é andar segundo a carne ( )

c) Jesus já obedeceu a lei por nós. Não mais precisamos da lei ( )

d) Pelo poder do Espírito, podemos obedecer a lei e evitar as paixões da carne (x)

“Você tem sido vitorioso na obediência à lei? As mudanças já alcançadas o levaram a esquecer que a salvação deve sempre ter base no que Cristo fez por nós e em nada mais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 10 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei como nosso tutor

Lições da Bíblia.

“5. Em Gálatas 3:23, Paulo descreve a lei como uma força de vigilância e proteção. Com o que ele a compara no verso 24, e o que isso significa?” “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.” (Gál. 3:23). De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gál. 3:24). “A lei apontava o pecado do povo e provia instruções, sendo o nosso tutor.”

“A palavra traduzida como ‘aio’ (tutor) vem do termo grego paidagogos. Algumas versões a traduzem como ‘aio’, ‘tutor’, ou mesmo ‘pedagogo’, mas nenhuma palavra sozinha abrange totalmente seu significado. Na sociedade romana, o paidagogos era um escravo colocado numa posição de autoridade sobre os filhos de seu senhor, a partir dos seis ou sete anos, até que atingissem a maturidade. Além de suprir as necessidades físicas de seu aluno, tais como preparar sua banheira, prover alimento e roupas e protegê-los de todo perigo, o paidagogos também era o responsável por garantir que os filhos de seu senhor fossem para a escola e fizessem sua lição de casa. Além disso, era esperado não apenas que ele ensinasse e praticasse as virtudes morais, mas também que assegurasse que os meninos aprendessem e praticassem essas virtudes.”

“Embora alguns pedagogos certamente devem ter sido bondosos e amados por seus discípulos, normalmente eles são descritos na literatura antiga como disciplinadores rigorosos. Eles garantiam a obediência, não somente através de ameaças e repreensões severas, mas também por meio de chicotadas e chibatadas.”

“Ao descrever a lei como pedagogo, Paulo tornou mais clara sua compreensão acerca do papel dela. A lei foi adicionada para apontar o pecado e prover instruções. A própria natureza dessa tarefa significa que a lei também tem um aspecto negativo, e isso ocorre porque ela nos reprova e condena como pecadores. No entanto, mesmo esse aspecto “negativo” é usado por Deus para nosso benefício, porque a condenação que a lei traz é o que nos impele a Cristo. Assim, a lei e o evangelho não são contraditórios. Deus os designou para trabalharem juntos em favor da nossa salvação.”

“Nesta passagem [Gl 3:24], o Espírito Santo, pelo apóstolo, Se refere especialmente à lei moral. A lei nos revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugir para Ele em busca de perdão e paz mediante o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1 , p. 234).

“Qual foi a última vez em que você comparou suas ações, palavras e pensamentos com a lei? Faça isso agora, comparando-os não apenas à letra da lei, mas também ao espírito da lei (Mt 5:28; Rm 7:6). Você se saiu bem? O que sua resposta diz sobre os conceitos de Paulo nesta epístola?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 09 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei como nosso “vigilante”

Lições da Bíblia.

“Paulo apresentou duas conclusões básicas sobre a lei: (1) a lei não anula nem revoga a promessa de Deus feita a Abraão (Gl 3:15-20); (2) a lei não se opõe à promessa (Gl 3:21, 22).”

“Que papel a lei realmente desempenha, então? Paulo escreve que ela foi acrescentada ‘por causa das transgressões’ (Gl 3:19), e ele se aprofunda nessa ideia usando três diferentes palavras ou frases em relação à lei: sob tutela (v. 23), encerrados (v. 23) e tutor (v. 24).”

“3. Leia Gálatas 3:19-24 com oração e atenção. O que Paulo disse sobre a lei?” “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador. Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um. É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei. Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem. Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gál. 3:19-24). “A lei nos manteve sob custódia até que viesse a fé.”

“A maioria das traduções modernas interpreta os comentários de Paulo sobre a lei em Gálatas 3:19 em termos totalmente negativos. Mas o original grego não é tão unilateral. A palavra grega traduzida como ‘sob tutela’ (v. 23) significa literalmente ‘guardar’. Embora possa ser usada no sentido negativo, como ‘manter em sujeição’ ou ‘vigiar’ (2Co 11:32), no Novo Testamento, em geral, ela tem o sentido mais positivo de ‘guardar’ ou ‘proteger’ (Fp 4:7; 1Pe 1:5). O mesmo é verdade em relação à palavra traduzida como ‘encerrados’ (Gl 3:23). Ela pode ser traduzida como ‘fechar totalmente’ (Gn 20:18), ‘encerrar’ (Êx 14:3; Js 6:1; Jr 13:19), ‘pegar’ (Lc 5:6) ou ‘colocar’ (Rm 11:32). Como esses exemplos mostram, dependendo do contexto, essa palavra pode ter conotações positivas ou negativas.”

“4. Que benefícios a lei (moral e cerimonial) ofereceu aos filhos de Israel? Rm 3:1, 2; Dt 7:12-24; Lv 18:20-30.” “Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.” (Rom. 3:1-2). “Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o SENHOR, teu Deus, te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais; ele te amará, e te abençoará, e te fará multiplicar; também abençoará os teus filhos, e o fruto da tua terra, e o teu cereal, e o teu vinho, e o teu azeite, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, na terra que, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá entre ti nem homem, nem mulher estéril, nem entre os teus animais. O SENHOR afastará de ti toda enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das doenças malignas dos egípcios, que bem sabes; antes, as porá sobre todos os que te odeiam. Consumirás todos os povos que te der o SENHOR, teu Deus; os teus olhos não terão piedade deles, nem servirás a seus deuses, pois isso te seria por ciladas. Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como poderei desapossá-las? Delas não tenhas temor; lembrar-te-ás do que o SENHOR, teu Deus, fez a Faraó e a todo o Egito; das grandes provas que viram os teus olhos, e dos sinais, e maravilhas, e mão poderosa, e braço estendido, com que o SENHOR, teu Deus, te tirou; assim fará o SENHOR, teu Deus, com todos os povos, aos quais temes. Além disso, o SENHOR, teu Deus, mandará entre eles vespões, até que pereçam os que ficarem e se esconderem de diante de ti. Não te espantes diante deles, porque o SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, Deus grande e temível. O SENHOR, teu Deus, lançará fora estas nações, pouco a pouco, de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo se não multipliquem contra ti. Mas o SENHOR, teu Deus, tas entregará e lhes infligirá grande confusão, até que sejam destruídas. Entregar-te-á também nas mãos os seus reis, para que apagues o nome deles de debaixo dos céus; nenhum homem poderá resistir-te, até que os destruas.” (Deut. 7:12-24). “Nem te deitarás com a mulher de teu próximo, para te contaminares com ela. E da tua descendência não darás nenhum para dedicar-se a Moloque, nem profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o SENHOR. Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão. Com nenhuma destas coisas vos contaminareis, porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu lanço de diante de vós. E a terra se contaminou; e eu visitei nela a sua iniquidade, e ela vomitou os seus moradores. Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós; e a terra se contaminou. Não suceda que a terra vos vomite, havendo-a vós contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós. Todo que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão eliminados do seu povo. Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lev. 18:20-30). “A lei protegia e conduzia Israel para a vinda de Cristo. Protegia o povo de coisas ruins e vícios que envolvia os povos vizinhos.”

“Embora Paulo pudesse falar sobre a lei em termos negativos (Rm 7:6; Gl 2:19), ele também tinha muitas coisas positivas a dizer sobre ela (Rm 7:12, 14; 8:3, 4; 13:8). A lei não foi uma espécie de maldição que Deus colocou sobre Israel; ao contrário, foi concebida para ser uma bênção. Embora, em última análise, o sistema sacrifical judaico não pudesse remover o pecado, apontava para o Messias prometido, que poderia fazer isso. Suas leis, guiando o comportamento humano, protegiam Israel de muitos dos vícios que assolavam outras civilizações antigas. À luz dos comentários positivos de Paulo sobre a lei em outra passagem, seria um equívoco entender seus comentários aqui de maneira completamente negativa.”

“Pense em algo bom que é mal utilizado. Por exemplo, um medicamento criado para tratar uma doença poderia ser usado por algumas pessoas como estimulante. Que exemplos desse princípio você já viu em sua vida? O fato de que as coisas boas podem ser mal utilizadas pode nos ajudar a entender o que Paulo enfrentou naquela ocasião?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 08 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Prisioneiros da lei”

Lições da Bíblia.

Em Gálatas 3:23, Paulo escreveu que, ‘antes que chegasse o tempo da fé, nós éramos prisioneiros da lei’ (NTLH). Ao usar o termo ‘nós’, Paulo se referiu aos cristãos judeus das igrejas da Galácia. Eles estavam familiarizados com a lei, e desde Gálatas 2:15 Paulo havia falado especialmente para eles. Isso pode ser visto no contraste entre o termo ‘nós’, em Gálatas 3:23, e ‘vocês’, em Gálatas 3:26.

Gálatas 3:23 diz: ‘antes que viesse a fé’. Visto que Paulo estava contrastando a posição da lei, antes e depois de Cristo (Gl 3:24), ‘a fé’ provavelmente seja uma referência ao próprio Jesus e não à fé cristã em geral.

“2. Paulo disse que os judeus estavam ‘guardados debaixo da lei’, antes da vinda de Cristo. O que ele quis dizer com ‘debaixo da lei’? Compare Gl 3:22, 23 com Rm 6:14, 15; 1Co 9:20; Gl 4:4, 5, 21; 5:18.” “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem. Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.” (Gál. 3:22-23). “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” (Rom. 6:14-15). “Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei.” (1 Cor. 9:20). “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” (Gál. 4:4-5). “Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei?” (Gál. 4:21).Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.” (Gál. 5:18). “Tentavam obedecer porque pensavam que a base da salvação estivesse na guarda da lei e que a desobediência trazia a morte.”

“Paulo usou a frase ‘debaixo a lei’ doze vezes em suas cartas. Dependendo do contexto, ela pode ter conotações diferentes:”

“1. ‘Debaixo da lei’ como forma alternativa de salvação (Gl 4:21). Os adversários na Galácia estavam tentando obter, por meio da obediência, a justiça doadora de vida. No entanto, como Paulo já havia deixado claro, isso é impossível (Gl 3:21, 22). Mais tarde, Paulo até mesmo indicaria que, desejando ficar debaixo da lei, os gálatas estavam realmente rejeitando a Cristo (Gl 5:2-4).”

“2. ‘Debaixo da lei’ no sentido de estar sob sua condenação (Rm 6:14, 15). Pelo fato de que a lei não pode expiar o pecado, a violação de suas demandas, em última análise, resulta em condenação. Esta é a condição em que todos os seres humanos se encontram. A lei funciona como um carcereiro, prendendo todos os que a transgrediram e trouxeram sobre si mesmos a sentença de morte. Como veremos na lição de amanhã, o uso da palavra tutela ou custódia (Gl 3:23, RA, NVI) indica que foi nesse sentido que Paulo usou a expressão ‘debaixo da lei’ nessa passagem.”

“A palavra grega relacionada, ennomos, normalmente traduzida como ‘debaixo da lei’, significa literalmente ‘dentro da lei’ e se refere a viver dentro das exigências da lei pela união com Cristo (1Co 9:21). Pelas ‘obras da lei’, ou seja, tentando guardar a lei à parte de Cristo, é impossível ser justificado, porque somente aqueles que se tornam justos mediante a fé viverão (Gl 3:11). Esta verdade não anula a lei; ela apenas mostra que a lei não pode nos dar a vida eterna. Seria tarde demais para isso. Afinal, a salvação já havia ocorrido na cruz.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 07 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF