A lei antes do Sinai

Lições da Bíblia.

“Como todo adventista do sétimo dia sabe, quando falamos sobre a lei, os Dez Mandamentos, e o Sinai, ouvimos o refrão de que os Dez Mandamentos foram primeiramente dados aos judeus no Sinai, e por essa razão, são uma instituição judaica, ou do Antigo Testamento, não aplicável aos nossos dias.”

“Certamente existem inúmeros problemas com essa teologia, o maior deles sendo que, se ela fosse verdadeira, como poderia ter havido pecado antes do Sinai, ‘porque o pecado é a transgressão da lei’ (1Jo 3:4)? A verdade é que o livro de Gênesis dá um testemunho incrível da existência da lei de Deus muito antes do Sinai.”

“Gênesis 1 e 2 descreve a criação perfeita de Deus. Gênesis 3 relata a queda de Adão e Eva. Em Gênesis 4 temos o primeiro assassinato. Como Caim saberia que era culpado pelo assassinato de seu irmão se não houvesse a lei para definir o assassinato como pecado?”

“Muito antes do Sinai, Deus condenou especificamente o assassinato, na aliança que estabeleceu com Noé após o dilúvio [‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.’ Gên. 9:6].”

“Em Jó, o mais antigo livro da Bíblia, encontramos Deus elogiando por duas vezes a justiça de Jó. O que Ele declarou acerca do caráter de Jó? [‘Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.’ Jó 1:8]. Obviamente, estava em vigor um padrão do que era certo e errado. Jó viveu muito antes do Êxodo, e ele nem mesmo era da linhagem da aliança.”

“3. O que Jó incluiu em seu padrão acerca do que é certo e errado?” “De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão. Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.” (Jó 24:14-15). “Os mandamentos que proíbem matar, furtar, adulterar, etc.”

“Quando Abraão mentiu a Abimeleque acerca de Sara, foi repreendido por sua falsidade. E embora Abimeleque fosse o rei de Gerar, e não de linhagem israelita, Deus o manteve no mesmo padrão de pureza matrimonial encontrado no Decálogo e exigiu que Sara fosse devolvida a Abraão [‘Então, chamou Abimeleque a Abraão e lhe disse: Que é isso que nos fizeste? Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino? Tu me fizeste o que não se deve fazer.’ Gên. 20:9].”

“4. Que testemunho especial Deus deu a Isaque sobre Abraão, seu pai?” “Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra; porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.” (Gên. 26:4-5). “Abraão obedeceu a Palavra do Senhor e guardou Seus preceitos, mandamentos, decretos e leis.”

“O que é fascinante em Gênesis 26:5 é que o hebraico usa quatro palavras diferentes, mshmrt, mzvot, huqot e torot (de Torá, ‘a lei’) para descrever as leis que Abraão obedeceu. Certamente os Dez Mandamentos estavam incluídos nessas palavras.”

“Por ordem divina, Jacó retornou a Betel para construir um altar ao Senhor. O patriarca sentiu necessidade de reavivamento em sua casa. O que ele pediu que sua família fizesse?” “Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.” (Gên. 35:2-3).

“Claramente, a ideia de que não havia nenhuma lei antes do Sinai não tem sentido, à luz das muitas coisas que a Bíblia ensina sobre a vida antes do Sinai.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 06 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei no Sinai

Lições da Bíblia.

1. Por que a promulgação da lei no Monte Sinai foi tão terrível? “Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.” (Êxo. 19:18-19). “Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe.” (Êxo. 20:18). “Estas palavras falou o SENHOR a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.” (Deut. 5:22). “Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!” (Heb. 12:21). “Porque o povo precisava entender a grande perversidade do pecado; o fogo divino destrói o pecado, mas a graça salva o pecador.”

“’O povo de Israel estava dominado pelo pavor. O terrível poder da fala de Deus parecia tal que seus trêmulos corações não poderiam suportar. Pois, ao ser apresentada diante deles a grande regra de justiça de Deus, compenetraram-se, como nunca antes, do caráter ofensivo do pecado, e de sua própria culpabilidade à vista do Deus santo. Recuaram da montanha com medo e espanto’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 309, 310).”

“Há algo muito poderoso na citação de Ellen G. White acima. Quando a lei foi apresentada, o povo percebeu, ‘como nunca antes’, a grande perversidade do pecado e sua própria culpa aos olhos de Deus.”

“Assim, desde o início do relacionamento de aliança de Israel com Deus, podemos ver na lei uma revelação do evangelho. A lei nunca foi destinada para ser um meio de salvação, nem mesmo no Sinai. Ao contrário, ela devia mostrar ao povo sua necessidade de salvação. Foi logo após a promulgação da lei que os israelitas receberam a instrução para construir o santuário, o qual revelava a eles o plano da salvação. A lei devia conduzir as pessoas para a cruz, para sua necessidade de expiação e redenção. Não é de admirar, então, que eles tremessem diante da lei, porque ela lhes mostrava exatamente o quanto eles eram pecadores e degenerados.”

“2. Qual é o papel da lei em nossa consciência de pecado? A lei produz pecado?” “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. (Rom. 7:8-13). “Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos.” (Sal. 119:6). “A lei não produz pecado, porque é santa, justa e boa, mas revela o pecado no coração; ela nos faz sentir necessidade de salvação.”

“Em certo sentido, Paulo diz aqui o que Ellen White disse que aconteceu no Sinai. O problema não estava com a lei de Deus, mas com os pecadores que transgrediam a lei, como todos temos feito. Paulo mostra como a lei está inseparavelmente ligada ao evangelho, e que a lei é o que nos mostra quanto somos pecadores e corrompidos.”

“Leia Êxodo 20:1-17. Você treme diante da lei? Você se sente culpado diante da lei? Quais são as suas emoções enquanto lê a lei e se compara com ela?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 05 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Deus, o legislador

Lições da Bíblia.

“Porque o Senhor é o nosso Juiz, o Senhor é o nosso Legislador, o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (Is 33:22).

“Pensamento-chave: A lei de Deus é uma parte inseparável de toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamentos. É também uma expressão do Seu amor. E assim, quando amamos, revelamos a plenitude e beleza da lei de Deus.”

“A lei de Deus, conforme resumida nos Dez Mandamentos e os ensinamentos específicos de Jesus oferecem direção e propósito para nossa vida, bem como visão profunda sobre a natureza de Deus.”

“Como adventistas do sétimo dia, muitas vezes ouvimos a ideia de que a lei é uma cópia do caráter de Deus (sendo assim, visto que Deus não muda, a lei, que revela Seu caráter, também não deve mudar). O que, porém, significa essa ideia de que a lei é uma expressão do caráter de Deus?”

“Suponha que você vivesse em uma terra com um rei cuja palavra fosse lei (um rei francês disse uma famosa frase: ‘O Estado sou eu’). Agora, suponha que o rei decretasse leis repressivas, perversas, detestáveis, injustas, discriminatórias, e assim por diante. Essas leis não seriam uma boa representação do tipo de pessoa que o rei era? Elas não revelariam seu caráter?”

“Pense em alguns dos piores déspotas da história. As leis que eles estabeleceram revelam o tipo de pessoas que eram? Nesse sentido, a lei revela o caráter do legislador. O que a lei de Deus revela sobre Ele? Quando entendemos a lei de Deus como uma salvaguarda, uma proteção, algo criado para nosso bem, compreendemos mais acerca de como é Deus.”

“Nesta semana estudaremos a lei e, por meio dela, o Legislador.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 04 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cumprindo toda a lei (Gl 5:13-15)

Lições da Bíblia.

“5. Como você concilia os comentários negativos de Paulo sobre ‘guardar toda a lei’ (Gl 5:3) com sua afirmação positiva de que ‘toda a lei se cumpre’ (Gl 5:14)? Compare Rm 10:5; Gl 3:10, 12; 5:3 com Rm 8:4, 13:8; Gl 5:14.” “De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.” (Gál. 5:3) “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gál. 5:14).

“Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela.” (Rom. 10:5). “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gál. 3:10). Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.” (Gál. 3:12). “De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.” (Gál. 5:3).

“a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rom. 8:4). “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” (Rom. 13:8).Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gál. 5:14).

“A diferença está nos motivos: O legalista guarda a lei de forma certa pelo motivo errado: alcançar a salvação; o cristão cumpre a lei da forma certa pelo motivo certo: a fé que atua pelo amor.”

“Muitos têm visto o contraste entre os comentários negativos de Paulo sobre ‘guardar (poiêsai, em grego) toda a lei’ e suas afirmações positivas de que ‘toda a lei se cumpre (plêroutai em grego)’ como paradoxal. Mas de fato não são. A solução está no fato de que Paulo, intencionalmente, usou cada frase para fazer uma importante distinção entre duas formas diferentes de definir o comportamento cristão em relação à lei. Por exemplo, é significativo que, quando Paulo se referiu positivamente à observância cristã da lei, ele nunca descreveu isso como ‘guardar a lei’. Ele reservou essa frase para se referir exclusivamente ao comportamento equivocado dos que viviam sob a lei e tentavam obter a aprovação de Deus ‘guardando’ o que a lei ordena.”

“Isso não significa que os que encontravam a salvação em Cristo não obedeciam à lei. Nada poderia estar mais longe da verdade. Paulo disse que eles ‘cumpriam’ a lei. Ele quis dizer que o verdadeiro comportamento cristão é muito mais do que a obediência exterior de apenas ‘guardar’ a lei; é ‘cumprir’ a lei. Paulo usou a palavra cumprir, porque ela vai muito além de simplesmente ‘fazer’. Esse tipo de obediência está enraizado em Jesus (Mt 5:17). Não é um abandono da lei, nem uma redução da lei para o amor apenas, mas é uma forma pela qual o cristão pode experimentar a verdadeira intenção e significado de toda a lei!”

6. De acordo com Paulo, onde encontramos o pleno significado da lei? “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.” (Lev. 19:18). “O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Mar. 12:31). “e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.” (Mar. 12:33). “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Rom. 13:9). “Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;” (Tia. 2:8).

“Embora fosse uma citação de Levítico, a declaração de Paulo em Gálatas está, em última análise, enraizada no uso que Jesus fez de Levítico 19:18. Jesus, porém, não foi o único mestre judeu a se referir a Levítico 19:18 como o resumo de toda a lei. O rabino Hillel, que viveu aproximadamente uma geração antes de Jesus, disse: ‘O que é detestável a você, não faça ao seu próximo; essa é toda a lei’. Mas a perspectiva de Jesus foi radicalmente diferente (Mt 7:12). Ela não apenas foi mais positiva, mas também demonstrou que a lei e o amor não são incompatíveis. Sem amor, a lei é vazia e fria; sem lei, o amor não tem sentido.”

“O que é mais fácil, e por quê: amar os outros, ou simplesmente obedecer aos Dez Mandamentos? Comente com a classe.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 08 de dezembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A natureza da liberdade cristã

Lições da Bíblia.

“A ordem de Paulo para que os gálatas permanecessem firmes na liberdade não foi feita isoladamente. A afirmação de um fato importante a precede: ‘Cristo nos libertou’. Por que os cristãos deviam ficar firmes em sua liberdade? Porque Cristo já os havia libertado. Em outras palavras, nossa liberdade é o resultado do que Cristo já fez por nós.”

“Esse padrão de afirmação de um fato seguida por uma exortação é típico nas cartas de Paulo (1Co 6:20; 10:13, 14; Cl 2:6). Por exemplo, em Romanos 6, Paulo fez várias declarações indicativas da nossa condição em Cristo, como esta: ‘Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Ele’ (Rm 6:6, NVI). Com base neste fato, Paulo pôde então anunciar a exortação imperativa: ‘Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais’ (Rm 6:12, NVI). Esta era a maneira de Paulo dizer, essencialmente: ‘Torne-se o que você já é em Cristo’. A vida ética do evangelho não apresenta a responsabilidade de ter que tentar fazer coisas a fim de provar que somos filhos de Deus. Ao contrário, fazemos coisas porque já somos Seus filhos.”

“2. Do que Cristo nos libertou?” “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” (Rm 6:14). “e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Rm 6:18). “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8:1). “Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo;” (Gl 4:3). “Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são;” (Gl 4:8). “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl 5:1). “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (Hb 2:14-15). “Pecado; condenação; rudimentos do mundo; falsos deuses; [escravidão do pecado] medo da morte eterna.”

“O uso da palavra liberdade para descrever a vida cristã é mais destacado nas cartas de Paulo do que em qualquer outro lugar no Novo Testamento. A palavra liberdade e seus cognatos ocorrem 28 vezes nas cartas de Paulo, em contraste com apenas 13 vezes em outros lugares.”

O que Paulo quis dizer por liberdade? Em primeiro lugar, não se trata de um mero conceito abstrato. Não se refere à liberdade política, liberdade econômica, nem à liberdade de viver da maneira que nos agrade. Ao contrário, é uma liberdade fundamentada em nossa relação com Jesus Cristo. O contexto sugere que Paulo estava se referindo à liberdade da escravidão e da condenação de um cristianismo fundamentado na lei, mas nossa liberdade inclui muito mais. Ela inclui libertação do pecado, da morte eterna e do diabo.”

“Fora de Jesus Cristo, a existência humana é caracterizada como escravidão: da lei, dos elementos do mal que dominam o mundo, do pecado, da carne e do diabo. Deus enviou Seu Filho ao mundo para quebrar o domínio desses senhores de escravos” (Timothy George, Galatians, p. 354).

“Você se sente escravizado por alguma coisa? Memorize Gálatas 5:1 e peça a Deus que torne real em sua vida a liberdade que você tem em Cristo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 05 de dezembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Liberdade em Cristo

Lições da Bíblia.

“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gl 5:13, NVI).

“O sacrifício de Cristo nos liberta da escravidão do pecado para que possamos escolher livremente Cristo e Seu estilo de vida. A liberdade que surge da fé em Cristo nos liberta da escravidão do pecado, da morte e do diabo. Somos livres para expressar fé em Cristo por meio do serviço amoroso e alegre, cumprindo assim a lei, que nos ordena: ‘ame os outros como a si mesmo’.”

“E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão;” (Gál. 2:4). “Em Gálatas 2:4, Paulo mencionou resumidamente a importância de proteger a ‘liberdade’ que temos em Cristo Jesus. Mas o que Paulo queria dizer quando falou de ‘liberdade’, como ele fazia com tanta frequência? O que essa liberdade abrange? Até que ponto vai essa liberdade? Será que ela tem limites? Qual é a ligação entre a liberdade em Cristo e a lei?”

“Paulo abordou essas questões advertindo os gálatas de dois perigos. O primeiro era o legalismo. Os oponentes de Paulo na Galácia estavam tão envolvidos tentando ganhar o favor de Deus por seu comportamento que perderam de vista a natureza libertadora da obra de Cristo e a salvação que já tinham em Cristo mediante a fé. O segundo perigo era a tendência de abusar da liberdade que Cristo comprou para nós, caindo na licenciosidade. Os que apoiavam esse ponto de vista erroneamente acreditavam que a liberdade era contrária à lei.”

“Tanto o legalismo quanto a licenciosidade são contrários à liberdade, porque eles igualmente mantêm seus adeptos em uma forma de escravidão. Porém, o apelo de Paulo aos gálatas foi que eles se mantivessem firmes na verdadeira liberdade que era sua legítima propriedade em Cristo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 03 de dezembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Lei e os Concertos

Lições da Bíblia.

Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência: ‘Se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então… Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.’ Êxo. 19:5 e 6. O povo não compreendia a pecaminosidade de seus corações, e que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entraram em concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: ‘Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.’ Êxo. 24:7. Haviam testemunhado a proclamação da lei, com terrível majestade, e tremeram aterrorizados diante do monte; e no entanto apenas algumas semanas se passaram antes que violassem seu concerto com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante um concerto que tinham violado; e agora, vendo sua índole pecaminosa e necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado no concerto abraâmico e prefigurado nas ofertas sacrificais. Agora, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam então, preparados para apreciar as bênçãos do novo concerto.

As condições do ‘velho concerto’ eram: Obedece e vive – ‘cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles’ (Ezeq. 20:11; Lev. 18:5); mas ‘maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei’. Deut. 27:26. O ‘novo concerto’ foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. ‘Este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. … Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados.’ Jer. 31:33 e 34.

A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra, é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os ‘frutos do Espírito’. Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou. Pelo profeta Ele declarou a respeito de Si mesmo: ‘Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a tua lei está dentro do Meu coração.’ Sal. 40:8. E, quando esteve entre os homens, disse: ‘O Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada.’ João 8:29.” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 371-372).

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Abraão, Sara e Hagar

Lições da Bíblia.

“5. Por que Paulo tinha uma visão tão depreciativa do incidente com Hagar? Que ponto crucial sobre a salvação foi apresentado através dessa história do Antigo Testamento?” “Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa. Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar. Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos. Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe; porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido. Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque. Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.” (Gál. 4:21-31). “Hagar representava a aliança do Monte Sinai, que gerava filhos para escravidão da salvação pelas obras da lei. A aliança do Monte Calvário estava fundamentada na promessa do Filho de Deus, com base na fé. Isaque e Sara foram símbolos dessa aliança.”

“O lugar de Hagar na história de Gênesis está diretamente relacionado ao fato de Abrão ter deixado de crer na promessa de Deus. Como uma escrava egípcia na casa de Abrão, Hagar provavelmente tivesse se tornado propriedade de Abrão como uma das muitas dádivas que Faraó deu a ele em troca de Sarai. O evento está associado com o primeiro ato de incredulidade de Abrão quanto à promessa de Deus (Gn 12:11-16).”

“Depois de esperar dez anos pelo nascimento do filho prometido, Abrão e Sarai permaneciam sem filhos. Concluindo que Deus precisava da ajuda deles, Sarai deu Hagar a Abrão como concubina. Se bem que estranho para nós hoje, o plano de Sarai foi bastante engenhoso. De acordo com os costumes antigos, uma escrava poderia servir legalmente como mãe de aluguel para sua patroa estéril. Assim, Sarai podia considerar como dela própria qualquer criança nascida de seu marido e Hagar. Embora o plano tenha gerado uma criança, não se tratava do filho que Deus havia prometido.”

“Nessa história, temos um poderoso exemplo de como mesmo um grande homem de Deus falhou em sua fé quando enfrentou circunstâncias assustadoras. Em Gênesis 17:18, 19, Abraão pediu a Deus que aceitasse Ismael como seu herdeiro. O Senhor, naturalmente, rejeitou essa oferta. O único elemento ‘miraculoso’ no nascimento de Ismael foi a disposição de Sarai para compartilhar seu marido com outra mulher! Não houve nada fora do normal com relação ao nascimento de uma criança para essa mulher, uma criança nascida ‘segundo a carne’. Tivesse Abrão confiado no que Deus lhe havia prometido, em vez de permitir que as circunstâncias dominassem essa confiança, nada disso teria acontecido, e muito sofrimento teria sido evitado.”

“6. Em contraste com o nascimento de Ismael, considere as circunstâncias que envolveram o nascimento de Isaque. Por que essas circunstâncias exigiram tanta fé por parte de Abraão e Sara?” “Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela. Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos? Disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de ti. Deus lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência.” (Gên. 17:15-19). “Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho. Sara o estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres. Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer? Disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha?” (Gên. 18:10-13). Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar.” (Heb. 11:11-12). “Ara era estéreo e já havia ultrapassado a idade adequada para ter filhos. A promessa dependia de um milagre.”

“De que forma sua falta de fé nas promessas de Deus tem lhe causado sofrimento? Como você pode aprender com esses erros e confiar na Palavra de Deus, não importando o que aconteça? Que escolhas podem ajudar você a fortalecer sua capacidade de confiar nas promessas de Deus?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 29 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF