A lei e o cristão (Gl 3:25)

Lições da Bíblia.

“Muitos têm interpretado o comentário de Paulo em Gálatas 3:25 [‘Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.’] como uma completa rejeição da lei. No entanto, isso faz pouco sentido à luz dos comentários positivos de Paulo sobre a lei em outros lugares na Bíblia. Então, o que ele quis dizer?”

“Em primeiro lugar, não mais estamos sob a condenação da lei [‘Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,’ Rm 8:3]. Como cristãos, estamos em Cristo e desfrutamos o privilégio de estar debaixo da graça [‘Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!’ Rm 6:14-15]. Isso nos dá a liberdade de servir a Cristo sem reservas, sem medo de ser condenados por erros que possamos cometer. No evangelho, a verdadeira liberdade e independência é algo radicalmente diferente de ser dispensado da obediência à lei, como algumas pessoas alegam, ao falar sobre a ‘liberdade’ em Cristo. Mas a desobediência à lei, ao contrário, é pecado, e o pecado pode ser qualquer coisa, exceto liberdade [‘Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.’ Jo 8:034’].”

“6. Leia Romanos 8:1-3. O que significa não mais ser condenados pela lei? Como essa verdade maravilhosa deve afetar nossa maneira de viver?” Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Rom. 8:1-3). “A vida, o exemplo e o sacrifício de Cristo condenaram o pecado, livraram o pecador da condenação e tornaram possível a vitória sobre o poder do pecado, em harmonia com a lei.”

“Como resultado de termos sido perdoados por meio de Cristo, nosso relacionamento com a lei passa a ser diferente. Agora somos chamados a viver uma vida agradável a Ele [‘Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais;’ 1 Tess. 4:1]; Paulo se refere a isso como andar no Espírito [‘Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.’ Gl. 5:16-18]. Isso não significa que a lei moral não mais seja aplicável; a questão nunca foi essa. Como poderia ser assim, quando vimos tão claramente que é a lei que define o pecado?”

“Em vez disso, visto que a lei é uma cópia do caráter de Deus, pela obediência à lei simplesmente refletimos Seu caráter. Mais do que isso, entretanto, não seguimos apenas um conjunto de regras, mas o exemplo de Jesus, que faz por nós o que a lei nunca poderia fazer: Ele escreve a lei em nosso coração [‘Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.’ Hb 8:10] e torna possível que o preceito da lei se cumpra em nós [a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.’ Rm 8:4]. Ou seja, através de nosso relacionamento com Jesus, temos o poder para obedecer à lei como nunca antes.”

7. Leia Romanos 8:4 e marque a frase mais próxima do pensamento de Paulo:

a) Devemos andar segundo o Espírito, porque não conseguimos andar na lei ( )

b) Tentar obedecer à lei é andar segundo a carne ( )

c) Jesus já obedeceu a lei por nós. Não mais precisamos da lei ( )

d) Pelo poder do Espírito, podemos obedecer a lei e evitar as paixões da carne (x)

“Você tem sido vitorioso na obediência à lei? As mudanças já alcançadas o levaram a esquecer que a salvação deve sempre ter base no que Cristo fez por nós e em nada mais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 10 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei como nosso tutor

Lições da Bíblia.

“5. Em Gálatas 3:23, Paulo descreve a lei como uma força de vigilância e proteção. Com o que ele a compara no verso 24, e o que isso significa?” “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.” (Gál. 3:23). De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gál. 3:24). “A lei apontava o pecado do povo e provia instruções, sendo o nosso tutor.”

“A palavra traduzida como ‘aio’ (tutor) vem do termo grego paidagogos. Algumas versões a traduzem como ‘aio’, ‘tutor’, ou mesmo ‘pedagogo’, mas nenhuma palavra sozinha abrange totalmente seu significado. Na sociedade romana, o paidagogos era um escravo colocado numa posição de autoridade sobre os filhos de seu senhor, a partir dos seis ou sete anos, até que atingissem a maturidade. Além de suprir as necessidades físicas de seu aluno, tais como preparar sua banheira, prover alimento e roupas e protegê-los de todo perigo, o paidagogos também era o responsável por garantir que os filhos de seu senhor fossem para a escola e fizessem sua lição de casa. Além disso, era esperado não apenas que ele ensinasse e praticasse as virtudes morais, mas também que assegurasse que os meninos aprendessem e praticassem essas virtudes.”

“Embora alguns pedagogos certamente devem ter sido bondosos e amados por seus discípulos, normalmente eles são descritos na literatura antiga como disciplinadores rigorosos. Eles garantiam a obediência, não somente através de ameaças e repreensões severas, mas também por meio de chicotadas e chibatadas.”

“Ao descrever a lei como pedagogo, Paulo tornou mais clara sua compreensão acerca do papel dela. A lei foi adicionada para apontar o pecado e prover instruções. A própria natureza dessa tarefa significa que a lei também tem um aspecto negativo, e isso ocorre porque ela nos reprova e condena como pecadores. No entanto, mesmo esse aspecto “negativo” é usado por Deus para nosso benefício, porque a condenação que a lei traz é o que nos impele a Cristo. Assim, a lei e o evangelho não são contraditórios. Deus os designou para trabalharem juntos em favor da nossa salvação.”

“Nesta passagem [Gl 3:24], o Espírito Santo, pelo apóstolo, Se refere especialmente à lei moral. A lei nos revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugir para Ele em busca de perdão e paz mediante o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1 , p. 234).

“Qual foi a última vez em que você comparou suas ações, palavras e pensamentos com a lei? Faça isso agora, comparando-os não apenas à letra da lei, mas também ao espírito da lei (Mt 5:28; Rm 7:6). Você se saiu bem? O que sua resposta diz sobre os conceitos de Paulo nesta epístola?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 09 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei como nosso “vigilante”

Lições da Bíblia.

“Paulo apresentou duas conclusões básicas sobre a lei: (1) a lei não anula nem revoga a promessa de Deus feita a Abraão (Gl 3:15-20); (2) a lei não se opõe à promessa (Gl 3:21, 22).”

“Que papel a lei realmente desempenha, então? Paulo escreve que ela foi acrescentada ‘por causa das transgressões’ (Gl 3:19), e ele se aprofunda nessa ideia usando três diferentes palavras ou frases em relação à lei: sob tutela (v. 23), encerrados (v. 23) e tutor (v. 24).”

“3. Leia Gálatas 3:19-24 com oração e atenção. O que Paulo disse sobre a lei?” “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador. Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um. É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei. Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem. Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gál. 3:19-24). “A lei nos manteve sob custódia até que viesse a fé.”

“A maioria das traduções modernas interpreta os comentários de Paulo sobre a lei em Gálatas 3:19 em termos totalmente negativos. Mas o original grego não é tão unilateral. A palavra grega traduzida como ‘sob tutela’ (v. 23) significa literalmente ‘guardar’. Embora possa ser usada no sentido negativo, como ‘manter em sujeição’ ou ‘vigiar’ (2Co 11:32), no Novo Testamento, em geral, ela tem o sentido mais positivo de ‘guardar’ ou ‘proteger’ (Fp 4:7; 1Pe 1:5). O mesmo é verdade em relação à palavra traduzida como ‘encerrados’ (Gl 3:23). Ela pode ser traduzida como ‘fechar totalmente’ (Gn 20:18), ‘encerrar’ (Êx 14:3; Js 6:1; Jr 13:19), ‘pegar’ (Lc 5:6) ou ‘colocar’ (Rm 11:32). Como esses exemplos mostram, dependendo do contexto, essa palavra pode ter conotações positivas ou negativas.”

“4. Que benefícios a lei (moral e cerimonial) ofereceu aos filhos de Israel? Rm 3:1, 2; Dt 7:12-24; Lv 18:20-30.” “Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.” (Rom. 3:1-2). “Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o SENHOR, teu Deus, te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais; ele te amará, e te abençoará, e te fará multiplicar; também abençoará os teus filhos, e o fruto da tua terra, e o teu cereal, e o teu vinho, e o teu azeite, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, na terra que, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá entre ti nem homem, nem mulher estéril, nem entre os teus animais. O SENHOR afastará de ti toda enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das doenças malignas dos egípcios, que bem sabes; antes, as porá sobre todos os que te odeiam. Consumirás todos os povos que te der o SENHOR, teu Deus; os teus olhos não terão piedade deles, nem servirás a seus deuses, pois isso te seria por ciladas. Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como poderei desapossá-las? Delas não tenhas temor; lembrar-te-ás do que o SENHOR, teu Deus, fez a Faraó e a todo o Egito; das grandes provas que viram os teus olhos, e dos sinais, e maravilhas, e mão poderosa, e braço estendido, com que o SENHOR, teu Deus, te tirou; assim fará o SENHOR, teu Deus, com todos os povos, aos quais temes. Além disso, o SENHOR, teu Deus, mandará entre eles vespões, até que pereçam os que ficarem e se esconderem de diante de ti. Não te espantes diante deles, porque o SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, Deus grande e temível. O SENHOR, teu Deus, lançará fora estas nações, pouco a pouco, de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo se não multipliquem contra ti. Mas o SENHOR, teu Deus, tas entregará e lhes infligirá grande confusão, até que sejam destruídas. Entregar-te-á também nas mãos os seus reis, para que apagues o nome deles de debaixo dos céus; nenhum homem poderá resistir-te, até que os destruas.” (Deut. 7:12-24). “Nem te deitarás com a mulher de teu próximo, para te contaminares com ela. E da tua descendência não darás nenhum para dedicar-se a Moloque, nem profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o SENHOR. Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão. Com nenhuma destas coisas vos contaminareis, porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu lanço de diante de vós. E a terra se contaminou; e eu visitei nela a sua iniquidade, e ela vomitou os seus moradores. Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós; e a terra se contaminou. Não suceda que a terra vos vomite, havendo-a vós contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós. Todo que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão eliminados do seu povo. Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lev. 18:20-30). “A lei protegia e conduzia Israel para a vinda de Cristo. Protegia o povo de coisas ruins e vícios que envolvia os povos vizinhos.”

“Embora Paulo pudesse falar sobre a lei em termos negativos (Rm 7:6; Gl 2:19), ele também tinha muitas coisas positivas a dizer sobre ela (Rm 7:12, 14; 8:3, 4; 13:8). A lei não foi uma espécie de maldição que Deus colocou sobre Israel; ao contrário, foi concebida para ser uma bênção. Embora, em última análise, o sistema sacrifical judaico não pudesse remover o pecado, apontava para o Messias prometido, que poderia fazer isso. Suas leis, guiando o comportamento humano, protegiam Israel de muitos dos vícios que assolavam outras civilizações antigas. À luz dos comentários positivos de Paulo sobre a lei em outra passagem, seria um equívoco entender seus comentários aqui de maneira completamente negativa.”

“Pense em algo bom que é mal utilizado. Por exemplo, um medicamento criado para tratar uma doença poderia ser usado por algumas pessoas como estimulante. Que exemplos desse princípio você já viu em sua vida? O fato de que as coisas boas podem ser mal utilizadas pode nos ajudar a entender o que Paulo enfrentou naquela ocasião?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 08 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Prisioneiros da lei”

Lições da Bíblia.

Em Gálatas 3:23, Paulo escreveu que, ‘antes que chegasse o tempo da fé, nós éramos prisioneiros da lei’ (NTLH). Ao usar o termo ‘nós’, Paulo se referiu aos cristãos judeus das igrejas da Galácia. Eles estavam familiarizados com a lei, e desde Gálatas 2:15 Paulo havia falado especialmente para eles. Isso pode ser visto no contraste entre o termo ‘nós’, em Gálatas 3:23, e ‘vocês’, em Gálatas 3:26.

Gálatas 3:23 diz: ‘antes que viesse a fé’. Visto que Paulo estava contrastando a posição da lei, antes e depois de Cristo (Gl 3:24), ‘a fé’ provavelmente seja uma referência ao próprio Jesus e não à fé cristã em geral.

“2. Paulo disse que os judeus estavam ‘guardados debaixo da lei’, antes da vinda de Cristo. O que ele quis dizer com ‘debaixo da lei’? Compare Gl 3:22, 23 com Rm 6:14, 15; 1Co 9:20; Gl 4:4, 5, 21; 5:18.” “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem. Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.” (Gál. 3:22-23). “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” (Rom. 6:14-15). “Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei.” (1 Cor. 9:20). “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” (Gál. 4:4-5). “Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei?” (Gál. 4:21).Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.” (Gál. 5:18). “Tentavam obedecer porque pensavam que a base da salvação estivesse na guarda da lei e que a desobediência trazia a morte.”

“Paulo usou a frase ‘debaixo a lei’ doze vezes em suas cartas. Dependendo do contexto, ela pode ter conotações diferentes:”

“1. ‘Debaixo da lei’ como forma alternativa de salvação (Gl 4:21). Os adversários na Galácia estavam tentando obter, por meio da obediência, a justiça doadora de vida. No entanto, como Paulo já havia deixado claro, isso é impossível (Gl 3:21, 22). Mais tarde, Paulo até mesmo indicaria que, desejando ficar debaixo da lei, os gálatas estavam realmente rejeitando a Cristo (Gl 5:2-4).”

“2. ‘Debaixo da lei’ no sentido de estar sob sua condenação (Rm 6:14, 15). Pelo fato de que a lei não pode expiar o pecado, a violação de suas demandas, em última análise, resulta em condenação. Esta é a condição em que todos os seres humanos se encontram. A lei funciona como um carcereiro, prendendo todos os que a transgrediram e trouxeram sobre si mesmos a sentença de morte. Como veremos na lição de amanhã, o uso da palavra tutela ou custódia (Gl 3:23, RA, NVI) indica que foi nesse sentido que Paulo usou a expressão ‘debaixo da lei’ nessa passagem.”

“A palavra grega relacionada, ennomos, normalmente traduzida como ‘debaixo da lei’, significa literalmente ‘dentro da lei’ e se refere a viver dentro das exigências da lei pela união com Cristo (1Co 9:21). Pelas ‘obras da lei’, ou seja, tentando guardar a lei à parte de Cristo, é impossível ser justificado, porque somente aqueles que se tornam justos mediante a fé viverão (Gl 3:11). Esta verdade não anula a lei; ela apenas mostra que a lei não pode nos dar a vida eterna. Seria tarde demais para isso. Afinal, a salvação já havia ocorrido na cruz.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 07 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei e a promessa

Lições da Bíblia.

“É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus?” (Gl 3:21).

“Sentindo que seus comentários poderiam levar seus oponentes a concluir que ele tinha uma visão depreciativa da lei ou que seus comentários sobre a superioridade das promessas de Deus eram apenas uma forma disfarçada de desprezar Moisés e a lei (a Torah), Paulo fez a mesma pergunta que eles estavam fazendo: ‘Vocês estão dizendo que a lei contradiz as promessas de Deus?’ Paulo respondeu a essa pergunta com um enfático ‘Não!’ Semelhante conclusão é impossível, porque Deus não Se opõe a Si mesmo. Deus deu tanto a promessa quanto a lei. A lei não está em contradição com a promessa. Os dois apenas têm diferentes papéis e funções no plano maior de Deus para a salvação.”

“1. Que conceitos errados os adversários de Paulo tinham sobre o papel da lei? Compare Gl 3:21; Lv 18:5; Dt 6:24.” ”É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.” (Gál. 3:21). “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o SENHOR.” (Lev. 18:5). O SENHOR nos ordenou cumpríssemos todos estes estatutos e temêssemos o SENHOR, nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como tem feito até hoje.” (Deut. 6:24). “Ele acreditavam que a lei era a fonte da vida espiritual.”

“Essas pessoas acreditavam que a lei era capaz de lhes dar vida espiritual. Suas ideias provavelmente tenham surgido de uma interpretação errada de passagens do Antigo Testamento como Levítico 18:5 e Deuteronômio 6:24, em que a lei prescreve como devem viver os que permanecem na aliança de Deus. A lei regulava a vida dos que participavam da aliança, mas eles concluíram que a lei era a fonte do relacionamento da pessoa com Deus. A Bíblia é clara, porém, ao declarar que a capacidade de ‘dar vida’ é uma faculdade exercida unicamente por Deus e Seu Espírito (2Rs 5:7; Ne 9:6; Jo 5:21; Rm 4:17). A lei não pode dar vida espiritual a ninguém. Contudo, isso não significa que a lei seja contrária à promessa de Deus.”

“Buscando provar a incapacidade da lei para dar vida, Paulo escreveu em Gálatas 3:22: ‘A Escritura encerrou tudo sob o pecado’. Em Romanos 3:9-19, Paulo se estendeu por uma série de versos extraídos do Antigo Testamento para mostrar o quanto somos maus. As passagens não estão conectadas por acaso. Ele começa com a essência do problema do pecado, a atitude egoísta que assola o coração humano e, em seguida, avança para versos que descrevem a difusão do pecado e, finalmente, a sua universalidade.”

“Qual é seu raciocínio? Devido à extensão do pecado e às limitações da lei, a promessa da vida eterna pode ocorrer apenas pela fidelidade de Cristo em nosso favor.”

“Embora a lei não possa nos salvar, que grandes benefícios recebemos pela nossa fidelidade a ela? Ou seja, que benefício prático você tem experimentado por meio da obediência à lei de Deus?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 06 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Caminho para a fé

Lições da Bíblia.

“A Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem” (Gl 3:22).

“Sem a lei de Deus, os seres humanos não saberiam o que é o pecado nem o que Deus espera deles. No entanto, cumprir a lei exige mais do que mero conhecimento; é necessário o poder que vem unicamente do Legislador, comunicado por meio de Cristo. Embora a lei funcione como guardiã e disciplinadora, ela nos conduz a Cristo. Ao Se submeter à vontade do Pai, Cristo cumpriu as exigências da lei. Seguindo Seu exemplo de vida, permitimos que Deus escreva a lei em nosso coração.”

“Os pombos-correios por muito tempo têm sido conhecidos por sua habilidade de voar centenas de quilômetros por dia e chegar ao seu destino com precisão incrível. No entanto, mesmo os melhores pombos-correios às vezes ficam desorientados, nunca mais retornando ao ponto de partida. O pior incidente ocorreu na Inglaterra, quando cerca de vinte mil aves (avaliadas em mais de seiscentos mil dólares) nunca mais voltaram aos seus pombais. Até hoje a razão permanece desconhecida.”

“De uma forma ou de outra, sabemos por experiência que estar desorientado ou perdido não é agradável. Isso nos enche de medo e ansiedade, e também pode nos levar a momentos de pânico.”

“O mesmo é verdade no reino espiritual. Mesmo depois de aceitarmos a Cristo, podemos ficar perdidos ou desorientados, a ponto de nunca mais voltarmos para o Senhor.”

“No entanto, a boa notícia é que Deus não nos deixou sozinhos. Ele traçou o caminho para a fé, conforme revelado no evangelho, e esse caminho inclui a lei. Muitas pessoas tentam separar a lei do evangelho. Alguns até mesmo os veem como contraditórios. Essa visão não apenas está errada, mas pode ter consequências trágicas. Sem a lei, não teríamos evangelho. Realmente, é difícil compreender o evangelho sem a lei.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 05 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A superioridade da promessa

Lições da Bíblia.

“Ele estava na congregação, no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos antepassados, e recebeu palavras vivas, para transmiti-las a nós” (At 7:38, NVI).

“Em Gálatas 3:19, 20, Paulo continua sua linha de pensamento sobre o fato de que a lei não anula a aliança da graça. Isso é importante porque, se a teologia de seus oponentes estivesse correta, a lei faria exatamente isso. Como pecadores, imagine qual seria a nossa situação, se, para nos salvarmos, tivéssemos que confiar em nossa observância da lei, e não na graça de Deus. No fim, estaríamos sem esperança!”

“Embora os detalhes dos comentários de Paulo em Gálatas 3:19, 20 sejam difíceis, seu raciocínio básico é claro: a lei é subordinada à promessa, porque ela foi dada por intermédio de anjos e de Moisés. A conexão de anjos com a entrega da lei não é mencionada em Êxodo, mas é encontrada em vários outros lugares nas Escrituras (Dt 33:2; At 7:38, 53; Hb 2:2). Paulo usou a palavra mediador em 1 Timóteo 2:5 em referência a Cristo, mas seus comentários neste contexto sugerem fortemente que ele tem em mente Deuteronômio 5:5, onde Moisés diz: ‘Naquela ocasião eu fiquei entre o Senhor e você para declarar-lhe a Palavra do Senhor’ (NVI).”

“Majestosa como tenha sido a promulgação da lei no Sinai, com incontáveis anjos presentes, e importante como Moisés tenha sido na função de legislador, a proclamação da lei foi indireta. Em forte contraste com isso, a promessa de Deus foi feita diretamente a Abraão (e, portanto, a todos os crentes), pois não havia necessidade de um mediador. No fim, por mais importante que seja a lei, ela não é substituto para a promessa da salvação pela graça através da fé. Ao contrário, a lei nos ajuda a entender melhor o quanto essa promessa é realmente maravilhosa.”

“7. Qual era a natureza dos encontros diretos de Abraão com Deus? Qual era o benefício dessa proximidade com Deus?” Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça. (Gên. 15:1-6). Apareceu o SENHOR a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo; traga-se um pouco de água, lavai os pés e repousai debaixo desta árvore; trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, visto que chegastes até vosso servo; depois, seguireis avante. Responderam: Faze como disseste. […] Então, lhe perguntaram: Sara, tua mulher, onde está? Ele respondeu: Está aí na tenda. Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho. Sara o estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres. Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer? Disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho. Então, Sara, receosa, o negou, dizendo: Não me ri. Ele, porém, disse: Não é assim, é certo que riste. Tendo-se levantado dali aqueles homens, olharam para Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar. Disse o SENHOR: Ocultarei a Abraão o que estou para fazer, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito. Disse mais o SENHOR: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei. Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém Abraão permaneceu ainda na presença do SENHOR. E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra? Então, disse o SENHOR: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles. Disse mais Abraão: Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza. Na hipótese de faltarem cinco para cinquenta justos, destruirás por isso toda a cidade? Ele respondeu: Não a destruirei se eu achar ali quarenta e cinco. Disse-lhe ainda mais Abraão: E se, porventura, houver ali quarenta? Respondeu: Não o farei por amor dos quarenta. Insistiu: Não se ire o Senhor, falarei ainda: Se houver, porventura, ali trinta? Respondeu o SENHOR: Não o farei se eu encontrar ali trinta. Continuou Abraão: Eis que me atrevi a falar ao Senhor: Se, porventura, houver ali vinte? Respondeu o SENHOR: Não a destruirei por amor dos vinte. Disse ainda Abraão: Não se ire o Senhor, se lhe falo somente mais esta vez: Se, porventura, houver ali dez? Respondeu o SENHOR: Não a destruirei por amor dos dez. Tendo cessado de falar a Abraão, retirou-se o SENHOR; e Abraão voltou para o seu lugar.” (Gên. 18:1-33). Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. […] Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos. Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. […] Então, do céu bradou pela segunda vez o Anjo do SENHOR a Abraão e disse: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.” (Gên. 22:1-18). “Eram encontros para confirmar a aliança de Deus com Abraão; Deus fazia as promessas e Abraão exercia fé, andando de acordo com a vontade de Deus.”

“Pense em outros encontros que as pessoas da Bíblia tiveram com Deus: Adão e Eva no Éden (Gn 3); a escada de Jacó (Gn 28); Paulo no caminho de Damasco (At 9). Talvez você não tenha experimentado algo tão dramático, mas, de que forma Deus tem Se revelado a você? Alguma coisa na sua vida pessoal pode estar impedindo que você tenha o tipo de intimidade e proximidade com Deus que Abraão experimentou? Que medidas você pode tomar para mudar?”

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A duração da lei de Deus

Lições da Bíblia.

“5. A declaração de Paulo sobre a lei ser adicionada no Monte Sinai significa que ela não existia antes? Se já existia, qual era a diferença entre os períodos anterior e posterior ao Sinai?” “Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.” (Gên. 9:5-6). “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito.” (Gên. 18:19). porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.” (Gên. 26:5). “Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela,” (Gên. 39:7-10). “Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais da congregação vieram e contaram-no a Moisés. Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do SENHOR; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá.” (Êxo. 16:22-26). “Sempre existiu. No Egito os israelitas tinham perdido a grandeza de Deus, e seus elevados padrões morais. Precisavam ser conscientizados de seus pecados e da santidade da lei de Deus.”

“Deus não precisou revelar Sua lei a Abraão com trovões, relâmpagos e pena de morte (Êx 19:10-23). Por que, então, Deus deu a lei aos israelitas dessa maneira? Foi porque durante seu cativeiro no Egito, os israelitas haviam perdido de vista a grandeza de Deus e Seus elevados padrões morais. Como resultado, eles precisavam ser conscientizados da extensão da própria pecaminosidade e da santidade da lei de Deus. Com certeza, a revelação no Sinai fez justamente isso.”

“6. O que Paulo quis dizer quando afirmou que a lei foi adicionada ‘até que viesse o descendente a quem se fez a promessa’?” “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo. E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão. Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.” (Gál. 3:16-19). “A deveria continuar apontando o pecado até a vinda de Cristo, o descendente. Jesus cumpriu a lei e pelo Seu Espírito ajuda os pecadores a obedecê-la.”

“Muitos têm entendido que esse texto queria dizer que a lei dada no Monte Sinai era temporária. Ela foi introduzida 430 anos depois de Abraão e, então, foi anulada quando Cristo veio. Essa interpretação, porém, contradiz o que Paulo diz sobre a lei em Romanos, bem como em outras passagens da Bíblia, como Mateus 5:17-19.”

“O erro que os leitores muitas vezes cometem, com relação a essa passagem, é o de supor que a expressão ‘até que’ sempre implica uma duração limitada de tempo. Esse não é o caso. Descrevendo a pessoa que teme ao Senhor, o Salmo 112:8 diz: ‘O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo’. Isso significa que quando ele triunfar ficará com medo? Em Apocalipse 2:25, Jesus disse: ‘Tão-somente apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que Eu venha’ (NVI). Teria Jesus declarado que, depois que Ele vier, já não precisaremos ser fiéis?”

“O papel da lei não acabou com a vinda de Cristo. Ela continuará a apontar o pecado, enquanto a lei existir. O que Paulo disse foi que a vinda de Cristo marcou um momento decisivo na história humana. Cristo pôde fazer o que a lei jamais poderia fazer: prover o verdadeiro remédio para o pecado, ou seja, justificar os pecadores e, pelo Seu Espírito, cumprir Sua lei neles (Rm 8:3, 4).”

“Alguma vez você já teve estes pensamentos: ‘Se apenas o Senhor fizesse isso por mim, ou aquilo, ou aquilo outro, eu nunca mais duvidaria nem questionaria o Senhor?’ Pense, entretanto, sobre o que aconteceu no Sinai, e a respeito da grande manifestação do poder de Deus, vista pelos israelitas, e, mesmo assim, eles se rebelaram. O que isso diz sobre o que é a verdadeira fé? Como obter e manter essa fé? ‘Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,’ (Col. 2:6).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 02 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF