A lei do sábado

Lições da Bíblia.

Jesus viera para engrandecer a lei, e a tornar gloriosa. Isa. 42:21. Não haveria de lhe diminuir a dignidade, mas exaltá-la. Diz a Escritura: "Não desfalecerá, nem Se apressará, até que estabeleça na Terra o juízo." Isa. 42:4. Ele viera para libertar o sábado daquelas enfadonhas exigências que o haviam tornado uma maldição em vez de bênção.

Por isso escolhera o sábado para nele realizar a cura de Betesda. Poderia haver curado o enfermo igualmente em qualquer outro dia da semana; ou simplesmente tê-lo curado, sem lhe dizer que levasse a cama. Isto, porém, não Lhe teria proporcionado a oportunidade que desejava. Um sábio desígnio guiava todos os atos de Cristo na Terra. Tudo quanto fazia era em si mesmo importante, bem como na lição que comunicava. Escolheu, entre os sofredores que se achavam junto ao tanque, o pior caso, para aí exercer Seu poder de cura, e pediu ao homem que levasse a cama através da cidade, a fim de publicar a grande obra de que fora objeto. Isso daria lugar à questão do que era ou não era lícito fazer no sábado, e abriria o caminho para Ele condenar as restrições dos judeus quanto ao dia do Senhor, declarando vãs suas tradições.

Jesus lhes afirmou que a obra de aliviar os aflitos estava em harmonia com a lei do sábado. Estava em harmonia com os anjos de Deus que estão sempre descendo e subindo entre o Céu e a Terra para servir à humanidade sofredora. Jesus declarou: "Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também." João 5:17. Todos os dias são de Deus, para neles se levar a cabo Seus planos para com a raça humana. Fosse a interpretação dos judeus razoável, então o Senhor estaria em falta, visto ser Seu trabalho que vivifica e mantém toda criatura vivente desde que lançou os fundamentos da Terra; então Aquele que declarou boa a sua obra, e instituiu o sábado para comemorar-lhe o acabamento, deveria acabar com Seu labor e deter a incessante rotina do Universo.

Deveria Deus impedir o Sol de cumprir sua missão no sábado, obstar seus fecundos raios de aquecer a Terra e nutrir a vegetação? Deveriam os sistemas planetários quedar imóveis durante aquele santo dia? Ordenaria às fontes que se abstivessem de regar os campos e as florestas, mandaria às ondas do mar que detivessem seu incessante fluir e refluir? Deveriam o trigo e o milho deixar de crescer, e o maturante cacho adiar seu belo colorido? Não hão de as árvores florescer, nem desabrochar as flores no sábado?

Fora assim, e deixariam os homens de ter os frutos da terra, e as bênçãos que tornam desejável a vida. A Natureza deve continuar seu invariável curso. Deus não poderia por um momento deter Sua mão, do contrário o homem desfaleceria e viria a morrer. E o homem também tem nesse dia uma obra a realizar. Devem-se atender às necessidades da vida, cuidar dos doentes, suprir as faltas dos necessitados. Não será tido por inocente o que negligenciar aliviar o sofrimento no sábado. O Santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado, ou noutro dia qualquer. (Ellen G. White, O desejado de todas as nações, p. 206-207).

Perguntas para reflexão

1. Hoje, é fácil zombar da dureza e frieza dos líderes religiosos que atacavam Jesus. Mas tente se colocar em seu lugar. Essas regras feitas pelo homem existiam havia tanto tempo que esses líderes pensavam que elas fossem a própria essência da guarda do sábado. Por essa razão, eles realmente acreditavam que Jesus estava transgredindo o sábado. Como nos sentiríamos se aparecesse alguém hoje e, alegando ter grande luz e verdade, talvez até fazendo milagres, mas estivesse em nossa opinião pisando no quarto mandamento? Como reagiríamos? Que lição importante podemos aprender com esse exercício de saber separar a verdade da mera tradição? Por que nem sempre é fácil fazer isso?

2. Coloque-se no lugar de alguém que acredita que os milagres de Jesus no sábado mostram que Ele supostamente estivesse abolindo o descanso no sétimo dia. Compare o que a Bíblia ensina que Ele disse e fez com o que você pode imaginar que Ele faria se estivesse realmente fazendo essa mudança. O que você acha que Ele teria feito de maneira diferente?

Resumo: A Bíblia revela Jesus como o Senhor do sábado, o sinal básico de Jesus como Criador e Redentor.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 17 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

"lei da liberdade"

Lições da Bíblia.

Toda alma que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás. Enquanto se lisonjeia de seguir os ditames de seu próprio discernimento, obedece à vontade do príncipe das trevas. Cristo veio quebrar as algemas da escravidão do pecado para a alma. "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." "A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus" nos liberta "da lei do pecado e da morte." Rom. 8:2.

Não há constrangimento na obra da redenção. Não se exerce nenhuma força externa. Sob a influência do Espírito de Deus, o homem é deixado livre para escolher a quem há de servir. Na mudança que se opera quando a alma se entrega a Cristo, há o mais alto senso de liberdade. A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus.

A única condição em que é possível o libertamento do homem, é tornar-se ele um com Cristo. "A verdade vos libertará" (João 8:32); e Cristo é a verdade. O pecado só pode triunfar, enfraquecendo a mente e destruindo a liberdade da alma. A sujeição a Deus é restauração do próprio ser – da verdadeira glória e dignidade do homem. A lei divina, à qual somos postos em sujeição, é a "lei da liberdade". Tia. 2:12. (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 466).

Perguntas para reflexão

“1. O que significa a guarda da lei sem amor? Como isso se manifesta? Ao mesmo tempo, o que significa o amor sem a guarda da lei? Que tipo de amor é esse? Isso é amor, de fato? Por que as duas coisas precisam estar ligadas?”

“2. Que exemplos podemos encontrar no mundo, e ao nosso redor, do que acontece quando as pessoas transgridem a lei de Deus? Que testemunho poderoso esses exemplos dão acerca do valor e da contínua validade dessa lei?”

“Resumo: A lei de Deus é uma expressão do Seu amor, e quando amamos como Deus nos ama, realmente revelamos a lei em toda a sua beleza e poder.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 10 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei na nova aliança

Lições da Bíblia.

“Desde o início, os princípios dos Dez Mandamentos foram dados à humanidade por causa do amor de Deus pelas pessoas. A lei sempre foi destinada a ser uma bênção. Pela obediência à lei, você é protegido da ruína do pecado. Pela desobediência, você enfrenta as consequências inevitáveis da transgressão. Quem precisa de teologia para saber, pessoalmente, quão doloroso é o pecado e suas consequências? Quantas vezes você pode ler os resultados do pecado nos rostos dos que foram devastados por ele?”

“Embora seções do Novo Testamento, especificamente os escritos de Paulo, lidem com os que não entenderam corretamente o propósito da lei, os mandamentos de Deus foram apresentados no Novo Testamento de forma positiva e edificante.”

“9. Como a lei de Deus é apresentada em Hebreus? Como algo ainda relevante, ou como algo anulado pela graça? Hb 8:10; 10:16 (leia o contexto dos versos)” “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (Heb. 8:10). “A lei é tão importante que Deus a escreverá no coração de Seu povo; Israel manteve a lei apenas no seu exterior.”

“Muitas vezes, vemos pessoas que buscam colocar a lei em oposição ao amor de Deus ou à Sua graça, com a ideia de que, se você realmente ama, a lei de Deus é anulada. Podemos argumentar que o amor transcende à lei, no sentido de que aquele que ama verdadeiramente a Deus e aos outros revela os princípios essenciais da lei. Mas isso não é desculpa para invalidar a lei. Ao contrário, o amor cumpre a lei, o amor é a lei expressa em sua maneira mais pura.”

“É como as peças de um carro. As peças não existem como fins em si mesmas; elas estão ali para que o carro vá de um lugar para outro. Essa é a sua finalidade, de modo que o carro possa se mover. No entanto, sem cada peça, o carro não funcionaria. A lei é assim: não é um fim em si mesma, porém um meio para um fim, e esse fim é uma expressão profunda de amor a Deus e ao próximo.”

“10. Qual é a ligação entre o amor e a lei?” “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rom. 13:8-10). Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gál. 5:14).Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;” (Tia. 2:8). “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,” (1 João 5:2-3). Amar significa cumprir a lei, porque a essência da lei é fazer o bem aos outros, e o amor não faz o mal aos outros.”

“Pense mais sobre a relação entre a lei de Deus e o amor. A observância da lei sem amor leva a quê? Amor sem obediência à lei leva a quê? Escreva suas respostas e leve para a classe.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 09 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei e os profetas

Lições da Bíblia.

“Quase nenhuma controvérsia existe sobre a vigência da lei no período posterior ao Sinai. Os escritos do Antigo Testamento estão repletos de referências à lei. Se bem que, muitas vezes, essas referências tratassem da transgressão da lei e das punições posteriores que vinham a Israel, outros textos revelam o grande amor e reverência que muitos em Israel tinham pela lei, que incluía não apenas os Dez Mandamentos, mas todas as regras e preceitos que o Senhor havia dado ao Seu povo.”

“8. De que forma o Antigo Testamento exalta a lei? Que atitudes são reveladas?” “Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar. Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar.” (Isa. 48:17-18). “Os soberbos têm forjado mentiras contra mim; não obstante, eu guardo de todo o coração os teus preceitos. Tornou-se-lhes o coração insensível, como se fosse de sebo; mas eu me comprazo na tua lei. Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata.” (Sal. 119:69-72).Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, porque guardo os teus preceitos. De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra. Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.” (Sal. 119:97-103). “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (Jer. 31:33). “Mostra que a lei vale mais que ouro e prata; traz paz, justiça e prazer; devia ser escrita no coração; as aflições ensinam a respeito dos decretos de Deus; atitude de amor, reflexão e reconhecimento; sentimento de segurança pela instrução da lei.”

“Ao contrário da crença popular, embora Israel devesse amar a lei, os que compreendiam a função da lei nunca a viam como um meio de salvação. A religião hebraica sempre foi voltada para a graça, ainda que o povo fosse de um extremo a outro: do desprezo da lei de forma aberta e ostensiva, como no período do primeiro templo, ao legalismo extremo, como pode ser visto tão claramente no tempo de Jesus.”

“Apesar disso, por que tal amor pela lei? Mais uma vez, considerando que a palavra lei abrange não apenas os Dez Mandamentos, mas todo o corpo de ensinamentos do Antigo Testamento, especialmente os primeiros cinco livros de Moisés, entendemos que o que eles amavam era a mensagem da salvação, da graça e da redenção. Eles amavam a ‘verdade’, como foi revelada a eles, conforme sua melhor compreensão dela. Não era apenas amor às regras, mas amor a um conjunto de orientações e princípios que, se cumpridos, teriam aberto o caminho para muitas bênçãos e promessas, porque tudo o que Deus lhes tinha dado era para seu próprio benefício e felicidade.”

“Existe alguma diferença hoje?”

“Pense em tudo o que o Senhor deu à nossa igreja. Como podemos seguir de maneira mais completa a luz maravilhosa com a qual fomos abençoados?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 08 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei antes do Sinai

Lições da Bíblia.

“Como todo adventista do sétimo dia sabe, quando falamos sobre a lei, os Dez Mandamentos, e o Sinai, ouvimos o refrão de que os Dez Mandamentos foram primeiramente dados aos judeus no Sinai, e por essa razão, são uma instituição judaica, ou do Antigo Testamento, não aplicável aos nossos dias.”

“Certamente existem inúmeros problemas com essa teologia, o maior deles sendo que, se ela fosse verdadeira, como poderia ter havido pecado antes do Sinai, ‘porque o pecado é a transgressão da lei’ (1Jo 3:4)? A verdade é que o livro de Gênesis dá um testemunho incrível da existência da lei de Deus muito antes do Sinai.”

“Gênesis 1 e 2 descreve a criação perfeita de Deus. Gênesis 3 relata a queda de Adão e Eva. Em Gênesis 4 temos o primeiro assassinato. Como Caim saberia que era culpado pelo assassinato de seu irmão se não houvesse a lei para definir o assassinato como pecado?”

“Muito antes do Sinai, Deus condenou especificamente o assassinato, na aliança que estabeleceu com Noé após o dilúvio [‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.’ Gên. 9:6].”

“Em Jó, o mais antigo livro da Bíblia, encontramos Deus elogiando por duas vezes a justiça de Jó. O que Ele declarou acerca do caráter de Jó? [‘Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.’ Jó 1:8]. Obviamente, estava em vigor um padrão do que era certo e errado. Jó viveu muito antes do Êxodo, e ele nem mesmo era da linhagem da aliança.”

“3. O que Jó incluiu em seu padrão acerca do que é certo e errado?” “De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão. Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.” (Jó 24:14-15). “Os mandamentos que proíbem matar, furtar, adulterar, etc.”

“Quando Abraão mentiu a Abimeleque acerca de Sara, foi repreendido por sua falsidade. E embora Abimeleque fosse o rei de Gerar, e não de linhagem israelita, Deus o manteve no mesmo padrão de pureza matrimonial encontrado no Decálogo e exigiu que Sara fosse devolvida a Abraão [‘Então, chamou Abimeleque a Abraão e lhe disse: Que é isso que nos fizeste? Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino? Tu me fizeste o que não se deve fazer.’ Gên. 20:9].”

“4. Que testemunho especial Deus deu a Isaque sobre Abraão, seu pai?” “Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra; porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.” (Gên. 26:4-5). “Abraão obedeceu a Palavra do Senhor e guardou Seus preceitos, mandamentos, decretos e leis.”

“O que é fascinante em Gênesis 26:5 é que o hebraico usa quatro palavras diferentes, mshmrt, mzvot, huqot e torot (de Torá, ‘a lei’) para descrever as leis que Abraão obedeceu. Certamente os Dez Mandamentos estavam incluídos nessas palavras.”

“Por ordem divina, Jacó retornou a Betel para construir um altar ao Senhor. O patriarca sentiu necessidade de reavivamento em sua casa. O que ele pediu que sua família fizesse?” “Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.” (Gên. 35:2-3).

“Claramente, a ideia de que não havia nenhuma lei antes do Sinai não tem sentido, à luz das muitas coisas que a Bíblia ensina sobre a vida antes do Sinai.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 06 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A lei no Sinai

Lições da Bíblia.

1. Por que a promulgação da lei no Monte Sinai foi tão terrível? “Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.” (Êxo. 19:18-19). “Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe.” (Êxo. 20:18). “Estas palavras falou o SENHOR a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendo-as escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim.” (Deut. 5:22). “Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!” (Heb. 12:21). “Porque o povo precisava entender a grande perversidade do pecado; o fogo divino destrói o pecado, mas a graça salva o pecador.”

“’O povo de Israel estava dominado pelo pavor. O terrível poder da fala de Deus parecia tal que seus trêmulos corações não poderiam suportar. Pois, ao ser apresentada diante deles a grande regra de justiça de Deus, compenetraram-se, como nunca antes, do caráter ofensivo do pecado, e de sua própria culpabilidade à vista do Deus santo. Recuaram da montanha com medo e espanto’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 309, 310).”

“Há algo muito poderoso na citação de Ellen G. White acima. Quando a lei foi apresentada, o povo percebeu, ‘como nunca antes’, a grande perversidade do pecado e sua própria culpa aos olhos de Deus.”

“Assim, desde o início do relacionamento de aliança de Israel com Deus, podemos ver na lei uma revelação do evangelho. A lei nunca foi destinada para ser um meio de salvação, nem mesmo no Sinai. Ao contrário, ela devia mostrar ao povo sua necessidade de salvação. Foi logo após a promulgação da lei que os israelitas receberam a instrução para construir o santuário, o qual revelava a eles o plano da salvação. A lei devia conduzir as pessoas para a cruz, para sua necessidade de expiação e redenção. Não é de admirar, então, que eles tremessem diante da lei, porque ela lhes mostrava exatamente o quanto eles eram pecadores e degenerados.”

“2. Qual é o papel da lei em nossa consciência de pecado? A lei produz pecado?” “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. (Rom. 7:8-13). “Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos.” (Sal. 119:6). “A lei não produz pecado, porque é santa, justa e boa, mas revela o pecado no coração; ela nos faz sentir necessidade de salvação.”

“Em certo sentido, Paulo diz aqui o que Ellen White disse que aconteceu no Sinai. O problema não estava com a lei de Deus, mas com os pecadores que transgrediam a lei, como todos temos feito. Paulo mostra como a lei está inseparavelmente ligada ao evangelho, e que a lei é o que nos mostra quanto somos pecadores e corrompidos.”

“Leia Êxodo 20:1-17. Você treme diante da lei? Você se sente culpado diante da lei? Quais são as suas emoções enquanto lê a lei e se compara com ela?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 05 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Deus, o legislador

Lições da Bíblia.

“Porque o Senhor é o nosso Juiz, o Senhor é o nosso Legislador, o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (Is 33:22).

“Pensamento-chave: A lei de Deus é uma parte inseparável de toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamentos. É também uma expressão do Seu amor. E assim, quando amamos, revelamos a plenitude e beleza da lei de Deus.”

“A lei de Deus, conforme resumida nos Dez Mandamentos e os ensinamentos específicos de Jesus oferecem direção e propósito para nossa vida, bem como visão profunda sobre a natureza de Deus.”

“Como adventistas do sétimo dia, muitas vezes ouvimos a ideia de que a lei é uma cópia do caráter de Deus (sendo assim, visto que Deus não muda, a lei, que revela Seu caráter, também não deve mudar). O que, porém, significa essa ideia de que a lei é uma expressão do caráter de Deus?”

“Suponha que você vivesse em uma terra com um rei cuja palavra fosse lei (um rei francês disse uma famosa frase: ‘O Estado sou eu’). Agora, suponha que o rei decretasse leis repressivas, perversas, detestáveis, injustas, discriminatórias, e assim por diante. Essas leis não seriam uma boa representação do tipo de pessoa que o rei era? Elas não revelariam seu caráter?”

“Pense em alguns dos piores déspotas da história. As leis que eles estabeleceram revelam o tipo de pessoas que eram? Nesse sentido, a lei revela o caráter do legislador. O que a lei de Deus revela sobre Ele? Quando entendemos a lei de Deus como uma salvaguarda, uma proteção, algo criado para nosso bem, compreendemos mais acerca de como é Deus.”

“Nesta semana estudaremos a lei e, por meio dela, o Legislador.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 04 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Cumprindo toda a lei (Gl 5:13-15)

Lições da Bíblia.

“5. Como você concilia os comentários negativos de Paulo sobre ‘guardar toda a lei’ (Gl 5:3) com sua afirmação positiva de que ‘toda a lei se cumpre’ (Gl 5:14)? Compare Rm 10:5; Gl 3:10, 12; 5:3 com Rm 8:4, 13:8; Gl 5:14.” “De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.” (Gál. 5:3) “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gál. 5:14).

“Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela.” (Rom. 10:5). “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gál. 3:10). Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.” (Gál. 3:12). “De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.” (Gál. 5:3).

“a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rom. 8:4). “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” (Rom. 13:8).Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Gál. 5:14).

“A diferença está nos motivos: O legalista guarda a lei de forma certa pelo motivo errado: alcançar a salvação; o cristão cumpre a lei da forma certa pelo motivo certo: a fé que atua pelo amor.”

“Muitos têm visto o contraste entre os comentários negativos de Paulo sobre ‘guardar (poiêsai, em grego) toda a lei’ e suas afirmações positivas de que ‘toda a lei se cumpre (plêroutai em grego)’ como paradoxal. Mas de fato não são. A solução está no fato de que Paulo, intencionalmente, usou cada frase para fazer uma importante distinção entre duas formas diferentes de definir o comportamento cristão em relação à lei. Por exemplo, é significativo que, quando Paulo se referiu positivamente à observância cristã da lei, ele nunca descreveu isso como ‘guardar a lei’. Ele reservou essa frase para se referir exclusivamente ao comportamento equivocado dos que viviam sob a lei e tentavam obter a aprovação de Deus ‘guardando’ o que a lei ordena.”

“Isso não significa que os que encontravam a salvação em Cristo não obedeciam à lei. Nada poderia estar mais longe da verdade. Paulo disse que eles ‘cumpriam’ a lei. Ele quis dizer que o verdadeiro comportamento cristão é muito mais do que a obediência exterior de apenas ‘guardar’ a lei; é ‘cumprir’ a lei. Paulo usou a palavra cumprir, porque ela vai muito além de simplesmente ‘fazer’. Esse tipo de obediência está enraizado em Jesus (Mt 5:17). Não é um abandono da lei, nem uma redução da lei para o amor apenas, mas é uma forma pela qual o cristão pode experimentar a verdadeira intenção e significado de toda a lei!”

6. De acordo com Paulo, onde encontramos o pleno significado da lei? “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.” (Lev. 19:18). “O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Mar. 12:31). “e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.” (Mar. 12:33). “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Rom. 13:9). “Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem;” (Tia. 2:8).

“Embora fosse uma citação de Levítico, a declaração de Paulo em Gálatas está, em última análise, enraizada no uso que Jesus fez de Levítico 19:18. Jesus, porém, não foi o único mestre judeu a se referir a Levítico 19:18 como o resumo de toda a lei. O rabino Hillel, que viveu aproximadamente uma geração antes de Jesus, disse: ‘O que é detestável a você, não faça ao seu próximo; essa é toda a lei’. Mas a perspectiva de Jesus foi radicalmente diferente (Mt 7:12). Ela não apenas foi mais positiva, mas também demonstrou que a lei e o amor não são incompatíveis. Sem amor, a lei é vazia e fria; sem lei, o amor não tem sentido.”

“O que é mais fácil, e por quê: amar os outros, ou simplesmente obedecer aos Dez Mandamentos? Comente com a classe.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 08 de dezembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF