Tempo de alegria (Mc 2:27, 28)

Lições da Bíblia.

“Muitos que afirmam guardar o sábado nem sempre entendem o que implica a observância desse dia. Como faziam alguns dos fariseus no tempo de Jesus, as pessoas ainda hoje têm aprisionado o sábado atrás dos muros rígidos das normas e regulamentos (enquanto outros quase o transformaram em um dia igual a qualquer outro). O sábado deve ser ocasião de alegria, não um fardo, mas ainda assim é um dia para ser santificado.”1

“Durante o tempo em que Jesus esteve na Terra, alguns dos líderes religiosos haviam envolvido o mandamento do sábado com 39 outros mandamentos. Eles argumentavam que, se as pessoas guardassem essas 39 leis, o sábado seria perfeitamente observado. Como resultado dessa bem intencionada legislação, o sábado, que foi planejado para ser deleitoso, de fato, tornou-se um jugo para muitos.”1

“3. Leia atentamente Marcos 2:23-28. Por que os discípulos colheram grãos? Será que o texto indica que Jesus participou com os discípulos? Alguma lei bíblica foi transgredida?” “Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Marcos 2:23-28 RA)2. Os discípulos colheram grãos para saciar a própria fome, a lei de Moisés proibia o plantio e a colheita como forma sistemática de produção, no caso em questão os discípulos apenas satisfizeram uma necessidade básica, alimentar-se. O sábado foi feito para homem devendo proporcionar-lhe as condições para uma comunhão especial com Deus. Não é o sábado que deve ser adorado, mas o Criador.

“Quando Jesus e Seus discípulos passaram por um campo em dia de sábado, os discípulos decidiram satisfazer a fome colhendo grãos. Embora o campo não pertencesse a eles, essa ação era permitida pela lei de Moisés (Dt 23:25), ainda que os fariseus interpretassem isso como transgressão de outra lei mosaica que proibia arar e colher no sábado (Êx 34:21). Aparentemente, Jesus não participou do alimento. No entanto, Ele tomou tempo para defender a ação dos discípulos. Jesus lembrou aos fariseus que o próprio Davi e seus homens, quando estavam com fome, comeram o pão do santuário, o que era ‘proibido’.”1

“Em Marcos 2:27, 28, Jesus disse que o sábado foi feito para benefício do ser humano, não o inverso. Em outras palavras, o sábado não foi feito a fim de ser adorado, mas para oferecer oportunidades de adoração. Como dom de Deus para todos os seres humanos, o sábado não foi feito para oprimir, mas afim de proporcionar alívio e libertação. É realmente uma forma de experimentar nosso descanso e liberdade em Cristo.”1

“Quais são algumas das coisas que você pode fazer com mais facilidade no sábado do que em outros dias da semana, por causa das obrigações de sua rotina? Comente com a classe.”1

Terça-feira, 29 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Homicídio (Mt 5:21-26)

Lições da Bíblia.

“Depois de esclarecer Sua intenção de confirmar a lei, Jesus começou a explicar uma justiça que excede a dos escribas e fariseus. Ele começou citando o sexto mandamento (Êx 20:13) e resumindo, a partir da lei de Moisés, a pena por sua transgressão (Êx 21:12; Lv 24:17).”1

“O sexto mandamento não inclui todos os casos em que uma pessoa mata outra. Em casos de homicídio, uma pessoa podia fugir para uma cidade de refúgio e obter asilo temporário (Êx 21:13; Nm 35:12). No entanto, aquele que intencionalmente tirava a vida de alguém seria julgado rapidamente. Em Sua explicação, Jesus não focalizou o ato em si, mas o motivo e as intenções de quem comete o ato. Uma pessoa podia tirar uma vida acidentalmente, mas aquele que teve a intenção de tirar uma vida pecou antes da execução do terrível ato. Muitos assassinos em potencial são impedidos apenas pela falta de oportunidade.”1

“2. Leia Mateus 5:22. O que Jesus comparou ao assassinato? Como 1 João 3:15 enfatiza esse ponto? Qual foi a verdadeira questão que Jesus apontou, e o que isso nos diz sobre o alcance da lei de Deus?”1 “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” (Mateus 5:22 RA)2; Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si.” (1 João 3:15 RA)2. Jesus comparou o ódio ao assassinato, quem odeia o seu próximo, diante de Deus já pecou, mesmo que esse ódio não seja exteriorizado em uma ação ofensiva. Fica evidente que a intenção do coração pode levar-nos a cometer pecado.

“Embora a Bíblia frequentemente fale sobre o poder das palavras, Jesus levou a questão para um nível mais profundo. Muitas vezes, o único propósito das palavras ásperas ou xingamentos é despertar sentimentos negativos na vítima. A lição de Jesus foi muita clara. Não apenas aqueles que executam o crime são culpados de assassinato, mas também os que falam palavras rudes para os outros ou alimentam pensamentos homicidas. Ele aconselhou os que abrigam tais pensamentos a se reconciliarem com suas vítimas antes de ir para o altar [‘Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo’ Mt 5:23-26 RA2].”

“Pense na implicação das palavras de Jesus no texto da lição de hoje. Quais palavras você tem falado aos semelhantes? O que esse elevado padrão ensina sobre a necessidade de ser coberto pela justiça de Cristo?”1

Segunda-feira, 21 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

"Nem um i ou um til"

Lições da Bíblia.

“1. Leia Mateus 5:17-20. Que lição importante essa passagem ensina sobre a verdadeira obediência à lei? O que Jesus sugeriu sobre a atitude dos fariseus em relação à lei?”1 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:17-20 RA)2. A obediência a lei não ocorre apenas na aparência, deve ser o fruto do poder de Deus na vida de cada indivíduo. Seus princípios devem estar na mente e no coração de cada crente. Os fariseus invalidaram a lei pervertendo o seu real significado e propósito.

“Jesus começou essa seção afirmando que não veio para abolir ‘a Lei ou os Profetas’ (Mt 5:17). Embora não haja nenhuma referência a isso, muitos veem essa expressão como uma fórmula convencionada para representar todo o Antigo Testamento (leia também Mt 7:12; 11:13; 22:40; Lc 16:16; At 13:15; 24:14; Rm 3:21). A despeito do que Seus adversários alegavam, Jesus não atacou o próprio livro que revelava a vontade de Seu Pai. Em vez disso, Seu objetivo era ‘cumprir’ a lei e os profetas, não revogá-los.”1

“A palavra usada para ‘cumprir’ (plero) significa literalmente ‘encher completamente’ ou ‘completar’. Ela tem o sentido de ‘encher até a borda’. Há duas maneiras de entender a palavra ‘cumprir’. Uma delas é colocar a ênfase em Jesus como sendo o cumprimento das Escrituras (por exemplo, Lc 24:25-27; Jo 5:39). No entanto, a chave para compreender esse texto está no contexto imediato, que mostra que Jesus não veio para abolir as Escrituras, mas para revelar sua essência interior.”1

“Tendo estabelecido Seu propósito mais amplo, Jesus mudou a ênfase do Antigo Testamento, em geral, para a lei, em particular. Quase como se soubesse que as pessoas um dia O acusariam de abolir a lei, Ele advertiu que, enquanto o céu e a Terra permanecerem, a lei continuará existindo, ‘até que tudo se cumpra’ (Mt 5:18). Com essa declaração, Jesus confirmou a perpetuidade da lei.”1

“Na verdade, a lei é tão importante que todo aquele que transgredir seus preceitos ‘será chamado o menor no reino dos Céus’ (Mt 5:19, ARC). Essa é apenas uma forma de dizer que ele não estará no reino. Por outro lado, aquele que permanecer fiel à lei estará no reino. Jesus não hesitou em apontar que Ele não estava promovendo a justiça vazia dos escribas e fariseus, mas uma justiça que brotava de um coração que ama a Deus e procura cumprir Sua vontade.”1

Domingo, 20 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo e a lei no Sermão da Montanha

Lições da Bíblia.

"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5:17, 18 RA)1.

“Quando a maioria das pessoas pensa sobre o Sermão da Montanha, pensa automaticamente nas ‘bem-aventuranças’ (Mt 5:1-12). No entanto, o Sermão da Montanha abrange três capítulos, que foram divididos em quatro seções. As ‘bem-aventuranças’ constituem apenas a primeira seção. Na segunda seção, Jesus compara os cristãos à luz e ao sal (Mt 5:13-16). Na terceira, Mateus 5:17-48, Jesus nos dá uma nova e mais profunda perspectiva sobre a lei. A quarta seção é a mais longa, Mateus 6:1–7:23, na qual Jesus apresenta um claro ensino sobre o comportamento cristão. O Sermão da Montanha termina com a parábola dos dois construtores, um sábio e outro tolo (Mt 7:24-27), que enfatiza a importância da obediência ao que Deus nos chama a fazer.”2

“Nesta semana, examinaremos a terceira seção, Mateus 5:17-48 (a qual os teólogos chamam de antíteses [opostos], casos em que fortes contrastes são apresentados), para descobrir o que ela nos ensina sobre a lei.”2

Sábado, 19 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

A cadeira de Moisés

Lições da Bíblia.

“Embora os ‘escribas e fariseus’ pareçam ser dois grupos distintos, que simplesmente foram colocados no mesmo conjunto, os escribas provavelmente fossem um subgrupo dos fariseus (At 23:9). Os fariseus se tornaram um grupo notável durante o tempo do Império Grego. Acredita-se que fossem os remanescentes de uma seita judaica piedosa, conhecida como Hasidim (Os Piedosos), que ajudaram a combater na revolta dos Macabeus contra a Grécia.”1

“O título fariseu é derivado do hebraico paras, que significa ‘separar’. Numa época em que muitos judeus haviam se tornado muito influenciados pelas culturas pagãs, os fariseus entenderam que seu dever era garantir que a lei fosse ensinada a todos os homens judeus. Para realizar essa tarefa, eles estabeleceram a função do rabino, que significa literalmente ‘meu grande’ ou ‘meu professor’.”1

“Ao dizer que ‘na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus’, Jesus reconheceu a posição deles como mestres do povo (Mt 23:2, 3). Afinal, pelo menos eles tinham assumido a responsabilidade de assegurar que o povo fosse instruído no caminho da lei.”1

“1. Leia Mateus 23:1-7. Qual foi um dos maiores problemas de Jesus com os escribas e fariseus?”1 “Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens.” (Mt 23:1-7 RA)2. A hipocrisia dos fariseus, pois ensinavam coisas que não cumpriam e exigiam que os outros fizessem.

“A maioria das referências aos escribas e fariseus nos evangelhos é negativa. Considerando a cumplicidade que muitos deles tiveram na morte de Jesus e na perseguição aos Seus seguidores, esse negativismo foi bem merecido. Membros desses grupos pareciam estar à espreita nas esquinas e se escondendo atrás das árvores, esperando que as pessoas cometessem erros, para que eles pudessem aplicar a lei contra elas. Essa imagem do fariseu é tão frequente nas Escrituras que essa palavra geralmente é usada como sinônimo de legalista.”1

“Ao considerar atentamente esse texto, descobrimos que o grande problema de Jesus com os fariseus não era seu desejo de que os outros guardassem a lei de Moisés, mas o fato de que eles não a estavam guardando. Eles eram hipócritas, pois diziam uma coisa, mas faziam outra, e até mesmo quando faziam as coisas certas, faziam isso pelas razões erradas.”1

“Leia novamente o que Jesus disse sobre os escribas e fariseus. Será que temos as mesmas atitudes dos fariseus? O que precisamos mudar?”1

“Começa hoje o Evangelismo de Semana Santa: ‘Nos Passos do Mestre’. Participe no seu pequeno grupo!”

Domingo, 13 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo e a lei de Moisés – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“Leia de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 447-454: ‘Na Festa dos Tabernáculos’; p. 455-462: ‘Por Entre Laços’.”1

“Três vezes por ano era exigido dos judeus que se reunissem em Jerusalém para fins religiosos. Envolto na coluna de nuvem, o invisível Guia de Israel havia dado instruções quanto a essas reuniões. Durante o cativeiro dos judeus, elas não puderam ser observadas; […] Era desígnio de Deus que esses aniversários O trouxessem à mente do povo’.”2

"Era natural que os pais de Jesus O considerassem seu filho, pois Ele estava diariamente com eles. Em muitos aspectos, Sua vida era como a das outras crianças. Era difícil para os pais compreender que Ele era o Filho de Deus. Estavam em risco de deixar de reconhecer a bênção concedida a eles pela presença do Redentor do mundo. A aflição de sua separação dEle, e a branda reprovação contida em Suas palavras, tinham o objetivo de impressioná-los quanto à santidade do que lhes fora confiado"2.

Perguntas para reflexão

“1. Embora Jesus tivesse estabelecido essas leis, quando Ele assumiu a humanidade, submeteu-Se a elas. O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?”

“2. Tente se colocar no lugar de José e Maria. É de admirar que eles não entendessem plenamente todos os aspectos que envolviam Jesus? Não há muitas coisas sobre Jesus que nós também não entendemos? Como podemos aprender a confiar e a obedecer, apesar das muitas coisas que não entendemos?”

“3. O que você diria para um cristão que declarasse que devemos cumprir as festas bíblicas? Uma sugestão é perguntar: ‘Como você pretende cumpri-las, uma vez que as festas estavam centralizadas no templo, que foi destruído há muito tempo, e no derramamento de sangue, que foi interrompido?’”

Sexta-feira, 11 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. São Paulo – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 447, p. 89

Aplicação da lei (Mt 5:17-20)

Lições da Bíblia.

“Como vimos, Jesus foi um cidadão fiel que cumpriu Suas responsabilidades como judeu, mesmo quando Sua vida estava em perigo (leia, por exemplo, João 7:1, 25, 26; 10:31). [‘Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galiléia, porque não desejava percorrer a Judéia, visto que os judeus procuravam matá-lo.’ (João 7:1 RA)2; ‘Diziam alguns de Jerusalém: Não é este aquele a quem procuram matar?’ (João 7:25 RA)2; ‘Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.’ (João 10:31 RA)2.] Na verdade, Jesus deixou claro que não era Seu propósito abolir ‘a Lei ou os Profetas’ (Mt 5:17-20)2.”

“5. Como, então, devemos entender João 8:1-11 e Mateus 19:1-9, à luz de Deuteronômio 22:23, 24 e 24:1-4?” “Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.]” (João 8:1-11 RA)2; “E aconteceu que, concluindo Jesus estas palavras, deixou a Galiléia e foi para o território da Judéia, além do Jordão. Seguiram-no muitas multidões, e curou-as ali. Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].” (Mateus 19:1-9 RA)2; “Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela,” (Deuteronômio 22:23 RA)2. “então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti.” (Deuteronômio 22:24 RA)2; “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim, não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança.” (Deuteronômio 24:1-4 RA)2. Jesus não negligenciou a Lei, Ele a cumpriu fielmente, ao solicitar para aqueles que não tivessem pecado atirassem a primeira pedra, com ninguém ficou para acusar a mulher apanhada em adultério, para que fosse condenada era necessário, segundo a Lei, duas ou três testemunhas. Ao perdoar a mulher Jesus o fez nos méritos de seu sacrifício que ocorria na cruz do Calvário. Quanto ao divórcio, Jesus realçou que Moisés não ordenou que os homens se divorciassem de suas mulheres, no entanto tolerou que em algumas circunstancias isso fosse feito em virtude da dureza do coração humano, não sendo esse o plano original de Deus.

“Alguns dos fariseus estavam sempre tentando expor Jesus como um transgressor da lei (leia, por exemplo, João 8:6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.’). Quando apresentaram a Ele a mulher apanhada no ato de adultério, colocaram a seguinte questão: ‘Na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; Tu, pois, que dizes?’ (Jo 8:5). Curiosamente, Jesus não respondeu diretamente à pergunta. Na verdade, Ele confirmou a lei de Moisés com Sua resposta: ‘Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra’ (Jo 8:7). Ele não disse que ela não deveria ser apedrejada, mas simplesmente obrigou esses homens a pensar em suas próprias transgressões da lei. Mesmo a liberação da mulher estava em harmonia com a lei de Moisés, porque ninguém ficou para apontar um dedo acusador, e pelo menos duas testemunhas eram necessárias para administrar a justiça (Dt 17:6).”

“No incidente sobre divórcio e novo casamento, Jesus parece contradizer a lei de Moisés com Sua insistência em afirmar que originalmente não havia fundamento para o divórcio (Mt 19:4-6). Quando os fariseus mencionaram o mandamento de Moisés em Deuteronômio 24:1-4, Jesus colocou tudo na devida perspectiva. Em nenhuma parte Moisés ordenou o divórcio. No entanto, por causa da obstinação do povo, Moisés estabeleceu uma ‘tolerância’ para o divórcio (Mt 19:8). Assim, vemos que, mesmo quando Jesus avaliou uma lei de Moisés, Ele não a desprezou. Jesus era um judeu fiel em todos os sentidos, obedecendo às leis de Moisés.”

“Como podemos equilibrar justiça e graça para os que caem em pecado? Se é inevitável errar, seria melhor errar ao lado da justiça ou da misericórdia? Por quê?”

Quarta-feira, 10 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Leis no tempo de Cristo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 201-204: ‘Prestar Juramento’.1

"Se Adão não tivesse transgredido a lei de Deus, nunca teria sido instituída a lei cerimonial. O evangelho das boas-novas foi primeiramente dado a Adão na declaração que lhe foi feita, de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente; e foi transmitido através de sucessivas gerações a Noé, Abraão e Moisés. O conhecimento da lei de Deus e do plano da salvação foi comunicado a Adão e Eva pelo próprio Cristo. Entesouraram cuidadosamente a importante lição, transmitindo-a verbalmente aos filhos e aos filhos dos filhos. Assim foi preservado o conhecimento da lei de Deus"2

Perguntas para reflexão

“1. Antes de Moisés escrever as leis de Israel, os egípcios e babilônios tinham leis civis que eram, em alguns casos, semelhantes às leis de Deus. Até mesmo as sociedades ateístas têm leis que protegem o povo e as propriedades. A lei geralmente é fundamentada em conceitos morais; a lei deve levar as pessoas a evitar o mal e a praticar o bem. Onde as sociedades obtêm esse senso do bem e do mal?”1

“2. Como o conceito do bem e do mal afeta a questão da existência de Deus? Em outras palavras, se Deus não existe, de onde vêm os conceitos do bem e do mal?”1

“3. Falamos sobre diversas leis: Lei da gravidade, lei do movimento, leis internacionais, Constituição Federal e legislação tributária. O que todas essas leis têm em comum? No que elas diferem? Quais são as consequências da violação dessas leis? Quais são os benefícios de se cooperar com elas? Como os princípios dessas leis nos ajudam a entender o propósito dos Dez Mandamentos em relação à vida dos cristãos?”1

“4. Os judeus sobrecarregaram a lei com regras que não foram planejadas por Deus. Como evitar esse erro em nossos dias? Por que é fácil cometer esse erro, ainda que estejamos bem-intencionados?”1

Sexta-feira, 04 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

4 WHITE, Ellen Gould. Mensagens escolhidas. Tradução de Isolina A Waldvogel, Luiz Waldvogel. 2.ed. Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1985. p. 230