Prisão de Paulo em Jerusalém – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

Estudo adicional

“‘Paulo e seus companheiros formalmente apresentaram aos dirigentes da obra em Jerusalém as contribuições enviadas pelas igrejas gentílicas para o sustento dos pobres existentes entre os irmãos judeus. […] Essas ofertas voluntárias traduziam a lealdade dos conversos gentios para com a obra de Deus organizada em todo o mundo, e deviam ter sido recebidas por todos com grato reconhecimento; entretanto, era evidente para Paulo e seus colaboradores que, mesmo dentre aqueles diante de quem agora estavam, havia alguns que eram incapazes de valorizar o espírito de amor fraternal que motivara as ofertas’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 399, 400).”1

“Se os dirigentes da igreja tivessem abandonado completamente seus sentimentos de amargura contra o apóstolo, aceitando-o como alguém especialmente chamado por Deus para levar o evangelho aos gentios, o Senhor o teria poupado para eles. Deus não havia ordenado que os trabalhos de Paulo acabassem tão cedo; mas não operou um milagre para conter o desenrolar das circunstâncias que a atitude dos líderes da igreja em Jerusalém havia provocado.”1

“Esse espírito ainda produz os mesmos resultados. A negligência em apreciar e aproveitar as provisões da graça divina tem privado a igreja de muitas bênçãos. Quantas vezes o Senhor teria prolongado a obra de um fiel ministro, se seu trabalho tivesse sido valorizado! Mas quando a igreja permite ao inimigo perverter o entendimento, de maneira que representem e interpretem mal as palavras e atos do servo de Cristo; se eles se permitirem atrapalhar e estorvar a sua utilidade, o Senhor, às vezes, remove a bênção que Ele deu. […].”1

“‘Depois que as mãos estão cruzadas sobre o peito inerte, quando a voz de advertência e encorajamento está em silêncio, então os obstinados podem ser despertados para ver e valorizar a bênção que rejeitaram. Sua morte pode realizar o que sua vida não conseguiu fazer’ (Ibid., p. 417, 418).”1

Perguntas para discussão

“1. Paulo foi para Jerusalém sabendo que não seria bem-vindo ali, pois colocava os interesses da igreja acima dos seus interesses. Devemos imitá-lo?”1

“2. O que  aprendemos com a concessão que Paulo fez em Jerusalém? Como ser politicamente corretos sem renunciar aos princípios pelos quais vivemos?”1

“3. A unidade da igreja é sempre muito importante. Como podemos trabalhar juntos e unidos, mesmo quando temos visões diferentes das coisas?”1

Sexta-feira, 14 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.

Diante da multidão

Lições da Bíblia

“Atos 21:37-40 conta o que aconteceu em seguida. Enquanto Paulo era levado à fortaleza romana para ser interrogado, ele pediu permissão ao comandante para se dirigir ao povo, que ainda estava clamando freneticamente por sua morte.”1

“Ao se dirigir ao comandante na língua grega, este pensou que Paulo poderia ser um certo judeu do Egito que, cerca de três anos antes, havia iniciado uma revolta em Jerusalém contra a ocupação romana. A revolta, porém, foi suprimida pelas forças romanas; muitos de seus seguidores foram mortos ou presos, enquanto o egípcio mesmo conseguiu escapar.”1

“Depois de afirmar que era de Tarso, não do Egito, Paulo recebeu permissão para falar. Em seu discurso, ele não ofereceu uma resposta detalhada às acusações levantadas contra ele (At 21:28), mas contou-lhes a história de sua conversão, destacando sua devoção ao judaísmo, a ponto de perseguir os que acreditavam em Jesus. Quando confrontado com uma série de revelações da parte do Senhor, ele não teve escolha senão obedecê-las. Isso explicava a total reviravolta em sua vida e seu chamado para pregar aos gentios. Em vez de entrar em uma discussão teológica, Paulo lhes contou sua experiência e por que ele estava fazendo o que fazia.”1

“3. Leia Atos 22:22-29. Como a multidão reagiu à afirmação de Paulo de que ele era um apóstolo dos gentios? Assinale a alternativa correta:”1

Atos (22:22-29 ARA): “22 Ouviram-no até essa palavra e, então, gritaram, dizendo: Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva! 23 Ora, estando eles gritando, arrojando de si as suas capas, atirando poeira para os ares, 24 ordenou o comandante que Paulo fosse recolhido à fortaleza e que, sob açoite, fosse interrogado para saber por que motivo assim clamavam contra ele. 25 Quando o estavam amarrando com correias, disse Paulo ao centurião presente: Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado? 26 Ouvindo isto, o centurião procurou o comandante e lhe disse: Que estás para fazer? Porque este homem é cidadão romano. 27 Vindo o comandante, perguntou a Paulo: Dize-me: és tu romano? Ele disse: Sou. 28 Respondeu-lhe o comandante: A mim me custou grande soma de dinheiro este título de cidadão. Disse Paulo: Pois eu o tenho por direito de nascimento. 29 Imediatamente, se afastaram os que estavam para o inquirir com açoites. O próprio comandante sentiu-se receoso quando soube que Paulo era romano, porque o mandara amarrar.

A (  ) Pediu a sua morte.
B (  ) Convenceu-se de que a missão de Paulo havia sido dada por Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“A decisão de deixar Paulo falar não deu muito certo. Ao se referir ao seu compromisso com os gentios, Paulo parecia estar confirmando a veracidade das acusações contra ele (At 21:28), e a multidão ficou ainda mais irritada.”1

“O comandante romano pode não ter entendido tudo o que Paulo disse; por isso, ele decidiu interrogá-lo por meio de açoites. Contudo, além de ser judeu de puro sangue (Fp 3:5), Paulo também tinha cidadania romana, e quando mencionou isso, o comandante teve que recuar. Como cidadão romano, Paulo não podia ser submetido a esse tipo de tortura.”1

“4. Leia o discurso de Paulo (At 22:1-21). Quais são as evidências de que, além de se defender, ele também estava pregando para seus irmãos judeus? Por que ele contou sua história de conversão? Por que histórias de conversão podem ser tão poderosas?”1

Atos (22:1-21 ARA)2: “1 Irmãos e pais, ouvi, agora, a minha defesa perante vós. 2 Quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, guardaram ainda maior silêncio. E continuou: 3 Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje. 4 Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres, 5 de que são testemunhas o sumo sacerdote e todos os anciãos. Destes, recebi cartas para os irmãos; e ia para Damasco, no propósito de trazer manietados para Jerusalém os que também lá estivessem, para serem punidos. 6 Ora, aconteceu que, indo de caminho e já perto de Damasco, quase ao meio-dia, repentinamente, grande luz do céu brilhou ao redor de mim. 7 Então, caí por terra, ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 8 Perguntei: quem és tu, Senhor? Ao que me respondeu: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues. 9 Os que estavam comigo viram a luz, sem, contudo, perceberem o sentido da voz de quem falava comigo. 10 Então, perguntei: que farei, Senhor? E o Senhor me disse: Levanta-te, entra em Damasco, pois ali te dirão acerca de tudo o que te é ordenado fazer. 11 Tendo ficado cego por causa do fulgor daquela luz, guiado pela mão dos que estavam comigo, cheguei a Damasco. 12 Um homem, chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, 13 veio procurar-me e, pondo-se junto a mim, disse: Saulo, irmão, recebe novamente a vista. Nessa mesma hora, recobrei a vista e olhei para ele. 14 Então, ele disse: O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca, 15 porque terás de ser sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido. 16 E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele. 17 Tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, sobreveio-me um êxtase, 18 e vi aquele que falava comigo: Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho a meu respeito. 19 Eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu encerrava em prisão e, nas sinagogas, açoitava os que criam em ti. 20 Quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentia nisso e até guardei as vestes dos que o matavam. 21 Mas ele me disse: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.

“Paulo mostrou respeito pelo judaísmo e contou sua experiência de conversão.”1

Terça-feira, 11 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Encontrando os líderes de Jerusalém

Lições da Bíblia

“Ao chegar a Jerusalém, Paulo foi calorosamente recebido por cristãos ligados a Mnasom, com quem devia se hospedar (At 21:16, 17).”1

“Em Atos 21:18-22, Tiago e os anciãos de Jerusalém expressaram sua preocupação com a reputação de Paulo entre os cristãos judeus locais, todos zelosos guardadores da lei mosaica. Eles haviam sido informados de que Paulo estava ensinando os judeus conversos que viviam no exterior a abandonar Moisés, dizendo-lhes que não deviam ‘circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei’ (At 21:21).”1

“É claro que isso não era verdade. O que Paulo ensinava era que, em termos de salvação, nem a circuncisão nem a incircuncisão significava coisa alguma, pois tanto os judeus quanto os gentios eram igualmente salvos pela fé em Jesus (Rm 2:28, 29; Gl 5:6; Cl 3:11). Isso é bem diferente de incentivar explicitamente os judeus a desconsiderar a lei e seus requisitos. Obediência não é, em si mesma, sinônimo de legalismo, embora possa ser deliberadamente distorcida, vindo a significar exatamente isso.”1

“1. Leia Atos 21:23-26. Como Paulo demonstrou que ainda era um judeu fiel?”1

Atos (21:23-26 ARA)2: “23 Faze, portanto, o que te vamos dizer: estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, aceitaram voto; 24 toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei. 25 Quanto aos gentios que creram, já lhes transmitimos decisões para que se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas. 26 Então, Paulo, tomando aqueles homens, no dia seguinte, tendo-se purificado com eles, entrou no templo, acertando o cumprimento dos dias da purificação, até que se fizesse a oferta em favor de cada um deles.

“Paulo foi aconselhado a ser politicamente correto. Ele devia mostrar a falsidade dos rumores a seu respeito fazendo algo bem ‘judeu’: financiar o voto de nazireado de alguns cristãos judeus. Esse voto era um ato especial de piedade por meio do qual um judeu se reconsagrava a Deus.”1

“‘Infelizmente, Paulo cedeu. Os heróis, inclusive os bíblicos, têm suas falhas, como podemos ver na vida de Abraão, Moisés, Pedro e vários outros. É possível argumentar que Paulo estava apenas seguindo seu princípio de proceder como judeu ao lidar com judeus (1Co 9:19-23), ou que ele mesmo teria feito um voto pouco antes (At 18:18), embora a natureza exata desse voto não seja clara. Dessa vez, no entanto, Paulo foi transigente. Sua ação endossou as motivações legalistas por trás da recomendação que lhe fora feita. A implicação de sua atitude era exatamente aquela que ele tentava vigorosamente combater: a ideia de que havia dois evangelhos, um para gentios, de salvação pela fé, e outro para judeus, de salvação pelas obras. Paulo, porém, ‘não estava autorizado por Deus para ceder tanto quanto pediam’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 405).”1

Domingo, 09 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Prisão de Paulo em Jerusalém

Lições da Bíblia

Na noite seguinte, o Senhor, pondo-Se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (At 23:11).1

“Depois da primeira viagem missionária de Paulo, ficou claro que havia uma discordância fundamental na igreja a respeito da maneira pela qual os gentios deveriam ser admitidos à fé (At 15:1-5). Talvez percebendo um conflito crescente, Paulo pensou em um plano para promover a unidade na igreja. Visto que no concílio lhe pediram que se lembrasse dos pobres (Gl 2:10), ele decidiu solicitar às igrejas gentílicas que prestassem ajuda financeira aos irmãos na Judeia, a ‘coleta para os santos’ (1Co 16:1), esperando que isso ajudasse a construir pontes entre os dois grupos.”1

“Isso explica sua determinação de ir a Jerusalém no fim de sua terceira viagem, apesar dos riscos. Por um lado, ele tinha amor genuíno por seus irmãos judeus (Rm 9:1-5); por outro, desejava uma igreja unida (Gl 3:28; 5:6). Visto que judeus e gentios eram igualmente salvos pela fé, e não pelas obras da lei (Rm 3:28-30), qualquer alienação social entre eles, baseada nos requisitos cerimoniais da lei, era contrária à natureza inclusiva do evangelho (Ef 2:11-22).”1

“Sigamos Paulo nessa nova fase de sua vida e missão.”1

Está chegando o dia do batismo da primavera. Será no dia 22 de setembro. Prepare uma cerimônia inesquecível para receber as pessoas que estão entregando a vida a Cristo.

Sábado, 08 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.

Retorno a Jerusalém

Lições da Bíblia

“Tendo fugido de Damasco, Paulo voltou para Jerusalém pela primeira vez desde que havia partido como um perseguidor. Isso aconteceu três anos após sua conversão (Gl 1:18). Não foi um retorno fácil, pois ele enfrentou problemas tanto dentro quanto fora da igreja.”1

“5. Leia Atos 9:26-30. O que aconteceu com Paulo quando ele chegou a Jerusalém?”1

Atos (9:26-30 ARA)2: “26 Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. 27 Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. 28 Estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. 29 Falava e discutia com os helenistas; mas eles procuravam tirar-lhe a vida. 30 Tendo, porém, isto chegado ao conhecimento dos irmãos, levaram-no até Cesaréia e dali o enviaram para Tarso.”.

“Em Jerusalém, Paulo tentou se juntar aos apóstolos. Embora, naquela época, ele já fosse cristão há três anos, a notícia de sua conversão parecia tão inacreditável que os apóstolos, como Ananias antes deles, estavam bastante céticos. Eles temiam que isso fizesse parte de uma conspiração cuidadosamente elaborada. Barnabé, um levita de Chipre (At 4:36, 37), portanto, um judeu helenista, abrandou a resistência dos apóstolos e lhes apresentou Paulo. Eles também devem ter ficado maravilhados com o que Deus fizera a Paulo, uma vez que perceberam que ele era um cristão genuíno.”1

“Essa resistência, no entanto, nunca desapareceria inteiramente – se não por causa das ações passadas de Paulo em perseguir a igreja, então, pelo menos por causa do evangelho que ele pregava. Como no caso de Estêvão, os judeus cristãos da Judeia, incluindo os apóstolos, demoraram muito para compreender o alcance universal da fé cristã – uma fé que não se baseava mais no sistema cerimonial do Antigo Testamento, especialmente no sistema sacrifical, que havia perdido sua validade com a morte de Jesus na cruz. As relações mais próximas de Paulo dentro da igreja na Judeia sempre foram com os cristãos helenistas: além do próprio Barnabé, seu círculo de amigos incluía Filipe, um dos sete (At 21: 8), e Mnasom, também de Chipre (At 21:16). Muitos anos depois, os líderes da igreja de Jerusalém ainda acusariam Paulo de pregar basicamente a mesma doutrina que Estêvão havia pregado anteriormente (At 21:21).”1

“Durante os quinze dias em que ficou em Jerusalém (Gl 1:18), parece que Paulo decidiu compartilhar o evangelho com os mesmos judeus incrédulos que ele havia instigado contra Estêvão algum tempo antes. Assim como ocorrera com Estêvão, no entanto, seus esforços encontraram forte oposição, representando uma ameaça à sua vida. Em uma visão, Jesus lhe disse para deixar Jerusalém para sua própria segurança (At 22:17-21). Com a ajuda dos irmãos, ele foi até o porto da cidade de Cesareia e, de lá, seguiu para sua cidade natal na Cilícia, onde ficou por vários anos antes de iniciar suas viagens missionárias.”1

Quinta-feira, 02 de agosto de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A espera terminou

Lições da Bíblia

“Muitos anos atrás, o escritor inglês Charles Dickens escreveu um livro chamado Um Conto de Duas Cidades. Essas duas cidades eram Londres e Paris. Em certo sentido, poderia ser dito que a Bíblia é também uma história de duas cidades. Nesse caso, as duas cidades são Babilônia e Jerusalém.”1

“Em Apocalipse 14:8 e no capítulo 18, o apóstolo João descreve Babilônia. Ela tem sido morada de demônios e covil de espíritos imundos. Tem feito com que todas as nações cometam adultério espiritual. Seu destino já foi pronunciado, e já foi declarado que ela ‘caiu’. Essa cidade, símbolo do mal, da apostasia e da rebelião contra Deus, será um dia derrotada e destruída.”1

“6. Leia Apocalipse 21:1-4. Qual é a diferença entre a Nova Jerusalém e Babilônia?”1

“1 Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. 3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21:1-4 ARA).

Jerusalém é uma cidade santa e gloriosa, a cidade de Deus, que descerá do Céu, e nela os salvos habitarão com o Senhor: O tabernáculo de Deus com os homens. Ali não haverá maldade nem sofrimento. Babilônia é a morada de demônios e covil de espíritos imundos. Ela faz com que as nações cometam adultério espiritual. Seu destino já foi pronunciado, e já foi declarado que ela ‘caiu’. É o símbolo do mal, da apostasia e da rebelião contra Deus. Ela será um dia derrotada e destruída. É o centro do egoísmo e dos adultérios espirituais de Satanás e seus seguidores.1

“A segunda cidade é a Nova Jerusalém, a Cidade Santa, descrita em Apocalipse 21 e 22. Essa cidade abriga aqueles que escolheram o Noivo e rejeitaram o egoísmo e os adultérios espirituais de Satanás e seus seguidores. Pela graça de Deus, os redimidos guardaram Seus mandamentos e refletiram a fé de Jesus (Ap 14:12). Sua paciente perseverança e seu fervor para abraçar o ministério de Jesus permitiu que eles experimentassem a alegria do reino do Céu enquanto viviam na Terra. Foram salvos por meio da fé em Jesus; unicamente Sua justiça os tornou dignos do Céu. Sua preocupação com os ‘pequeninos’ (Mt 25:40) foi a manifestação externa dessa fé salvadora.”1

“Pelo sangue do Cordeiro (Apocalipse 5), o papel da igreja em compassiva restauração se transformou numa jubilosa comemoração (ver Ap 5:13, 14). Nessa feliz e santa cidade, Deus ‘lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram’ (Ap 21:4). A verdadeira paz foi restaurada. Ocorreu a plena restauração da imagem de Deus nos aspectos mental, espiritual e físico. O grande conflito está terminado, e ‘desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor’ (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 678).”1

“Leia Apocalipse 22:21 [‘A graça do Senhor Jesus seja com todos.’]. De que forma esse verso, o último da Bíblia, descreve a essência de tudo aquilo em que cremos?”1

Quinta-feira, 22 de setembro de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O papel da igreja na comunidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Jul. Ago. Set. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A destruição de Jerusalém

Lições da Bíblia

“3. Leia Mateus 24:15-22. Sobre o que Jesus estava falando? Que tipo de quadro Ele apresentou em resposta às perguntas que Lhe foram feitas?”1

“15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), 16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; 17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; 18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; 21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. 22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.” (Mateus 24:15-22 ARA)2.

Quando os judeus vissem a abominável desolação romana cercando Jerusalém, deviam aproveitar a oportunidade para fugir. Devemos confiar na proteção divina e estar preparados para fugir da perseguição ou suportá-la, se ela nos atingir.1

“De maneira geral, entende-se que ‘o abominável da desolação’ seja algum tipo de sacrilégio ou profanação do que é santo. Obviamente Jesus estava falando sobre a destruição de Jerusalém, que ocorreria em 70 d.C. Como vimos ontem, Ele misturou Sua descrição desse evento com a dos eventos prevalecentes no mundo antes de Sua segunda vinda. ‘Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos juízos retribuidores de Deus’ (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 22).”1

“Contudo, mesmo em meio à desolação, o Senhor procura livrar todos os que querem ser salvos. Jesus disse aos discípulos que fugissem antes que a abominação fosse posta: ‘Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela. Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito’ (Lc 21:20-22).”1

“Quando os cristãos de Jerusalém viram isso acontecer, fugiram da cidade, como Jesus os havia instruído, ao passo que a maioria dos judeus ficou para trás e pereceu. Estima-se que mais de um milhão de judeus pereceram durante o cerco de Jerusalém, e mais 97 mil foram levados cativos. ‘No entanto, durante uma trégua temporária, quando os romanos inesperadamente levantaram o cerco de Jerusalém, todos os cristãos fugiram e é dito que nenhum deles perdeu a vida. Seu local de retiro foi Pela, uma cidade no sopé das montanhas a leste do rio Jordão, cerca de 30 km ao sul do Mar da Galileia’ (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 533).”1

“Alguém já advertiu você sobre algo e, para sua desilusão, você não deu ouvidos? Por que é tão importante que, além de dar ouvidos às promessas da Palavra de Deus, também ouçamos suas advertências?”1

Terça-feira, 07 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.